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STIS 2019

Até setembro de 2019, depois fóruns no Moodle

Site: Texto Livre Eventos
Curso: STIS 2019 - Seminários Teóricos Interdisciplinares do SEMIOTEC
Livro: STIS 2019
Impresso por: Usuário visitante
Data: sexta, 28 fev 2020, 15:53

Seminários Teóricos Interdisciplinares do SEMIOTEC 2019

Apresentações do STIS em 2019:

Outubro/Novembro: início das atividades do STIS aqui no Moodle: as próximas conferências estão agendadas para os dias 11, 13 e 14/novembro

Setembro: Interdisciplinaridade nas pesquisas - Educação do Campo da UFRB (Débora Alves Feitosa e Terciana Vidal Moura, ambas UFRB)

Agosto: Pesquisas e Educação no Campo e possíveis articulações com as TDICs (Carlos Henrique Silva de Castro  e Wester Francisco de Almeida)

Junho: Texto, Discurso e Computação (Daniel Nehme Muller/Conexum, Ana Cristina Fricke Matte/UFMG/USP)

Maio: Interação, dialogismo e filosofias (Conrado Mendes/PUC-MG e Vanildo Stieg/IFES/ISEAT)

Abril: Pesquisas em Semiótica e Tecnologia (Natália Giarola, Vivian Riolo, Crislaine Silva, Rafaela Damasceno, todas UFMG)

Laboratório Semiotec - Texto Livre.org

ABRIL: Semiótica e Tecnologia

Jornal do Texto Livre: STIS abril 2019

#paracegoler clique aqui

STIS - Seminários Teóricos Interdisciplinares do SEMIOTEC



 PESQUISAS EM SEMIÓTICA E TECNOLOGIA

Conferência STIS

Mesa Redonda "Pesquisas em Semiótica e Tecnologia 2019"

 

Abril - 2019

Dia 10 de Abril das 19:30 às 21 horas, na Sala de Conferências do STIS

 

 

Conferencistas Convidadas: Prof.ªs Natália Giarola da Silva, POSLIN/UFMG; Vívian Pinto Riolo, IFES e POSLIN//UFMG; Crislaine Junqueira Aguiar Silva, POSLIN/UFMG; Rafaela Damasceno, REALPTL/UFMG

 

Coordenação da Mesa Redonda: Ana Carolina Noronha/USP

 

Resumo: As convidadas para esta mesa redonda conferência duplasão estudantes da UFMG e possuem pesquisas na área interdisciplinar de Linguagem e Tecnologia. Atuam há mais de um ano nesta área, sendo Giarola - doutorado-, Riolo - doutorado- e Aguiar - mestrado - orientandas de Ana Matte e, Damasceno - iniciação científica, orientanda de Daniervelin Pereira, Matte e Pereira são professoras da FALE, coordenadoras do Laboratório Semiotec e do Grupo de Pesquisas Texto Livre: Semiótica e Tecnologia. Durante o debate serão abordadas as dificuldades e os avanços das pesquisas na área, da coleta de dados à publicação. Abriremos espaço ao público para debater a importância da pesquisa de base e da pesquisa aplicada no momento atual.

 

Registro da Conferência disponível após a mesma 


STIS - Seminários Teóricos Interdisciplinares do SEMIOTEC, Powered by Joomla!

registro de abril/19

Registro da Conferência em chat escrito, de 10 de abril de 2019:

 

Pesquisas em Semiótica e Tecnologia 2019

Prof.ª Natália Giarola da Silva

Prof.ª Vívian Pinto Riolo

Prof.ª Crislaine Junqueira Aguiar Silva

Prof.ª Rafaela Damasceno

 coordenador de mesa:  Ana Carolina Noronha

moderador/coordenador do bloco: Ana Matte

Vídeos: Natália Giarola (clique aqui) e Rafaela Damasceno (clique aqui)

 

LOG (REGISTRO:

[STIS Abril/2019: Natália Giarola, Vívian Riolo, Crislaine Silva e Rafaela Damasceno dia 10/19 às 19h30 || resumos: http://stis.textolivre.org/site/] || Codigos , dos slides: abreAbril2019 giarola2019 riolo2019 csilva2019 damasceno2019

 

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[19:38] <+AnaMatte> Pessoal, sou a Ana Matte, Coordenadora do Grupo Texto Livre, e, em nome do Grupo, agradeço a presença de cada um, em especial conferencistas e coordenadora, pois o STIS é uma troca, de pessoas para pessoas interessadas em interdisciplinaridade.

[19:38] <+AnaMatte> O Grupo Texto Livre dedica-se desde 2006 a promover a integração de atividades acadêmicas com o Software Livre e suas comunidades, sempre no melhor espírito da Cultura Livre e da Ciência Aberta.

[19:38] <+AnaMatte> Promovido desde 2011 pelo grupo Texto Livre, o STIS privilegia a interação no chat escrito em virtude da abertura de acesso que o registro das conferências, após as mesmas, garante.

[19:39] <+AnaMatte> A média de acessos, se comparadas as páginas de divulgação, que ficam em destaque no site, e as páginas de LOGs (registros) é, em média, 20% maior nos logs, não sendo raro registrar mais de 1500 (e, em algumas dezenas de casos, mais de 2000 até agora) acessos após a conferência.

[19:40] <+AnaMatte> Lembretes bons de lembrar: a) para receber o certificado de participação, além da presença é necessário preencher o formulário disponível na página do STIS. b) cole frases curtas, no máximo 2 linhas A4, para que o chat não corte sua mensagem. c) use preferencialmente um nick do tipo nomeSobrenome para evitar confusões.

[19:40] <+AnaMatte> O certificado será encaminhado por e-mail no decorrer da semana.

[19:41] <+AnaMatte> é necessário preencher o formulário do site para receber o certificado, o que deve ser feito no máximo hoje

[19:41] <+AnaMatte> no site do stis

[19:41] <+AnaMatte> É sempre bom lembrar que a sala ficará moderada: somente quem tiver voz ou op poderá enviar mensagens no chat enquanto o canal estiver moderado.

[19:41] <+AnaMatte> As intervenções do público silenciadas até o final das apresentações, em seguida abrimos para a interação até às 21h.

[19:41] <+AnaMatte> Para dar início às atividades, convido para coordenar esta mesa a prof.a Ana Carolina Noronha, pesquisadora em Semiótica, concluindo doutorado em Semiótica e Linguística Geral pela USP, sob orientação da professora Diana Luz Pessoa de Barros.

[19:42] <+AnaMatte> AnaNoronha, a postos?

[19:42] <+AnaNoronha> boa noite a todos! É uma grande alegria estar com vocês esta noite.

[19:43] <+AnaNoronha> AnaMatte, muito obrigada por esta oportunidade!

[19:43] <+AnaMatte> nós é que agradecemos, AnaNoronha

[19:43] <+AnaNoronha> sobre mim, rapidamente: Eu sou a Ana Noronha, sou pesquisadora da área de linguística e semiótica na USP e meu objeto de estudo é ligado à educação e à internet. Pesquiso planos de aula online.

[19:43] <+AnaNoronha> VAmos começar?

[19:44] <+natalia_giarola> sim

[19:44] <+natalia_giarola> boa noite a todos

[19:44] <+AnaNoronha> Estamos iniciando uma mesa redonda com o tema Pesquisas em Semiótica e Tecnologia 2019.

[19:44] <+AnaNoronha> Temos seis perguntas para cada uma das nossas quatro conferencistas.

[19:45] <+AnaNoronha> a primeira pergunta é:

[19:45] <+AnaNoronha> 1) Como você se situa na área de pesquisas em Semiótica e Tecnologia? (fale um pouco também sobre sua integração ao laboratório Semiotec e à vida acadêmica).

[19:45] <+natalia_giarola> Então, eu venho de uma graduação em Comunicação Social – Jornalismo na UFSJ, da qual já desenvolvi pesquisas no âmbito das redes sociais, mas com foco principal em Comunicação Política.

[19:45] <+natalia_giarola> No Mestrado, em Análise do Discurso, concluído no final de 2017 também na UFSJ, comecei a trabalhar com a teoria semiótica de linha francesa, no que tange a Semiótica das Paixões.

[19:45] <+natalia_giarola> Na ocasião, meu objetivo era investigar como a paixão mobiliza o ciberativismo nos comentários das fan-pages do Movimento Brasil Livre (MBL) e Frente Brasil Popular.

[19:46] <+AnaNoronha> natalia_giarola: podemos começar com você :)

[19:46] <+natalia_giarola> sim, claro

[19:46] <+natalia_giarola> já até me adiante.kkk

[19:46] <+AnaMatte> :)

[19:46] <+AnaNoronha> natalia_giarola: ótimo!

[19:47] <+natalia_giarola> reiniciando

[19:47] <+AnaNoronha> Vivian_Riolo: sua vez

[19:47] <+natalia_giarola> Em 2018, fui aprovada no Doutorado em Linguística da UFMG, vindo a integrar a linha de Linguagem e Tecnologia, sendo orientada pela Prof. Ana Cristina Frick Matte. Na ocasião, comecei também a participar do laboratório de Semiotec.

[19:47] <+Vivian_Riolo> Boa noite a tod@s!

[19:47] <+Vivian_Riolo> Meu nome é Vivian Pinto Riolo, sou doutoranda na UFMG/Poslin/Semiotec, sob a orientação da professora Ana Cristina Fricke Matte, e também sou professora no Instituto Federal do Espírito Santo.

[19:48] <+Vivian_Riolo> A pesquisa sobre a qual eu tenho me debruçado é sobre as narrativas publicitárias nos diferentes dispositivos tecnológicos, percebendo como são elaboradas as possibilidades de argumentação em função da mídia utilizada.

[19:48] <+AnaNoronha> quais mídias você está utilizando, Vivian_Riolo ?

[19:48] <+Vivian_Riolo> Iniciei minha pesquisa na graduação (UFES) e avancei para o mestrado (UFES/ Gebakh) tendo como corpus os testemunhais publicitários que circulavam na TV aberta com as restrições que esse dispositivo de comunicação apresenta,

[19:48] <+Vivian_Riolo> tais como brevidade no tempo da publicidade, possibilidade de visualização de acordo com a programação da emissora e impossibilidade de interação prática entre os interlocutores, sendo de certo modo, um ato unilateral, sem a possibilidade da resposta imediata.

[19:49] <+Vivian_Riolo> É fato que a interação a partir desse dispositivo acontece, e o ato responsivo, em termos bakhtinianos, também ocorre, mas em termos distintos do que a Web 2.0 propõe na atualidade. Com o advento dessa nova tecnologia, é possível dar voz ao público nas redes sociais de modo que o enunciado se amplie nos elos da cadeia comunicativa.

[19:49] <+Vivian_Riolo> Nesse sentido, as publicidades, em uma perspectiva transmidiática, propõem ao nicho de interlocutores que tem afinidade com as redes sociais a possibilidade do diálogo de forma prática e visível e, assim, de autor contemplador, passa a ser também um agente que contribui para a publicização dos valores e ideologias que a instituição promove em seus discursos, sobretudo quando curte, comenta ou compartilha uma publicaçÃ

[19:50] <+Vivian_Riolo> As publicidades que antes tinham hora marcada para passar em rede nacional, podem agora ser acessadas por um click a tempo e fora de tempo. A duração em 30 segundos não é mais um problema e o auditório passa a ser sócio de dada instituição quando interage com as histórias ampliando esse discurso ao levar a publicidade de horário restrito aos seus contatos que talvez sequer teriam acesso a esses enunciados.

[19:50] <+Vivian_Riolo> Nesses aspectos é que tenho tentado inserir as principais discussões sobre as tecnologias no meu trabalho.

[19:50] <+Vivian_Riolo> E o contato com as propostas do Semiotec tem me feito pensar ainda mais sobre outros elementos semióticos que um estudo que leve em conta a tecnologia precisa demonstrar, tais como os elementos e processos de semiotização do discurso que são possíveis de se depreendeer por meio de textos verbo-voco-visuais tão caros a essas tecnologias nas quais tenho inserido meu objeto de estudo.

[19:51] <+AnaNoronha> Vivian_Riolo: muito bom.

[19:51] <+AnaNoronha> Vivian_Riolo: você finalizou sua resposta à pergunta 1?

[19:52] <+Vivian_Riolo> Sim, obrigada!

[19:52] <+Vivian_Riolo> A Natália chegou a concluir a resposta dela? Parece-me que ficou pelo caminho.

[19:52] <+AnaNoronha> eu que agradeço!

[19:52] <+AnaNoronha> natalia_giarola: você tinha terminado a sua resposta?

[19:53] <+natalia_giarola> Ainda não.

[19:53] <+AnaNoronha> continue, por favor

[19:53] <+natalia_giarola> sim

[19:53] <+natalia_giarola> então, Minha pesquisa se situa na linha de tecnologia, porque utilizo softwares livres para fazer a leitura das bolhas de interação nas fan pages que estudo – Direta Vive 3.0 e Deboas na Revolução.

[19:53] <+natalia_giarola> Os softwares usados são o Netvizz, que coleta os dados no Facebook, e o Gephi, que faz a leitura e monta as garfos dos dados coletados.

[19:54] <+natalia_giarola> Em relação à Semiótica, eu a utilizo como teoria e metodologia, tanto a semiótica standard, para a análises dos discursos preconceituosos e intolerantes (BARROS, 2008, 2011).

[19:54] <+natalia_giarola> Além, da semiótica tensiva (ZILBERBERG, 2006, 2011) e a Sociossemiótica (LANDOWSKI, 1991, 2002, 2014), para tratar questões sobre o acontecimento e as interações.

[19:54] <+natalia_giarola> Agora, finalizei.

[19:54] <+AnaNoronha> sim, Diana Barros tem desenvolvido uma pesquisa muito importante nessa área de discursos de intolerância

[19:54] <+natalia_giarola> Obrigada!

[19:54] <+natalia_giarola> AnaNoronha: uso os textos dela como referência

[19:54] <+AnaNoronha> natalia_giarola: ótimo, obrigada :)

[19:55] <+AnaNoronha> natalia_giarola: imaginei que sim quando vi o resumo da sua pesquisa

[19:55] <+AnaNoronha> CrislaineSilva: sua vez!

[19:55] <+CrislaineSilva> Olá, boa noite a todis, sejam muito bem vindis. Me chamo Crislaine Silva, sou nordestina do Alto Sertão da Bahia, filha da pequena ilustre Caetité,

[19:55] <+CrislaineSilva> Moradora do campo até os cinco anos de idade, fiz o movimento de êxodo rural para estudar na cidade com seis anos, e mais uma vez, agora com trinta anos em busca da pós-graduação, da cidade do interior para a capital mineira, estado que faz divisa com o entorno da minha região pelo Norte de Minas – Sudoeste da Bahia.

[19:55] <+CrislaineSilva> Filha do falecido Pedreiro Orlando Silva e da Professora Nildete Junqueira, que atua na EJA a mais de quinze anos, estudei nas escolas públicas da minha cidade

[19:55] <+AnaNoronha> que lindo!

[19:56] <+CrislaineSilva> concluindo, em 2014, curso de Licenciatura em Letras/Inglês da Universidade do Estado da Bahia, campus VI.

[19:56] <+CrislaineSilva> Em 2018 obtive sucesso no processo de seleção para o Programa de Estudos Linguísticos da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais, como mestranda da área da Linguística Aplicada na linha Linguagens e Tecnologia

[19:56] <+CrislaineSilva> endo a honra de ter como orientadora a Professora Doutora Ana Cristina Fricke Matte que me apresentou à Semiótica e à filosofia dos softwares livres e das ciências abertas.

[19:56] <+CrislaineSilva> Essa trajetória aparece no recorte da minha pesquisa atual que visa trabalhar concomitantemente com a Educação de Jovens e Adultos, com a Educação do Campo e com o ensino de Língua Inglesa como Língua Estrangeira

[19:56] <+CrislaineSilva> rocurando investigar até que ponto e de que maneira o ensino de inglês em contexto rural e/ou suburbano pode contribuir para o letramento crítico e digital dos alunos jovens e adultos.

[19:57] <+CrislaineSilva> omo meio de uma geração de dados responsável do ponto de vista social, apresentei, no UEADSL 2018.2, um projeto de um curso de formação continuada para os professores que atuam nesse contexto

[19:57] <+CrislaineSilva> com o intuito de contemplar estudos basilares sobre Recursos Educacionais Abertos (REAs), Educação a Distância, Curso Online Aberto e Massivo (MOOC), Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDICs) e Gamificação, dentro da perspectiva das ciências abertas e filosofia livre.

[19:57] <+CrislaineSilva> Um curso que se preocupasse também com a implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), uma vez que essa não menciona a EJA em seu texto e exclui o conceito de “inclusão digital”. O público debatedor do congresso estimulou a execução da ideia e assim nasceu o curso EJA – LIVRE: tecnologias digitais para o ensino de línguas na Educação de Jovens e Adultos.

[19:57] <+CrislaineSilva> Para finalizar,

[19:57] <+CrislaineSilva> Anterior ao início do curso, foi feita a primeira escuta dos professores participantes por meio de relatos de experiência docente, possibilitando ao professor relatar toda sua trajetória escolar até chegar à docência, pontuando suas crenças, suas motivações e sua autonomia no processo de ensino/aprendizagem. Nova escuta será feita, também como relato de experiência, após a conclusão da formação para posterior de

[19:58] <+CrislaineSilva> A partir do texto gerado pelo conjunto de relatos, antes e depois da formação, pretendemos averiguar como se dá a promoção de justiça social frente ao mundo dito globalizado pela expansão das TDIC. Para tal análise recorreremos à Semiótica Discursiva e à Semiótica Tensiva que nos servirá de metodologia de análise do texto, se assim for cabível.

[19:58] <+CrislaineSilva> bem, é isso.

[19:59] <+AnaNoronha> muito bonita sua trajetória e muito interessante o seu trabalho, CrislaineSilva

[19:59] <+CrislaineSilva> Obrigada.

[19:59] <+AnaNoronha> uma sugestão:

[19:59] <+CrislaineSilva> Claro, por favor

[20:00] <+AnaNoronha> sua averiguação é sobre a percepção do professor, não sobre o aprendizado do aluno percebido por ele mesmo, certo?

[20:00] <+CrislaineSilva> isso

[20:00] <+AnaNoronha> seria legal que isso ficasse mais claro já no início da descrição da sua pesquisa

[20:00] <+AnaNoronha> :-)

[20:00] <+CrislaineSilva> certo, tomei nota. Muito obrigada, Ana.

[20:01] <+AnaNoronha> também sou professora e pesquiso sobre educação

[20:01] <+AnaNoronha> RafaelaDamasceno: sua vez!

[20:01] <+RafaelaDamasceno> Meu nome é Rafaela Pereira Damasceno. Sou graduada em Direito pela PUCMinas, pós-graduada em Contratos e, desde 2016, curso Letras na UFMG.

[20:02] <+RafaelaDamasceno> Boa noite a todos e a todas. Agradeço a oportunidade de participar desta mesa redonda. É um prazer estar aqui com vocês.

[20:02] <+AnaNoronha> nossa pergunta é

[20:02] <+AnaNoronha> 1) Como você se situa na área de pesquisas em Semiótica e Tecnologia? (fale um pouco também sobre sua integração ao laboratório Semiotec e à vida acadêmica).

[20:02] <+AnaNoronha> (para os que chegaram depois)

[20:03] <+RafaelaDamasceno> Comecei a me interessar pelo tema da minha pesquisa depois que vi uma postagem da professora Daniervelin Pereira (minha orientadora na iniciação científica) sobre o REALPTL. Se quiserem saber mais sobre o projeto, escolham apresentação de slides e digitem damasceno2019

[20:03] <+RafaelaDamasceno> Enfim, sempre me interessei pela internet e as suas diversas possibilidades. Escrevo para blogs profissionalmente e pensei que essa atividade pudesse gerar algum tema para pesquisas no meio acadêmico.

[20:03] <+AnaNoronha> RafaelaDamasceno: conte brevemente para nós, em poucas linhas

[20:03] <+RafaelaDamasceno> Sobre o REALPTL?

[20:04] <+AnaNoronha> não, sobre o seu projeto

[20:04] <+RafaelaDamasceno> A pesquisa que desenvolvo é a respeito do uso de licenças abertas em materiais didáticos e outros recursos disponíveis ao meio educacional.

[20:04] <+RafaelaDamasceno> A ideia é difundir o conhecimento sobre as licenças abertas para professores, alunos e demais profissionais da educação, a fim de que mais materiais sejam disponibilizados na web, sem as barreiras dos direitos autorais e de propriedade intelectual.

[20:04] <+RafaelaDamasceno> Nesse sentido, a pesquisa está mais voltada à tecnologia, no sentido de que a escola e a universidade estão totalmente integradas à era digital.

[20:05] <+RafaelaDamasceno> No entanto, muitos profissionais ainda não estão atualizados sobre as possibilidades que as inovações tecnológicas proporcionam à educação.

[20:06] <+AnaNoronha> RafaelaDamasceno: e como sua pesquisa se liga à área de letras?

[20:06] <+RafaelaDamasceno> Como estudante da licenciatura, é interessante que os professores em formação conheçam as possibilidades de compartilhmento de materiais didáticos e recursos educacionais no geral para a comunidade digital

[20:07] <+RafaelaDamasceno> Ao longo das pesquisas, pude perceber que pouco se sabe sobre essas possibilidades das licenças abertas

[20:07] <+AnaNoronha> trata-se de recursos educacionais voltados ao ensino de línguas ou áreas afins ?

[20:07] <+AnaNoronha> boa percepção, sem dúvida pertinente ao assunto

[20:07] <+RafaelaDamasceno> A minha pesquisa especificamente é sobre a aplicação das licenças abertas aos recursos educacionais de forma geral.

[20:08] <+AnaNoronha> muito bem :)

[20:08] <+RafaelaDamasceno> Não especificamente sobre o ensino de línguas e áreas afins. Como sou do curso de Letras e faço parte do REALPT, a pesquisa fica mais voltada para essa área. Mas ela abrange qualquer outra área do conhecimento, desde que ligada à educação

[20:09] <+AnaNoronha> entendi, obrigada!

[20:09] <+AnaNoronha> pessoal, acabei me esquecendo de apresentar as conferencistas

[20:09] <+AnaNoronha> por isso, peço a vocês que olhem os slides abreAbril2019 para poderem ver seus perfis e suas pesquisas

[20:10] <+AnaNoronha> sobre as pesquisas nós já vimos aqui, mas sobre a formação delas, é importante olhar.

[20:11] <+AnaNoronha> enquanto isso, conferencistas, se quiserem aproveitar e usar seus slides de apresentação, pode fazê-lo

[20:11] <+AnaNoronha> *podem

[20:11] <+natalia_giarola> Se quiserem saber mais sobre o projeto, escolham apresentação de slides e digitem giarola2019

[20:12] <+AnaNoronha> Nossa pergunta dois era uma solicitaçào para que definissem suas propostas sinteticamente, no entanto, acredito que isso foi incluído na resposta à pergunta 1.

[20:12] <+CrislaineSilva> Acho que acabei fazendo minha apresentação no início da resposta. Mas podem ver com mais detalhes no slide.

[20:12] <+AnaNoronha> Assim, passemos para a pergunta 3.

[20:12] <+AnaNoronha> Pergunta 3: Nossas pesquisas envolvem análises de textos: fale um pouco sobre os procedimentos usados para coleta de dados (previstos ou já realizados) e das dificuldades tecnológicas, e todas as outras que julgar relevantes, para a realização da coleta de dados?

[20:12] <+AnaNoronha> RafaelaDamasceno: podemos começar com vc?

[20:13] <+RafaelaDamasceno> Sim! Além da revisão bibliográfica, a minha pesquisa se baseia em uma experiência de extensão junto ao Instituto EducaDigital, pela plataforma REliA (https://relia.org.br)

[20:13] <+RafaelaDamasceno> Essa plataforma é uma espécie de arquivo de recursos educacionais abertos disponíveis na internet.

[20:13] <+AnaNoronha> quando terminar sua resposta, por favor indique a Crislaine para responder

[20:13] <+RafaelaDamasceno> Nela, o usuário pode buscar recursos de todos os tipos, categorizados por nível de escolaridade, idioma, área de interesse, entre outras categorias. Em cada recurso disponível, é possível verificar a informação da licença escolhida pelo autor.

[20:13] <+RafaelaDamasceno> No entanto, havia algumas licenças desatualizadas na plataforma, além de informações de direitos autorais muito genéricas, que precisavam ser especificadas, principalmente em relação às licenças Creative Commons.

[20:14] <+RafaelaDamasceno> Alguns problemas constatados ao longo da coleta de dados na plataforma forma: - Desatualização de dados: alguns domínios de sites já haviam expirado e não conseguimos encontrar o link correto;

[20:14] <+RafaelaDamasceno> - Ausência de informação sobre licenças: em outros casos, o recurso não tinha informação sobre direitos autorais; - Informações incompletas: também houve casos em que havia informação sobre direitos autorais, mas não estava clara qual era a licença, nem quais eram as suas regras.

[20:14] <+RafaelaDamasceno> foram*

[20:14] <+RafaelaDamasceno> Finalizado!

[20:15] <+AnaNoronha> desatualização de dados é mesmo um grande problema!

[20:15] <+AnaNoronha> obrigada RafaelaDamasceno

[20:15] <+RafaelaDamasceno> Sim, principalmente quando se trata de internet

[20:15] <+AnaNoronha> CrislaineSilva:

[20:15] <+CrislaineSilva> Como foi colocado, o projeto visa usar as categorias de análise da Semiótica como meio de compreender o mundo que se faz presente no discurso dos professores ouvidos.

[20:15] <+CrislaineSilva> Dentro desse mundo o professor produz sentido sobre como se dá o processo de ensino/aprendizagem de línguas nos contextos em que atua. Com a diversidade que os contextos rurais e suburbanos apresentam, espera-se encontrar respostas para as perguntas da pesquisa:

[20:15] <+CrislaineSilva> • Como a escola, o professor e o currículo buscam atender às atuais necessidades dos alunos campesinos, como público majoritário da EJA, nas escolas dos distritos? • Que resultados o trabalho pedagógico tem gerado? • Quais são os discursos dos professores atuantes nesse contexto específico?

[20:16] <+CrislaineSilva> • O que pensam sobre o ensino de Inglês como língua estrangeira nesse contexto? • O que pensam/sabem sobre letramento digital e letramento crítico? • Como foi a trajetória de aprendizagem de Inglês deles? • Como está sendo a sua vivência pedagógica num mundo tomado pelas TDICs?

[20:16] <+CrislaineSilva> • O que ficou marcado dessa trajetória no trabalho que desenvolvem? • Quais trabalhos desenvolvem? Esses trabalhos promovem um letramento crítico dos alunos campesinos? Esses trabalhos colaboram para o letramento crítico do homem do campo frente os processos de globalização? • O que sabem/pensam sobre justiça social e globalização?

[20:16] <+CrislaineSilva> Para a execução da transcrição dos relatos gravados em áudio, não foi encontrado, até o momento, um software que pudesse auxiliar nessa tarefa. O que acarretará em muito trabalho, uma vez que os áudios têm em torno de uma hora e meia de relato o que resulta, segundo estudos-piloto, em 15 a 18 páginas digitadas.

[20:16] <+CrislaineSilva> Para posterior análise, usaremos o DadoSemiótica que facilitará o processo de análise, pois disponibiliza ao pesquisador mecanismos de seleção das categorias de base do percurso gerativo de sentido, dentre outras análises que serão melhores verificadas mediante o conteúdo dos textos.

[20:16] <+CrislaineSilva> Já na execução do curso de formação continuada, enfrentamos problemas com o curto prazo entre o surgimento da ideia e a marca fim para coleta de dados. Também, por esse motivo, não obtivemos auxílio financeiro o que impossibilitou a vinda de professores colaboradores que, inicialmente, foram convidados a ministrar os módulos nos encontros presenciais.

[20:16] <+CrislaineSilva> Além disso, enfrentamos problemas com o acesso aos recursos tecnológicos digitais que seriam necessários para a execução das aulas, tais como falta de acesso à internet, baixa qualidade da internet, problemas com reserva de sala/auditório que concentrasse todo o equipamento necessário, equipamento com defeito, etc.

[20:17] <+CrislaineSilva> basicamente isso

[20:17] <+AnaNoronha> ótimo, obrigada!

[20:17] <+AnaNoronha> Vivian_Riolo:

[20:17] <+Vivian_Riolo> Se quiserem saber mais sobre o projeto, escolham apresentação de slides e digitem riolo2019.

[20:18] <+Vivian_Riolo> No meu caso, a coleta de dados se dará pelos canais institucionais das marcas selecionadas que se utilizam do Storytelling. Sobretudo, a coleta se dará a partir de marcas que produtos que promovem saúde e bem-estar, por meio de narrativas cujo tema permeie histórias de superação e autoconfiança.

[20:18] <+Vivian_Riolo> Inicialmente, a proposta se dava pelo percurso que as narrativas seguiam no tocante a organização enunciativa nas redes sociais até chegar à publicidade de fato, mas percebi que esse movimento não seria produtivo nas análises, pelo grau de dificuldade em encontrar no fio enunciativo a história que deu origem à publicidade.

[20:18] <+AnaNoronha> CrislaineSilva: transcrição de áudio é realmente um problema, ainda é.

[20:18] <+Vivian_Riolo> Então, devo me ater apenas à organização enunciativa no interior do enunciado concreto e aos regimes de interação que a narrativa já pronta propõe ao enunciatário, a fim de que ele saiba qual caminho seguir, caso queira participar do projeto discursivo de modo pontual.

[20:19] <+AnaNoronha> você já sabe quantas narrativas irá utilizar?

[20:19] <+AnaNoronha> narrativas ou peças publicitárias

[20:20] <+Vivian_Riolo> Tenho feito a coleta em uma perspectiva histórica, de 2015 (época em que fiz as análises do mestrado) até 2019.

[20:21] <+Vivian_Riolo> Uma por ano.

[20:21] <+AnaNoronha> me parece um bom número

[20:21] <+Vivian_Riolo> Esse período foi o que notei a transição dos Testemunhais para os Storytellings.

[20:22] <+AnaNoronha> você poderia explicar melhor o que isso quer dizer?

[20:22] <+Vivian_Riolo> Não que os modelos anteriores tenham caído no desuso, mas ao contrário, há uma crescente no Storytelling.

[20:22] <+Vivian_Riolo> São os gêneros publicitários que tenho estudado.

[20:23] <+AnaNoronha> ah, entendi. desconhecia esses termos

[20:23] <+Vivian_Riolo> Ambos são narrativas de vida na publicidade.

[20:23] <+AnaNoronha> obrigada!

[20:24] <+AnaNoronha> entendi

[20:24] <+Vivian_Riolo> Eu que agradeço.

[20:24] <+RafaelaDamasceno> O storytelling está realmente muito presente na publicidade!

[20:24] <+AnaNoronha> finalizada sua resposta à terceira pergunta?

[20:24] <+Vivian_Riolo> Sim.

[20:24] <+AnaNoronha> :-)

[20:24] <+AnaNoronha> natalia_giarola: sua vez!

[20:24] <+natalia_giarola> Minha pesquisa envolve comentários de Facebook, mas a coleta de dados começou anteriormente. Primeiro, selecionei, por número de curtidas, duas fan pages que tiveram relevância política no ano de 2018, chegando à Direita Vive 3.0 e à Deboas na Revolução.

[20:25] <+natalia_giarola> Logo após, fiz um estudo das bolhas de interação para verificar se as mesmas eram influenciadoras. Esta coleta de dados foi realizada utilizando os seguintes procedimentos:

[20:25] <+natalia_giarola> - geração dos dados da nuvem por meio do software livre Netvizz, que permitiu extrair, por meio da função “Page Like Network”, as informações de todas as ligações as fan pages em grau de profundidade um, ou seja, as referências imediatas da página e as conexões dela com outras páginas.

[20:25] <+natalia_giarola> - Os dados gerados foram processados no software livre de análise de redes Gephi, utilizando a medida estatística de modularidade, que ajuda a identificar as comunidades de usuários daquela rede e a métrica de indegree (grau de entrada), possibilitando visualizar os influenciadores.

[20:25] <+natalia_giarola> Além disso, utilizaremos o software livre dadossemiotica, um aplicativo criado dentro da perspectiva teórica da semiótica de linha francesa, que permite coletar dados de textos em página de Internet usando a URL (Uniform Resource Locator) (Matte 2012).

[20:26] <+natalia_giarola> Minha maior dificuldade está sendo na coleta dos comentários, ainda não encontrei alternativas para me ajudar, por isso, até agora, estou fazendo-a manualmente, o que demanda muito tempo e paciência, pois como são comentários de 2018, muitas vezes a página atualiza e tenho que retomar tudo, novamente.

[20:26] <+natalia_giarola> Resumidamente é isso!

[20:27] <+AnaNoronha> esses softwares extraem dados das plataformas, é isso?

[20:27] <+natalia_giarola> Exatamente!

[20:27] <+AnaNoronha> interessante

[20:27] <+natalia_giarola> São voltados para redes sociais, neste caso Facebook

[20:27] <+AnaNoronha> entendi, muito bom

[20:27] <+AnaNoronha> acho que pouca gente conhece

[20:28] <+natalia_giarola> Sim, até na comunicação são desconhecido!

[20:28] <+AnaNoronha> meninas, vou pular a pergunta 4 porque a AnaMatte também pulou...

[20:28] <+natalia_giarola> É uma área nova!

[20:28] <+AnaMatte> :D

[20:28] <+CrislaineSilva> :)

[20:28] <+AnaNoronha> natalia_giarola: a RafaelaDamasceno podia incluí-lo na lista dela de divulgação...

[20:29] <+natalia_giarola> Não entendi.

[20:29] <+RafaelaDamasceno> Também não

[20:29] <+AnaNoronha> vou pular também a pergunta 5 porque o tempo está indo mais rápido do que havíamos planejado, tudo bem?

[20:29] <+CrislaineSilva> Também não

[20:29] <+natalia_giarola> sim.

[20:29] <+CrislaineSilva> Eu quero falar

[20:30] <+CrislaineSilva> acho importante

[20:30] <+AnaNoronha> eu quis dizer que como a RafaelaDamasceno tem como projeto divulgar softwares livres, ela poderia difundir esse que vc natalia_giarola está utilizando porque é pouco conhecido

[20:30] <+natalia_giarola> Ah sim, claro

[20:30] <+natalia_giarola> Boa ideia

[20:30] <+RafaelaDamasceno> O meu também não foi para a natalia_giarola

[20:30] <+AnaNoronha> entenderam? natalia_giarola e RafaelaDamasceno

[20:30] <+RafaelaDamasceno> Entendi AnaNoronha

[20:31] <+RafaelaDamasceno> Vou querer saber mais sobre esse software sim, natalia_giarola

[20:31] <+AnaNoronha> CrislaineSilva: se der tempo voltamos a pergunta 5 no final, ok?

[20:31] <+CrislaineSilva> Ah, ok.

[20:31] <+natalia_giarola> RafaelaDamasceno: depois te envio por e-mail, por causa do tempo

[20:31] <+AnaNoronha> pergunta 6: Questão para debate: considerando-se o momento que vivemos no Brasil e no Mundo, o que você acha mais importante, pesquisas teóricas ou pesquisas que permitam aplicação imediata? Por quê?

[20:32] <+RafaelaDamasceno> natalia_giarola: Ok!

[20:32] <+AnaNoronha> AnaMatte: você poderia abrir para interação de todos?

[20:32] <+AnaMatte> ok

[20:32] <+AnaNoronha> trata-se de nossa pergunta para debate

[20:33] <+AnaNoronha> CrislaineSilva: comecemos por vc

[20:33] <+CrislaineSilva> ok

[20:33] <+CrislaineSilva> Considero que essa pesquisa, da qual posso falar com segurança, é muito mais que analisar relatos de experiência docente, é analisar relatos de professores que se encontram todos os dias com pessoas moradoras do campo, um campo sem muito verde, um campo com pouco acesso, com pouquíssimos recursos tecnológicos e com índices altíssimos de pobreza, marginalização social e, por tanto, digital.

[20:33] <+CrislaineSilva> Num contexto educacional que fala em globalização, em Novas Tecnologias e em Recursos Educacionais Abertos. Esses professores que estão inseridos em contextos escolares de baixo rendimento onde os muitos problemas sociais se desembocam.

[20:33] <+CrislaineSilva> Professores que se veem cercados de responsabilidades e pouco apoio.

[20:33] <+CrislaineSilva> Penso que atualmente precisamos de coragem e força para resistir. O fato de a modalidade EJA não ter sido contemplada na BNCC, é uma ausência que fala qual é o direcionamento dado as populações vulneráveis.

[20:34] <+CrislaineSilva> É, ao meu ver, um ato político partidário. Assim também o termo “inclusão” não ser mencionado em um texto que visa a equiparação do ensino/aprendizado no país, indica claramente quem serão os beneficiários dessa reforma.

[20:34] <+CrislaineSilva> A importância do debate, da conscientização e da formação continuada, deve-se, ainda mais, aos retrocessos legitimados que estamos vivendo com o governo atual.

[20:34] <+CrislaineSilva> Um governo que trabalha com o pensamento simplista dos problemas sociais tem que ser rebatido com a problematização das questões que nos são inerentes dentro da Educação.

[20:34] <+CrislaineSilva> Dessa forma, é nosso dever, enquanto pesquisadores, professores e estudantes, manter o senso de questionadores e pensadores. Só assim garantiremos a liberdade de hoje e de amanhã.

[20:35] <+AnaNoronha> Perfeito CrislaineSilva

[20:35] <+CrislaineSilva> ;)

[20:35] <+AnaNoronha> temos grande responsabilidade

[20:35] <+AnaNoronha> Vivian_Riolo: poderia responder?

[20:35] <+Vivian_Riolo> Sim.

[20:35] <+Vivian_Riolo> Considero que cada uma delas tem o seu valor. Algumas questões teóricas merecem desdobramentos e esclarecimentos por parte da comunidade acadêmica, mas, em contrapartida, quando se fala em ensino e publicização das pesquisas, é fato que há a carência de questões práticas que favoreçam a compreensão de dado conteúdo bem como para que seja demonstrada a sua relevância.

[20:36] <+Vivian_Riolo> O fato é que no meio acadêmico há um leitor diferenciado, mas é importante que o resultado das pesquisas seja demonstrado de forma prática para a sociedade.

[20:36] <+Vivian_Riolo> O valor da pesquisa tem que ser divulgado, mas para que isso extrapole o espaço acadêmico e os gêneros que circulam nesse meio, tais como artigos, dissertações e teses e passe a permear as salas de aula e a sociedade como um todo, tal conhecimento produzido precisa aparecer de forma palpável àqueles que não estão inseridos nessas discussões teóricas.

[20:37] <+AnaNoronha> Concordo com você com essa necessidade de o conhecimento extrapolar os muros da escola, Vivian_Riolo

[20:37] <+AnaNoronha> perdão, os muros da universidade

[20:37] <+Vivian_Riolo> Sim, é muito importante!

[20:37] <+AnaNoronha> natalia_giarola: poderia responder?

[20:38] <+natalia_giarola> Sim, minha resposta segue o viés da Vivian_Riolo

[20:38] <+natalia_giarola> Bem, acredito que necessitamos das duas, em medidas certas. Pesquisas com aplicação imediata seriam uma boa alternativa para mostrar, por exemplo, a importância do investimento em pesquisa

[20:38] <+natalia_giarola> principalmente no atual momento político brasileiro que vivemos. Mas ao mesmo tempo, se não tivermos uma teoria por atrás, acabamos perdendo credibilidade.

[20:38] <+natalia_giarola> Além disso, pesquisas apenas teóricas, podem ter uma carga de entendimento mais rasa, o que acarreta o estagnamento de pesquisas em bibliotecas.

[20:38] <+natalia_giarola> Não cumprindo seu papel de ir além, de ser sair da “casinha” das universidades e chegar à população.

[20:38] <+natalia_giarola> Bem, é isso!

[20:39] <+AnaNoronha> obrigada!

[20:39] <+AnaNoronha> RafaelaDamasceno:

[20:39] <+RafaelaDamasceno> A pesquisa teórica sempre será importante para a construção do conhecimento, independentemente da sua aplicação imediata ou em longo prazo.

[20:39] <+RafaelaDamasceno> No entanto, considerando que vivemos na Era da Informação e a tecnologia está em constante atualização, é importante que a aplicação dos projetos de pesquisa se dê de forma mais dinâmica e rápida.

[20:39] <+RafaelaDamasceno> O que também tem a ver com o que a natalia_giarola e a Vivian_Riolo falaram

[20:40] <+AnaNoronha> muito bem

[20:40] <+RafaelaDamasceno> Um exemplo é o meu objeto de pesquisa. Hoje, as licenças abertas são uma forma muito eficiente de solucionar os entraves do direito patrimonial e autoral no Brasil.

[20:40] <+RafaelaDamasceno> Entretanto, pode ser que esse tipo de licença caia em desuso em curto prazo ou que novas alternativas de licenças surjam nos próximos anos. Nesse sentido, o ideal é que a aplicação seja imediata.

[20:40] <+RafaelaDamasceno> Finalizado!

[20:40] <+AnaNoronha> obrigada!

[20:40] <+AnaNoronha> a palavra está aberta

[20:40] <+AnaNoronha> alguém mais gostaria de responder?

[20:40] <+AnaNoronha> coloco novamente a questão

[20:41] <+AnaNoronha> considerando-se o momento que vivemos no Brasil e no Mundo, o que você acha mais importante, pesquisas teóricas ou pesquisas que permitam aplicação imediata? Por quê?

[20:41] <+AnaMatte> Eu gostaria de palpitar também. Acho que a pesquisa básica, que é a mais teórica, apesar do que parece, tem tido pouco apoio institucional e isso não é de hoje, remonta a décadas. A pesquisa básica é a que dá suporte às aplicações mais ousadas e nós precisamos de ousadia. A pesquisa que tem maior investimento é sempre aquela que tem resultados economicamente relevantes, como as das áreas médicas e das engenharias.

[20:42] <+AnaMatte> Então, a meu ver, o que é necessário hoje é criar, sim, uma postura acolhedora às pesquisas práticas, que são o retorno dos pesquisadores à população que de fato sustenta a pesquisa no Brasil, com os impostos, ao mesmo tempo que os pesquisadores das ciências aplicadas fiquem mais atentos aos avanços da ciência. Essas mãos dadas é que farão uma imensa diferença na nossa história.

[20:42] <+AnaMatte> é isso

[20:42] <+CrislaineSilva> Verdade, Ana. Toda produção de conhecimento só é válida a partir do momento em que tem potencial de melhorar a vida das pessoas

[20:43] <+natalia_giarola> Sim, temos que pensar na pesquisa como extensão também

[20:43] <+AnaNoronha> me parece que concordamos na necessidade de se fazer pesquisa teórica e pesquisa com aplicação prática

[20:44] <+AnaNoronha> as duas são igualmente importantes. o que vejo muitas vezes é que uma pesquisa mais teórica embasa pesquisas práticas que vão surgir mais tarde, é difícil ver o alcance daquilo que se produz academicamente.

[20:44] <+AnaMatte> o prórpio Texto Livre é exemplo disso: de um lado, temos o STIS, cuja preocupação é a pesquisa de ponta em áreas interdisciplinares, que alimenta nosso trabalho, e de outro temos o UEADSL, que é onde colocamos tudo isso em prática, abrindo espaço para a formação dos professores e o empoderamento dos estudantes

[20:45] <+AnaNoronha> no entanto, nosso momento atual pede mais diálogo entre a sociedade e a pesquisa.

