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Registro das Conferências em Chat

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2019

Site: Texto Livre Eventos
Curso: XIII Congresso Internacional de Linguagem e Tecnologia Online
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Data: terça, 7 jul 2020, 12:55

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2019

XIII CILTEC-Online

13 de novembro - Mariana Furst

A importância da inovação no ensino e aprendizagem de alunos bilíngues

Por Mariana Furst – UCSB

13 de novembro de 2019 às 20h

Sala de Conferências do CILTEC

Coordenador e Moderador: Carlos Henrique Silva de Castro

Os slides podem ser acessados na sala de conferências

LOG

‎[19:53] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Boa noite, MarianaFurst!
‎[19:53] ‎<‎acris‎>‎ boa noite, MarianaFurst
‎[19:53] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Obrigado por aceitar nosso convite.
‎[19:53] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Boa noite, querido!
‎[19:54] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Boa noite, Mateus2000!
‎[19:54] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ <3
‎[19:54] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ É um enorme prazer estar aqui apresentando com vocês
‎[19:54] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Mais 7 minutinhos e começamos. Tô curioso. :)
‎[19:55] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ <3
‎[19:58] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Boa noite, eliane_mila!
‎[19:59] ‎<‎eliane_mila‎>‎ Boa noite Carlos
‎[19:59] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Boa noite, elaineteixeira!
‎[19:59] ‎<‎elaineteixeira‎>‎ Oieeee
‎[19:59] ‎<‎elaineteixeira‎>‎ boa noite!!!
‎[20:00] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ O código dos slides é 2019-Mariana , car@s congresssistas!
‎[20:00] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Mais um pouquinho e apresento a MarianaFurst :)
‎[20:02] ‎<‎elaineteixeira‎>‎ ok!
‎[20:04] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Boa noite, marinamorenass!
‎[20:04] ‎<‎marinamorenass‎>‎ Olá, Calos, querido!
‎[20:05] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ MarianaFurst, posso começar?
‎[20:05] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ sim
‎[20:06] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Car@s congressistas, o código para ver os slides da MarianaFurst é 2019-Mariana
‎[20:06] ‎<‎pedrojunior‎>‎ Boa noite! Obrigado!
‎[20:06] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Usem esse código no lado direito das suas telas.
‎[20:07] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Trazemos nesta conferência de encerramento do XIII CILTec a professora Mariana Furst
‎[20:08] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Sua conferência apresentar alguns resultados de seu estágio pós-doutoral na University of California in Santa Barbara
‎[20:08] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ O título da conferência é "A importância da inovação no ensino e aprendizagem de alunos bilíngues"
‎[20:08] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Mariana Furst é Visiting Scholar na University of California, Santa Barbara - UCSB, Pós-Doutora em Linguística do Texto e do Discurso pela Universidade Federal de Minas Gerais; Doutora em Linguística do Texto e do Discurso pela Universidade Federal de Minas Gerais;
‎[20:08] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Mestre em Linguística dos Gêneros e Tipos Textuais pela UFMG; e graduada em Letras, Português pela UFMG.
‎[20:09] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Pesquisadora do Grupo de Estudos da Oralidade e da Escrita (GEOE) da Faculdade de Letras da UFMG, certificado pelo CNPq, desde 2004.
‎[20:09] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Atuou como professora das disciplinas Português Para Estrangeiros e Leitura e Produção de Textos em Língua Portuguesa, na Faculdade de Letras da UFMG, de agosto de 2008 a fevereiro de 2014 e como coordenadora de tutores e monitores da mesma disciplina durante o ano de 2013. Na graduação atuou como professora de Língua Portuguesa,
‎[20:09] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Comunicação Empresarial e Metodologia Científica. Seu principal interesse é em produção de textos orais e escritos.
‎[20:09] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Professora Mariana Furst, seja muito bem-vinda a esta que também é sua casa.
‎[20:10] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ A partir de agora teremos 40 minutos de exposição e outros 20 minutos para debate.
‎[20:10] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Muito obrigada, Carlos e Ana!
‎[20:10] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Boa noite a todos!
‎[20:10] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ A palavra é toda sua, MarianaFurst!
‎[20:10] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Lembrando: o código para ver os slides da MarianaFurst é 2019-Mariana
‎[20:10] ‎<‎carlasobreira‎>‎ Boa noite Carlos.Boa noite Profa.Mariana
‎[20:11] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Vocês não fazem a ideia do prazer que sinto por estar aqui compartilhando conhecimento com vocês
‎[20:11] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Hoje vou falar um pouco da pesquisa etnográfica desenvolvida em sala de aula de escola pública no condado de Santa Bárbara, Califórnia, Estados Unidos. A pesquisa em questão iniciou no dia 1º de março de 2016 e se estendeu até o dia 30 de junho de 2018.
‎[20:12] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ O que inicialmente era apenas uma pesquisa realizada a partir de observações de aulas de língua inglesa, análises de materiais didáticos e entrevistas com professores, com o tempo foi tomando uma dimensão maior.
‎[20:12] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Constatei que analisar as aulas e estratégias educacionais para o tratamento da linguagem oral nas escolas do condado de Santa Bárbara, não era suficiente para que se criasse um processo de intervenção no tratamento da linguagem oral nas aulas de língua. Observei, então, a necessidade de se entender um pouco mais sobre as diferenças
‎[20:12] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ culturais entre a educação americana e brasileira, além da necessidade de se realizar pesquisa etnográfica nas escolas em questão.
‎[20:13] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Exatamente durante esse período eu fui selecionada para lecionar uma disciplina de Sociolinguística para alunos bilíngues do último ano letivo do Ensino Médio em uma escola na cidade de Santa Bárbara
‎[20:13] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ e pude finalmente receber a autorização para criar atividades, filmar, fotografar, entrevistar, enfim, desenvolver a pesquisa da maneira que eu tanto almejava. Dessa forma, a pesquisa etnográfica e as atividades foram todas realizadas em sala de aula bilíngue do 3º ano do Ensino Médio,
‎[20:14] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ a disciplina lecionada em questão era a Sociolinguística, AVID (Advancement Via Individual Determination ) Class
‎[20:14] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Vocês podem estar estranhando o termo AVID
‎[20:15] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ São disciplinas que visam capacitar os alunos de alguma maneira específica
‎[20:15] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ No caso da minha em questão tinha como objetivo principal desenvolver as habilidades orais dos meus alunos a fim  de empoderá-los linguisticamente, para que além de serem inseridos no mercado de trabalho com um diferencial, por serem pessoas bilingues, estivessem motivados a cursar uma graduação.
‎[20:16] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Para que isso fosse possível era necessário desmistificar a ideia de que existe uma língua melhor do que a outra.
‎[20:16] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ A decisão de realizar a pesquisa nessa classe do 3º ano do Ensino Médio se deu predominantemente pelas características na turma em questão. Trata-se de uma turma bilíngue de imigrantes, alunos de diferentes culturas, com histórias escolares marcadas por dificuldade de aprendizagem e desfavorecidos economicamente.
‎[20:17] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Para melhor ilustrar esse aspecto, citarei a apresentação pessoal de uma aluna em nosso primeiro encontro.
‎[20:17] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Como se trata de uma turma bilíngue, alunos falantes de Língua Inglesa e Língua Espanhola, no primeiro dia de aula, entrei em sala de aula e me apresentei para a turma em minha Língua Nativa, Português, e logo depois fiz a minha apresentação em inglês, informei que em minha casa conversamos em português, pois acreditamos ser muito
‎[20:17] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ importante preservar a nossa cultura e língua nativa, logo após a minha apresentação eu pedi que cada um se apresentasse.
‎[20:18] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ A minha ideia com a minha apresentação em português era me aproximar dos alunos
‎[20:19] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Mostrar a eles que sou tão imigrante quanto eles
‎[20:19] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ e provavelmente temos muitas barreiras linguisticas em comum
‎[20:19] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Uma aluna teve uma crise de choro ao iniciar a sua apresentação e não conseguiu terminar. Ela me informou que não conseguia falar em público.
‎[20:20] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Preciso acrescentar um detalhe importante a esse contexto
‎[20:20] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Os meus alunos eram em sua grande maioria pertencentes ao DACA
‎[20:21] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Ou seja, filhos de imigrantes que vieram ainda pequenos morar aqui
‎[20:21] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Todos eles eram filhos de pais analfabetos ou de baxíssima escolarização
‎[20:22] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Ao longo do curso, os alunos dessa turma produziram várias apresentações orais que foram filmadas, em sua grande maioria, para que fossemos capazes de realizar uma comparação.
‎[20:22] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Ao final do curso todos os alunos fizeram uma apresentação oral, no Departamento de Educação da UCSB, de uma pesquisa que realizaram ao longo das aulas e receberam certificados de participação. A disciplina em questão faz parte do SKILLS Project (Escola, Crianças, Investigação sobre a Língua na Vida e na Sociedade) liderado pela Prof.
‎[20:22] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Dra. Jin Sook Lee do Departamento de Educação da UCSB (University of California, Santa Barbara) e possui nível de graduação, ou seja, é AVID Class (Advancement Via Individual Determination), portanto, os alunos que cursaram a disciplina em questão receberam crédito para o Ensino Superior em uma disciplina de linguística.
‎[20:23] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Conforme afirmei anteriormente, se trata de uma classe de alunos economicamente desfavorecidos e que se tornarão a primeira geração em suas famílias a cursar uma graduação.
‎[20:23] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Todos os fatos apresentados acima servem como exemplo dos aspectos que me levaram a optar por realizar essa pesquisa nessa sala de aula para investigar de que forma as oportunidades de aprendizagem foram discursivamente construídas por participantes – professora/pesquisadora e alunos – durante o ano escolar.
‎[20:24] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Na realização dessa pesquisa, explorei diferentes ângulos de análises para a produção e apresentação de casos expressivos, ou telling cases (Mitchell, 1984), representativos de como ações individuais são coordenadas com ações dos outros participantes em sala de aula. O primeiro desses ângulos analíticos possibilitou o exame dos
‎[20:24] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ processos discursivos de construção de “eventos interacionais em sala de aula”, conforme concebem Bloome e Bailey (1992). Essa análise focou nos momentos iniciais da construção da comunidade 3º ano do Ensino Médio bilíngue observada.
‎[20:24] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ O segundo ângulo analítico analisou como uma atividade proposta pela professora/pesquisadora foi discursivamente construída por uma aluna, que logo no primeiro encontro apresentou um enorme constrangimento e bloqueio em se apresentar oralmente na frente dos colegas de classe.
‎[20:25] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ A construção desse ângulo de análise também envolveu duas etapas: a primeira constituiu em identificar a perspectiva referencial (cf. Werstch, 1991), construída no plano coletivo da sala de aula, em consequência de suas interações entre os participantes.
‎[20:25] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ A segunda etapa envolveu o exame de como essa aluna realizou as tarefas que lhe foram propostas, redefinindo, nesse contexto, interacional, os papéis e relações, as demandas e expectativas, os direitos e os deveres que orientavam sua participação na classe.
‎[20:25] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Essa pesquisa consistiu de coleta de dados sistemática durante o período de um semestre letivo, mediante o minha atuação como professora e pesquisadora da turma estudada. Os dados foram coletados por meio de processo etnográfico, explorados para conduzir a análise conceitual da relação entre indivíduo e grupo e examinar as consequências
‎[20:25] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ dessa relação para a construção de oportunidades de aprendizagem em sala de aula.
‎[20:26] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Conforme informei anteriormente, meus alunos eram imigrantes bilíngues, de culturas diversas, com histórias escolares marcadas por dificuldade de aprendizagem e desfavorecidos economicamente.
‎[20:27] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Além de todas essas informações podemos acrescentar o fato de se sentirem inferiores e envergonhados por terem como língua materna uma língua diferente da língua dominante da região onde residem.
‎[20:28] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Não apenas a língua mas muitas vezes o tom de pele diferente, o comportamento etc
‎[20:28] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Empodera-los linguisticamente e mudar a mentalidade deles mostrando que ser bilingue pode abrir novas possibilidades na vida profissional exigia de mim muita inovação.
‎[20:29] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Inovação essa que vai além das tecnologias digitais, as aulas precisavam ser interessantes e envolventes.
‎[20:30] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Nos slides de 1 a 3 apresento um pouco do que eu busquei trabalhar com eles inicialmente
‎[20:30] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Foi exatamente partindo dessa constatação que eu decidi me apresentar inicialmente em Língua Portuguesa, minha língua materna, e explicar como a linguagem é em meu lar.
‎[20:30] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Todas as minhas aulas foram acompanhadas por alunos do curso de graduação em Educação da UCSB, pois esse acompanhamento faz parte das práticas de ensino por aqui.
‎[20:31] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Além de acompanhar, filmar e fotografar as aulas, esses alunos se revezavam discutindo os assuntos em pauta com a turma e muitas vezes se apresentando também.
‎[20:31] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Assim como os meus alunos, os meus estagiários eram imigrantes e tinham muito a acrescentar e a cooperar com a motivação da turma durante as aulas.
‎[@#evidosol-1][20:31] ‎<‎JoseIgnacio‎>‎ Parabéns, Mariana, pelo trabalho!
‎[20:32] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ As atividades foram todas realizadas de modo que além de tratarmos assuntos como o bilinguismo e Code switching, fizéssemos relação com as atividades realizadas em nosso dia a dia e como eles poderiam colaborar com a população e economia local usando o conhecimento linguístico e cultural deles.
‎[20:33] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Para quem não sabe, o code switching está relacionado ao uso de duas línguas no mesmo discurso
