STIS 2016

7. Outubro: LIBRAS

7.1. registro outubro

Registro da Conferência em chat escrito, de 21 de outubro de 2016:

 

 Libras na UFSCar
conferencista: Mariana de Lima Isaac Leandro Campos


 Língua de Sinais e Língua Portuguesa: relações de poder na educação de surdos
conferencista: Regiane Lucas Garcês

 

moderador: Equipe STIS

 

 
[13:59] <adelmaa> Boa tarde a todos! É com imensa alegria que venho, em nome do Grupo STIS - SEMINÁRIOS TEÓRICOS INTERDISCIPLINARES DO SEMIOTEC dar as boas -vindas a todos vocês que nos honram com sua presença: conferencista e participantes
[13:59] <adelmaa> O Stis é um programa de conferência realizado na penúltima semana de casa mês de março a dezembro, congregando pesquisadores do Brasil e do exterior em torno do tema educação livre e democrática
[13:59] <adelmaa> O STIS, a Revista Texto Livre, o UEADSL e o EVIDOSOL/CILTEC são pés do projeto "polvo" do CNPq denominado TEXTO LIVRE coordenado pela profª Drª Ana Cristina Fricke Matte. O STIS
[13:59] <adelmaa> está sob a coordenação da professora Profª Drª Adelma Lucia de Oliveira Silva Araújo, ou seja, está sob minha responsabilidade e de uma grupo extraordinário de voluntários que mais adiante vocês conhecerão.
[14:00] <regianelog> Rosely Lucas , professora de Libras da UFSJ
[14:00] <adelmaa> Nosso evento STIS está entrando no seu quarto ano de existência. Ao longo desta caminhada temos nos firmado como um canal democrático de divulgação das pesquisas relevantes que estão sendo desenvolvidas aqui no Brasil e no exterior.
[14:00] <adelmaa> Na verdade, nós do grupo STIS, temos muito que comemorar, pois, neste curto período de tempo, o STIS já promoveu 33 eventos, com a presença de ilustres pesquisadores nacionais e de além-mar
[14:00] <adelmaa> tais como Carla Viana Coscarelli, Luiz Tatit, Maria Lucia Castanheira, dentre outros nomes do Brasil e do exterior como o Brian Street (Kings College/Londres) e o Julio Paz (Argentina)
[14:01] <adelmaa> Luis Gonçales da Universidade da Pensilvânia,
[14:01] <adelmaa> Daiane Tamanahara da universidade de Princenton dentre tantos outros.
[14:01] <adelmaa> Também divulgamos o STIS em dois eventos internacionais ocorridos: CLAFP / Brasília e no 19º Intercâmbio de Pesquisa em Linguística Aplicada (19º InPLA) e 5º Seminário Internacional de Linguística (5º SIL), este último como convidado do Prof. Marcelo Buzzato
[14:01] <adelmaa> Para que este trabalho se concretize eu conto com uma equipe fantástica de voluntários. Seres humanas altruístas que compartilham das mesmas concepções de que as mudanças na nossa sociedade só virão através do acesso à educação para todos
[14:02] <adelmaa> Farei agora uma breve apresentação de nossas conferencistas convidados deste mês de outubro.
[14:02] <adelmaa> A nossa primeira conferencista á a profª Drª Mariana de Lima Isaac Leandro Campos
[14:02] <adelmaa> É Doutora em Educação Especial pela Universidade Federal de São Carlos (2015) e Mestre em Educação pela Universidade Federal de Santa Catarina (2008).
[14:02] <adelmaa> Atualmente, ocupa o cargo de professora assistente II da Universidade Federal de São Carlos na disciplina de Introdução a Língua Brasileira de Sinais; Libras I e Libras II, para os cursos das
[14:03] <adelmaa> licenciaturas e também como professora virtual da mesma disciplina, na modalidade de ensino a distancia do curso de licenciatura Educação Musical da UFSCar.
[14:03] <adelmaa> Vice-Coordenadora do Curso Bacharelado Tradução e Interpretação Libras e Língua Portuguesa (TILSP) - UFSCar.
[14:03] <adelmaa> Atua em pesquisas nas áreas de LIBRAS, de Ensino a distância; de Estudos Surdos, de Informática na Educação de Surdos, Cultura Surda, Política, tecnologias assistivas, comunidade surda, pedagogia, inclusão, diferença linguística e cultural.
[14:03] <adelmaa> E a nossa segunda conferencista é E a Profª Drª Regiane Lucas de Oliveira Garcêz
[14:03] <adelmaa> É Professora Adjunta do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Doutora, mestre e jornalista pela mesma universidade.
[14:03] <adelmaa> Dedica-se a pesquisas que envolvem, de forma geral, a interface entre mídia, lutas por reconhecimento, representação política, esfera pública, ativismo e movimentos sociais.
[14:04] <adelmaa> De maneira mais específica, se interessa pelos processos comunicativos que envolvem a temática das pessoas surdas e com deficiência seja no espaço dos movimentos sociais,
[14:04] <adelmaa> das organizações, das redes sociais e das arenas públicas. Possui interesse também em ações e estudos que envolvam a temática da acessibilidade nos meios de comunicação
[14:05] <adelmaa> Ela fará sua conferência em parceria com a professora Rosely Lucas , professora de Libras da UFSJ.
[14:05] <regianelog> Ela é [14:06, 21/10/2016] +55 31 9253-1805: resumo [14:07, 21/10/2016] +55 32 9173-5022: Mestre na área de Educação na UFOP. Pedagoga. Habilitada em Pedagogia com Enfase em Necessidades Educacionais Especial pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (2009). Graduada em Letras Libras pela Universidade Federal de Santa Catarina (2010). Professora da Universidade F
[14:06] <regianelog> Militante na comunidade surda, defende educação bilíngue para surdos da Língua Brasileira de Sinais. Atualmente é professora auxiliar na Universidade Federal de São João Del Rei e pesquisadora do NACE - Núcleo de Pesquisa em Acessibilidade, Diversidade e Trabalho e mestranda em educação
[14:06] <adelmaa> Pçeo aqui desculpas parofessora Rosely pela a ausência do seu curriculo. Não sabia que a senhora estaria na nossa sala.,mas prometo acrecenytar dados do seu curriculo no log antes da publicação na nossa página desta conferência.
[14:06] <adelmaa> Neste momento passarei explicarei aos presentes o funcionamento de nosso evento.
[14:07] <adelmaa> Para quem participa pela primeira vez, teremos 30 minutos de apresentação da conferencista (só por escrito, aqui no chat)
[14:07] <adelmaa> não temos vídeo nem áudio
[14:07] <adelmaa> durante o tempo da apresentação das conferencistas a sala ficará moderada,ou seja, só tem "voz e vez" as conferencistas convidadas e membros da organização deste evento.
[14:07] <adelmaa> Após as apresentações, abriremos a sala para perguntas, sugestões e discussão geral das ideias expostas
[14:07] <adelmaa> O código para os slides será indicado no início de cada apresentação, se houver, pois o uso não é obrigatório
[14:07] <Rosely> Ok, sem problema..
[14:08] <adelmaa> Vocês podem regular o tamanho do chat e slides ajustando a coluna vertical entre as partes
[14:08] <adelmaa> Desejamos um ótimo seminário a todos!
[14:08] <adelmaa> Professora Mariana, pode começar sua conferência quando quiser. Cole, por gentileza, frases pequenas, de até 3 linhas, durante sua apresentação, ok?
[14:08] <adelmaa> Código para os slides da profª Mariana é mariana.
