STIS 2014

9. Novembro: Omissões Ortográficas e Dialogia

9.1. registro novembro

 Registro da Conferência em chat  escrito, de 28 de Novembro de 2014:

 

Levantamento das Omissões Ortográficas na Escrita Infantil

conferencista: Regina Célia Fernandes Cruz

A dialogia nas práticas escolares

conferencista: Anna Christina Bentes

 

 

moderador: Equipe STIS

 

[14:00] <adelmaa> Vamso começar agora,ok!
[14:00] <adelmaa> Bom dia a todos e todas! É sempre uma honra recebê-los, participantes e palestrantes conferencistas , em cada evento STIS.
[14:01] <Regina> ok
[14:01] <adelmaa> O STIS, é um evento coordenado pela profa Drª Adelma L.O.S Araújo, como um dos braços do Projeto "Polvo" Texto Livre do CNPq.
[14:01] <adelmaa> Caracteriza-se como um programa de conferências que é realizado sempre na penúltima semana de cada mês de março a junho e de agosto a novembro
[14:01] <adelmaa> Ao longo deste quatro  anos de vida o STIS tem congregado pesquisadores do Brasil e do exterior em torno do tema
[14:01] <adelmaa> educação. Defendemos uma educação livre, democrática, igualitária e  com o desejo de ser acessível a todos.
[14:01] <adelmaa> O STIS, a Revista Texto Livre, o UEADSL e o EVIDOSOL/CILTEC são pés do programa POLVO denominado TEXTO LIVRE do CNPq,
[14:01] <adelmaa> titularizado pela Profª Drª Ana Cristina Fricke Matte.  Ao longo desta caminhada o STIS tem se firmado como um canal
[14:02] <adelmaa> democrático de divulgação das pesquisas relevantes que estão sendo desenvolvidas no Brasil e no exterior.
[14:02] <adelmaa> Na verdade, nós do grupo STIS, temos muito que comemorar, pois, neste curto período de tempo, o STIS já promoveu 31
[14:02] <adelmaa> eventos, com a presença de ilustres pesquisadores nacionais de de além mar
[14:02] <adelmaa> tais como Carla Viana Coscarelli (UFMG), Luiz Tatit (USP), Maria Lucia Castanheira (FAE/UFMG), Almeida Filho (UNB), dentre
[14:02] <adelmaa> outros nomes do Brasil e do exterior como o Brian Street (Kings College/Londres), Luis Gonçalves (Universidade da Pensilvânia)  e o Júlio Paz (Argentina).
[14:02] <adelmaa> Também divulgamos o STIS em dois eventos internacionais ocorridos: CLAFP / Brasília e no 19º Intercâmbio de Pesquisa em
[14:02] <adelmaa> Linguística Aplicada (19º InPLA) e 5º Seminário Internacional de Linguística (5º SIL), este último como convidado do Prof. Marcelo Buzzato.
[14:03] <adelmaa> Também contamos com a colaboração de todos os conferencistas  convidados que nos deram e dão a honra de sua
[14:03] <adelmaa> presença como agentes divulgadores, além da motivação, carinho, atenção, presença e colaboração na divulgação realizada pelos nossos participantes.
[14:03] <adelmaa> Para que todo este projeto seja realizado eficientemente, mês a mês, e chegue até vocês conferências relevantes para sua
[14:03] <adelmaa> formação cultural, intelectual e acadêmica o STIS conta com Comissão Organizadora com um espírito de colaboratividade  formada por
[14:03] <adelmaa>  Ana Cristina Fricke Matte (UFMG)- Coordenadora Geral do Projeto Texto Livre/CNPq
[14:03] <adelmaa> Adelma Lúcia de Oliveira Silva Araújo (UFMG/UFOP)- Coordenação Geral do Projeto STIS/SEMIOTEC/FALE/UFMG
[14:04] <adelmaa> Thalita Santos Felício de Almeida (FALE-UFMG) - Secretaria Aline Resende Pereira Marinho - Secretaria
[14:04] <adelmaa> Daniervelin Renata Marques Pereira - Administração Elizabeth Guzzo de Almeida )FAE-UFMG)- Administração
[14:04] <adelmaa> Isabel Cristina Vieira Coimbra Diniz (UFNG)- Administração Woodson Fiorini de Carvalho - administração