‎[20:33] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Dessa forma, eu mostrava a eles como eles eram úteis ao ajudar alguém que tinha dificuldade na língua inglesa
‎[20:34] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Muitas felez a língua materna deles era a salvação para muitas pessoas
‎[20:35] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Outro detalhe que deve ser observado é o de muitas vezes meus alunos eram os tradutores oficiais de suas famílias
‎[20:35] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Muitas famílias de imigrantes moram por aqui sem jamais aprender a língua inglesa
‎[20:35] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ o que torna o convívio social deles completamente limitado
‎[20:36] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Todo o aparato digital disponivel nas salas foram utilizados: notebooks, tabletes, vídeos, apresentações orais usando power points, entrevistas gravadas com a comunidade local e familiares.
‎[20:36] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Após todas as apresentações ponderações sobre o que poderia ser melhorado eram realizadas, não apenas pela professora/pesquisadora, mas pela turma como um todo. A formatação da sala der aula também era sempre modificada, em alguns momentos em pequenos grupos e em outros em um grande círculo a fim de que todos aproveitassem ao máximo as
‎[20:36] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ discussões.
‎[20:37] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ No slide 6 postei uma foto da sala de aula em questão
‎[20:38] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Antecipo que tenho autorizações assinadas por meus alunos e respectivos pais para utilizar as imagens e vídeos realizados durante a pesquisa
‎[20:39] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Utilizavamos as gravações das apresentações como parâmetro para o melhoramento da performance  da apresentação seguinte
‎[20:41] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ A partir de agora vamos falar um pouco da construção de oportunidade de aprendizagem
‎[20:41] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ conforme mostra o slide 8
‎[20:41] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Analisar a visão cotextualizada de aprendizagem tem consequências para a compreensão de como as oportunidades de aprendizagem são discursivamente realizadas em sala de aula. Segundo Tuyay, Jennings e Dixon (1995) as oportunidades de aprendizagem  são produzidas nas conversas dos participantes da turma (professora, alunos) por meio do discurso
‎[20:41] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ oral e escrito, “enquanto eles se envolvem na compreensão e negocição das demandas e expectativas, papéis e relações, direitos e obrigações para realizar as atividades de sala de aula.
‎[20:42] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Um fato importante a ser ressaltado é o fato dos alunos terem se reconhecido como uma classe em comum, imigrantes bilingues, mesmo que culturalmente e nacionalmente diferentes, e se ajudarem mutualmente durante os encontros.
‎[20:42] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Sempre que assistiam as suas apresentações ou as apresentações dos amigos, algumas vezes gravadas, outras ao vivo, começavam a pensar em como melhorar a performance. Comecei a perceber que alguns alunos começaram a trocar de roupas ou até mesmo vestir um blazer antes das apresentações.
‎[20:43] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ A dinamica das aulas os motivava e eles pretendiam se apresentar como profissionais.
‎[20:43] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Anteriormente eu apresentei a situação de uma aluna que não conseguiu se apresentar oralmente em nosso primeiro encontro e chorou.
‎[20:43] ‎<‎MarianaFurst‎>‎  Após esse episódio eu tive uma conversa individual com ela e expliquei que ela deveria mais uma vez como seria a dinamica das aulas daquela sala e me disponibilizei a fazer atividades individuais com ela para ajudá-la.
‎[20:44] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Talvez por vergonha ela não tenha me procurado para conversar indiviualmente mais. Porém pude observar uma enorme colaboração das amigas de classe em seu desenvolvimento.
‎[20:44] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ No encontro seguinte iniciamos a aula fazendo uma brincadeira.
‎[20:45] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Como pode ser observado na foto do slide 7
‎[20:45] ‎<‎MarianaFurst‎>‎  A sala estava preparada em circulo e cada um deveria pensar em duas verdades e uma mentira sobre o seu uso individual da língua para falar no meio do grupo. O restante da turma deveria advinhar qual era a mentira.
‎[20:45] ‎<‎MarianaFurst‎>‎  A atividade foi elaborada pensando em cada um do grupo se conhecer melhor en quanto nos descontraíamos. Comecei a me apresentar primeiro e, após a turma advinhar a minha mentira, perguntei se alguém gostaria de se voluntariar.
‎[20:46] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Nesse momento foi surpreendida pela aluna em questão que levantou segurando fortemente a mão de uma colega de classe.
‎[20:46] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Ela não foi capaz de chegar ao centro do grupo, mas se apresentou com exito.
‎[20:47] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Uma grande conquita, não acham?
‎[20:47] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ As apresentações dela melhoraram muito ao longo do curso.
‎[20:48] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Algumas vezes ela pedia para deixa-la gravar um video da sua apresentação ao invés de apresentar ao vivo.
‎[20:48] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Permiti que isso acontecesse, até o momento em que ela se sentiu segura para apresentar.
‎[20:49] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Talvez por toda essa dificuldade inicial e pela vontade de superação
‎[20:49] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ essa foi uma das alunas que mais se desempenhou durante o ano letivo
‎[20:49] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ O sucesso de um projeto depende crucialmente do envolvimento dos profissionais comprometidos com curso.
‎[20:50] ‎<‎MarianaFurst‎>‎  A esses profissionais é que cabe perguntar:
‎[20:50] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ quem são os estudantes que temos em sala de aula?
‎[20:50] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ como trabalhar acreditando que todo aluno pode aprender a se desenvolver linguisticamente?
‎[20:51] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ que condições serão buscadas para garantir uma alfabetização de qualidade para todos?
‎[20:51] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Estou aberta para iniciarmos as discussões
‎[20:51] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Antes eu gostaria apenas de compartilhar com vocês as referencias bibliograficas
‎[@#evidosol-1][20:52] ‎<‎carlasobreira‎>‎ ☺
‎[20:52] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ BAKHTIN, Mikhail. Os generous do discurso. In: Estética da criação verbal. São
‎[20:52] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ 1992. p. 181-210.
‎[20:52] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Curriculares Nacionais: séries finais do Ensino Fundamental – Língua Portuguesa. Brasília: MEC/SEF, 2008.
‎[20:52] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ experiments with culture. Boston: Beacon Press, 1989.
‎[20:52] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Analysis, learning, and social practice: a methodological study. Review of Research in Education, 1998.
‎[20:52] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ examination of education possibilities. In: MACIAS, R.; GARCIA, R. (Ed.). Changing schools for changing students: an anthology of research on language minorities. Linguistic Minority Research Institute, 1994.
‎[20:52] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ C. Classroom discourse and opportunities to learn: an ethnographic study of knowledge construction in a bilingual third grade classroom. Discourse Processes, 19 (1), p. 75-110, 1995.
‎[20:52] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Muito obrigado a todos!
‎[20:53] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Obrigado a vc. MarianaFurstr!
‎[20:53] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ só um minuto, gente
‎[20:53] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ ela ainda não consegue lê-los
‎[20:53] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Vou abrir o chat para todos
‎[20:54] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Prontinho
‎[20:54] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Quem tem questões e comentários, fique à vontade
‎[20:54] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ E peço que repitam os que o tentaram fazr com a sala moderada
‎[20:54] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ JoseIgnacio20:52:08Olá, Mariana! A princípio, parabéns pelo belíssimo trabalho desenvolvido.
‎[20:55] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ RenanCardozo20:52:59obrigado pela contribuição, professora.
‎[20:55] ‎<‎carlasobreira‎>‎ Profa.Mariana code switching é o mesmo ques
‎[20:55] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ carlasobreira20:52:09Boa noite Profa.Mariana um.prazer participar de sua
‎[20:55] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Obrigada, José Ignacio!
‎[20:55] ‎<‎pedrojunior‎>‎ Parabéns pela apresentação, Mariana.
‎[20:55] ‎<‎carlasobreira‎>‎ Situações de diglossia?
‎[20:56] ‎<‎carlasobreira‎>‎ é o mesmo que code switching?
‎[20:56] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Carla, code switching é quando você usa mais de uma língua para se comunicar
‎[20:56] ‎<‎carlasobreira‎>‎ Entendo
‎[20:57] ‎<‎carlasobreira‎>‎ Obg Profa.
‎[20:57] ‎<‎RenanCardozo‎>‎ obrigado pela contribuição, professora.
‎[20:57] ‎<‎cidaviegas‎>‎ Excelentes contibuições
‎[20:57] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Seria essa transfer`^encia de um idioma para outro
‎[20:58] ‎<‎AnaMatte‎>‎ Mariana, parabéns pelo belo trabalho e pela ótima apresentação!
‎[20:58] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Muito interessante e imagino que gratificante o trabalho feito.
‎[20:58] ‎<‎carlasobreira‎>‎ Sim.Obg Profa.já entendi a diferença entre code
‎[20:58] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Quantas horas de gravação vc teve para analisar, MarianaFurst?
‎[20:58] ‎<‎carlasobreira‎>‎ Switching e situações de diglossia
‎[20:59] ‎<‎eliane_mila‎>‎ Ótima apresentação. Parabéns
‎[20:59] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ pergunto por interesse etnográfico mesmo.
‎[20:59] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Assim quando você começa a falar em um idioma e de repente te falta o vocabulario naquela lingua e você resolve se expressar em outro idioma é um exemplo de code switching
‎[20:59] ‎<‎carlasobreira‎>‎ 😊
‎[20:59] ‎<‎Tailine_Aquino‎>‎ Eu acredito professora Mariana que tenha sido um grande desafio, mas muito prazeroso. É necessário que em salas bilíngues, os professores busquem novas metodologias em que possibilite aos alunos uma aprendizagem de qualidade e interativa.
‎[20:59] ‎<‎cidaviegas‎>‎ Entendo que o professor precisa conhecer bem seus alunos e trazer propostas para a sala de aula que os motivem a aprender
‎[21:00] ‎<‎JoseIgnacio‎>‎ Interessante...
‎[21:00] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Carlos, não sei exatamente te falar em números de horas, mas eu lecionava 3 vezes por semana em aulas de 1:30h durante 1 semestre
‎[21:00] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ e vc gravou tudo?
‎[21:01] ‎<‎cidaviegas‎>‎ buscar novas metodologias, usar mais as tecnologias, é um desafio para os professores
‎[21:01] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Uau!
‎[21:01] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Tudinho está gravado
‎[21:01] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Isso dá pesquisa para o resto da sua vida. hehehehe
‎[21:01] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Além de muitos papeis de textos produzidos por eles
‎[21:01] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Gostei muito dos métodos.
‎[21:01] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Sim
‎[21:01] ‎<‎AnaMatte‎>‎ :)
‎[21:02] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Eu já dei aula de oratória e fazia esses exercícios com vídeo e apresentações diversas tb.
‎[21:02] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Realmente foi muito gratificante
‎[21:02] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Isso é muito importante
‎[21:02] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Com alunos bilíngues com todas as questões postas, o desafio deve ter sido grande.
‎[21:02] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Parabéns pelo trabalho!
‎[21:03] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ O mais interessante é que assistindo aos colegas elas já mudavam posiscionamento para a próxima apresentação
‎[21:03] ‎<‎Tailine_Aquino‎>‎ Muito maravilhosa essa pesquisa. Fiquei encantada com sua dedicação e interesse em ajudar os alunos com seu conhecimento.
‎[21:03] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Desafio grande mais deliciosa
‎[21:03] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Obrigada, Tailine!
‎[21:04] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Fico pensando que o Brasil também tem muitos imigrantes e a proposta e a pesquisa também pode ser aplicada aí
‎[21:04] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Ah, sim
‎[21:04] ‎<‎Tailine_Aquino‎>‎ Exatamente profa Mariana!
‎[21:04] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Espero poder estimular vocès um pouquinho
‎[21:05] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Claro que sim.
‎[21:05] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ MarianaFurst, agradecemos mais uma vez sua presença na nossa cerimônia de encerramento.
‎[21:05] ‎<‎Tailine_Aquino‎>‎ Estimulou bastante:]
‎[21:05] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Ninguém precisa se sentir inferiorizado por seu idioma
‎[21:05] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Se alguém tem alguma última  questão, fique à vontade.
‎[21:05] ‎<‎Tailine_Aquino‎>‎ Novos idiomas só tem a agregar o conhecimento.
‎[21:05] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Carlos, eu é que agradeço a você e a Ana pelo convite
‎[21:06] ‎<‎carlasobreira‎>‎ Obg.Profa Mariana😊
‎[21:06] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Obrigada a vocês
‎[21:06] ‎<‎AnaMatte‎>‎ Muito obrigada, Mariana! é muito gostoso ver que seu caminho está sendo tão produtivo e gratificante. Parabéns!
‎[21:06] ‎<‎AnaMatte‎>‎ clap clap clap clap clap clap clap
‎[21:06] ‎<‎pedrojunior‎>‎ Obrigado!
‎[21:06] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Combinamos tomar uma horinha do seu tempo, MarianaFurst. Então, fique à vontade.
‎[21:06] ‎<‎carlasobreira‎>‎ Clap clap clap clap
‎[21:06] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Clap! Clap! Clap!
‎[21:06] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Vou compartilhar meu email, caso tenham alguma dúvida
‎[21:06] ‎<‎AnaMatte‎>‎ clap clap clap clap clap clap clap
‎[21:07] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ nanafurst@gmail.com
‎[21:07] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ ;D
‎[21:07] ‎<‎AnaMatte‎>‎ clap clap clap clap clap clap clap
‎[21:08] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Agradeço a todos que estiveram presentes nesses 3 dias de evento.
‎[21:08] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ A discussão foi de excelente qualidade.
‎[21:08] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Humildes no tamanho e orçamento, mas conseguimos dialogar bem.
‎[21:08] ‎<‎cidaviegas‎>‎ clap clap clap clap clap clap clap
‎[21:08] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Muitíssimo obrigado a todos, sobretudo à acris!
‎[21:09] ‎<‎Tailine_Aquino‎>‎ Infelizmente, eu só consegui participar hoje, mas me sinto muito feliz por ter aprendido algo novo. Agradeço!
‎[21:09] ‎<‎acris‎>‎ imagina, obrigada a você, à Mariana e a todos os presentes!
‎[21:09] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Para fins de certificação, as interações nos fóruns estarão abertas até a madrugada de sexta para sábado.
‎[21:09] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Um grande abraço a todos