[20:46] <+natalia_giarola> se pensarmos que temos um governo que deduz que o Brasil não produz pesquisa, precisamos desse dialogo urgentemente

[20:46] <+AnaMatte> isso, AnaNoronha: sem que haja esse diálogo, a extensão, ou seja, o retorno da pesquisaa à sociedade, acaba caindo numa mesmice. Os fundamentos advém da pesquisa básica, por isso ela é imprescindível

[20:46] <+Vivian_Riolo> Sim, AnaMatte. Levar os alunos de graduação a refletir sobre essa necessidade de pesquisa e aplicação prática em tcc's e na sala de aula é fundamental.

[20:47] <+AnaNoronha> isso, natalia_giarola , o diálogo é urgente também porque precisamos mostrar a importância da pesquisa, da universidade, da produção de conhecimento

[20:48] <+AnaMatte> E essa questão das licenças, que a RafaelaDamasceno comentou, é muito importante: fazer pesquisa de ponta para publicar em revistas de acesso pago, como muito se faz, principalmente nas exatas e biológicas, é um desserviço à ciência

[20:49] <+RafaelaDamasceno> Com certeza, AnaMatte

[20:49] <+RafaelaDamasceno> O grande problema é que muitos pesquisadores não conhecem as possibilidades das licenças abertas. E, se já ouviram falar, não sabem como elas funcionam.

[20:49] <+AnaNoronha> e há um ponto importante aqui que é comum a nós: a tecnologia é uma ferramenta muito potente para disseminar o conhecimento e o resultado de pesquisas. com ela podemos chegar mais longe com nossos resultados

[20:50] <+natalia_giarola> exatamente!

[20:50] <+AnaMatte> RafaelaDamasceno: é comum o pensamento de que abrir é perder o direito, quando é exatamente o contrário, já que, ao publicar em editoras, geralmente precisamos abrir mão de nossos direitos, por contrato

[20:51] <+AnaNoronha> acredito muito na tecnologia como ferramenta de coleta e disseminação de resultados e na semiótica como ferramenta de análise

[20:51] <+RafaelaDamasceno> Sim, AnaMatte . A editora é que detém o direito autoral para publicação do material. O autor apenas conserva o direito moral por ter elaborado a obra

[20:52] <+AnaMatte> direito moral é uma expressão técnica, RafaelaDamasceno ?

[20:52] <+RafaelaDamasceno> Sim AnaMatte

[20:53] <+AnaMatte> AnaNoronha: sem dúvida, a principal via de disseminação do conhecimento é a internet e é exatamente por isso que questões relativas à liberdade na internet são inegociáveis.

[20:54] <+AnaMatte> nós tivemos pouquíssimo interesse da população quando se discutia o marco civil da internet, lei de regulamentação

[20:54] <+RafaelaDamasceno> É um direito indisponível que todo ser humano tem. É bastante abrangente, porque engloba o seu direito de fazer valor um contrato, ao comprar um imóvel, ou o direito de receber indenização por um produto comprado que veio estragado e você não conseguiu o reembolso ou a substituição da loja, por exemplo AnaMatte

[20:55] <+AnaMatte> precisamos divulgar essass ideias, pois as pessoas são enganadas e ainda justificam as ações de quem as enganou, achando que foi para o seu próprio bem, mas foi para o bem dos financeiramente poderosos

[20:55] <+RafaelaDamasceno> AnaNoronha: também se pode falar sobre o direito de divulgar dados ou pesquisas pela internet, de ter acesso ao conhecimento e à cultura (que inclusive são premissas constitucionais)

[20:55] <+AnaMatte> entendi, RafaelaDamasceno, bem interessante

[20:56] <+AnaMatte> software livre, ciência aberta, educação aberta precisam estar na ponta da língua todos os dias, em tudo que fazemos, pois precisamos acordar as pessoas

[20:56] <+CrislaineSilva> Bom, gostaria de agradecer a atenção de todis. E me colocar à disposição para maiores esclarecimentos sobre a pesquisa e sobre o curso.

[20:57] <+AnaMatte> bem, pessoal.. está chegando a hora.... dos aplausos :)

[20:57] <+RafaelaDamasceno> :)

[20:57] <+AnaNoronha> :-)

[20:57] <+natalia_giarola> ;)

[20:57] <+AnaMatte> Agradeço a todos pela presença e participação, foi um ótimo STIS, obrigada, natalia_giarola Vivian_Riolo CrislaineSilva RafaelaDamasceno AnaNoronha

[20:57] <+CrislaineSilva> \o/

[20:58] <+RafaelaDamasceno> Obrigada a todos pela oportunidade de participar desta Mesa Redonda. Adorei saber um pouco mais sobre os outros trabalhos. Muito boa a troca de conhecimento!

[20:58] <+AnaNoronha> quero deixar meu enorme agradecimento a vocês, AnaMatte , RafaelaDamasceno , natalia_giarola , Vivian_Riolo e Cris

[20:58] <+natalia_giarola> Obrigada vocês! Foi muito bom participar. Grande aprendizado.

[20:58] <Ludmilla_Lima_> Parabéns a todas!

[20:58] <+AnaNoronha> e CrislaineSilva:

[20:58] <+AnaMatte> Lembrem-se que é necessário preencher o formulário do site para receber o certificado, o que deve ser feito no máximo no dia do evento, pois em seguida encaminharemos os certificados pelo e-mail informado no formulário.

[20:58] <Ludmilla_Lima_> Foi um prazer participar do meu primeiro STIS!

[20:58] <+AnaNoronha> muito obrigada por esta acolhida e este diálogo

[20:58] <+Vivian_Riolo> Sem dúvida, essa é grande oportunidade de aprendermos mais com as colegas.

[20:59] <+natalia_giarola> \o/

[20:59] <+AnaMatte> os STISs de maio e junho, organizados pela Vivian_Riolo, vão ter como tema bakthin, não percam!

[20:59] <+AnaMatte> Parabéns!

[20:59] <+AnaMatte> clap clap clap clap

[20:59] <+AnaMatte> clap clap clap clap

[20:59] <+AnaMatte> clap clap clap clap

[20:59] <+AnaMatte> clap clap clap clap

[20:59] <+AnaMatte> clap clap clap clap

[20:59] <+AnaMatte> \o/

[21:00] <+AnaNoronha> clap clap clap clap

[21:00] <+natalia_giarola> clap clap clap

[21:00] <+CrislaineSilva> adorei os "clap"

[21:00] <+AnaNoronha> :-)

[21:00] <+Vivian_Riolo> \o/

[21:00] <Ludmilla_Lima_> clap clap !!! Applause!!! :) \o/

[21:00] <+RafaelaDamasceno> clap clap clap clap

[21:01] <Ludmilla_Lima_> Pessoal, vamos poder ver os alides mesmo depois de desconectados deste ambinete ?

[21:01] <+natalia_giarola> Boa noite a todos!!!!

[21:02] <+Vivian_Riolo> Boa noite, pessoal!

[21:02] <+CrislaineSilva> Até o próximo. Boa noite!

[21:02] <+natalia_giarola> Foi um prazer.

[21:02] <+natalia_giarola> próxima!!!

[21:02] <+AnaNoronha> Ludmilla_Lima_: sim, é possível

[21:02] <+AnaNoronha> boa noite a todos!

[21:03] <+RafaelaDamasceno> Até mais, pessoal!

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MAIO: Interação, dialogismo e filosofias

Jornal do Texto Livre: STIS maio 2019

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STIS - Seminários Teóricos Interdisciplinares do SEMIOTEC

 

Interação, dialogismo e filosofias: possíveis diálogos entre Landowski e Bakhtin

Conferência STIS

INTERAÇÃO, DIALOGISMO E FILOSOFIAS: POSSÍVEIS DIÁLOGOS ENTRE LANDOWSKI E BAKHTIN

 

Maio - 2019

Dia 22 de Maio das 19:30 às 21 horas, na Sala de Conferências do STIS

 

 

Conferencistas Convidados:

CONRADO MENDES é doutor em Semiótica e Linguística Geral pela Universidade de São Paulo (2013), tendo realizado estágio doutoral de um ano na Université Paris 8 Vincennes-Saint-Denis, França (2011-2012). O mesmo é mestre em Estudos Linguísticos pela Universidade Federal de Minas Gerais (2009) e Bacharel em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, pela mesma Instituição (2006). Atualmente, é Professor Adjunto II da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), lotado no Departamento de Comunicação Social em Belo Horizonte.

VANILDO STIEG é pós- doutor em Educação pela Universidade Federal do Espírito Santo - UFES (2012), e doutor em Educação pela mesma instituição. O conferencista é professor do Programa de Mestrado Profissional PROFLETRAS/Vitória/ES e professor Titular no Instituto Superior de Educação Ateneu – ISEAT. Além disso, é membro do Grupo de Estudos Bakhtinianos (GEBAKH/PPGEL), do NEPALES – UFES e coordenador Adjunto do Grupo de Estudos e Pesquisas em processos de apropriação de Língua Portuguesa (GEPALP/UFES/CE/CNPq). Possui vivência em todos os níveis da Educação Escolar (Infantil, Fundamental, Médio e Superior - Graduação e Pós-Graduação) bem como em espaços não escolares.

Registro da Conferência disponível após a mesma (clique aqui)


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registro de maio/19

Registro da Conferência em chat escrito, de 22 de maio de 2019:

 

INTERAÇÃO, DIALOGISMO E FILOSOFIAS: POSSÍVEIS DIÁLOGOS ENTRE LANDOWSKI E BAKHTIN

Prof Dr. Conrado Mendes

Prof Dr. Vanildo Stieg

 

 

 

<nataliagiarola_> É com muito prazer que damos início ao segundo bloco dos Seminários Teóricos Interdisciplinares do SEMIOTEC – STIS, promovido desde 2011 com o objetivo da interação via chat escrito.
<vanessap> salut!
<nataliagiarola_> Pedimos que a partir desse momento, apenas as coordenadoras e conferencistas se manifestem. Posteriormente, abriremos a palavra ao público
<nataliagiarola_> O evento é organizado pelo Grupo Texto Livre, que se dedica desde 2006 a promover a integração de atividades acadêmicas com o Software Livre e suas comunidades, levando em consideração o espírito da Cultura Livre e da Ciência Aberta.
<nataliagiarola_> Alguns lembretes aos participantes:
<nataliagiarola_> 01)para receber o certificado de participação, além da presença é necessário preencher o formulário disponível na página do STIS.
<nataliagiarola_> 02)cole frases curtas, no máximo 2 linhas A4, para que o chat não corte sua mensagem
<nataliagiarola_> 03) use preferencialmente um nick do tipo nomeSobrenome para evitar confusões.
<nataliagiarola_> 04) o certificado será encaminhado por e-mail no decorrer da semana.
<nataliagiarola_> 05) é necessário preencher o formulário do site para receber o certificado, o que deve ser feito no máximo até hoje no site do stis.
<nataliagiarola_> Vale lembrar que a sala ficará moderada: somente quem tiver voz ou op poderá enviar mensagens no chat enquanto o canal estiver moderado.
<nataliagiarola_> As intervenções do público serão silenciadas até o final das apresentações, em seguida abrimos para a interação até às 21h.
<nataliagiarola_> Para dar início às atividades da mesa redonda “Interação, dialogismo e filosofias: possíveis diálogos entre Landowski e Bakhtin”,
<nataliagiarola_> convidamos a coordenadora de mesa, Vivian Riolo para dirigir as perguntas aos professores e conferencistas Vanildo Stieg e Conrado Mendes.
<Vivian_Riolo_> Boa noite, professores Vanildo, Conrado e colegas que estão prestigiando o STIS nesta noite.
<nataliagiarola_> Vanildo é pós- doutor em Educação pela Universidade Federal do Espírito Santo - UFES (2012) e doutor em Educação pela mesma instituição.
<Jocyare> ola
<nataliagiarola_> Membro do Grupo de Estudos Bakhtinianos (GEBAKH/PPGEL), o conferencista irá apresentar alguns pontos sobre a teoria bakhtiniana.
<nataliagiarola_> Conrado Mendes é doutor em Semiótica e Linguística Geral pela Universidade de São Paulo (2013).
<nataliagiarola_> Autor de diversas publicações e livros na área de semiótica, Conrado explanará sobre a interação sob a ótima da semiótica de linha francesa.
<nataliagiarola_> Declaro aberta a Mesa Redonda. Bom evento a todos.
<nataliagiarola_> Com a palavra Vivian_Riolo_
<Vivian_Riolo_> Boa noite, professores Vanildo, Conrado e colegas que estão prestigiando o STIS nesta noite.
<Vivian_Riolo_> Vamos fazer da seguinte maneira:
<Vivian_Riolo_> Eu vou levantar um questionamento para o professor Vanildo e, na sequência, outro para o professor Conrado para facilitar a dinâmica da mesa. Sempre nessa ordem.
<Vivian_Riolo_> Serão 4 questões para cada professor, no total, e uma para o debate.
<Vivian_Riolo_> Ao encerrar a sua fala, peço, por gentileza, que vocês sinalizem para que possamos dar prosseguimento às questões.
<Vivian_Riolo_> Ao final, vamos abrir um espaço para que os demais participantes possam dialogar conosco.
<Vivian_Riolo_> Sejam todos bem-vindos e que possamos tirar grande proveito desse momento singular de troca.
<Vivian_Riolo_> Professor Vanildo, vamos lá?
<Prof_Vanildo> Vamos lá!
<Vivian_Riolo_> Gostaríamos de saber em que aspecto o conceito de interação tem relevo na teoria bakhtiniana?
<Prof_Vanildo> O conjunto das obras da perspectiva teórica bakhtiniana toma o conceito de interação como fundante de toda teorização. Este é um dado importante para estudar e compreender o pensamento de Bakhtin e de seu Círculo.
<Prof_Vanildo> A exemplo, para essa teorização a natureza da linguagem é produto das interações sociais, (interações verbais) portanto discursiva. Para ocorrer a produção de linguagem (oral, escrito, gestual) é necessário, pelo menos dois falantes de uma mesma comunidade lingüística inseridos em um contexto sócio ideológico (no qual os dois falantes “tenham o que dizer”, “tenham necessidades de dizer”, “tenham para que
<Prof_Vanildo> Para Bakhtin enunciado são elos, unidades vivas, reais, concretas da comunicação discursiva, portanto historicamente situados.
<Prof_Vanildo> Permita me ofertar um exemplo?
<Vivian_Riolo_> Por favor!
<Prof_Vanildo> Para Bakhtin (2003) no livro Estática da criação verbal, quando nos comunicamos, não falamos palavras, [mas as usamos para enunciar] verdades, mentiras, desejos, amores, desafetos...
<Prof_Vanildo> Desse modo, o que comunicamos faz parte de uma cadeia de comunicação discursiva, atravessada de efeitos de sentidos. Assim esse autor nos indica a ideia de enunciado, sendo portanto, uma unidade real da comunicação verbal. Para Bakhtin (2003) a linguagem só existe, na realidade na forma concreta de enunciados produzidos na e pelas interações verbais.
<Prof_Vanildo> Imaginemos na cena: duas moças em diálogo
<Prof_Vanildo> Moça 1 – Amiga, como foi que ôcê pegou bebê? Moça 2 – Amiga, ôcê lembra que nas tarde ensolaradas, eu e seu primo ficávamos conversando nas calçadas em frente de casa?
<Prof_Vanildo> Moça 1- Sim, lembro Moça 2- Então, um dia tava muito quente. Ele me convidou para ir até a esquina. E lá sentamos na cadeira do boteco do seu Zé.
<Prof_Vanildo> Moça 1 – Hummmmmmmm Moça 2 – Então, ele disse: Seu Zé, traga dois copos e uma gelada. Daí, seu primo colocou uma gelada no copo meu e no dele. Foi aí que eu peguei bebê.
<Prof_Vanildo> Como vimos, o diálogo foi estabelecido mediante uma situação de interação verbal entre sujeitos situados, pertencentes a determinada esfera de comunicação social, partilhando, concretamente determinada questão.
<Prof_Vanildo> Será que a resposta foi satisfatoria?
<ConradoMendes> pra mim não rs
<CaioSantos> Gente a palestra já começou?
<Prof_Vanildo> O grande relevo da interação em Bakhtin: a linguagem é produto das interações verbais
<Vivian_Riolo_> Vanildo, eu consigo compreender. Mas você pode explorar mais a questão?
<Prof_Vanildo> SIm
<CaioSantos> Vanildo eu nao consigo ver a conferência...
<CaioSantos> o que faço?
<Prof_Vanildo> Para Bakhtin e seu Círculo, a interação humana, é fundamental para a produção de linguagem
<Vivian_Riolo_> Vanildo, enquanto você prossegue na sua fala, vou fazer uma observação aos nossos convidados, ok?
<Prof_Vanildo> É na e pela interação entre no minimo dois falantes de uma mesma lingua que se produz linguagem
<Prof_Vanildo> ok
<Vivian_Riolo_> Pessoal, houve uma mudança no código da apresentação enquanto o professor Vanildo falava e alguns colegas ainda estão entrando durante a apresentação dele.
<Vivian_Riolo_> Estamos tentando solucionar para que não haja essas interferências durante a fala dos professores
<CaioSantos> Qual o código da palestra? estou entrando agora.
<Vivian_Riolo_> Vanildo, você ainda quer falar algo mais sobre essa questão? Lembrando que ao final teremos tempo para perguntas.
<Prof_Vanildo> Eu diria que a importancia da categoria interação reside no fato de que para Bakhtin e seu Circulo e por meio dela que produzimos linguagem
<Prof_Vanildo> Creio que dei boas pistas... estou satisfeito
<daniervelin> Oi, CaioSantos! Não há slides nesta apresentação. Só mesmo a interação aqui no chat
<CaioSantos> E não é videoconferência? não vejo vídeo
<Vivian_Riolo_> Pessoal, devido a essa mudança na configuração da plataforma, pedimos que as interações sejam feitas após a fala do palestrante apenas, para que a ideia a ser transmitida não fique segmentada, ok?
<Vivian_Riolo_> Não. A palestra é via chat apenas.
<Vivian_Riolo_> O segundo palestrante vai usar uma imagem e vocês receberão o código para acessá-la.
<Prof_Vanildo> Vivian, estou satisfeito. Espero que os colegas tenham acompanhado minha tentaiva de resposta
<Vivian_Riolo_> Obrigada, Vanildo.
<Vivian_Riolo_> Peço desculpas por essa pausa necessária.
<Vivian_Riolo_> Vamos dar prosseguimento com o professor Conrado.
<Vivian_Riolo_> Professor Conrado, boa noite.
<Vivian_Riolo_> Enquanto o professor Conrado se organiza, gostaria de dar a seguinte orientação sobre o slide que ele vai utilizar:
<ConradoMendes> Boa noite!
<Vivian_Riolo_> Vocês devem usar o código "conrado" no link da lateral "Apresentação de slides" e clicar em "abrir opção escolhida".
<Vivian_Riolo_> Professor Conrado, no âmbito da semiótica discursiva, como é compreendido o conceito de interação?
<ConradoMendes> Boa noite a todos. Inicio minha fala agradecendo o convite feito pela Natália, Vivian e Ana Cristina. Registro também minha satisfação por estar compondo esta mesa juntamente com o Prof. Vanildo Stieg, que nos falou há pouco sobre o tema da interação pela perspectiva bakhtiniana. No Brasil, há pesquisadores que apresentam trabalhos muito interessantes que colocam em diálogo Greimas e Bakhtin, como Norma Discini e Adai
<ConradoMendes> propõe essa articulação.
<ConradoMendes> O conceito de interação aparece como tal, pela 1a vez, no II Dicionário de Semiótica, de Greimas e Courtés, de 1986. No 1o tomo, esse verbete não aparece, ainda que a interação seja a chave para se pensar a narratividade, que é o cerne da semiótica standard.
<ConradoMendes> No 2o tomo do dicionário, interação aparece da seguinte maneira:
<ConradoMendes> “Definimos [...] a interação como o intercâmbio regido pela modalidade factitiva (fazer-ser, fazer-fazer), entre dois sujeitos dotados cada um de um percurso narrativo próprio. [...] Dito de outro modo, a interação frente a frente é a transformação mútua e sucessiva (insistimos sobre a forma dinâmica da interação) da competência modal e cognoscitiva dos sujeitos postos um em presença do outro” (GREIMAS; COURT
<ConradoMendes> Essa citação nos dá algumas pistas de como entender a interação em semiótica.
<ConradoMendes> Vejamos: O intercambio regido pelo fazer-ser se refere às ações dos homens sobre o mundo: construir casas, cidades, pontes, congelar e descongelar alimentos, etc. O intercambio regido pelo fazer-fazer se refere à ação dos homens sobre os homens, pois é quando um sujeito delega a outro a realização de uma ação.
<ConradoMendes> A citação segue dizendo que é a interação “a transformação mútua e sucessiva [...] da competência modal e cognoscitiva dos sujeitos postos um em presença do outro”. Assim, dá enfoque ao segundo tipo de interação – aquela do fazer-fazer – uma vez que se trata do processo em que um sujeito doa a outro sujeito um querer, um dever, um saber, um poder para que, assim procedendo, mude a competência modal desse
<ConradoMendes> Em outras palavras, um sujeito faz com que outro sujeito queira, deva, possa ou saiba fazer algo. É disso que se trata a modificação da competência modal de um sujeito por outro.
<ConradoMendes> A citação frisa que esse processo é sempre dinâmico. Assim, em semiótica standard, a interação pode ser de dois tipos: a manipulação (ação dos homens sobre os homens) e a operação (ação dos homens sobre o mundo).
<ConradoMendes> É assim que a semiótica concebe a interação, quer dizer, pensada em termos de narrativa.
<ConradoMendes> Ficou claro?
<Vivian_Riolo_> Sim, professor Conrado. Talvez os participantes que tenham menos intimidade com a Semiótica tenham certa dificuldade, mas vejo que você apresentou de maneira bem clara e didática.
<ConradoMendes> certo! :)
<Vivian_Riolo_> Ao final, os colegas podem fazer apontamentos e tirar suas dúvidas.
<Vivian_Riolo_> Professor Vanildo, vamos prosseguir.
<Prof_Vanildo> Vamos sim
<Vivian_Riolo_> Como se dá a noção de dialogismo para o Círculo de Bakhtin quando se pensa a linguagem nas interações sociais?
<Mauricio_Mendes> Like
<Prof_Vanildo> Antes de iniciar a resposta, me dirijo ao Prof. Conrado com alegria. Dizer que aqui no PPGE UFES, estudamos Greimas com a Profa Moema Rebolças
<Prof_Vanildo> Tratando a questão Vivian...
<Vivian_Riolo_> Sim! :)
<Prof_Vanildo> O dialogismo é o princípio constitutivo da linguagem. Dialogismo não é para a perspectiva bakhtiniana entendido como diálogo (como propôs Jakobson – emissor, mensagem, canal, receptor).
<Prof_Vanildo> Assim, o significado de diálogo para o Círculo, entretanto, não se refere, simplesmente, à comunicação ou a troca de opiniões vis-à-vis entre parceiros, senão como um princípio geral de comunhão solidária e coletiva da linguagem, sem qualquer passividade entre os falantes (sempre situados).
<Prof_Vanildo> O fundamento da linguagem, para o Círculo de Bakhtin é o dialogismo, essa relação com o outro. “A vida é dialógica por natureza. Viver significa participar de um diálogo” (BAKHTIN, 2013, p. 293).
<Prof_Vanildo> Tudo o que me diz respeito vem-me do mundo exterior por meio da palavra do outro. Todo enunciado é apenas um elo de uma cadeia infinita de enunciados, um ponto de encontro de opiniões e visões de mundo. Nessa rede dialógica que é o discurso, instituem-se sentidos que não são originários do momento enunciativo, mas que fazem parte de um continuum. “O falante não é o Adão bíblico”.
<Prof_Vanildo> A base do princípio dialógico é a filosofia do diálogo ou da relação que, afirmando a palavra como dialógica, estabelece a relação “entre” os seres humanos e funda a experiência da intersecção, ou interação.
<Prof_Vanildo> Para essa filosofia, o homem não é um ser individual, mas uma relação dialógica entre um eu e um tu. O tu é condição de existência do eu, uma vez que a realidade do homem é a realidade da diferença entre o eu-tu. O eu não existe individualmente, senão como abertura para o outro. Origina-se aí a constituição do par fundador – eu-outro
<Prof_Vanildo> Sugerimos um link para os interessados em aprofundar acerca das categorias de dialogismo e polifonia: Site: http://periodicos.ufes.br/PRODISCENTE/article/view/5787/4229 O texto é de nossa autoria, escrito a 6 mãos.
<Prof_Vanildo> Em sintese
<Prof_Vanildo> O humano é dialogico
<Prof_Vanildo> Por esta razão ele, situado concretamente, atua, reage, responde, assume posicionamento. Isso, por meio das interações historico-culturais.
<Prof_Vanildo> Será que consegui responder? :)
<Vivian_Riolo_> Sim, Vanildo. Muito obrigada! Que banquete de informações!
<Vivian_Riolo_> E prosseguimos em dialogia por aqui, então!
<Prof_Vanildo> OK ;)
<Vivian_Riolo_> Professor Conrado,
<Vivian_Riolo_> Esse conceito de interação apresentado no primeiro momento já era estudo no que chamamos de semiótica standard?  A desenvolvida por Algirdas Julien Greimas?
<ConradoMendes> Exato. Ainda que no 1o tomo do Dicionário de Semiótica esse verbete não tenha aparecido, a semiótica desenvolveu-se, sobretudo no que diz respeito ao nível narrativo, como uma teoria da (inter)ação, uma vez que entende o conceito de narrativa/narratividade como sucessivas transformações de estado (operação) pressupostas por contratos estabelecidos entre sujeitos (manipulação).
<ConradoMendes> então ainda que não se falasse em interacão mas em semiótica da ação, a interação constitui o núcleo da semiótica de Greimas.
<ConradoMendes> Expliquei?
<Vivian_Riolo_> Sim, professor.
<ConradoMendes> :)
<ConradoMendes> Ah...
<ConradoMendes> uma coisa
<ConradoMendes> Prof. Vanildo, mande meus cumprimentos a Profa. Moema Rebouças
<ConradoMendes> :)
<Prof_Vanildo> Sim! Levarei!!!
<Prof_Vanildo> :)
<Vivian_Riolo_> Sua fala de agora complementa bem o que você já tinha introduzido no primeiro momento. Sugiro, inclusive aos que acessaram depois que visitem a página offline após o evento para interligarem essa explicação.
<Vivian_Riolo_> Sobretudo aos novatos em Semiótica! :)
<Vivian_Riolo_> Professor Vanildo, dando continuação:
<Prof_Vanildo> SIM
<Vivian_Riolo_> Em quais obras de Bakhtin e do Círculo o tema da interação ganha destaque? Há conceitos ou categorias de análise que dão suporte a esse estudo da interação? Poderia nos explicar, sucintamente e, se possível, exemplificar com sua pesquisa ou de outras formas?
<Prof_Vanildo> Vou tratar a primeira pergunta, OK?
<Vivian_Riolo_> Sim, por favor!
<Prof_Vanildo> O tema interação, ou melhor, o modo como Bakhtin e seu Círculo entendem a interação é, sob minha perspectiva o centro/núcleo do pensamento bakhtiniano. Por isso é possível dizer que em todas as obras de Bakhtin a categoria interação predomina.
<Prof_Vanildo> A exemplo, no texto Marxismo e filosofia da linguagem, sobretudo nos capítulo 4, 5, 6 e 7 Bakhtin/Volochínov discutem a interação, sobre tudo a interação verbal para anunciarem como concebem a da natureza da linguagem ( o que é linguagem para a perspectiva bakhtiniana).
<Prof_Vanildo> Na obra de Bakhtin A Estética da criação verbal, sobretudo no Capítulo ADENDO Gêneros do discurso, o autor apresenta a categoria interação verbal para anunciar o conceito de enunciado concreto e de gêneros do discurso.
<Prof_Vanildo> Já na obra Para uma Filosofia do ato ético responsável, o autor ressalta a questão das interações verbais para nos ensinar que ao contrário do teoricismo aprioristicos (forma de pensar e encontrar álibe para o humano em suas interações cotidianas – e ele cita Emanuel Kant como o filósofo fundante do teoricismo) somos sujeitos de respostas e ao respondermos, ao lançarmos a nossa palavra no mundo (nas diferentes esfe
<Prof_Vanildo> VOU TRATAR AGORA A SEGUNDA PERGUNTA, OK?
<Vivian_Riolo_> Sim!
<Prof_Vanildo> Sim, HÁ CONCEITOS como já assinalamos a categoria ENUNCIADO CONCRETO, POLIFONIA, DIALOGISMO. Aliás todas estas categorias emanam da idéia de que o humano age no mundo, interage, interroga, questiona, produz efeitos de sentidos a partir dos diferentes contextos que habitam.
<Prof_Vanildo> O humano produz textos/discursos/enunciados na e pela linguagem. Linguagem entendida, como dito, como o resultado das interações entre falantes situados. Para Bakhtin e seu Círculo então compreender os discurso numa perspectiva dialógica (o sujeito significa por meio de movimentos de alteridade e exotopia, sempre situado).
<Prof_Vanildo> AGORA TENTANDO RESPONDER 3 QUESTÃO, ok?
<Prof_Vanildo> Para exemplificar, vou citar um exemplo, bem simples, que tenho utilizado de modo recorrente quando falo da categoria “enunciado concreto” em minha aulas, palestras, conferências e diálogo como este aqui.
<Prof_Vanildo> Vamos lá... digamos que eu tenha confirmado uma aula na Universidade. Digamos que eu e a turma combinamos um dia X para a aula iniciar as 7h da manhã, porque seminários seriam apresentados e necessitávamos de iniciar nesse horário excepcionalmente. Digamos que o relógio dos estudantes apontam 7h30min e eu não vou conseguir dar a aula, pois não vou conseguir chegar.
<Prof_Vanildo> Então um cooordenador abre a porta da sala e diz: Turma, o Professor Vanildo acabou de pedir mil desculpas e pediu para avisar que a aula não irá acontecer. Então digamos que a turma expresse em um só coro assim A...............
<Prof_Vanildo> Bem, esse A................., representado apenas por um som fonêmico é enunciado e não um som emitido num coletivo. Alguns podem ter dito A...... como forma de revolta, outros como forma de A..... que bom, vamos embora cedo, agora, outros podem ter expresso A.... que professor é esse? Outros A...... que triste, queria tanto ter a aula etc...
<Prof_Vanildo> Foi naquele ato de interação verbal que os diferentes efeitos de sentido foram produzidos apenas com a utilização do fonema A. O fonema A representado pela letra A, pode ser considerado como enunciado concreto, portanto, produto das interações entre falantes situados. Por isso, o que pesquisador bakhtiniano se interessa em realizar, em suas pesquisas são análises dialógicas do discurso (importa os efeitos de sentidos pr
<Prof_Vanildo> de produção social). Não há apenas um efeito mde sentido, há uma pluralidade de efeitos, o conjunto de muitas vozes em pé de igualdade (Polifonia)
<Prof_Vanildo> Será que respondi satisfatoriamente?
<Prof_Vanildo> :)
<Vivian_Riolo_> Obrigada! Sei que foram muitas questões, mas acredito que o todo das respostas vai dar clareza para aqueles que têm interesse em estudar a perspectiva do Círculo! :)
<Prof_Vanildo> Ótimo!
<Vivian_Riolo_> Imagino que o "A......" foi de "Que pena! A aula do professor Vanildo é tão boa!
<Vivian_Riolo_> Risos
<Prof_Vanildo> hahahahahahaha
<Vivian_Riolo_> Obrigada, Vanildo.
<Prof_Vanildo> você é um doce!
<Vivian_Riolo_> Vamos continuar!
<Vivian_Riolo_> :)
<Vivian_Riolo_> Professor Conrado
<Vivian_Riolo_> Vamos lá!
<ConradoMendes> :)
<Vivian_Riolo_> Agora chegou o momento mais esperado por mim, ao menos, na teoria que tenho me dedicado da Semiótica!
<Vivian_Riolo_> Sabemos que os estudos sobre a interação tiveram um aprofundamento com a teoria sociossemiótica de Eric Landowski, principalmente em seu livro “Interações Arriscadas” Poderia nos explicar, sucintamente, os regimes de interação propostos pelo autor? Se possível, exemplificar.
<ConradoMendes> Isso mesmo, Vivian. Conforme eu disse, a semiótica entendia a interação somente em termos de modalidades, ou seja, quando um sujeito modifica a competência modal de outro sujeito, ou seja, o faz querer, por exemplo.
<ConradoMendes> A sociossemiótica, que é um desdobramento atual da semiótica discursiva de Greimas, concebida pelo francês Eric Landowski, compreende o conceito de interação como pressuposto a toda e qualquer produção de sentido, isto é, o sentido nasce da interação. Assim, notamos que tal conceito, antes de importância secundária na semiótica standard, torna-se fulcral em sociossemiótica.
<ConradoMendes> Digo importância secundária pelo fato de o verbete não ter aparecido de forma explícita do 1o dicionário, ok?
<ConradoMendes> Em uma nota preliminar de recente número do periódico Actes Sémiotiques, dedicado à temática da materialidade, interação e espacialidade, Landowski afirma ser interação “um processo ao mesmo tempo pragmático, cognitivo e patêmico, de confrontação entre um ‘eu’ e um ‘outro’, entre um alguém e alguma coisa” (2018, p. 2; tradução nossa). O sentido, pois, emana dessa confrontação.
<ConradoMendes> Podemos dizer que a centralidade do conceito de interação para a sociossemiótica se deveu à emergência da noção de presença nos estudos semióticos. Portanto, é a presença que implica a nossa relação com o mundo e com o outro.
<ConradoMendes> É a presença que instaura a interação entre um “eu” e um “outro”, ou, em outras palavras, a interação decorre da copresença entre actantes. Assim, presença, interação e sentido são termos indissociáveis pela perspectiva da sociossemiótica, a partir dos quais cria-se um espaço-tempo único e irrepetível que é a situação.
<ConradoMendes> Assim, se a presença é o que possibilita a interação, a interação produz, por assim dizer, a situação, o próprio texto em ato. Para dar conta de explicar o sentido que se produz na e pela interação, Landowski concebeu uma sintaxe geral da interação, ou seja, um modelo teórico abrangente capaz de explicar os mecanismos de produção de sentido de todas as formas de interação, comunicativas ou não.
<ConradoMendes> (comunicativas como sendo verbais, ok?)
<ConradoMendes> Tal sintaxe geral, apresentada no livro Interações Arriscadas, compõe-se de quatro regimes de interação e sentido programação, manipulação, ajustamento e acidente.
<ConradoMendes> Tal sintaxe geral, apresentada no livro Interações Arriscadas, compõe-se de quatro regimes de interação e sentido programação, manipulação, ajustamento e acidente
<ConradoMendes> Esses dois últimos foram apresentados em sincretismo e de forma embrionária na última obra individual de Greimas, Da imperfeição. Nessa obra, Greimas fala de “acidentes estésicos / estéticos”, que Landowski vai operacionalizar em Interações Arriscadas nos regimes do ajustamento e do acidente, que vou explicar mais detalhadamente a seguir.
<ConradoMendes> Enquanto explico no chat, vou pedir que abram o slide, ok?
<Vivian_Riolo_> Sim! Obrigada!
<ConradoMendes> Na programação, o princípio que define tal regime é o da regularidade. Nesse caso, trata-se da ação do sujeito sobre as coisas do mundo: ligar ou desligar um aparelho, abrir ou fechar uma janela. Tal regime é articulado em termos de interobjetividade e de exterioridade. Esse regime traduz uma forma de apreensão do mundo marcada pelo determinismo, em função dos algoritmos de comportamento regular dos atores (humanos ou
<ConradoMendes> Em termos modais, o regime da programação corresponde a um fazer-advir. Como exemplo, podemos pensar em situações regidas pela regularidade: um ônibus que passa todos os dia no ponto em no mesmo horário.
<ConradoMendes> O regime da manipulação, por sua vez, é regido pelo princípio da intencionalidade. Como afirma Landowski (2014, p. 22), “manipular é sempre imiscuir-se em certo grau na vida interior de outrem (tipicamente por meio da persuasão) nos motivos que o outro sujeito possa ter para atuar num sentido determinado”.
<ConradoMendes> Nesse regime, o que define o sujeito da manipulação é a competência modal, ou seja, é, antes de mais nada, a modalização pelo querer que fará dele um sujeito. Em termos modais, a manipulação corresponde a um fazer-querer. Como exemplo, qualquer situação em que um sujeito tenta convencer um outro a realizar algo ou a crer em algo: um anúncio de cosmético, por exemplo, o da L’Oréal, que diz: “porque você vale
<Vivian_Riolo_> ***Vocês devem usar o código "conrado" no link da lateral "Apresentação de slides" e clicar em "abrir opção escolhida".***
<ConradoMendes> Programação e manipulação são regimes de interação que comportam menor risco e, portanto, com menor potencial de produção de sentido. Do ponto de vista do risco, é a segurança que caracteriza o regime da programação, e o risco limitado que caracteriza a manipulação. A lógica subjacente à manipulação e à programação é a da junção, uma vez que está em jogo a circulação de valores, seja por conjunção,
<ConradoMendes> À direita da elipse, encontram-se os regimes do acidente e do ajustamento, marcados pela sensibilidade, pelo risco e pela maior propensão à produção de sentido. As interações, no caso do ajustamento, não dependem de leis preestabelecidas e objetiváveis: “é [...] na interação mesma, em função do que cada um dos participantes encontra e, mais precisamente, sente na maneira de agir de seu parceiro, ou de seu advers
<ConradoMendes> pouco a pouco” (LANDOWSKI, 2014, p. 48).
<ConradoMendes> Por exemplo: uma dança em que os parceiros ao se sentirem mutuamente descobrem, pouco a pouco, os sentidos de uma interação gratificante.
<ConradoMendes> No regime do ajustamento, o que define o sujeito é a competência estésica, ou seja, o sentir. Assim, se à manipulação subjaz a lógica da junção, o ajustamento é subsumido pela lógica da união. Desse modo, em termos modais, o ajustamento se define como um fazer-sentir; é governado pelo princípio da sensibilidade e, do ponto de vista do risco, caracteriza-se pela insegurança.
<ConradoMendes> Para completar o construto interacional concebido por Landowski (2014), cumpre tratar, por fim, do regime do acidente. Tal regime de interação é aquele que comporta o maior grau de risco, o risco puro, e se baseia no princípio da aleatoriedade. Modalmente, corresponde a um fazer-sobrevir. Exemplo: eventos imprevistos cuja realização não depende de nada ou ninguém objetivável: ciclones, cataclismos, maremotos.
<ConradoMendes> O Quadro que vocês estão vendo demonstra como se dá a passagem de um regime a outro, ou seja, a recursividade entre eles. Assim, a partir dessa sintaxe geral da interação, o modelo de Landowski procura dar conta das “relações flutuantes, de ‘fluxos’ e de interações contingentes (e, provavelmente, até mesmo aleatórias)” (LANDOWSKI, 2008, p. 60).
<ConradoMendes> Com esse modelo, portanto, composto de 4 regimes de interação sentido e risco que se relacionam e se articulam de modo a compor uma sintaxe geral da interação
<ConradoMendes> ... que prevê a interação entre sujeitos (humanos e não humanos).
<ConradoMendes> Vívian, tentei fazer uma síntese do modelo landowskiano... Espero ter ficado minimamente claro.
<Vivian_Riolo_> Eu estou muito feliz por essa síntese! É uma síntese recheada de detalhes! Obrigada!
<ConradoMendes> :)
<Vivian_Riolo_> Professor, posso fugir rapidamente do script?
<ConradoMendes> sim
<Vivian_Riolo_> Você fala em "sintaxe geral da interação". Landowski nomeia essas relações de interação assim? Em que obras podemos encontrar mais sobre essa discussão?
<ConradoMendes> sim. no livro "Interações Arriscadas" ele usa exatamente esse termo.
<ConradoMendes> Sintaxe porque organiza os regimes de interação -- e os correlaciona. :)
<Vivian_Riolo_> Essa informação é importante para quem está iniciando os estudos em Landowski!
<ConradoMendes> :)
<Vivian_Riolo_> Professores, como tivemos intercorrências com a tecnologia no início, podemos seguir para a última pergunta ou partimos para a questão do debate?
<ConradoMendes> sim, claro
<Vivian_Riolo_> Podemos falar brevemente sobre ela?
<Vivian_Riolo_> Professor Vanildo, para finalizar:
<Vivian_Riolo_> Por fim, a Filosofia da linguagem proposta por Bakhtin e seu Círculo tratam a interação considerando um movimento de reflexo e refração de ideologias na sociedade. Qual a importância dessa discussão para os estudos de texto e discurso?
<Prof_Vanildo> OK
<Prof_Vanildo> Para Bakhtin a linguagem/discurso reflete e refrata a realidade (contextos sócio ideológicos). Desse modo, os estudos de textos (orais, escritos, gestuais e imagéticos) necessitam considerar esse movimento (reflexo e refração).
<Prof_Vanildo> Tal movimento nos permite pensar por exemplo que o discurso que concretizado, é sempre relativamente estável. São signos portados de 2 faces dialógico e ideológico (entendido como sistema de crenças/explicações emanados de um coletivo).
<Prof_Vanildo> Essa compreensão retira de cena, em nossas pesquisas (sobre textos e discursos) a idéia da possibilidade de determinismo social, de tratar o sujeito e seus textos a partir de uma perspectiva monológica. De tratar o sujeito pesquisado como algo mudo.
<Prof_Vanildo> Exemplo: o símbolo é o responsável pela transmutação de sinal para signo (simbolização). O símbolo é material e representa algo nessa materialidade; seu sentido é dependente do objeto no mundo, por isso o símbolo apenas reflete a realidade que representa.
<Prof_Vanildo> Já a palavra é considerada o signo ideológico por excelência, em que reside um aspecto especial de compreensão das relações interativas realizadas pelos indivíduos na sociedade.
<Prof_Vanildo> Ela produz, reflete e refrata a realidade. Por isso, é considerada um signo puro, que, ao contrário do signo, pode ser impregnada de quaisquer funções ideológicas. É, portanto, instrumento e canal privilegiados da comunicação na vida cotidiana.
<Prof_Vanildo> Sendo assim, a palavra está presente em todo ato consciente, ou seja, acompanha e comenta toda e qualquer criação e apreensão dos fenômenos ideológicos.
<Prof_Vanildo> A palavra, portanto, é semioticamente pura, ideologicamente neutra, significada na inter-relação discursiva ordinária, mas também material semiótico do discurso interior e elemento imprescindível em todo ato consciente.
<Prof_Vanildo> Bakhtin/Volochinov, fazem uma discussão interessante na primeira parte do livro Marxismo e filosofia da linguagem
<Prof_Vanildo> Tratam sobre a natureza do signo - palavra
<Prof_Vanildo> A palavra fora de contexto é uma sombra, nada diz
<Prof_Vanildo> A palavra dita em um contexto, vai refletir e refratar a vida
<Prof_Vanildo> Será que respondi?
<Prof_Vanildo> ;)
<Vivian_Riolo_> Sim, Vanildo. Obrigada. Essa obra é fundamental para discutir a questão da interação e da ideologia.
<Prof_Vanildo> isso
<Vivian_Riolo_> Vamos finalizar essa parte com a última questão para o professor Conrado. E depois colocaremos a questão do debate.
<Vivian_Riolo_> Por fim, ao seu ver, qual a importância da inserção dos estudos da interação para a semiótica discursiva?
<Vivian_Riolo_> Professor Conrado, você pode nos esclarecer sobre essa questão?
<ConradoMendes> Acredito que a proposta de Landowski coloca a interação no cerne da problemática da produção de sentido. Quer dizer, conforme eu disse, entende que o sentido se produz a partir da interação entre dois sujeitos, podendo ser esses sujeitos humanos ou não humanos.
<ConradoMendes> O modelo de Landowski permite modelizar, ou seja, oferece um modelo que é teórico, analítico e epistemológico para presarmos a questão da interação, sejam elas as interações sociais face a face ou ainda as midiatizadas. Em suma, a sociossemiótica procura desenvolver uma modelo interpretativo que permite, ainda que tentativamente, dar conta da complexidade que caracteriza os processos comunicacionais interacionais.
<ConradoMendes> Acho que falei sobre muita coisa em um espaço de curto de tempo/espaço, então, convido os presentes a conhecerem o livro Interações Ariscadas, de Eric Landowski, no qual o autor apresenta sua teoria das interações.
<ConradoMendes> Seguem, ainda, três links de artigos de minha autoria que podem apresentar de forma mais detalhada os temas aqui tratados.
<ConradoMendes> O primeiro deles, o artigo intitulado “Semiótica discursiva e comunicação: questões sobre linguagem, texto e interação”, publicado na revista Estudos Semióticos (USP), alguns dos elementos que foram abordados aqui: http://www.revistas.usp.br/esse/article/view/149044
<ConradoMendes> O segundo, “Modalizações do fazer no episódio ‘Hino Nacional’, do seriado Black Mirror”, publicado na Significação: Revista de Cultura Audiovisual (USP), faz uma análise, com base nas teorias das modalidades, o processo manipulatório do referido contido no enredo da série. http://www.revistas.usp.br/significacao/article/view/137269
<ConradoMendes> O terceiro, “Entre o sensível e o inteligível: uma leitura semiótica do episódio ‘Hino Nacional’, do seriado Black Mirror”, publicado na Bakhtiniana - Revista de Estudos do Discurso, propõe uma análise do mesmo episódio, considerando as interações inteligíveis mas também as sensíveis (por ajustamento): http://revistas.pucsp.br/bakhtiniana/article/view/37406/28024 Obrigado a todos pela atenção!
<Vivian_Riolo_> Obrigada por compartilhar, professor!
<Vivian_Riolo_> Já tive o privilégio de ler alguns desses textos e certamente eles auxiliam na compreensão dos conceitos aqui apresentados.
<Vivian_Riolo_> Para não perdermos a oportunidade de dialogar com nossos palestrantes, lanço agora a pergunta final:
<Vivian_Riolo_> Vou colocar uma questão para os professores darem a sua contribuição e, na sequência, vamos abrir para que os demais participantes contribuam apresentando seus olhares.
<ConradoMendes> Que bom, Vivian. Fico feliz. Agradeço tb a excelente fala do Prof. Vanildo. Lerei o texto por ele indicado com prazer.
<Vivian_Riolo_> Na mesma sequência:
<Prof_Vanildo> Obrigado Prof. Conrado. Aprendi muito!
<Vivian_Riolo_> Professor Vanildo e Conrado
<Vivian_Riolo_> Em um ambiente que versa sobre as novas tecnologias da informação, sobretudo as redes sociais,  como vocês avaliam a importância dos estudos sobre as interações no âmbito da comunicação e dos discursos. Quais questões ainda precisam ser aprofundadas nas novas pesquisas?
<Prof_Vanildo> A partir da abordagem bakhtiniana, posso procurar responder do seguinte modo
<Prof_Vanildo> A interação humana, o ser expressivo e falante em processo discursivo com ou sem as redes sociais é o que interessa à perspectiva bakhtiniana. A enunciação, é nela que o todo do discurso se realiza. Para Bakhtin e seu Circulo, interessa compreender o humano a partir do discurso. O processo de compreensão é ativo e responsivo. ATIVO porque o sujeito necessita procurar entender o discurso alheio em um ato de alteridade e
<Prof_Vanildo> o seu lugar de fala, ele tem compromisso de dar respostas (não necessariamente falando, pode ser por meio de ações). O emudecimento também pode ocorrer como uma forma de dizer.
<Prof_Vanildo> Sobre a segunda questão...
<Prof_Vanildo> Sobre o questionamento: Quais questões ainda precisam ser aprofundadas nas novas pesquisas? Como bakhtiniano, talvez Bakhtin e seu Círculo me permitem responder assim: o pesquisador bakhtiniano é obcecado pela palavra alheia.
<Prof_Vanildo> A palavra alheia é fundamental. Base concreta, material, histórica para que o outro possa lançar a sua palavra (processo interativo discursivo). Desse modo as pesquisas necessitam ficar atentas para dar respostas às necessidades sociais. No contexto atual, a ambiência virtual promovida pelas Novas Tecnologias da Informação, tem se colocado como lugar de escuta, lugar de interação, lugar de pesquisa.
<Prof_Vanildo> Estou pensando por esse caminho...
<Prof_Vanildo> Passo a palavra ao amigo de mesa Prof. Conrado
<Vivian_Riolo_> Professor Vanildo, que bacana! Em um tempo em que tanto se diz sobre lugar de fala, pensar o lugar da escuta é igualmente relevante!
<Prof_Vanildo> Excelente observação Prof
<Vivian_Riolo_> Professor Conrado com a palavra! :)
<ConradoMendes> ok
<ConradoMendes> estava escrevendo rs
<Vivian_Riolo_> Tudo bem!
<ConradoMendes> Eu penso que a instantaneidade das redes sociais e a forma de comunicação em rede permitem possibilidades em que o sentido é construído em ato, na e pela interação, trazendo à tona (para estabelecer uma ponte com a fala do Prof. Vanildo) relações dialógicas, visto que é esse o princípio constitutivo da linguagem.
<ConradoMendes> O uso de memes é exemplo disso. Recentemente a cantora Paula Fernandes gravou a versão em português de Shallow, da cantora Lady Gaga. No estranho refrão que misturou português e inglês, ela canta: “Juntos e shallow now”. Por não fazer sentido a expressão, gerou uma avalanche de memes e hashtags. Há pouco, vi que o Uber está disponibilizando no lugar da opção Uber Juntos (para compartilhar a viagem), aparece Junt
<ConradoMendes> Ou seja, a internet possibilita essas interações cuja relação não é mais verticalizada mas horizontal, rizomática . Esse caso exemplica o ajustamento sensível. Não há troca de objeto-valor, mas a troca de estesias. Existe por assim dizer um riso e um sentir coletivos, ou seja, na e pela interação, que pode ser sensível, inteligível ou articular as duas coisas.
<ConradoMendes> Respondi?
<ConradoMendes> Acho que deu para estabelecer uma ponte legal com esse exemplo do juntos e shallow now
<ConradoMendes> rs
<ConradoMendes> uma ponte entre Landowski e Bakhtin
<Vivian_Riolo_> Sim, Conrado! Respondeu e com exemplos muito atuais!
<Vivian_Riolo_> Dialogicamente e shalllow now!
<Vivian_Riolo_> :)
<Vivian_Riolo_> Risos
<nataliagiarola_> :)
<Prof_Vanildo> Uma big ponte!!!
<ConradoMendes> :)
<Prof_Vanildo> ;)
<Vivian_Riolo_> Os demais participantes podem ficar à vontade para participar deste momento.
<Vivian_Riolo_> A plataforma já foi aberta para interação.
<Crislainejas> Primeiro gostaria de agradecer pela oportunidade que vocês nos proporcionaram esta noite de ler um pouco e discutir sobre essas questões. Bem, vou aproveitar a presença de vocês aqui, professores. [Risos]
<Crislainejas> Meu projeto para a dissertação propõe analisar relatos de experiência de professores que lidam com alunos campesino na Educação de Jovens e adultos. Quando falavam de escuta e de constituição através do outro, fiquei pensando como poderia me valer das indicações desta noite para a análise desses relatos.
<Prof_Vanildo> Sim, Cris
<Crislainejas> O projeto objetiva saber se e/como o ensino de Língua Inglesa colabora para o letramento crítico do aluno campesino na EJA frente as novas formas de interação e comunicação através das TDIC, Alguma sugestão? (que linha/teoria atenderia melhor esse propósito, na concepção de vocês)
<ConradoMendes> Deixo essa para o Prof. Vanildo, já que minha área é mais comunicação :)
<Prof_Vanildo> Cris,
<Prof_Vanildo> Penso que você pode ancorar suas compreenssões na categoria ENUNCIADO CONCRETO de Bakhtin
<Prof_Vanildo> Porque essa sugestão?
<Prof_Vanildo> Explico
<Prof_Vanildo> Se vc tomar os relatos dos alunos, como enunciados, você conseguirá ouvir os diferentes atravessamentos destas vidas
<Prof_Vanildo> Ouvir a voz alheia/aluno
<Crislainejas> no caso você sugere coletar relatos de alunos também?
<Crislainejas> até agora a coleta foi com professores
<Prof_Vanildo> Isso pode te permitir compreender, por exemplo, de que modo os sujeitos campesinos se constituem em suas "lutas", "lidas", perspectivas
<Crislainejas> nos relatos há referência ao que ouvem dos alunos nas suas aulas
<Prof_Vanildo> Lembre... o que é enunciado?
<Prof_Vanildo> Respondo...
<Prof_Vanildo> Para Bakhtin enunciado são elos, unidades vivas, reais, concretas da comunicação discursiva, portanto historicamente situados.
<Prof_Vanildo> Sugiro que você leia um capitulo do livro de Beth Brait
<Prof_Vanildo> Livro: Bakhtin conceitos-chave
<Prof_Vanildo> e o capitulo: Enunciado, Enunciado concreto e Enunciação
<Crislainejas> tomei nota, muito obrigada Prof. Vanildo :)
<Vivian_Riolo_> Conhecendo um pouquinho da sua pesquisa, Cris, posso dizer que sem dúvida, a teoria bakhtiniana tem muito suporte a dar para suas questões de pesquisa.
<Prof_Vanildo> Vai te dar força para depois se lançar ao capitulo Generos do discurso que se localiza no livro Estatica da criação verbal
<Vivian_Riolo_> Alguém gostaria de colocar algum questionamento para o professor Conrado?
<Crislainejas> Pena que o Mestrado é tão curso {Risos} Obrigada pelo espaço, Vívian
<nataliagiarola_> Professor Conrado, na fala do Vanildo percebemos que a noção de interação ligada a enunciação. Há trabalhos na sociossemiótica voltadas para a síntese discursiva, indo além da narrativa?
<Prof_Vanildo> Vivian, posso ficar a vontade para colocar meu email aqui?
<ConradoMendes> Sim, Vivian.
<Vivian_Riolo_> Coloco-me a disposição para dialogar com você em outra ocasião também, Cris.
<Vivian_Riolo_> Claro, Vanildo!
<Prof_Vanildo> Meu email: profdrstieg@gmail.com
<ConradoMendes> o conceito de "interações discursivas" trabalho por Ana Claudia Oliveira pensa a partir dos regimes de interação e sentido as relações entre enunciador e enunciatário.
<Crislainejas> clap, clap, clap
<Prof_Vanildo> Estou ao dispor para receber mensagem e, de alguma forma colaborar com as pesquisas de vocês
<ConradoMendes> Que é exatamente pensar a enunciação, que para Landowski é que "faz ser o sentido"
<ConradoMendes> :)
<nataliagiarola_> Obrigada pela resposta, Conrado
<Vivian_Riolo_> Muito obrigada, pessoal! Acredito que dado o tempo apertado, podemos encerrar neste momento.
<Vivian_Riolo_> Quero agradecer a participação de tod@s!
<nataliagiarola_> Em nome da coordenação do STIS, agradecemos a todos pela presença e disponibilidade, principalmente dos professores Vanildo e Conrado.
<nataliagiarola_> Lembrando que os certificados serão enviados no decorrer das próximas semanas! Boa noite a todos e até a próxima!
<Crislainejas> clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap!!!
<ConradoMendes> Eu é que agradeço! Obrigado Prof. Vanildo. Aprendi muito c vc!
<Prof_Vanildo> Fiquei feliz por ofertar uma pequena parcela de contribuição. Um honra está ladeado por colegas pesquisadores. Um prazer Prof. Conrado! Que nossos dialogos continuem em diferentes espaços.
<ConradoMendes> :)
<Prof_Vanildo> Obrigado à Comissão organizadora
<Vivian_Riolo_> Obrigada, queridos professores!
<nataliagiarola_> Foi um prazer Prof_Vanildo e ConradoMendes!
<nataliagiarola_> Obrigada pelas contribuições!
<Vivian_Riolo_> Vocês têm grande parcela em nosso interesse por esta mesa!
<Vivian_Riolo_> Boa noite a tod@s!
<ConradoMendes> Bom noite a todos
<ConradoMendes> até a próxima
<Prof_Vanildo> Excelente noite para todos!
<ConradoMendes> Tchau!
<nataliagiarola_> E como disse o professor ConradoMendes juntos e shallow now
<Prof_Vanildo> O diálogo se "encerra". A amizade e partilha permancem "inacabados".
<Vivian_Riolo_> Sem dúvida!
<Vivian_Riolo_> Em breve, teremos um evento que vai contemplar a seguinte temática:
<Vivian_Riolo_> Bloco PESQUISAS EM EDUCAÇÃO DO CAMPO: MÚLTIPLOS ENFOQUES - Setembro - coord. Paulo Soares
<Vivian_Riolo_> Boa noite, pessoal!