[14:04] <adelmaa> Hugo Leonardo Canalli - Suporte técnico TI Margareth de Souza Freitas Thomopoulos  (UFTPR)- Revisora Rivânia Maria Trotta Sant'Ana (UFOP)- Revisora
[14:04] <adelmaa> Maria do Carmo Ferreira dos Santos (UFOP)- Relações públicas
[14:04] <adelmaa> Hoje o STIS tem a honra de receber como conferencistas  convidadas a profª Drª Regina Célia Fernandes Cruz, da UFPA, e a profª Drª Anna Christina Bentes, da UNICAMP.
[14:05] <adelmaa> A profª Regina Cruz é uma pesquisadora brilhante cuja trajetória acadêmica começou  em 1966 ao cursar Letras Licenciada Plena em
[14:05] <adelmaa> Língua Portuguesa na Universidade Federal do Pará (UFPA-PA). Fez mestrado em Linguística na Universidade Federal de Santa Catarina (Florianopólis-SC). Seu doutorado foi realizado na área
[14:05] <adelmaa> de Fonética Acústica Experimental na Université de Provence (França), no ano de 2000.
[14:05] <adelmaa> Atualmente é Professora Adjunto II do Departamento de Língua e Literatura Vernáculas do Centro de Letras e Artes da Universidade Federal do Pará, da área de Linguística.
[14:05] <adelmaa> Coordena o Projeto de Pesquisa intitulado “Vozes da Amazônia: corpus oral e fala espontânea” (Port. 037/2001), desde abril de
[14:05] <adelmaa> 2003; o Curso de Especialização em Língua Portuguesa: uma abordagem textual/Belém – versão 2003 (Port.11/2003-CLA) e a  Câmara de Lingüística, desde março de 2003
[14:06] <adelmaa> Nossa segunda conferencista é a profª Drª Anna Christina Bentes é uma da mais promissoras pesquisadora brasileira na atualidade. Tem um
[14:06] <adelmaa> currículo extraordinário e uma vida acadêmica riadmirável na área de Linguística.
[14:06] <adelmaa> Sua vida acadêmica, na verdade, começou na  Universidade Federal do Pará (UFPA) em (1986). Em 1992 concluiu seu mestrado em Linguística na Universidade Federal de Santa
[14:06] <adelmaa> Catarina, defendendo sue doutorado em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas quatro anos mais tarde , no ano de 2000. Em 2006, fez pós-doutorado no Departamento de
[14:06] <adelmaa> Antropologia da Universidade da Califórnia, Berkeley Atualmente é professora do Departamento de Linguística da Universidade Estadual de Campinas.
[14:06] <adelmaa> É líder do Grupo de Pesquisa no CNPq intitulado "Linguagem como prática social: analisando a produção, a recepção e a
[14:06] <adelmaa> avaliação de interações, gêneros do discurso e estilos linguísticos".
[14:07] <adelmaa> Suas áreas de atuação são Sociolinguística, Linguística do Texto e do Discurso e Linguística Aplicada.
[14:07] <adelmaa> Seus principais temas de pesquisa são o fenômeno de narratividade, as práticas de linguagem nos contextos sociais, os gêneros do discurso e os estilos de fala.
[14:07] <adelmaa> É, com Fernanda Mussalim, a organizadora da coleção "Introdução à Lingüística", volumes 1, 2 e 3, "bíblias" tão familaires aos estudante de Letras.
[14:07] <adelmaa> Também é organizadora em parceria com Ingedore Koch e Edwiges Morato da obra intitulada  "Referenciação e Discurso";
[14:07] <adelmaa> De sua parceria com a Marli Quadros Leite escreveu o livro  "Linguística Textual e Análise da Conversação: panorama das pesquisas no Brasil."
[14:07] <adelmaa> É autora do livro didático "Linguagem: práticas de leitura e escrita", volume 2, e é co-autora, com Ingedore Koch e Mônica Cavalcante, da obra "Intertextualidade: diálogos possíveis".
[14:07] <adelmaa> É membro do Comitê Gestor e Editorial da Cortez Editora. Também coordena o Centro de Pesquisa "Margens", do Instituto