13 de novembro - Júlio Araújo

A pirâmide do discurso de ódio nas redes sociais brasileiras

Por Júlio Araújo – UFC

13 de novembro de 2019 às 16h

Sala de Conferências do CILTEC

Coordenador e Moderador: Carlos Henrique Silva de Castro

Os slides podem ser acessados na sala de conferências

LOG

[16:10] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Car@s congresssistas, só estamos finalizando de colocar os slides do prof. Júlio Araújo online.
‎[16:11] *** acris definiu o tópico do canal para "[XIII CILTec: Júlio Araújo (UFC), 13/11/19, 16h] [Código dos Slides: 2019-Julio2]".
‎[16:11] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ A conferência que se iniciará em instantes é intitulada "A pirâmide do discurso de ódio nas redes sociais brasileira"s
‎[16:12] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Posso fazer sua apresentação, Julio_Araujo?
‎[16:12] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Sim sim
‎[16:12] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Primeiramente agradecemos imensamente a presença no nosso humilde evento online.
‎[16:13] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ É um prazer tê-lo aqui para essa conferÊncia.
‎[16:13] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Sua exposição pode ser de até 40 minutos.
‎[16:13] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Uma honra para mim
‎[16:13] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Logo após, abrimos o espaço para perguntas e comentários
‎[16:13] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Júlio Araújo é Pós-Doutor em Estudos Linguísticos pela UFMG e Professor e Pesquisador no Programa de Pós-Graduação em Linguística (PPGL) do Departamento de Letras Vernáculas (DLV) da UFC, onde coordena o grupo de pesquisa em Discursos e Digitalidades (DIGITAL).
‎[16:13] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ (y)
‎[16:13] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Atua na área de Linguística Aplicada em interface com Pragmática, Linguística Textual e as Teorias Críticas do Discurso. À luz dessa interface estuda as relações entre linguagem e tecnologia digital, com especial atenção aos seguintes temas: gêneros textuais digitais, novos letramentos, EaD, convergência de mídias e hipertextos.
‎[16:13] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Foi vice-presidente da Associação de Linguística Aplicada do Brasil (ALAB) no biênio 2009-2011 e vice-presidente da Associação Brasileira de Estudos sobre Hipertexto e Tecnologia Educacional (ABEHTE) no biênio 2009-2011.
‎[16:14] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Foi coordenador do GT de Linguagem e Tecnologias da ANPOLL no biênio 2012-2014 e foi membro dos conselhos consultivos da ALAB e da ABEHTE.
‎[16:14] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Professor Julio_Araujo, a palavra é sua!
‎[16:14] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ e é  vegano, praticante de Yoga e poeta
‎[16:14] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ rsrsrs
‎[16:14] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ <3
‎[16:15] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Uma tarde linda cheia de vibraçoes amorosas para conseguirmos falar sobre
‎[16:15] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Discurso de ódio nas RS do Brasil
‎[16:15] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Pessoas do bem, o percurso de minha fala será assim
‎[16:16] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ ´1 - Conceito de discurso de ódio ´2 - Pirâmide do discurso de ódio como metodologia´3 - A Pirâmide do ódio nas RS do Brasil´4 - O ódio é um discurso´6 - Pauta urgente e necessária, nas pesquisas e nas práticas curriculares. 7 - Conclusões
‎[16:17] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Vcs já ouviram falar ou leram a fábula do LOBO e o CARNEIRO nào é?
‎[16:17] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Há muitas versões dessa fábula circulando por aí.... quero começar com ela
‎[16:17] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ ´“... Além disso, sei que você falou mal de mim no ano passado.´– Como poderia eu ter feito isso se ainda não era nascido? - Respondeu o cordeiro. – Eu ainda mamo em minha mãe.´– Ah, não? Se não foi você, então foi seu irmão.´– Mais uma vez, deve ser engano, pois não tenho irmão.´– Então, foi algum parente seu ... pois
‎[16:17] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ nenhum de vocês me poupa. Vocês todos, seus pastores e seus cães estão sempre contra mim. Alguém me alertou a respeito disso. Agora é preciso que eu me vingue”´O lobo arrasta o cordeiro para o fundo da floresta e depois o devora sem se importar com seus argumentos de defesa.
‎[16:17] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Leiam acima o trecho da fábula
[16:18] ‎<‎carlasobreira‎>‎ 😐
‎[16:18] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Vejam que o LOBO acusa, acusa e não pára ouvir os ÓTIMOS ARGUMENTOS do carneiro
‎[16:18] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Mesmo assim, O lobo arrasta o cordeiro para o fundo da floresta e depois o devora sem se importar com seus argumentos de defesa.
‎[16:19] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ As minorias sociais no Brasil (e no mundo), muitas vezes, são o carneiro dessa fábula. Geralmente, gente com ótimos argumentos. Mas, quase sempre, é levado para o fundo da floresta do ódio para ser destruído
‎[16:20] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ As RS parecem uma floresta perigosa para os carneiros
‎[16:20] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Isso nos leva ao objeto "DISCUSO DE ÓDIO"
‎[16:20] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Ops "DISCURSO" rsrsrs escorregou aqui
‎[16:21] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Mas o que é DISCURSO DE ÓDIO? Como definir? Vcs já pararam para pensar nisso?
‎[16:21] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Em termos jurídicos .....
‎[16:21] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Para ONU  ONU, "discurso de ódio" é categorizado como "expressões que defendem a incitação ao dano [...] com base na identificação de alvos com um determinado grupo social ou demográfico" (UNESCO 2015).
‎[16:22] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ "todas as posturas que pretendem pôr em risco os direitos de um grupo étnico, religioso ou nacional, em clara violação dos princípios de igual dignidade e respeito pelas diferenças culturais entre grupos humanos "(BEROHS 2016, 5)
‎[16:22] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Awan (2016, 2) acrescenta à lista de diferenças que tornam a matéria-prima do discurso de ódio. Ele vê isso como uma representação negativa de alguém em relação à sua "raça, etnia, gênero, religião, orientação sexual ou deficiência física e mental" por promover o ódio e incitar a violência (ibid).
‎[16:23] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Toda e qq ação que apequene, emudeça, desampare e desempudere alguém que pertença a algum grupo social minoritário, é discurso de ódio
‎[16:23] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ E como eu, linguista, estou estudando isso?
‎[16:24] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Vcs já ouviram falar na PIRÂMIDE DO ÓDIO ???
‎[16:24] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ slide 5
‎[16:24] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Para mim, a pirâmide, pessoal, tem sido É uma ferramenta útil para entender como pequenos atos de preconceito podem se transformar em violência extrema.
[16:25] ‎<‎carlasobreira‎>‎ 😯
‎[16:25] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Sabe aquela piadinha sobre a loira, sobre gay e afins que alguém contou no boteco tomando cervejinha?
‎[16:25] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Tudo começa ali...
‎[16:26] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ E muitos não vão gostar qdo alguém como eu, Júlio, homem negro, gay, professor, digo que não gostei da piada
‎[16:26] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Dirão que é mimimi etc
‎[16:26] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Pensem comigo, queridas pessoas
‎[16:26] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ GRANDES ATOS DE ÓDIO, como o holocausto, são construídos em atos menores de ódio, viés ou grosseria aparentemente sem sentido. No entanto, esses atos estabelecem as bases para que níveis cada vez maiores de ódio se transformem em ações violentas.
[16:27] ‎<‎carlasobreira‎>‎ Prof.julio estou vivenciando a violencia criada pelo
‎[16:27] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Coisas “simples” como ter um preconceito contra um grupo ou ouvir piadas odiosas, mas não desafiá-las como a base da pirâmide e o apoio a comportamentos crescentes.
[16:27] ‎<‎carlasobreira‎>‎ Discurso de ódio nesse momento na bolivia
‎[16:28] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Vejam aí nos meus slides o desenho da Pirâmide para que vcs compreendam o meu raciocínio
‎[16:28] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Vejam que A pirâmide exibe os atos tendenciosos que se desenvolveriam em sua complexidade de baixo para cima.
‎[16:29] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Em todos os níveis, os atos influenciam negativamente indivíduos e grupos ou a sociedade em geral, mas o que é notável sobre eles é que, quanto mais eles entram na pirâmide, mais ameaçadores à vida eles se tornam.
‎[16:29] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ A piadinha de mulher no trânsito acaba em feminícidio
‎[16:29] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ A piadinha de gay faz de nosso país o país que mais mata cruelmente mulheres e pessoas homoafetivas
‎[16:30] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Assim, meus queridos, o discurso de ódio está envolvido em "estigmatizar, marginalizar e intimidar membros de grupos distintos e vulneráveis" (BEROHS 2016, 6).
‎[16:30] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Slide 6
‎[16:31] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ E nós, estudantes de linguagem e tecnlogia, professores de letramentos, precisamos estar atentos a tudo isso
‎[16:31] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Eu tenho usado a pirâmide pq ela mostra comportamentos tendenciosos, crescendo em complexidade de baixo para cima. Embora os comportamentos em cada nível afetem negativamente indivíduos e grupos, à medida que se sobe à pirâmide, os comportamentos têm mais consequências que ameaçam a vida.
‎[16:32] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Percebam que
‎[16:32] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Como uma pirâmide, os níveis superiores são suportados pelos níveis mais baixos. Se as pessoas ou instituições tratarem comportamentos nos níveis inferiores como sendo aceitáveis ou “normais”, isso resultará em comportamentos mais próximos, tornando-se mais aceitos.
‎[16:33] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ E nós não podemos compactuar com isso, pois, do contrário, os índices de feminiciidio, por exemplo, serão sempre alarmantes
‎[16:33] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Enqto metodologia para estudar esse fenomeno (Discurso de Ódio)
‎[16:33] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ a Pirâmide do Ódio demonstra que o genocídio se baseia na aceitação de comportamentos descritos nos níveis mais baixos da pirâmide.
‎[16:34] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ A partir de agora, acompanhem nos meus slides, vou mostrar como as RS do Brasil desenham o ódio na pirâmade
‎[16:34] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Vamos ao primeiro nível
‎[16:34] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ vejam o exemplo aí, por favor, queridas pessoas
‎[16:35] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Neste exemplo, alguém no Twitter, detona com os nordestinos
‎[16:35] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Emprega preconceitos, visões preconcebidas e negativas de um grupo de pessoas. Isso se manifesta escolhendo alguém como “bode expiatório” de um grupo como a causa dos problemas da sociedade, aceitando visões preconcebidas e não desafiando afirmações odiosas ou piadas
‎[16:36] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ slide 8
‎[16:36] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Os nordestinos, no caso, sào o "bode expiatório", a causa de todo o problema levantando pelo internauta ...
‎[16:37] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ E qual é o problema do qual o nordestino é eleito o "bode expiatório"?
‎[16:37] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Eleger uma MULHER para assumir o cargo mais importante da nação?
‎[16:38] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Mas como é para um país que fomenta o ódio contra a mulher, um país que sexualiza tudo na mulher, que a assassina todos os dias, como é para este país aceitar uma mulher presidenta?
‎[16:38] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Alguém precisa ser culpado por isso
‎[16:39] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ alusão à seca, expressões como "MALDITO" para se referir a esse grupo social mostra o ódio (ainda em seu primeiro nível na Piramide
‎[16:39] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ )
‎[16:39] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Vamos ao segundo nível?
‎[16:40] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ slide 9
‎[16:40] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Obg, Carlos, por indicar os slides, meu querido
‎[16:40] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Ok
‎[16:40] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Nesse nível, existem, comumente,  atos individuais de preconceito, manifestando-se quando alguém conta piadas odiosas ou faz declarações odiosas.
‎[16:41] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Os odiadores também podem evitar pessoas de um determinado grupo, ridicularizá-los ou chamá-los de nomes odiosos.
‎[16:42] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Por um processo metonimico, apagão no nordeste e a sua populacao negra são colocados em cena com tons de ridicularizar a pessoa preta
‎[16:42] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Não apenas a pessoa preta (aliás, eu sou um negro) ahahahaha e amo isso
‎[16:42] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ mas a pessoa preta que mora no nordeste
‎[16:42] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ eita que eu tô é lascado, né não, gente? ahahahaha
‎[16:43] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Mas o que eu quero destacar aqui é a mobilzação de "recursos lúdicos" para apequenar esse grupo
‎[16:43] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Isso é OPINIÃO ou DISCURSO DE ÓDIO?
‎[16:44] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Como eu disse no começo, o discurso de ódio está envolvido em "estigmatizar, marginalizar e intimidar membros de grupos distintos e vulneráveis" (BEROHS 2016, 6).
‎[16:44] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Vamos TERCEIRO NÍVEL?
‎[16:45] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Nesse nível da pirâmde do ódio, existe muita discriminação por vários motivos
‎[16:45] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Discriminação de emprego;
‎[16:45] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Discriminação habitacional
‎[16:45] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Discriminação educacional
‎[16:46] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Assédio (atos hostis baseados na raça, religião, nacionalidade, orientação sexual ou sexo de uma pessoa)
‎[16:46] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ São muitas as "razões" pelas quais o "LOBO" quer arrastar o "CARNEIRO" para os fundos da floresta e o devorar
‎[16:46] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ slide 10
‎[16:47] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Se o seu emprego não tem "valor social" porque vc é segurança, doméstica, etc, então vc será devorado pelo lobo
‎[16:48] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ A quem interessa espalhar o ódio à profissão docente hj? Pq os professores, a escola e a universidade estão sendo alvo do discurso de ódio?
‎[16:48] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Onde vc mora?
‎[16:49] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Que curso vc faz? História? Letras? Filosofia? Pedagogia? Tudo pode ser motivo para o Lobo te devorar
‎[16:49] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Vamos ao QUARTO NÍVEL, que deve ser o slide 11, não é Carlos?
‎[16:49] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ isso mesmo
‎[16:50] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ slide 11
‎[16:50] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Estamos subindo na pirâmide, gente... a coisa vai ficando mais perigosa
‎[16:50] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Vamos encontrando graves e sérieas AMEAÇAS CONTRA AS PESSOAS
‎[16:50] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ (Assalto; Terrorismo; Assassinato, printagem de fotos nas RS para sofrerem montagens, roubos de senhas, etc)
‎[16:51] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Tb será bem facinho encontramos nas RS AMEAÇAS CONTRA PROPRIEDADES (Incêndios de estabelecimento, violação a casas religiosas, a cemitérios, etc.)
‎[16:52] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Aqui em meu condomínio, eles colocaram uma imagem super bonitona da Virgem de Fátima
‎[16:52] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Uma certa vez, estendi meu tapetinho de Yoga ao lado dessa iamgem e fiz ali mesmo a minha prática.... ao final, sentei no tapete e fiquei um tempo meditando
‎[16:53] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ qdo abri meus olhos, estava lá uma senhora, minha viznha, dizendo que eu estava desrespeitando a santa com a minha "macumba" e cultuação ao demônio
‎[16:54] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ sim, eu tb ri
‎[16:54] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Só desejei um ótimo dia e saí dali
‎[16:54] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Vamos ao nível final
‎[16:55] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ slide 12
‎[16:55] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Aqui, a situação é triste demais
‎[16:55] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ O extermínio deliberado e sistemático de todo um povo.
‎[16:56] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Acho que minha janela do chat está dando problema, gente
‎[16:57] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ devo ter clicado em algo errado
‎[16:57] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ hummmm
‎[16:57] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ tá aparecendo seu texto aqui pra gent
‎[16:57] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ gente***
‎[16:57] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ que bom
‎[16:57] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ vamos seguir então
‎[16:57] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Gente,
‎[16:57] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Vcs devem saber o caso da Dandara, uma travesti daqui de minha cidade
‎[16:58] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Dandara está no slide 13
‎[16:58] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Aqui em Fortaleza, no dia 15 de fevereiro de 2017, Dandara foi espancada em plena rua. Após pauladas, tijoladas, socos e pontapés, foi morta a tiros. O assassinato chocou o mundo quando o vídeo de sua execução viralizou nas redes sociais 18 dias após a sua morte.