[14:08] <Mary_UFSCar> Boa tarde para todos! Eu sou Mariana, professora doutora surda do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de São Carlos.
[14:09] <Mary_UFSCar> Apresentarei um relato de experiência no desenvolvimento das disciplinas de Libras da UFSCar de São Carlos/SP, desde o ano de 2009 até atual.
[14:09] <Mary_UFSCar> Pois o Decreto 5626/2005 é recente e não consta o numero da carga horária, ementas, conteúdos, bibliografias e entre outros. As universidades passaram a ter autonomia para a criação da disciplina em seus cursos.
[14:10] <Mary_UFSCar> Vamos para o slide 2. Afinal o que é Libras? É sigla que significa Língua Brasileira de Sinais. Vale lembrar que não é considerada como mímica e códigos, e sim uma língua com estruturas gramaticais como qualquer outra língua.
[14:11] <Mary_UFSCar> A Língua de Sinais não é universal como acontece nas línguas orais que têm-se o português, inglês, espanhol, alemão.
[14:12] <Mary_UFSCar> Cada país possui sua própria língua de sinais, por exemplo, nos Estados Unidos a língua de sinais é o ASL (American Sign Language), na França é o LSF ( Langue Française des Signes ) e no Brasil é a Libras.
[14:12] <Mary_UFSCar> A Libras é reconhecida legalmente como meio de comunicação e expressão das pessoas surdas.
[14:12] <Mary_UFSCar> Conforme Decreto nº 5626/2005, as universidades devem, obrigatoriamente, inserir a disciplina de Libras na matriz curricular nos cursos de Licenciatura para formar professores.
[14:13] <Mary_UFSCar> E optativa para os demais cursos que não sejam licenciatura. Ainda Decreto, a Libras é considerada primeira língua e o português escrito como segunda língua que fazem parte da educação bilíngue das pessoas surdas
[14:13] <Mary_UFSCar> vamos para o slide 3
[14:13] <Mary_UFSCar> A disciplina de Libras foi inserida na UFSCar no primeiro semestre de 2009 e ainda não tínhamos docentes concursados e foi necessário a contratação provisória e emergencial de professores surdos externos.
[14:14] <Mary_UFSCar> No segundo semestre de 2009 teve a contratação de professores substitutos por dois anos, sendo dois surdos e um ouvinte para lecionarem a disciplina de Libras em 23 cursos da universidade
[14:14] <Mary_UFSCar> Em 2010, eu sendo professora substituta da UFSCar, recebemos convite para criação da disciplina de Libras para os cursos à distância dos cursos de Pedagogia e de Educação Musical da UFSCar.
[14:14] <Mary_UFSCar> Nossa equipe teve primeiro desafio para criar esse curso, pois não havíamos experiência anterior e foi muito trabalhoso para criar o livro Didático que em 2014 ganhou prêmio Jabuti. O nome do livro é: Tenho um aluno surdo, e agora?
[14:15] <Mary_UFSCar> Fizemos todas as video-aulas em Libras, criamos atividades e provas que proporcionassem a mesma qualidade do ensino presencial
[14:15] <Mary_UFSCar> Tivemos alguns transtornos no início da primeira turma, mas depois foi melhorando. Foi um desafio muito grande e hoje já formamos muitas turmas.
[14:16] <Mary_UFSCar> Em 2013, ofertamos o primeiro e único curso de Pós-Graduação Lato Sensu Lato Sensu-Tradução e Interpretação de Libras/Língua Portuguesa, pois anteriormente não havia sido ofertado em nenhuma instituição pública do Estado de SP.
[14:16] <Mary_UFSCar> vamos para slide 4
[14:16] <Mary_UFSCar> O MEC, em 2013, solicitou à UFSCar para criar o curso de Bacharelado em Tradução e Interpretação em Libras e Língua Portuguesa (TILSP), pois era importante para o Estado de São Paulo que ainda não tinha esse curso em uma instituição pública.
[14:17] <Mary_UFSCar> Em 2014, o Conselho de Graduação da UFSCar aprovou o Curso de Bacharelado TILSP na UFSCar. Em 2015, abrimos a primeira turma e em 2016, a segunda turma e no ano que vem a terceira.
[14:17] <Mary_UFSCar> Em 2016, a Libras foi inserida como atividade de extensão no Instituto de Línguas da UFSCar que também oferece cursos de outras línguas estrangeiras tais como inglês, espanhol, português para estrangeiros.
[14:18] <Mary_UFSCar> Slide 5
[14:18] <Heloisa> Olá, boa tarde! Chegou agora e preciso do código a palestra, por gentileza.
[14:18] <Mary_UFSCar> Na UFSCar, os cursos inseriram as disciplinas de Libras de forma independente e autônoma. No curso de Licenciatura Educação Especial foi criado duas disciplinas sendo Libras 1 como obrigatória e a Libras 2 como optativa.
[14:18] <Mary_UFSCar> código mariana
[14:19] <Mary_UFSCar> Para os demais cursos da UFSCar, é ofertada a Libras 1 como obrigatória para os cursos de Licenciatura e optativa para os cursos de bacharelado, ambas com 2 créditos e carga horária de 30. Temos 22 cursos diferentes na universidade
[14:19] <Heloisa> Agradecida!
[14:19] <Mary_UFSCar> É um desafio para todos os professores da UFSCar, pois as turmas são mistas de diferentes cursos o que impede de planejarem aulas específicas, isto é, ensinar sinais específicos de cada área de formação acadêmica dos estudantes.
[14:19] <Mary_UFSCar> Para a possibilidade de cada aluno aprender os sinais específicos de sua área, foi necessário a contratação de monitores de Libras para acompanhá-los.
[14:19] <Mary_UFSCar> Slide 6
[14:19] <Mary_UFSCar> As disciplinas do ensino à distancia foram planejadas de forma diferente, para a pedagogia é ofertada a Libras 1 de 2 créditos com carga horária de 30h enquanto para a educação musical é de 4 créditos com carga horária de 60h.
[14:20] <Mary_UFSCar> Já tentamos lutar para que a Pedagogia adotasse o mesmo crédito da Educação Musical, mas não foi possível devido a carga horária total do curso que estava extensa.
[14:20] <Mary_UFSCar> slide 7
[14:20] <Mary_UFSCar> Como atender a demanda de cada curso para que os estudantes pudessem aprender a Libras de acordo com a sua área de formação acadêmica? São 23 cursos diversificados.
[14:20] <Mary_UFSCar> Todos os professores de Libras fazem três avaliações diferentes possibilitando ao aluno uma boa formação e conscientização da diferença linguística e cultural das pessoas surdas.
[14:21] <Mary_UFSCar> Já que o objetivo da disciplina é introduzir na aquisição da Língua de Sinais para o uso diário, seja no cotidiano, na empresa ou na sala de aula, a fim de interagir de forma cultural e educativa com pessoas surdas.
[14:21] <Mary_UFSCar> Para a avaliação teórica, o aluno faz leituras de textos e livros relacionados à Libras, Educação de Surdos, Cultura Surda, solicitados pelo professor. Também participa dos debates e faz a prova escrita.
[14:21] <Mary_UFSCar> No seminário em Libras, o grupo de 4 alunos da mesma área de formação acadêmica simulam uma aula/apresentação para alunos/clientes/pacientes surdos. Não é permitido o uso da fala nas apresentações. Somente Libras e recursos visuais.
[14:21] <Mary_UFSCar> Slide 8
[14:21] <Mary_UFSCar> Em cada semestre contamos com 2 monitores de Libras que são bolsistas que acompanham os alunos sob a orientação de um orientador de monitoria.