[14:08] <adelmaa> de Estudos da Linguagem da UNICAMP (Biênio 2009-2011), do qual fazem parte os pesquisadores Suzi Sperber, Sandoval Nonato Gomes Santos, Renato Cabral Rezende e Rosane Alencar.
[14:08] <adelmaa> Tem atuado desde 2010 como parecerista das seguintes agências: CAPES, FAPESP e CNPq. Coordena, com Márcia
[14:08] <adelmaa> Mendoinça e Marcos Lo pes, o Programa PIBID Letras Unicamp, iniciado em 2014.
[14:08] <adelmaa> No google acadêmico http://scholar.google.com.br/citations?user=6d0vI4sAAAAJ&hl=pt-BR
[14:08] <adelmaa> consta que a proª Anna Christina Bentes foi citada desde 2009 em 958 publicações. Seu livro Introdução à Linguística - domínios
[14:08] <adelmaa> e fronteiras obteve 356 citações, seguido de perto em citações por Intertextualidade com 145 e Linguística textual com 132, dentre outros.
[14:09] <adelmaa> Dou agora boas vindas à moderadora oficial das conferências STIS, a acris.
[14:09] <acris> boa tarde
[14:09] <adelmaa> A acris moderará estas conferências. porém anterior a isto ela explicará, de forma pormenorizada, o funcionamento de um evento online como o do STIS para os que participam pela primeira vez de nosso evento
[14:10] <adelmaa> Sejam bem vindas, Regina e Anna Bentes!
[14:10] <acris> a ideia do stis é que as conferências todas possuem alguém funcionando como mesa,
[14:10] <acris> como nos eventos presenciais.
[14:10] <acris> hoje a adelmaa e a thalita são nossa mesa
[14:10] <acris> as moderadoras
[14:11] <acris> durante o tempo da conferência, somente os moderadores e
[14:11] <acris> os conferencistas podem enviar mensagens lidas por todos
[14:11] <acris> quando abrirmos para perguntas, todos poderão enviar suas mensagens aqui mesmo
[14:12] <acris> Regina: você tem 20 minutos para apresentar e 10 para as perguntas, alguma dúvida?
[14:12] <Regina> sim,
[14:13] <Regina> nao eh uma duvida
[14:13] <acris> pois não?
[14:13] <Regina> apenas quer confirmar que na hora da projecao dos slides
[14:13] <Regina> eu mesma os mudo
[14:13] <Regina> e todo mundo vai me acompanhar
[14:13] <acris> cada um , inclusive você
[14:13] <Regina> nao eh isso?
[14:13] <acris> basta você avisar a nós que mudou de slide e nós a seguimos
[14:13] <Regina> ah
[14:14] <Regina> ok, eu preciso avisar que eu mudei os slides
[14:14] <Regina> ?
[14:14] <acris> o código é regina (minúsculas)
[14:14] <Regina> eu ja estou nos slides
[14:14] <Regina> entendido
[14:14] <acris> ótimo!
[14:14] <acris> qualquer dúvida, fique à vontade
[14:14] <acris> pode começar então
[14:15] <Regina> posso comecar?
[14:15] <acris> sim
[14:15] <Regina> Entao, comecando
[14:15] <Regina> Apresentarei aqui os primeiros resultados de um projeto institucional da UFPA executado no período de marco a dezembro de 2014. É um projeto financiado pelo Programa de Apoio a Projetos de Intervenção Metodológica (PAPIM).
[14:15] <Regina> O projeto é intitulado Levantamento, Diagnóstico e Análise das Omissões Ortográficas na Escrita Infantil com perspectiva de intervenção pedagógica (PAPIM-14560131023).
[14:16] <Regina> Além de mim que coordeno o projeto, fazem parte da equipe, uma outra colega minha de Faculdade, Jailma Bulhões; um professor da SEDUC, Ribamar Oliveira; e três alunas do Curso de Letras da UFPA, que atuaram no projeto como bolsistas.
[14:16] <Regina> Toda a coleta de dados foi justamente de responsabilidade das bolsistas, Elaine Modesto, Pamela Raiol e Roberta Sodré. Elas que atuaram diretamente na escola e garantiram a obtenção dos dados junto aos alunos.
[14:17] <Regina> O objetivo principal desse projeto é investigar as omissões ortográficas na escrita infantil nas escolas públicas do Pará. Para realizar um diagnóstico preciso das causas, procedeu-se a primeiramente a um levantamento dessas omissões.