‎[16:58] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Não suportei ver os vídeos até o final pq é desumano demais
‎[16:59] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Mas tudo começou com apiadinha de gay contada la na praia e todos riram
‎[16:59] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ tudo começou no primeiro nível da pirâmde
‎[16:59] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Vejam, no slide 12 (se não me engano) o que o moço do Twitter diz
‎[17:00] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ aquela frase lá "mate um gay" nào é coisa que existe apenas digitada no twitter nào
‎[17:00] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Sobre viadinho e HIV é slide 12
‎[17:00] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ a estatística mostra que ela acontece todos os dias
‎[17:01] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Vamos pular um pouco por cauda do tempo. Vamos ao slide 20Para pensar COMO CHEGAR AO TOPO DO ÓDIO?
‎[17:02] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ aqui, eu trago para vcs Dados PESQUISA SOBRE discurso de ódio(Luiz Valério P. Trindade doutorando em sociologia pela Universidade de Southampton (Inglaterra)
‎[17:02] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Como esse estudioso mostra, Mulheres negras são 81% das vítimas de discurso de ódio no Facebook, diz estudo
‎[17:02] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Sua pesquisa mostra que grande parte destes discursos é transmitida por intermédio de piadas depreciativas contra mulheres negras
‎[17:03] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Não sei vcs, mas eu fico tremendo ao pensar nisso
‎[17:03] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ vejam nos slides seguintes (21, 22, 23 e 24) acho que nao estou engando
‎[17:03] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ como a mulher negra, nas RS do BRASIL, são atacadas agressivamente
‎[17:04] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ isso mesmo, Julio_Araujo
‎[17:04] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Não precisa ser famosa, como a jornalista ou a atriz negras
‎[17:04] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ basta ser mulher negra
‎[17:04] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ No slide 25, mostro um gráfico bem triste
‎[17:05] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ nele, SP, Minas e o CE aparecem como os três Estados do Brasil que, só em 2019, mais matam mulheres
‎[17:05] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ slide 24
‎[17:05] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ quem legitima isso?
‎[17:05] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ obg, Carlos
‎[17:06] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Precisamos entender que o discruso de ódio existe, está ao alcance daqueles a quem busca denegrir e daqueles a quem busca incitar contra os denegridos, e está apto para produzir seus efeitos nocivos, quais sejam: as violações a direitos fundamentais, o ataque à dignidade de seres humanos.
‎[17:07] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ O discurso de ódio, gente, “[refere-se a] palavras que tendam a insultar, intimidar ou assediar pessoas em virtude de sua raça, cor, etnicidade, nacionalidade, sexo ou religião, ou que têm a capacidade de instigar a violência, ódio ou discriminação contra tais pessoas” (Winfried Brugger, 2007, p. 118)
‎[17:07] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Vejam as palavras usadas para se referir a Maju, a Taís Araújo, aos gays e etc?
‎[17:08] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Tenho dito que é necessário relacionar esses textos a práticas sociais mais amplas, ao sistema de crenças
‎[17:08] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Como muito bem diz Fairclough, na Análise de Discurso Crítica,
‎[17:09] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ O discurso é um modo de agir, uma forma pela qual as pessoas agem em relação ao mundo e principalmente em relação às outras pessoas”
‎[17:09] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Para este autor, com quem concordo, existe uma relação dialética entre o discurso e a estrutura social, havendo portanto uma relação entre prática social e estrutura social, em que a segunda é tanto uma condição para a primeira quanto um efeito dela
‎[17:10] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Se pensarmos em estudar o discurso de ódio, precisamos abraçar “um trabalho interdisciplinar de forma a alcançar uma compreensão mais completa de como a linguagem funciona, por exemplo, na constituição e transmissão do conhecimento [...] e no exercício do poder” (WODAK, 2004, p. 236).
‎[17:10] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Discurso, segundo a perspectiva de FAIRCLOUGH, 2001 tem a ver com o “uso da linguagem”, ou “linguagem em uso”.  O discurso, portanto, é um modo de ação historicamente situado. A ideia de ação remete a pressupostos relativos a um entendimento de sujeito e da relação linguagem/social muito específicos.
‎[17:11] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Na perspectiva do meu estudo, conceituar o ódio não é tarefa fácil. Por um lado, ele aparece como um sentimento de raiva ou como expressão da violência. Por outro lado, é entendido, numa perspectiva simplista, como o contrário do amor ou como uma incapacidade de amar.
‎[17:11] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Nessa perspectiva, seria apenas uma ausência, ou seja, o ódio como a falta de bons sentimentos. O ódio seria, então, gerado por falta de oportunidades de experimentar o bem ou de ser educado num ambiente amoroso.
‎[17:12] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Isso é ingênuo ... não é assim que devemos pensar no DISCURSO DE ÓDIO
[17:12] ‎<‎Jeimes‎>‎ O discurso de ódio vem se institucionalizando nas práticas sociais ...mídias digitais...órgãos...partidos...
‎[17:12] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Como bem diz Glucksmann, o ódio não é um sentimento. O ódio é um discurso.
‎[17:13] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ o ódio não é um fenômeno irracional, restrito ao campo dos sentimentos obscuros, mas sim um “discurso”, ou seja, mesmo que não resista a contra-argumentos ou que não apresente razões suficientes para sua própria manutenção, o ódio é uma expressão articulada, intencional e preparada por meio de uma linguagem verbal.
[17:13] ‎<‎Mateus2000‎>‎ Professor, o que é necessário para esse trabalho de
‎[17:13] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Enqto DISCURSO, o ódio é irracionável (sem razões éticas suficientes que o sustente), mas racional (com discurso e argumento fortemente articulados).
‎[17:14] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ o ódio é um fenômeno que precisa ser admitido e desmontado em sua fragilidade ética.
‎[17:14] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Em geral, ele é, do ponto de vista argumentativo, frágil, mas não se deve menosprezar sua capacidade de destruição das relações sociais, de deturpação dos conhecimentos sistematizados e rigorosos.
‎[17:14] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ é potencializado pelas mídias sociais e deve se tornar uma pauta urgente e necessária, nas pesquisas e nas práticas curriculares.
[17:14] ‎<‎Jeimes‎>‎ incrível o uso de outros recursos e/ou modos semióticos para se alastrar o ódio como instrumento de perseguição e discriminação social....
‎[17:15] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Não vou desenvolver aqui a necessidade de pesquisas e de trazer o assunto para as práticas curriculares por causa do tempo
‎[17:15] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ então vou encerrar dizendo
‎[17:15] ‎<‎Jeimes‎>‎ muito bem!
‎[17:15] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ 7 CONCLUSÕES SOBRE O ÓDIO COMO DISCURSO
‎[17:16] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ ´(i) o ódio existe, não é simples ausência do bem ou do amor; ´(ii) o ódio se camufla, reveste-se de falsos álibis que o justifiquem; ´(iii) o ódio é insaciável, desencadeia uma onda argumentativa sem trégua e não admite o diálogo com os diferentes; ´(iv) o ódio promete um paraíso maldito, apresenta-se como um mal necessário para
‎[17:16] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ a obtenção de uma situação melhor do que a atual; ´(v) o ódio deseja ser um deus criador, tem crescido no rastro de discursos religiosos moralistas e no ceticismo da modernidade; ´(vi) o ódio ama a morte, quer a eliminação daqueles que não partilham o princípio assumido como o único código moral correto e aceitável; ´(vii) o ódio
‎[17:16] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ se nutre de sua devoração, é um discurso ensimesmado, que repete sua lógica interna à exaustão, sem diálogos ou empatias com aqueles que pensam diferente.
‎[17:16] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Deixo vcs com a palavra agora
‎[17:16] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ gratidào
‎[17:16] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Julio_Araujo, muitíssimo obrigado pela necessária exposição. Agora abrimos o espaço para perguntas e comentários. :]
‎[17:16] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Congressistas, o espaço é de todo mundo a partir de agora.
‎[17:16] ‎<‎carlasobreira31‎>‎ Muito obg. Carlos e Prof. Julio pela otima exposicao.
‎[17:17] ‎<‎AnaMatte‎>‎ Julio_Araujo amei, amei amei, pois não é que deu vontade de contar um causo? Perdoa a intromissão... Quando comecei a frequentar salas como essa, de IRC, em grupos de apoio ao Linux, uma das salas estava sempre lotada... e, por sinal, lotada de homens. Nesse meio, dos "computeiros", como tem muito homem, o preconceito contra mulher e contra gay
‎[17:17] ‎<‎AnaMatte‎>‎ é generalizado, não assumidamente, mas em piadas que acabam por expulsar ou calar as pessoas. Eu, claro, não cheguei dizendo: aí, pessoal, sou mulher! Quando eu pedia ajuda, o pessoal me tratava de "mano", "amigo"... E eu deixava e em geral o pessoal desconfiava depois de um tempo, e então eu confirmava, sou mulher. A maioria dos 50 eram
‎[17:17] ‎<‎AnaMatte‎>‎ pessoas que vinham buscar ajuda e depois sumiam, então a história se repetia. Acontece que, se era eu a ajudar alguém, mesmo com meus trejeitos, minha "educação", o cara podia ficar 5h recebendo minha ajuda que nunca desconfiava que o nick acris que ele achava ser Antonio Cristiano Era Ana Cristina... E levavam um susto quando eu contava. Ou
‎[17:17] ‎<‎AnaMatte‎>‎ seja: não era somente um problema relativo à falta de expectativa de que uma mulher participasse do grupo, mas um preconceito que dizia que mulher não era capaz de... sei lá, ser hacker, usar linux, ou, pior ainda, saber mais que um homem. Isso durou anos. Até que um dos meus "amigos" criou um bot que só contava piadas machistas e, apesar das
‎[17:17] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Obg, Carlos
‎[17:17] ‎<‎AnaMatte‎>‎ minhas reclamações, nunca admitiu que fossem ofensivas. Sei muito mais de linux que mais de 70% deles... perderam alguém que gosta de ajudar. Já a comunidade que hoje eu frequento, a Associação de Software Livre.org, faz questão de, nos seus eventos gigantescos, banir qualquer iniciativa preconceituosa e sofrem muitas retaliações por conta
‎[17:17] ‎<‎AnaMatte‎>‎ disso, até invasão de site em primeiro dia de evento para falar mal das mulheres participantes. e isso só pra falar das mulheres...
‎[17:17] ‎<‎carlasobreira31‎>‎ Falo de Oruro na Bolivia onde estou realizando uma pesquisa etnografica sobre a aquisicao da escrita em comunidades agrafas que falam Quechua e neste momento estou vivenciando o nivel 4 do discurso de odio.
‎[17:18] ‎<‎carlasobreira31‎>‎ Eu, mulher, nordestina que vivenciei o preconceito dentro da propria academia vivencio hoje na pratica a queima da Whipala  uma das maiores agressoes para um indigena boliviano
‎[17:19] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Que causo, Cris.... Que bom que a Associação de Software Livre tem essa atitude saudavel hj
‎[17:19] ‎<‎Jeimes‎>‎ Vivemos tempos de crise, o discurso de ódio reverberou-se como bandeira nesse contexto de polarização política. Parabéns, prof Julio Araujo por nos fazer melhor compreender essa complexidade discursiva nas redes sociais com um corpus capaz de nos fazer pensar e refletir.
‎[17:19] ‎<‎eliane_mila‎>‎ Acredito que as pessoas precisam ter mais empatia e respeito para com a auteridade.
‎[17:19] ‎<‎carlasobreira31‎>‎ mas o Sr, Porf. Julio mencionou uma das solucoes  a etica  O sr. se refere a etica de Bakhtin e Levinas?  Porq vivenciar na pratica a matanca de inocentes nao e facil...
‎[17:19] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Nossa, Carla... vc é guerreira
‎[17:19] ‎<‎RenanCardozo‎>‎ Olá, professor Julio_Araujo muito obrigado pela conferência, por mais que o assunto seja extremamente denso e pesado, o senhor nos trouxe uma leveza com a sua forma de falar e se expressar.
‎[17:19] ‎<‎RenanCardozo‎>‎ começa no nível base com brincadeiras e acaba agradindo o receptor por conta de alguma resposta sobre o que dito? O caso da Dandara pode ter ocorrido nesse viés, Como enfrentar esse discurso ódio que sai das redes e nos agride e nos mata? Sua pesquisa temalgum resultado sobre esses enfrentamentos e práticas de resistência?
‎[17:19] ‎<‎carlasobreira31‎>‎ kkkkk  obg Porf. Julio
‎[17:20] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Obg, Jeimes
‎[17:20] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Julio_Araujo, muito didática sua exposição. Já quero refs sobre a pirâmide de ódio para minhas aulas de novas tecnologias.
‎[17:20] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Parabéns pela apresentação, Julio! Você conseguiu trazer leveza para um tema tão duro e pesado.
‎[17:20] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Pois é, Renan.... a tal brincadeira sempre é puro ódio e mata
‎[17:21] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Com certeza a carlasobreira é muito guerreira. Por tudo que tenho viso sobre a Bolívia, identificamos facilmente o nível 5 da pirâmide.
‎[17:21] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Mariana, amada , que sdds de vc ... sdds de nossas farrinhas na Califónia
‎[17:21] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Hoje no Brasil, pela manhã, atacaram a embaixada da Venezuela em Brasília
‎[17:21] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ obg, Mariana, pelo feedback
‎[17:22] ‎<‎eliane_mila‎>‎ Muito interessante esse tema, nos faz refletir bastante. Parabéns Júlio. Obs: sou do Nordeste, então sofro com o ódio de alguns.
‎[17:22] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ RenanCardozo pergunta: Como enfrentar esse discurso ódio que sai das redes e nos agride e nos mata? Sua pesquisa tem algum resultado sobre esses enfrentamentos e práticas de resistência?
‎[17:22] ‎<‎carlasobreira31‎>‎ Sim CarlosCastro. Ta muito dificil aqui. Minhas criancas, a comunidadee onde realizei a pesquisa, todos em guerra. Nunca tinha presenciado isso.
‎[17:22] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Sim, Carlos, posso compartilhar o meu material com vc e com todos <3
‎[17:23] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Deve ser dureza para vc vivenciar tudo isso, Carla. Força e cuide muito bem de vc
‎[17:23] ‎<‎carlasobreira31‎>‎ Prof. Julio se possivel me poderia compartilhar suas referncias...gostaria de escrever um artigo sobre o q to vivenciando aqui
‎[17:23] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Meu e-mail é araujo@ufc.br
‎[17:23] ‎<‎Jeimes‎>‎ O ódio resultante das eleições de 2018, materializado em forma de fake news se tornou um problema global e nacional, diante disso o discurso de ódio tem sido um dos pontos das CPMI das fake news...é preciso criar mecanismos por meio legais e normativos para se combater isso...
‎[17:23] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ escrevam-me que passo as referências para vcs
‎[17:23] ‎<‎carlasobreira31‎>‎ obj prof.
‎[17:24] ‎<‎AnaMatte‎>‎ Vou aproveitar para lembrar de outro discurso de ódio, totalmente institucionalizado e aceito. Gordas também sofrem preconceito. Não são mortas por serem gordas, mas ridicularizadas e excluídas o tempo todo. Passam a vida tentando ser magras, se odeiam por não conseguir, concordam com o mundo que as culpa e muitas morrem de depressão, mas,
‎[17:24] ‎<‎AnaMatte‎>‎ tal qual o deficiente físico, o preconceito continua rolando solto. Pois é muito difícil aceitar que a raça humana não seja perfeita, embora ninguém seja. É a vitória do pensamento simplista, que explica  o mundo com um meme, com uma oposição, bem ou mal...
‎[17:24] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Vdd, James...
‎[17:24] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Exatamente, AnaMatte
‎[17:24] ‎<‎Jeimes‎>‎ Boa, prof. Julio estou escrevendo um projeto, preciso!
‎[17:24] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Venha fazer doutorado comigo, Jeimes
‎[17:24] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Car@s, a papo tem muitos vieses e certamente poderíamos ficar horas aqui. Mas o professor se comprometeu em ficar uma hora conosco.
‎[17:25] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Então, o professor deve ficar a vontade para sair.
‎[17:25] ‎<‎carlasobreira31‎>‎ Querida Prof. AnaMatte saudades...<3
‎[17:25] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Gratidão, CarlosCastro e AnaMatte pelo convite honroso
‎[17:25] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ E mandarei o email sim, Julio_Araujo.
‎[17:25] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ <3
‎[17:25] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Gratidao a todos <3
‎[17:25] ‎<‎carlasobreira31‎>‎ =* =*
‎[17:25] ‎<‎Jeimes‎>‎ Esse é o plano! <3
‎[17:26] ‎<‎carlasobreira31‎>‎ Obg. Prof. Julio, Carlos..
‎[17:26] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Boa sorte, Jeimes!
‎[17:26] ‎<‎AnaMatte‎>‎ Obrigada, Julio_Araujo, Você brilhou! Todos aprendemos contigo! Obrigada!
‎[17:26] ‎<‎Jeimes‎>‎ obrigado!
‎[17:26] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Ótimas vibraçoes para todos nós.
‎[17:26] ‎<‎AnaMatte‎>‎ clap clap clap clap clap clap
‎[17:26] ‎<‎AnaMatte‎>‎ clap clap clap clap clap clap clap clap
‎[17:26] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Vida longa a esse evento tão mágico e belo
‎[17:26] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ clap clap clap clap clap
‎[17:26] ‎<‎carlasobreira31‎>‎ =* =*
‎[17:26] ‎<‎AnaMatte‎>‎ clap clap clap clap
‎[17:26] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap
‎[17:26] ‎<‎AnaMatte‎>‎ :D
‎[17:26] ‎<‎carlasobreira31‎>‎ CLAP  CLAP
‎[17:27] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Nosso evento é humilde, mas conseguimos uns papos bastante produtivos e convidados super Julio_Araujos como vc, Julio_Araujo
‎[17:27] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ super especiais como vc***
‎[17:27] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ <3 =*
‎[17:27] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ Então, pessoas amadas, até logo mais nas esquinas dessa vida linda
‎[17:28] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Abraços, Julio_Araujo!
‎[17:28] ‎<‎carlasobreira31‎>‎ BJS PROFS.
‎[17:28] ‎<‎AnaMatte‎>‎ T+ beijos!!!
‎[17:28] ‎<‎Julio_Araujo‎>‎ =*
‎[17:28] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Julio, foi uma delicia acompanhar sua conferencia. Aguardamos sua visita quando for possivel!
‎[17:29] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Retornem às 20h00 para a apresentação da Mariana Furst sobre novas tecnologias e ensino para crianças bilíngues na Califórnia