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JUNHO: Texto, Discurso e Computação

Jornal do Texto Livre: STIS junho 2019

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STIS - Seminários Teóricos Interdisciplinares do SEMIOTEC


 

 

Texto, Discurso e Computação

Conferência STIS

ANÁLISE DO TEXTO E DO DISCURSO E CHATBOTS: A INTERDISCIPLINARIDADE NO DADOSSEMIOTICA

 

Junho - 2019

Dia 26 de Junho das 16:30 às 18 horas, na Sala de Conferências do STIS

Tópicos:

 
  1. análise do texto e do discurso -> o que dizem os textos? // análise semiótica -> como os textos dizem o que dizem?
  2. saber a teoria é saber analisar? qual a melhor metodologia para analisar um discurso ou texto, se existe?
  3. o dadossemiotica v1.0
  4. o estudo das categorias fechadas em semiótica
  5. o modelo em árvore e a organização em patamares
  6. interdisciplinaridade: árvores em outros escopos teóricos
  7. aplicações
  8. sistemas computacionais de comunicação
  9. a comunicação por trás dos assistentes inteligentes
  10. projetos de chatbots
  11. desmistificação da inteligência dos chatbots
  12. conversação automática, redes sociais e a manipulação da informação

 

Conferencistas Convidados:

DANIEL NEHME MÜLLER - professor e empresário, Doutor em Computação pela UFRGS, sempre pesquisou com ênfase em Redes Neurais Artificiais, e atualmente desenvolve sistemas nos seguintes temas: inteligência artificial, compreensão de fala, processamento de linguagem natural, sistemas móveis e internet das coisas. É o desenvolvedor responsável pela nova versão do sistema dadosSemiótica.

ANA CRISTINA FRICKE MATTE - professora e pesquisadora no campo de Linguagem e Tecnologia na FALE/UFMG, é semioticista com Doutorado na FFLCH/USP e pós-doutorado em fonoestilística na UNICAMP. Fundou em 2006 o Grupo Texto Livre, no qual atua, dentre outras coisas, no desenvolvimento do software livre dadosSemiotica, concebido para análise de textos com ambições interdisciplinares.

Registro da Conferência disponível após a mesma


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registro de junho/19

Registro da Conferência em chat escrito, de 26 de junho de 2019:

ANÁLISE DO TEXTO E DO DISCURSO E CHATBOTS: A INTERDISCIPLINARIDADE NO DADOSSEMIOTICA

Prof Dr. Daniel Nehme Müller

Profa Dr.a Ana Cristina Fricke Matte

 

 

[16:45] <vivianpriolo> Boa tarde, pessoal. É com muito prazer que damos início ao segundo bloco dos Seminários Teóricos Interdisciplinares do SEMIOTEC – STIS, promovido desde 2011 com o objetivo da interação via chat escrito.
[16:45] <vivianpriolo> Pedimos que a partir desse momento, apenas as coordenadoras e conferencistas se manifestem.
[16:45] <AnaMatte> :)
[16:46] <vivianpriolo> Posteriormente, abriremos a palavra ao público.
[16:46] <vivianpriolo> O evento é organizado pelo Grupo Texto Livre, que se dedica desde 2006 a promover a integração de atividades acadêmicas com o Software Livre e suas comunidades, levando em consideração o espírito da Cultura Livre e da Ciência Aberta.
[16:46] <vivianpriolo> Alguns lembretes aos participantes:
[16:46] <vivianpriolo> 01)para receber o certificado de participação, além da presença é necessário preencher o formulário disponível na página do STIS.
[16:47] <vivianpriolo> 02)cole frases curtas, no máximo 2 linhas A4, para que o chat não corte sua mensagem
[16:47] <vivianpriolo> 03) use preferencialmente um nick do tipo nomeSobrenome para evitar confusões.
[16:47] <vivianpriolo> 04) o certificado será encaminhado por e-mail no decorrer da semana.
[16:47] <vivianpriolo> 05) é necessário preencher o formulário do site para receber o certificado, o que deve ser feito no máximo até hoje no site do stis.
[16:47] <vivianpriolo> Vale lembrar que a sala ficará moderada: somente quem tiver voz ou op poderá enviar mensagens no chat enquanto o canal estiver moderado.
[16:48] <vivianpriolo> As intervenções do público serão silenciadas até o final das apresentações, em seguida abrimos para a interação.
[16:49] <AnaMatte> olá, vivianpriolo, olá nataliagiarola
[16:49] <AnaMatte> posso começar?
[16:49] <nataliagiarola> pode sim!
[16:49] <AnaMatte> Boa tarde, pessoal, obrigada a todos pela presença e obrigada também a quem participará mais tarde de forma assíncrona. Obrigada à Natália e à Vívian pela organização desta apresentação, ao Grupo Texto Livre pelo apoio costumeiro, Hugleo obrigada pelo registro.
[16:49] <vivianpriolo> Para dar início às atividades da mesa redonda "Análise do Texto e do discurso e chatbooks: a interdisciplinariedade no Dadossemiótica, convidamos os palestrantes a tomarem a palavra.
[16:50] <AnaMatte> E também agradeço à FAPEMIG que tem apoiado o dadosSemiotica desde o princípios, estamos torcendo para que a falta de verba que está congelando tudo nessa agência - e em outras, claro - seja passageira e possamos evitar mais prorrograções do projeto, queremos terminar, não é, Daniel?
[16:50] <AnaMatte> As referências do que vou apresentar estão nos slides, minha apresentação ficou longa demais, se pular algo depois vcs podem conferir nos slides. Comecemos, pois!
[16:50] <AnaMatte> Análise do texto e do discurso -> o que dizem os textos? // análise semiótica -> como os textos dizem o que dizem?
[16:50] <AnaMatte> Uma questão fundamental na ciência é saber o escopo teórico em que se encaixa uma produção, seja um artigo, um software, um estudo etc.
[16:51] <AnaMatte> A criação do dadosSemiótica (MATTE, SILVA, CANALLI, RIBEIRO, 2012) advém de um trabalho interdisciplinar que consistia no desenvolvimento de um software para trabalhos com fonoestilística, o SETFON (MATTE, MEIRELES, RIBEIRO, 2011).
[16:51] <AnaMatte> A concepção do SETFON, uma linha de desmontagem do texto verbal oral tendo em vista a fonoestilística, em especial a área de expressão vocal daquilo que, na fonética e em muitas outras áreas do conhecimento, costuma-se denominar a emoção,
[16:51] <AnaMatte> previa a elaboração de um software que facilitasse a coleta de análises do texto e organizasse os dados dela provenientes para confronto destes dados com dados de fonética acústica, ou seja, para investigar a relação da expressão vocal com o conteúdo verbal (MATTE, 2004).
[16:51] <AnaMatte> No entanto, o SETFON não chegou a contemplar esse objetivo, ficando restrito à análise acústica. O dadosSemiotica veio para preencher esta lacuna, tanto que muitas de nossas investigações nesse sentido incorporaram, manualmente, análises realizadas no SETFON nos corpora de análises semióticas (MATTE, 2014).
[16:52] <AnaMatte> está boa a velocidade ou está rápido/lento demais?
[16:52] <vivianpriolo> Acho que pode ser um pouquinho mais devagar, Ana.
[16:52] <AnaMatte> ok
[16:52] <nataliagiarola> Sim, poderia ser mais devagar
[16:52] <AnaMatte> A análise da emoção no texto e no discurso possui diversas opções teóricas, na sua maioria visando revelar os sentidos do texto.
[16:53] <AnaMatte> A Semiótica segue outra orientação: sua principal meta é revelar como os textos produzem seus efeitos de sentido.
[16:53] <AnaMatte> O dadosSemiotica (doravante dS) leva em consideração que efeitos de sentido possuem como unidade mínima de sentido a sentença, tomada como parte indissociável do texto em que se insere.
[16:53] <AnaMatte> Ao trabalhar interdisciplinarmente no campo da fonoestilística, o software admite que essas unidades mínimas variam de uma teoria a outra, e é necessário um cuidado especial com a relação entre as unidades mínimas de cada teoria;
[16:53] <AnaMatte> no caso da fonoestilística, trabalhamos com a unidade mínima o GIPC, group interperceptual center, também conhecido como segmento vogal-a-vogal, dado que o centro perceptivo das unidades mínimas na fala são sempre vogais.
[16:53] <AnaMatte> Um exemplo disso é o fato de que, quando super enfatizamos um segmento em uma sentença ("Fala, guri"), não é a consoante que fazemos durar, mas a vogal (não dizemos /ffffalA gurrrrrI/ ou /fallllllA ggggggurI/, mas, sim, /faaaaaalA gurIIIII/, por exemplo).
[16:54] <AnaMatte> Assim, a unidade mínima para a fonética acústica então adotada era um segmento vogal-a-vogal, enquanto para a Semiótica era a sentença, abarcando inúmeros segmentos fontéticos. Como decorrência, enquanto para a fonética acústica a duração do GIPC só faz sentido no contexto sequencial de GIPCs na sentença (BARBOSA, 2001), para a Semiótica a sentença
[16:54] <AnaMatte> só faz sentido no contexto sequencial de sentenças no texto.
[16:54] <AnaMatte> Qualquer teoria que aceite esse tipo de consideração sobre as unidades mínimas como sentenças e a unidade principal como texto pode beneficiar-se do dadosSemiotica.
[16:54] <AnaMatte> Mais especificamente, atendendo às demandas dos grupos de pesquisa aos quais estamos associados, trabalhamos atualmente no desenvolvimento do Módulo de Semiótica,
[16:54] <AnaMatte> um módulo para o dadosSemiótica que cria interfaces específicas de análise para cada etapa de análise semiótica, com suas respectivas categorias de análise.
[16:55] <AnaMatte> Desde o princípio a Semiótica separa a análise do Plano do Conteúdo da análise do Plano da Expressão;
[16:55] <AnaMatte> embora haja incursões bastante detalhadas e com metalinguagem semiótica para a análise do plano da Expressão, em especial no que tange ao vínculo com o do Conteúdo, a maioria das investigações busca em teorias preexistentes os elementos da análise da expressão e é esta a opção reservada para o dadosSemiotica.
[16:55] <AnaMatte> Ou seja: o dadosSemiotica é um software para pesquisas sobre o texto e o discurso, verbal e - potencialmente por enquanto - não-verbal criado sob a égide epistemológica da Semiótica, podendo ser utilizado para outras teorias do texto e do discurso para as quais, inclusive, é possível a criação de módulos específicos conforme o desejo e empenho de s
[16:55] <AnaMatte> uas comunidades de pesquisadores.
[16:55] <AnaMatte> Saber a teoria é saber analisar? qual a melhor metodologia para analisar um discurso ou texto, se existe?
[16:55] <AnaMatte> Teoria e prática são os dois lados do fazer científico.
[16:56] <AnaMatte> A Semiótica pauta-se numa abordagem dedutiva (seu construto teórico visa prever todas as opções estruturalmente possíveis, mesmo que ainda não tenham sido observadas) e indutiva (a aplicação da teoria pode redimensionar a própria teoria, sempre em construção) e, por este motivo, define-se como uma ciência em construção.
[16:56] <AnaMatte> O grupo de semioticistas no Brasil é relativamente pequeno mas, no meu entender, responde por algumas das produções mais significativas na área.Por este motivo, uma das preocupações mais marcantes no desenvolvimento do dadosSemiotica é com o ensino de Semiótica.
[16:56] <AnaMatte> Estamos buscando cada vez mais recursos que favoreçam a aprendizagem, dentre eles destacando-se:
[16:56] <AnaMatte> no dadossemotica
[16:57] <AnaMatte> * o papel de administração teórica do sistema era chamado de "gerente", nome herdado do framework SIMP no qual o software foi desenvilvido; mudamos o nome para "orientador", pois a lista de afazeres atuais do dS visa fortalecer o papel do professor/orientador, adicionando-lhe opções de acesso previstas e não previstas na versão 1.0;
[16:57] <AnaMatte> * a ajuda do software, mais especificamente aquela relativa ao Módulo de Semiotica, ultrapassa o limite da ajuda ao uso do software e inclui orientações a respeito da aplicação da teoria para cada etapa de análise e suas respectivas categorias;
[16:57] <AnaMatte> * a criação de relatórios automáticos e de um gerenciador de projetos minimal, com repositório de arquivos e registros variados, automáticos ou não, permitem facilitar a interação entre orientando e orientador.
[16:57] <AnaMatte> Antes de "reinventar" ou propor uma nova semiótica, o estudo que fundamenta o dadosSemiotica busca, nos fundamentos e princípios da teoria, amplamente discutido por nossos teóricos, a base para uma abordagem que busca ser mais ágil por focar, antes de qualquer coisa, a estrutura da geração do sentido.
[16:58] <AnaMatte> vamos aos slides, agora vou tentar ir mais devagar :)
[16:58] <AnaMatte> SLIDE 4) o dadossemiotica: v1.x
[16:58] <AnaMatte> Ao ser lançado, em 2012, o dadosSemiotica v1.0 trazia consigo alguns princípios básicos da praxis semiótica, especialmente quanto às unidades mínima e de referência para a geração do sentido - como visto acima, a sentença e o texto, respectivamente.
[16:58] <AnaMatte> Dentre as várias soluções para a prática de análise de textos, devemos destacar as seguintes:
[16:58] <AnaMatte> * categorias abertas -> permite criar tantas categorias quantas forem necessárias para os projetos, não limitadas à teoria semiótica.
[16:58] <nataliagiarola> Ana, um momento.
[16:58] <AnaMatte> ok
[16:58] <nataliagiarola> Algumas pessoas acabaram de entrar.
[16:59] <nataliagiarola> Poderia nos fornecer o código dos slides, novamente!
[16:59] <AnaMatte> o código dos slides é mattemuller19
[16:59] <nataliagiarola> Obrigada!
[17:00] <AnaMatte> bem, vou pular as características, vocês podem saber mais sobre a v1;.0 na página do dS, na página do texto livre
[17:00] <AnaMatte> tem um artigo lá
[17:00] <AnaMatte> SLIDE 5) Após seu lançamento no Workshop de Software Livre, em 2012, iniciou-se a implementação de novas funcionalidades, dentre as quais destaca-se a análise por seleção de texto, que permitia abarcar com a mesa análise um conjunto de sentenças selecionado pelo analista, aproximando a prática digital da prática manual realizada pelos analistas de
[17:00] <AnaMatte> texto e discurso, sem dispensar a análise por sentença em forma de tabela.
[17:01] <AnaMatte> Atualmente estamos trabalhando para o lançamento da versão 2.0, que dispõem de diversos recursos a mais, tais como a possibilidade de importação de outros tipos de arquivos de textos além do txt, organização hierárquica das categorias em árvore e o Módulo de Semiótica, com interfaces e ajuda especialmente pensados para a teoria semiótica.
[17:01] <AnaMatte> SLIDE 6) o estudo das categorias fechadas em semióticaEstamos, em Humanas, acostumados a rejeitar a análise por categorias fechadas, ou seja, análises com número limitado e prédeterminado de respostas possíveis.
[17:01] <AnaMatte> No entanto, classificar faz parte do trabalho científico e é uma forma muito produtiva de trabalhar com produtos culturais.
[17:01] <AnaMatte> A rigor, até mesmo as palavras são classificadoras: compreendemos o mundo ao nosso redor a partir das classificações mais ou menos complexas que fazemos daquilo que podemos perceber ou mesmo deduzir ou intuir.
[17:02] <AnaMatte> Tanto que, como em toda ciência, mesmo as que almejam fugir desse modus operandis classificatório, podemos elencar classes fechadas de análise.
[17:02] <AnaMatte> SLIDE 6 E SLIDE 7) Na Semiótica não é diferente e essa Teoria jamais tentou disfarçar esse fato: a relação lógica entre os elementos do texto, muitas vezes, possui categorias fechadas de análise.
[17:02] <AnaMatte> (é o 6 de novo, sim)
[17:02] <AnaMatte> Essas categorias possuem a vantagem de permitir, com grande facilidade, fazer cruzamentos que lancem luzes sobre os efeitos de sentido produzidos por cada configuração e, em conjunto com as categorias abertas, permitem compreender o texto de forma bastante completa, mesmo nas análises mais complexas.
[17:02] <AnaMatte> Já em 2004, chegando na UFMG como docente, realizamos uma primeira incursão nesse sentido: com um grupo de estudantes voluntários de Iniciação Científica, divididos pelo interesse em Semiótica ou em Fonética Acústica, abordamos elementos de Semiótica Narrativa trabalhando somente com categorias que ainda não chamávamos de fechadas: valores positivo
[17:02] <AnaMatte> s ou negativos, tipo de modaalização, tipo de manipulação, dentre outros.
[17:03] <AnaMatte> O experimento de cruzar dados de Semiótica e de Fonética Acústica obtidos por diferentes estudantes em formação tinha como objetivo mostrar que a Narrativa, em virtude de sua constituição baseada na Lógica, não afetava o plano da expressão da Fala, ou seja, apostávamos na hipótese nula e, naturalmente, dado o poder de concisão e objetividade da Teo
[17:03] <AnaMatte> ria Semiótica, ganhamos a aposta.
[17:03] <AnaMatte> Já nos chamava a atenção, por exemplo, o fato de que nem sempre o tipo de Manipulação era determinante, mas seus constituintes (valor em jogo, modalização do destinador, modalização do destinatário, por exemplo) poderiam revelar relações insuspeitadas com o Plano da Expressão, visto que esses constituintes estavam mais próximos do Nível Fundamental
[17:03] <AnaMatte> - e da continuidade - do que o Nível Narrativo em si.
[17:03] <AnaMatte> Daquela feita, mesmo com 25 alunos participando do projeto, os dados obtidos não foram suficientes para resultados estatisticamente conclusivos nesse sentido, embora tenham surgido muitas indicações relevantes.
[17:03] <AnaMatte> Assim, o dadosSemiotica despontava como necessidade, especialmente para análises interdisciplinares e, mais especialmente ainda, quando a teoria não semiótica em foco estiver na Área- ou próxima dela - das Ciências Exatas.
[17:03] <AnaMatte> O experimento de 2004 mostrou a importância dos constituintes: não servem apenas para nos indicar a qual classe pertence o elemento textual, mas também são elementos importantes da análise em si, que trazem, na Semiótica, a consistência teórica para a classificação, apontando para elos entre os Níveis do Percurso Gerativo.
[17:04] <AnaMatte> SLIDE 8) o modelo em árvore e a organização em patamares
[17:04] <AnaMatte> ops slide 8 )
[17:04] <AnaMatte> Em 2018 concluímos uma pesquisa que buscou esmiuçar as categorias de toda a Teoria Semiótica: o resultado foi uma árvore dividida em patamares:
[17:04] <AnaMatte> Raiz -> Teoria Semiótica
[17:04] <AnaMatte> 1.a Ramificação -> Plano (da Expressão ou do Conteúdo)
[17:05] <AnaMatte> 2.a Ramificação -> Nível (no caso do Conteúdo, em que focamos a análise, são os Níveis do Percurso Gerativo do Sentido)
[17:05] <AnaMatte> 3.a Ramificação -> Dimensão (essa ramificação resultou necessária especialmente, mas não apenas, para a análise do Nível Narrativo)
[17:05] <AnaMatte> 4.a Ramificação -> Etapa de Análise (por exemplo, a etapa de análise da Manipulação)
[17:05] <AnaMatte> 5.a Ramificação -> Categorias de Análise (por exemplo, aquelas investigadas no experimento de 2004)
[17:05] <AnaMatte> 6.a Ramificação -> Subcategorias de Análise (algumas vezes foi necessário subdividir as categorias de análise para a obtenção de um modelo mais consistente)
[17:05] <AnaMatte> SLIDES 9 a 16) Hoje, a Árvore das Categorias Semiótica, completa no que tange ao Plano do Conteúdo, apresenta-se tal como nas figuras dos slides 11 a 18 e serviu de base para o planejamento das interfaces de análise de cada etapa no Módulo de Semiótica
[17:06] <AnaMatte> podem olhar depois com mais detalhe
[17:06] <AnaMatte> Essa análise das categorias e os betatestes em andamento mostraram que o estudo de árvores para outras teorias pode vir a ser muito produtivo para trabalhos interdisciplinares.
[17:06] <AnaMatte> Betatester é uma pessoa que usa um software em desenvolvimento em situação real de uso (no caso do DS, em pesquisa envolvendo análise de texto) para, com seu feedback aos desenvolvedores, indicar necessidades e melhorias não previstas inicialmente.
[17:06] <AnaMatte> A equipe atual é composta por pesquisadores semioticistas (necessários ao desenvolvimento do Módulo de Semiótica) e também pesquisadores que trabalham de forma interdisciplinar com a Semiótica, tanto conduzindo-a como teoria principal do trabalho de pesquisa quanto como teoria secundária.
[17:06] <AnaMatte> Alguns deles já começaram a testar as possibilidades de organização das suas teorias em árvores, de forma preliminar.
[17:06] <AnaMatte> SLIDE 17) O resultado desse estudo foi um passo-a-passo para a análise semiótica com o Módulo de Semiótica do dadosSemiotica (dS), a partir do qual foram planejadas as interfaces gráficas para análise de cada etapa.
[17:07] <AnaMatte> São muitas e variadas as aplicações possíveis das análises feitas no DS, tanto na investigação intra-teoria quanto na investigação interdisciplinar.
[17:07] <AnaMatte> Nesta última, fazemos questão de destacar a semiotização do reconhecimento e da síntese de fala por computadores: a dita expressão da emoção na fala, a previsibilidade dos padrões e das relações entre padrões fonéticos e semióticos é capaz de trazer inteligibilidade àquilo que, na computação, se costuma fazer a partir de cálculos e médias.
[17:07] <AnaMatte> Essa inteligibilidade da relação é, a nosso ver, o pulo do gato para uma síntese e reconhecimento de fala de altíssima qualidade.
[17:07] <AnaMatte> Um dos usos que sempre se mostrou importante no nosso trabalho com o ensino/aprendizagem no Texto Livre são os chatbots. Para falar disso, passo a palavra ao analista de sistemas responsável pelo desenvolvimento da versão 2.o do dadossemiotica, meu colega Daniel Nehme Muller.
[17:07] <AnaMatte> É com você, Daniel!
[17:08] <Daniel_Muller> Valeu, Ana!
[17:08] <Daniel_Muller> Vou prosseguir com os sistemas computacionais de comunicação
[17:08] <Daniel_Muller> Agradeço à colega Ana Matte pelo convite e desafio em trabalhar mais a fundo o caráter interdisciplinar da análise semiótica em sistemas computacionais.
[17:08] <Daniel_Muller> Para começar esta fase computacional, esclareço que os sistemas de comunicação estão aqui apresentados no sentido estrito, ou seja, não se trata de meios de comunicação, mas da comunicação em si, entre pessoas e destas com dispositivos eletrônicos.
[17:08] <Daniel_Muller> Os sistemas computacionais criados com esta intenção são conhecidos como de Processamento da Linguagem Natural (Natural Language Processing - NLP), que é composto de dois grandes paradigmas de sistemas:
[17:09] <Daniel_Muller> Compreensão da Linguagem Natural (Natural Language Understanding - NLU) para a parte de interpretação da língua,
[17:09] <Daniel_Muller> e Geração da Linguagem Natural (Natural Language Generation - NLG) para a geração de linguagem na produção de frases e textos.
[17:09] <Daniel_Muller> Apenas para citar duas referências clássicas, para quem quer ir a fundo, vale a pena olhar o material de Stanford em \url{https://stanfordnlp.github.io/CoreNLP/}
[17:09] <Daniel_Muller> e de Oxford em https://github.com/oxford-cs-deepnlp-2017/lectures de forma a compreender mais precisamente o que estou me referindo.
[17:10] <Daniel_Muller> O pessoal da minha área que está aí deve estar pensando no que eu uso para a construção desses sistemas. Bom, nos anos 1990 eu escovava bit fazendo redes neurais Kohonen em linguagem C para reconhecimento semântico.
[17:10] <Daniel_Muller> Uso hoje os sensacionais pacotes de Python, como NLTK ( https://www.nltk.org/ ), junto com scikit-learn ( https://scikit-learn.org/ ), e ainda pandas ( https://pandas.pydata.org/ ) e outros componentes ScyPy ( https://www.scipy.org/ ).
[17:10] <Daniel_Muller> Geralmente no NLU fazemos a análise fonética, morfológica, sintática, semântica, pragmática e discurso. Pelo meio disso tudo há detalhes, como reconhecimento de entidades nomeadas, sumarização de conteúdo, entre outras peculiaridades. Mas não vou detalhar isso para não fugir dos demais tópicos.
[17:11] <Daniel_Muller> Continuando, no NLG são desenvolvidas técnicas para construção de textos, como determinação de conteúdo e estruturação de documento.
[17:11] <Daniel_Muller> Isso que eu citei apenas processamento de texto. Podemos ter aí camadas adicionais para tratamento de fala e de imagem de caracteres, por exemplo. Sim, a gama de aplicações é enorme.
[17:11] <Daniel_Muller> Para fechar este tópico, só um último exemplo que engloba todas as fases de um NLP: tradução de textos. A tradução implica na análise de um texto em uma língua e a sua reconstrução em outra língua. Pois, é, compreendendo a complexidade de todo o processo, podemos afirmar que a tradução não é uma tarefa trivial...
[17:11] <Daniel_Muller> Agora seguimos com a comunicação por trás dos assistentes inteligentes
[17:11] <Daniel_Muller> Para o projeto de assistentes inteligentes temos que ter bem claro que há uma teoria da comunicação, onde emissor e receptor devem transmitir e receber informações.
[17:12] <Daniel_Muller> Podemos nos referir neste ponto ao SLIDE 18
[17:13] <Daniel_Muller> Tanto no tópico anterior quanto este.
[17:13] <Daniel_Muller> Para ilustrar, vou comentar apenas uma visão que usei no projeto de um assistente inteligente educacional. Chama-se Estrutura Dinâmica de Interpretação, ou DIT - Dynamic Interpretation Theory (Bunt, 2011a; 2005).
[17:13] <Daniel_Muller> DIT distingue as seguintes 10 dimensões (para discussão e justificação ver Petukhova & Bunt 2009 e Bunt 2011b):
[17:14] <Daniel_Muller> 1. Tarefa / Atividade: atos de diálogo cujo desempenho contribui para executar a tarefa ou atividade subjacente ao diálogo;
[17:14] <Daniel_Muller> 2. Auto-Feedback: atos de diálogo que fornecem informações sobre o processamento do locutor do enunciado anterior;
[17:14] <Daniel_Muller> 3. Allo-Feedback: diálogo atos utilizados pelo emissor para expressar opiniões sobre o receptor processando a declaração anterior, ou que solicitam informações sobre esse processamento;
[17:14] <Daniel_Muller> 4. Gerenciamento de contato: atos de diálogo para o estabelecimento e manutenção de contato;
[17:14] <Daniel_Muller> 5. Gerenciamento da vez: atos de diálogo com intenção de manter, dar ao ou aceitar o papel do emissor;
[17:14] <Daniel_Muller> 6. Gerenciamento do tempo: atos de diálogo de sinalização que o emissor precisa de um pouco de tempo para formular sua contribuição para o diálogo;
[17:14] <Daniel_Muller> 7. Estrutura do discurso: atos de diálogo para explicitamente estruturar a conversa, por exemplo, anunciar o ato de diálogo seguinte, ou propor uma mudança de assunto;
[17:15] <Daniel_Muller> 8. Gerenciamento da comunicação: atos de diálogo em que o emissor elabora versões para o diálogo que ele está produzindo;
[17:15] <Daniel_Muller> 9. Gerenciamento da comunicação do parceiro: o agente que realiza esses atos de diálogo tem o papel de receptor, mas assiste ou corrige o emissor na formulação de uma contribuição para o diálogo;
[17:15] <Daniel_Muller> 10. Gerenciamento de obrigações sociais: atos de diálogo que cuidar das convenções sociais, tais como cumprimentos, desculpas, agradecimentos e saudações.
[17:15] <Daniel_Muller> Percebemos então que o nível de detalhamento ao estudar os diálogos vai muito além do texto. A comunicação que se estabelece entre o emissor e o receptor das informações também constitui uma camada adicional de informações a serem tratadas.
[17:16] <Daniel_Muller> Agora vamos analisar o sentido mais prático e popular dos assistentes inteligentes: projetos de chatbots.
[17:16] <Daniel_Muller> Os chatbots nada mais são que assistentes inteligentes aplicados aos sistemas de bate-papo, os chats. De uma forma simples, os assistentes de diálogo foram inicialmente pensados como sistemas de pergunta e resposta.
[17:16] <Daniel_Muller> Ou seja, um mapeamento onde, caso uma questão ou suas palavras-chave fossem encontradas, eram fornecidas as respostas correspondentes. Muitos chatbots ainda funcionam assim, aplicando regras simples.
[17:16] <Daniel_Muller> Com o tempo houveram outras camadas de processamento, como usar reconhecimento de contextos para busca de palavras e termos similares. Aí podemos usar machine learning para fazer isso.
[17:16] <Daniel_Muller> Também podemos usar diversas técnicas para fazer recombinações de textos e gerar conteúdo de resposta aos contatos dos chatbots. Para maiores detalhes, segue uma referência: https://pdfs.semanticscholar.org/f742/138e6baaecf1ee2331268917a34ebc7e6c4b.pdf
[17:17] <Daniel_Muller> Apenas para fazer referência a um bonito sistema de chatbot desenvolvido por um grupo de pesquisadores aqui no Brasil:
[17:17] <Daniel_Muller> "Tecnologia de Aprendizado Interativo Salic (TAIS) é a assistente virtual de incentivo à Cultura em desenvolvimento pelo MinC, em parceria com o LAPPIS (UnB - FGA), para interagir com os cidadãos (produtores culturais e outros interessados) de forma simplificada com objetivo de apoiá-los no entendimento da Lei Rouanet e no uso da plataforma SALIC."
[17:17] <Daniel_Muller> Fonte: https://github.com/lappis-unb/tais/wiki
[17:17] <Daniel_Muller> Como podemos ver, há diversas abordagens possíveis, e precisamos deixar uma coisa clara: representam, mas não são uma inteligência humana.
[17:18] <Daniel_Muller> Sobre os conteúdo de processamento de chatbots, coloquei os SLIDES 19 e 20 como ilustrações.
[17:19] <Daniel_Muller> No SLIDE 19 temos os diferentes tipos de relação entre possibilidade de chats de regras ou por treinamento com domínio de conhecimento aberto e
[17:19] <Daniel_Muller> fecharo
[17:20] <Daniel_Muller> *fechado
[17:20] <AnaMatte> esse impossible do slide 19 está me matando de curosidade ;-)
[17:20] <Daniel_Muller> Não conseguimos fazer regras para qualquer coisa, ou seja, em domínio aberto.
[17:21] <Daniel_Muller> As regras servem para jogos, que possuem regras fixas e geralmente claras.
[17:21] <Daniel_Muller> Mas regras não servem para o mundo real.
[17:21] <Daniel_Muller> E o mundo real possui domínio aberto.
[17:22] <Daniel_Muller> Agora temos a Inteligência Artificial geral para o domínio aberto, porque geramos aproximações de diálogos.
[17:22] <Daniel_Muller> Tudo bem?
[17:22] <nataliagiarola> Tudo sim, Daniel
[17:22] <Daniel_Muller> Bom, comentando o SLIDE 20
[17:23] <AnaMatte> antes...
[17:23] <Daniel_Muller> diga
[17:23] <AnaMatte> pode explicar o smart machine?
[17:23] <AnaMatte> é aprendizagem?
[17:23] <Daniel_Muller> sim
[17:23] <AnaMatte> baseada em que?
[17:23] <Daniel_Muller> É um sistema como a arquitetura do SLIDE 20
[17:24] <AnaMatte> ah, ok! :)
[17:24] <Daniel_Muller> Aproveito e já explico.
[17:24] <Daniel_Muller> Temos um sistema que aprende as palavras usadas no mapeamento de frases de entrada
[17:24] <Daniel_Muller> com as respostas de saída
[17:24] <Daniel_Muller> Isso seria uma "smart machine"
[17:25] <Daniel_Muller> Porque aí não temos regras fixas que mapeiam entrada e saída.
[17:25] <Daniel_Muller> Mas vemos na arquitetura do slide 20
[17:25] <Daniel_Muller> um gerador de mensagens pré-organizadas
[17:25] <Daniel_Muller> como resposta
[17:26] <Daniel_Muller> Há modelos que nem esta estrutura é fixa.
[17:26] <Daniel_Muller> Coloquei antes um link de um material onde esses modelos de treinamento de resposta são treinados também.
[17:26] <Daniel_Muller> Com deep learning.
[17:27] <Daniel_Muller> Bom, agora vamos a outro tópico
[17:27] <Daniel_Muller> a desmistificação da inteligência dos chatbots
[17:27] <Daniel_Muller> Depois dos itens apresentados, podemos perceber que a Integência Artificial colocada nos chatbots, na verdade, é uma simulação grotesca de inteligência humana. Podemos dizer que há um certo nível de inteligência, mas o suficiente para nos ajudar a fazer algumas coisas (de forma consciente para nós ou não).
[17:27] <Daniel_Muller> Desde que a Mary Shelley inventou essa história de criação de humanos (em Frankenstein), houveram sucessivas tentativas de criação de humanos, humanóides e robôs.
[17:27] <Daniel_Muller> Mas a constituição, a formação da inteligência é altamente complexa e necessita um organismo completo como o nosso para sua construção. As simulações que fazemos não chegam nem perto do que realmente é.
[17:28] <Daniel_Muller> Muitos estados mentais e funcionalidades conseguem ser imitadas, sem dúvida, mas são apenas aproximações do que realmente é. Não são levados inúmeros sistemas de crenças, valores, sentimentos, memórias, estado emocional, etc.
[17:28] <Daniel_Muller> Enfim, as técnicas que usamos, por mais avançadas que sejam, ainda não atingiram o nível de um organismo biológico complexo.
[17:28] <Daniel_Muller> O papo está bom, mas vamos tocar para o final. No próximo e último tópico vamos fechar todos os assuntos.
[17:29] <Daniel_Muller> Termino com a conversação automática, redes sociais e a manipulação da informação
[17:29] <Daniel_Muller> Já que os chatbots são projetados para diálogos, então fica a questão: qual a relação destes assistentes com os bots que vemos nas redes sociais?
[17:29] <Daniel_Muller> Temos que ver uma coisa: são chamados bots sistemas usados para monitorar a internet, incluindo aí as redes sociais.
[17:29] <Daniel_Muller> Não estamos nos referindo a estes sistemas, mas aqueles que usam o diálogo em redes sociais.
[17:29] <Daniel_Muller> Hoje temos diversos sistemas de atendimento pelas redes sociais, e isso é muito bom, porque deixa prático tanto para quem atende como para quem necessita de serviços.
[17:29] <Daniel_Muller> Por outro lado, sabemos de sistemas que analisam e replicam notícias, o que pode ter prós e contras.
[17:30] <Daniel_Muller> Isso pode ser usado tanto para esclarecimento quando para confundir as pessoas.
[17:30] <Daniel_Muller> Basta olharem os itens anteriores que discutimos aqui para terem uma ideia da complexidade e quantidade de abordagens que podem ser feitas numa comunicação.
[17:30] <Daniel_Muller> Para concluir (mesmo), deixo a observação sobre a forma de colocação das informações.
[17:31] <Daniel_Muller> Muitos fazem análise do conteúdo do texto, buscam relações semânticas e consistências ontológicas, mas não detectam a razão de determinado comportamento das pessoas quanto ao fluxo de informações nas redes sociais.
[17:31] <Daniel_Muller> Muitas vezes observamos comportamentos de um mundo adulto profundamente infantil (ou adolescente), criado por uma onda de mensagens que agem sobre as pessoas na forma de uma contaminação afetiva.
[17:31] <Daniel_Muller> Olhando do ponto de vista de uma "ontologia fractal", podemos compreender que a recombinação de elementos básicos de sentido - e é aqui que entra a relevância da análise semiótica.
[17:31] <Daniel_Muller> A percepção do sentido não se encontra em uma frase ou no contexto.
[17:31] <Daniel_Muller> Está na composição da vivência do fluxo de informações frente ao conjunto de valores e desejos de cada um.
[17:32] <Daniel_Muller> Essas ideias foram baseadas na obra de Guattari (2012).
[17:32] <Daniel_Muller> Mais detalhes podem ser encontrados nas referências que estão ao final dos slides.
[17:33] <Daniel_Muller> Então, Ana e colegas, finalizo minha escrita por aqui.
[17:33] <Daniel_Muller> Agradeço imensamente pela experiência.
[17:33] <nataliagiarola> Obrigada, Daniel
[17:33] <nataliagiarola> Foi muito produtiva sua fala.
[17:33] <nataliagiarola> Assim como a da Ana
[17:33] <nataliagiarola> Acredito que possamos abrir para perguntas externas.
[17:34] <AnaMatte> Com certeza... posso começar?
[17:34] <nataliagiarola> Claro, Ana!
[17:34] <AnaMatte> não aguento kkkk
[17:34] <AnaMatte> Daniel_Muller, é possível afirmar que a aprendizagem da máquina trabalha com gêneros discursivos? Pois um dos recursos que nós humanos usamos para agilizar a compreensão da informação e a produção de novas comunicações é detectar gênero mais ou menos específico do discurso no contexto em que estamos falando e usar seus padrões para escolher desde a
[17:34] <AnaMatte> forma até o conteúdo da comunicação. Me pareceu no slide 20 que o chatbot faria isso também.
[17:34] <Daniel_Muller> ah, tá, como se a Ana já não tivesse tempo suficiente antes, kkk
[17:35] <AnaMatte> kkkk
[17:35] <Daniel_Muller> Sim, podemos treinar gêneros discursivos.
[17:35] <Daniel_Muller> Mas a questão são os mapeamentos entre os termos distribuídos no discurso.
[17:35] <Daniel_Muller> Precisamos fazer uma amarração de termos e contexto.
[17:36] <Daniel_Muller> Também depende do universo que estamos analisando.
[17:36] <Daniel_Muller> Se a abrangência do texto analisado é muita aberta, dificulta (como seria difícil também para nós)
[17:36] <Daniel_Muller> muito a análise
[17:37] <AnaMatte> é, nem para humanos isso é trivial, tanto que existem milhares de tentativas de classificação dos gêneros discursivos e pouca produtividade, pelo menos a meu ver
[17:37] <AnaMatte> obrigada,
[17:37] <nataliagiarola> Mas seria uma análise muito estrutural do gênero, não?
[17:38] <Daniel_Muller> Quando usamos um sistema de treinamento ele capta o estrutural.
[17:38] <Daniel_Muller> O caso geral.
[17:38] <nataliagiarola> Por exemplo, se tivermos variações, como uma carta de amor escrita em um receita de cozinha.
[17:38] <Daniel_Muller> Para tratamento de especialidades, temos que aplicar outras técnicas.
[17:38] <AnaMatte> :)
[17:38] <nataliagiarola> Ah sim!
[17:38] <Daniel_Muller> Sim, captamos os esteriótipos.
[17:38] <nataliagiarola> Obrigada!
[17:38] <vivianpriolo> Sobretudo quando consideramos a noção de relativa estabilidade no tocante a estrutura. Penso que seria bastante complexo.
[17:39] <Daniel_Muller> Assim como nós aprendemos a diferenciar as estruturas, também podemos ensinar um sistema a fazer este tipo de diferenciação.
[17:40] <Daniel_Muller> Dúvidas?
[17:40] <Daniel_Muller> :]
[17:40] <AnaMatte> Daniel_Muller, quem escolhe os dados de entrada são seres humanos, certo? Isso significa que podemos ensinar um robô a ser nazista, para dar um exemplo bem radical (e infelizmente real). Como os sistemas de comunicação com robôs tentam prevenir isso?
[17:41] <Daniel_Muller> Não tentam.
[17:41] <Daniel_Muller> Não há valores em sistemas computacionais.
[17:41] <Daniel_Muller> Eles podem ser bons nazistas.
[17:41] <AnaMatte> pois é...
[17:41] <Daniel_Muller> Propagar esta ou qualquer outra informação.
[17:42] <Daniel_Muller> Tudo é dependente do que é treinado.
[17:42] <Daniel_Muller> Assim como uma criança.
[17:42] <Daniel_Muller> Se ela é exposta a um ambiente hostil, terá aprendido estes termos para sua vida.
[17:42] <AnaMatte> uma das ideias do dadossemiotica é que, num futuro, a gente possa usá-lo como um filtro, no qual tanto o sistema quanto analistas humanos possam fazer verificações e ajustes
[17:42] <AnaMatte> então se ele estivesse vinculado a um chat de ensino de espanhol
[17:43] <AnaMatte> por exemplo
[17:44] <AnaMatte> poderíamos perceber desvios na sua "personalidade" e, por algum mecanismo de reação, inserir informações que o "levassem para o bom caminho" de novo, muita viagem?
[17:44] <Daniel_Muller> penso que sistemas assim deveriam servir da mesma forma que firewall ou antivírus
[17:44] <AnaMatte> isso
[17:44] <Daniel_Muller> sim, podemos dar alertas
[17:44] <nataliagiarola> Daniel, uma dúvida sobre esse assunto, para ver se comecei a compreender.
[17:44] <Daniel_Muller> Mas aí, qual seria o parâmetro para o alerta?
[17:44] <Daniel_Muller> manda
[17:45] <nataliagiarola> sobre o mapeamento de frases de entrada e saída, quando fazemos análise de nuvens de relacionamento utilizando o Netvizz há um mecanismo que me parece bem similar a esse de frases de entrada com respostas de saída, principalmente quando trabalhamos com um filtro para coleta de perfis.
[17:45] <nataliagiarola> Não sei se conhece o software, mas, pelo pouco que vi sobre comunicação computacional, me parece seguir a mesma lógica.
[17:45] <AnaMatte> de certa forma, seria criar uma inteligência paralela que fosse criando as regras pela interação com as respostas analíticas de analistas humanos, é o que imaginei
[17:45] <nataliagiarola> Por exemplo, se você coloca os valores de entrada que deseja e ele vai gerar resultados relativos a esse. Por exemplo, se criarmos uma bolha das interações do Bolsonaro, só aparecem páginas de direita.
[17:46] <nataliagiarola> É algo similar?
[17:46] <Daniel_Muller> Sim, é isso mesmo.
[17:46] <Daniel_Muller> Temos a busca de termos correlatos.
[17:46] <JadyCaroline> Também fiquei em dúvida de qual parâmetro usar como alerta, já que o chatbot já tem alguns dados e todos os outros inseridos na conversa são base para novos resultados
[17:47] <Daniel_Muller> O sistema necessita acessar uma base de referência para fazer a busca dentro do contexto.
[17:47] <JadyCaroline> Ele utilizaria de uma forma ou de outra aquela informação, não?
[17:47] <Daniel_Muller> Provavelmente uma ontologia.
[17:48] <Daniel_Muller> Sim, como faremos um alerta? Quem seria o "curador" para dizer se algo está ou não adequado?
[17:49] <Daniel_Muller> Podemos convergir para itens de sobrevivência e bem estar dos humanos.
[17:49] <AnaMatte> sobre o alerta, eu vejo como muito importante, pelo menos na atualidade, de humanos colocando seu olho clínico, pois eu lembro de um amigo que foi policial de uma rede brasileira de IRC, a Brassnet, e caçava nazistas. Eles faziam mudanças nas palavras, tipo branco = laranja, negro = abóbora, daí demorava para detectar e, quando detectavam, os caras
[17:49] <AnaMatte> a mudavam as palavras de novo
[17:49] <Daniel_Muller> Basear em termos de saúde, solidariedade, níveis de satisfação...
[17:50] <nataliagiarola> E também vejo como uma questão ideológica, pois o que é um critério para mim por não ser para a Ana, por exemplo.
[17:50] <AnaMatte> eu penso em alertas para chats com objetivos específicos. O chat de espanhol, por exemplo, é quase um sistema aberto, pois para prender qualquer assunto serve.a
[17:50] <Daniel_Muller> Ah, Ana, mas as ontologias não tem por base só as palavras, mas principalmente suas RELAÇÕES.
[17:50] <AnaMatte> sim, infelizmente os nazi sabiam disso também...
[17:51] <Daniel_Muller> Aliás, não disse antes, mas a inteligência basicamente são RELAÇÕES.
[17:51] <Daniel_Muller> Sim, qualquer estudioso de manipulação de informações trabalha muito bem com isso.
[17:51] <Daniel_Muller> Vimos isso ser aplicado nas redes sociais de vários países nos últimos anos.
[17:53] <Daniel_Muller> Mas, Ana, a análise semiótica pode nos ajudar nessas relações?
[17:53] <AnaMatte> como na semiótica... relações antes de tudo. Mas na verdade em qualquer sistema de comunicação. A configuração de um /a/ falado por uma criança é muuuito diferente da de um adulto, especialmente com voz mais grave, mas tanto a criança quanto o adulto conseguem entender que é um /a/ porque não olham o fonema, olham o contexto, as relações com outros
[17:53] <AnaMatte> fonemas e a posição em que se encontra o tal /a/
[17:53] <AnaMatte> sim, pode
[17:54] <Daniel_Muller> nossa, a semiótica da fala nos leva a outro universo de análise...
[17:54] <AnaMatte> esses estudos para o dadossemiotica visam justamente tratar a semiótica, a análise semiótica, de forma que ela possa ser feita mais ágil, para um corpus maior em menos tempo e, também, de forma a facilitar a geração dessas regras
[17:55] <AnaMatte> não sei se é outro universo de análise
[17:55] <Daniel_Muller> pode ser a mesma estrutura, mas vejo que são diferentes relacionamentos
[17:55] <AnaMatte> estamos trabalhando hoje com texto escrito, mas para a semiótica, tanto faz, tudo é linguagem, apenas cada uma vai explorar algum aspecto com mais profundidade que outro
[17:56] <Daniel_Muller> estava me referindo à prosódia, principalmente
[17:57] <AnaMatte> se podemos indicar os "pontos de interesse" de cada linguagem (e aqui vamos diferenciar a linguagem falada, que é verbo-sonora, da linguagem escrita, que é verbo-visual)
[17:57] <Daniel_Muller> isso
[17:57] <Daniel_Muller> outra coisa que pensei agora
[17:57] <AnaMatte> a paprtir dos pontos de interesse podemos saber onde focar a análise e isso facilita demais
[17:57] <Daniel_Muller> seria possível um chatbot com a organização de análise do dS?
[17:58] <AnaMatte> Daniel_Muller, eu aposto que sim! mas ainda estamos no aquecimento...
[17:59] <nataliagiarola> Ana e Daniel, podemos partir para o encerramento?
[17:59] <AnaMatte> articularmente, eu não gosto de deixar tudo na mão de algoritmos: se eu não entendo como a máquina aprendeu, como posso controlar o que ela vai aprender?
[17:59] <AnaMatte> sim, claro
[17:59] <Daniel_Muller> Se o povo não quiser comentar mais alguma coisa...
[17:59] <nataliagiarola> Alguém tem mais alguma pergunta?
[17:59] <Daniel_Muller> Sim, Ana, podemos controlar os algoritmos.
[18:00] <Daniel_Muller> Temos como mapear o conhecimento treinado.
[18:00] <Daniel_Muller> Quando eu comecei, todos chamavam de "caixa-preta" o treinamento.
[18:00] <AnaMatte> acho que me enganei de palavra, eram fórmulas, cálculos... mas fico feliz em saber
[18:00] <Daniel_Muller> Hoje temos como demonstrar e "auditar" o que é treinado.
[18:01] <Daniel_Muller> Sim, isso é um ponto importante.
[18:01] <AnaMatte> :)
[18:01] <AnaMatte> obrigada!
[18:01] <Daniel_Muller> Mas, vamos lá, tem alguém na sala que queira se manifestar antes do encerramento?
[18:02] <nataliagiarola> Feita as perguntas, gostaríamos de encerrar esse seminário agradecendo a Ana e o Daniel pela excepcional fala.
[18:03] <nataliagiarola> Elas foram de grande valia e aprendizado. :] :]
[18:03] <Daniel_Muller> Calma aí Natália...
[18:03] <Daniel_Muller> Nem foi tanto assim...
[18:03] <nataliagiarola> kkkkkk
[18:03] <Daniel_Muller> Mas fico feliz em poder contribuir.
[18:03] <AnaMatte> :)
[18:03] <nataliagiarola> Daniel, sua área me atraí muito
[18:03] <vivianpriolo> Obrigada, pessoal. Aprendemos bastante hoje! Quantos desafios!
[18:04] <nataliagiarola> A todos os participantes, muito obrigada! Em breve, enviáramos os certificados.
[18:04] <AnaMatte> e podemos continuar respondendo e debatendo o tema no UEADSL, no fórum, inscrevam-se! http://ueadsl.textolivre.pro.br
[18:04] <nataliagiarola> *enviaremos
[18:04] <AnaMatte> quem ainda não se inscreveu, entra no stis.textolivre.org para pedir o certificado do stis
[18:04] <nataliagiarola> Até o próximo encontro, em Agosto, que vai abordar Pesquisas em Educação do Campo: Múltiplos Enfoques , coordenado por Paulo Soares
[18:04] <JonasVeloso> Obrigado a todos e parabéns aos palestrantes!
[18:05] <AnaMatte> clap clap clap clap clap
[18:05] <Daniel_Muller> Fiquem à vontade para enviar emails e continuarmos a conversa.
[18:06] <Daniel_Muller> Eu e a Ana estamos tocando uma pesquisa, todes são convidades para colaborar.
[18:06] <nataliagiarola> :]
[18:06] <Daniel_Muller> E também podemos colaborar com a pesquisa de outros também, claro.
[18:06] <AnaMatte> certamente
[18:06] <acris> clap clap clap clap clap
[18:07] <Daniel_Muller> clap clap clap clap clap
[18:09] <vivianpriolo> Boa noite, pessoal!
[18:09] <nataliagiarola> Boa noite, até a próxima!
[18:09] <Daniel_Muller> Tchau, gente!
[18:10] <JadyCaroline> 😘
[18:10] <AnaMatte> boa noite! até a próxima!
[19:27] <Ludmilla> Boa noite a todos!