[14:17] <Regina> O projeto possui também uma dimensão pedagógica que compreende a produção de material didático direcionado a alfabetização de crianças.
[14:17] <Regina> Para a presente conferência trataremos apenas do levantamento realizado das omissões ortográficas na escrita de crianças do 3º e 4º anos, alunos de um escola pública de Belém do Pará.
[14:18] <Regina> A escola onde foi realizada a coleta de dados é localizada em um bairro periférico de Belém, pertence a rede pública de ensino. O nome da escola é Escola Estadual Acácio Felicio Sobral
[14:19] <Regina> por favor
[14:19] <Regina> projetei o slide da escola
[14:19] <Regina> acho que eh o segundo slide
[14:19] <Regina> nao eh o segundo slide nao
[14:19] <Regina> eu mudei os slides e não aparece nada
[14:20] <Regina> fui mudando ate chegar na escola
[14:20] <Regina> eh uma foto da escola
[14:20] <Regina> eh um slide com foto da escola
[14:20] <Regina> vou retomar o texto
[14:20] <acris> ok
[14:21] <Regina> Ao todo foram 100 alunos que participaram da coleta de dados, 50 do 4º ano e 50 do 3º ano. Os responsáveis autorizaram a participação dos alunos por Termo de Consentimento Livre Esclarecido.
[14:21] <Regina>  A investigação das omissões ortográficas na escrita infantil nas escolas públicas do Pará foi motivada pela leitura dos trabalhos de Lourenço Chacon (2010), professor da  UNESP de Julio de Mesquita e Aline Amaral et al. (2011).
[14:21] <Regina> o slide da escola eh o sllide 8
[14:21] <acris> sim
[14:21] <Regina> Estes autores empreenderam uma metodologia destinada à investigação de omissões recorrentes, tanto de grafemas como de sílabas completas, na escrita de crianças ainda no processo de aquisição da escrita.
[14:22] <Regina> Decidimos, portanto,  aplicar os mesmos procedimentos metodológicos de Chacon (2010) e Amaral et al (2011) e investigar à incidência recorrente de omissões de grafemas em alunos da rede publica da capital paraense.
[14:22] <Regina> Para este projeto ampliamos o corpus adotado por Chacon (2010) no sentido de evitar qualquer dificuldade relacionada a familiaridade das crianças com os vocábulos utilizados no corpus para a coleta de dados.
[14:22] <Regina> Os dados foram coletados a partir de duas listas de vocábulos denominadas de FRUTAS e ANIMAIS.
[14:23] <Regina> Originalmente, a primeira lista utilizada por Chacon (2010) foi composta por um total de 24 nomes de frutas, como vocês podem ver no slide projetado.
[14:23] <acris> (slides 2, 3 4 e 5)
[14:23] <Regina> agora selecionem slide com o titulo Corpus Fruta Chacon (2010)
[14:24] <Regina> eh justamente o slide 2
[14:24] <Regina> Os nomes são: abacaxi, abacate, ameixa, amora, banana, caju, caqui, carambola, figo, goiaba, jabuticada, laranja, limão, maçã, mamão, manga, melancia, melão, morango, pera, pinha, ponkan, romã e uva.
[14:25] <Regina> Para o presente projeto, ampliamos esse número para 48 nome de frutas, os quais vocês podem visualizar no próximo slide. Portanto, acrescentamos mais 24 nomes de frutas.
[14:25] <Regina> o slide seguinte, o slide 3 contem os nomes das frutas adicionadas ao corpus
[14:25] <Regina> Os nomes acrescidos foram: açaí, abiu, acerola, bacaba, bacurí, biribá, buriti, cacau, castanha-do-Pará, coco, cupuaçú, fruta-pão, guaraná, graviola, jaca, jambo, ingá, muruci, pupunha, tangerina, taperebá, tucumã, sapotilha e uxi.
[14:26] <Regina> A segunda lista utilizada por Chacon (2010) foi composta por 9 nomes de animais: avestruz, boi, borboleta, cisne, esquilo, formiga, pardal, porco e urso.