12 de novembro - Carlos Alexandre Oliveira

Educação no século XXI: qual o papel das tecnologias digitais na escola?

Por Carlos Alexandre Oliveira – NEPCED/UFMG

12 de novembro de 2019 às 20h

Sala de Conferências do CILTEC

Coordenador e Moderador: Carlos Henrique Silva de Castro

Os slides podem ser acessados na sala de conferências

LOG

[20:27] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Boa noite oficial a tod@s!
‎[20:28] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Agora o professor CARLOS ALEXANDRE OLIVEIRA traz a conferÊncia  Educação no século XXI: qual o papel das tecnologias digitais na escola?
‎[20:28] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Carlos Alexandre Oliveira é graduado em Letras - Licenciatura Plena - com habilitação em Língua Portuguesa, Língua Inglesa e suas respectivas Literaturas pelo Centro de Ensino Superior de Santa Luzia - CESSAL / MG. Especialista em Língua Portuguesa: Ensino de Leitura e Produção de Textos pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos
‎[20:28] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Linguísticos da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais - PósLin / FALE / UFMG.
‎[20:29] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Especialista em Mídias na Educação pelo Centro de Educação Aberta e a Distância da Universidade Federal de Ouro Preto - CEAD / UFOP-MG / UAB. Mestre em Educação e Docência/MP pela Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais - PROMESTRE / FaE/UFMG. Pesquisador das áreas de Linguística Aplicada (Linguagem & Tecnologia),
‎[20:29] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Educação (Educação Tecnológica & Sociedade) e Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC), como recurso pedagógico, no processo de ensino e aprendizagem da leitura e da escrita da/na cultura digital (FALE / FaE / UFMG).
‎[20:29] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Membro do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Cultura Escrita Digital (NEPCED / CEALE / FaE/UFMG). Foi docente de educação básica, de níveis fundamental e médio, da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais, no período de 2000 a 2011, e Coordenador / Professor Orientador de Aprendizagem do Programa de Educação Profissional para a
‎[20:29] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Educação de Jovens e Adultos (PEP EJA), integrado ao ensino médio (SRE-C / SEE-MG), no período de 2009 a 2010.
‎[20:29] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Atualmente, é Docente Colaborador da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais (FALE / UFMG) e Docente Colaborador da Universidade Aberta do Brasil (UAB / UFMG).
‎[20:29] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Tem experiência em Consultoria Pedagógica (Linguagem & Tecnologia / Educação & Tecnologia), Coordenação e Orientação de Grupos de Trabalho Docente de Língua Portuguesa com plano de atuação das TDIC em sala de aula, Educação a Distância (EAD), Educação de Jovens e Adultos (EJA), Recursos Educacionais Digitais (Tecnologias Emergentes)
‎[20:29] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ voltados ao ensino e aprendizagem de Língua Portuguesa, e na área de Letras com ênfase em Linguística Aplicada e Ensino de Língua Portuguesa, com atuação nos seguintes temas: gêneros discursivos/textuais, gêneros digitais, discurso, saber e o fazer docente, metodologia e prática de ensino de Língua Portuguesa, formação inicial e
‎[20:29] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ continuada de professores de educação básica para uso das TDIC em sala de aula, letramento(s), letramento digital, multiletramentos, multimodalidade, inclusão digital na escola (e o uso das TDIC na educação), leitura e escrita.
‎[20:30] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Professor CarlosAlexandre, seja bem-vindo!
‎[20:30] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ A palavra é toda sua.
‎[20:30] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Vc tem até 40 minutos para a apresentação.
‎[20:30] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Depois abrimos para questões.
‎[20:30] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Fique à vontade!
‎[20:30] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Obrigado, Carlos!
[inserido na edição: CÓDIGO DOS SLIDES: 2019-CarlosAlexandre ]
‎[20:33] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ CarlosAlexandre, pode começar!
‎[20:33] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ Somos todos olhos
‎[20:33] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Gostaria de agradecer a todos os organizadores, em especial  ao Prof. Carlos Henrique pelo convite.
‎[20:34] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ E gostaria de agradecer também a todos que estão aqui participando dessa conferência. Em especial, a todos os meus alunos presentes e que também ficaram ansiosos e surpresos com a existência de um evento online de porte como o CILTec-online.
‎[20:34] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Quero ressaltar, nesse momento, o tamanho de minha felicidade em poder compartilhar meus estudos/pesquisas e experiências docentes com vocês.
‎[20:34] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Espero que tenhamos uma noite muito proveitosa.
‎[20:36] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ O que pretendemos?
‎[20:37] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Refletir sobre o uso pedagógico das tecnologias digitais na escola para aprender e ensinar.
‎[20:37] ‎<‎CarlosCastro‎>‎ CarlosAlexandre, acho que pode ir um pouco mais rápido. Se possível, claro
‎[20:37] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Discutir sobre a formação, as características e a atuação do professor na cultura digital.
‎[20:37] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Sim. Estou tendo um probleminha aqui de conexão.
‎[20:38] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Precisamos pensar como era a escola ANTES.
‎[20:38] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Uma escola com "raízes" do século XIX.
‎[20:39] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ e agora?
‎[20:39] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ A escola mudou?
‎[20:39] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Continua a mesma. Mas os nossos alunos não.
‎[20:39] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ E o que eles querem?
‎[20:40] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Perdão! Estou no slide 3, 4, 5 e 6.
‎[20:41] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Hoje temos professores do século XX.
‎[20:41] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Aluno do século XXI.
‎[20:41] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ E uma escola do século XIX.
‎[20:42] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Slide 7.
‎[20:42] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Slide 8.
‎[20:43] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Mas precisamos, também, pensar em nossa crianças.
‎[20:43] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Estas já "nascem" conectadas. Slides 9, 10 e 11.
‎[20:43] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Vejam as imagens aí e reflitam!
‎[20:44] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Como não trazer as tecnologias para a escola?
‎[20:45] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Diante disso, precisamos pensar sobre a "Alfabetização Digital" e o "Letramento Digital".
‎[20:46] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Penso que é muito difícil separar os dois nos dias de hoje. Ou seja, será que somos completamente alfabetizados e letrados digitalmente?
‎[20:46] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ “ser letrado digitalmente requer modificações na maneira de ler e escrever na tela, ou seja, uma nova maneira de se ver e estar no mundo (OLIVEIRA JÚNIOR, 2018, p. 33).
‎[20:47] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ ara um cidadão ser letrado digitalmente ele “precisa ir além de manusear tecnicamente o computador. Necessitaria desenvolver capacidades que o ajudem a interagir e comunicar-se eficientemente em ambientes digitais”.
‎[20:47] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ não basta apenas saber ligar/desligar o computador, é importante saber usufruir criticamente dessa tecnologia para a produção e apropriação de conhecimento (VELLOSO, 2010).
‎[20:47] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Se refletirmos mais...
‎[20:48] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ vamos ver que “a aquisição do letramento digital seria uma necessidade educacional e de sobrevivência” (VELLOSO, 2010, p. 35).
‎[20:49] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Mas pensando sobre isso, o que ainda falta?
‎[20:50] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Qual é o problema que estamos enfrentando em sala de aula quando pensamos na inserção das tecnologias digitais nas práticas docentes?
‎[20:50] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Tecnologia ou Metodologia?
‎[20:50] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Vamos pensar juntos?
‎[20:51] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Gosto muito desse vídeo:
‎[20:51] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ https://www.youtube.com/watch?v=QzwNpyoX1xk
‎[20:51] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Vocês já devem conhecê-lo.
‎[20:52] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Mas não adianta inserir tecnologias nas aulas se a metodologia não mudou.
‎[20:53] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Continua com fortes pontos de uma educação tradicional, conteudista.
‎[20:54] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Isso nos remete a pensar em uma escola chamada de "Agência de Letramento" que todos nós somos obrigados a passar por ela.
‎[20:54] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Para Kleiman (2004), os espaços que orientam as práticas de indivíduos e comunidades para letramentos diversos são chamados de “agências de letramentos”, na qual somos obrigados a passar por elas no decorrer de nossa formação educacional.
‎[20:55] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Mas com toda essa evolução da era digital, precisamos pensar e repensar a escola, os nossos alunos e o que eles trazem como "bagagem" para a sala de aula.
‎[20:56] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Seria uma Escola Conect@da?
‎[20:56] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ “A escola deixa de centrar-se no ensino e passa a centrar-se nas aprendizagens. Essa mudança só é possível se o professor adotar uma concepção construtivista da aquisição do conhecimento” (OLIVEIRA, 2016, p. 29).
‎[20:57] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ E quando pensamos nos "Multiletramentos"?
‎[20:57] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎  “A multiplicidade cultural das populações e a multiplicidade semiótica de constituição dos textos por meio dos quais ela se informa e comunica” (ROJO, 2012, p. 13).
‎[20:58] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Essa variedade de informações em variados formatos de textos e imagens para se comunicar e "sobreviver" nesse meio digital.
‎[20:58] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ É preciso pensar também na "Multiculturalidade".
‎[20:59] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Quem são os nossos alunos de hoje?
‎[20:59] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ O que eles trazem para a sala de aula?
‎[20:59] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Qual é a realidade deles fora da escola?
‎[20:59] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ O que eles querem falar?
‎[20:59] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Eles têm voz?
‎[21:00] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Como eles veem a escola de hoje?
‎[21:00] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Precisamos refletir sobre o nosso papel nesse cenário. E o que fazer?
‎[21:01] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ O professor e as tecnologias?
‎[21:01] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Quem somos nesse ciberespaço?
‎[21:02] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Estamos preparados para essa era digital? Para essa geração "alfa"?
‎[21:02] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Para Lévy (1999), o professor da era digital...
‎[21:03] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ somos um arquiteto e um engenheiro do conhecimento. Mas estamos projetando o que na escola?
‎[21:03] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ A escola está nos oferendo um espaço para criar e empreender com tecnologias digitais?
‎[21:04] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Ainda com Lévy (1999),
‎[21:04] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ um profissional que desenvolva estratégias metodológicas e que leve os alunos a construir um aprendizado contínuo, de forma autônoma e integrada e os habilitem, ainda, para a utilização crítica das tecnologias.
‎[21:05] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Para Soares (2002), o professor tem grande necessidade de desenvolver o letramento digital.
‎[21:06] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ E se ele não for usuário das tecnologia digitais fora da escola?
‎[21:06] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Como fará para utilizar os recursos que as tecnologias oferecem para aprender e ensinar?
‎[21:07] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Slide 21.
‎[21:07] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Com isso, somos considerados imigrantes digitais?
‎[21:08] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Ou também estamos aprendendo nessa era digital?
‎[21:08] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Qual é o papel do professor nos dias de hoje?
‎[21:08] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Detentor do saber?
‎[21:09] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Mediador?
‎[21:09] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Slide 24.
‎[21:09] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Não é mais o centro do processo.
‎[21:10] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Precisa desafiar seus alunos a produzirem, criar e pesquisar.
‎[21:10] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Estimula a autonomia dos alunos.
‎[21:11] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Não oferece respostas prontas. O aluno precisa refletir, ler e interpretar.
‎[21:11] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Incentiva a buscar...
‎[21:11] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Provoca a criatividade.
‎[21:12] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Já pensaram em propor atividades que os alunos possam "criar" com as tecnologias que eles têm acesso.
‎[21:12] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ E se tornarem empreendedores com essas criações?
‎[21:13] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Slide 25.
‎[21:13] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Não precisamos ter medo...
‎[21:13] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ as tecnologias não vão nos substituir.
‎[21:14] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Mas precisamos utilizá-las quando necessário para aprender e ensinar.
‎[21:14] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Será um desafio?
‎[21:14] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Xavier (2013) diz:
‎[21:14] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ A capacitação tecnológica dos professores = “o professor precisa entender que a tecnologia lhe dará vantagens.”
‎[21:15] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ A descentralização do protagonismo docente = “o educador precisa compartilhar com seus alunos. Seu papel agora é muito mais de um facilitador de conexões do que um fornecedor de informações. Ele não pode competir com o Google.”
‎[21:15] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Slide 26.
‎[21:16] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Mas para que isso ocorra é preciso que o professor tenha...
‎[21:16] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ "força de vontade"
‎[21:16] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ "interesse"
‎[21:16] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ e o mais importante: "desejo".
‎[21:17] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Tudo isso poderá mudar o cenário da escola em que estamos inseridos e que tanto nos incomoda hoje em dia.
‎[21:18] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Mas dizem que o grande problema da educação hoje é ele:
‎[21:18] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Slide 28.
‎[21:18] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Será?
‎[21:19] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Devemos proibi-lo?
‎[21:19] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Recolhê-lo no início das aulas?
‎[21:19] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Ou utilizá-lo como recurso pedagógico em sala de aula.
‎[21:20] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Vamos pensar!
‎[21:20] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ O que você, professor, faria ou está fazendo?
‎[21:21] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Vejam os slides do 29 ao 32.
‎[21:21] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ São algumas possibilidades
‎[21:22] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ São algumas possibilidades de uso do celular em sala de aula para trabalhar leitura e escrita. Mas é professor que precisa saber "o como usar" e "quando usar" dentro de suas possibilidades e espaço.
‎[21:23] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Isso requer um olhar crítico, ético e autoral que precisa ser desenvolvidos com os alunos antes de o uso de qualquer tecnologias em sala de aula.
‎[21:23] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Slide 33.
‎[21:24] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Hoje, temos uma infinidade de recursos que possamos utilizar para nos comunicarmos no meio digital, dentro e fora da escola.
‎[21:24] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Mas é importante saber utilizar e "para que utilizar".
‎[21:25] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Pensando em engajar e motivar os alunos da geração digital...
‎[21:25] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ O que precisar fazer?
‎[21:26] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Ao invés de coibir o uso do celular, as escolas deveriam incorporá-lo como um recurso que já tem uma forte ligação com a rotina dos estudantes.
‎[21:26] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Verificar se a grade curricular que stá sendo trabalhada é relevante e faz sentido para os alunos.
‎[21:26] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Observar se as estratégias de ensino são instigantes e desafiantes, colocando o aluno no centro da aprendizagem e colaborando no desenvolvimento de suas competências e habilidades básicas para serem mais participativos na sociedade.
‎[21:26] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Rever se os recursos que apoiam estas iniciativas são os mais adequados.
‎[21:27] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ “Adotar as tecnologias digitais na educação é um caminho sem volta. Mas não é preciso reinventar a roda. Agregar o celular como ferramenta pedagógica já pode ser um excelente começo. Proibir seu uso nas escolas faz com que os alunos se sintam em um presídio” (ALLAN, 2013).
‎[21:27] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Vejamos alguns desafios nos slides:
‎[21:27] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ 36, 37 e 38.
‎[21:28] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ é impossível?
‎[21:28] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Penso que não.
‎[21:28] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Mas precisamos rever as nossas práticas de sala de aula;
‎[21:28] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ a estrutura de nossas escolas;
‎[21:29] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ o nosso currículo, se está adequado ou não hoje no século XXI;
‎[21:29] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ levar essas discussões de uso de tecnologias para as reuniões pedagógicas;
‎[21:30] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ trabalhar com outros professores;
‎[21:30] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ trabalhar com a pedagogia de projetos;
‎[21:30] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ e saber quem são os nossos alunos "alfas".
‎[21:30] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Enfim,
‎[21:31] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ "vivemos em uma sociedade emergente dita tecnológica e digital".
‎[21:32] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ (OLIVEIRA JÚNIOR, p. 26, 2018)
‎[21:33] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Nos slides 40 e 41 temos algumas referências que foram utilizadas para esta conferência.
‎[21:33] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ No slide 42, algumas sugestões para capacitação/formação de professore com uso de tecnologias em sala de aula.
‎[21:34] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ É um ponto muito importante a se pensar. Estamos preparados ou não para essa era digital
‎[21:35] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ No slide 43, o lançamento do livro que eu e outros pesquisadores organizamos para o professor da Educação Básica que se interessa em utilizar as tecnologias digitais em sala de aula.
‎[21:36] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Obrigado pela atenção de tod@s!
‎[21:36] ‎<‎CarlosHCastro‎>‎ Obrigado, CarlosAlexandre!
‎[21:36] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Meus contatos estão no slide 44.
‎[21:37] ‎<‎CarlosHCastro‎>‎ O espaço está aberto para perguntas e comentários
‎[21:37] ‎<‎CarlosHCastro‎>‎ Fiquem à vontade, congressistas!
‎[21:37] ‎<‎Dudu22‎>‎ Professor, porque o sr acha que os professores são...
‎[21:37] ‎<‎Dudu22‎>‎ Ps os profs são tão conservadores no uso de TDICs?
‎[21:38] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Oi, Dudu!
‎[21:38] ‎<‎Dudu22‎>‎ Oi! Boa noite!
‎[21:39] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Ainda temos vários professores resistentes em relação ao uso das tecnologias digitais em sala de aula. Eles não se sentem confortáveis e preferem continuar adotando o método tradicional em suas aulas.
‎[21:40] ‎<‎brunoforgiarini‎>‎ Primeiramente, quero parabenizar o professor Carlos pela excelente exposição. Tenho acompanhado o seu trabalho e vejo o quão importante é sua pesquisa dedicada a formação de professores para as tecnologias. MInha questão é: Na sua opinião, qual é o maior desafio do professor na era das tecnologias e das práticas de multiletramentos?
‎[21:40] ‎<‎eliane_mila‎>‎  Eu como acadêmica do curso de Licenciatura em Computação, acho que seria importante  o ensino da informática  pelo profissional da área.
‎[21:40] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Mas não os culpo. É preciso pensar em formação continuada para os professores para que eles possam refletir sobre o uso das TDIC em suas práticas de sala de aula.
‎[21:40] ‎<‎eliane_mila‎>‎ Não temos muita oportunidade nessa área da computação
‎[21:40] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Em 2010, se eu não me engano, trabalhei em uma escola muito bacana que tinha lousa digital em todas as salas, mas infelizmente nenhum profissional foi capacitado para usa-la. Ela funcionava como enfeite.
‎[21:43] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Ei, Bruno! Tudo bem? Penso que o maior desafio desse professor saber utilizar as TDIC fora da escola. Ou seja, caso ele não saiba utilizar as tecnologias no seus dia a dia, como irá rever as possibilidades que elas podem oferecer para ensinar e aprender o seu conteúdo.
‎[21:43] ‎<‎ElianaBrochado‎>‎ Parabéns pela apresentação, professor Carlos. Vcs desenvolvem projetos em parceria com escolas públicas q fomentam o uso de tecnologia?
‎[21:43] ‎<‎CarlosHCastro‎>‎ eliane_mila, se me permite opinar, letramento digital e aula de informática são um pouco diferentes, pois letramento refere-se a uso social da língua. Então, isso cabe a todos os professores, pois há usos sociais da língua na matemática, na história, no portuguÊs, na geografia... mas é claro que umprof de informática é muito bem-vindo,
‎[21:43] ‎<‎CarlosHCastro‎>‎ sobretudo em um cenário que falta formação continuada.
‎[21:44] ‎<‎eliane_mila‎>‎ Certo professor
‎[21:44] ‎<‎brunoforgiarini‎>‎ Muito obrigado. Aproveito para mandar um grande abraço para o professor Carlos Castro e parabenizando-o pela organização do evento.
‎[21:44] ‎<‎CarlosHCastro‎>‎ Nó é que agradecemos a presença, prof brunoforgiarini!
‎[21:45] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Carlos, você falou sobre o uso de celular em sala de aula.
‎[21:45] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Sobre as práticas de multiletramentos, estamos formando leitores proficientes nos dias de hoje? Pq não pensar na "bagagem" que os nossos alunos trazem de fora da escola? Pq não oportunizar a autoria desses alunos com uso das TDIC? Outra coisa, conhecemos os nossos aluno? Damos voz a eles?
‎[21:46] ‎<‎CarlosHCastro‎>‎ Car@s congressistas, começamos um pouco tarde e não podemos ficar segurando o professor CarlosAlexandre
‎[21:46] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Sim, Eliane! Mas esse profissional também precisa de uma formação pedagógica.
‎[21:46] ‎<‎CarlosHCastro‎>‎ Peço, por favor, os últimos comentários e amanhã temos mais duas conferências
‎[21:46] ‎<‎CarlosHCastro‎>‎ às 16 e ás 20 horas
‎[21:47] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Vivemos essa realidade até hoje, Mariana. Falta formação/capacitação para os professores.
‎[21:47] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Você alguma vez já experimentou fazer uma atividade com os alunos utilizando o celular?
‎[21:47] ‎<‎CarlosHCastro‎>‎ E para todos os participantes cadastrados direitinho, com participação para certificado, participam do sorteio de livros da galera do Texto Livre.
‎[21:47] ‎<‎ElianaBrochado‎>‎ Obaaaa! 👏👏👏
‎[21:48] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Se sim, poderia nos contar como foi?
‎[21:48] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ E é preciso pensar também sobre a formação inicial de professores. Como as TDIC estão sendo discutidas e trabalhadas nas licenciaturas?
‎[21:48] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Há um laboratório de práticas e metodologias para aplicar o uso das TDIC em sala de aula?
‎[21:49] ‎<‎CarlosHCastro‎>‎ Confiram nossa programação de conferência convidadas: https://eventos.textolivre.org/moodle/course/view.php?id=12&section=5
‎[21:49] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Oi, Eliane! Sim. Podemos conversar mais sobre isso. Ok!
‎[21:50] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ calexandre.ro@gmail.com
‎[21:50] ‎<‎CarlosHCastro‎>‎ Os podcasts estão ótimos.
‎[21:50] ‎<‎CarlosHCastro‎>‎ Prof CarlosAlexandre, fique à vontade para finalizar.
‎[21:51] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Sim, Mariana. Venho pesquisando sobre o celular em sala de aula desde 2008.
‎[21:52] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Iniciei o trabalho com o celular em sala de aula em 2008 quado estava na Educação Básica.
‎[21:53] ‎<‎CarlosHCastro‎>‎ Alguma das referências dos seus slides traz experiências com o celular, CarlosAlexandre?
‎[21:53] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Trabalhei com os alunos na elaboração de Haikai.
‎[21:53] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Que interessante
‎[21:54] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Depois eu gostaria de saber um pouco mais, caso não se importe.
‎[21:54] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Fui proibido pela diretora da escola a realizar a atividade, pois ela achava que causaria indisciplina nos alunos. Mas a escola não tinha disciplina!?
‎[21:54] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Que triste
‎[21:54] ‎<‎CarlosHCastro‎>‎ D:
‎[21:55] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Eu já tive experiência muito parecida com essa, infelizmente
‎[21:55] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Parabéns pela apresentação, Carlos. Depois podemos trocar umas figurinhas, caso você esteja interessado.
‎[21:55] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ O trabalho foi realizado escondido e ganhou até p prêmio e convite para falar sobre a experiência na Argentina e em NY.
‎[21:55] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Parabéns!!!!
‎[21:55] ‎<‎CarlosHCastro‎>‎ 8)  tb sou desses que faz escondido
‎[21:56] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ :') :')
‎[21:56] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Tem uma publicação sobre esse trabalho. Posso disponibilizar depois. Ok!
‎[21:56] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Por favor, faça isso
‎[21:56] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Ah! Na época... a atividade foi realizada com SMS.
‎[21:56] ‎<‎ElianaBrochado‎>‎ Ótimo. Compartilhe conosco.
‎[21:56] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Os alunos não tinham recurso para ter acesso à intenet.
‎[21:57] ‎<‎ElianaBrochado‎>‎ Muitos hoje tbm não têm, pelo menos na minha comunidade.
‎[21:57] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Essa é a minha grande preocupação: o acesso
‎[21:57] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Há alguns dias eu tive um encontro com uma professora de Tecnologia em Educação de uma Universidade Federal Brasileira aqui na California. Durante a nossa conversa sobre as inovações presentes em sala de aula ela me disse que o maior desafio na sala de aula dela é ter os computadores conectados, porque a internet quase nunca funciona na
‎[21:57] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ universidade em que ela trabalha.
‎[21:57] ‎<‎CarlosHCastro‎>‎ Nos viramos como podemos no Vale do Jequitinhonha.
‎[21:58] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Até hoje, recebo haikai desses alunos que já são profissionais com formação acadêmica. Amo! Kkkk
‎[21:58] ‎<‎CarlosHCastro‎>‎ Mas a banda larga faz muuuuita falta
‎[21:58] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Imagino
‎[21:58] ‎<‎ElianaBrochado‎>‎ Sou do interior do estado de São Paulo e aqui tbm faz muuuuita falta... Rs
‎[21:59] ‎<‎CarlosHCastro‎>‎ Prof CarlosAlexandre, estou satisfeitíssimo.
‎[21:59] ‎<‎CarlosHCastro‎>‎ Alguma última consideração?
‎[21:59] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Mais tarde, repeti a mesma atividade com alunos do Ensino Profissional Técnico, Superior e Pós-Graduação... agora com acesso à internet.
‎[21:59] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ As escolas aqui em Santa Barbara são outra realidade completamente diferente
‎[21:59] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Recurso e acesso não falta
‎[21:59] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ O mais legal era que eles já utilizavam recursos multimodais nos textos.
‎[22:00] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Penso no Brasil o tempo inteiro...
‎[22:00] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Aprenderam e jamais esquecerão
‎[22:00] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Pois é... mas vamos tentando! Não podemos desistir.
‎[22:00] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Simmm
‎[22:01] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Nas minhas referências há trabalhos recentes e interessantes sobre o uso das TDIC em sala de aula.
‎[22:02] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Agradeço muito a tod@s vocês!!!
‎[22:02] ‎<‎CarlosHCastro‎>‎ Nós é que agradecemos, CarlosAlexandre!
‎[22:02] ‎<‎MarianaFurst‎>‎ Obrigada pela apresentação, querido. Vou checar suas referências com carinho
‎[22:02] ‎<‎CarlosHCastro‎>‎ Quando o papo é bom, a gente fica mais mesmo.
‎[22:02] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Precisamos continuar tendo interesse e eventos como este sobre o uso de recursos tecnológicos digitais em sala de aula.
‎[22:02] ‎<‎CarlosHCastro‎>‎ Agradecemos tb a disponibilidade, além do trabalho tão preocupado com a questões de inclusão.
‎[22:02] ‎<‎ElianaBrochado‎>‎ Boa noite a tod@s!
‎[22:03] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Obrigado, Mariana!
‎[22:03] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Isso é bom, Carlas!
‎[22:03] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Carlos*
‎[22:03] ‎<‎CarlosHCastro‎>‎ :D
‎[22:04] ‎<‎CarlosHCastro‎>‎ Então voltamos amanhã, às 16h00 e às 20h00
‎[22:04] ‎<‎CarlosHCastro‎>‎ MarianaFurst fala sobre as tecnologias nas salas de aula na California às 20.
‎[22:04] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Estou à disposição para conversarmos mais.
‎[22:04] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ Abraços!
‎[22:04] ‎<‎CarlosAlexandre‎>‎ <3
‎[22:05] ‎<‎CarlosHCastro‎>‎ E Júlio Araújo falará sobre discurso de ódio nas redes sociais.
‎[22:05] ‎<‎CarlosHCastro‎>‎ Precisaremos sim, CarlosAlexandre
‎[22:05] ‎<‎CarlosHCastro‎>‎ Boa noite e obrigado mais uma vez.
‎[22:05] ‎<‎CarlosHCastro‎>‎ (y) <3