[14:22] <Mary_UFSCar> Os monitores atendem os alunos fora da sala de aula para esclarecimento de dúvidas, orientação sobre o seminário e estudo dos sinais específicos. A monitoria tem sido um apoio fundamental para os alunos.
[14:22] <Mary_UFSCar> slide 9
[14:22] <Mary_UFSCar> Além das disciplinas obrigatórias e optativas ofertadas em cada curso de graduação, temos também os cursos de extensão de Libras que são ofertadas pelo Instituto de Línguas para que possam aprender e aprimorar mais a Libras.
[14:22] <Mary_UFSCar> São diferentes módulos de Libras oferecidos gratuitamente para a comunidade universitária. Os alunos da UFSCar são prioridades para fazer esses módulos
[14:22] <Mary_UFSCar> slide 10
[14:23] <Mary_UFSCar> Promovemos eventos tais como o Setembro Azul em que alunos da graduação participam para ter contato com as pessoas surdas e aprenderem mais sobre a Cultura Surda, Movimento Surdo, Direitos, Acessibilidade, entre outros.
[14:23] <Mary_UFSCar> O CineSurdo tem como objetivo reunir os surdos e seus familiares, e alunos ouvintes da graduação para assistirem um filme e depois participarem do debate em relação ao seu cotidiano para reflexão e reconhecimento.
[14:23] <Mary_UFSCar> O grupo teatral LibrArte é uma atividade cênica que conta com a participação dos professores surdos, alunos dos cursos de Tradução e Interpretação de Libras e Língua Portuguesa para divulgação e difusão da Libras. A Semana do Curso TILSP é um evento acadêmico anual que conta com palestras, mesas redondas e oficinas para aprimoramento profissional na área de Tradução e Interpretação de Libras e Língua Portugue
[14:23] <Mary_UFSCar> slide 11
[14:24] <Mary_UFSCar> Temos também cursos de extensão que têm foco em atender as necessidades dos surdos tais como o curso de português como L2 para surdos sob coordenadoria da Profa.Dra.Cristina Lacerda.
[14:24] <Mary_UFSCar> Também temos o curso preparatório em bilíngue para surdos poderem prestar o ENEM devido à sua diferença linguística. Esse curso está sob coordenadoria da Profa. Doutoranda Diléia Martins.
[14:24] <Mary_UFSCar> slide 12
[14:25] <Mary_UFSCar> Esse curso é novo e teve início agora. Tem como objetivo estudar sobre as línguas de sinais e o Sistema ELAN como banco de dados para transcrição da Libras para o Português escrito. O curso é coordenado pelo professores Rimar Segala e João Paulo Silva
[14:25] <Mary_UFSCar> slide 13
[14:25] <Mary_UFSCar> A professora surda e doutoranda Regiane teve a idéia de montar um projeto para criação de um dicionário de verbos em Libras para contribuir na acessibilidade linguística dos surdos e na formação docente.
[14:25] <Mary_UFSCar> O dicionário terá início nesse semestre e tem previsão de dois anos para conclusão. É um material importante para a educação de surdos.
[14:25] <Mary_UFSCar> O sinalário em Libras da UFSCar tem como objetivo criar sinais específicos no contexto da UFSCar para facilitar o trabalho dos técnicos tradutores e intérpretes da universidade para atender a acessibilidade dos docentes surdos.
[14:26] <Mary_UFSCar> O projeto do sinalário é coordenado pela servidora técnica Joyce Souza.
[14:26] <Mary_UFSCar> slide 14
[14:26] <Mary_UFSCar> Também temos 3 grupos de estudo na UFSCar na área de Libras e Surdez sendo eles: Abordagem bilíngue e Surdez; Estudos Discursivos da Língua de Sinais; e Visualidade, Surdez e Tecnologias.
[14:26] <Mary_UFSCar> slide 15
[14:26] <Mary_UFSCar> O primeiro grupo é coordenado pela Profa.Cristina Lacerda e nele participam professores e alunos da graduação do TILSP, alunos da Educação Especial e da Pós-Graduação Educação Especial.
[14:27] <Mary_UFSCar> slide 16
[14:27] <Mary_UFSCar> O segundo grupo é coordenado pelos professores Vinicius e Vanessa, nele participam professores e alunos da graduação do TILSP. A discussão é em Libras sobre as obras dos filósofos Mikhail Bakhtin e Michael Foucault
[14:27] <Mary_UFSCar> slide 17
[14:27] <Mary_UFSCar> O terceiro grupo é coordenado pelas professoras Aryane e Janaina. É um espaço para reflexão sobre a educação de surdos e o uso das tecnologias digitais e produção de materiais para o ensino bilíngue de surdos.
[14:27] <Mary_UFSCar> slide 18
[14:28] <Mary_UFSCar> Vocês perceberam que o ensino de Libras na formação docente é recente e são poucas pesquisas acadêmicas que abordam sobre a carga horária necessária na formação docente, ementas e objetivos da Libras.
[14:28] <Mary_UFSCar> É de suma importância refletirmos a importância da Libras na formação docente, pois é nesse caminho que formamos professores para lidar com diferença linguística e cultural dos alunos surdos, quebrar o mito da Libras e proporcionar uma verdadeira inclusão
[14:28] <Mary_UFSCar> O curso de graduação para formação de Tradutores e Interpretes de Libras em uma instituição pública é novo no Estado de São Paulo.
[14:28] <Mary_UFSCar> E também temos as turmas do Letras Libras a distância em vários polos do Brasil tendo como matriz a UFSC que teve primeira turma iniciada em 2008.
[14:28] <Mary_UFSCar> É de suma importância a realização de um evento para troca de experiências entre as universidades que oferecem esses cursos para uma melhor formação de TILS proporcionando uma acessibilidade linguística adequada a pessoas surdas.
[14:29] <Mary_UFSCar> Quanto ao livro didático, nós professores, percebemos em nossa experiência docente, que há necessidade emergencial para criar livros didáticos específicos de linguística e gramática da Libras.
[14:29] <Mary_UFSCar> Esses livros ajudariam muito como bibliografia básica das disciplinas de Libras e das disciplinas do TILSP.
[14:29] <Mary_UFSCar> slide 19
[14:29] <Mary_UFSCar> Quanto ao programa de Pós-Graduação da Educação Especial, nós professores surdos, percebemos o grande interesse de surdos em inscrever nesse programa, mas não conseguem aprovação devido as provas serem em português e inglês.
[14:29] <Mary_UFSCar> Estamos em processo de luta para aplicar provas em Libras para surdos poderem entrar no Mestrado e Doutorado, e assim aumentarmos pesquisas na área de Libras e Surdez.
[14:29] <Mary_UFSCar> Hoje temos apenas 4 servidores tradutores e intérpretes de Libras efetivados na UFSCar e as demandas aumentaram muito tais como:
[14:30] <Mary_UFSCar> -acompanhamento dos docentes surdos nas aulas teóricas, da coordenadora do curso TILSP;
[14:30] <Mary_UFSCar> - traduzir materiais textuais para a Libras e vice-versa;
[14:30] <Mary_UFSCar> - acompanhar alunos surdos sendo um do curso de graduação TILSP e outra do curso de pós-graduação;
[14:30] <Mary_UFSCar> Portanto, há necessidade de contratação de mais Tradutores/Intérpretes para atender todas as demandas da universidade. E também a contratação de mais professores de Libras para atender os 23 cursos da UFSCar.