STIS - Seminários Teóricos Interdisciplinares do SEMIOTEC, Powered by Joomla!

AGOSTO: Pesquisas em Educação do Campo e TDICs

Cartaz de divulgação do STIS de agosto/2019: conferencistas:  Carlos Henrique Silva de Castro e Wester Francisco de Almeida

STIS - Seminários Teóricos Interdisciplinares do SEMIOTEC

 

 

Educação no Campo e possíveis articulações com as TDICs

Conferência dupla STIS

Agosto-2019

 

Foto dos conferencistas Carlos e Wester

 

Sobre os conferencistas:

Carlos Henrique Silva de Castro é doutor em Estudos Linguísticos pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atua como professor no Ensino Superior pela Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) no curso de Licenciatura em Educação no Campo, habilitação em Linguagens e Códigos.

Wester Francisco de Almeida é mestrando em Educação do Campo pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). É graduado em Educação do Campo (habilitação em Ciências da Natureza e Matemática) pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e atua como professor de Matemática e Física na Escola Família Agrícola Jacyra de Paula Miniguite, em Barra de São Francisco/ES.

Título da conferência: Pesquisas em Educação do Campo e possíveis articulações com as TDICs.

Dia 14/08, 4ª-feira, das 19:30 às 21: Sala de Conferências do STIS.

O terceiro bloco de atividades dos Seminários Teóricos Interdisciplinares do Laboratório de Semiótica e Tecnologia da FALE/UFMG – STIS – trará a temática das pesquisas em Educação do Campo em seus múltiplos enfoques. O evento terá como conferencistas os professores Carlos Henrique Silva de Castro (UFVJM) e Wester Francisco de Almeida (UFRB). Na ocasião, serão abordados aspectos da inserção profissional e acadêmica dos conferencistas, relatos sobre pesquisas e práticas em Educação do Campo (EC), discussão sobre as possibilidades e desafios na integração das tecnologias digitais da informação e da comunicação (TDICs) às práticas pedagógicas dos professores da EC, entre outros tópicos.

A mesa-redonda acontecerá no dia 14 de agosto de 2019, às 19:30, na Sala de Conferências do STIS, acessada pelo site: http://stis.textolivre.org/salaConferencias/index.html. Os interessados em participar devem realizar a inscrição no site até a data do evento.

 

Registro da Conferência disponível após a mesma


STIS - Seminários Teóricos Interdisciplinares do SEMIOTEC, Powered by Joomla!

registro de agosto/19

Registro da Conferência em chat escrito, de 14 de agosto de 2019:

 

Pesquisas em Educação do Campo e possíveis articulações com as TDICs.

Prof Dr. Carlos Henrique Silva de Castro

Prof Msc. Wester Francisco de Almeida

 

 

 