[14:26] <Regina> a lista esta no slide 3 em seguida,
[14:26] <Regina> com o titulo Corpus Animais Chacon (2010)
[14:27] <Regina> A exemplo da lista de FRUTAS, foram acrescentados mais 15 nomes à lista de animais de Chacon (2010).
[14:27] <Regina> passem agora para o slide seguinte cujo titulo eh Corpus Animais PAPIM
[14:27] <Regina> Os nomes de animais acrescidos foram: águia, carneiro, coelho, égua, elefante, ganso, garça, golfinho, morcego, mosca, onça, papagaio, piolho, pombo e tartaruga.
[14:28] <Regina> O corpus é formado por vocábulos contendo sílabas que contemplam as estruturas silábicas do português relativas à coda.
[14:28] <Regina> As estruturas são: (C)V (sílaba sem coda), (C)V/N/ (coda preenchida por nasal), (C)V/S/ (coda preenchida por soante), (C)V/l/ (coda preenchida por lateral), (C)V/R/ (coda preenchida por rótico), (C)VV (coda por vogal).
[14:28] <Regina> Exemplos de vocábulos com todas as sílabas possuem coda vazia: abacate, acerola, bacaba, banana, biriba, coco, figo, jaca, uxi.
[14:29] <Regina> Exemplos de vocábulos com coda preenchida por nasal (C)V/N/: carambola, elefante, ganso, ingá, jambo, manga, ponkan, pombo, tangerina, onça
[14:29] <Regina> Exemplos de vocábulos com coda preenchida por soante (C)V/S/: avestruz, mosca, castanha-do-pará, cisne, esquilo,
[14:29] <Regina> Exemplos de vocábulos com coda preenchida por lateral (C)V/l/: pardal, golfinho,
[14:29] <Regina> Exemplos de vocábulos com coda preenchida por rótico (C)V/R/: borboleta, carneiro, formiga, garça, pardal, tartaruga
[14:30] <Regina> Exemplos de vocábulos com coda preenchida por vogal (C)V/V/: águia, carneiro, papagaio, piolho
[14:30] <Regina> A coleta de dados  compreendeu seis etapas que foram aplicadas de forma lúdica em forma de bingo durante os meses de abril a junho deste ano.
[14:30] <Regina> O slide contem uma amostra da ficha utilizada na coleta de dados e uma foto com a aplicação da ficha em forma de bingo pelas bolsistas do projeto
[14:30] <Regina> eh o slide seguinte
[14:31] <Regina> passem para o slide seguinte, por favor
[14:31] <Regina> As bolsistas ao aplicarem o protocolo de coleta de dados, arrumavam a sala de forma a impedir que os alunos pudessem ver a produção dos demais alunos.
[14:31] <Regina> uma foto com o exemplo da aplicação do protocolo de coleta de dados
[14:32] <Regina> esta no slide seguinte com o titulo APLICACAO
[14:32] <Regina> As bolsistas orientavam os alunos sobre o procedimentos de sorteio e que eles deveriam adivinhar o nome do animal ou da fruta sorteado. Não era fornecido o nome inicialmente, mas uma descrição detalhada do animal ou da fruta era feita.
[14:32] <Regina> Quando um dos alunos adivinhava o nome, as bolsistas solicitavam a repetição do nome em voz alta e só a partir dai elas repetiam os nomes duas vezes para evitar qualquer dúvida sobre o nome a ser escrito.
[14:32] <Regina> Em seguida aos alunos era solicitado escrever o nome do animal ou da fruta na ficha entregue no espaço ao lado da figura que representava o animal ou a fruta sorteado(a)
[14:33] <Regina> agora, voces podem passar os slides todos para visualizar rapidamente o trabalho de campo
[14:34] <Regina> e parem no slide que possui gráficos com o perfil economico dos pais
[14:34] <Regina> Uma vez a coleta de dados concluída, cada ficha foi digitalizada e codificada para garantir o anonimato dos alunos. Uma planilha excel foi elaborada com o registro de todos os dados obtidos.
[14:34] <Regina> Se todos os alunos estivessem presentes em todas as etapas, teríamos obtido 7200 ocorrências de registro de grafia.