[14:30] <Mary_UFSCar> slide 20
[14:31] <Mary_UFSCar> Não se aprende uma língua em 30 horas. Por acaso vocês conseguiram ser fluentes em inglês fazendo um curso em 30h? Não dá para aprender tudo em 30h. É por isso defendemos a necessidade do aumento da carga horária da disciplina de Libras.
[14:31] <Mary_UFSCar> No Brasil há poucos cursos de formação continuada para professores da Educação Básica para trabalhar com crianças e jovens surdos. É preciso preocuparmos com essa formação, pois o processo de ensino e aprendizagem não pode ser limitado.
[14:31] <Mary_UFSCar> É preciso oferecer mais oficinas de LIBRAS para aperfeiçoamento prático.
[14:31] <Mary_UFSCar> Como vocês perceberam que a Lei da Libras e o Decreto 5626/2005 é recente e foram produzidas poucos materiais didáticos e pesquisas na área linguística de Libras. É preciso incentivar para aumentar o numero dessas produções
[14:31] <Mary_UFSCar> slide 21
[14:31] <Mary_UFSCar> Esse é o último slide da conferência. Até aqui fiz um relato de experiência que temos na Universidade para atender às demandas da disciplina de Libras e do curso de bacharelado em Tradução e Interpretação em Libras e L.Portuguesa.
[14:32] <Mary_UFSCar> A nossa próxima missão aqui na UFSCar é a aplicação do Curso de Licenciatura de Libras e Língua Portuguesa (L2) e de Pedagogia Bilíngue para surdos.
[14:32] <Mary_UFSCar> Quanto mais cursos de formação na área de Libras, mais oportunidade para uma verdadeira inclusão social das pessoas surdas.
[14:32] <Mary_UFSCar> slide 22 referências da legislação
[14:33] <Mary_UFSCar> fim
[14:33] <adelmaa> Obrigada profª Mariana. Agora passaremos a segunda conferência do evento.
[14:33] <adelmaa> Professoras, Regiane e Rosely, você estão a postos?
[14:33] <regianelog> oi Adelma, estamos sim!
[14:34] <adelmaa> Podem começar!
[14:34] <regianelog> Eu vou começar com uma introdução e o primeiro tópico da discussão e a professora Rosely vai discorrer sobre o segundo tópico, e volto para fazer as considerações finais
[14:34] <adelmaa> Não há slides para esta apresentação.
[14:34] <regianelog> Boa tarde a todos, É um grande prazer participar dessa web conferência . Eu convidei a professora Rosely Lucas de Oliveira, coautora desta palestra, para que juntas façamos a palestra
[14:35] <Rosely> Boa tarde, eu sou Rosely, professora Surda da Universidade Federal de São João del Rei e fiz meu mestrado em educação na Universidade Federal de Ouro Preto
[14:35] <regianelog> Vamos lá!
[14:35] <regianelog> A educação de surdos tem ocupado, cada vez mais, uma agenda de pesquisa que promove a aproximação entre as áreas de educação e do estudo de línguas.
[14:36] <regianelog> É consenso entre os pesquisadores das áreas de linguística das línguas de sinais e de educação de surdos que a Língua Portuguesa deve ser ensinada como segunda língua na modalidade escrita e a LIBRAS como primeira língua.
[14:36] <regianelog> Autores como Gladis Perlin, e Carlos Scliar da área de educação e Ronice Quadros, Tanya Felipe e Lucinda Britto da área de linguística defendem esse ponto de vista.
[14:36] <regianelog> Na prática isso significa que ambas as línguas precisam ser consideradas com igual valor, promovendo de fato uma educação bilíngue.
[14:37] <regianelog> Nesta conferência pretende-se apontar elementos que fazem com que a LIBRAS seja secundarizada em relação à língua dominante, influenciando assim na qualidade e no desenvolvimento de métodos de ensino do português como segunda língua.
[14:37] <regianelog> O pensamento de Pierre Bourdieu nos auxilia a compreender os desdobramentos da educação de surdos no Brasil.
[14:37] <regianelog> Bourdieu foi um sociólogo Francês, que tornou-se referência na Antropologia e na Sociologia.
[14:38] <regianelog> Publicou trabalhos sobre educação, cultura, literatura, arte, mídia, linguística e política.
[14:38] <regianelog> Bourdieu argumentava que há estruturas objetivas no mundo social que podem influenciar a ação dos indivíduos.
[14:38] <regianelog> Bourdieu não tratou da educação de surdos nos seus escritos, mas podemos nos apropriar deste autor para compreender o fenômeno.
[14:38] <regianelog> Nesse sentido, nossa discussão vai ser feita em dois tópicos. Primeiro discutimos a reprodução das desigualdades entre surdos e ouvintes na educação, a partir da internalização das estruturas sociais proposta por Bourdieu
[14:39] <regianelog> Em segundo lugar, discutimos a questão do habitus linguístico e do poder da língua dominante, a Língua Portuguesa formal, em detrimento das outras línguas do Brasil.
[14:39] <regianelog> Bem, primeiro, sobre as desigualdades. A ideia de reprodução da desigualdade em Bourdieu trata da escola de modo geral e está focada nas desigualdades que vem de fora da escola.
[14:42] <adelmaa> Travou.
[14:42] <adelmaa> Rosely...
[14:42] <adelmaa> regianelog?
[14:43] <Rosely> Regiane travou
[14:43] <adelmaa> Prezados, aguardem que e a conexão das professores deve ter caído.
[14:44] <Jackellyne> ok
[14:44] <adelmaa> Pois bem... vamos aguardar e se ela não retornar você poderia trocar a ordem de apresentação do seus tópicos, pode ser Rosely?
[14:44] <Rosely> A Regiane travou e eu vou continuar
[14:44] <adelmaa> Maravilha!
[14:45] <Rosely> Bourdieu acredita que a escola tem um papel ativo – ao definir seu currículo, seus métodos de ensino e suas formas de avaliação – no processo social de reprodução das desigualdades sociais que já existem em sociedade.
[14:45] <Rosely> A escola legitima essas desigualdades, convertendo-as em diferenças acadêmicas e cognitivas, relacionadas aos méritos e dons individuais.
[14:46] <Rosely> Para Bourdieu, a família e a escola são responsáveis pelas competências culturais que os indivíduos acumulam ao longo da vida, sendo este o capital cultural.
[14:46] <Rosely> A questão, é que algumas competências culturais são mais valorizadas em sociedade do que outras, e isso é reproduzido na escola.
[14:47] <adelmaa> Rosely?
[14:48] <Rosely> O mérito está entre aqueles que dominam a língua culta, tanto na escrita quanto na fala, que gostam de determinado tipo de música, que tem práticas culturais como teatro, cinema e literatura.
[14:48] <Rosely> Essas competências culturais são adquiridas inicialmente no âmbito de algumas famílias, geralmente as de maior poder aquisitivo, e são valorizadas praticamente por todo o sistema escolar.
[14:48] <Rosely> Quem não carrega essas competências culturais ou não as aprende na escola é avaliado como atrasado, com déficit cognitivo, sem dons ou talentos.
[14:49] <Rosely> Por exemplo, é melhor avaliado quem já traz os hábitos de leitura de casa. Quem não tem isso previamente é considerado atrasado.
[14:49] <Rosely> No caso dos surdos, podemos observar a reprodução da desigualdade na escola de quatro formas: a) nos métodos e didáticas de ensino, b) no currículo das escolas regulares, c) na avaliação, e d) na questão cultural que se apresenta no âmbito escolar.