12 de novembro - Érika Amâncio

Tecnologia(s), letramento e cultura: o impacto das tradições tecnológicas na cultura escolar do Brasil (De) Colonial

Por Érika Amâncio Caetano (UFMG)

12 de novembro de 2019 às 18h

Sala de Conferências do CILTEC

Coordenador: Carlos Henrique Silva de Castro

Moderadora: Ana Matte

Os slides podem ser acessados na sala de conferências

LOG

‎[18:01] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Boa tarde a tod@s!Bem-vind@s a mais uma conferência convidada do XIII CILTec Online.
‎[18:02] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Vamos aguardar mais uns minutinhos. Acabo de falar om a conferencista e ela já já estará entre nós.
‎[18:02] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ com***
‎[18:02] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Dentro de instantes: Tecnologia(s), letramento e cultura: o impacto das tradições tecnológicas na cultura escolar do Brasil (De) Colonial
‎[18:03] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Com Prof. Drª Érika Caetano
‎[18:08] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Boa tarde, Professora Érika!
‎[18:08] ‎<‎erikaamancio‎>‎ Boa tarde!
‎[18:08] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Car@s congressistas, a professora Érika já chegou.
‎[18:08] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Bem-vinda e muito obrigado por receber o convite.
‎[18:09] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ E desculpe-nos pelo problema técnico de ontem. Mas hoje tudo vai dar certo. 😊
‎[18:09] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Érika Amâncio Caetano possui graduação em Letras - Inglês pela Universidade Federal de Minas Gerais (2004), graduação em Letras - Português pela Universidade Federal de Minas Gerais (2006), especialização em ensino de língua inglesa (2007) e é mestre, doutora e pós-doutora em Estudos Linguísticos pela Faculdade de Letras da
‎[18:09] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Universidade Federal de Minas Gerais (2014/2017).
‎[18:09] ‎<‎erikaamancio‎>‎ Muito obrigada pela oportunidade!
‎[18:09] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Atualmente trabalha como professora de Língua Inglesa na Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
‎[18:10] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Nós é que agradecemos, Érika!
‎[18:10] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Trabalhou no curso de Letras da Faculdade Interdisciplinar de Humanidades da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM).
‎[18:10] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Trabalhou como professora no curso de Letras do Centro Universitário de Belo Horizonte (UNIBH), tendo atuado também na rede básica de ensino no Colégio São Paulo (ensino médio - EM), no SEB (ensino fundamental II - EF II - e EM) e no Colégio Bernoulli (EF II e EM).
‎[18:10] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Trabalhou como professora substituta de língua inglesa na Faculdade de Letras da UFMG (2016).
‎[18:10] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Tem experiência na área de Linguística Aplicada, com ênfase em Métodos e Técnicas de Ensino, atuando principalmente nos seguintes temas: letramento crítico, ensino de língua inglesa, formação de professores de inglês e linguística aplicada. Trabalhou no Ingrede, curso de inglês instrumental oferecido pela FALE/UFMG (2012-14) e no curso
‎[18:10] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ de especialização em ensino de inglês (CEI) da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais (2016 - 2018).
‎[18:11] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Professora Érika e congressistas, o chat está em modo moderado.
‎[18:11] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Isso quer dizer que a professora não consegue ler mensagem de ninguém, além das minhas.
‎[18:11] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Após a exposição, abriremos para todos perguntarem ou comentarem.
‎[18:12] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Por último, o código dos slides é 2019-Erika
‎[18:12] ‎<‎erikaamancio‎>‎ OK
‎[18:12] ‎<‎erikaamancio‎>‎ Já abri aqui
‎[18:12] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ A palavra é sua, Érika!
‎[18:12] ‎<‎erikaamancio‎>‎ Olá, pessoal!
‎[18:12] *** Você definiu o tópico do canal para "[XIII CILTec: Érica Amâncio (UFMG), 12/11/19, 18:00] [código dos slides: 2019-Erika]".
‎[18:13] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Todos em silêncio porque estamos em modo moderado, Érika
‎[18:14] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Pode começar sua exposição, por favor
‎[18:14] ‎<‎erikaamancio‎>‎ Achei pertinente trazer a vocês essa reflexão sobre  tecnologia, letramento e cultura de sala de aula porque são temas complementares
‎[18:14] ‎<‎erikaamancio‎>‎ Inicio com uma pequena diferenciação entre alfabetização e letramento, no slide 2
‎[18:15] ‎<‎erikaamancio‎>‎ Percebe-se com esse slide que, curiosamente, a palavra literacy, em inglês, abrange tanto a alfabetização, ou seja, habilidade de ler e escrever, quanto o letramento
‎[18:16] ‎<‎erikaamancio‎>‎ É como se as duas habilidades fossem indissociáveis - a compreensão do código da escrita leva, consequentemente, à interação social com a leitura e a escrita
‎[18:18] ‎<‎erikaamancio‎>‎ Como essa interação mudou exponencialmente em virtude da globalização e das novas tecnologias, existe uma demanda por novas habilidades de interação com essas novas formas do texto escrito
‎[18:18] ‎<‎erikaamancio‎>‎ No entanto, não é essa a realidade em grande parte do Brasil - no slide 5, temos um exemplo do curta Vida Maria, que ilustra o analfabetismo funcional
‎[18:19] ‎<‎erikaamancio‎>‎ Por esse motivo, estabelece-se a diferença entre alfabetização e letramento em nosso país
‎[18:19] ‎<‎erikaamancio‎>‎ E o que a(s) tecnologia(s) têm a ver com isso?
‎[18:20] ‎<‎erikaamancio‎>‎ No slide 6, vemos que a tecnologia pode ser entendida como uma ferramenta ou conjunto de ferramentas desenvolvidas a serviço do saber e do aperfeiçoamento da vida em comunidade
‎[18:21] ‎<‎erikaamancio‎>‎ Os slides 6 e 7 mostram algumas ferramentas tecnológicas que mudaram o mundo
‎[18:21] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Código de acesso aos slides: 2019-Erika
‎[18:23] ‎<‎erikaamancio‎>‎ Considerando essa função de serviço ao bem comum da tecnologia, vemos com clareza a forma como nossas vidas têm sido impactadas à medida em que novas tradições tecnológicas se instauram
‎[18:23] ‎<‎erikaamancio‎>‎ No slide 8, vemos as 4 características das tradições tecnológicas da sociedade moderna: estabilidade, objetividade, previsibilidade e autoria própria
‎[18:25] ‎<‎erikaamancio‎>‎ Já no slide 9, podemos estabelecer uma diferença fundamental ao se pensar na busca por um conceito, como folclore - enquanto nas tradições modernas existia uma verdade, disponível nas tradicionais enciclopédias, na sociedade pós-moderna (e principalmente pós-internet) temos uma multiplicidade de informações, que por si só caracteriza-se
‎[18:25] ‎<‎erikaamancio‎>‎ instável, subjetiva e imprevisível
‎[18:27] ‎<‎erikaamancio‎>‎ Tendo em vista essa multiplicidade de informações advindas do acesso quase irrestrito à informação possibilitado pelas novas tecnologias, é natural que exista uma demanda para seu uso no ambiente escolar
‎[18:28] ‎<‎erikaamancio‎>‎ No slide 10 temos alguns exemplos de ferramentas tecnológicas utilizadas na escola
‎[18:29] ‎<‎erikaamancio‎>‎ Sabemos que essa influência da tecnologia na cultura de massa, no entanto, pode não ser tão profícua quanto se pensa.
‎[18:30] ‎<‎erikaamancio‎>‎ Frigotto (2009), no slide 11, alerta para o viés ideológico da tecnologia
‎[18:32] ‎<‎erikaamancio‎>‎ Dessa forma, um movimento técnico-científico para aperfeiçoar a vida em comunidade pode consistir, muitas vezes, uma forma de manipulação e exercício da soberania por parte de quem a detém
‎[18:32] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Érika, acho que vc pode acelerar um pouco a postagem se vc quiser ;D
‎[18:32] ‎<‎erikaamancio‎>‎ Não sei se vocês assistiram ao Roda Viva de ontem
‎[18:33] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Eu não.
‎[18:33] ‎<‎erikaamancio‎>‎ Com o professor Yuval NOah Harari
‎[18:33] ‎<‎erikaamancio‎>‎ Ele é especialista em tecnologia
‎[18:33] ‎<‎erikaamancio‎>‎ E disse ontem que a tecnologia virou um commodity, uma moeda de troca e um impositivo de uma cultura sobre as outras
‎[18:34] ‎<‎erikaamancio‎>‎ A consequência disso é a alienação advinda da imposição da cultura de massa e o consequente aumento das desigualdades
‎[18:34] ‎<‎erikaamancio‎>‎ Ao pensarmos na cultura escolar (mais informações sobre no slide 12),
‎[18:35] ‎<‎erikaamancio‎>‎ vimos que, assim como a concepção de cultura, ela se caracteriza enquanto um conjunto de regras, crenças, valores e dinâmicas pertinentes àquele ambiente
‎[18:36] ‎<‎erikaamancio‎>‎ Nos slides 14 e 15 vemos o reflexo dessa cultura escolar não só na evolução do sistema de escrita, como também nas novas dinâmicas de sala de aula
‎[18:36] ‎<‎erikaamancio‎>‎ O slide 16 mostra o impacto direto das novas tradições tecnológicas na sala de aula atual
‎[18:37] ‎<‎erikaamancio‎>‎ Enquanto o professor (17) se fixa aos moldes tradicionais de um lado, os alunos usam uma tecnologia diferente - o celular - para mostrar o mesmo desinteresse que mostravam quando estavam entediados (papel)
‎[18:38] ‎<‎erikaamancio‎>‎ Em um país onde a cultura do outro é supervalorizada em detrimento da nossa (um exemplo é a Finlândia usada como referência para aulas no Brasil)
‎[18:39] ‎<‎erikaamancio‎>‎ , é natural que a educação formal/tradicional caia em desuso e seja considerada irrelevante pelos alunos,
‎[18:39] ‎<‎erikaamancio‎>‎ cuja influência são as novas oportunidades advindas da tecnologia
‎[18:40] ‎<‎erikaamancio‎>‎ No slide 19 vemos um exemplo claro da apropriação da cultura de massa
‎[18:41] ‎<‎erikaamancio‎>‎ Em minha pesquisa de pós-doutorado trabalho com o conceito trazido por Monte-Mór do professor enquanto colonizador, jesuíta e ditador, heranças de nossa condição sócio-histórica
‎[18:41] ‎<‎erikaamancio‎>‎ Enquanto o professor reproduz suas raízes, resistindo às novas tecnologias e à sua integração ao cenário escolar, cria-se um enorme abismo entre docentes e discentes
‎[18:42] ‎<‎erikaamancio‎>‎ É necessário, portanto, que o professor, colaborativamente com seu alunado, ressignifique a cultura escolar, pautada em pontos e recompensas por atividades executadas, em um produto significativo e aplicável à vida dos participantes dessa comunidade
‎[18:43] ‎<‎erikaamancio‎>‎ Quem sabe assim não teremos um dia um vislumbre maior de uma educação de qualidade para todos?
‎[18:43] ‎<‎erikaamancio‎>‎ Obrigada!
‎[18:43] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Nós é que agradecemos, Érika!
‎[18:43] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Já vamos abrir a sala para as perguntas.
‎[18:43] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Só 1 minutinho, por favor.
‎[18:44] ‎<‎erikaamancio‎>‎ ok
‎[18:45] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Prontinho
‎[18:45] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ quem tem questões comentários fique à vontade
‎[18:46] ‎<‎Mateus2000‎>‎ Professora, compreender o fenômeno das fake news..
‎[18:46] ‎<‎Mateus2000‎>‎ É papel dos letramentos?
‎[18:46] ‎<‎erikaamancio‎>‎ Obrigada pela contribuição, Mateus! Sua questão é muito pertinente
‎[18:47] ‎<‎erikaamancio‎>‎ Acredito que sim, porque ao concebermos que o letramento em si constitui-se num conjunto de estratégias para a interação social com o texto escrito, cabe às práticas de letramento, que devem ser desenvolvidas pelo professor, capacitar o aluno para identificar características específicas desse gênero
‎[18:49] ‎<‎Mateus2000‎>‎ Antes dessa conf,  estávamos discutindo fake news
‎[18:49] ‎<‎erikaamancio‎>‎ Da mesma forma temos os letramentos digitais, visuais, críticos...
‎[18:49] ‎<‎Mateus2000‎>‎ E pensando q letramento tem a ver com leitura...
‎[18:49] ‎<‎erikaamancio‎>‎ É o fenômeno da atualidade, não é?
‎[18:49] ‎<‎Mateus2000‎>‎ Tudo a ver. Grato pela resposta
‎[18:49] ‎<‎erikaamancio‎>‎ Eu é que agradeço!
‎[18:50] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Érika, acho muito necessária essa desconstrução do senso comum sobre tecnologia como apenas o novo, o modernoso, coisa de gente com grana....
‎[18:50] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ quando na verdade fazemos usos de tecnologias sempre e desde sempreeeee
‎[18:51] ‎<‎erikaamancio‎>‎ Exato!
‎[18:51] ‎<‎eliane_mila‎>‎ As palavras usadas nas conversas em redes sociais como palavra Vc e blz é um letramento?
‎[18:51] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ e a questão de dar à tecnologia "vontade própria" tb é complicado. As tecnologias não fazem nada sozinhas, não destroem democracias soziiis...
‎[18:51] ‎<‎cidaviegas‎>‎ as tecnologias foram evoluindo, hoje são multimodais
‎[18:51] ‎<‎erikaamancio‎>‎ Pra você ter uma ideia, ontem o professor Harari comparou o mundo à série Black MIrror
‎[18:52] ‎<‎erikaamancio‎>‎ Disse que já tem algoritmos no computador que identificam se você é gay antes de você mesmo saber
‎[18:52] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Vou procurar esse Roda Viva assim que terminarmos aqui :D
‎[18:52] ‎<‎erikaamancio‎>‎ Pela forma como seus olhos reagem ao olhar para um homem e uma mulher no computador
‎[18:52] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ ich... não pensei que estávamos nesse nível
‎[18:53] ‎<‎erikaamancio‎>‎ Achei interessantíssimo essa definição de tecnologia enquanto commodity
‎[18:53] <-- Mateus2000 (b14e5efa@177.78.94.250) deixou este servidor (Remote host closed the connection).
‎[18:53] ‎<‎erikaamancio‎>‎ Se você pensar, as nações que detém as tecnologias mais avançadas usam disso para controlar a sociedade
‎[18:54] ‎<‎erikaamancio‎>‎ Esses mecanismos de pesquisa, as redes sociais, onde as pessoas encontram o que querem sobre as outras
‎[18:54] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ e para atacar adversários, expandir domínios econômicos e políticos etc
‎[18:54] ‎<‎erikaamancio‎>‎ Fica fácil manipular crenças e escolhas, não?
‎[18:54] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ eliane_mila perguntou: As palavras usadas nas conversas em redes sociais como palavra Vc e blz é um letramento?
‎[18:55] ‎<‎erikaamancio‎>‎ Exato! É uma ferramenta de dominação fortíssima
‎[18:55] ‎<‎cidaviegas‎>‎ a inteligencia artificial que tem impactado em muitas áreas.
‎[18:56] ‎<‎erikaamancio‎>‎ Na verdade, Eliane, esse é um modo de escrita que demanda novas práticas de letramento a fim de compreendê-las
‎[18:56] ‎<‎eliane_mila‎>‎ Obrigada
‎[18:56] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Car@s, a professora tem um compromisso daqui a pouco e, então, vamos interromper o papo.
‎[18:56] ‎<‎erikaamancio‎>‎ O letramento é a condição de quem decodifica o texto escrito
‎[18:57] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Que foi muito agradável e proveitoso.
‎[18:57] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Professora, muitíssimo obrigado pela colaboração.
‎[18:57] ‎<‎erikaamancio‎>‎ Muito obrigada pela oportunidade!
‎[18:57] ‎<‎erikaamancio‎>‎ Obrigada a todxs pela presença!
‎[18:57] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Esperamos tê-la por aqui outras vezes
‎[18:57] ‎<‎erikaamancio‎>‎ Conte comigo!
‎[18:57] ‎<‎erikaamancio‎>‎ Abraços!
‎[18:58] ‎<‎cidaviegas‎>‎ obrigada prof
‎[18:58] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Fique à vontade para ir para o seu compromisso. Grande abraço.
‎[18:58] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Gente, hoje às 20h00 tem mais uma conferência pra gente
‎[18:59] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Educação no século XXI: qual o papel das tecnologias digitais na escola?
‎[18:59] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ https://eventos.textolivre.org/moodle/mod/forum/view.php?id=806
‎[18:59] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Aguardamos vocês de volta!
‎[18:59] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Até mais tarde!