[14:35] <Regina> Como a participação dos alunos não foi homogênea em todas as etapas da coleta de dados, obtivemos 5604 registros de produção de escrita infantil.
[14:35] <Regina> por favor, passem os slides
[14:35] <Regina> e vamos direto para os slides com exemplos de fichas preenchidas pelos alunos
[14:35] <Regina> os slides tem o titulo MOSTRA DE COLETA
[14:36] <Regina> Desses 5604 registros, 1357 (24%) são registros semelhantes à escrita alvo dos vocábulos do corpus. Portanto, 4247 (76%) são casos de omissão de grafema e sob os quais se incidira a análise do projeto.
[14:36] <Regina> Como ainda as análises não foram concluídas, vamos nos deter nesta palestra apenas na apresentação e abordagem dos casos de escrita próxima à escrita alvo.
[14:36] <Regina> Uma grande maioria (67) dos vocábulos apresentou grafia idêntica da sua escrita alvo. Apenas os vocábulos ‘açaí’, ‘águia’, ‘égua’, ‘elefante’ e ‘ponkan’ não registraram nenhuma ocorrência da escrita alvo.
[14:36] <acris> (Regina: 5 min)
[14:36] <Regina> 16 vocábulos com poucos registros de escrita alvo: ameixa (8), avestruz (3), bacuri (3), carambola (8), castanha (4), cisne (1), golfinho (3), guaraná (4), ingá (3), jambo (1), maca (7), morcego (5), pombo (2), romã (2), tangerina (3), tucumã (5)
[14:37] <Regina> Apenas 5 vocábulos registraram as maiores ocorrências de escrita alvo: abacaxi (43), boi (44), limão (43), pera (46), piolho (40).
[14:37] <Regina> Nos registros dos vocábulos ‘açaí’, ‘águia’, ‘égua’, o acento gráfico constitui a maior dificuldade de registro.
[14:37] <Regina> Os vocábulos ‘águia’, ‘égua’ registraram formas grafadas com ausência da letra <u>.
[14:37] <Regina> No vocábulo ‘açaí’ a letra <ç> e o principal responsável pelas formas grafadas longe da escrita alvo, pois a letra <s> foi a mais escolhida pelos alunos em substituição ao <ç>.
[14:37] <Regina> Os vocábulos ‘elefante’ e ‘ponkan’ registraram os desvios que tem maior relação com estudo de Chacon (2010), pois as maiores omissões estão justamente na coda das sílabas travadas por /n/: elefate,  elefati, ponca.
[14:38] <Regina> Esses resultados preliminares indicam que a análise dos 4247 casos de omissões de grafema, mais casos de omissões relacionadas a coda silábica serão identificados no corpus formado.
[14:38] <Regina> agora vamos para concluir passar por todos os exemplos
[14:38] <Regina> de fichas preenchidos
[14:38] <Regina> e ir ao final dos slides
[14:38] <Regina> para o ultimo slide
[14:39] <Regina> O ultimo slide contem os agradecimentos da pesquisa e o nome
[14:39] <Regina> de todos os nossos colaboradores
[14:39] <Regina> Obrigada pela atenção!
[14:39] <acris> obrigada, Regina
[14:40] <acris> está aberto a perguntas
[14:40] <acris> cuidade, se ninguém começar eu começo :)
[14:41] <Regina> estou aguardando as perguntas
[14:41] <acris> Vou começar dando um salto grande aqui, Regina, as crianças, pelo que entendi, trabalharam com as figuras impressas. Nesse caso, no que você acha que a escrita poderia ser afetada pelo uso do teclado? Isso pensando-se que não seria usado um corretor ortográfico.
[14:42] <Regina> Voce pergunta isso, por conta do fato de que com o teclado, as crianças teriam as
[14:42] <Regina> letras a sua disposição e isso ajudaria
[14:42] <Regina> eh isso?
[14:42] <acris> sim
[14:42] <Regina> E que portanto elas não apresentariam os mesmos problemas?
[14:43] <acris> e também porque a relação com a sonoridade da palavra tb pode mucar
[14:43] <Regina> olha soh
[14:43] <acris> mudar*
[14:43] <Regina> ninguem pronunciou de inicio os nomes alvo para elas