[18:20] <WesterAlmeida> Boa Noite!
[18:20] <Paulo_Soares> Boa noite, Wester!
[18:21] <WesterAlmeida> Sinto-me fruto da Educação do Campo, pois sempre estudei em escolas situadas no campo, em 2006 ingressei em um curso Técnico em Agropecuária em uma Escola Família Agrícola, que trabalha a partir dos
[18:21] <WesterAlmeida> podemos ir fazendo assim né?
[18:21] <Paulo_Soares> isso que ia falar mesmo, tenta testar se dá pra enviar 3 ou 4 linhas
[18:21] <Paulo_Soares> porque o chat mudou
[18:22] <WesterAlmeida> Sinto-me fruto da Educação do Campo, pois sempre estudei em escolas situadas no campo, em 2006 ingressei em um curso Técnico em Agropecuária em uma Escola Família Agrícola, que trabalha a partir dos princípios da Educação do Campo. Em 2009 ingresso no Curso de Licenciatura em Educação do Campo – com Habilitação em Ciências da Natureza e Matemática
[18:22] <WesterAlmeida> , na Universidade Estadual do Oeste do Paraná.
[18:22] <WesterAlmeida> 4 linhas
[18:22] <Paulo_Soares> Deu certo
[18:22] <WesterAlmeida> sim
[18:22] <WesterAlmeida> Paulo_Soares
[18:22] <Paulo_Soares> Pode enviar 4 linhas então
[18:23] <Paulo_Soares> Era só essa a sua dúvida?
[18:23] <WesterAlmeida> o uso do @ é em caso de responder alguem?
[18:24] <Paulo_Soares> @WesterAlmeida, ChanServ
[18:24] <WesterAlmeida> de acordo que as perguntas são feitas, nos respondemos
[18:24] <Paulo_Soares> sim
[18:24] <WesterAlmeida> beleza então
[18:25] <Paulo_Soares> Mas pode agir com naturalidade, é bem tranquilo
[18:25] <WesterAlmeida> beleza
[18:25] <Paulo_Soares> bem no final abrimos para o público fazer perguntas
[18:25] <WesterAlmeida> um bate papo
[18:25] <Paulo_Soares> no máximo uns 15 minutos finais
[18:25] <Paulo_Soares> ok?
[18:26] <WesterAlmeida> entendido
[18:26] <Paulo_Soares> Beleza então... Daqui a pouco retorno à sala
[18:26] <WesterAlmeida> beleza meu amigo
[19:06] <CarlosCastro> Boa noite!
[19:06] <CarlosCastro> Alguém aí?
[19:06] <WesterAlmeida> Boa Noite!
[19:12] <Hellen_Fernandes> Boa noite
[19:15] <CarlosCastro> Bos noite, Wester, Hellen e demais!
[19:19] <CarlosCastro> Boa noite, Elianepiske e Paulo_Soares!
[19:19] <CarlosCastro> biancamartins é da UFVJM?
[19:19] <CarlosCastro> bem-vinda, mmaharishi!
[19:19] <Elianepiske> Boa noite!
[19:19] <Paulo_Soares> Boa noite, Carlos! Em alguns minutos começaremos, ok?
[19:19] <CarlosCastro> =D
[19:20] <CarlosCastro> Ok, Paulo_Soares! Como vai ser? Vocês colocam uma pergunta e os dois respondem?
[19:20] <Suzane> Boa Noite
[19:21] <KleideFerreira> boa noite à todos, sou de Campo Grande/MS
[19:22] <Paulo_Soares> Sim, CarlosCastro! Será essa a dinâmica.
[19:22] <Alyson> Boa Noite a Todxs.
[19:22] <luzivania> Boa Noite
[19:22] <Paulo_Soares> Boa noite, KleideFerreira! Bem-vinda!
[19:23] <Paulo_Soares> Boa noite, Alyson e luzivania.
[19:23] <biancamartins> sim,sou da UFVJM
[19:24] <Layane> Boa noite!
[19:24] <biancamartins> Boa noite
[19:24] <Marcosroberto> Boa noite
[19:26] <Paulo_Soares> Pessoal, durante a fala dos conferencistas, pedimos que não haja intervenções do público no chat, ok? Ao final, abriremos para a participação e interação dos participantes, tudo bem?
[19:26] <CarlosCastro> legal, biancamartins!
[19:26] <mmaharishi> Boa noite! Obrigada pelas boas vindas!
[19:27] <Paulo_Soares> Iniciaremos a conferência desta noite em 5 min.
[19:27] <CarlosCastro> ok
[19:28] <SuzaneMarques> Ok
[19:28] <WesterAlmeida> ok
[19:28] <Marcosroberto> Ok
[19:28] <biancamartins> ok
[19:29] <isac_neto> ok
[19:29] <FernandaAntonina> ok
[19:29] <CarlosCastro> Todo mundo preencheu o formulário para receber certificado?
[19:30] <Hellen_Fernandes> Sim
[19:30] <CarlosCastro> <http://textolivre.org/site/formulario-para-inscricao-no-stis/>,
[19:30] <CarlosCastro> Hellen_Fernandes também é da UFVJM?
[19:30] <mmaharishi> já preenchi. ;D
[19:31] <biancamartins> já preenchi.
[19:31] <isac_neto> tudo certo
[19:31] <CarlosCastro> (y)
[19:32] <Paulo_Soares> Ok, vamos começar agora. Pedimos que não haja intervenções do público durante a fala dos conferencistas.
[19:32] <Hellen_Fernandes> Sou sim :)
[19:32] <Paulo_Soares> ===================================================================
[19:32] <Paulo_Soares> ♫♫Eu quero uma escola do campo / Que não tenha cercas, que não tenha muros
[19:33] <Paulo_Soares> Boa noite! Sou o Paulo Soares, colaborador do Grupo Texto Livre (Fale/UFMG) e coordenador do bloco Pesquisas em Educação do Campo: Múltiplos enfoques. Em nome do Grupo, agradeço a presença de cada um, em especial os conferencistas Carlos e Wester e a coordenadora dessa mesa-redonda, Eliane.
[19:33] <Paulo_Soares> O Grupo Texto Livre dedica-se desde 2006 a promover a integração de atividades acadêmicas com o Software Livre e suas comunidades, sempre no melhor espírito da Cultura Livre e da Ciência Aberta.
[19:34] <Paulo_Soares> STIS é uma troca, de pessoas para pessoas interessadas em interdisciplinaridade.
[19:34] <Paulo_Soares> Promovido desde 2011 pelo grupo Texto Livre, o STIS privilegia a interação no chat escrito em virtude da abertura de acesso que o registro das conferências, após as mesmas, garante.
[19:35] <Paulo_Soares> A média de acessos, se comparadas as páginas de divulgação, que ficam em destaque no site, e as páginas de LOGs (registros) é, em média, 20% maior nos logs, não sendo raro registrar mais de 1500 (e, em algumas dezenas de casos, mais de 2000 até agora) acessos após a conferência.
[19:35] <Eliana> olá boa noite
[19:35] <EmesonPorto> Boa Noite.
[19:36] <Paulo_Soares> Lembretes bons de lembrar: a) para receber o certificado de participação, além da presença é necessário preencher o formulário disponível na página do STIS. http://textolivre.org/site/formulario-para-inscricao-no-stis/
[19:36] <Eliana> Já começou a Live?
[19:36] <Paulo_Soares> b) cole frases curtas, no máximo 2 linhas A4, para que o chat não corte sua mensagem. c) use preferencialmente um nick do tipo nomeSobrenome para evitar confusões.
[19:37] <Paulo_Soares> O evento ocorre por meio de chat escrito, Eliana!
[19:37] <Paulo_Soares> Já começamos... Solicitamos aos participantes que não postem mensagens agora.
[19:37] <Paulo_Soares> Ao final da conferência, abriremos para a participação do público.
[19:37] <Paulo_Soares> O certificado será encaminhado por e-mail no decorrer da semana. Lembre-se que é necessário preencher o formulário do site para receber o certificado, o que deve ser feito no máximo hoje.
[19:38] <Paulo_Soares> É sempre bom lembrar também que a sala ficará moderada: somente quem tiver voz ou op poderá enviar mensagens no chat enquanto o canal estiver moderado. As intervenções do público ficarão silenciadas até o final das apresentações, quando abrimos para a interação até às 21h.
[19:38] <Paulo_Soares> Para dar início às atividades, convido para coordenar esta mesa a professora Eliane Lima Piske.
[19:39] <Elianepiske> Boa noite, pessoal! Obrigada Paulo! É um imenso prazer começar a conversa via chat escrito, em que serão lançadas algumas questões, apenas os professores Carlos e Wester respondem. Certo? Sejam bem-vindos! Agradecemos a presença de todos! Aproveito a oportunidade para as apresentações dos professores:
[19:39] <Paulo_Soares> Eliane é graduada em Pedagogia pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG), mestra e doutoranda em Educação Ambiental, também pela FURG. Participa do grupo ECOinfâncias (FURG) e é colaboradora do Grupo Texto Livre (Fale/UFMG).
[19:39] <Paulo_Soares> Nós é que agradecemos, Eliane!
[19:39] <Elianepiske> Carlos Henrique Silva de Castro é doutor em Estudos Linguísticos pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atua como professor no Ensino Superior pela Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) no curso Licenciatura em Educação no Campo, habilitação em Linguagens e Códigos.
[19:40] <CarlosCastro> Boa noite a todos!
[19:40] <Elianepiske> Wester Francisco de Almeida é mestrando em Educação do Campo pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). É graduado em Educação do Campo (habilitação em Ciências da Natureza e Matemática) pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e atua como professor de Matemática e Física na Escola Família Agrícola Jacyra de Paula Minig
[19:40] <Elianepiske> uite, em Barra de São Francisco/ES.
[19:40] <WesterAlmeida> Boa Noite a Todxs!
[19:41] <POLLIANEOLIVEIRA> BOA NOITE
[19:41] <Elianepiske> Boa noite, professores! As perguntas serão lançadas, desde já agradecemos aos professores pela interação.
[19:41] <Elianepiske> como você se situa na Educação do Campo?
[19:41] <CarlosCastro> Boa noite, Elianepiske!
[19:42] <CarlosCastro> Quem responde primeiro e quem responde segundo?
[19:42] <Elianepiske> Podemos começar com o professor Carlos
[19:42] <CarlosCastro> Primeiramente, eu é que agradeço a oportunidade de falar dos nossos projetos, dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri, Rio Doce e Norte de Minas.
[19:43] <CarlosCastro> Obrigado a todos os presentes, aos vários estudantes da Educação do Campo da UFVJM que estão aqui, ao colega Wester por dividir esse espaço de trocas.
[19:43] <CarlosCastro> Muito bom saber que Wester trabalha em uma EFA, pois eles têm objetos de aprendizagem magníficos.
[19:43] <CarlosCastro> Vamos à pergunta...
[19:43] <CarlosCastro> Tenho origem campesina, apesar de estar na grande BH desde 1994. Então eu tive professoras do campo, em escolas do campo. Minha mãe também foi professora do campo, mesmo sem formação.
[19:44] <CarlosCastro> Se hoje temos uns 30% de professores com formação inadequada nas salas de aula, quando eu era criança minhas professoras eram, em grande maioria, as chamadas professoras leigas, mas com letramentos incríveis para repassarem e com uma disposição imensa para construir novas aprendizagens.
[19:44] <CarlosCastro> A inserção na educação do campo se deu por meio de concurso público em 2015. A aprovação me emocionou muito e o trabalho continua me emocionando.
[19:44] <CarlosCastro> Os estudantes da nossa universidade são bastante diversos, coloridos e cheios de experiências diferentes que contribuem muito para nossas aulas. São campesinos e também quilombolas em muitos casos. Estão espalhados por Minas Gerais no norte e nos vales do rio Jequitinhonha, rio Mucuri e rio Doce.
[19:45] <CarlosCastro> Estou falando da UFVJM em Diamantina.
[19:45] <Eliana> Qual código da palestra?
[19:45] <CarlosCastro> Vocês podem acompanhar os slides com o código agosto2019
[19:45] <CarlosCastro> digite agosto2019 na caixa de texto do lado superior direito e em MOSTRAR
[19:46] <Elianepiske> Que lindo, professor! Obrigada pelo relato e vamos continuar a conversa!
[19:46] <WesterAlmeida> Boa Noite! Primeiramente gostaria de agradecer o convite, dizer da minha satisfação de está participando deste debate.
[19:46] <CarlosCastro> Sou professor do curso superior Licenciatura em Educação do Campo, que chamamos LEC, aqui na UFVJM
[19:47] <CarlosCastro> Vou dar espaço para o Wester se apresentar e daqui a pouco falo um pouco do curso.
[19:47] <Elianepiske> Professor Wester, como você se situa na Educação do Campo?
[19:47] <WesterAlmeida> Boa Noite Elianepiske e CarlosCastro!
[19:48] <WesterAlmeida> gratidão pela possibilidade da partilha nesse chat!
[19:48] <WesterAlmeida> Sinto-me fruto da Educação do Campo, pois sempre estudei em escolas situadas no campo, em 2006 ingressei em um curso Técnico em Agropecuária em uma Escola Família Agrícola, que trabalha a partir dos princípios da Educação do Campo. Em 2009 ingresso no Curso de Licenciatura em Educação do Campo – com Habilitação em Ciências da Natureza e Matemática
[19:48] <WesterAlmeida> , na Universidade Estadual do Oeste do Paraná.
[19:49] <WesterAlmeida> Em 2013 sou convidado a trabalhar como educador em uma EFA, e melhor: a que estudei, onde trabalho até o presente momento. Essa foi, então, a oportunidade de contribuir na luta em busca de uma educação própria e apropriada para o homem do campo, historicamente negada para a classe trabalhadora, sobretudo a do campo.
[19:49] <WesterAlmeida> Poder contribuir na luta pela Educação do Campo, é acima de tudo ter a clareza que além de educadores somos militantes, pois nossa luta é muito maior e vai além da educação, lutamos por um projeto popular e soberano de país, pois como diz nosso mestre Paulo Freire: “A educação sozinha não transforma sociedade, mas sem ela tão pouco a sociedade muda
[19:49] <WesterAlmeida> ”.
[19:49] <WesterAlmeida> Em 2018, sou aprovado no Mestrado Profissional em Educação do Campo da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), tendo a clareza que essa não era uma vitória individual, e sim resultado de acúmulos adquiridos ao longo da história, na troca de conhecimentos com os espaços, onde estive inserido.
[19:49] <WesterAlmeida> Assumo essa nova empreitada, tendo a clareza do trabalho árduo, que enfrentarei durante essa caminhada, mas, certo que o retorno à Educação do Campo será uma gratificação sem igual.
[19:50] <mauricioedocampo> (y)
[19:51] <WesterAlmeida> Nesse movimento dinâmico vamos nos forjando, enquanto sujeito de luta e resistência.
[19:51] <CarlosCastro> Linda história, WesterAlmeida!
[19:52] <CarlosCastro> Posso contar um pouco sobre o nosso curso agora...
[19:52] <Elianepiske> Sem fôlego ao ler as contribuições dos professores, obrigada! Resistir sempre! Vamos para a segunda pergunta:
[19:52] <Elianepiske> com relação a projetos de pesquisa e/ou extensão em Educação do Campo, você pode definir sinteticamente o principal trabalho em que está envolvido atualmente?
[19:52] <Elianepiske> Pode sim, professor Carlos
[19:52] <CarlosCastro> Elianepiske e demais, vou explicar o curso e os projetos na sequência.
[19:53] <CarlosCastro> A LEC é ofertada em regime de alternância forma professores para a educação do campo
[19:53] <WesterAlmeida> Será um prazer conhecer Prof. CarlosCastro
[19:53] <CarlosCastro> O primeiro
[19:53] <Elianepiske> Será um prazer conhecer, obrigada!
[19:53] <CarlosCastro> O segundo grupo, em seu turno, é habilitado para as
[19:53] <CarlosCastro> O regime
[19:53] <CarlosCastro> universidade, nos quais os futuros educadores cursam cerca de 80% de toda a carga
[19:54] <CarlosCastro> Nesses momentos formativos nas comunidades, o curso promove dois
[19:54] <CarlosCastro> A duração de cada encontro é de 16 horas divididos, geralmente, em três dias nos quais ocorrem as citadas
[19:55] <CarlosCastro> Então, neste contexto descrito, sou o professor de língua portuguesa, especificamente disciplinas mais pedagógicas como Metodologia do Ensino do Português, Gêneros Textuais e Discursivos e Ensino de Português e Novas Tecnologias e algumas disciplinas interdisciplinares como Diversidade e educação e, eventualmente, Didática.
[19:55] <CarlosCastro> Minha participação nas práticas de ensino nas comunidades dos estudantes normalmente parte de uma problematização de situações significativas que os estudantes identificam previamente, uma vez que eles estão nas comunidades, a exemplo do que nos ensina Freire em sua Pedagogia do Oprimido.
[19:56] <CarlosCastro> Buscamos sempre uma troca de saberes e a colaboração nas nossas leituras de mundo, tanto das pessoas dessas comunidades com o nosso, da universidade.
[19:56] <CarlosCastro> Minhas experiências no campo, nas periferias, nas cidades pequenas, certamente me ajudam muito nesse diálogo, mas tudo é novo, pois a área é extremamente nova. Em um texto que publiquei no blog da parábola Editorial expliquei um pouco o início de investimentos na formação do professor voltado para as questões do campo da seguinte forma:
[19:56] <CarlosCastro> Em dissertação de mestrado de 2017, Carolina Vanetti Ansani ressalta que na história da luta por uma educação do campo mais democrática, nasce em 2008 o Programa de Apoio à Formação Superior em Licenciatura em Educação do Campo (PROCAMPO) que promove a abertura de cursos piloto para formação de professores do campo como reflexo de iniciativas como
[19:56] <CarlosCastro> o curso Pedagogia da Terra da UFMG e parcerias entre a Escola Nacional Florestan Fernandes e universidades federais.
[19:57] <CarlosCastro> O PROCAMPO, então, torna-se uma iniciativa importante para a educação de ensino superior voltada para as especificidades do campo, como pressupõe as orientações calcadas epistemologicamente no interacionismo, como aponta a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) de 1996.
[19:57] <CarlosCastro> O programa vem se consolidar com a elaboração do Programa Nacional de Educação do Campo (PRONACAMPO), no ano de 2012, já no governo Dilma Roussef.
[19:57] <CarlosCastro> O divisor de águas para o crescimento das iniciativas foi um edital do Ministério da Educação que selecionou 45 instituições federais de ensino superior para a criação de cursos regulares de licenciatura em Educação do Campo na modalidade presencial
[19:57] <CarlosCastro> O edital, também, promoveu a abertura de novas turmas nos cursos em andamento pelo PROCAMPO e garantiu a essas instituições a contratação de 15 professores para cada curso e o acesso a recursos oriundos diretamente da União no âmbito do Plano de Ações Articuladas, sem onerar então, o caixa das universidades, o que se mostrou uma política acertada d
[19:57] <CarlosCastro> iante do que se construiu a partir de então.
[19:58] <CarlosCastro> Nessa época, a UFVJM já oferecia a Licenciatura em Educação do Campo pelo PROCAMPO e, assim, trouxe essa experiência para o novo curso que, hoje, conta com pouco mais de 200 estudantes, uma turma de egressos pelo projeto piloto e outra turma de egressos pela nova LEC.
[19:58] <CarlosCastro> E tem vários desses 200 estudantes aqui hoje <3 <3 <3
[19:58] <CarlosCastro> Agora sobre Pergunta 2: Com relação a projetos de pesquisa e/ou extensão em Educação do Campo, você pode definir sinteticamente o principal trabalho em que está envolvido atualmente?
[19:58] <CarlosCastro> Como nosso curso tem um corpo docente pequeno, 15 professores para duas habilitações, estamos sempre envolvidos em mais de um projeto e vou tentar falar de dois que são minha principal preocupação no momento.
[19:59] <CarlosCastro> Voltando aos slides, acesse o código agosto2019 por favor
[19:59] <Eltonlr> Como faço para fazer a inscrição
[19:59] <CarlosCastro> O slide 2 tem a linha de tempo que citei anteriormente, do Procampo ao início do curso
[20:00] <CarlosCastro> O slide 3 explica a carga horária e objetivos a divisão dos tempos e espaços
[20:00] <CarlosCastro> O slide 4 traz o primeiro projeto que vou falar sobre
[20:01] <CarlosCastro> O primeiro é meu projeto de pesquisa que inclui meu pós-doutoramento e intitula-se Culturas de letramentos digitais no campo: um estudo de práticas que envolvem novas tecnologias em comunidades dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri.
[20:01] <CarlosCastro> Os objetivos desse projeto são:
[20:01] <CarlosCastro> (2) Identificar, à luz dos estudos sobre letramento digital (DUDENEY, HOCKLY e PEGRUM, 2013, dentre outros), os níveis de letramento descritos nas histórias de aprendizagem e de uso da tecnologia.
[20:01] <CarlosCastro> Sobre esses dois objetivos, as histórias de aprendizagem já estão em fase final de edição e já foi objeto de estudo de um artigo acadêmico deste professor que está no prelo.
[20:01] <CarlosCastro> Como as histórias fizeram parte das nossas aulas de novas tecnologias, os estudantes também produziram reflexões em formato de artigos que poderei falar um pouco mais posteriormente.
[20:02] <CarlosCastro> Atualmente conto, neste projeto, com 11 graduandos voluntários e 1 bolsista.
[20:02] <CarlosCastro> a Hellen_Fernandes é uma voluntária
[20:02] <CarlosCastro> o isac_neto é outro
[20:02] <CarlosCastro> isaclopes tb
[20:03] <CarlosCastro> Os voluntários, nesse prjeto de pesquisa, preparam suas pesquisas a serem apresentadas em novemnvro de 2019 no evento aqui do Texto Lire chamado UEADSL (Universidade, EaD e Software Livre)
[20:04] <CarlosCastro> Outro produto marcante dos nosso projetos de pesquisa foi a produção de um livro artesanal, que pode ser visto no slide 5
[20:05] <CarlosCastro> Que em um processo editorial colaborativo deu origem ao ebook "Memórias de letramentos: vozes do campo"
[20:05] <CarlosCastro> Ver slide 6
[20:06] <CarlosCastro> No slide 7 pode ser vista a tela do congresso nacional UEADSL, o qual levamos estudantes com suas produções desde 2006
[20:06] <CarlosCastro> No slide 8 há a sequência didática da produção desses artigos
[20:07] <CarlosCastro> No slide 9 há o trabalho com editor de texto
[20:07] <CarlosCastro> Nesse congresso, a interação é online e as possibilidades de letramentos em ferramentas digitais é grande
[20:08] <CarlosCastro> Pois devem participar de chats sobre o próprio material e, pelo menos, 3 outros
[20:08] <CarlosCastro> Vamos ao segundo projeto
[20:08] <CarlosCastro> No slide 14 pod ser vista a página do Olhares do Campo
[20:08] <CarlosCastro> Quem mantém essa página é o voluntário mauricioedocampo, que tb está aqui
[20:09] <CarlosCastro> Trata-se de um projeto de ensino, na nossa instituição recebem a sigla PROAE, que já teve uma outra versão no passado, nas qual eu também atuei, e basicamente é uma proposta de escrita de notícias e reportagens sobre as comunidades a serem distribuídas on-line e em boletins impressos para afixação em escolas, associações, sindicatos... algo que nun
[20:09] <CarlosCastro> ca aconteceu na verdade, mas no formato on-line podemos considerar o projeto bastante ativo, produtivo e com bons resultados.
[20:09] <CarlosCastro> O projeto Olhares do Campo atual acaba de ser renovado e, por ora, temos 1 bolsista para mais um ano e 4 graduandos voluntários e os colegas Luiz Henrique e Luiz Otávio, professores do mesmo curso, como colaboradores.
[20:09] <CarlosCastro> O projeto propôs-se a ser um laboratório de comunicação comunitária, trazendo foco no caráter experimental da atividade e nos processos educativos envolvidos, bem como no uso das tecnologias disponíveis e acessíveis nas comunidades envolvidas.
[20:09] <CarlosCastro> Abrangendo bolsistas e voluntários, uma rotina de publicação semanal de textos de teor jornalístico em site próprio <http://olharesdocampo.org> se consolidou como o motor da operacionalização do projeto e também divulgadas em uma fan-page no Facebook <http://facebook.com/olharesdocampo/>.
[20:10] <CarlosCastro> No slide 15 tem mais imagens do site
[20:10] <CarlosCastro> Ou vcs podem acessar o próprio site
[20:10] <CarlosCastro> http://olharesdocampo.org
[20:10] <CarlosCastro> Bimestralmente, as principais notícias passaram a ser sintetizadas em um boletim, posteriormente enviado para o canal interno de notícias da LEC-UFVJM, bem como para as escolas do campo da região.
[20:10] <CarlosCastro> Por ora, é isso.
[20:10] <CarlosCastro> Vou dar a vez para o Wester
[20:11] <WesterAlmeida> Gratidão Prof. CarlosCastro, pela partilha!
[20:11] <Elianepiske> Obrigada professor Carlos! Vamos continuar a conversa com o professor Wester: com relação a projetos de pesquisa e/ou extensão em Educação do Campo, você pode definir sinteticamente o principal trabalho em que está envolvido atualmente?
[20:11] <WesterAlmeida> como é lindo ver trabalhos como esse tendo tantos frutos.
[20:12] <WesterAlmeida> sou fruto de uma turma piloto, de 2010 à 2014.
[20:13] <WesterAlmeida> sabemos o quanto é carente o estudo nas áreas específicas, quando se trata da Educação do Campo.
[20:14] <WesterAlmeida> Não tenho tantos projetos exitosos como o Prof. CarlosCastro.
[20:14] <Paulo_Soares> Wester, pode falar um pouco sobre a sua pesquisa no mestrado em Educação do Campo?
[20:15] <WesterAlmeida> Minha pesquisa tem como tema: O ENSINO DE MATEMÁTICA NA ESCOLA FAMÍLIA AGRÍCOLA JACYRA DE PAULA MINIGUITE/ES: POSSÍVEL DIÁLOGO ENTRE CONHECIMENTO MATEMÁTICO ESCOLAR E O CONHECIMENTO MATEMÁTICO POPULAR
[20:15] <isaclopes> bom dia,, eu não consegui ver os slides, porque não sei qual o código que devo colocar no espaço que solicita.,, mas está bom ver a conversa aqui.
[20:15] <Paulo_Soares> código agosto2019
[20:15] <CarlosCastro> isaclopes, código agosto2019
[20:15] <WesterAlmeida> meu interesse em pesquisar o ensino da matemática, tem gênese na graduação e se prolongou para o Mestrado.
[20:16] <isaclopes> obrigado CarlosCastro
[20:16] <WesterAlmeida> Objetivo Geral: Apresentar uma proposta de articulação entre o conhecimento matemático escolar e o conhecimento matemático popular dos estudantes, para utilização no processo de ensino e aprendizagem de Matemática da Escola Família Agrícola Jacyra de Paula Miniguite.
[20:16] <WesterAlmeida> Essa pesquisa se ancora metodologicamente na abordagem qualitativa. Trabalharemos dentro da vertente da pesquisa-ação, sendo esta, um método onde há a relação dialética entre o conhecimento e ação, entre pesquisadores e pessoas envolvidas na situação investigada e destes com a realidade. Thiollent diz que pesquisa-ação “[...] é concebida e realizad
[20:16] <WesterAlmeida> a em estreita associação com uma ação ou com a resolução de um problema coletivo e no qual os pesquisadores e os participantes representativos da situação da realidade a ser investigada estão envolvidos de modo cooperativo e participativo (1985, p.14).
[20:17] <WesterAlmeida> O caminho percorrido nesse trabalho, para atingir os objetivos, contará com a utilização de pesquisa bibliográfica. Nos centramos em livros, capítulos de livros e artigos acerca dos seguintes conteúdos: história da Matemática e do ensino da Matemática, Educação Matemática/Educação do Campo.
[20:17] <WesterAlmeida> Utilizar-se-á a pesquisa de campo que consiste em coletar os dados da realidade a fim de analisá-los (ANDER-EGG,1978). Realizaremos a pesquisa documental. Nesta parte, serão utilizados, o Projeto Político Pedagógico (PPP) e o Plano de Ensino da EFA, Planejamento de ensino anual, plano de aula.
[20:17] <WesterAlmeida> À partir de algumas análises já realizadas, percebemos que: A referida EFA trabalha na perspectiva da apropriação dos conhecimentos científicos produzido são longo da história, de modo apensar historicamente sua realidade e afim de reagir sobre elas e necessário. A aprendizagem na EFA se ancora na proposta metodológica da Pedagogia da Alternância,
[20:17] <WesterAlmeida> que tem como objetivo romper com a concepção de linearidade.
[20:18] <WesterAlmeida> O mecanismo da alternância se apresenta como potencializador na aprendizagem já que possibilita no movimento alternado entre sessão e estadia, uma organização pedagógica do tempo educativo na escola e na comunidade, a partir do fazer, do viver, do pensar, ação e transformação, relação entre teoria e prática, que não pode ser dissociada. A matemáti
[20:18] <WesterAlmeida> ca, neste contexto, é entendida como uma disciplina importante que ajuda a compreender e problematizar a realidade, é uma ciência indispensável na vida do estudante e não pode se limitar ao imediato.
[20:19] <Paulo_Soares> Muito interessante a sua pesquisa, WesterAlmeida!
[20:19] <WesterAlmeida> temos uma página no instagram @matemáticanoceffa
[20:19] <WesterAlmeida> onde postamos um pouco do trabalho desenvolvido na escola.
[20:19] <Elianepiske> Gratidão, professor Wester! Bela pesquisa! Obrigada! Agora, professor Carlos:
[20:19] <Elianepiske> ofessores. O que vocês podem nos dizer a respeito da articulação das TDICs às práticas docentes em Educação do Campo?
[20:19] <WesterAlmeida> convido a todos a conhecer.
[20:21] <CarlosCastro> Aqui a UFVJM, essa articulação acontece de diversas formas, pois é uma necessidade, é parte da prática deles, são ferramentas necessárias à produção deles na universidade e nas suas comunidades nas práticas de ensino e estágios. Adicionalmente aos momentos presenciais do curso, há orientações a distância que são realizadas ou via ambiente virtual d
[20:21] <CarlosCastro> e aprendizagem Moodle, ou via e-mail, ou via comunicadores instantâneos diversos, de acordo com as preferências dos envolvidos.
[20:21] <CarlosCastro> Usam muito WhatsApp e Moodle.
[20:21] <CarlosCastro> Assim, estamos falando de um curso presencial com momentos a distância de extrema relevância para a formação dos estudantes.
[20:22] <CarlosCastro> As experiências que trago se referem a momentos presenciais e a distância, com especial destaque às participações dos estudantes no congresso nacional Universidade, Educação a Distância e Software Livre (UEADSL), promovido pelo grupo Texto Livre, aqui da Faculdade de Letras (FALE) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
[20:22] <CarlosCastro> Dentre as atividades desenvolvidas pelo estudante-autor no UEADSL, há a inscrição on-line, a escrita de resumos e de minicurrículos, escrita e reescrita do artigo conforme orientações e revisão do professor, submissão dos trabalhos no site do evento, e a interação com os leitores nas datas do congresso.
[20:22] <CarlosCastro> O evento traz, ainda, para o diálogo voluntários de diversas instituições do país que participam das coordenações das mesas e, consequentemente, do debate posto.
[20:22] <CarlosCastro> As apresentações ocorrem, então, com a exposição dos trabalhos (Título, resumo, palavras-chave, minicurrículos dos autores e texto completo em .PDF) e o debate que acontece nos espaços para os comentários, na página própria de cada artigo.
[20:23] <CarlosCastro> O que pode ser visto nos slides 10, 11 e 12
[20:23] <CarlosCastro> Os congressistas que não apresentam trabalhos, que em um evento presencial representariam categoria ‘ouvintes’, devem ler um número mínimo de três artigos e comentá-los para garantir a presença no evento e seu certificado de participação. Assim é alimentada toda a rede dialógica.
[20:23] <CarlosCastro> As turmas da LEC que participaram do UEADSL são da habilitação Linguagens e Códigos, das disciplinas Gêneros Textuais e Discursivos e Sintaxe da Língua Portuguesa, em diferentes turmas desde 2016.
[20:23] <CarlosCastro> Atualmente já apresentaram cerca de 40 artigos que também foram publicados em anais eletrônicos. Neste semestre, estamos contando com cerca de 20 apresentações a mais, incluindo estudantes de Iniciação científica.
[20:24] <CarlosCastro> Alguns dos nossos resultados podem ser vistos no slide 13
[20:24] <CarlosCastro> Ainda sobre o uso de TDICs, todo o trabalho de iniciação científica também é feito on-line via Edmodo, um ambiente de aprendizagem gratuito que usamos.
[20:24] <CarlosCastro> Lá têm acesso às instruções em texto escrito e alguns vídeos. As tarefas são desenvolvidas, na maioria das vezes, em editores de texto e de slides.
[20:24] <CarlosCastro> Da mesma forma, o já citado projeto Olhares do Campo também é todo feito à distância, mas este tem instruções e trocas via e-mail e as práticas ultrapassam o uso de editores de textos e imagens, pois tem um site e uma Fan Page que são mantidos pelos estudantes.
[20:24] <CarlosCastro> Outros projetos de colegas também funcionam da mesma forma, a exemplo de um projeto de programas de rádio e podcasts (www.comunidadesdocampo.com.br) e outro de vídeo-cartas no Youtube.
[20:25] <CarlosCastro> O primeiro é coordenado pelo colega Diogo Neves Pereira e o segunda pela colega Ofelia Fraile
[20:25] <CarlosCastro> Todos esses projetos proporcionam o que podemos chamar de eventos de letramentos, na medida em que trazem práticas sociais de uso do texto escrito e envolvem a leitura não apenas nos aspectos fônicos, mas na construção de sentidos de forma ampla.
[20:25] <CarlosCastro> Em um país como o nosso, nem todos têm acesso às mesmas tecnologias e, quando têm, não necessariamente é de modo equivalente.
[20:25] <CarlosCastro> Há, porém, aquelas que se integram de forma decisiva à vida social de grande parte da sociedade – e, mais que isso, tornam-se muitas vezes marca de prestígio – passando, assim, a ser uma força orientadora de certas práticas dos mais diversos sujeitos.
[20:26] <CarlosCastro> São exemplos contemporâneos o uso do computador, do celular e dos gêneros textuais meme e e-mail.
[20:26] <CarlosCastro> Sabe-se que são instrumentos, recursos e práticas aos quais nem todo mundo tem acesso.
[20:26] <CarlosCastro> Por outro lado, sabe-se também que certos debates públicos, mudanças estéticas, formas de apreender o mundo, entre outros, são diretamente influenciados e mesmo pautados por essas novas realidades.
[20:26] <CarlosCastro> Nosso trabalho é pautado, nesse sentido, para o uso das tecnologias úteis aos letramentos, às leituras de mundo, aos usos da leitura e escrita enquanto práticas sociais mediadas, não apenas o uso da tecnologia pela tecnologia.
[20:26] <CarlosCastro> Nossos estudantes produzem “textos” no seu mais íntimo sentido, como conjunto de significados produzido na esfera discursiva, contextualizados no espaço, no tempo em diferentes esferas de atividade humana, de interação.
[20:26] <CarlosCastro> Acho que está respondido.
[20:26] <CarlosCastro> :]
[20:27] <Elianepiske> Obrigada, professor Carlos! Professor Wester: Texto Livre (Fale/UFMG) é um grupo de pesquisa, ensino e extensão que, entre tantos temas interdisciplinares, denota singular atenção às possibilidades e desafios na integração das tecnologias digitais da informação e da comunicação (TDICs) às práticas pedagógicas dos professores. O que vocês podem nos
[20:27] <Elianepiske> dizer a respeito da articulação das TDICs às práticas docentes em Educação do Campo?
[20:27] <WesterAlmeida> O uso da tecnologia educacional é uma importante ferramenta utilizada para contribuir no ensino-aprendizagem e cada dia vem ocupando espaço no debate sobre o ensino.
[20:27] <WesterAlmeida> Mas infelizmente ainda há, muitas escolas que não conseguem acessar totalmente essa ferramenta, sobretudo as escolas que estão localizadas no campo.
[20:28] <WesterAlmeida> Procuramos utilizar algumas ferramentas, como o uso de excel na construção de tabelas e gráficos, trabalho com matriz e determinantes, o GeoGebra é uma ferramenta muito importante no trabalho da geometria.
[20:28] <WesterAlmeida> Encontramos algumas dificuldades, pois o laboratório de informática da escola não atende as demandas das turmas, pois existem poucos computadores e um acesso fraco à internet. Outro fator limitante é que alguns estudantes por condições financeiras, ainda não tem acesso a computadores e celulares.
[20:29] <WesterAlmeida> nossa luta é para que todos tenham acesso à essa tecnologia, de forma plena.
[20:31] <Elianepiske> Nossa, professores! Obrigada! Vamos continuar a conversa professor Carlos?
[20:31] <CarlosCastro> A ausência de internet é nosso maior problema. Muitos dependem apenas de 3G
[20:31] <isaclopes> professor Carlos. como você vê o seu projeto refletindo na educação básica?
[20:31] <Paulo_Soares> WesterAlmeida, reconhecemos que há muitas dificuldades no processo. Você está de parabéns pelo engajamento e atuação docente na Educação do Campo.
[20:31] <WesterAlmeida> Paulo_Soares
[20:32] <WesterAlmeida> Tentamos usar as ferramentas que estão ao nosso alcance.
[20:32] <Paulo_Soares> isaclopes, ainda não abrimos para interação do público... Aguarde só mais um pouquinho.
[20:32] <CarlosCastro> isaclopes, te responderei junto à próxima questão da Elianepiske. :)
[20:33] <CarlosCastro> A próxima questão é: Como as práticas educativas nas escolas do campo contemplam a cultura campesina?
[20:33] <CarlosCastro> Podemos seguir, Elianepiske?
[20:34] <CarlosCastro> Acho que a pergunta do isaclopes, sobre o reflexo do nosso trabalho na universidade refletir na educação básica, tem muito a ver com essa questão.
[20:34] <CarlosCastro> Procuramos uma educação voltada para o protagonismo do estudante e para a autonomia.
[20:35] <CarlosCastro> Dessa forma, o processo de aprendizagem só pode ser significativo. Para isso, só mesmo contextualizando as experiÊncias de aprendizagem.
[20:36] <CarlosCastro> E para isso, utilizamos diferentes estrat´egias que ão desde os círculos de cultura de paulo Freire em alguns casos dos estágios a trabalhos específicos com gêneros textuais.
[20:36] <CarlosCastro> Vou dar alguns exemplos
[20:36] <CarlosCastro> Sobre a produção de gêneros textuais, por si só, contribui com a contextualização na medida que o conceito prevê um processo significativo e com propósito funcional, em cadeias dialógicas reais. Não promovo produção textual para gavetas, mas para leitores.
[20:37] <CarlosCastro> b) Nesse sentido, já produzimos textos memorialísticos diversos. Os primeiros foram organizados em um livro artesanal que serviu às reflexões sobre os processos de letramentos dos próprios estudantes, articuladas às reflexões teóricas.
[20:37] <CarlosCastro> Mais tarde, esses relatos memorialísticos das turmas de 2016 e 2017, antes reunidos em um livro artesanal, foram organizados em formato digital e lançado pela Editora UFVJM com o título Memórias de letramentos: vozes do campo (CASTRO; MAGNANI, 2017).
[20:37] <CarlosCastro> já dei esse exemplo antes e ele pode ser conferido no slide 6
[20:38] <CarlosCastro> Outro exempl são os cerca de 40 artigos já publicados foram todos sobre os próprios letramentos u sobre os letramentos que presenciaram no campo em estágios, na docência, em situações informais etc.
[20:38] <CarlosCastro> Os programas de rádio dos estudantes têm temas das comunidades como: um sujeito do campo; espaços educativos do campo; letramentos do campo etc.
[20:38] <CarlosCastro> e) As reportagens e matérias produzidas pelo Olhares do Campo são todas sobre as comunidades ou sobre um tema de interesse das comunidades.
[20:39] <CarlosCastro> O que vemos na educação básica tem muitos reflexos de tudo que fazemos na universidade
[20:39] <CarlosCastro> Fazemos livros na universidade e os estudantes fazem livros nas escolas em que atuam
[20:39] <CarlosCastro> Promovemos a produção de gêneros textuais da realidade dos estudantes como notícias de jornais e os estudantes promovem novas atividades com os mesmos princípios
[20:40] <CarlosCastro> Então, no que diz respeito aos estudantes das escolas onde nossos graduandos estagiam e/ou já atuam, as sequências didáticas desenvolvidas para o estágio têm a mesma base teórica que estou citando, os mesmos entendimentos e articulam as novas tecnologias de forma contextualizada assim como propomos nos projetos citados.
[20:40] <CarlosCastro> Há discussões sobre uso de celular em sala, por exemplo, mas geralmente os estudantes não encontram grandes resistências.
[20:40] <CarlosCastro> A falta de equipamentos certamente atrapalha, mas estamos aprendendo a usar de forma mais eficiente o básico que temos, como o celular que nos auxilia na gravação de vídeos, de áudios e para tirar fotografias.
[20:40] <CarlosCastro> Respondido, Elianepiske?
[20:41] <Elianepiske> Obrigada, professor Carlos! Professor Wester: Como as práticas educativas nas escolas do campo contemplam a cultura campesina?
[20:41] <WesterAlmeida> Através do trabalho coletivo entre escola e comunidade, onde a presença da comunidade é efetiva nas atividades pedagógicas da escola.
[20:41] <WesterAlmeida> Outro elemento essencial para efetivação de uma educação contextualizada, própria e apropriada aos sujeitos campesinos é a implementação de um currículo pautado nos saberes dos povos campesinos, estimula uma outra compreensão de território, enquanto espaço de produção de saber que caracteriza-se pelo respeito às especificidades e diferenças.
[20:42] <WesterAlmeida> A realização de projetos transversais pautado nos saberes dos povos campesinos, estimula uma outra compreensão de território, enquanto espaço de produção de saber que caracteriza-se pelo respeito às especificidades e diferenças.
[20:42] <Paulo_Soares> Elianepiske, para não passarmos muito das 21h, talvez seja adequado suprimirmos a pergunta 5, de tal forma que o público possa interagir um pouco com os professores Carlos e Wester. O que você acha?
[20:43] <WesterAlmeida> Temos o Plano de Estudo como nosso método guia, e é através dele que conseguimos fazer a articulação entre a comunidades e a escola.
[20:44] <Paulo_Soares> Pessoal, parece que a Eliane Piske teve um probleminha de conexão com a Internet.
[20:44] <Paulo_Soares> Vamos abrir para a interação do público com os conferencistas.
[20:45] <CarlosCastro> Boa ideia, Paulo_Soares!
[20:45] <Paulo_Soares> Nesse momento, quem desejar fazer perguntas aos professores Carlos e Wester, estejam à vontade!
[20:46] <Paulo_Soares> Alguém?
[20:47] <Paulo_Soares> Ok, colocarei uma questão então para os professores.
[20:47] <Paulo_Soares> Considerando-se o momento que vivemos no Brasil, porque é tão importante empreender esforços em defesa da Educação do Campo?
[20:48] <CarlosCastro> Bem, posso tentar
[20:48] <CarlosCastro> A educação do campo é uma grande vitória dos movimentos sociais e sua importância vai além de oferecer qualquer educação aos povos campesinos.
[20:48] <CarlosCastro> Os materiais padronizados, quando funcionam bem é porque o estudante de certa esfera social se identifica com ele em alguma medida.
[20:48] <CarlosCastro> No entanto, as periferias não se enxergam, de maneira geral, no material, nem nas metodologias da sala de aula de padrão urbano.
[20:48] <CarlosCastro> . A questão da contextualização está diretamente ligada à construção de significados, ao que o estudante pode chamar de “utilidade” daquilo que se aprende.
[20:48] <CarlosCastro> Se o conhecimento não se aplica à realidade, ele será esquecido.
[20:48] <CarlosCastro> Dessa forma, uma educação voltada para o reconhecimento desses sujeitos e de suas culturas é essencial às suas formações.
[20:49] <CarlosCastro> Adicionalmente, há de se dar voz às populações campesinas para entendermos suas necessidades educativas e sociais, o que pouco acontece.
[20:49] <CarlosCastro> Como educador do campo, hoje conheço apenas 3 coleções de livros didáticos aprovadas pelo PNLD: Campo Aberto, Girassol e Juriti; sendo que essa última eu fiquei conhecendo em um congresso recentemente.
[20:49] <CarlosCastro> é muito pouco!
[20:49] <CarlosCastro> E se pensarmos o momento atual, de ataque à diversidade, às universidades e retiradas de direitos, empreender esforços na educação do campo nunca foi tão necessário.
[20:49] <CarlosCastro> Como um curso de Licenciatura em regime de alternância, com visitas às comunidades do campo onde os estudantes residem, além do período que os estudantes estão na universidade, precisamos de uma pequena verba extra, além do que os outros cursos necessitam.
[20:49] <CarlosCastro> Em momentos de contingenciamento e cortes de verbas, essas visitas que promovem a troca de saberes entre universidade e comunidade podem deixar e acontecer.
[20:49] <CarlosCastro> Para se ter uma ideia da gravidade da situação, nossas visitas agendadas para final de agosto ainda não têm recursos disponíveis para que se concretizem.
[20:49] <CarlosCastro> Em outras duas universidades mineiras, as reitorias atuais, segundo fontes seguras, já estão fazendo discurso de que os cursos podem ser substituídos por cursos a distância.
[20:49] <CarlosCastro> Definitivamente a educação a distância pode ser uma grande aliada da educação, mas tirar a única possibilidade de trocas sociais mais significativas entre comunidades e universidade definitivamente não é o caminho.
[20:50] <CarlosCastro> O quadro que se vê para o futuro é um tanto turvo, assim como a nossa situação política; então, as tendências autoritárias que se apresentam diariamente em nossas telas devem influenciar o destino da educação do campo em um futuro próximo.
[20:50] <CarlosCastro> É isso!
[20:50] <Mmaharishi> Primeiramente parabéns pela partilha feita de maneira tão agradável. Obrigada por nos inspirar! Seguimos por uma educação do campo, perene e de qualidade.
[20:50] <WesterAlmeida> A Educação do Campo representa tudo aquilo que está ameaçado no atual momento histórico, precisamos nos organizar enquanto classe, para lutarmos pela restistência da Educação do Campo, pois sabemos que em tempos como o que estamos vivendo, tudo o que coloca em risco o rompimento do sistema será ameaçado.
[20:51] <isac_neto> olá estive ausente por alguns minutos
[20:51] <GILMARMIRANDA92> Perfeitas suas colocações, Prof. Carlos
[20:51] <isac_neto> gostaria de saber sobre o voluntariado
[20:51] <CarlosCastro> Fiquem à vontade para as perguntas.
[20:51] <CarlosCastro> Obrigado, WesterAlmeida, GILMARMIRANDA e Mmaharishi!
[20:52] <CarlosCastro> isac_neto, sobre que voluntariado? Os que citei no projeto de pesquisa?
[20:52] <Paulo_Soares> Excelentes exposições de CarlosCastro e WesterAlmeida!
[20:52] <WesterAlmeida> Agora mais do que nunca precisamos esquecer as categorias e nos organizarmos en quanto classe, que está ameçada, sofrendo ofensivas a todo momento.
[20:52] <Layane> Gostaria de agradecê-los pelo compartilhamento de conhecimentos!
[20:52] <barbaramoraisd> Professores, visto que estamos vivendo em um retrocesso sobretudo em relação à educação e as minorias, qual é a frente de batalha mais importante para garantir acesso à informação à todos e como nós, que vivemos nos centros urbanos, podemos colaborar?
[20:52] <CarlosCastro> Se sim, são projeto s da universidade que os universitários paticipam. O Grupo Texto Livre, que promove site evento, sempre tem oportunidades de voluntariado.
[20:54] <isac_neto> vi que seria voluntario em um projeto
[20:54] <CarlosCastro> bem barbaramoraisd, o que se houve muito é de fazer política local, articular movimentos dos bairros, cidades, regiões para educarmos a população. Já vi exemplos lindos de estudantes com "agências de checagem" de fake news no bairro conferindo o WhatsApp de todo mundo. Veja que ideia ótima!
[20:54] <CarlosCastro> Acho que temos que ajudar com o que é possível, com o que está ao nosso alcance.
[20:55] <CarlosCastro> Votar direito, por exemplo, é um caminho.
[20:55] <WesterAlmeida> barbaramoraisd o processo de formação de consciência de classe, mais do que nunca se faz necessário, temos nos portar enquanto professores intelectuais orgânicos e aproveitarmos o espaço de formção o qual estamos inseridos, para formar a classe trabalhadora.
[20:56] <CarlosCastro> isac_neto, estou locanlizando um email de contato pra te dar. 1 minuto
[20:56] <Paulo_Soares> Foi uma bela apresentação! Alguém ainda tem algo a falar? Vamos terminar?
[20:57] <Paulo_Soares> Ok, CarlosCastro!
[20:57] <Mmaharishi> Enquanto professores qual foi o maior aprendizado de vcs nessa relação de alternância?
[20:57] <WesterAlmeida> Gostaria de agradecer por esse momento.
[20:57] <CarlosCastro> isac_neto, acris@textolivre.org
[20:57] <Emeson_Porto> Gostei muito. Parabéns à todxs.
[20:58] <CarlosCastro> Tabémq uero agradecer a presença de todos e o interesse por nossos projetos, pela educação do nosso povo.
[20:58] <Paulo_Soares> Muito bom! Quanta troca, quantas experiências em Educação do Campo partilhadas aqui.
[20:58] <GILMARMIRANDA> Parabéns professores!
[20:58] <Paulo_Soares> clap clap clap clap
[20:58] <CarlosCastro> =D =D =D
[20:58] <Elianepiske> Chegamos no horário final, mas com gostinho de quero mais, muito mais! Estou e permanecerei encantada pela construção de vocês, parabéns! Gratidão pela oportunidade de compartilhar conhecimentos com vocês! Boa noite!
[20:59] <GILMARMIRANDA> Boa noite a todos
[20:59] <KleideFerreira> obrigada, foi muito bom...ja até estou pesquisando o site das comunidadesdocampo
[20:59] <CarlosCastro> Agradeço mais uma vez a oportunidade, Paulo_Soares e Elianepiske!
[20:59] <Paulo_Soares> Convidamos você a deixar a sua AVALIAÇÃO sobre a conferência de hoje pelo link: http://stis.textolivre.org/site/2016-02-13-17-37-57
[20:59] <Mmaharishi> Fica essa pergunta no ar hehehhe Abraços colegas! Obrigada
[20:59] <isaclopes67> eu também gostaria de parabenisar os professores pelas exposições,, deixo minhas desculpas por ter colocado a questão fora do momento previsto,, mas vamos que vamos,,, foi bacana demais
[20:59] <WesterAlmeida> Mmaharishi o Alternância quando entendida como algo que extrapola o movimento de espaços alternados, é um excelente potencializador da aprendizadem, pois há a efetivação da práxis pedagógica.
[21:00] <Mmaharishi> ;)
[21:00] <Hellen_Fernandes> Parabéns a Todxs
[21:00] <Paulo_Soares> Reiteramos os nossos agradecimentos aos conferencistas Carlos e Wester e, também, à professora Eliane por sua atuação nesse evento.
[21:00] <WesterAlmeida> Foi um momento muito rico, aprendi muito. Gratidão!
[21:00] <Paulo_Soares> Só mais alguns recados...
[21:00] <CarlosCastro> Mmaharishi, o que alimenta as minhas aulas sã as experiências nas comunidades, além da minha bagagem anterior.
[21:00] <Paulo_Soares> Bem, pessoal! As apresentações do STIS 2019 não terminam por aqui... No dia 11 de setembro teremos a segunda mesa-redonda desse bloco.
[21:01] <Paulo_Soares> Na ocasião receberemos as coordenadoras do Mestrado em Educação do Campo, da UFRB, para uma conversa sobre a temática da interdisciplinaridade nas pesquisas desenvolvidas naquele Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu. Está imperdível!
[21:01] <Mmaharishi> Gratidão !
[21:01] <Paulo_Soares> Em outubro, iniciam-se os trabalhos do bloco 4: USO EDUCACIONAL DA INTERNET, sob a coordenação do professor Jader Luís da Silveira. Então é isso... Continuem participando das conferências do STIS.
[21:01] <CarlosCastro> Boa noite a todos!
[21:01] <Paulo_Soares> Desejo uma excelente noite a todos, um forte abraço, e até a próxima!
[21:01] <CarlosCastro> Nós é que agradecemos, Mmaharishi!
[21:01] <CarlosCastro> Até a próxima, Paulo_Soares!
[21:02] <jader_silveira> Isso aí Paulo!! Todos estão convidados para os seminários de setembro, outubro e novembro!!
[21:02] <WesterAlmeida> Boa Noite a Todxs!
[21:02] <jader_silveira> Até a próxima!! Boa noite a todos!!
[21:02] <Paulo_Soares> Sim, jader_silveira!
[21:02] <Paulo_Soares> Com certeza!
[21:05] <isac_neto> qual o prazo para o certificado e a forma de recebimento?
[21:05] <POLLIANEOLIVEIRA> e qual o link
[21:05] <jader_silveira> Em breve os certificados serão enviados via e-mail
[21:06] <jader_silveira> Em caso que precisar desse certificado mais rápido, entre em contato com a equipe do STIS
[21:06] <POLLIANEOLIVEIRA> ok


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SETEMBRO: interdisciplinaridade nas pesquisas - Educação do Campo da UFRB

Cartaz de divulgação do STIS de agosto/2019: conferencistas: Débora Alves Feitosa e Terciana Vidal Moura

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A interdisciplinaridade nas pesquisas do Programa de Mestrado em Educação do Campo da UFRB

Conferência dupla STIS

Setembro-2019

 

 

Sobre as conferencistas:

Débora Alves Feitosa é doutora em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e professora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Na UFRB, atua nos cursos de graduação/licenciaturas e coordena o Programa de Mestrado Profissional em Educação do Campo.

Terciana Vidal Moura é doutora em Ciências da Educação pela Universidade do Minho (UMINHO, Portugal) e professora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Na UFRB, atua na licenciatura em Educação do Campo e é também vice-coordenadora do Programa de Mestrado Profissional em Educação do Campo.

Conferência: A interdisciplinaridade nas pesquisas do Programa de Mestrado em Educação do Campo da UFRB.

Dia 11/09, 4ª- feira, das 19:30 às 21: Sala de Conferências do STIS.

O terceiro bloco de atividades dos Seminários Teóricos Interdisciplinares do Laboratório de Semiótica e Tecnologia da FALE/UFMG – STIS – trará a temática das pesquisas em Educação do Campo em seus múltiplos enfoques. O evento terá como conferencistas as professoras Débora Alves Feitosa e Terciana Vidal Moura. Na ocasião, serão abordados aspectos da inserção profissional e acadêmica das conferencistas, relatos sobre a formação de educadores no âmbito do Mestrado Profissional, discussão sobre a interdisciplinaridade nas pesquisas e produtos educacionais do Mestrado em Educação do Campo da UFRB, entre outros tópicos.

A mesa-redonda acontecerá no dia 11 de setembro de 2019, às 19:30, na Sala de Conferências do STIS, acessada pelo site: http://stis.textolivre.org/salaConferencias/index.html.

Os interessados em participar devem realizar a inscrição no site pelo formulário disponível em http://stis.textolivre.org/site/2014-02-27-13-36-10, até a data do evento.  

 

Registro da Conferência disponível após a mesma


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registro de setembro/19

Registro da Conferência em chat escrito, de 11 de setembro de 2019:

 

A interdisciplinaridade nas pesquisas do Programa de Mestrado em Educação do Campo da UFRB.

Prof Dr. Débora Alves Feitosa

Prof Dr. Terciana Vidal Moura

 

 

 