12 de novembro - André Covre

Fake News e a Pequena Mídia Dialógica do Cotidiano: a hipótese da Autoria

Por Carlos Alexandre Oliveira – NEPCED/UFMG

12 de novembro de 2019 às 16h

Sala de Conferências do CILTEC

Coordenador: Carlos Henrique Silva de Castro

Moderador: Ana Matte

Os slides podem ser acessados na sala de conferências

LOG

‎[16:00] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Boa tarde a todos e todas!
‎[16:01] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Em instantes começamos
‎[16:01] *** acris definiu o tópico do canal para "[XIII CILTec: André Covre (UFVJM), 12/11/19, 16:00] [código dos slides: 2019-Covre]".
‎[16:02] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Para acessar os slides da conferência, use o código 2019-Covre na janela do lado direito da sua tel
‎[16:02] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ da sua tela***
‎[16:05] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ André, podemos começar?
‎[16:05] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Podemos!
‎[16:06] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Consegue visualizar seus slides no sistema?
‎[16:06] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Eu consigo!
‎[16:06] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Do lado direito da tela
‎[16:06] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Vc vai falar algo ou posso começar?
‎[16:06] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ 2019-Covre é o código a ser usado na OPÇÂO
‎[16:06] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Te apresento agora.
‎[16:07] ‎<‎AndreCovre‎>‎ (y)
‎[16:07] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Caros congressistas, o André Covre é professor Adjunto da Área de Linguagens e Mídias Sociais do Departamento de Computação da Faculdade de Ciências Exatas da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), campus de Diamantina/MG.
‎[16:07] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Também é diretor de Extensão da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEXC) da UFVJM. Formação: Doutorado e Mestrado em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas (IEL-UNICAMP).
‎[16:08] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Graduado em Letras pela Universidade Federal de São Carlos (UFScar).
‎[16:08] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎  Tem experiência na área de Filosofia da Linguagem. Temas de trabalho: ciência, tecnologia, sociedade, linguagem, propriedade intelectual e inovação, mídias sociais, aplicações web, discurso político e Círculo de Bakhtin.
‎[16:08] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Teremos até 40 minutos de exposição da conferência e mais 20 para perguntas após a apresentação do professor.
‎[16:09] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Lembrando: 2019-Covre é o código dos slides
‎[16:09] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Professor André, seja bem-vindo!
‎[16:09] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Muito obrigado por aceitar nosso convite.
‎[16:09] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Opa!
‎[16:09] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ A palavra está com você.
‎[16:09] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Obrigado
‎[16:09] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Primeiramente, muito obrigado aos organizadores do evento pelo convite, ao professor Carlos Castro, meu colega aqui da UFVJM. Estou muito contente por mais uma vez poder me arriscar a falar publicamente sobre esse tema. Estivemos juntos numa mesa há pouco tempo aqui em Diamantina. Acredito ter sido dali a ideia de me convidar.
‎[16:10] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Estou participando do meu gabinete aqui no Campus JK da UFVJM, com uma internet meio cambaleante, mas vamos lá. Se eu cair, me esperem que eu me levanto e volto! ;)
‎[16:10] ‎<‎AndreCovre‎>‎ SLIDE 1: APRESENTAÇÃO.A proposta dessa conferência é promover uma reflexão sobre o fenômeno contemporâneo das Fake News a partir da hipótese de que vivemos uma demanda por autoria.Vou postar explicações sobre cada slide a cada 1 minuto e meio, mais ou menos.
‎[16:11] ‎<‎AndreCovre‎>‎ SLIDE 2: É CADA UMA QUE ME APARECE!
‎[16:11] ‎<‎AndreCovre‎>‎ O objetivo não é definir nem explicar Fake News, mas exemplificar para contextualizar a reflexão.
‎[16:11] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Exemplo 1: Mamadeira de Piroca. Obviamente a imagem já é um meme que provoca uma reflexão sobre o resultado das últimas eleições presidenciais no Brasil e seus motivos.
‎[16:11] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Exemplos 2 e 3: Duas notícias sobre denúncias que sofreram dois presidentes do Brasil, JK e Lula. Se a mentira deu certo uma vez porque não tentar de novo?
‎[16:11] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Exemplo 4: Exemplo de Fake News que circulou via WhatsApp durante as eleições para reitoria da UFVJM. Pode-se, nesse exemplo, atentar para o tom especulativo e com linguagem não padrão (propositalmente), além do enfoque na expressão "Essa não é a Universidade que queremos" evidenciando o objetivo eleitoreiro.
‎[16:12] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Pra quem está entrando agora, estamos no Slide 2. Jájá vou postar sobre o Slide 3
‎[@#evidosol-1][16:12] ‎<‎marco79‎>‎ Boa tarde a todos!
‎[16:12] ‎<‎AndreCovre‎>‎ SLIDE 3: QUAL A MAIOR FAKE NEWS DE TODAS?
‎[16:13] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Esse texto do Marcelo Leite de 2010 faz referencia ao anúncio do sequenciamento do genoma humano que ocorreu em 2000.
‎[16:13] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Sobre esse texto quero fazer uma afirmação e duas perguntas:
‎[16:13] ‎<‎AndreCovre‎>‎ 1) Há quase 20 anos exaltava-se o sequenciamento do genoma humano como um feito sem precedentes, talvez o maior feito científico dos últimos 20 anos, o que tornaria o câncer uma doença esquecida.
‎[16:13] ‎<‎AndreCovre‎>‎ 2) Seria a ciência a maior Fake News de nossa época? Talvez somente não maior do que as religiões?
‎[16:14] ‎<‎AndreCovre‎>‎ SLIDE 4: O FIM DO ARGUMENTO DA NEUTRALIDADE.
‎[16:14] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Agora que já sabemos o que é FAKE NEWS (sem precisar definir), podemos partir para algumas tentativas de explicações.
‎[16:15] ‎<‎AndreCovre‎>‎ O industrialismo (TOFFLER, 1980) promoveu uma CISÃO entre quem produzia (alimento, informação, energia, etc) e quem consumia.
‎[16:15] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Ou seja, rádio e TV se tornaram os principais intermediários entre aquilo que acontecia no mundo (FATOS) e aqueles que se informavam sobre os fatos (CONSUMIDORES).
‎[16:15] ‎<‎AndreCovre‎>‎ O argumento da Liberdade de Imprensa como algo inquestionável tem fundamento na ideia de Liberdade de Expressão, que por sua vez está fundamentada na noção de isenção ideológica e de neutralidade.
‎[16:15] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Isso tudo só é possível quando temos uma noção estruturalista de língua.
‎[16:17] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ 8)
‎[16:17] ‎<‎AndreCovre‎>‎ SLIDE 5: AH! A GRANDE MÍDIA MONOPLISTA PRIVADA!
‎[16:17] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Por isso, é possível ter a cara de pau de passar os dias construindo Fake News! Esse é um dos melhores exemplos de Fake News naturalizada que a Grande Mídia Monopolista Privada faz diariamente.
‎[16:18] ‎<‎AndreCovre‎>‎ vejam como não é difícil desmontar uma fake news... uma simples análise sintática pode ajudar! hehe
‎[16:18] ‎<‎AndreCovre‎>‎ SLIDE 6: AH! A PEQUENA MÍDIA DIALÓGICA DO COTIDIANO!
‎[16:18] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Assim, o que o industrialismo separou o computador e a internet juntou, principalmente no campo da mídia.
‎[16:18] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Atualmente, ao mesmo tempo em que assistimos a Grande Mídia Monopolista Privada informar que uma operação militar da OTAN matou 5 terroristas no Iraque lemos um blog iraquiano informando que 5 casas de civis foram destruídas com seus moradores dentro.
‎[16:18] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Estamos gradualmente trocando uma
‎[16:19] ‎<‎AndreCovre‎>‎ GRANDE MÍDIA MONOPOLISTA PRIVADA
‎[16:19] ‎<‎AndreCovre‎>‎ por uma
‎[16:19] ‎<‎AndreCovre‎>‎ PEQUENA MÍDIA DIALÓGICA DO COTIDIANO
‎[16:19] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Pra quem entrou agora, estamos no Slide 6!
‎[16:20] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Resumindo, um dos argumentos principais aqui é que com a chegada do computador e da internet (e mais agora com os celulares e aplicativos que temos) os processos de produção e circulação de informação estão sendo descentralizados!
‎[16:21] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Se antes as grandes mídias (Rede Globo por exemplo) conseguiam disseminar a mesma fake news pra todo mundo ao mesmo tempo... atualmente todo mundo tem esse direito na palma das mãos! ;)
‎[16:21] ‎<‎AndreCovre‎>‎ SLIDE 7: O VÁCUO!
‎[16:22] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Entretanto, ao nos voltarmos para o contexto das últimas eleições presidenciais brasileiras vemos o que?
‎[16:22] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Uma enxurrada de informações de inúmeros meios diferentes ao ponto de não sentirmos mais diferenças entre aquilo que circula na Grande Mídia Monopolista Privada e na Pequena Mídia Dialógica do Cotidiano.
‎[16:22] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Confiamos em quem?
‎[16:22] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Retomando, estamos no Slide 8!
‎[16:23] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Se todo mundo pode falar o que quiser em qualquer lugar e não há mais espaço privilegiado para disseminar informação, em quem confiaremos?
‎[16:23] ‎<‎AndreCovre‎>‎ No "imbecil" da internet.?????
‎[16:23] ‎<‎AndreCovre‎>‎ SLIDE 8: A OPINIÃO IDIOTA SOBRE OS IDIOTAS!
‎[16:23] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Ironia ok!!!
‎[16:23] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Para mim, Humberto Eco nunca tinha sido tão elitista, preconceituoso e quase... quase facista.
‎[16:23] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Fica a provocação:
‎[16:24] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Eu prefiro que todos tenhamos o mesmo direito à palavra. Primeiro porque é mais justo. Segundo porque assim dá pra saber onde estão todos os "idiotas". Nunca teríamos descoberto como a sociedade brasileira é tão conservadora e está tão impregnada de discurso religioso preconceituoso se não tivéssemos dado voz a todos.
‎[16:25] ‎<‎AndreCovre‎>‎ SLIDE 9: A IMPORTÂNCIA DA PRODUÇÃO TEXTUAL NA INTERNET!
‎[16:25] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Além disso, essa pesquisa do IBGE revela a importância da Pequena Mídia Dialógica do Cotidiano na produção e circulação de informações por meio de "memes".
‎[16:25] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Pensem em como os memes contribuem na construção das nossas verdades cotidianas!!!!
‎[16:26] ‎<‎AndreCovre‎>‎ PEssoal, estou caminhando para os últimos slides, então vou fazer um resumão:
‎[16:26] ‎<‎AndreCovre‎>‎ 1) Dei vários exemplos de Fake News! Uns mais óbvios, outros nem tanto
‎[16:26] ‎<‎AndreCovre‎>‎ 2) defendi que estamos dando voz a uma pequena mídia dialógica do cotidiano em detrimento a grande mídia monopolista privada... ou seja, menos rede globo, mais time line do facebook e mensagens de whatsapp
‎[16:27] ‎<‎AndreCovre‎>‎ 3) O slide 9 mostra como a fala do Humberto Eco (Slide 8 ) é equivocada, dada a importância das mensagens trocadas pela internet entre as pessoas!
‎[16:28] ‎<‎AndreCovre‎>‎ SLIDE 10: O SUJEITO!
‎[16:28] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Já peçco desculpas pelo tamanho do texto, na projeção fica melhor...
‎[16:28] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Precisamos compreender que estamos diante da retomada do sujeito (Geraldi, 2015).
‎[16:28] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Assim, conforme a conclusão no final do slide, precisamos da alteridade, precisamos do outro porque é no olhar do outro que conseguimos nossa identidade, mesmo que provisória, mesmo que no instante fugidio do olhar do outro, do like do outro, do compartilhamento do outro, do comentário do outro, do meme do outro, da news que o outro nos manda.
‎[16:29] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Ou seja, quem n"ao fica esperando aquele like da foto compartilhada? É naquele like que nos compreendemos como sujeitos participantes da sociedade!
‎[16:30] ‎<‎AndreCovre‎>‎ SLIDE 11: COMO O FACEBOOK RECONHECE A PEQUENA MÍDIA DIALÓGICA DO COTIDIANO.
‎[16:30] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Isso é tão importante que o FACEBOOK modificou seu algoritmo para valorizar mais esse tipo de interação.
‎[16:30] ‎<‎AndreCovre‎>‎ MENOS Grande Mídia Monopolista Privada
‎[16:30] ‎<‎AndreCovre‎>‎ MAIS Pequena Mídia Dialógica do Cotidiano na sua Timeline.
‎[16:31] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Até a Cambridge Analytica "descobrir" (se é que não tava tudo combinado).
‎[16:31] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Até a campanha do Bolsonaro comprar legiões de bots para espalhar mamadeiras de Piroca e imagens de mulheres sem roupa defendendo o Haddad
‎[16:33] ‎<‎AndreCovre‎>‎ SLIDE 12- GENERALIZAÇÕES (A DEMANDA PELA ALTERIDADE GERA A DEMANDA POR AUTORIA).
‎[16:33] ‎<‎AndreCovre‎>‎ vou copiar as quatro generalizações pra ficar mais fácil de ler
‎[16:33] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Fake news, Memes, Textões, Figurinhas, são
‎[16:33] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Estamos nessa Era porque sempre retornamos
‎[16:33] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Pr e c i s amo s b u s car no va s fo rma s de
‎[16:33] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Se grandes empresas conseguem saber tudo
‎[16:34] ‎<‎AndreCovre‎>‎ .......é o STF assumindo o golpe minha gente, pelo qual tentou se redimir soltando o Lula! Ora bolas! Todo mundo sabe que dá pra saber cada passo de cada pessoa que usa internet no mundo. É só ler um pouquinho sobre BIG DATA!O STF só não barrou as Fake News nas eleições porque não quis e não quis porque escolheu um lado! Assim como
‎[16:34] ‎<‎AndreCovre‎>‎ escolheu ao deixar Lula preso e sem poder dar entrevista.
‎[16:35] ‎<‎AndreCovre‎>‎ SLIDE 13: A NOSSA RESPONSABILIDADE PELA PROSA E PELA POESIA.
‎[16:35] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Finalizando, ficam algumas palavras positivas. Precisamos delas nesse momento!
‎[16:35] ‎<‎AndreCovre‎>‎ para a minha irmão que entrou no último Slide!! hehehe
‎[16:36] ‎<‎AndreCovre‎>‎ os slides estao do lado direito Ari, só colocar o códio 2019-Covre (é minha irmã gente... rs)
‎[16:36] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ <3 <3 <3
‎[@#evidosol-1][16:36] ‎<‎ariliac‎>‎ oi
‎[@#evidosol-1][16:36] ‎<‎ariliac‎>‎ obrigada