[14:50] <Rosely> Na história da educação de surdos tivemos dois modelos em que a língua de sinais não era considerada língua natural dos surdos: a Comunicação Total e o Oralismo.
[14:50] <Rosely> Na Comunicação Total, apenas são feitos sinais que acompanham a estrutura linguística das línguas orais. No Oralismo, apenas a língua oral do país é considerada.
[14:50] <Rosely> Um método clínico é utilizado como método educacional. Em decorrência desses dois modelos, a educação dos surdos vem sofrendo sucessivos fracassos.
[14:51] <Rosely> Faz parte do senso comum que “surdo tem dificuldade no português”, que “surdo oralizado é mais inteligente que surdo sinalizante”.
[14:51] <Rosely> O mérito, nesse caso, está na habilidade de o surdo falar, e não no aprendizado que ele adquiriu, independente da língua que utiliza para comunicar.
[14:51] <Rosely> Esses dois modelos, que valorizam muito mais a língua portuguesa falada do que o aprendizado dos sujeitos reproduziram as desigualdades que os surdos trouxeram para dentro da escola.
[14:52] <Rosely> Se em sociedade eles já são considerados “pessoas deficientes”, muitos confundidos com pessoas com sofrimento mental ou perdas cognitivas, na escola, esses dois métodos reproduzem a desigualdade, pois são incapazes de gerar o aprendizado.
[14:52] <Rosely> Muitos surdos se tornam copistas ou repetidores de palavras porque não aprendem, porque não adquiriram nem uma língua nem outra. Esses métodos, diferente do bilinguismo, estão focados na palavra escrita e falada.
[14:52] <Rosely> A aquisição da língua oral não é natural para os surdos, então eles passam muitos anos, geralmente a infância toda, tentando aprender a falar.
[14:52] <Rosely> Isso gera um atraso na aprendizagem não porque eles não são capazes, mas porque não aprenderam uma língua na fase certa. Se a língua de sinais fosse aprendida na mesma fase que as línguas orais são aprendidas pelas crianças ouvintes, não haveria atraso no aprendizado.
[14:53] <Rosely> agora a Regiane vai continuar
[14:53] <regianelog> A desigualdade no aprendizado continua a ser reproduzida, porque a valorização continua sendo da palavra falada. A língua da escola continua a ser a língua portuguesa falada e os surdos acabam por não serem alfabetizados da mesma forma.
[14:54] <regianelog> E os surdos continuam a serem aqueles com dificuldade no português, com problemas cognitivos, com problemas de comportamento porque não se socializam.
[14:54] <regianelog> Outra forma de reproduzir a desigualdade entre surdos e ouvintes, tanto no aprendizado quanto nas oportunidades ao longo da vida, é o currículo da escola regular inclusiva.
[14:54] <regianelog> O currículo não inclui o português como segunda língua e a língua de sinais como disciplina curricular. Não são incluídas questões culturais e políticas sobre a comunidade surda. No máximo os alunos recebem duas aulas por semana de Libras no Atendimento Educacional Especializado.
[14:54] <regianelog> Os estudantes surdos passam os anos escolares sem aprender a ler e escrever o português, porque este foi ensinado da mesma forma com que se ensina para alunos que ouvem as palavras.
[14:55] <regianelog> Da mesma forma, as avaliações escolares medem os conhecimentos dos alunos surdos na língua portuguesa como se fosse a sua primeira língua. Provas como o Enem, a Prova Brasil, dentre outras avaliações do governo avaliam os surdos da mesma forma que os ouvintes.
[14:55] <regianelog> Dificilmente o surdo terá o mesmo nível de fluência de um candidato ou aluno ouvinte na língua portuguesa. O mérito é muito mais avaliado pelo conhecimento que se tem da língua do que do conhecimento de mundo que esses alunos têm.
[14:55] <regianelog> O resultado é que sempre, de maneira óbvia, os surdos serão mal classificados nessas avaliações, perpetuando a desigualdade de oportunidades tanto dentro quanto fora da escola.
[14:55] <regianelog> Por fim, é fator que perpetua a desigualdade entre surdos e ouvintes no aprendizado a dificuldade que os educadores têm de compreender que os surdos possuem uma cultura que é delineada pela língua de sinais.
[14:55] <regianelog> Os surdos compreendem e significam o mundo de forma diferente, pois o fazem por meio do sentido da visão. Sendo assim, métodos, currículo e avaliações deveriam levar em conta a questão cultural dos surdos que se apresenta no âmbito escolar.
[14:56] <regianelog> Outras formas de trabalhar os conteúdos, as metáforas, os gêneros textuais, devem ser pensadas. O capital cultural das crianças surdas que geralmente chegam à escola sem terem sequer uma língua é muito restrito se não considerarmos as suas particularidades culturais.
[14:56] <regianelog> E ele vai se formando muito mais em função do que ele vê do que pela regra da escola. As políticas públicas educacionais sempre mantiveram o discurso do respeito às diferenças.
[14:56] <regianelog> Contudo, a lacuna entre o que é dito e a efetivação dessas políticas é demasiadamente grande. Estar na escola não significa fazer parte dela.
[14:56] <regianelog> De acordo com Vera Candau, (2002), a escola idealizada sobre o prisma da igualdade uma cultura comum a todos, se defronta com a possibilidade de articular igualdade e diferença evidenciando as relações entre o multicultural e a educação, bem como suas implicações implícitas no currículo.
[14:57] <regianelog> Agora vamos para o segundo ponto em que Bourdieu nos ajuda a pensar a educação dos surdos. Vamos falar sobre o Habitus linguístico e o poder da língua dominante
[14:57] <regianelog> A Língua Brasileira de Sinais é uma língua visual-espacial articulada través das mãos, das expressões faciais e do corpo.
[14:57] <regianelog> Atribui-se às línguas de sinais o status de língua porque, como nas línguas orais, também são compostas pelos níveis linguísticos: o fonológico, o morfológico, o sintático e o semântico.
[14:57] <regianelog> Há uma diferença marcante entre a língua portuguesa e a língua de sinais, os que são denominados de palavra ou item lexical nas línguas oral-auditivas são denominados sinais nas línguas de sinais.
[14:58] <regianelog> Quadros (1997) afirma que as línguas de sinais são línguas naturais adquiridas de forma espontânea pela pessoa surda em contato com pessoas que usam essa língua.
[14:58] <regianelog> A língua portuguesa seria adquirida como segunda língua, por não ser assimilada tão diretamente a partir dos contextos linguísticos em que vivem os surdos. Então as pessoas surdas têm o direito de ser ensinada na língua de sinais.
[14:58] <regianelog> . A proposta bilíngue busca captar esse direito.
[14:58] <regianelog> Conforme dito anteriormente, a primeira língua dos surdos, aquela que é aprendida naturalmente, é a Língua de Sinais. A língua escrita a ser ensinada (esforçando a aprender o Português e outras línguas, por exemplo) é tida como segunda língua (L2).
[14:59] <regianelog> A questão é que a língua de sinais, embora reconhecida pela lei brasileira, não é valorizada como uma língua legítima. O pensamento de Pierre Bourdieu e o conceito de habitus linguístico ajudam a compreender essa dinâmica de instituição da língua legítima, ou língua dominante.
[14:59] <regianelog> O habitus é uma espécie de matriz que guia as percepções, os julgamentos e as ações dos sujeitos.
[14:59] <regianelog> Fazem parte dele a dominação e a opressão, que vão sendo internalizadas dia a dia, muitas vezes ofuscando os sujeitos sobre a própria condição em que vivem.