[19:28] <Paulo_Soares> Iniciaremos a conferência desta noite em 5 min.
[19:31] <Paulo_Soares> Na proposta inicial teríamos uma mesa-redonda com as professoras Débora Alves Feitosa e Terciana Vidal Moura. Devido a um imprevisto, apenas a professora Terciana pode estar aqui na sala. No entanto, a professora Débora enviou as respostas às questões que propusemos à dupla de conferencistas.
[19:35] <Paulo_Soares> Boa noite! Sou o Paulo Soares, colaborador do Grupo Texto Livre (Fale/UFMG) e coordenador do bloco Pesquisas em Educação do Campo: Múltiplos enfoques. Em nome do Grupo, agradeço a presença de cada um, em especial a conferencista Terciana, e a coordenadora dessa mesa-redonda, Eliane Piske.
[19:35] <Paulo_Soares> O Grupo Texto Livre dedica-se desde 2006 a promover a integração de atividades acadêmicas com o Software Livre e suas comunidades, sempre no melhor espírito da Cultura Livre e da Ciência Aberta.
[19:35] <AnaMatte> uma pena, mas imprevistos acontecem. Agradeça à prof.a Débora, por favor, pelo grupo por enviar suas respostas
[19:35] <TercianaMoura> AnaMatte Obrigada!
[19:36] <Paulo_Soares> Sim, ficamos imensamente agradecidos com a participação da professora Débora em nosso evento.
[19:36] <Paulo_Soares> STIS é uma troca, de pessoas para pessoas interessadas em interdisciplinaridade.
[19:36] <Paulo_Soares> Promovido desde 2011 pelo grupo Texto Livre, o STIS privilegia a interação no chat escrito em virtude da abertura de acesso que o registro das conferências, após as mesmas, garante.
[19:36] <Paulo_Soares> A média de acessos, se comparadas as páginas de divulgação, que ficam em destaque no site, e as páginas de LOGs (registros) é, em média, 20% maior nos logs, não sendo raro registrar mais de 1500 (e, em algumas dezenas de casos, mais de 2000 até agora) acessos após a conferência.
[19:37] <Paulo_Soares> Lembretes bons de lembrar: a) para receber o certificado de participação, além da presença é necessário preencher o formulário disponível na página do STIS, pelo link: http://textolivre.org/site/formulario-para-inscricao-no-stis/
[19:37] <Paulo_Soares> b) cole frases curtas, no máximo 3 linhas A4, para que o chat não corte sua mensagem.
[19:37] <Paulo_Soares> c) use preferencialmente um nick do tipo NomeSobrenome ou Nome_Sobrenome para evitar confusões.
[19:38] <Paulo_Soares> O certificado será encaminhado por e-mail no decorrer da semana. Lembre-se que é necessário preencher o formulário do site para receber o certificado, o que deve ser feito no máximo hoje.
[19:38] <Paulo_Soares> É sempre bom lembrar também que as intervenções do público ficarão silenciadas até o final das apresentações, quando abriremos para a interação até às 21h. Pedimos a vocês que não enviem mensagens no chat até que as conferencistas concluam as suas exposições. Ao final da mesa-redonda, todos e todas poderão participar!
[19:38] <Paulo_Soares> Para dar início às atividades, convido para coordenar esta mesa a professora Eliane Lima Piske.
[19:39] <Paulo_Soares> Eliane é graduada em Pedagogia pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG), mestra e doutoranda em Educação Ambiental, também pela FURG. Participa do grupo ECOinfâncias (FURG) e é colaboradora do Grupo Texto Livre (Fale/UFMG).
[19:39] <Paulo_Soares> E então, Eliane Piske, vamos começar?
[19:39] <acris> elianepiske
[19:39] <elianepiske> Boa noite, pesso@l! Agradeço a acolhida, Paulo!
[19:39] <Paulo_Soares> Nós é que agradecemos, Eliane!
[19:39] <elianepiske> Débora Alves Feitosa é doutora em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e professora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Na UFRB, atua nos cursos de graduação/licenciaturas e coordena o Programa de Mestrado Profissional em Educação do Campo.
[19:39] <elianepiske> Educação pela Universidade do Minho (UMINHO, Portugal) e professora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Na UFRB, atua na licenciatura em Educação do Campo e é também vice-coordenadora do Programa de Mestrado Profissional em Educação do Campo.
[19:40] <elianepiske> Pesso@l, a professora irá compartilhar conhecimentos a partir da temática: pesquisas em Educação do Campo em seus múltiplos enfoques. Espero que todos possam aproveitar a oportunidade, por enquanto apenas a professora Terciana irá responder. Certo?
[19:41] <elianepiske> Como você se situa na Educação do Campo?
[19:41] <TercianaMoura> Inicialmente eu quero agradecer GRUPO TEXTO LIVRE: Semiótica e Tecnologia da Faculdade de Letras da UFMG, especialmente ao Professore Paulo Soares Batista e à Professora Eliane Piske pelo convite para participar desse momento
[19:41] <TercianaMoura> e parabenizar a UFMG pelo excelente papel que vem desempenhando historicamente no campo da formação humana. Penso que é uma experiência muito interessante e que possibilita o uso de outras ferramenta pedagógicas que possibilitam o diálogo e a interação no campo da formação dos sujeitos.
[19:42] <TercianaMoura> Para nós da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia essa experiência também possibilita possibilidades de trocas de saberes e uma espécie de aproximação e solidariedade entre as instituições. Mais uma vez, obrigada por essa partilha.
[19:43] <TercianaMoura> Buscando responder a pergunta que faz referência de como eu me situo na Educação do campo, inicio a minha fala com um adágio popular que afirma que a “cabeça pensa aonde os pés pisam”
[19:43] <TercianaMoura> ou seja, a nossa constituição enquanto sujeito é oriunda de um conjunto de experiências e vivências que em nossa trajetória de vida vai nos constituindo enquanto pessoa.
[19:44] <TercianaMoura> Eu sou Terciana Vidal Moura, mulher negra, brasileira, natural do município de Coaraci-Bahia. Resido em Amargosa, desde 2004 e já sou também, uma cidadã Amargosense
[19:44] <TercianaMoura> Atuo no Centro de Formação de Professores da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) desse 2010, localizado no município de Amargosa-Bahia, em diferentes cursos de licenciatura. A UFRB é uma universidade multicampi e está presente em 6 munícipios da Bahia.
[19:45] <TercianaMoura> Desde de 2014 atuo especificamente no Curso de Licenciatura em Educação do Campo com ênfase em Ciências Agrárias da UFRB. E desde 2013 atuo como professora do Mestrado Profissional em Educação do Campo da UFRB, no qual atualmente também, na condição de Vice-Coordenadora.
[19:46] <TercianaMoura> A minha relação com a Educação do Campo é construída a partir de várias experiências coletivas e individuais que me possibilitarem estar hoje nesse lugar e ter a Educação do Campo enquanto projeto no âmbito acadêmico, profissional e de vida.
[19:46] <TercianaMoura> Desde da minha graduação tenho uma preocupação de estudar a questão da diferença e da diversidade, tencionando os paradigmas da homogeneidade, igualdade e da normalidade.
[19:47] <TercianaMoura> Mas, é somente no curso de mestrado, em 2002, do Programa de Pós-graduação em Educação em Contemporaneidade da Universidade do Estado da Bahia, que inicio minha relação mais direta com a Educação do Campo.
[19:47] <TercianaMoura> A partir das discussões provocada pela pesquisa de um dos colegas, o Prof. Fabio Josué Souza dos Santos, que trazia como objeto de pesquisa, a problemática do aluno da roça na escola da cidade.
[19:47] <TercianaMoura> Em diálogo e parceria profissional com esse professor realizamos alguns trabalhos de formação de professores com essa temática em alguns municípios do interior da Bahia.
[19:48] <TercianaMoura> Em 2005, assumo a Diretoria Pedagógica da Secretaria Municipal de Educação do Amargosa e, as questões em torno da Educação do Campo emergem como um grandes desafios para a política educacional do município naquele momento, principalmente pelos desafios que apresentados pelo contexto das classes multisseriadas.
[19:49] <TercianaMoura> As classes multisseriadas ou unidocentes caracterizam-se pela junção de alunos de diferentes faixas etárias e níveis de aprendizagem em uma mesma turma, geralmente submetida à responsabilidade de um único professor.
[19:49] <TercianaMoura> Santos (2015) estima que cerca de 30% das escolas do mundo sejam multisseriadas, atendendo aproximadamente cerca de 200 milhões de alunos, sobretudo, mas não exclusivamente, em áreas rurais.
[19:49] <TercianaMoura> Ainda, segundo este mesmo autor, no Brasil, em 2012, existiam 45.574 escolas multisseriadas constituindo 93.493 classes que atendiam 1.469.152 alunos, o equivalente a 9% das matrículas dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental.
[19:50] <TercianaMoura> Essa realidade, desafiava-nos a problematizar o contexto das classes multisseriadas, a nível teórico, de pesquisa e propor, no âmbito do município, ações mais alinhadas à Educação do Campo e à multissérie. Na época foi criada uma Supervisão específica de Educação do Campo na SEC de Amargosa.
[19:51] <TercianaMoura> Supervisão específica de Educação do Campo na SEC de Amargosa, teve um papel muito importante, pois rompeu o silêncio histórico em torno dessa abordagem no campo da formação de professores e das práticas pedagógicas, bem como trouxe a discussão sobre a identidade de escola do campo.
[19:51] <TercianaMoura> Paralelamente a essa função na Secretaria Municipal de Educação, eu atuava também como professora de um programa especial de formação de professores em serviço da UNEB, intitulado UNEB 2000.
[19:52] <TercianaMoura> Atuei na formação de professores nesse programa em dois municípios e nessas experiências já trazíamos o debate sobre a Educação do Campo, considerando a expressiva realidade rural que eles apresentavam.
[19:52] <TercianaMoura> Em 2007, atuando como Professora da UNEB, Campus XV, participei de um projeto de extensão junto com o Professor Fábio Josué que problematizava a escolas do campo.
[19:53] <TercianaMoura> Em virtude dessas experiências, principalmente com a realidade das classes multisseriada, eu recebi o convite para participar de um projeto de pesquisa intitulado Ruralidades diversas-diversas ruralidades: sujeitos, instituições e práticas pedagógicas nas escolas do campo, Bahia-Brasil, desenvolvido entre 2008 e 2012, sob coordenação do
[19:53] <TercianaMoura> Prof. Dr. Elizeu Clementino de Souza da UNEB.
[19:53] <TercianaMoura> Tratou-se de um projeto de pesquisa interinstitucional envolvendo a UNEB, a UFRB e a Universidade de Paris 13, que contou com financiamento da Fapesb e da Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
[19:53] <TercianaMoura> Este macro projeto de pesquisa voltou-se para o estudo dos sujeitos, das práticas e das instituições educacionais do/no campo no estado da Bahia.
[19:54] <TercianaMoura> O meu foco nesta investigação procurou compreender a prática pedagógica dos professores que atuam nas classes multisseriadas nas escolas do campo do município investigado, o que me levou a defender a pedagogia das classes multisseriadas, oriunda das experiências e saberes dos professores que lá atuam.
[19:55] <TercianaMoura> Estão casados? kkkk Ainda tem um mais um pouquinho
[19:55] <TercianaMoura> desculpem.. cansados
[19:55] <TercianaMoura> Depois integro o projeto, intitulado Os sentidos atribuídos ao trabalho por professores da educação básica no Recôncavo Sul da Bahia, trata-se de uma pesquisa desenvolvida entre os anos de 2010 e 2012 sob coordenação do Prof. Dr. Luís Flávio Godinho, docente da UFRB, que contou com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do
[19:55] <TercianaMoura> Estado da Bahia (Fapesb).
[19:56] <TercianaMoura> Neste projeto, o meu foco de investigação recaiu sobre o trabalho docente dos professores que atuam nas classes multisseriadas em escolas rurais de um dos quatro municípios investigados.
[19:56] <TercianaMoura> O terceiro projeto, também realizado sob coordenação do Prof. Dr. Elizeu Clementino de Souza da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), consistiu em um desdobramento do projeto anterior, contou com a participação da UNEB, da UFRB, da Universidade de Paris 13 e da Universidade Católica de Salvador (UCsal), e teve financiamento da Fapesb
[19:56] <TercianaMoura> (2014-2017).
[19:57] <TercianaMoura> Intitulou-se Multisseriação e trabalho docente: diferenças, cotidiano escolar e ritos de passagem, e teve o objetivo geral de investigar questões teórico-metodológicas vinculadas às classes multisseriadas, suas relações com o trabalho docente e o cotidiano escolar, empreendendo ações de intervenção pedagógica que promovam a melhoria
[19:57] <TercianaMoura> da qualidade da educação pública na Bahia, numa perspectiva colaborativa.
[19:57] <TercianaMoura> Essas pesquisas foram evidenciando aspectos importantes sobre a gestão do trabalho pedagógico nas escolas do campo, denunciado principalmente o comprometimento da materialização da Educação do Campo no interior das escolas localizadas nos diferentes espaços rurais dos municípios investigados.
[19:58] <TercianaMoura> Essa realidade identificada nos dados das diferentes pesquisas acima referidas, foram provocando inquietações no sentido de compreender até que ponto o Projeto Político-Pedagógico da Educação do Campo tem sido tomado como referência pedagógica na construção da identidade das escolas do campo e da própria Educação do Campo.
[19:58] <TercianaMoura> Paralelamente a esses projetos de pesquisa, nossa vinculação mais intrínseca à Educação do Campo deu-se na própria UFRB, atuando em projetos de pesquisa, extensão e ensino, como também em processos de formação de educadores da região, em seminários locais, estaduais, nacionais e internacionais promovidos pela UFRB.
[19:59] <TercianaMoura> Atuamos também na construção das Diretrizes Operacionais da Educação Básica do Campo do Município de Amargosa. No âmbito da UFRB, participei na condição de professora orientadora em 2012, do curso de Especialização em Educação do Campo e Desenvolvimento Territorial do Semiárido Brasileiro, da construção da proposta do Mestrado em
[19:59] <TercianaMoura> Educação do Campo nesse mesmo ano e na elaboração da proposta do Curso de Licenciatura em Educação do Campo da UFRB, aprovado em 2013.
[20:00] <TercianaMoura> A minha tese de doutoramento teve como foco a gestão do trabalho pedagógico dos professores do campo no contexto das políticas educacionais de regulação. Embora a pesquisa aponte esses limites dessa regulação, também reforça a importância dos espaços e estratégias de resistência e ressignificações construídas pelos professores no
[20:00] <TercianaMoura> processo de materialização das políticas educacionais de regulação no interior da escola.
[20:01] <TercianaMoura> Para além dessas vinculações institucionais, fomos construindo nessa trajetória um diálogo com alguns Movimentos Socais do Campo e com espaços de formação dos sujeitos do campo como, as escolas, as Escolas Famílias Agrícolas, associações, cooperativas e diferentes comunidades do campo das regiões de nossa atuação, etc.
[20:01] <TercianaMoura> Pois a Educação do Campo demanda uma diálogo mais próximo e efetivo com os sujeitos do campo, a partir de sua Pedagogia do Movimento. E, para mim, a Educação do Campo é um projeto de vida, de sociedade e de educação.
[20:02] <TercianaMoura> A partir dessas considerações, vejo-me na Educação do Campo como uma militante, uma intelectual orgânica e como educadora desse projeto, pois a docência aqui se reveste de um caráter político e pedagógico importante
[20:02] <TercianaMoura> Então é dessa forma que me situa na Educação do Campo
[20:03] <elianepiske> Professora, grata por conhecer essa linda trajetória! Agora podes, por favor compartilhar a resposta da professora Debora como ela se situa na Educação do Campo?
[20:03] <TercianaMoura> Segue a resposta da Profa. Débora
[20:03] <TercianaMoura> Minha vinculação mais direta com a Educação do Campo se dá, desde que compus o corpo docente do curso de especialização Educação do Campo e Desenvolvimento Territorial do Semiárido Brasileiro.
[20:04] <TercianaMoura> O curso deu origem ao Mestrado, que teve sua primeira turma em 2013. No mestrado discuto a organização pedagógica das escolas do campo e as políticas públicas para a educação do campo.
[20:04] <TercianaMoura> Considero a Educação do Campo um projeto político de educação para as populações em suas diversas ocupações que habitam e produzem no campo brasileiro. Um projeto de emancipação política, social e economicamente sustentável.
[20:04] <TercianaMoura> Assim a Profa. Débora, situa-se na Educação do Campo.
[20:05] <elianepiske> Obrigada! Vamos continuar conversando professora Terciana: Com relação a projetos de pesquisa e/ou extensão em Educação do Campo, você pode definir sinteticamente o principal trabalho em que está envolvida atualmente?
[20:06] <TercianaMoura> Para além das questões que já pontuei na primeira questão, a minha trajetória acadêmica e profissional está muito vinculada à Educação do Campo.
[20:06] <TercianaMoura> No ensino, atuo no Curso de Licenciatura em Educação do Campo com ênfase em Ciências Agrárias. O curso atende os sujeitos do campo de diferentes municípios da Bahia e de outros estados do Brasil. Funciona na modalidade da Pedagogia da Alternância com diferentes tempos formativos, o Tempo Universidade e o Tempo Comunidade.
[20:06] <TercianaMoura> Nesse curso eu assumo os componentes do núcleo pedagógico como: Formação de Educadores do Campo, Avaliação da Aprendizagem e Educação do Campo, Políticas Públicas e Educação do Campo e os Estágio Supervisionados. Além disso, sou Presidente do Núcleo Estruturante (NDE) do referido curso.
[20:07] <TercianaMoura> No Mestrado em Educação do Campo, assumo os componentes curriculares: A Formação do Educador do Campo e Didática, Currículo e Avaliação no contexto das classes multissseriadas.
[20:08] <TercianaMoura> Atuei também nos Programas de Iniciação à Docência. De 2014 a 2015 no subprojeto do Pibid, A organização do trabalho pedagógico no contexto da Educação Infantil e das Classes Multisseriadas. De 2015 à 2017 no Projeto do Pibid Diversidade, Educação do Campo: articulando movimentos e saberes no desenvolvimento territorial do campo baiano
[20:08] <TercianaMoura> e na atualidade, 2018 à 2020 no Programa Residência Pedagógica com o subprojeto intitulado, Teoria e prática nas escolas do campo, vinculado ao Curso de Licenciatura em Educação do Campo.
[20:09] <TercianaMoura> A minha participação nesses três projetos de iniciação à docência vinculados à escola do campo, possibilitou-me um contato mais direto com a realidade dessas escolas, especificamente com a realidade e questões que envolvem o trabalho docente, a formação e a gestão do trabalho pedagógico nas escolas do campo, instigando-me à reflexões
[20:09] <TercianaMoura> sobre as possibilidades de construção da identidade da escola do campo.
[20:10] <TercianaMoura> No âmbito da extensão, em virtude da Pedagógica da Alternância, que implica a vivência da práxis pedagógica, temos atuado em várias ações nos diferentes municípios, escolas e comunidades dos nossos alunos.
[20:11] <TercianaMoura> A própria epistemologia da Educação do Campo exige uma dialogicidade constante com os sujeito do campo, pois as questões que vêm do Tempo Comunidade também alimentam os debates e a ações formativas do curso, traduzindo os princípios da Pedagogia do Movimento.
[20:11] <TercianaMoura> No âmbito da pesquisa, além dos projetos já citados anteriormente, na atualidade fazemos parte na condição de Vice-Coordenadora e de pesquisadora do Grupo de Pesquisa Observatório da Educação do Campo no Recôncavo e no vale do Jiquiriçá/Ba (Observale).
[20:12] <TercianaMoura> O Observale é um grupo de estudo, pesquisa e extensão sediado no CFP/UFRB, campus Amargosa. O grupo surgiu a partir de atividades realizadas anteriormente por seus membros em cursos de Licenciaturas do CFP (sobretudo, nos cursos de Pedagogia e Educação do Campo: Ciências Agrárias), na Especialização em Educação do Campo e no Mestrado
[20:12] <TercianaMoura> Profissional em Educação do Campo deste mesmo campus universitário.
[20:13] <TercianaMoura> Congrega professores e estudantes do CFP/UFRB, professores da Escola Básica, movimentos sociais e sindicais, órgãos governamentais com atuação na região, etc. Tem como propósito maior realizar estudos e intervenções na realidade da Educação do Campo nos Territórios de Identidade do Recôncavo e Vale do Jiquiriçá, entorno do CFP/UFRB,
[20:13] <TercianaMoura> convertendo-se em um espaço de investigação, formação e militância em prol da Educação do Campo nos referidos Territórios.
[20:14] <TercianaMoura> Possui duas linhas de atuação: Linha 1- Educação do campo: políticas públicas, gestão escolar, currículo e trabalho docente: Objetiva realizar estudos sobre a realidade da Educação do Campo nos Territórios de Identidade do Recôncavo e Vale do Jiquiriçá-Bahia,
[20:14] <TercianaMoura> abordando temas como políticas públicas, gestão escolar, currículo, trabalho docente, ensino-aprendizagem de conteúdos específicos, multisseriação, nucleação escolar, transporte escolar, fechamento de escolas do campo, dentre outros, com vistas a contribuir para o (re)planejamento de políticas públicas educacionais no Território,
[20:14] <TercianaMoura> repercutindo na melhoria da qualidade da educação.
[20:19] <elianepiske> Professora já concluiu? Fiquei esperando, pois achei que ias escrever sobre a linha 2. Nossa, parabéns pelo engajamento! Por favor, a resposta da professora Debora
[20:19] <Paulo_Soares> :]
[20:21] <acris> oi
[20:21] <elianepiske> pessoal, a professora teve um problema com a energia elétrica, mas já está retornando
[20:21] <elianepiske> enquanto isso, compartilho a resposta da professora Debora
[20:21] <TercianaMoura> voltei
[20:22] <TercianaMoura> E a linha 2, Formação de professores e gestão do trabalho pedagógico nas classes multisseriadas.Discute temáticas como formação de professores, gestão do trabalho pedagógico; Processos de alfabetização, escolarização e profissionalização no/do campo; Gestão da escola e de projetos institucionais; Financiamento, projeto
[20:22] <TercianaMoura> político-pedagógico, didática, currículo e avaliação no contexto escola seriada, multisseriada ou organizada em Ciclos de Aprendizagem; e Pedagogia da Alternância sempre orientados para a investigação da escola do campo.
[20:22] <elianepiske> Tudo certo, professora! Podes continuar, por favor
[20:22] <TercianaMoura> Integramos também como colaboradora o O GRAFHO – Grupo de Pesquisa (Auto)Biografia, Formação e História Oral integra a base de pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Educação e Contemporaneidade / Universidade do Estado da Bahia – PPGEduC/UNEB e organiza-se, a partir de quatro linhas de pesquisas – Linha 1, ‘Abordagem (auto)
[20:22] <TercianaMoura> biográfica, formação de professores e de leitores’; Linha 2, ‘Educação, Memória, História Oral e Pluralidade Cultural’; Linha 3, ‘Memória, (auto)biografia, infância e alfabetização’;
[20:23] <TercianaMoura> Linha 4 – Narrativas (auto)biográficas e saúde, as quais configuram-se na perspectiva de agregar pesquisadores e estudantes no campo das pesquisas (auto)biográficas, das práticas de formação, suas representações e interfaces com a memória ea História Oral, que tem como líderes os professores, Elizeu Clementino de Souza e Katia Maria
[20:23] <TercianaMoura> Santos Mota.
[20:23] <TercianaMoura> Integramos também a Rede Universitas onde pesquisamos as Licenciaturas em Educação do Campo da UFRB.A Rede Universitas/Br caracteriza-se como uma rede acadêmica que conta com pesquisadores de Universidades e de diferentes Instituições de Ensino Superior (IES) de todas as regiões do país, visando à pesquisa e à interlocução entre pares
[20:23] <TercianaMoura> que têm em comum a área do conhecimento “Políticas de Educação Superior”. Com a Coordenação da Profa. Mônica Molina.
[20:24] <TercianaMoura> E participamos de outros projetos de pesquisa em andamento em parcerias com colegas de outras universidades da Bahia, do Nordeste, da Argentina e Portugal. Um tem como foco os egressos dos Mestrados Profissionais em Educação e o outro a Educação Infantil no Contexto da Educação do Campo.
[20:24] <TercianaMoura> Nesses diferentes projetos, a nossa inserção dá-se na perspectiva de problematizar a formação do educador do campo, as escolas do campo e o contexto das classes multisseriadas.
[20:25] <TercianaMoura> São essas atividades que buscamos contemplar a tríade universitária.
[20:27] <elianepiske> Obrigada! Podes compartilhar a resposta da professora Debora, por favor
[20:27] <TercianaMoura> Quanto à essa questão, a Profa. Débora respondeu:
[20:27] <TercianaMoura> Minha área de pesquisa são as políticas educacionais, principalmente para a educação infantil, a oferta através da matricula, a organização pedagógica e a formação de professores para atuação na educação infantil.
[20:27] <TercianaMoura> Sou vinculada a linha de pesquisa Formação de Professores e a Organização do Trabalho Pedagógico nas Escolas do Campo. Desde 2010, pesquiso a organização do sistema municipal de ensino de Amargosa, incluindo a educação Infantil no campo.
[20:28] <TercianaMoura> Tenho orientado pesquisas sobre o Projeto Político-Pedagógico, a pratica docente, o currículo e a organização das escolas do campo. Propostas de formação continuada para professores das escolas do campo.
[20:29] <TercianaMoura> São essas as atividades que a Profa. Débora destaca.
[20:29] <elianepiske> Obrigada!
[20:30] <elianepiske> Texto Livre (Fale/UFMG) é um grupo de pesquisa, ensino e extensão que denota singular atenção aos temas interdisciplinares. De que forma a interdisciplinaridade tem se articulado às pesquisas e produtos educacionais orientados por vocês no Programa de Mestrado em Educação do Campo da UFRB?
[20:30] <TercianaMoura> Antes de responder o foco da questão, gostaria de fazer uma reflexão inicial sobre a Educação do Campo, justamente para compreendermos a perspectiva e importância da interdisciplinaridade em sua concepção.
[20:30] <TercianaMoura> O Movimento Por uma Educação do Campo é fruto do acúmulo de diversas experiências políticas, educativas e pedagógicas construídas historicamente pelo conjunto de movimentos populares do Brasil que, desde a época do Brasil-Colônia, mobilizam-se na construção de alternativas ao modelo de sociedade excludente, que secularmente tem marcado
[20:30] <TercianaMoura> o país.
[20:32] <TercianaMoura> A Educação do Campo tem buscado construir um projeto de educação que se distancia dos pressupostos que sustentou historicamente a Educação Rural em nosso país, sendo importante a compreensão de sua materialidade de origem. A Educação do Campo é um projeto de educação da classe trabalhadora do campo brasileiro, que tem como berço de
[20:32] <TercianaMoura> origem a luta empreendida por ela pela conquista da terra e busca a um modelo de desenvolvimento que inclui os diversos sujeitos sociais do campo. Esta assertiva faz D’Agostini (2012) afirmar que a materialidade de origem é um traço importantíssimo para diferenciar a Educação do Campo da Educação Rural.
[20:33] <TercianaMoura> A Educação do Campo, enquanto um paradigma de sociedade, construído pela classe trabalhadora e para a classe trabalhadora, afirma ser a educação um processo de “desenvolvimento de potencialidades e apropriação de ‘saber social’, objetivando a formação integral do homem, ou seja, o desenvolvimento físico, político, social, cultural,
[20:33] <TercianaMoura> filosófico, profissional, afetivo, entre outros” (Gryzybowski como citado em Frigotto, 1989, p. 26). Aqui a educação transcende a perspectiva do conhecimento-regulação para o conhecimento-emancipação.
[20:34] <TercianaMoura> Nesse sentido, Caldart (2009, p. 38) enfatiza sobre o sentido do conhecimento na perspectiva da Educação do Campo que tem buscado “construir referências próprias para a solução de problemas de outra lógica de produção e de trabalho que não seja a do trabalho produtivo para o capital” e, a partir de uma postura crítica, tem se
[20:34] <TercianaMoura> colocado tanto na luta pelo acesso ao conhecimento produzido pela humanidade, como também dentro de uma concepção dialética, na crítica às formas do “conhecimento dominante e à hierarquização epistemológica própria desta sociedade que deslegitima os protagonistas originários da Educação do Campo como produtores de conhecimento” .
[20:35] <TercianaMoura> Nesse sentido, a Educação do Campo, ao se nutrir de concepções pedagógicas críticas e políticas, fundamenta-se numa epistemologia que se opõe às tendências e concepções que tem embalado as políticas educacionais brasileiras contemporâneas, principalmente aquelas que orientam a formação docente e a organização do trabalho
[20:35] <TercianaMoura> pedagógico. Desse modo, a epistemologia da Educação do Campo vai exigir a transformação da escola a partir de cinco princípios apontados por Nascimento (2009, p. 1) Compromisso com a formação humana, intervenção social e valores culturais; 2) Gestão da escola/democratização do espaço escolar; 3) Pedagogia escolar vinculada às
[20:35] <TercianaMoura> pedagogias gestadas nos movimentos sociais do campo; 4) Currículo contextualizado à educação do campo; e, 5) A formação de educadores do campo.
[20:36] <TercianaMoura> Essa trajetória e epistemologia que ancora a Educação do campo, enquanto projeto político e pedagógico, vai demandar uma outra perspectiva de se pensar a construção e produção do conhecimento, a relação com a natureza, com a vida, com o mundo do trabalho, etc.
[20:36] <TercianaMoura> O Paradigma Conservador que se alicerça nas dicotomias, fragmentação da realidade e dos sujeitos, na racionalidade instrumental e a produção do conhecimento não serve à Educação do Campo.
[20:37] <TercianaMoura> As concepções e princípios que sustentam à Educação do Campo são incompatíveis com esse paradigma. A formação omnilateral, a práxis pedagógica, o trabalho como princípio educativo, a diversidade dos sujeitos do campo, o sujeito do campo como protagonista da Educação do Campo e a Pedagogia da Alternância exigem um profundo repensar,
[20:37] <TercianaMoura> no plano epistemológica, da construção do conhecimento numa perspectiva complexa e multidimensional, da formação do sujeito e consequentemente na construção do conhecimento científico no âmbito das pesquisas acadêmicas.
[20:38] <TercianaMoura> O Mestrado Profissional em Educação do Campo comunga desses princípios e tem desafiado os seus cursistas a pensarem em pesquisas que tragam uma abordagem longe das dicotomias presentes no paradigma conservador, justamente por sua característica interventiva e aplicada, tem estimulado o desenvolvimentos de pesquisas cujas as abordagens prezem
[20:38] <TercianaMoura> por esse olhar interdisciplinar e até mesmo transversal da realidade
[20:39] <TercianaMoura> Temos desenvolvido muitas pesquisa de cunho qualitativa e que se utilizam da pesquisa-ação e da pesquisa participante, justamente para que o princípio do outro, da dialogicidade, de um olhar mais enraizado, possa produzir um tipo de conhecimento que dialogue com a realidade dos sujeitos do campo e que esse conhecimento esteja alinhado também à
[20:39] <TercianaMoura> transformação social desses contextos.
[20:40] <TercianaMoura> Assim, pensamos que a interdisciplinaridade é intrínseca à Educação do Campo.
[20:40] <elianepiske> Professora, gratidão! Muito bom ler as contribuições! Por favor, a resposta da professora Debora
[20:41] <TercianaMoura> A Profa. Débora responde que:
[20:41] <TercianaMoura> Considero a Educação do Campo, uma área do conhecimento de natureza interdisciplinar, fazendo interface com a política tanto estrutural, quanto educacional, por exemplo.
[20:41] <TercianaMoura> Como área de conhecimento, aborda temas sobre a população camponesa em sua diversidade de idade, etnia, práticas produtivas e modos de organização. Discutimos a infância no campo, as relações de gênero, a cultura popular e tradicional.
[20:41] <TercianaMoura> Questionamos os modos de produção capitalista e a sustentabilidade do campo brasileiro. Pensamos sobre a cultura camponesa e a juventude do campo. Os modos de ocupação do território e a relação com o meio ambiente.
[20:42] <TercianaMoura> Tais discussões se materializam em estudos de aprofundamento teórico em forma de dissertação, elaboração e implementação de propostas para formação de professores, regulamentação da educação do campo nos sistemas de ensino.
[20:42] <TercianaMoura> Cartilhas sobre organização e práticas agroecológicas, organização de associação de mulheres para a economia solidária. Vídeo sobre a cultura corporal camponesa, sobre a migração da juventude do campo, catálogo de arte do campo.
[20:43] <TercianaMoura> São alguns exemplos sobre a diversidade de apresentação do conhecimento produzido na área, que, como todo conhecimento, não é fragmentado, não é produzido em si mesmo, mas se produz na complementação com outros conhecimentos.Penso que o conhecimento é de natureza
[20:44] <elianepiske> Obrigada!!! Devido ao horário, vamos lançar a última pergunta e depois abrir para o debate. Pode ser professora? O que achas?
[20:44] <TercianaMoura> Assim responde a Profa. Débora.
[20:44] <TercianaMoura> pode ser
[20:45] <elianepiske> Obrigada professora! A educação brasileira sofre historicamente a falta de investimento, ou má gestão dos recursos destinados à educação. A luta pela construção de um sistema de ensino que atenda com equidade a população em idade escolar é antiga, nas últimas duas décadas, avançamos em aspectos como acesso, da educação infantil ao
[20:45] <elianepiske> ensino superior, assim como avançamos na organização de uma política de implementação e expansão da pós-graduação no Brasil, formando profissionais e pesquisadores nas diversas áreas do conhecimento, inclusive na Educação do Campo. Essas duas frentes estão sendo atacadas, através do corte de recursos, comprometendo o funcionamento
[20:45] <elianepiske> das redes públicas de ensino, interrompendo o avanço e desenvolvimento da pesquisa, da formação cientifica e produção de conhecimento em todas as áreas. Quais as consequências das ações de desmonte do atual governo através do Ministério da Educação, para a ciência e a educação brasileira? O que podemos/devemos fazer para reverter
[20:45] <elianepiske> tal contexto de descaso e desrespeito com a formação das crianças, jovens, adultos, do nosso país?
[20:48] <TercianaMoura> Pergunta muito importante e pertinente no contexto atual.
[20:48] <Paulo_Soares> Vivemos um momento difícil no Brasil, no qual a democracia é continuamente atacada, e a liberdade de pensar, se expressar e pesquisar também tem sido colocadas em xeque... Que tempos são esses? Tempos obscuros em que o financiamento da pesquisa em ciência, tecnologia e inovação é tratado como gasto, como algo supérfluo.
[20:49] <Paulo_Soares> Nessa noite em que conhecemos um pouco mais sobre o excelente trabalho desenvolvido num mestrado profissional para educadores do campo, lá no Recôncavo baiano, nos entristece saber que a continuidade das atividades e a consolidação desse Programa Stricto Sensu em Educação do Campo correm sérios riscos... O jeito é continuar se mobilizando,
[20:49] <Paulo_Soares> indo às ruas e lutando pela defesa das pautas caras à sociedade brasileira
[20:50] <AnaMatte> verdade
[20:51] <TercianaMoura> A UFRB, por exemplo, é a universidade com alunos 80% dos alunos que se declararam como negros. Somos a universidade em que a maioria dos nossos alunos tem renda familiar de até um salário mínimo.
[20:52] <elianepiske> Paulo_Soares, verdade! A professora trouxe vários registros importantes, mas o início da escrita dela marcou exatamente o que mencionas: (...) "indo as ruas"
[20:52] <TercianaMoura> o cenário atual tem nos desafiado. Não adianta só o ingresso. É preciso que o Estado garanta uma permanência qualificada.
[20:52] <elianepiske> Reafirmo a colocação da professora nesses tempos sombrios: "(...) inicio a minha fala com um adágio popular que afirma que a “cabeça pensa aonde os pés pisam”.
[20:53] <TercianaMoura> A Pedagogia da Alternância exige um outro olhar para permanência.
[20:53] <Paulo_Soares> Sim, com certeza, elianepiske!
[20:53] <naty> em si tratando de luta na UFVJM as lutas não tem sido fáceis para a educação do campo, viver em alternância desperta olhares curiosos
[20:54] <TercianaMoura> Nossos alunos ficam dois meses na universidade. E se não houver condições institucionais de permanência, será muito difícil garantir o sucesso acadêmico desse público.
[20:54] <TercianaMoura> O discurso da meritocracia não nos serve.
[20:55] <acris> Olha, tenho duas perguntas. Primeira: eu sempre tive muito apreço pela educação do campo, minha mãe trabalhava com formação de professores do campo no Rio Grande do Sul na década de 70, usando Paulo Freire em plena ditadura,
[20:55] <acris> pela FIDENE (hoje Unijuí), mas só ouvi falar que existiam cursos universitários nessa área há poucos anos, em Minas Gerais. E olha que existem na mesma universidade em que trabalho, mas nem faço ideia de quando começou. O Texto Livre tem um evento online didático, o UEADSL, que desde o final de 2016 está buscando adequar-se à programação das turmas do Campo,
[20:55] <acris> mas não vejo isso acontecer, nem mesmo isso ser comentado nos outros eventos em que participo. Você acha que a educação do campo seria muito restrita à área da educação ou faltaria uma divulgação mais ampla, ou vontade política, ou interesse por outras áreas do conhecimento, o que estaria afinal impedindo o meio acadêmico como um todo de considerar a Educação do Campo como uma de suas prioridades? No que outras unidades de ensino poderiam
[20:55] <acris> colaborar?
[20:55] <acris> E a segunda pergunta, na verdade um pedido: estou trabalhando numa pesquisa com designs instrucionais em EAD que remetem à educação multisseriada, pois no mesmo ambiente e simultaneamente trabalho um conteúdo com diferentes graus de complexidade, dependendo do nível inicial do aluno, administrando os estudantes em diferentes grupos, com diferntes rotas, avaliações etc. Que referências sobre educação multisseriada você indicaria para que eu possa
[20:55] <acris> fazer essa ponte?
[20:57] <Taty89> A luta pela educação do campo está só no início, é preciso lutar muito mais para conseguir levar a educação para os camponeses.
[20:57] <Taty89> A educação do campo ainda está meio restrita em alguns lugares
[20:58] <TercianaMoura> acris, respondendo a sua pergunta, na UFRB os Cursos de Educação do Campo são protagonistas. Temos um reconhecimento nacional e internacional. Por exemplo, nosso Mestrado em Educação do campo, por ser o unico do país, recebe inscrições de quase todos estados da federação
[20:58] <acris> maravilhoso!
[20:59] <TercianaMoura> Temos uma articulação muito boa com outras universidades e grupos de pesquisa.
[20:59] <TercianaMoura> Nossas licenciaturas em Educação do Campo também recebe alunos de todas as regiões da Bahia e de outros estados.
[21:00] <TercianaMoura> @acris somos estudiosos das classes multisseriadas.
[21:00] <acris> :)
[21:00] <TercianaMoura> Temos o grupo de professores que desde de 2005 pesquisam essa realidade.
[21:00] <TercianaMoura> Depois podemos trocar figurinhas kkk
[21:01] <acris> TercianaMoura: com certeza :D
[21:01] <acris> pena que o tempo está acabando! Muito lindas suas apresentações, Terciana (e Débora!), emocionantes! Obrigada!
[21:02] <TercianaMoura> Taty89 concordo com você. É preciso muita disposição coletiva e articulação com os sujeitos do campo para que esse projeto possa ecoar.
[21:02] <elianepiske> TercianaMoura e demais colaboradores desta rede, como mencionou AnaMatte
[21:03] <elianepiske> Pena que o tempo está acabando
[21:03] <TercianaMoura> acris podemos criar outros canis de diálogo.
[21:03] <acris> TercianaMoura: o UEADSL tem uma roda de conversas
[21:03] <acris> com inscrições abertas
[21:03] <acris> divulga, Paulo_Soares, é tua :)
[21:03] <TercianaMoura> meu email é tercianavidal@hotmail.com / tercianavidal@ufrb.edu.br
[21:03] <acris> o meu é acris@textolivre.pro.br
[21:04] <TercianaMoura> meu contato é (71) 98778-1222
[21:04] <Paulo_Soares> Para saber como participar e submeter trabalhos à Roda de Conversas do Congresso UEADSL, acesse: https://eventos.textolivre.org/moodle/mod/data/view.php?id=454
[21:04] <TercianaMoura> Convido todos e todas para fazerem uma visita à UFRB.
[21:04] <acris> Muito obrigada!
[21:04] <TercianaMoura> Paulo_Soares Obrigada!
[21:05] <Paulo_Soares> Obrigado, TercianaMoura!
[21:05] <Paulo_Soares> Muito bom! Acreditamos que é extremamente importante dar visibilidade a projetos como o Mestrado Profissional em Educação do Campo, da UFRB. Aprendemos muito nessa noite e, mais, mostramos que o STIS também é o espaço adequado à crítica, à reflexão, à resistência...
[21:05] <Paulo_Soares> clap clap clap clap
[21:05] <TercianaMoura> Eu ea Profa. Débora, agradeceremos imensamente pelo convite
[21:05] <acris> clap clap clap clap clap
[21:05] <elianepiske> TercianaMoura, foi um prazer compartilhar conhecimentos contigo! Agradecemos vocês! Obrigada!
[21:06] <acris> clap clap clap clap clap clap
[21:06] <Paulo_Soares> Reiteramos os nossos agradecimentos às conferencistas Débora e Terciana e, também, à professora Eliane por sua atuação nesse evento. Agradeço também pela presença da líder do nosso grupo Texto Livre, a querida professora Ana Matte.
[21:06] <TercianaMoura> Esperamos ter correspondido a expectitativa do grupo e ter contribuído para aguçar o debate sobre a Educação do Campo.
[21:06] <acris> Paulo_Soares, elianepiske, TercianaMoura: clap clap clap clap clap clap clap clap clap
[21:07] <Paulo_Soares> Sim, TercianaMoura! Foi uma linda apresentação!
[21:07] <elianepiske> Obrigada Paulo_Soares!! Aproveito para agradecer todos vocês que estiveram conosco! Boa noite!
[21:07] * acris AnaMatte=acris... esqueci e falei pela janela errada kkk
[21:07] <acris> boa noite!
[21:07] <Paulo_Soares> Ah... Não deixe de fazer a sua AVALIAÇÃO sobre a conferência de hoje, ok? Acesse já o formulário de avaliação disponível em: http://stis.textolivre.org/site/2016-02-13-17-37-57
[21:08] <TercianaMoura> Obrigada a todos e todas pela atenção. Abraços e até um próximo encontro.
[21:08] <Paulo_Soares> Bem, pessoal! As apresentações do STIS 2019 não terminam por aqui... Em novembro, iniciam-se os trabalhos do bloco 4: USO EDUCACIONAL DA INTERNET, sob a coordenação do professor Jader Luís da Silveira.
[21:08] <Paulo_Soares> Essas últimas conferências do STIS vão acontecer na semana de 11 a 15 de novembro, em datas a serem divulgadas em nosso site: http://stis.textolivre.org/site/.
[21:08] <jader_silveira> Isso aí!! Aguardamos todos lá!!!
[21:08] <Paulo_Soares> Então é isso... Continuem participando das nossas mesas-redondas!
[21:09] <AnaMatte> \o/
[21:10] <hellen> \o/
[21:10] <Paulo_Soares> :]
[21:10] <BiancaMartins> obrigado por tudo
[21:11] <BiancaMartins> :]
[21:11] <Paulo_Soares> Participe sempre conosco, BiancaMartins!
[21:15] <Paulo_Soares> Muito obrigado pelo apoio, AnaMatte! Foi uma noite muito agradável e produtiva! Valeu! :]

11/NOVEMBRO - Fake News

Bloco 3: A Educação, suas tecnologias e a (re)organização dos processos de ensino e aprendizagem

Coordenação: Jader Luis da Silveira

Mediação: Eliane Lima Piske

Data: 11/11/19 - das 20h às 21:30h

Conferência de 11 de novembro de 2019 - Mateus José dos Santos

Sala de Conferências: clique aqui para acessar

Logo do STIS

Mateus José dos Santos

TÍTULO: CATALISANDO PROPOSTAS DE FORMAÇÃO CRÍTICA E REFLEXIVA DE ESTUDANTES NA EDUCAÇÃO BÁSICA: (RE)PROBLEMATIZANDO AS FAKE NEWS

 

Nome: Mateus José dos Santos.

Instituição: Universidade Federal de Viçosa.

Resumo: Vacinas causam doenças? Existe aquecimento global? E o suco Detox? Uma infinidade de notícias que perpassam o universo das Ciências tem sido veiculada pelas mídias sociais sem quaisquer fundamentos ou fontes confiáveis, levando a interpretações infundadas e opiniões rasas que não dialogam de modo efetivo com os propósitos formativos no ensino de Ciências. Quando se pensa em formar cidadãos críticos e conscientes, ou seja, educar por meio da Química, este processo ultrapassa os limites da escola, abrangendo as diferentes mídias e redes sociais, às quais nos conectamos e/ou participamos de forma ativa. Logo, estabelecer estratégias que tenham relação direta com as práticas formativas em sala de aula pode tornar o ensino de Ciências cada vez mais atrativo e contribuir para a formação cidadã. Diante disso, estimular a argumentação e o pensamento crítico dos estudantes frente a notícias de caráter duvidoso pode ajudá-los a terem uma visão mais sensata e justa das inúmeras questões intrínsecas ao nosso dia a dia. Isso se pautando em argumentos fundamentados na Ciência. Assim, discutiremos nesta atividade estratégias que possam ajudar no desenvolvimento da argumentação e do pensamento crítico dos estudantes frente às inúmeras fake news que estão sendo difundidas sobre as Ciências. Pretende-se ainda debater sobre a importância destas estratégias na Educação Básica e de que forma podemos implementar projetos e atividades que corroboram com tal temática e que tenham relação com os aspectos políticos, éticos, culturais e ambientais vivenciados pelo país.

registro de 11/novembro/19

Registro da Conferência em chat escrito, de 11 de novembro de 2019:

CATALISANDO PROPOSTAS DE FORMAÇÃO CRÍTICA E REFLEXIVA DE ESTUDANTES NA EDUCAÇÃO BÁSICA: (RE)PROBLEMATIZANDO AS FAKE NEWS

Mateus José dos Santos

Coordenação: Jader Silveira

Mediação: Eliane Lima Piske

‎[19:26] *** acris definiu o tópico do canal para "Catalisando Propostas de Formação Crítica e Reflexiva de Estudantes na EB: (RE)PROBLEMATIZANDO AS FAKE NEWS - Autor: Mateus José dos Santos (UFV) || 11 de novembro de 2019 - 20:00 || stis.textolivre.org".
‎[20:00] ‎<‎jader_silveira‎>‎ bom pessoal, podemos começar?
‎[20:00] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Boa Noite, podemos!
‎[20:00] ‎<‎AnaMatte‎>‎ tudo bem
‎[20:00] ‎<‎elianepiske‎>‎ Boa noite!!!
‎[20:01] ‎<‎jader_silveira‎>‎ vamos la!
‎[20:01] ‎<‎jader_silveira‎>‎ Boa noite! Sou o Jader Silveira, colaborador do Grupo Texto Livre (Fale/UFMG) e coordenador do Bloco 3: A Educação, suas tecnologias e a (re)organização dos processos de ensino e aprendizagem.
‎[20:01] ‎<‎PollylianMadeira‎>‎ Vamos la
‎[20:01] ‎<‎MairaFerreira‎>‎ Boa noite, podemos!
‎[20:01] ‎<‎jader_silveira‎>‎ Em nome do Grupo, agradeço a presença de cada um, em especial o conferencista Mateus José dos Santos e a coordenadora dessa mesa, Eliane Piske.
‎[20:01] ‎<‎jader_silveira‎>‎ Aproveito também para agradecer a Professora Ana Matte, diretora do Grupo Texto Livre da Faculdade de Letras da UFMG, pela oportunidade e pela presença na conferência.
‎[20:02] ‎<‎jader_silveira‎>‎ O Grupo Texto Livre dedica-se desde 2006 a promover a integração de atividades acadêmicas com o Software Livre e suas comunidades, sempre no melhor espírito da Cultura Livre e da Ciência Aberta.
‎[20:02] ‎<‎jader_silveira‎>‎ STIS é uma troca, de pessoas para pessoas interessadas em interdisciplinaridade.
‎[20:02] ‎<‎jader_silveira‎>‎ Promovido desde 2011 pelo grupo Texto Livre, o STIS privilegia a interação no chat escrito em virtude da abertura de acesso que o registro das conferências, após as mesmas, garante.
‎[20:03] ‎<‎jader_silveira‎>‎ A média de acessos, se comparadas as páginas de divulgação, que ficam em destaque no site, e as páginas de LOGs (registros) é, em média, 20% maior nos logs, não sendo raro registrar mais de 1500 (e, em algumas dezenas de casos, mais de 2000 até agora) acessos após a conferência.
‎[20:03] ‎<‎jader_silveira‎>‎ Antes de iniciar a conferência, alguns lembretes
‎[20:03] ‎<‎jader_silveira‎>‎ a) para receber o certificado de participação, além da presença é necessário preencher o formulário disponível na página do STIS
‎[20:04] ‎<‎jader_silveira‎>‎ b) cole frases curtas, no máximo 3 linhas A4, para que o chat não corte sua mensagem.
‎[20:04] ‎<‎jader_silveira‎>‎ c) use preferencialmente um nick do tipo NomeSobrenome ou Nome_Sobrenome para evitar confusões.
‎[20:04] ‎<‎jader_silveira‎>‎ O certificado será encaminhado por e-mail no decorrer da semana. Lembre-se que é necessário preencher o formulário do site para receber o certificado, o que deve ser feito no máximo hoje.
‎[20:04] ‎<‎jader_silveira‎>‎ É sempre bom lembrar também que as intervenções do público ficarão silenciadas até o final das apresentações, quando abriremos para a interação até às 21h. Pedimos a vocês que não enviem mensagens no chat até que as conferencistas concluam as suas exposições. Ao final da mesa-redonda, todos e todas poderão participar!
‎[20:05] ‎<‎jader_silveira‎>‎ Para dar início às atividades, convido para coordenar esta mesa a professora Eliane Lima Piske.
‎[20:05] ‎<‎jader_silveira‎>‎ Eliane é graduada em Pedagogia pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG), mestra e doutoranda em Educação Ambiental, também pela FURG. Participa do grupo ECOinfâncias (FURG) e é colaboradora do Grupo Texto Livre (Fale/UFMG).
‎[20:05] ‎<‎elianepiske‎>‎ Boa noite, pesso@l! Obrigada, Jader pela acolhida, que tenhamos uma ótima discussão! Aproveito a oportunidade para agradecer ao professor Mateus pela sua participação conosco.
‎[20:05] ‎<‎jader_silveira‎>‎ E então, Eliane Piske, vamos começar?
‎[20:05] ‎<‎elianepiske‎>‎ Mateus José dos Santos é Especialista em Docência na Educação Básica pelo IFMG-Campus Avançado Arcos (2019) e em Ensino de Química pela Universidade Cândido Mendes (2019). Licenciado em Química pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). Participou do programa Ciência sem Fronteiras, fomentado pela CAPES, realizando suas atividades no
‎[20:05] ‎<‎elianepiske‎>‎ Collège communautaire du Nouveau-Brunswick - Campus Bathurst e no Cégep de Sherbrooke, ambos no Canadá. Participou do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID). Foi assessor de relacionamentos do projeto Embaixadores-UFV e colaborador de Expansão da ONG Rede CsF. Realizou atividades como Líder em Educação
‎[20:05] ‎<‎elianepiske‎>‎ Canadá-Brasil, coordenador e co-fundador do Núcleo Viçosa da Rede CsF/Em Rede. Atualmente é professor de Ciências/Química do Colégio Educar de Ervália e Mestrando em Educação pela Universidade Federal de Viçosa. Tem interesse pela Educação em Ciências/Química com ênfase na formação de professores, metodologias de ensino e
‎[20:05] ‎<‎elianepiske‎>‎ aprendizagem de Ciências, Ensino de Ciências por Investigação e práticas transdisciplinares.
‎[20:06] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Agradeço a oportunidade em estar com vocês e o convite para discutir esta temática tão importante.
‎[20:07] *** acris definiu o tópico do canal para "Catalisando Propostas de Formação Crítica e Reflexiva de Estudantes na EB: (RE)PROBLEMATIZANDO AS FAKE NEWS - Autor: Mateus José dos Santos (UFV) || 11 de novembro de 2019 - 20:00 || stis.textolivre.org || Código dos Slides: 2019-Mateus".
‎[20:08] ‎<‎elianepiske‎>‎ Nós que agradecemos professor, seja bem-vindo para compartilhar a temática: Catalisando Propostas de Formação Crítica e Reflexiva de Estudantes na EB: (RE)PROBLEMATIZANDO AS FAKE NEWS
‎[20:09] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Obrigado, Eliane! =)
‎[20:12] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Estou com a palavra? rs
‎[20:12] ‎<‎jader_silveira‎>‎ sim
‎[20:12] ‎<‎jader_silveira‎>‎ está sim, Professor!
‎[20:12] ‎<‎jader_silveira‎>‎ fique a vontade
‎[20:13] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Então, galera. Boa Noite. Sou o Mateus e vou compartiilhar com vocês uma das temáticas que venho pesquisando que é o universo das fake news nas aulas de Ciências.
‎[20:13] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Vocês preferem que eu vá explicando os slides e no final discutimos?
‎[20:14] ‎<‎jader_silveira‎>‎ isso!
‎[20:14] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Obrigado, Jader.
‎[20:15] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Bom, trabalhar fake news é extremamente atual em virtude das inúmeras informações falsas ou de carater duvidoso que tem sido veiculadas ultimanente. Tal veiculação tem acontecido muito nas redes sociais.
‎[20:17] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Os estudantes tem grande inserção das mídias sociais e trabalhar a função social da escola é possibilitar estas trocas, uma vez que, nós professores estamos formando cidadãos, tal como orienta os Parâmetros Curriculares Nacionais.
‎[20:17] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Então, como formar cidadãos críticos e conscientes?
‎[20:17] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Como podemos fazer isso atualmente?
‎[20:17] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Infelizmente, muitos docentes tem reduzido o termo conteúdo apenas a questões conceituais e vem esquecendo os conteúdos atitudinais e procedimentais imersos em quaisquer componente curricular.
‎[20:19] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Diante disso, busquei integrar a formação para a cidade com a disciplina de Ciências, componente curricular que venho trabalhando atualmente. Trabalhar fake news no âmbito das Ciências é entender como tais notícias podem desencadear uma série de situações e influenciar na construção do conhecimento científico pelo estudante.
‎[20:19] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Nos slides apresento uam sequência de apresentação eu gostaria de compartihar com vocês. Fiquem a vontade para problematizar depois.
‎[20:20] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Em um primeiro momento ressalto a importância do trabalho, tal como eu venho fazendo até agora.
‎[20:21] ‎<‎ProfMateus‎>‎ É o slide de introdução. As Fake News sempre existiram. Observem que o tempo todo eu opto pela expressão fake news devido a sua popularização. A expressão pós-verdade foi considerada uma das palavras mais pesquisadas pelo dicionário Oxford no ano de 2017 e isso indica o quanto precisamos debater tal temática nos espaços educativos.
‎[20:22] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Pois bem, se fizemos uma análise ontogenética sobre a nossa própria evolução enquanto seres humanos iremos perceber que fake news sempre existiu. As pessoas conversavam nas ruas e no cotidiano e ao (re)contar uma informação que ouviu acabava omitindo ou aumentando alguma palavra que influenciará na compreensão do que se deseja discutir
‎[20:23] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Assim, é super necessários que os docentes comecem a olhar para tais questões, uma vez que, a Ciência (área de qual venho) vem sendo atacada constantemente por informações que podem causar um desmonte de toda uma ideia.
‎[20:24] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Com isso, falarei da minha experiência sobre a temática. No próximo slide insiro a jusiticativa do meu trabalho.
‎[20:25] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Quis colocar imagens pq elas retratam muito o que vivemos. O terraplanismo e o movimento antivacina são duas grandes temáticas pelas quais as fake news tem atração
‎[20:25] ‎<‎ProfMateus‎>‎ No entanto, se não ajudarmos a desconstruir tais informações, o bem-estar das pessoas podem estar sendo colocado em risco. Pensem no movimento antivacina.
‎[20:25] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Darei um pequeno exemplo:
‎[20:26] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Quando alguém é viciado em Coca Cola esta pessoa só faz mal a ela mesmo e a escola busca alertá-la pelos malefícios de tal produto, a escola é dela. *Formação Crítica e Reflexiva*
‎[20:26] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Agora quando uma pessoa deixa de se vacinar ela pode prejudicar uma série de pessoas. Então a decisão de alguém influencia no bem-estar social e é pra ele que precisamos olhar.
‎[20:27] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Sobre o trabalho que eu desenvolvi, eu busquei entender o impacto das fake news no cotidiano escolar. Algumas questões importantes para nortear tod@s vocês.
‎[20:28] ‎<‎ProfMateus‎>‎ A pesquisa foi realizada em fevereiro deste ano em uma turma de 8º Ano do Ensino Fundamental. Conteúdo de Ciências.
‎[20:28] --> SilvaSantos (b10958ee@177.9.88.238) entrou neste canal.
‎[20:28] ‎<‎ProfMateus‎>‎ O meu desenho metodológico esclarece um pouco de como tudo aconteceu. No incio do ano, dividi a turma em 5 grupos e construi cinco fake news (sem eles saberem)
‎[20:29] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Solicitei que todos fizessem um mapa mental da "notícia" repassada por mim. Esta notícia abordaria algumas temáticas que os estudantes estudariam naquele ano.
‎[20:29] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Pois bem, todos acreditaram na notícia. Afinal, eles disseram que como a atividade foi lançada por um professor não poderia conter nada falso. rs E que as notícias da internet são verdadeiras rs
‎[20:30] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Então.. No próximo slide eu coloquei os titulos das fake news que eu construi. As fake news abordam grandes áreas das Ciências.
‎[20:30] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Vamos falar brevemente sobre os resultados, pois eu quero debater com vocês.
‎[20:31] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Continuando: Os estudantes trouxeram os mapas mentais sem pesquisar a partir daí um grande movimento dialógico começou
‎[20:31] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Eles ficaram assustados quando pesquisaram e descobriram que todos os textos trazidos eram falsos. rsrs
‎[20:32] ‎<‎ProfMateus‎>‎ E fizemos um grande debate sobre as consequências (Utilizei Análise Bardiniana para analisar os dados).
‎[20:32] ‎<‎ProfMateus‎>‎ *Análise de Conteúdos
‎[20:33] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Observem no quadro as manifestações dos estudantes frente o impacto das fake news. A primeira categoria ressalta um grande ponto que precisamos debater. As fake news desorientam pessoas. Se ela desorientam os adultados, pensem como ficam os estudantes em processo de construção do conhecimento?
‎[20:33] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Em momento algum eu quero preconizar quem acredita em uma das notícias falsas, tal como a da Terra Plana.
‎[20:34] ‎<‎ProfMateus‎>‎ O objetivo é olhar o pq as pessoas acreditam nestas informações? Pautado em quê? De onde surgiu? Pq uma crença fala mais alto que um estudo científico?
‎[20:35] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Adoto uma postura *construcionista* ao entender que tudo parte de construções sociais e é por meio de movimento dialógicos que podemos conseguir compreender em que as pessoas acreditam e a partir disso fomentar uma reflexão crítica.
‎[20:35] ‎<‎ProfMateus‎>‎ As categorias continuam e algumas delas são interessantes: Fake News podem trazer danos à saúde. Isso é grave! Quais danos? Como podemos ajudá-los? A mediação do professor é crucial nestes processos.
‎[20:36] ‎<‎ProfMateus‎>‎ No slide atual está coloco algumas representações. A imagem está ruim, mas observamos que um dos estudantes trata a fake news como o vírus. Uma analogia bem interessante a estudante ressalta que é um vírus que afeta o social.
‎[20:37] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Logo, a criticidade talvez seja um dos pontos que podemos utilizar para "atacar" este vírus.
‎[20:37] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Pois bem, este trabalho propiciou que eu fomentasse um pensamento crítico e reflexivo nas aulas. A partir de agora os estudantes começaram a investigar tudo que veem
‎[20:37] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Eles são mais preocupados.
‎[20:38] ‎<‎ProfMateus‎>‎ E isso possibilitou uma proximidade enorme com eles que ressaltam suas duvidas com mais frequência e que possibilita o trabalho com diferentes conteúdos atitudinais, dentre eles, o respeito as diferenças, a colaboração e a própria criticidade em si.
‎[20:39] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Deixo aberto para discussão e agradeço quem conseguiu me acompanhar até aqui.
‎[20:39] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Peço desculpas se eu me perdi em alguma parte. É a primeira vez que participo de um evento nesta modalidade.
‎[20:39] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Obrigado!
‎[20:39] ‎<‎elianepiske‎>‎ Parabéns, Mateus! Foi prazeroso acompanhar tua apresentação, encantadora! Gostei dos exemplos mencionados, parabéns! Realmente, (re)pensar as fake news a partir dos exemplos ficou muito mais fácil, gostei muito do exemplo de tomar coca-cola e de deixar de se vacinar... Além, é claro das fake news com os estudantes, sem eles saber...
‎[20:39] ‎<‎elianepiske‎>‎ “Afinal, eles disseram que como a atividade foi lançada por um professor não poderia conter nada falso. rs E que as notícias da internet são verdadeiras RS”.
‎[20:40] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Pois é. Ainda temos a educação bancária evidente.
‎[20:40] ‎<‎elianepiske‎>‎ Parabéns!!!! Não tens o que pedir desculpas, nós que precisamos agradecer pela tua participação!
‎[20:40] ‎<‎ProfMateus‎>‎ =)
‎[20:41] ‎<‎elianepiske‎>‎ Educação bancária não "rima" com tuas estratégias para mobilizar a reflexão
‎[20:41] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Não mesmo.
‎[20:42] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Mas percebe que é algo enraizado. O reproducionismo não começa na formação de professores. Está presente em todos os âmbitos como uma cultura estrutural que precisa ser descontruída.
‎[20:42] ‎<‎elianepiske‎>‎ a criticidade, como mencionas: a criticidade talvez seja um dos pontos que podemos utilizar para "atacar" este vírus.
‎[20:42] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Desse modo, é preciso, em um ambiente respeitoso obviamente entender quais informações estão sendo mediadas em sala? Quais estão na internet?
‎[20:43] ‎<‎ProfMateus‎>‎ A vida não pode ser vivida em um curso diferente do que é experienciado na escola.
‎[20:43] ‎<‎ProfMateus‎>‎ É necessário mais diálogos.
‎[20:44] ‎<‎elianepiske‎>‎ Realmente, Mateus está enraizado mas, precisamos conversar e (re)pensar o que muitas vezes está ali
‎[20:44] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Exatamente!
‎[20:44] ‎<‎MarchioriQuevedo‎>‎ Professor, parabéns pelo trabalho. Esse despertar de um olhar mais crítico às informações científicas manifestou-se em um olhar mais crítico também em relação a outras esferas sociais, como o debate político, por exemplo? Pergunto, porque há muitas vezes um background político (por vezes, misturado ao religioso) nesse discurso
‎[20:44] ‎<‎MarchioriQuevedo‎>‎ terraplanista, antidarwinista, pró-design inteligente etc.
‎[20:44] ‎<‎elianepiske‎>‎ o que não é fácil. Pesso@l, o professor Mateus foi lançando questionamentos ao longo da apresentação e agora para conversar conosco
‎[20:45] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Exato MarchioriQuevedo! Precisamos entender como as construções humanas em relação a tais temas acontecem
‎[20:45] ‎<‎PollylianMadeira‎>‎ Excelente
‎[20:45] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Um exemplo que a gente propaga muito é o *Suco Detox*
‎[20:45] ‎<‎ProfMateus‎>‎ rsrs
‎[20:45] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Essa é uma fake news do bem
‎[20:46] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Suco Detox não desintoxica nada.
‎[20:46] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Ou melhor, talvez o bolso.
‎[20:46] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Mas o estudante mtas vezes não sabe disso (até os adultos) e propagam algo que vai contra muitas pesquisas.
‎[20:47] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Logo, entender melhor o que se propaga é essencial. Eu sempre digo: "Na dúvida, nunca compartilhe!" Questione, pergunte, reflita antes de propagar algo duvidoso
‎[20:48] ‎<‎AnaMatte‎>‎ ProfMateus, adorei seu trabalho - e sua apresentação. Você já começou definindo: "Trabalhar fake news no âmbito das Ciências é entender como tais notícias podem desencadear uma série de situações e influenciar na construção do conhecimento científico pelo estudante." perfeito! Gostei também da estratégia provocativa, de criar uma
‎[20:48] ‎<‎AnaMatte‎>‎ situação estranha para gerar desconforto com um saber que já está muito enraizado. Tem tudo a ver com a forma como trabalhamos no Texto Livre. Em relação às ciências, fico muito assustada. A verdade científica é baseada em uma série de condições em termos de procedimentos e de fundamentos. Quando dizem que a Terra é plana, qualquer
‎[20:48] ‎<‎AnaMatte‎>‎ estudante de quinta série já teria aprendido que essa ideia foi derrubada séculos atrás. Você acha que a escolaridade dos pais pode ser um obstáculo para um trabalho como o seu? Pois sem o entendimento do que é científico, tendem mais a crer do que saber... e não há espaço para questionamento na crença.
‎[20:49] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Otima questão.
‎[20:49] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Não acredito que o problema seja a escolaridade.
‎[20:50] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Mas vivemos em uma época de competições por crenças. Eu quero que a minha crença seja prevalecida em detrimento ao da outra pessoa.
‎[20:50] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Vivemos uma sociedade polarizada e não estamos conseguindo enxergar além destes polos. Isso faz com que tenham competições
‎[20:50] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Terraplanistas x Antiterraplanistas.
‎[20:51] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Quando uma crença pode influenciar um bem-estar de toda uma sociedade, é hora de começarmos com a formação crítica. Você acredita no criacionismo, pq? Quais evidências? Como vc argumenta? E tentar ver que existe um discurso científico que precisa ser entendido. Neste ponto precisamos ter cuidado...
‎[20:52] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Ciência também erra! Ciência não é imutável. Mas entender que há um método científico ajuda os estudantes a entender melhor que eles podem acreditar em algo, mas que a Ciência comprova de outra forma e isso tem desencadeamos. Tenho outro exemplo.
‎[20:53] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Quando está mto frio comprovamos uma blusa de frio para nos aquecer. Muita gente propaga que é para o frio não entrar. Fechamos até a porta.
‎[20:53] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Os estudanes sabem que ocorre perda de calor. E que isso é uma visão errada. Mas o senso comum tomou para sim este discurso.
‎[20:54] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Os estudantes sabem, mas não vão comprar blusas solicitando: Quero um isolante térmico bem potente.
‎[20:54] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Mas eles entendem! Tem consciência destes discursos
‎[20:54] ‎<‎ProfMateus‎>‎ O que não ocorre com o movimento antivacina. Deixar de vacinar prejudica toda uma humanidade.
‎[20:54] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Eu falo bastante. Pode perguntar rs
‎[20:54] ‎<‎ProfMateus‎>‎ *podem
‎[20:56] ‎<‎jader_silveira‎>‎ Professor, você cita a questão da postura *construcionista*
‎[20:57] ‎<‎jader_silveira‎>‎ em sua experiência, os colegas professores, inclusive de de mais disciplinas e modalidades de ensino vem adotando tal postura?
‎[20:57] ‎<‎jader_silveira‎>‎ principalmente para combate das fakenews?
‎[20:57] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Boa observação! O construcionismo está pautado na educação relacional. Está focado em entender as contruções sociais.
‎[20:58] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Na minha escola tem projetos de formação critica em outras disciplinas. E muitos dos professores são bem inseridos nas temáticas. Se posicionam de forma respeitosa. Mas de maneira geral isso não acontece.
‎[20:59] ‎<‎AnaMatte‎>‎ Sim, acredito nisso. Mas meu temor vai além. Existem fake news de primeríssima. Eu assisti a uns vídeos ultra bem produzidos, visual, musicalmente, e com textos produzidos por gente da academia, reconstruindo a história do Brasil. Desde quando eu era criança até hoje muita coisa mudou no ensino de história, que ficou mais crítica e passou a
‎[20:59] ‎<‎AnaMatte‎>‎ querer contar mais que só a história dos vencedores. Esses vídeos jogam esses avanços por terra. Se eu fosse menos crítica, acreditaria neles... A sorte é que a mairia das pessoas se contenta com manchetes de 140 caracteres... senão estaríamos perdidos.
‎[21:00] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Mas educação é um trabalho de formiguinha. Alguém precisa começar e sair da zona de conforto que ainda é muito incrustado. Também não venho trazer perfis docentes generalizando. A ideia não é autoculpabilizar os docentes. Até pq sabemos do sistema que estamos inseridos. Mas é importante sair da relação conteudo pelo conteúdo
‎[21:00] ‎<‎ProfMateus‎>‎ Vivemos a pedagogia do mais do mesmo. E precisamos dar uma sacudida nisso.
‎[21:00] ‎<‎AnaMatte‎>‎ :)
‎[21:02] ‎<‎nataliasperandio‎>‎ Parabéns pelo trabalho apresentado e pelo tema tão importante. Ao ver sua a
‎[21:02] ‎<‎nataliasperandio‎>‎ apresentação fiquei pensando de que forma um trabalho interdisciplinar poderia ser feito. Já pensou nisso?
‎[21:03] ‎<‎eliane_mila53‎>‎ Ótima apresentação prof Matheus, é muito interessante esse tema. Infelizmente, algumas pessoas ainda acreditam em noticias fakes, as vezes até absurdas, as pessoas precisa ficar atento ao utilizar a internet, e saber selecionar as informações verídicas, não acreditar em tudo que ver. As pessoas tem que se concientizazar
‎[21:03] ‎<‎ProfMateus36‎>‎ Retornei
‎[21:03] ‎<‎acris‎>‎ ‎[21:02] ‎<‎nataliasperandio‎>‎ Parabéns pelo trabalho apresentado e pelo tema tão importante. Ao ver sua a
‎[21:03] ‎<‎acris‎>‎ ‎[21:02] ‎<‎nataliasperandio‎>‎ apresentação fiquei pensando de que forma um trabalho interdisciplinar poderia ser feito. Já pensou nisso?
‎[21:04] ‎<‎acris‎>‎ ‎[21:03] ‎<‎eliane_mila53‎>‎ Ótima apresentação prof Matheus, é muito interessante esse tema. Infelizmente, algumas pessoas ainda acreditam em noticias fakes, as vezes até absurdas, as pessoas precisa ficar atento ao utilizar a internet, e saber selecionar as informações verídicas, não acreditar em tudo que ver. As pessoas tem que se concientizazar
‎[21:04] ‎<‎ProfMateus36‎>‎ Oi Natalia. Já sim!
‎[21:04] ‎<‎ProfMateus36‎>‎ Fizemos ano passado com a Lingua Inglesa.
‎[21:05] ‎<‎ProfMateus36‎>‎ E fiz este ano com a Redação abordando Depressão e Ansiedade na Escola..
‎[21:05] ‎<‎ProfMateus36‎>‎ Não consigo enxergar as disciplinas como caixinhas. Inclusive, a Feira de Ciências deste ano será em forma de Teatro.
‎[21:05] ‎<‎ProfMateus36‎>‎ Faremos um Teatro com técnicas de Investigação Criminal.
‎[21:06] ‎<‎nataliasperandio‎>‎ Super bacana. Fiquei pensando em como seu trabalho seria importante para abordarmos as questões relacionadas aos letramentos crítico e digital
‎[21:06] ‎<‎ProfMateus36‎>‎ É esta mistura de diferentes estratégias que possibilitam esta reflexão crítica também
‎[21:06] ‎<‎jader_silveira‎>‎ uma ideia excelente para ser apresentada no UEADSL, Mateus rsrs...
‎[21:06] ‎<‎ProfMateus36‎>‎ Sim, nataliasperandio. Educação Midiática.
‎[21:06] ‎<‎ProfMateus36‎>‎ Já está em alta nos Estados Unidos.
‎[21:06] ‎<‎ProfMateus36‎>‎ Aqui eu vi poucas iniciativas.
‎[21:06] ‎<‎ProfMateus36‎>‎ Super importante!
‎[21:06] ‎<‎jader_silveira‎>‎ A ideia do teatro e interdisciplinaridade tem tudo a ver com o Grupo Texto Livre
‎[21:07] ‎<‎acris‎>‎ Aqui no Brasil tem um Grupo da USP que trabalha com Educomunicação, vai nessa linha
‎[21:07] ‎<‎ProfMateus36‎>‎ Verdade. Tem mesmo!
‎[21:08] ‎<‎ProfMateus36‎>‎ Ainda faltam mais projetos na Educação Básica, mas já tem alguns projetos nesta formação crítica.
‎[21:08] ‎<‎ProfMateus36‎>‎ mais abrangente
‎[21:08] ‎<‎elianepiske‎>‎ Por falar em educomunicação no UEADSL, temos um pessoal do Grupo Ribombo participando
‎[21:09] ‎<‎acris‎>‎ acho importante esses momentos em que a gente conhece mais de perto esses projetos. Acho que ainda não chegamos a uma boa estrutura, como tentaram no portal do professor, talvez aqui possamos achar algo mais dinâmico :)
‎[21:10] ‎<‎acris‎>‎ digo, no sentido de trocar as experiências, um projeto motivando e crescendo com o outro
‎[21:10] ‎<‎jader_silveira‎>‎ verdade, Professora!
‎[21:10] ‎<‎elianepiske‎>‎ AnaMatte, perfeita colocação... um projeto mobilizando com o outro
‎[21:10] ‎<‎elianepiske‎>‎ Como é bom quando temos essa oportunidade de conhecer
‎[21:11] ‎<‎ProfMateus36‎>‎ Excelente!
‎[21:12] ‎<‎acris‎>‎ Toda sugestão é bem vinda!
‎[21:13] ‎<‎acris‎>‎ bem, alguém mais gostaria de colaborar com o debate?
‎[21:14] ‎<‎jader_silveira‎>‎ alguns sairam... a sala caiu para vários
‎[21:15] ‎<‎elianepiske‎>‎ Estar com o professor Mateus hoje (e espero que continue) foi a possibilidade de encontrar algo mais dinâmico acontecendo e o melhor (re)pensar o que está posto como verdade(s)... Fiquei pensando no suco detox, haha
‎[21:15] ‎<‎acris‎>‎ sim, houve um excesso de usuários (não somos os únicos a usar essa rede) e muita gente caiu e só dava para reconectar se desse um ctrl+f5
‎[21:15] ‎<‎ProfMateus36‎>‎ hahah pensem no próximo copo de suco de couve.
‎[21:15] ‎<‎acris‎>‎ foi mesmo, elianepiske, aliás, me deixou esperançosa, era um tema que me afligia demais
‎[21:16] ‎<‎acris‎>‎ kkk
‎[21:16] ‎<‎elianepiske‎>‎ E em tantos outros exemplos (...). Eu não tenho mais questões, mas fiquei (estou) esperançosa
‎[21:16] ‎<‎jader_silveira‎>‎ interessante demais rsrs
‎[21:16] ‎<‎ProfMateus36‎>‎ Fico mto feliz em compartilhar. Estas trocas são incríveis. Gratidão!
‎[21:17] ‎<‎acris‎>‎ ProfMateus36: quem sabe você não traz seus alunos para apresentar esses trabalhos no semestre que vem?
‎[21:17] ‎<‎acris‎>‎ seria o máximo!
‎[21:17] ‎<‎jader_silveira‎>‎ O Professor Mateus é ótimo quando trata de questões ligadas a Educação. Inclusive ele foi recentemente premiado no IFMG Campus Arcos com o Prêmio MEI de Docência, com as suas ideias inovadoras no campo da Educação.
‎[21:17] ‎<‎acris‎>‎ parabéns! merece mesmo!
‎[21:17] ‎<‎ProfMateus36‎>‎ Seria excelente!
‎[21:17] ‎<‎ProfMateus36‎>‎ Obrigado. São os alunos os responsáveis. Está sendo incrível essa troca.
‎[21:18] ‎<‎jader_silveira‎>‎ Poderia mesmo trazer os seus alunos para o UEADSL, é uma excelente oportunidade para todos (para eles, para você e para nós))
‎[21:18] ‎<‎acris‎>‎ é fácil perceber que você é daqueles que sabem de verdade o que significa "aprender com os alunos" :)
‎[21:18] ‎<‎acris‎>‎ com certeza, para todos!
‎[21:19] ‎<‎ProfMateus36‎>‎ Aprender a aprender, sempre!
‎[21:19] ‎<‎ProfMateus36‎>‎ =)
‎[21:19] ‎<‎ProfMateus36‎>‎ Vamos sim!!!
‎[21:20] ‎<‎acris‎>‎ ProfMateus36: aproveito e reforço o convite que a elianepiske fez: participe da feira de saberes, vais conhecer a moçadinha que está conosco este semestre, de escolas públicas, eja... coisaa linda de se ver
‎[21:20] ‎<‎acris‎>‎ e você vai vendo como funciona. Vai durar a semana toda: chama teus alunos para participar
‎[21:20] ‎<‎ProfMateus36‎>‎ Como consigo mais informações?
‎[21:21] ‎<‎jader_silveira‎>‎ Tem no site e posso te passar também, Professor
‎[21:21] ‎<‎acris‎>‎ https://eventos.textolivre.org/moodle/mod/book/view.php?id=738 aqui tem um guia da temporada
‎[21:21] ‎<‎ProfMateus36‎>‎ Excelente. Vou ler.
‎[21:21] ‎<‎ProfMateus36‎>‎ Vai ser ótimo =)
‎[21:21] ‎<‎acris‎>‎ nele tem links para todos os eventos, o que tem a feira de saberes é o UEADSL
‎[21:21] ‎<‎jader_silveira‎>‎ É um congresso do Grupo Texto Livre.... muito interessante mesmo..... se é que sou suspeito para falar kkkkk
‎[21:22] ‎<‎acris‎>‎ e você pode ler nossos jornais: https://eventos.textolivre.org/moodle/mod/glossary/view.php?id=827 ali tem muita informação
‎[21:22] ‎<‎acris‎>‎ ah, eu também sou suspeita kkkk
‎[21:22] ‎<‎elianepiske‎>‎ Idem!!!
‎[21:23] ‎<‎ProfMateus36‎>‎ Excelente. Adorei. =)
‎[21:23] ‎<‎acris‎>‎ Parabéns, ProfMateus36!!! clap clap clap clap clap clap clap clap
‎[21:23] ‎<‎ProfMateus36‎>‎ Obrigado, acris :)
‎[21:23] ‎<‎jader_silveira‎>‎ Parabéns, Professor Mateus!!!
‎[21:24] ‎<‎jader_silveira‎>‎ Pessoal, estamos caminhando para o fim
‎[21:24] ‎<‎ProfMateus36‎>‎ Espero que possamos ter mais trocas em breve. Foi um prazer estar com vocês.
‎[21:24] ‎<‎jader_silveira‎>‎ gostaria de deixar algumas palavrinhas, não é? rsrs
‎[21:24] ‎<‎jader_silveira‎>‎ Muitíssimo obrigado, Professor Mateus pela brilhante conferência. Em nome do Grupo Texto Livre lhe agradeço... momento também para agradecer a todos os presentes nesse momento tão especial.
‎[21:25] ‎<‎jader_silveira‎>‎ Muito obrigado Professora Eliane pela mediação e Professora Ana Matte, pela oportunidade!!
‎[21:25] ‎<‎jader_silveira‎>‎ Os conhecimentos do Professor Mateus foram de grande importância para todos nós, tenho certeza.
‎[21:25] ‎<‎ProfMateus36‎>‎ <3 =)
‎[21:25] ‎<‎jader_silveira‎>‎ E o tema Fake News continua na próxima conferência do dia 14/11..........
‎[21:26] ‎<‎jader_silveira‎>‎ Sob a Coordenação de Mariana Pinter Chaves será apresentada a conferencia “Fake News e a polêmica discursiva em torno do Projeto de Lei n. 3.369/2015” de Jaqueline Soares.
‎[21:26] ‎<‎elianepiske‎>‎ Parabéns, professor Mateus!!! Sorrisos de gratidão pela conversa e que venham outras, muitas outras (...). Nos encontramos no UEADSL!! Obrigada, jader_silveira pelo convite e é sempre muito bom estar com vocês!!!
‎[21:26] ‎<‎jader_silveira‎>‎ E na sexta, 15/11, eu volto a coordenar a conferência “A Evolução da Universidade no Contexto do EaD e Software Livre” do Nathan Peixoto Oliveira.
‎[21:26] ‎<‎acris‎>‎ parabéns, jader_silveira e elianepiske, ótima organização, tudo lindo!
‎[21:26] ‎<‎elianepiske‎>‎ O parabéns é nosso!!!
‎[21:26] ‎<‎ProfMateus36‎>‎ =)
‎[21:27] ‎<‎jader_silveira‎>‎ Estão todos convidados... Inclusive você, Professor!
‎[21:27] ‎<‎ProfMateus36‎>‎ Até a próxima! Vamos continuar em diálogo!
‎[21:27] ‎<‎ProfMateus36‎>‎ Tentarei participar.
‎[21:27] ‎<‎jader_silveira‎>‎ Não deixe de fazer a sua AVALIAÇÃO sobre a conferência de hoje, ok? Acesse já o formulário de avaliação disponível na página do STIS.
‎[21:28] ‎<‎jader_silveira‎>‎ Muitíssimo obrigado a todos e até a próxima.
‎[21:28] ‎<‎ProfMateus36‎>‎ Boa Noite! =)
‎[21:28] ‎<‎acris‎>‎ bom, vou desconectar a AnaMatte e aproveitar para já salvar esse log. Ficará disponível na página do STIS, no livro de 2019
‎[21:28] ‎<‎acris‎>‎ boa noite a todos!
‎[21:28] ‎<‎elianepiske‎>‎ Boa noite!!!
‎[21:28] ‎<‎jader_silveira‎>‎ Grande abraço a todos e ótima noite!!

14/NOVEMBRO: Polêmica e Política pela AD

Bloco 1: Pesquisas do SEMIOTEC

Coordenação: Mariana Pinter Chaves

Data: 14/11/19 - das 20h às 21:30h

Conferência de 11 de novembro de 2019 - Mateus José dos Santos

Sala de Conferências: clique aqui para acessar

Logo do STIS

Jaqueline SoaresMariza Soares

Jaqueline Soares e Mariza Lacerda

Mariana Pinter ChavesMaíra Ferreira Sant'Anna

Mariana Pinter Chaves e Maíra Ferreira Sant'Ana

TÍTULO: Fake News e a polêmica discursiva em torno do Projeto de Lei n. 3.369/2015

Nome: Jaqueline Soares

Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais.

Resumo: O presente trabalho objetiva analisar a polêmica pública em torno do Projeto de Lei (PL) nº 3369/2015, com vistas a identificar os procedimentos argumentativos mobilizados nos diversos discursos suscitados pelo projeto. Nosso trabalho se debruça sobre os discursos que, de algum modo, comentaram ou direcionaram a interpretação para a temática colocada em debate. Nesse cenário o fenômeno denominado como Fake News pode ser compreendido como instaurador de uma polêmica social que mobiliza, de modo viral, a opinião pública na medida em que tenta influenciar a esfera pública e afetar as crenças políticas. Especificamente, buscaremos delinear tanto em artigos de opinião quanto nas Fake News os procedimentos constitutivos do debate conflituoso instaurado pelo projeto de lei.  

TÍTULO: A construção do discurso polêmico acerca do termo violência obstétrica: vozes em confronto

Nome: Mariza Lacerda

Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais.

Resumo: Em 2019, o debate sobre a “violência obstétrica” alcançou grandes proporções na mídia brasileira, principalmente após o veto do termo pelo Ministério da Saúde. Nesse cenário, o discurso polêmico caracteriza-se como um fenômeno relevante para que possamos investigar possíveis relações entre os discursos conflituosos que permeiam a construção de posicionamentos distintos nos eventos sociocomunicativos. Com esse objetivo, este seminário se voltará para textos relacionados à temática mencionada, valendo-se de conceitos e categorias de análise propostos pela Análise do Discurso de linha francesa.

Registro 14/novembro/2019

Registro da Conferência em chat escrito, de 14 de novembro de 2019:

 

POLÊMICA E POLÍTICA SOB O VIÉS DA ANÁLISE DO DISCURSO

Jaqueline Soares

Mariza Lacerda

 coordenação: Mariana Pinter Chaves

mediação: Maíra Ferreira Sant'Ana

 