‎[16:36] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Bom, que nos tornemos cada vez mais responsáveis pelas poesias e prosas que enunciamos na nossa vida diária!
‎[16:36] ‎<‎AndreCovre‎>‎ AGRADECIMENTOS:Obrigado mais uma vez aos organizadores pela oportunidade. Principalmente ao colega Carlos Henrique pela lembrança!Obrigado a quem está pacientemente lendo as minhas mensagens e vendo os slides que preparei.
‎[16:37] ‎<‎AndreCovre‎>‎ REFERÊNCIAS que citei ao longo da apresentação:
‎[16:37] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Obrigado professor André pela excelente exposição.
‎[16:37] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Referências:GERALDI, J. W. ANCORAGENS: ESTUDOS BAKHTINIANOS,  2015, ISBN 978-85-7993-000-3, Pedro & João Editores.TOFFLER, A. A Terceira Onda. Rio de Janeiro, Record, 1980 (7a ed.)Para saber mais sobre a Grande Mídia Monopolista Privada:>BLOG DO EMIRhttps://www.cartamaior.com.br/?/Blog/Blog-do-Emir/2>Quimeras discursivas do Presidente Lula :
‎[16:37] ‎<‎AndreCovre‎>‎ ambivalencia em generos discursivos (MESTRADO)http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/270824>A reinvenção do humano : uma tese sobre a reemergência dos sujeitos na contemporaneidade midiática (DOUTORADO)http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/270418Para mais sobre os fundamentos filosóficos da noção estruturalista de
‎[16:37] ‎<‎AndreCovre‎>‎ língua: >PARA UMA FILOSOFIA MARXISTA DA LINGUAGEM (SEGUNDA PARTE), Marxismo e Filosofia da Linguagem (Bakhtin/Volochinov)
‎[16:37] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Valeu Carlos
‎[16:37] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Nós é que agradecemos, André!
‎[16:37] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Vamos abrir o espaço para as perguntas.
‎[16:37] ‎<‎AnaMatte‎>‎ Ótima apresentação, André! Gostei muito, inclusive, de você não tentar esconder-se atrás de uma cientificidade que faz de conta que não tem opinião, parabéns!
‎[16:38] ‎<‎AnaMatte‎>‎ podemos perguntar?
‎[16:38] ‎<‎AndreCovre‎>‎ mande bala
‎[16:38] ‎<‎AndreCovre‎>‎ obrigado
‎[16:38] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Pronto, todos podem direcionar suas perguntas que o professor André conseguirá visualizá-las.
‎[16:38] ‎<‎AnaMatte‎>‎ Como você, achei essa fala do Umberto Eco muito preconceituosa, lastimável mesmo: O drama da internet é que ela promoveu o idiota da aldeia a portador da verdade". Isso demonstra um preconceito sobre quem pode e quem não pode criar conhecimento, muito comum na academia. A universidade, como principal espaço da pesquisa, até há pouco tempo
‎[16:38] ‎<‎AnaMatte‎>‎ tinha o status de geradora de saberes válidos. Sabemos que isso mudou ano passado. E sabemos que os memes (seus autores e compartilhadores, claro) tiveram um grande papel nisso. O que você diz dessa situação em que os questionadores da universidade como templo incólume do saber e os que a defendem como tal de repente se vêem unidos na luta
‎[16:38] ‎<‎AnaMatte‎>‎ contra uma "verdade" que se espalhou porque o meme só consegue explorar uma faceta de um fato e por isso torna-se muito simples ser consistente, enquanto a verdade construída pela ciência vai exatamente para o lado oposto?
‎[16:38] ‎<‎marco79‎>‎ Obrigado Professor André ! Excelente contribuição para as nossas reflexões!
‎[16:39] ‎<‎vitor_debocan‎>‎ Parabéns, Professor André!! muito bem explicado!
‎[16:39] ‎<‎Anderson2000‎>‎ Professor, o senhor acha que controlar melhor...
‎[16:39] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Ana Matte, acho que a universidade precisa aceitar o desafio de mudar a forma de falar. Estamos no meio de uma crise há tempos e essa crise tem lugar tamb~em na nossa incapacidade de saber falar... e, dentro da minha hipótese, de saber reconhecer o outro... que no caso é a própria sociedade
‎[16:40] ‎<‎eliane_mila‎>‎ Professor André. Otima apresentacao. Caso encontelessoa que faz pode
‎[16:40] ‎<‎AndreCovre‎>‎ oibrigado Marco 79
‎[16:40] ‎<‎vitor_debocan‎>‎ A partir de suas analises, qual deveria ser o posicionamento das autoridades responsáveis pela proteção do povo contra os fakes News? visto que em vários casos são falhas. Tem alguma ideia de como melhorar essa segurança?
‎[16:40] ‎<‎Anderson2000‎>‎ Controlar a entrada nas redes rigor ajudaria?
‎[16:40] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Anderson2000, refaçaa pergunta por favor, não entendi
‎[16:40] ‎<‎AnaMatte‎>‎ concordo, André, plenamente
‎[16:41] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Anderson, não. Não acho que controle é melhor. Nós precisamos é desenvlver formas de responsabilizar quem enunciad
‎[16:41] ‎<‎eliane_mila‎>‎ Caso encontre a pessoa por trás da fakes News, que sanções era poderá tomar?
‎[16:41] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Vitor, acho que temos que responsabilizar quem fala o que fala... Todo mundo tem que poder falar, mas temos que responsanbilizar... Falou besteira? Inverdade? Difamou? Pague por isso.
‎[16:42] ‎<‎vitor_debocan‎>‎ Justo!!
‎[16:42] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Já existe criminalização contra difamação, assédio, enfim. Isso já estã previsto Eliane Milla... O que precisamos é identificar rapidamente. Já poderíamos fazer isso pois temos tecnologia. Só não fazemos porque espalhar fake news de forma anônima é super interessante em momentos decisivos como uma eleição
‎[16:42] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Concordo demais, André.
‎[16:43] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ E sobre eleição, 2020 e 2022 tem mais.
‎[16:43] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Nos EUA os senadores ja estão querendo limitar o poder de coorporações como Google e Facebook
‎[16:43] ‎<‎AnaMatte‎>‎ exatp
‎[16:43] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ se a verdade não chega tão facilmente quanto a mentira, usarmos as fake news tb seria uma solução nas eleições?
‎[16:43] ‎<‎AndreCovre‎>‎ IXI. rsrsrs
‎[16:44] ‎<‎AndreCovre‎>‎ As fake news que mostrei no início são provocações para uma ideia de que é difícil identificdar o limite entre verdade e mentira quando trata-se de discurso...
‎[16:44] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ vim fazer o advogado do diabo, porque não vejo antídoto a curto prazo
‎[16:45] ‎<‎AndreCovre‎>‎ não acho que conseguiríamos encontrar esse limite. Esse é um problema porque se tivéssemos condições de saber toda a verdade seria fácil.
‎[16:45] ‎<‎AndreCovre‎>‎ vai um poema então pra piorar isso
‎[16:45] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ claro. dei uma generalizada pensando nas nossas verdades.
‎[16:45] ‎<‎AndreCovre‎>‎ VERDADE
‎[16:45] ‎<‎AndreCovre‎>‎ porta.
‎[16:45] ‎<‎AnaMatte‎>‎ não acho que seja a questão de que a verdade não chega tão facilmente quanto a mentira, mas que qualquer afirmação que focalize apenas um aspecto de alguma coisa, seja verdadeira ou falsa, sempre será mais facilmente entendida, assim como incompletas
‎[16:45] ‎<‎AndreCovre‎>‎ de Janeiro: Nova Aguilar, 2002.
‎[16:46] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Ana, o que tu tá dizendo é que uma leitura atenta consegue questionar uma informação, até pela forma como ela é construída... então tu tá dando um caminho... leitura!
‎[16:46] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Precisamos ser melhores leitores do que nunca!
‎[16:46] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ certamente a linguagem fácil dos memes é um fator d grande relevância.
‎[16:47] ‎<‎ariliac93‎>‎ professor André, como vc acha que essa crise da forma de fala na universidade afetou um projeto de educação pro país que fosse inclusivo e transformador?
‎[16:47] ‎<‎AndreCovre‎>‎ talvez se como leitores tirarmos o foco da busca pela verdade e entendermos que todo mundo que fala (publica algo) tem uma intenção...
‎[16:47] ‎<‎vitor_debocan‎>‎ Quando as pessoas compartilham fake news em suas redes sociais elas tambem estão praticando um crime? Essa ação tem alguma punição?
‎[16:47] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Essa minha irmã me provocando.. rsrs acho que contribuiu sim Ari... se não sabemos falar com a sociedade, porque ela deveria acreditar que somos importantes?
‎[16:48] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Vitor... acho que deveríamos ter uma forma fácil e rápida de identificarmos quem compartilhou a informação, se ela prejudicou alguém...
‎[16:48] ‎<‎ariliac93‎>‎ Verdade! por isso nossa dificuldade de dentro da universidade de agora colocarmos nosso valor.
‎[16:49] ‎<‎AndreCovre‎>‎ e aí se é crime é uma questão para justiça. o que temos é que ter formas de resposnabilizar o enunciador que enunciou tal informação.
‎[16:49] ‎<‎AnaMatte‎>‎ Exato, leitura! eu acho que a forma de contrapor isso é valorizar uma educação crítica, como disse ontem o Mateus, consciência de que é preciso analisar tudo se queremos ter acesso a alguma verdade. Inclusive, na minha opinião, as crianças pequenas aprendem porque não tem preguiça de analisar tudo que percebem, e experimentar, testar,
‎[16:49] ‎<‎AnaMatte‎>‎ verificar... parece que a idade deixa a maioria das pessoas mais preguiçosas mentalmente... daí 140 caracteres são até um exagero...
‎[16:49] ‎<‎cidaviegas‎>‎ compreendo que a  das pessoas compartilha fake news por desconhecimento
‎[16:49] ‎<‎AndreCovre‎>‎ e mais importante que isso, temos que ser melhores leitores... porque a mentira sempre existiu e sempre existirá
‎[16:49] ‎<‎eliane_mila‎>‎ CPI das Fake NewsCriada pelo Requerimento 11/2019, a CPI das Fakes News tem como finalidade investigar, no prazo de 180 dias, os ataques cibernéticos que atentam contra a democracia e o debate público; a utilização de perfis falsos para influenciar os resultados das eleições de 2018; a prática de cyberbullying sobre os usuários mais
‎[16:49] ‎<‎eliane_mila‎>‎ vulneráveis da rede de computadores, bem como sobre agentes públicos; e o aliciamento e orientação de crianças para o cometimento de crimes de ódio e suicídio. O senador Angelo Coronel (PSD-BA) é o presidente da
‎[16:49] ‎<‎AnaMatte‎>‎ isso! mentira, enganação, golpe, fake news... nada disso nasceu na internet
‎[16:50] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Cida... é possível... mas não acho que deveríamos ir pelo caminho de que temos que ter mais conhecimenhto, se não vamos aceitar o argumento do Humnberto Eco... temos que ser melhores leitores.
‎[16:50] ‎<‎cidaviegas‎>‎ sim é verdade Andre
‎[16:51] ‎<‎AndreCovre‎>‎ ninguém nunca vai ter conhecimento suficiente... estamos todos vulneráveis a compartilhar fake news... mas temos que ter consciencia de que somos responsa´veis por enunciar ou espalhar o enunciado de outro
‎[16:51] ‎<‎cidaviegas‎>‎ saber ler diferentes gêneros discursivos, textuais
‎[16:51] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ eliane_mila pode reformular a questão por favor? Saiu cortada para a gente.
‎[16:51] ‎<‎AndreCovre‎>‎ quanto mais a variedade de generos discursivos com os quais lidamos acho que melhor leitores somos...
‎[16:52] ‎<‎ariliac93‎>‎ professor André acredito que a sua forma de enunciar transforma uma crise da atualidade em possibilidade de nos refazermos
‎[16:52] ‎<‎AnaMatte‎>‎ :)
‎[16:52] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Hoje às 18h00: Tecnologia(s), letramento e cultura: o impacto das tradições tecnológicas na cultura escolar do Brasil (De) Colonial
‎[16:53] ‎<‎AndreCovre‎>‎ não é fácil repensarmos nosso modo de ser na universidade, estamos acomodados... não deixem o minsitro me ouvir, mas a estupidez e o desrespeito dele vai mexer com a universidade
‎[16:53] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Hoje às 18h00: Tecnologia(s), letramento e cultura: o impacto das tradições tecnológicas na cultura escolar do Brasil (De) Colonial (Massa demais!
‎[16:53] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Érika Caetano da UFMG
‎[16:53] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ https://eventos.textolivre.org/moodle/mod/forum/view.php?id=812
‎[16:54] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Congressistas, alguma pergunta ou comentário final?
‎[16:54] ‎<‎AndreCovre‎>‎ XD
‎[16:55] ‎<‎AnaMatte‎>‎ Prof. AndreCovre, muito obrigada pela ótima palestra! Espero encontrá-lo mais vezes nos eventos do Texto Livre! Não some não, guri!
‎[16:55] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Hoje às 20h00: Educação no século XXI: qual o papel das tecnologias digitais na escola? - CARLOS ALEXANDRE OLIVEIRA - NEPCED/UFMG https://eventos.textolivre.org/moodle/mod/forum/view.php?id=806
‎[16:55] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Tamo junto!
‎[16:55] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Gente, valeu demais. gostei desse negócio. obrigado pelas perguntas!
‎[16:55] ‎<‎AnaMatte‎>‎ obrigada Carlos por mais um CILTEC gradioso!
‎[16:55] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ André, nós é que agradecemos.
‎[16:56] ‎<‎AnaMatte‎>‎ clap clap clap clap clap clap
‎[16:56] ‎<‎cidaviegas‎>‎ Compartilhe com responsabilidade, ser mais crítico diante de uma notícia, ver o que está por trás da notícia.
‎[16:56] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ clap clap clap
‎[16:56] ‎<‎AndreCovre‎>‎ rsrsrsrs...
‎[16:56] ‎<‎AnaMatte‎>‎ clap clap clap clap clap clap clap clap
‎[16:56] ‎<‎AndreCovre‎>‎ clap clap clap
‎[16:56] ‎<‎vitor_debocan‎>‎ Nós que agradecemos pelos esclarecimentos
‎[16:56] ‎<‎AnaMatte‎>‎ clap clap clap clap clap clap clap clap
‎[16:56] ‎<‎eliane_mila‎>‎  Temos que ficar atentos e saber diferencia o que é verídico ou falso na Internet e não podemos compartilhar notícias falsas.
‎[16:56] ‎<‎cidaviegas‎>‎ muito boa sua apresentação.
‎[16:56] ‎<‎eliane_mila‎>‎ Obrigada professora André
‎[16:57] ‎<‎AndreCovre‎>‎ obrigado gente.. meu email é andrelcovre@gmail.com para qualquer coisa! Grande abraço a todos!
‎[16:57] ‎<‎AnaMatte‎>‎ \o/
‎[16:57] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ O ministro da educação disse que nós profes somos zebras gordas
‎[16:57] ‎<‎cidaviegas‎>‎ clap clap clap clap clap clap clap clap
‎[16:57] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Grande abraço, André!
‎[16:57] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Foi ótimo mesmo!
‎[16:57] ‎<‎AnaMatte‎>‎ bom demais!
‎[16:57] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Gente, voltem às 18h00 e às 20h00
‎[16:57] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Nessa mesma sala
‎[16:58] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Hoje às 18h00: Tecnologia(s), letramento e cultura: o impacto das tradições tecnológicas na cultura escolar do Brasil (De) Colonial
‎[16:58] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Hoje às 20h00: Educação no século XXI: qual o papel das tecnologias digitais na escola? - CARLOS ALEXANDRE OLIVEIRA - NEPCED/UFMG
‎[16:59] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ E teremos sorteio de livros entre todos que fizerem jus a certificado.
‎[16:59] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ <3 <3 <3
‎[16:59] ‎<‎CarlosCastro11‎>‎ Até 18h00!
‎[16:59] ‎<‎AndreCovre‎>‎ Evento massa! Valeu Carlos mais uma vez. Abraço a todos. Estou saindo!