[15:00] <regianelog> Para Bourdieu (1996), quanto mais oficial e legítima é a língua de um país, mais imperativa ela se mostra (p. 31). Uma rede de atores sociais, normas e procedimentos alimentam a legitimidade de uma língua, que está “enredada com o Estado, tanto em sua gênese como em seus usos sociais” (p. 32), reunindo gramáticos, professores e agentes do estado para garantir essa legitimidade.
[15:00] <regianelog> Nas palavras de Bourdieu, É no processo de constituição do Estado que se criam as condições de constituição de um mercado linguístico unificado e dominado pela língua oficial
[15:01] <regianelog> Ele diz que a língua Obrigatória em ocasiões e espaços oficiais (escolas, entidades públicas, instituições políticas etc.), esta língua de Estado torna-se norma teórica pela qual todas as práticas linguísticas são objetivamente medidas.
[15:01] <regianelog> El diz ainda que "Ninguém pode ignorar a lei linguística que dispõe de seu corpo de juristas (os gramáticos) e de seus agentes de imposição e controle (os professores) investidos do poder de submeter universalmente ao exame e à sanção jurídica do título escolar e o desempenho linguístico dos sujeitos falantes" (Bourdieu, 1996, p. 32).
[15:01] <regianelog> A autoridade de avaliação dos gramáticos e professores e a padronização da norma linguística nos documentos e procedimentos de Estado, como os concursos e julgamentos vão contribuindo para uma política de unificação linguística.
[15:02] <regianelog> Somado a isso, um conjunto de instituições e mecanismos específicos, como a exigência da língua legítima para o ingresso no mercado de trabalho, por exemplo, reforçam esse efeito de dominação linguística.
[15:02] <regianelog> Em Bourdieu (1996), a integração em uma mesma ‘comunidade linguística’ é a condição de instauração das relações de dominação linguística
[15:02] <regianelog> Por trás da ideia da viabilidade da comunicação interna a um país se esconde “um conflito pelo poder simbólico, de fazer reconhecer um novo discurso de autoridade, com uma determinada representação de mundo por ele veiculada” (p. 34).
[15:02] <regianelog> A concepção de habitus linguístico de Bourdieu (1996) ajuda a explicar porque a questão das minorias linguísticas não se mostra como um problema brasileiro,
[15:03] <regianelog> A naturalização da ideia de país monolíngue esconde as tensões que envolvem surdos, indígenas, falantes de línguas de imigração.
[15:03] <regianelog> Dessa forma, enquanto houver uma escola que valoriza apenas uma língua, a língua portuguesa,
[15:03] <regianelog> enquanto houver professores e gramáticos que atuam como autoridades na escola promovendo a inculcação da língua legítima e uma estrutura pouco aberta da escola para acolher as diferenças linguísticas,
[15:03] <regianelog> haverá uma marginalização daqueles que falam outra língua. Haverá a continua reprodução da desigualdade que cerca a vida dos surdos na escola e fora dela.
[15:03] <regianelog> A reflexão que eu e a professora Rosely trazemos é que essa visão de superioridade da língua portuguesa prejudica o ensino da Língua Portuguesa para surdos. Isso reproduz a desigualdade que já existe.
[15:05] <regianelog> Finalizamos nossa conferência com um apelo aos professores de surdos que não menosprezem a língua de sinais
[15:05] <regianelog> que não secundarizem a língua de sinais no ensino da língua portuguesa
[15:05] <regianelog> certamente os professores serão mais bem sucedidos se valorizarem as duas línguas
[15:05] <regianelog> Muito obrigada
[15:05] <Rosely> Agradeço e pode abrir a pergunta
[15:06] <adelmaa> Agradecemos as professoras
[15:06] <adelmaa> Mariana, Regiane e Rosely pelas excelentes conferências.
[15:06] <adelmaa> Abriremso agora à particpação do publico.
[15:06] <Mary_UFSCar> Obrigada!
[15:07] <regianelog> Obrigada!
[15:07] <Rosely> Obrigada!
[15:07] <Jackellyne> Boa tarde, sou professora de surdos aqui em Pernambuco e gostaria de perguntar as professoras Regiane e Rosely se o ensino de libras não deve ser feito de maneira diferente do atual?
[15:08] <Jackellyne> Pois o que temos em sala de aula é um auxilio da interprete para passar tudo que é dito de maneira oral para os surdos
[15:08] <Jackellyne> porém a alfabetização para surdos no nosso país ainda não é obrigatória, pelo menos na prática, então recebemos alunos surdos que não são alfabetizados
[15:08] <adelmaa> Podem responder professoras.
[15:09] <regianelog> Atualmente temos um modelo de educação de surdos que pode ser a) bilíngue na escola inclusiva, b) bilíngue em classe bilíngue onde toda a aula é dada em língua de sinais, c) bilíngue na escola bilíngue
[15:09] <regianelog> O problema da educação de surdos na escola inclusiva é que a aula é toda dada em português
[15:10] <regianelog> e traduzida para a Libras
[15:10] <Jackellyne> verdade
[15:10] <regianelog> o processo de tradução é muito importante
[15:10] <regianelog> mas o método é todo para ouvintes
[15:10] <regianelog> não se pode considerar o mesmo método para surdos ou ouvintes no ensino do português ou da Libras
[15:11] <regianelog> *surdos e ouvintes
[15:11] <Jackellyne> Pelo menos para minha realidade, o que tem ajudado muito é um acompanhamento dado gratuito pelo governo do estado em parceria com o Rotary
[15:11] <Rosely> No caso aluno surdo não tem dominio em Libras, na escola só tem curriculo em português, ele pode prejudicar da primeira língua, o importante é a primeira língua de sinais e a segunda lingia portugues
[15:12] <adelmaa> Profa Mariana há muitos livros e apostilas disponibilizado no mercado para o aprendizado de Libras?
[15:12] <regianelog> Ficou claro Jackeline?
[15:12] <Jackellyne> Ficou sim, obrigada.
[15:12] <adelmaa> disponibilizadas...
[15:13] <Mary_UFSCar> tem livros com DVD para aprender Libras pois é uma língua visuo-gestual. Tem livros tais como Libras em Contexto do MEC/FENEIS; Livros Cursos de Libras 1, 2 e 3 dos autores Nelson Pimenta e Ronice Quadros.
[15:14] <Mary_UFSCar> são pouquíssimos livros, infelizmente. É por isso penso na importância de produzir mais material na área.
[15:15] <Rosely> Exatamente da Mariana, são poucas livros e material. didático
[15:15] <Mary_UFSCar> Temos aplicativos que podem ser instalados no celular, eles ajudam, mas também podem atrapalhar devido problemas contextuais- Tais como o ProDeaf e HandTalk
[15:15] <Mary_UFSCar> esses aplicativos são tradutores da língua portuguesa e Libras.
[15:16] <Mary_UFSCar> mas vale ressaltar que não substituem o professor de Libras e o Interprete!!!
[15:17] <adelmaa> Profª Rosely, profa Mariana quais foram seus maiores desafios enquanto alunas até chegar a UFOP, durante suas graduações e pós?
[15:17] <Jackellyne> Podem atrapalhar também porque alguns sinais em libras mudam de acordo com a região geográfica professora Mariana?
[15:17] <Rosely> Este aplicativos são varição sinais, e pode complicar um pouco sinais diferente do estado.
[15:17] <Rosely> *variação
[15:17] <Jackellyne> Sim, entendo.
[15:18] <Mary_UFSCar> Jackellyne, não é só por questões de regionalismo e sim problema contextual, por exemplo, o sinal de "ANDAR", ele tem diferentes sinais em Libras, um para andar de prédio, pessoa andando, animal andando, carro andando, bicicleta, etc.