‎[20:01] ‎<‎mariana_pinter‎>‎ Gostaria de agradecer a oportunidade de coordenar esse encontro.
‎[20:01] ‎<‎mariana_pinter‎>‎ Sejam tod@s bem-vind@s a esse momento de reflexão.
‎[20:02] ‎<‎mariana_pinter‎>‎ Para o debate, convidei minhas colegas do doutorado. Somo todas alunas vinculadas à área de Linguística do Texto e do Discurso, da linha de pesquisa Análise do Discurso
‎[20:03] ‎<‎mariana_pinter‎>‎ Somos também membras do NAD (Núcleo de Análise do Discurso) da mesma instituição.
‎[20:03] ‎<‎mariana_pinter‎>‎ Não posso deixar de frisar que é uma honra ter oportunidade de trabalhar com profissionais tão competentes como Maíra, Mariza e Jaqueline.
‎[20:04] ‎<‎mariana_pinter‎>‎ Farei uma breve apresentação da Maíra, que fará a moderação do debate.
‎[20:04] ‎<‎mariana_pinter‎>‎ Em seguida, passo a palavra a ela.
‎[20:05] ‎<‎mariana_pinter‎>‎ Maíra é graduada em Letras, com habilitação em Português e Inglês, pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), e mestre em Linguística do Texto e do Discurso pela mesma instituição. É Especialista em Planejamento, Implementação e Gestão da Educação a Distância pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e em Mídias na Educação
‎[20:05] ‎<‎mariana_pinter‎>‎ pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).
‎[20:05] ‎<‎mariana_pinter‎>‎ Além do NAD, ela também é membro do Grupo de Estudos Cognição, Ensino, Imigração e Refúgio (GECEIR) (CNPq, FALE-UFMG). Atua como professora voluntária de Português Língua de Acolhimento (PLAc) para imigrantes e refugiados no Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG). Possui experiência na área de
‎[20:05] ‎<‎mariana_pinter‎>‎ Linguística, com ênfase em Análise do Discurso, e ensino de Língua Portuguesa
‎[20:07] ‎<‎MairaFerreira‎>‎ Boa noite, pessoal!
‎[20:07] ‎<‎MairaFerreira‎>‎ Primeiramente, eu gostaria de agradecer à professora Ana Cristina Matte, por sempre oportunizar momentos de aprendizado como este.
‎[20:08] ‎<‎MairaFerreira‎>‎ À Mariana Pinter, coordenadora deste bloco de pesquisa do SEMIOTEC, pelo convite para participar como mediadora e por todo empenho.
‎[20:08] ‎<‎MairaFerreira‎>‎ Espero que tenhamos ótimas discussões e um momento de grande aprendizado!
‎[20:09] ‎<‎MairaFerreira‎>‎ Aproveito a oportunidade para agradecer também às pesquisadoras Mariza Lacerda e Jaqueline Soares, por compartilharem conosco o resultado de suas pesquisas.
‎[20:09] ‎<‎MairaFerreira‎>‎ Contaremos hoje com duas apresentações, cada uma com 30 minutos de duração, e, ao final das duas apresentações, abriremos para perguntas e comentários.
‎[20:10] ‎<‎MairaFerreira‎>‎ Apresento agora a pesquisadora que dará início às apresentações, Mariza Lacerda, que compartilhará conosco a pesquisa intitulada: “A construção do discurso polêmico acerca do termo violência obstétrica: vozes em confronto”.
‎[20:10] ‎<‎MairaFerreira‎>‎  Mariza Lacerda é Bacharel e Licenciada em Letras - Português e Inglês - pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas), Especialista em Design Instrucional para Ensino a Distância (EaD) pela Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE) e Mestra em Estudos de Linguagens pelo Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas
‎[20:10] ‎<‎MairaFerreira‎>‎ Gerais (CEFET-MG), instituição na qual desenvolveu pesquisa sobre os processos argumentativos na avaliação da Parte Escrita do Certificado de proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros (Celpe-Bras).
‎[20:11] ‎<‎MairaFerreira‎>‎ Atualmente, é doutoranda em Estudos Linguísticos pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e integra o Núcleo de Análise do Discurso (NAD) dessa instituição, tendo como foco o estudo de interações e discursos polêmicos em temas sociais sensíveis.
‎[20:11] ‎<‎MairaFerreira‎>‎ Convido, então, Mariza Lacerda para dar início a sua apresentação. Seja bem-vinda!
‎[20:11] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ Boa noite,
‎[20:11] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ Peço, por favor, que vocês acompanhem os slides. Quando for necessário, farei complementações pelo chat.
‎[20:12] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ No slide seguinte, apresentarei uma breve contextualização em relação à temática escolhida por mim.
‎[20:13] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ A partir desse cenário, apresento os objetivos da minha apresentação.
‎[20:14] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ Agora daremos início à conceituação teórica, a partir de Amossy (2017), autora filiada à Análise do Discurso.
‎[20:16] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ Para a estudiosa, a polêmica insere-se no âmbito do debate sobre questões atuais, geralmente direcionadas ao interesse público.
‎[20:16] ‎<‎mariana_pinter‎>‎ Só para reforçar, o código dos slides da primeira apresentação é:  2019-Mariza
‎[20:16] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ A principal característica desse fenômeno é a oposição entre discursos antagônicos presentes no interior de um confronto verbal.
‎[20:17] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ Desse modo, a polêmica torna-se a manifestação discursiva do embate de pontos de vista conflituosos.
‎[20:17] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ Como explicita Amossy (2017):
‎[20:17] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ papéis: defensor da posição proposta, opositor dessa proposição, ouvinte-espectador da confrontação.” (Amossy, 2017, p.56)
‎[20:19] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ No próximo slide, falarei sobre dois processos relacionados ao discurso polêmico: a dicotomização e a polarização.
‎[20:19] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ O choque de opiniões contraditórias resulta de um processo de dicotomização, em que pontos de vista contrários passam e se excluir mutuamente, isto é, um passa a ser o oposto do outro.
‎[20:20] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ Contudo, como pontua Dascal (2008, p.28 apud Amossy, 2017, p.54):
‎[20:20] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ base, de necessidades argumentativas, de circunstâncias históricas etc.”
‎[20:22] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ Há, ainda, a existência de um processo de polarização, em que os embates baseados em pontos de vistas antagônicos resultam na separação de grupos no corpo social.
‎[20:22] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ No slide podemos observar que a dicotomização é de natureza conceitual e a polarização de natureza social.
‎[20:23] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ Agora trataremos das distinções entre discurso polêmico e interação polêmica
‎[20:23] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ Na primeira modalidade, não ocorre a interação dialogal (ex: artigo de jornal). Porém, a sua produção discursiva é dialógica, pois retoma discursos antecedentes, ou seja, todo discurso vem de outros discursos que o precederam.
‎[20:24] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ Na segunda modalidade, há o engajamento dos sujeitos em discussões que podem ser desenvolvidas no âmbito da interação, seja essa falada ou escrita (ex: debate televisivo).
‎[20:25] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ Introduzirei agora  alguns conceitos propostos por Maingueneau (2010), autor que também se insere no campo da Análise do Discurso.
‎[20:26] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ Para o estudioso, o polêmico pode ser definido como um registro linguístico (como o trágico, o épico, o fantástico etc.), independentemente do gênero textual em que ele se manifesta.
‎[20:27] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ É esse registro que permite designar um conjunto de traços linguísticos específicos associados a um tipo de discurso (Ex: religioso, político, literário etc.).
‎[20:28] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ O autor também propões 3 dimensões para o estudo da polêmica, como detalhado nos slides.
‎[20:28] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ Simplifico as características dessas 3 dimensões. Tenham em mente que, apesar delas permitirem diferentes abordagens de análise, são indissociáveis umas das outras.
‎[20:29] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ Por ora, tratarei especificamente da dimensão semântica.
‎[20:30] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ O processo de tradução subjacente à interincompreensão é aqui concebido como o processo em que um discurso X é interpretado de acordo com as orientações semânticas de um discurso Y (ou vice-versa).
‎[20:31] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ Em termos de discurso polêmico, um discurso Y reivindica para si aspectos positivos de determinada orientação do sentido, enquanto direciona para X aspectos negativos para afirmar a sua identidade.
‎[20:31] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ No processo de tradução há, então, o discurso tradutor, em que encontramos o discurso-agente e o discurso traduzido, no qual temos o discurso-paciente. A atividade de tradução tende a beneficiar o primeiro.
‎[20:32] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ Nesse contexto, a interincompreensão torna-se um processo mútuo subjacente á manutenção de campos discursivos diversos.
‎[20:33] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ Agora, por meio de análises buscarei operacionalizar, brevemente, os conceitos que foram apresentados. Foram selecionados 4 excertos de 4 textos distintos.
‎[20:34] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ Os excertos estão nos slides.
‎[20:34] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ No excerto 1, na dimensão actancial, vemos que o Proponente associa o termo violência obstétrica ao de violência de assistência ao parto, no intuito de informar que a associação de ambos se deu por meio de uma conversão, na qual o segundo termo se sobrepôs ao primeiro, eliminando-o.
‎[20:34] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ Tal sobreposição confere ao termo “violência obstétrica” um sentido negativo reforçado pelo uso de aspas, as quais, apesar de permitirem a incorporação de outro discurso, acabam por afastar esse dizer do posicionamento adotado pelo Proponente, que não o reconhece como legítimo.
‎[20:34] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ Ainda, vemos alusões aos movimentos sociais e feministas, que introduzem essas vozes de forma conflituosa, conferindo-lhes o papel de Oponentes cujas ações são qualificadas como radicais a ponto de estigmatizarem os médicos obstetras, representados como vítimas.
‎[20:35] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ A tradução feita pelo discurso-agente desqualifica o discurso-paciente. Além disso, as vozes mobilizadas pelo Proponente são orquestradas de acordo com o seu posicionamento.
‎[20:37] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ No excerto 2, observamos que o Proponente marca, na cena enunciativa, a presença de um terceiro (nós brasileiros), com o qual se identifica positivamente de forma integrativa, ou seja, o oponente integra o grupo do terceiro.
‎[20:37] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ Já o Ministério da Saúde é inicialmente introduzido como o Oponente responsável por praticar violência contra os profissionais de saúde na assistência ao parto, profissionais que são representados como vítimas.
‎[20:37] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ Ao incorporar o discurso segundo, por meio de citação, o Proponente, em seu discurso primeiro, o faz de modo a integrá-lo ao seu ponto de vista, por meio de verbos de ação como “reconhecer”, “considerar”, reforçados pela dimensão temporal introduzida qualificadamente como tardia por meio do duplo uso do advérbio enfim. Dessa forma,
‎[20:37] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ o discurso do Oponente acaba por funcionar como um argumento de autoridade em favor do discurso do Proponente.
‎[20:38] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ No excerto 3, notamos que o Proponente assume o papel de recomendar ações específicas ao Oponente em relação à sua conceituação sobre o termo “violência obstétrica”, a qual está em desacordo com os discursos científicos, os discursos legais e com o seu uso recorrente na sociedade civil.
‎[20:38] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ Observamos, ainda, que o Proponente se aproxima das vozes por ele incorporadas no que diz respeito a esse termo, reforçando o sentido positivo das ações relacionadas à ciência, à lei e à sociedade civil, como vemos, por exemplo, em construções como “expressão já consagrada”, ou seja, reconhecida em diversas instâncias.
‎[20:38] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ De acordo com o discurso-agente, ao Oponente cabe ser o antagonista das vozes incorporadas pelo Proponente, uma vez que a orientação das suas ações é guiada pela eventualidade e pela preferência ao invés de se direcionarem para a realidade social.
‎[20:38] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ legítimo e o ilegítimo no tratamento da polêmica em questão.
‎[20:40] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ Por último, no excerto 4 vemos que a polarização social é encenada na instância discursiva. O Proponente parafraseia o discurso do Oponente em relação à violência obstétrica, caracterizando-a como uma pauta ideológica de “viés socialista”, termo introduzido entre aspas no intuito de ironizar essa expressão cujo sentido negativo é
‎[20:40] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ reforçado por ele.
‎[20:40] ‎<‎MairaFerreira‎>‎ Restam 2 minutos para completar 30 minutos de apresentação
‎[20:40] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ Seguindo esse recorte temático, o Proponente encena, no discurso, a polarização direita x esquerda, utilizando, novamente, de forma irônica, as aspas ao introduzir a questão do “Marxismo Cultural”, tido como uma teoria conspiratória, isto é, de origem especulativa e sem fundamentação, que não deve servir de base para a compreensão da
‎[20:40] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ diversidade e da igualdade social.
‎[20:40] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ A retomada desse referente como “grande conspiração mundial”, expressão que também é inserida entre aspas, reforça a cadeia semântica negativa construída pelo Proponente.
‎[20:40] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ agenda política de orientação conspiratória, a qual é associada ao Oponente, o que compromete, assim, a sua credibilidade.
‎[20:41] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ Nos 4 excertos apresentados, observamos como a instância actancial e a tradução por um discurso-agente de um discurso paciente foram recorrentes na orquestração das vozes mobilizadas.
‎[20:41] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ Para finalizar, para complementar, peço que todos leiam, nos slides as considerações finais.
‎[20:42] ‎<‎MairaFerreira‎>‎ Muito obrigada pela apresentação Mariza Lacerda! Conforme combinamos no início, daremos continuidade à segunda apresentação e, ao final, abriremos para as perguntas e discussões.
‎[20:42] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ Obrigada a todos!
‎[20:42] ‎<‎MairaFerreira‎>‎ Apresento, então, a segunda pesquisadora a apresentar neste bloco, Jaqueline dos Santos Batista Soares.
‎[20:42] ‎<‎MairaFerreira‎>‎ Jaqueline Soares é Doutoranda em Estudos Linguísticos pela Universidade Federal de Minas Gerais, PosLin/CAPES.  Mestra em estudos linguístico pela Universidade Federal de Minas Gerais, em 2017. Licenciada em letras Português/ Inglês pela Universidade do Estado de minas Gerais, em 2014. Desenvolve pesquisas nas áreas de Análise do discurso,
‎[20:42] ‎<‎MairaFerreira‎>‎ Enunciação e Argumentação.  Professora na graduação em Letras/ UFMG, apoio pedagógico. Professora de língua portuguesa e língua inglesa na educação básica. Membro do Núcleo de Análise do Discurso (NAD), Fale/ UFMG.
‎[20:43] ‎<‎MairaFerreira‎>‎ Convido, assim, Jaqueline Soares a iniciar sua apresentação. Seja bem-vinda!
‎[20:43] ‎<‎Jaqueline_Soares‎>‎ Boa noite, pessoal!
‎[20:43] ‎<‎Jaqueline_Soares‎>‎ Farei uma breve contextualização do Projeto de lei 339/2015, Já que nosso objeto de análise tem origem nas discussões acerca do PL.
‎[20:45] ‎<‎Jaqueline_Soares‎>‎ Em seguida apresento algumas noções e categorias importantes para as nossas análise, bem como nossos pressupostos teóricos.
‎[20:45] ‎<‎MairaFerreira‎>‎ Senha para acessar os slides: 2019-Jaqueline
‎[20:46] ‎<‎Jaqueline_Soares‎>‎ Logo depois, um excerto do PL, uma peça considerada Fake news e excertos de um artigo de opinião
‎[20:46] ‎<‎Jaqueline_Soares‎>‎ O projeto de lei (PL) 3369/2015 de autoria do deputado federal Orlando Silva (PCdoB -SP) tem como objetivo ampliar o reconhecimento de famílias pelo estado brasileiro, englobando a adoção por casais homossexuais e o caso de crianças criadas por tios ou avós.
‎[20:48] ‎<‎Jaqueline_Soares‎>‎ No segundo slide,  noção de opinião pública é importante para compreendermos seu funcionamento na circulação de discursos.
‎[20:49] ‎<‎Jaqueline_Soares‎>‎ A opinião pública comporta os saberes a respeito da vida em sociedade
‎[20:50] ‎<‎Jaqueline_Soares‎>‎ Ela é composta pela diversidade de grupos sociais, fragmentada e heterogênea
‎[20:52] ‎<‎Jaqueline_Soares‎>‎ Nela circulam diferentes posições e pontos de vista, mais ou menos racionais e subjetivos acerca dos aspectos da cena política, manifesta a voz de grupos sociais sobre a aparência de uma repercussão coletiva
‎[20:53] ‎<‎Jaqueline_Soares‎>‎ A instância política compartilha com a instância cidadã (público diverso, interesses e sentimentos diversos)
‎[20:54] ‎<‎Jaqueline_Soares‎>‎ esse compartilhamento busca defender um projeto de sociedade ante uma instância adversária
‎[20:55] ‎<‎Jaqueline_Soares‎>‎ E conquistar o público (instância cidadã) disputado pela instância adversária
‎[20:55] ‎<‎Jaqueline_Soares‎>‎ Nas eleições busca conquistar  e exercer o poder na governança sancionar leis
‎[20:57] ‎<‎Jaqueline_Soares‎>‎ No que se refere à noção de polêmica ela atravessa os diversos discursos circulantes tanto na opinião pública quanto na instância política, uma responde à outra por meio de discursos assimétricos.
‎[20:59] ‎<‎Jaqueline_Soares‎>‎ A polêmica funciona como um conjunto de conflituoso de confrontos verbais
‎[20:59] ‎<‎Jaqueline_Soares‎>‎ sobre uma questão social de interesse público
‎[20:59] ‎<‎Jaqueline_Soares‎>‎ Circula de maneira  incessante e anárquica, dispositivo enunciativo
‎[21:00] ‎<‎Jaqueline_Soares‎>‎ configurando um dispositivo enunciativo, dialógico, entre proponente e oponente.
‎[21:00] ‎<‎Jaqueline_Soares‎>‎ Entretanto, esses discursos não são simétricos
‎[21:01] ‎<‎Jaqueline_Soares‎>‎ possuem uma estrutura polifônica, comportando múltiplas vozes sobre uma questão controversa.
‎[21:03] ‎<‎Jaqueline_Soares‎>‎ No próximo slide abordamos alguns objetivos do PL, amplamente divulgados pelas mídias de informação
‎[21:03] ‎<‎Jaqueline_Soares‎>‎ E em seguida um excerto do Projeto de Lei
‎[21:05] ‎<‎Jaqueline_Soares‎>‎ Tal projeto foi abordado nas mídias e, também foi alvo da circulação de diversas Fake news no espaço das mídias sociais
‎[21:07] ‎<‎Jaqueline_Soares‎>‎  De acordo com Recuero (2019) nas fake news o sujeito possui uma intencionalidade ao comunicar-se, busca atingir o interesse de determinado público. #stis
‎[21:08] ‎<‎MairaFerreira‎>‎ Restam 5 minutos para completar 30 minutos de apresentação
‎[21:08] ‎<‎Jaqueline_Soares‎>‎ Vou passar para as análises
‎[21:09] ‎<‎Jaqueline_Soares‎>‎ No caso da publicação, considerada como fake news, o L1/E1 agencia l2/e2 (Túlio Gadelha) como fonte enunciativa da compreendida Lei do incesto. O texto fonte, o projeto de lei, não está acessível ao público exposto ao post das redes sociais a não ser por meio de uma busca em diferentes meios. O locutor que agencia o enunciado procede a uma
‎[21:09] ‎<‎Jaqueline_Soares‎>‎ interpretação dos dizeres do projeto, utilizadas para um finalidade pragmática distinta.
‎[21:10] ‎<‎Jaqueline_Soares‎>‎ Ou seja, o locutor agencia um enunciador para atribuir ao locutor de origem a responsabilidade por palavras não pronunciadas. Esse processo parece um tanto quanto complexo, pois não há marca que remete a um dizer, entretanto, para a situação de comunicação (redes sociais) a circulação de um discurso em conjunto com a imagem de um suposto
‎[21:10] ‎<‎Jaqueline_Soares‎>‎ enunciador ou locutor é, possivelmente, suficiente para atribuir o PDV de l2/e2, construído por L1/E1, ao locutor de origem (L).
‎[21:10] ‎<‎Jaqueline_Soares‎>‎ Já no caso do artigo de opinião
‎[21:12] ‎<‎Jaqueline_Soares‎>‎ No texto fonte há uma proposta para garantia de direitos a diferentes modelos de família e, conforme publicação da folha de São Paulo, o Projeto de lei 3.369/2015 não altera o artigo 1.521 do código civil que proíbe o casamento entre  ascendentes e descendentes, parentesco natural ou civil, pais e filhos naturais ou adotados.
‎[21:12] ‎<‎MairaFerreira‎>‎ Restam 2 minutos
‎[21:12] ‎<‎Jaqueline_Soares‎>‎ Podemos considerar que no enunciado do post o objetivo é o de qualificar o suposto locutor de origem como pertencente a um grupo “mensageiros do apocalipse”, por meio de uma identificação específica “Túlio Gadelha” que o localiza no mundo, qualificar negativamente uma ação “lei do incesto” e  ao pormenorizar o conteúdo “pai
‎[21:12] ‎<‎Jaqueline_Soares‎>‎ poderá casar com sua filha” convoca a reação de uma audiência, grupos que, de algum modo, se consideram atingidos pela possibilidade de aprovação da lei.
‎[21:13] ‎<‎Jaqueline_Soares‎>‎ A interpretação dada à lei e o conteúdo qualificado vão de encontro à norma social vigente, aos considerados padrões moralizantes da sociedade e, como exposto, passíveis de penalização pelo código civil. Portanto, o efeito pragmático dessa avaliação interpretativa contribui para a construção da polêmica sobre uma temática de
‎[21:13] ‎<‎Jaqueline_Soares‎>‎ interesse público.
‎[21:14] ‎<‎Jaqueline_Soares‎>‎ Vamos passar para as considerações iniciais
‎[21:14] ‎<‎Jaqueline_Soares‎>‎ Considerações finais
‎[21:15] ‎<‎Jaqueline_Soares‎>‎ A noção de funciona como um valor de coesão e manutenção social
‎[21:15] ‎<‎Jaqueline_Soares‎>‎ desse modo a nproposta
‎[21:16] ‎<‎Jaqueline_Soares‎>‎ Desse modo a proposta de ampliação da concepção de família causa um espaço conflituoso
‎[21:16] ‎<‎Jaqueline_Soares‎>‎ na medida que o que está em jogo é o interesse de diferentes grupos
‎[21:17] ‎<‎MairaFerreira‎>‎ Agradeço, mais uma vez, às pesquisadoras Mariza Lacerda e Jaqueline Soares pelas primorosas apresentações!
‎[21:17] ‎<‎MairaFerreira‎>‎ Convido a todos para, a partir de agora, fazerem perguntas e comentários.
‎[21:18] ‎<‎MairaFerreira‎>‎ Fiquem à vontade para participar!
‎[21:19] ‎<‎elaineteixeira‎>‎ Parabenizo ambas pesquisadoras pelas excelentes contribuições na perspectiva da AD e novas tecnologias.
‎[21:19] ‎<‎AnaMatte‎>‎ Parabéns, Jaqueline e Mariza, ótimas apresentações e suas pesquisas de fato contribuem tanto com a pesquisa na área quanto com a sociedade!
‎[21:20] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ Obrigada. Fico feliz em poder contribuir.
‎[21:20] ‎<‎mariana_pinter‎>‎ Parabéns pela relevância das pesquisas, principalmente no momento presente.
‎[21:20] ‎<‎marco79‎>‎ Parabéns, Jaqueline e Mariza! Excelente abordagem do tema pela Análise do Discurso!
‎[21:22] ‎<‎MairaFerreira‎>‎ Se não houver mais nenhuma pergunta e/ou comentário encerro este bloco agradecendo mais uma vez a presença de todos!
‎[21:22] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ Agradeço a participação de todos!
‎[21:22] ‎<‎MairaFerreira‎>‎ Tenham uma ótima noite!
‎[21:23] ‎<‎Jaqueline_Soares‎>‎ Agradeço a participação de todos!
‎[21:23] ‎<‎MarizaLacerda‎>‎ Boa noite a todos!
‎[21:23] ‎<‎mariana_pinter‎>‎ Boa noite. Obrigada a tod@s!
‎[21:23] ‎<‎Jaqueline_Soares‎>‎ Boa noite!

15/NOVEMBRO: Evolução da Universidade com EAD e SL

Bloco 3: A Educação, suas tecnologias e a (re)organização dos processos de ensino e aprendizagem

Coordenação: Jader Luis da Silveira

Mediação: Eliane Lima Piske

Data: 15/11/19 - das 20h às 21:30h

Conferência de 15 de novembro de 2019 - Nathan Oliveira Peixoto

Sala de Conferências: clique aqui para acessar

Logo do STIS

Nathan Peixoto Oliveira

TÍTULO: A Evolução da Universidade no Contexto do EaD e Software Livre

Nome: Nathan Peixoto Oliveira

Instituição: Université de Bordeaux (França)

Resumo: O conceito da educação a distância possui concordância com o contexto histórico, político, social e a constante evolução da tecnologia da informação e comunicação. Além disso, a EaD aliada à tecnologia tem possibilitado o proveito da economia de escala e alcance de público mais amplo e diversificado. Como forma de ampliar sua capilaridade, se faz necessário uma maior propagação do uso de softwares livres para a democratização do ensino e aprendizagem.

registro de 15/novembro/2019

Registro da Conferência em chat escrito, de 14 de novembro de 2019:

 

A Evolução da Universidade no Contexto do EaD e Software Livre

Nathan Oliveira Peixoto

Coordenador: Jader Silveira

Mediadora: Eliane Lima Piske

 

[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [19:59:31 -03] Tópico    Você definiu o tópico do canal para "A Evolução da Universidade no Contexto do EaD e Software Livre - autor: Nathan Peixoto Oliveira (Université de Bordeaux)  (não vai usar slides) ||15 de novembro de 2019 - 20:00 || stis.textolivre.org ||".
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:00:59 -03] <jader_silveira>    Boa noite! Para quem ainda não me conhece: Meu nome é Jader Luís da Silveira, sou Professor e colaborado no Grupo Texto Livre (Fale/UFMG). Estou coordenando o Bloco 3: A Educação, suas tecnologias e a (re)organização dos processos de ensino e aprendizagem.
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:01:27 -03] <jader_silveira>    Essa conferência encerra o ciclo de conferências desse período
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:01:46 -03] <jader_silveira>    Nessa semana tão linda, do Grupo Texto Livre!!
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:01:52 -03] <jader_silveira>    Em nome do Grupo, agradeço a presença de cada um, em especial o conferencista Nathan Peixoto Oliveira e a coordenadora dessa mesa, Eliane Piske.
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:02:08 -03] <jader_silveira>    Aproveito também para agradecer novamente a Professora Ana Matte, diretora do Grupo Texto Livre da Faculdade de Letras da UFMG, por essa nova oportunidade e pela presença na conferência.
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:02:09 -03] <nathanpeixoto>    :]
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:02:26 -03] <jader_silveira>    O Grupo Texto Livre dedica-se desde 2006 a promover a integração de atividades acadêmicas com o Software Livre e suas comunidades, sempre no melhor espírito da Cultura Livre e da Ciência Aberta.
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:02:39 -03] <jader_silveira>    Como sabemos, STIS é uma troca, de pessoas para pessoas interessadas em interdisciplinaridade.
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:02:46 -03] <jader_silveira>    Promovido desde 2011 pelo grupo Texto Livre, o STIS privilegia a interação no chat escrito em virtude da abertura de acesso que o registro das conferências, após as mesmas, garante.
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:03:00 -03] <jader_silveira>    Lembretes bons de lembrar: a) para receber o certificado de participação, além da presença é necessário preencher o formulário disponível na página do STIS.
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:03:09 -03] <jader_silveira>    b) cole frases curtas, no máximo 3 linhas A4, para que o chat não corte sua mensagem.
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:03:16 -03] <jader_silveira>    c) use preferencialmente um nick do tipo NomeSobrenome ou Nome_Sobrenome para evitar confusões.
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:03:31 -03] <jader_silveira>    O certificado será encaminhado por e-mail no decorrer da semana. Lembre-se que é necessário preencher o formulário do site para receber o certificado, o que deve ser feito no máximo hoje.
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:03:51 -03] <jader_silveira>    Para dar início às atividades, convido para coordenar esta mesa a professora Eliane Lima Piske.
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:04:02 -03] <jader_silveira>    Eliane é graduada em Pedagogia pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG), mestra e doutoranda em Educação Ambiental, também pela FURG. Participa do grupo ECOinfâncias (FURG) e é colaboradora do Grupo Texto Livre (Fale/UFMG).
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:04:11 -03] <elianepiske>    Boa noite, pessoal! Aproveito a oportunidade para agradecer ao Jader pelo convite e acolhida, gratidão! É um prazer estar com todos vocês, especialmente pelo privilégio de mediar as discussões propostas pelo Nathan, tenho certeza que teremos ótimas construções, consequentemente vamos compartilhar conhecimentos no coletivo. Obrigada pela
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:04:12 -03] <elianepiske>    oportunidade! Vamos a apresentação do nosso colega, Nathan!
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:04:12 -03] <jader_silveira>    E então, Eliane Piske, vamos começar?
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:04:45 -03] <elianepiske>    Nathan Peixoto Oliveira possui Doutorado e mestrado em administração pela Université de Bordeaux (França). Ele é especialista em gestão de projetos pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e engenheiro de produção formado pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Professor formador pela UFMG na Pós-Graduação Lato Sensu em
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:04:46 -03] <elianepiske>    Gestão de Instituições Federais de Educação Superior (GIFES), professor mediador EaD, possui experiência como professor e coordenador de matemática da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e em gestão empresarial.
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:05:00 -03] <elianepiske>    Seja bem-vindo! Podes, por favor começar tua apresentação. Obrigada!
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:05:58 -03] <nathanpeixoto>    Muito boa noite a todos, gostaria de agradecer o convite dado pela comunidade Texto Livre, Agradecer a mediadora Eliane Piske e o convite feito por Jader Silveira. É um prazer estar com vocês!
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:06:25 -03] <Paulo_Soares>    :]
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:06:33 -03] <nathanpeixoto>    Conforme puderam perceber pela temática, iremos abordar 3 diferentes temáticas esta noite.
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:06:37 -03] <nathanpeixoto>    1. O Ensino a Distância; 2. O Ensino a Distância no Brasil; 3. As Tecnologias de Informação e Comunicação.
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:06:46 -03] <nathanpeixoto>    Pretendo dividir em 20 minutos cada
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:07:02 -03] <nathanpeixoto>    Abrindo pequenas discussões e trocas ao final de cada uma.
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:07:39 -03] <nathanpeixoto>    Começando pelo Ensino a Distância, irei usar a referência de uma especialista no assunto
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:08:27 -03] <nathanpeixoto>    Nara Maria Pimentel da Universidade Federal de Santa Catarina
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:09:15 -03] <nathanpeixoto>     Antes de abordar o EaD propriamente dito, devemos lembrar que o conceito da educação a distância possui concordância com o contexto histórico, político, social e a constante evolução da tecnologia da informação e comunicação.
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:09:42 -03] <nathanpeixoto>    Sobre sua definição, após pesquisas, pude constatar que
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:10:01 -03] <nathanpeixoto>    a sua definição possui diversidade conceitual que é perceptível entre os autores, entretanto, todas possuem como convergência aspectos como distância física entre professor e aluno, forma de estudo e promoção da interação através do uso de tecnologias da informação e comunicação.
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:10:52 -03] <nathanpeixoto>    Nossa legislação, por meio do Decreto 2.494, de 10 de fevereiro de 1998, define como:
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:11:04 -03] <nathanpeixoto>    "Educação a Distância é uma forma de ensino que possibilita a auto-aprendizagem, com a mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados, apresentados em diferentes suportes de informação, utilizados isoladamente ou combinados, e veiculados pelos diversos meios de comunicação
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:11:35 -03] <nathanpeixoto>    Estando definidos seus contextos e denominações, temos que
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:12:05 -03] <nathanpeixoto>    em uma perspectiva histórica, os primeiros indícios da existência da educação a distância surgiram na Grécia e logo depois em Roma através de correspondências que traziam informações científicas.
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:12:30 -03] <nathanpeixoto>    Migrando para o novo continente (EUA),
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:12:52 -03] <nathanpeixoto>    Em 1728 o professor Cauleb Phillips passa a enviar lições por correspondências para pessoas interessadas a aprender, possibilitando que sejam instruídas
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:13:22 -03] <nathanpeixoto>    Na Suécia em 1833 surgem os primeiros indícios da educação a distância e na Inglaterra em 1840.
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:14:01 -03] <nathanpeixoto>    Segundo a autora, já mencionada, Nara Pimentel (2006), a institucionalização da educação a distância teve seu marco no século XIX
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:14:34 -03] <nathanpeixoto>    Mas recentemente, aí estamos falando de década de 60 e 70,
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:14:58 -03] <nathanpeixoto>    a educação a distância, embora mantendo os materiais escritos como base, passou a incorporar articulada e integradamente o áudio e o videocassete, as transmissões de rádio e televisão
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:15:43 -03] <nathanpeixoto>    Moreno (2016), nos diz que o avanço da educação e da tecnologia da informação e comunicação têm incentivado a educação a distância possibilitando o proveito da economia de escala e alcance de público mais amplo e diversificado
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:16:35 -03] <nathanpeixoto>    De ganhos, temos principalmente o proveito da economia de escala e alcance de público mais amplo e diversificado
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:16:57 -03] <nathanpeixoto>    Faço uma pausa nessa primeira temática (EaD)
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:17:42 -03] <nathanpeixoto>    E antes de abrimos a segunda, gostaria de saber se há alguma dúvida ou percepção sobre os avanços feitos até então
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:17:51 -03] <nathanpeixoto>    E o que esperam que ainda teremos
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:19:24 -03] <Tailine_Aquino>    Não há dúvidas no momento +nathanpeixoto
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:19:36 -03] <mcop>    O que você acha das redes sociais na educação a distância?
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:19:37 -03] <elianepiske>    Que bacana, Nathan a primeira temática abordada. Parabéns! As tecnologias deviam (devem) fazer parte das aprendizagens, consequentemente a mediação dos recursos didáticos, como garante o Decreto 2.494: “(...) com a mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados, apresentados em diferentes suportes de informação, utilizados
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:19:38 -03] <elianepiske>    isoladamente ou combinados, e veiculados pelos diversos meios de comunicação (...)”. Fiquei pensando nessa garantia e vou aguardar para as demais temáticas, obrigada!
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:20:47 -03] <nathanpeixoto>    mcop, Acredito que as redes sociais tem aumentado a potencialidade da comunicação, vemos exemplos de virais, fake news (o termo pós-verdade foi o termo mais usado no último ano segundo o dicionário Cambridge),
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:21:51 -03] <nathanpeixoto>    Todavia, não vemos um correto direcionamento dessa potencialidade para a educação, ainda permanece mal explorado, embora já estamos vendo mudanças pontuais como redes de ensino virtuais integrada as redes sociais
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:22:33 -03] <jader_silveira>    As redes sociais são ferramentas de alto potencial na EAD, porém ainda não são usadas como deveriam...
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:22:34 -03] <nathanpeixoto>    Bom, podemos iniciar a segunda sessão?
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:22:47 -03] <nathanpeixoto>    jader_silveira, Isso mesmo
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:22:50 -03] <jader_silveira>    Elas poderiam nos oferecer muito mais na EAD, não é?
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:23:20 -03] <nathanpeixoto>    Sim, ótima contribuição Jader
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:23:41 -03] <nathanpeixoto>    Temos alguns AVAs começando a engatinhar neste quesito
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:23:46 -03] <nathanpeixoto>    Mas são protótipos
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:23:57 -03] <Tailine_Aquino>    Minha graduação foi na modalidade EAD. O AVA era muito bom.
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:24:04 -03] <nathanpeixoto>    AVAs para quem não conhece, são Ambientes Virtuais de Aprendizagem
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:24:27 -03] <nathanpeixoto>    Tailine_Aquino, qual era?
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:25:01 -03] <Tailine_Aquino>    Sou formada pela Universidade Federal do Ceará. O AVa era o SOLAR 2.0
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:25:07 -03] <nathanpeixoto>    Bom, podemos adentrar nesse assunto
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:25:32 -03] <nathanpeixoto>    Caso alguém da sala não conheça ainda, Ambientes Virtuais de Aprendizagem, também conhecidos como ambientes educativos multiplataforma e conectados à internet.
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:25:45 -03] <nathanpeixoto>    Ao contrário do que muitos acham,
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:25:54 -03] <nathanpeixoto>    o Brasil não está nada para trás nesse quesito
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:26:14 -03] <nathanpeixoto>    O mais conhecido, acredito que vocês já ouviram falar, é o Moodle
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:26:35 -03] <nathanpeixoto>    Ele foi criado na Curtin University of Technology, na Australia
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:26:59 -03] <nathanpeixoto>    Mas, nacionalmente e com muito orgulho, temos ótimos AVAs criados
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:27:03 -03] <nathanpeixoto>    A exemplo:
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:27:15 -03] <nathanpeixoto>    AulaNet (PUC-RJ – Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro)
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:27:26 -03] <nathanpeixoto>    ProInfo (MEC – Ministério da Educação e Cultura)
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:27:32 -03] <nathanpeixoto>    PVANet (UFV –Universidade Federal de Viçosa)
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:27:43 -03] <nathanpeixoto>    e TelEduc (UNICAMP –Universidade Estadual de Campinas)
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:28:11 -03] <nathanpeixoto>    Dá para perceber que temos um terreno fértil e que no Brasil fazemos educação
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:28:20 -03] <nathanpeixoto>    Seja em universidades privadas ou públicas
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:29:00 -03] <nathanpeixoto>    O EaD no Brasil, que é nossa segunda temática, existe há mais de 1 século
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:29:21 -03] <nathanpeixoto>    Foi em 1904, que surge a primeira iniciativa para educação a distância, pela modalidade de ensino por correspondência, quando instituições privadas ofereciam cursos de iniciação profissional em áreas técnicas, sem necessidade de estudos anteriores.
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:29:52 -03] <nathanpeixoto>    O modelo foi consagrado na metade do século XX através da criação do Instituto Monitor (1939), Instituto Universal Brasileiro e outras instituições que atenderam mais de três milhões de alunos através do ensino por correspondência segundo Pimentel (2006).
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:30:12 -03] <nathanpeixoto>    3 milhões de alunos para ensino por correspondência é bastante expressivo.
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:30:42 -03] <nathanpeixoto>    Tivemos as rádios brasileiras emplacando também.
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:30:59 -03] <nathanpeixoto>    A primeira foi a Rádio-escola no estado do Rio de Janeiro
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:31:17 -03] <nathanpeixoto>    Também conhecida como Rádio Roquete-Pinto
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:31:22 -03] <nathanpeixoto>    Estudantes tinham acesso prévio a folhetos e esquemas de aulas. Utilizava também correspondência para contato com estudantes.
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:31:56 -03] <nathanpeixoto>    Em SP, 1939, surgiu o Instituto Universal Brasileiro, em São Paulo.
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:32:44 -03] <nathanpeixoto>    Muitas rádios promovidas pelas igrejas transmitiam canais educativos. Era um meio de educar e transmitir a fé ao mesmo tempo.
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:33:27 -03] <nathanpeixoto>    Em 1972, o Governo Federal enviou à Inglaterra um grupo de educadores, tendo à frente o conselheiro Newton Sucupira: o relatório final marcou uma posição reacionária às mudanças no sistema educacional brasileiro, colocando um grande obstáculo à implantação da Universidade Aberta e a Distância no Brasil.
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:33:57 -03] <nathanpeixoto>    Sim, é o mesmo Sucupira da Plataforma da CAPES
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:34:15 -03] <nathanpeixoto>    O famoso Periódicos CAPES
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:34:35 -03] <nathanpeixoto>    Para os mais novos,
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:34:54 -03] <nathanpeixoto>    Tivemos a Fundação Roberto Marinho na década de 70
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:35:02 -03] <nathanpeixoto>    O famoso Telecurso 2000
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:35:27 -03] <nathanpeixoto>     e em 1992, foi criada a Universidade Aberta de Brasília
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:35:49 -03] <nathanpeixoto>    Ainda segundo Pimentel (2006), na década de 1970 e 1980 fundações privadas e organizações não governamentais iniciam a oferta de cursos supletivos a distância através da teleducação. Sendo a década de 1990 o período que a maior parte das intuições de ensino superior se mobilizaram para a educação a distância.
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:36:15 -03] <nathanpeixoto>    Assim, fecho o segundo tema, EaD no Brasil
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:36:25 -03] <nathanpeixoto>    E abro para perguntas, discussões, colaborações
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:37:26 -03] <Paulo_Soares>    nathanpeixoto, achei bacana demais as menções históricas acerca da Educação a Distância, trazidas nessa noite pelo Nathan! Muito relevantes também as várias reflexões e exposições sobre a EaD como modalidade de ensino.
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:37:56 -03] <nathanpeixoto>    Muito obrigado Paulo_Soares
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:38:13 -03] <Paulo_Soares>    Gostaria de deixar um questionamento sobre EaD e Pós-Graduação Stricto Sensu no cenário brasileiro. Na percepção do conferencista nathanpeixoto por que o acesso a mestrados e doutorados à distância ainda não se efetivou em nosso País? O que motiva esse “atraso”?
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:38:30 -03] <jader_silveira>    Gostei, Paulo!!!
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:38:36 -03] <elianepiske>    Que bacana, Nathan a primeira temática abordada. Parabéns! As tecnologias deviam (devem) fazer parte das aprendizagens, consequentemente a mediação dos recursos didáticos, como garante o Decreto 2.494: “(...) com a mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados, apresentados em diferentes suportes de informação, utilizados
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:38:37 -03] <jader_silveira>    Excelente questão!!!
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:38:37 -03] <elianepiske>    isoladamente ou combinados, e veiculados pelos diversos meios de comunicação (...)”. Fiquei pensando nessa garantia e vou aguardar para as demais temáticas, obrigada!
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:39:01 -03] <elianepiske>    Nathan, a EaD sempre é uma temática que chama minha atenção, talvez pela possibilidade de ter cursado a graduação em pedagogia na modalidade EaD com a utilização da Plataforma Moodle 2.6 na Secretaria de Educação a Distância pela Universidade Federal do Rio Grande- SEaD/FURG. Gostei bastante da tua apresentação ao longo da época da
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:39:02 -03] <elianepiske>    EaD no Brasil, acho ótimo conhecer um pouco para chegar na EaD hoje. Não é mesmo?
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:39:21 -03] <elianepiske>    Ótima questão proposta pelo Paulo para falar do agora
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:40:07 -03] <nathanpeixoto>    Pois então Paulo_Soares, existem várias frentes. A primeira se refere ao descrédito dado ao EaD como modalidade nova, que como toda inovação, trouxe estranheza para acadêmicos, para o mercado de trabalho e para o governo.
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:40:26 -03] <nathanpeixoto>    Com o passar do tempo e a ampla disseminação desta modalidade, passou-se por uma segunda peneira,
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:40:32 -03] <nathanpeixoto>    como regulamentar no Brasil
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:40:55 -03] <nathanpeixoto>    O MEC buscou-se benchmarking no exterior, em especial nos EUA
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:41:12 -03] <nathanpeixoto>    E estamos avançando a passos lentos, porém avançando
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:41:41 -03] <nathanpeixoto>    É ainda muito recente que foi aprovado o EaD para Doutoramentos, por exemplo
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:42:02 -03] <jader_silveira>    É interessante essa proposta da Pós Graduação Stictuo Sensu a distância....
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:42:11 -03] <nathanpeixoto>    Vou ler sua questão Eliane_Piske
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:42:28 -03] <Tailine_Aquino34>    A EaD é uma modalidade excelente, mas no meu ponto de vista, muitos alunos quando iniciam a graduação desistem no início. Muitos não conseguem ter autonomia e dedicar ao curso a distância.
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:42:35 -03] <jader_silveira>    Até porque na graduação já se forma diversos profissionais.... que também são sérios... são profissionais como outros...
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:42:42 -03] <Paulo_Soares>    EaD para Doutoramentos só depois que for concluído todo o período de avaliação dos primeiros mestrados totalmente EaD.
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:43:22 -03] <Paulo_Soares>    Digo, avaliação quadrienal da Capes
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:43:33 -03] <jader_silveira>    Seria bastante válido mestrado, doutorado a distância, esse descrédito do MEC já deveria ter sido combatido há tempos rsrs..
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:43:37 -03] <nathanpeixoto>    Perfeito Eliane_Piske fico feliz que o EaD tenha lhe possibilitado novas frentes de atuação e essa é a ideia, formar professores e melhorar a educação básica brasileira
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:43:43 -03] <nathanpeixoto>    esse é o foco do governo atualmente
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:44:08 -03] <Paulo_Soares>    Mas gostei de seu retorno ao meu questionamento... é uma questão a se debater muito. Valeu mesmo, nathanpeixoto!
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:44:29 -03] <nathanpeixoto>    Tailine_Aquino34, sim, ainda existe um foco na implementação dos sistemas educacionais e má gestão dos stakeholders
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:45:01 -03] <Paulo_Soares>    Concordo com as suas exposições, professor jader_silveira!
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:45:04 -03] <nathanpeixoto>    ou seja, má acompanhamento de alunos, mediadores, forma de disponibilizar conteúdo e atrair a atenção dos jovens que consomes informação em segundos
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:46:57 -03] <nathanpeixoto>    Sobre as TICs
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:47:16 -03] <nathanpeixoto>    Estamos atualmente tentando informatizar
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:47:34 -03] <nathanpeixoto>    e melhorar a gestão do ensino com a Tecnologia da Informação
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:48:01 -03] <nathanpeixoto>    estamos na era da programação por robôs e inteligência artificial
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:48:36 -03] <nathanpeixoto>    Queremos medir o desempenho dos nossos alunos e dar feedbacks da melhor forma possível
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:48:40 -03] <nathanpeixoto>    e isso envolve:
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:48:57 -03] <nathanpeixoto>    Avaliações on-line: recebimento das tarefas pelos alunos, o feedback dado pelos professores e o  registro das informações referentes a atividade.
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:49:24 -03] <nathanpeixoto>    Melhora nos chats, também conhecido como bate-papo, que possibilita o diálogo virtual e em tempo real entre professores e alunos  utilizando como meio a plataforma de ensino.
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:49:43 -03] <nathanpeixoto>    Todavia, a nova geração, chamada de chat 2.0 utiliza IoT
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:50:11 -03] <nathanpeixoto>    A internet das coisas, onde existe comunicação não apenas pessoa-pessoa, mas pessoa-objeto e objeto-objeto
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:50:22 -03] <nathanpeixoto>    é a nova era robotizada dos AVAs
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:50:55 -03] <nathanpeixoto>    Outro fator que ainda é muito pouco explorado
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:51:00 -03] <nathanpeixoto>    são das FAQs
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:51:06 -03] <nathanpeixoto>    FAQ (Frequently Asked Questions)
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:51:13 -03] <nathanpeixoto>    Eu particularmente uso muito pouco
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:51:22 -03] <nathanpeixoto>    e quase nunca encontro as dúvidas que procuro
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:51:53 -03] <nathanpeixoto>    Quantas vezes não tivemos que falar com atendentes ou ligarmos ou irmos no polo (no cenário educacional)
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:51:59 -03] <nathanpeixoto>    para resolvermos nossos problemas?
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:52:12 -03] <nathanpeixoto>    O Machine Learning está trabalhando neste quesito
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:52:24 -03] <nathanpeixoto>    tentando mapear e prever comportamentos
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:53:03 -03] <nathanpeixoto>    Conhecendo melhor o perfil dos alunos, dos polos, das regiões para melhor atender a comunidade acadêmica
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:53:29 -03] <nathanpeixoto>    Estavamos falando das redes sociais
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:53:48 -03] <nathanpeixoto>    Novos protótipos de AVAs já integram murais as redes sociais
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:54:04 -03] <nathanpeixoto>    Para quem não conhece, o mural, geralmente presente na página principal do ambiente virtual, é uma forma de comunicação assíncrona por lembretes e avisos entre a gestão acadêmica, professores e alunos.
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:54:43 -03] <nathanpeixoto>    Há então um integração de murais com Tweets, por exemplo
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:55:15 -03] <nathanpeixoto>    Por fim, extamos gerando relatórios mais robustos, ele é utilizado como forma de gestão, permite o acompanhamento não apenas dos professores, mas a autogestão pelos alunos. Traz informações de acesso, nível de participação, controle de mensagens, avaliações e status de tarefas.
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:55:40 -03] <nathanpeixoto>    Bom, encerro esta terceira temática
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:55:50 -03] <nathanpeixoto>    E abro a perguntas, comentários, percepções
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:58:10 -03] <jader_silveira>    Pois é, Professor, as suas percepções são ótimas!!! Gostei inclusive da questão dos FAQs....
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:58:45 -03] <nathanpeixoto>    obrigado jader_silveira
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:59:19 -03] <Tailine_Aquino34>    Pretendo fazer um artigo sobre a modalidade EaD, pois é uma área de grande interesse e apesar de existir há muito tempo, existem pessoas que não conhecem os seus benefícios.
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:59:29 -03] <nathanpeixoto>    Paulo_Soares, só um esclarecimento, nao sei se ficou pouco claro, o doutorado EaD foi aprovado porém não implementado
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:59:41 -03] <nathanpeixoto>    Como vocês mesmo disseram, tudo é ainda recente
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [20:59:55 -03] <jader_silveira>    Muitas vezes eles são ferramentas até "inúteis" em muitas ocasiões.... Daí esse aprendizado pela máquina, que acaba fazendo com que os alunos procurem recursos presenciais para sanar dúvidas (saindo da EAD)
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [21:00:08 -03] <nathanpeixoto>    A CAPES abriu final de agosto propostas para cursos de mestrado EaD
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [21:00:25 -03] <Eliane_Piske>    condicionantes que envolvem estar ao permanecer na EaD, mas é ótimo contar com a autogestão atual, cada dia ousamos e podemos mais (...). Apresentação linda, parabéns!! Pois, nos possibilita conhecer a longa trajetória da EaD até o reconhecimento desta modalidade de ensino. Obrigada por compartilhar tuas percepções conosco, foi incrível!
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [21:00:38 -03] <AnaMatte>    Natha, parabéns pelo trabalho, muito denso, muitas informações, obrigada! Teremos muito a conversar!
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [21:00:39 -03] <nathanpeixoto>    Tailine_Aquino34, que maravilha, o que puder ser útil na escrita do artigo, conte comigo
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [21:00:58 -03] <jader_silveira>    Esse processo não pode se repetir na pós graduação stricto sensu, que está para iniciar, conforme foi dito
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [21:01:02 -03] <nathanpeixoto>    AnaMatte , Muito obrigado, tenho certeza que sim
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [21:01:21 -03] <Tailine_Aquino34>    Fiz recentemente um curso sobre a plataforma Moodle pela Universidade de Mato Grosso. Um curso maravilhoso!
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [21:01:45 -03] <nathanpeixoto>    Eliane_Piske , o prazer foi todo meu
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [21:02:50 -03] <nathanpeixoto>    Tailine_Aquino34 , sim, embora ainda precisemos avanças, estou bem orgulhoso dos avanços das AVAs criadas nas universidades brasileiras
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [21:03:21 -03] <nathanpeixoto>    Pude acompanhar avanços em algumas e tenho certeza que estamos no caminho certo, temos ótimos profissionais técnicos e acadêmicos
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [21:03:38 -03] <nathanpeixoto>    Bom, no mais, era isso e fico aberto ao público
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [21:03:45 -03] <Paulo_Soares>    Sim, verdade, nathanpeixoto, me equivoquei ao fazer o meu comentário sobre o assunto. Doutorado EaD foi aprovado, a operacionalização disso é que vai demorar um tempo... Obrigado, mais uma vez!
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [21:04:13 -03] <Tailine_Aquino34>    +nathanpeixoto com certeza!
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [21:04:18 -03] <nathanpeixoto>    Paulo_Soares, Maravilha Paulo, será um ganho para todos nós. Espero realmente que possamos avançar.
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [21:05:31 -03] <nathanpeixoto>    jader_silveira, Eliane_Piske , passo a palavra para vocês
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [21:05:56 -03] <jader_silveira>    Então.. alguma consideração, Eliane?
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [21:06:34 -03] <Eliane_Piske>    nathanpeixoto, apenas podemos agradecer. Gratidão! Como disse a acris certo que vamos conversar muito mais!
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [21:07:09 -03] <Eliane_Piske>    jader_silveira, obrigada pela oportunidade! Desculpa algumas quedas da Internet
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [21:07:16 -03] <nathanpeixoto>    Eliane_Piske e jader_silveira, muitíssimo obrigado pelo espaço cedido, agradeço ao Texto Livre pela oportunidade. E a todos aqui presentes.
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [21:07:28 -03] <Paulo_Soares>    Parabéns, nathanpeixoto Sua apresentação nos trouxe riquezas de detalhes para (re)pensarmos o ontem, o hoje e o amanhã da EaD.
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [21:07:30 -03] <jader_silveira>    Muitíssimo obrigado, Professor Nathan pela brilhante conferência. Em nome do Grupo Texto Livre lhe agradeço... momento também para agradecer a todos os presentes nesse momento tão especial.
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [21:07:56 -03] <jader_silveira>    Também agradeço a presença do Professor Paulo Soares, que coordenou esse evento em duas oportunidades esse ano, e ainda a Mariana, coordenadora da conferência de ontem.. enfim, a todos os conferencionistas que passaram por aqui nesse ano.
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [21:08:28 -03] <jader_silveira>    Muito obrigado Professora Eliane pela mediação nesses dois dias de conferências e, Professora Ana Matte, pela oportunidade!!
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [21:08:47 -03] <jader_silveira>    E esse agradecimento estendo a todos os colegas do Grupo Texto Livre, por essa experiência incrível, na qual espero poder continuar colaborando sempre.... Contem comigo.
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [21:08:51 -03] <Paulo_Soares>    Parabéns, Jader, pela coordenação do bloco, com enfoque em temática muito pertinente e atual, por sinal.
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [21:09:12 -03] <Paulo_Soares>    Saúdo também a estimada professora Eliane Piske, grande colaboradora do Grupo Texto Livre/UFMG e do STIS, em particular. Boa noite também à nossa coordenadora, professora Ana Cristina, que se faz presente nessa sala. Enfim, foi uma noite de muita aprendizagem, com certeza! Boa noite a todos e todas!
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [21:09:15 -03] <acris>    clap clap clap
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [21:09:22 -03] <nathanpeixoto>    jader_silveira, e Paulo_Soares, os parabenizo pela organização ímpar
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [21:09:23 -03] <jader_silveira>    Meu muitíssimo obrigado!!!!!
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [21:09:26 -03] <Paulo_Soares>    clap clap clap
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [21:09:30 -03] <Eliane_Piske>    Obrigada, jader_silveira!!! Gratidão!
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [21:09:36 -03] <Eliane_Piske>    Boa noite!
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [21:09:40 -03] <acris>    clap clap clap
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [21:09:55 -03] <nathanpeixoto>    Boa noite a todos! ;D
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [21:10:11 -03] <jader_silveira>    Ahhh... Não deixem de fazer a sua AVALIAÇÃO sobre a conferência de hoje... Acesse já o formulário de avaliação disponível na página do STIS.
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [21:10:22 -03] <Tailine_Aquino34>    Parabéns a todos os envolvidos! Excelente!
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [21:10:56 -03] <Paulo_Soares>    Ok, farei a avaliação. Um abraço
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [21:11:09 -03] <jader_silveira>    Muitíssimo obrigado a todos e até a próxima. Grande abraço e ótima noite!!
[sexta-feira, 15 de novembro de 2019] [21:11:31 -03] <nathanpeixoto>    Boa noite a todos!