[15:19] <Jackellyne> Huum, ah entendi é bem mais amplo.
[15:19] <Rosely> Exatamente
[15:19] <Mary_UFSCar> não serve um sinal para todos os contextos. Como também o "NASCER" que não pode servir para o sol nasceu, o dente nasceu...
[15:19] <Rosely> Sou a primeira aluna surda da UFOP, foi um desafio, pois não tinha TILS concursado, e precisou contratar. Quando fiz a prova e a coordenação aceitou a escrita do português como a segunda língua.
[15:20] <adelmaa> ou seja, a depender da situação, se a pé, de carro,de avião, anda em animal. etc.
[15:20] <Mary_UFSCar> assim por diante...
[15:20] <adelmaa> Nossa, então LIBRAS tem um vocabulário extenso.
[15:21] <Mary_UFSCar> Minhas principais dificuldades na infância e adolescência foram a comunicação e acompanhamento das disciplinas na area de humanas por falta de intérprete!!! Cresci lendo lábios, mas só captava 60 a 70% do conteúdo escolar.
[15:21] <Rosely> Para os professores foi um grande desafio. O mais complicado foi a escrita da dissertação.
[15:21] <Mary_UFSCar> em minha trajetória eu sempre abri portas para os surdos, nada estava pronto para mim.
[15:22] <Mary_UFSCar> a minha fonoaudiologa era bilingue e ela foi a peça fundamental para o desenvolvimento da minha linguagem! sem ela não teria conseguido...
[15:22] <Mary_UFSCar> muito importante ter pessoas bilingues no nosso processo de desenvolvimento.
[15:22] <adelmaa> Os seus pais são bilingues?
[15:23] <adelmaa> Seus familiares e amigos usavam a Libras?
[15:23] <Mary_UFSCar> Fui primeira aluna surda da escola, da graduação, da pós-graduação doutorado. Apenas no mestrado que tive acesso total com professores bilingues, colegas surdos, provas adaptadas.
[15:23] <Rosely> O meu caso é diferente da Mariana, meus pais são surdos e já tinha como primeira língua a língua de sinais,
[15:24] <Rosely> o que mais dificultou mesmo foi na escola que não tinha intérpretes e nem professores com dominio de lingua de sinais
[15:25] <Mary_UFSCar> meus pais são ouvintes, eles não sabem Libras... a culpa foi minha, pois aos 6/7 anos eu tive vergonha de usar a língua de sinais e proibi a família pelo uso dela...
[15:26] <Mary_UFSCar> eu achava que era a única surda no mundo e não conformava quando as pessoas ficavam rindo de mim, olhos tortos para a Libras... eu me senti uma estranha e optei pela leitura labial e oralidade para fingir que era ouvinte... isso acabou com a minha identidade
[15:26] <adelmaa> Mas você já dominava a lobras, Mariana?
[15:26] <Mary_UFSCar> sim e usava escondido
[15:26] <Mary_UFSCar> rs
[15:27] <Mary_UFSCar> comecei a usar a Libras com 11 meses de idade
[15:27] <Mary_UFSCar> e por isso ela foi fundamental para o meu aprendizado em português.
[15:27] <Mary_UFSCar> sem Libras não teria conseguido aprender português.
[15:29] <Heloisa> Profªs, boa tarde! Estou aqui encantada com esta apresentação... (Parabéns!) e lembrando de uma música que diz "somos todos filhos de Deus só não falamos a mesma língua". O conhecimento e aprendizagem de libras não precisa urgentemente fazer parte do curriculo do Magistério Superior, da Pedagogia, da Letras entre outros cursos?Será que realmente não cabe dentro desses curriculos?
[15:29] <adelmaa> Não, Mariana, isso não acabou> Este fato apenas mudou a construção de sua identidade naquelea época. Entretanto, este acaso foi um marco que voc~e tem como agora dar este depoimento e ser muito mais altiva quando aocntecer algo assim perto de você.
[15:30] <regianelog> A disciplina de Libras é obrigatória nos cursos superiores de licenciatura, pedagogia e fonoaudiologia
[15:30] <Jackellyne> Concordo com a professora Adelma
[15:30] <adelmaa> ops LIBRAS...desculpe-me!
[15:30] <Mary_UFSCar> Heloisa, sim são obrigatórios conforme Decreto 5626/2005, obrigatório para licenciaturas e optativa para bacharelados
[15:30] <Rosely> De acordo decreto 5626/05
[15:31] <Mary_UFSCar> estamos lutando para ser obrigatório também na educação básica, nos cursos técnicos e tecnológicos, na area de saúde
[15:32] <adelmaa> Rosely, quando você aprendeu o português? Você aprendeu a ler lábios como a Mariana?
[15:33] <adelmaa> Professora Regiane, como e quando surgiu seu interesse pela LIBRAS?
[15:34] <regianelog> Sou filha e irmã de surdos. Sou irmã da professora Rosely, rsrs. Na nossa família tem ainda mais 21 primos surdos
[15:34] <Rosely> Sim, aprendi leitura labial através da fonoaudiologia, e também aprendi a língua portuguesa na escola e também minhas irmãs me ajudavam a ler e treinar redação
[15:35] <Mary_UFSCar> Uau!
[15:35] <Jackellyne> Muito bacana.
[15:35] <regianelog> nossa casa parecia uma associação de surdos, rsrs
[15:36] <Mary_UFSCar> posso imaginar...
[15:36] <Heitor> Bacana demais ouvir vcs
[15:36] <adelmaa> Gente, sinto-me privilegiada hoje. Arrepiada com tanta sabedoria e superação. Meu Deus, EDUCAÇÃO é tudo!
[15:36] <Heitor> É verdade Adelma, muita superação
[15:37] <Heitor> Estamos privilegiados
[15:37] <Jackellyne> Sim, estamos!
[15:37] <Mary_UFSCar> Libras é tudo!!!
[15:38] <Heitor> Eu agradeço demais a oportunidade de participar de um evento tão importante.
[15:38] <Heitor> Quero agradecer a organização do evento.
[15:39] <adelmaa> Prezadas queor que vocês me ajudem a divulgar este evento nas redes sociais. Todos os professores temque ter acesso a esta s conferências de hoje. Em 15 dias nós publicaremos o log deste evento e o STIS publicará na nossa página do face. Peço que nos ajudem a divulgar.
[15:39] <Mary_UFSCar> sim, eu ajudo na divulgação.
[15:39] <Jackellyne> Pode deixar!
[15:39] <Rosely> mariana, por curiosidade, vi você ministrar aula de LIBRAS no curso de musica, já aconteceu de os alunos pedirem como utilizar em libras na musica?
[15:41] <adelmaa> Quero dizer as nossas professoras conferencistas convidadas que me sinto instigada a organizar um evento mais amplo com a participação das senhoras e de outros convidados para discutirmos com mais profunidade este temática: educação de surdos.
[15:41] <Mary_UFSCar> Rosely, eu nas avaliações eu não só peço tradução de letras de musica para libras não.. (só foi uma atividade disso). O que quero é que os alunos repensem na prática educativa, como imaginam dar aula para surdos compreenderem o conteúdo da disciplina de música, como os surdos possam ver os sons, sentir vibrações.
[15:42] <Mary_UFSCar> pedia para criarem materiais que auxiliem os surdos a compreenderem determinado conteúdo... assim por diante... não aceito coral de luvas brancas!!!!socorro!!!!
[15:43] <regianelog> rsrs. Coral de luvas brancas é complicado
[15:43] <adelmaa> Depoimentos, vivências, experiência didáticas, relatos e politicas publicas relacionadas oa tem seria nosso guia mestre nest evento. Acredito que não tenha nada assim realizado virtualmente.
[15:43] <Jackellyne> kkkkkk fiz um curso básico de libras e teve coral de luvas brancas...
[15:43] <Rosely> Tenho curso de Musica da disciplina LIBRAS, gostei da sua ideia.
[15:44] <Heitor> uau!
[15:44] <Heitor> Como funciona?
[15:44] <adelmaa> Só para entender, qual é o problema do coral com as luvas brancas?
[15:44] <Rosely> Verdade Mariana, não gosto coral de luva, isso não faz sentido para compreensão e emoção.
[15:45] <Mary_UFSCar> não tem graça, não tem sentido para mim... é só uma cópia ...
[15:46] <adelmaa> Eu amei este vídeo do Glee: https://www.youtube.com/watch?v=4Xr9Xgxp7F4
[15:46] <Mary_UFSCar> nao faz sentido e não é por meio das luvas brancas que vamos entender a música... é questão de conteúdo, sentimento, emoção, vibração, olhares...
[15:48] <Rosely> https://www.youtube.com/watch?v=JG8xrh1az_g
[15:49] <adelmaa> Eu tinha pensando nas luvas como recurso auxiliar para prender a atenção, Mariana.
[15:49] <Jackellyne> no meu caso os professores do curso de libras, um era surdo, disse que o uso das luvas é para prender a atenção do público apenas para as mãos
[15:49] <adelmaa> Ameiiii este vídeo, Rosely!
[15:50] <Jackellyne> mas eu também discordava pq achava contraditorio já que eles falavam que a expressão facial conta muito
[15:50] <Mary_UFSCar> o surdo precisa entrar "dentro"da musica e não so copiando e assistindo...
[15:50] <adelmaa> Gostaria de solicitar de vocês que me amjudassem a descontruir
[15:50] <Rosely> este vídeo é interpretação em LIBRAS, ele não sinalizou seguindo a Língua Portuguesa.
[15:51] <Rosely> ele mostrou de um jeito que nós possamos sentir emoção e compreensão
[15:51] <adelmaa> Perfeito!
[15:51] <Mary_UFSCar> o surdo precisa sentir os toques, luzes conforme mudanças dos ritmos e assim por diante... entender o funcionamento dos instrumentos.. a letra de música tem que ser adaptada em Libras, pois a Libras não é o português sinalizado!!!
[15:51] <Rosely> Concordo da Mariana, tem muita gente fica copiando e não faz sentindo emoção
[15:52] <adelmaa> Mas como ouvintes, o que devemos fazer para ajudar na comunicação com pessoas surdas?
[15:52] <Mary_UFSCar> aprender Libras!!!!
[15:52] <adelmaa> Eu, por exemplo, não sei LIBRAS, mas logo aprenderei.
[15:52] <Rosely> Aprende LIBRAS!
[15:53] <Mary_UFSCar> conhecer a cultura surda, fazer adaptações de acordo com as nossas necessidades
[15:53] <Rosely> Concerteza vai aprender.
[15:53] <Heitor> Eu também vou aprender já
[15:53] <Mary_UFSCar> precisa entrar em contato com comunidade surda, visitar associações para aprender Libras.
[15:53] <adelmaa> Então, quais são os canais para se conhecer a cultura surda? Dê-nos indicações?
[15:54] <Lucia_> Ótima pergunta, isso vai nos ajudar
[15:54] <Mary_UFSCar> no youtube tem varios videos de eventos culturais, poesias, historias, fabulas em Libras e adaptadas na cultura surda...
[15:54] <regianelog> frequentar escolas, associações e grupos de surdos é muito importante
[15:54] <adelmaa> O que o STIS, por exemplo, deve fazer no nosso evento para dar acessibiliadde a pessoa surda?
[15:54] <regianelog> o contato é o mais importante
[15:55] <Mary_UFSCar> video com interprete de Libras???
[15:55] <Mary_UFSCar> precisa ter janela com interprete de Libras
[15:56] <Mary_UFSCar> assim difunde mais para a comunidade surda ter acesso ao STIS
[15:56] <madu_> Boa sugestão Adelma.
[15:56] <adelmaa> Então, quais são os canais para se conhecer a cultura surda? Dê-nos indicações?
[15:56] <madu_> É possível colocar em prática?
[15:58] <adelmaa> Existe um síbolo que possa sinalizar ja no cartaz que o stis é um evento com acessibilidade aos surdos?
[15:58] <regianelog> sim. eu posso te enviar
[15:59] <regianelog> qualquer pessoa pode ter acesso a esse símbolo na página de comunicação da UFMG
[16:01] <adelmaa> Nossa, nós do STIS agradecemos a todo(a)s vocês por toda sugestão encaminhada que possa levar o acesso a educação para todos.
[16:02] <regianelog> Eu é que agradeço, Adelma!
[16:02] <adelmaa> Mais alguma pergunta, caro(a)s participantes?
[16:02] <adelmaa> Prezada professoras, Mariana, Regiane e Rosely, nosso vento não poderia ter sido mais brilhante. Foi um STIS extraordinário, fenomenal!
[16:03] <Rosely> Obrigada, Adelma!
[16:03] <adelmaa> Eu, Adelma Araújo, e a Madu Ferreira e um grupo enorme de pessoas voluntárias membros do STIS que acreditamos no trabalho voluntário para disseminarmos a educação e acesos a todos agradecemos a presença de
[16:03] <adelmaa> ttodos e especialmente das profesoras conferencistas convidadas de hoje.
[16:04] <regianelog> Nós que agradecemos a oportunidade!
[16:04] <adelmaa> Peço a todos que divulguem nosso evento. Dê um like em noss pagina no facebook, pois assim receberão todas as informações de nossos eventos.
[16:04] <adelmaa> Lembor vocês que dia 18 de novemrbro teremos mai sum vento stis.
[16:05] <adelmaa> E na primira semana de dezembro.
[16:05] <Jackellyne> ok, muito obrigada!
[16:06] <adelmaa> receberemso a Taábata de Amaral Pontes , aquela filha de florista epai cobrador de ônibus que entrou em varias universidades americanas e escolheu harvard.
[16:06] <adelmaa> Pois bem ela já concluiu o curso lá e voltou ao Brasil para tentar mudar nosso quadroa da educação publica. Ela cooordena uma ONG chamada Mapa Educação e nos contará tudo sobre seua jornada e desafios que ela ainda quer enfrentar.
[16:08] <adelmaa> O trabalho de conclusão de curso de graduação dela em Harvard é fantástico. Compara a educação oferecida pro duas escolas publicas brasileiras, uma do sul e outra de Sobral emostra que a da escola publica de Sobral no Ceará é excelente porque dentre outras variáveis na escola cerarense quem escolhe o diretor da escola eá acomunidade assistida.
[16:08] <adelmaa> Não percam!
[16:11] <adelmaa> Agradeço a todos vocês pela presença! Os conferencistas receberão seus certificados por e-mail ,já os participantes devem ir na pagina do stis e atraves do e-mail que informado nos encaminhar nome completo dia da palestra e login usado para receber a certificação do STIS.
[16:11] <adelmaa> Até a proxima! Obrigada a todos!
[16:11] <adelmaa> Clap clap clap clap clap! (aplausos virtuais)
[16:13] <adelmaa> Até a próxima!

 

 

 

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