[14:43] <Regina> elas tinham que advinhar o nome
[14:43] <acris> elas escreveram antes de ouvir?
[14:43] <acris> sim
[14:43] <Regina> era feito uma descricao das frutas
[14:44] <Regina> elas diziam o nome das frutas
[14:44] <Regina> e ai depois disso elas repetiam e também as bolsistas
[14:44] <acris> isso para cada fruta ou passando por todas em cada etapa?
[14:44] <Regina> veja bem, eu nao tenho esse tipo de variável no meu estudo
[14:45] <Regina> para cada fruta
[14:45] <Regina> para cada nome de animal
[14:45] <Regina> era cada um de cada vez para escrever
[14:45] <Regina> nao era escrita em bloco nao
[14:45] <acris> ah sim!
[14:45] <Regina> uma vez tendo adivinhado o nome
[14:45] <acris> desculpa, eu perdi esse detalhe, muda tudo
[14:45] <Regina> e a concordancia de todos
[14:45] <Regina> ai sim elas iriam escrever
[14:46] <Regina> a ficha era para dar um aspecto lúdico ao protocolo
[14:46] <Regina> se voce nao fizer algo ludico
[14:46] <Regina> voce nao tem a participação natural das criancas em experimentos
[14:46] <Regina> dessa natureza
[14:46] <Regina> mas sinceramente eu acho que o fato de eles terem um teclado
[14:47] <Regina> nao iria alterar o resultado
[14:47] <Regina> mas eu precisaria verificar isso
[14:47] <acris> acho que o teclado atrapalharia
[14:47] <Regina> vou levar em consideração a sua observacao
[14:47] <Regina> e verificar isso nos meus estudos
[14:47] <Regina> pode ser
[14:48] <acris> atrapalharia o trabalho em grupo, a não ser que cada aluno tivesse um netbook, o que não é muito realista
[14:48] <Regina> pode ser
[14:49] <Regina> eh algo a ser verificado, Chris
[14:49] <acris> bem, eu acho que podíamos passar a fala à Anna_, tudo bem? No final podemos retomar
[14:49] <Regina> perfeito
[14:49] <adelmaa>  Regina, excelente e relevante trabalho que você está desenvolvendo. Os erros de grafia são um gargalo sério no processo de alfabetização das crianças e dos alunos da EJA.
[14:49] <Regina> muito obrigada por tudo
[14:49] <adelmaa> Minha pergunta é a seguinte: Você acredita que o tipo silábico e a acentuação podem ser variáveis relevantes na frequência dos "erros de ortografia" ou não?
[14:49] <acris> nós é que agradecemos, Regina
[14:50] <Regina> Chacon (2010) comprovou isso nos seus estudos
[14:50] <Regina> com crianças paulistas em idade escolar
[14:50] <Regina> e uma rapida olhada nos meus dados
[14:50] <Regina> tem comprovado isso sim
[14:50] <Regina> mas eu preciso terminar a analise de todos os dados
[14:50] <adelmaa> Amei su pesquisa e quero sim dialogar com você sobre estes dados, viu?
[14:51] <Regina> a acentuacao grafica eh sempre omitida
[14:51] <Regina> mas nao soh isso
[14:51] <adelmaa> Estava tentanto anasisar od slides,mas não consegui ler . os dados...
[14:51] <Regina> silabas tónicas tem uma tendência a ser preservada SEGMENTALMENTE
[14:51] <Regina> e as omissoes parecem ocorrer mais nas silabas atonas
[14:52] <adelmaa> tamanho da palavra..
[14:52] <Regina> eu achei bem interessante que as letras que não são pronunciadas
[14:52] <adelmaa> mais nas pretônicas?
[14:52] <Regina> ou sao atingidas por um forte processo de co-articulacao
[14:52] <Regina> nao sao escritas
[14:53] <Regina> como agia
[14:53] <Regina> para 'aguia'
[14:53] <acris> bem, não aguento, tenho mais uma pergunta: o Mattoso fez um estudo sobre ortografia pensando na fala carioca. A Adelma estudou também a relação entre a aprendizagem da escrita e os erros ortográficos em Minas, você acha que devemos esperar resultados muito diferentes em função do dialeto?
[14:54] <Regina> nas pretonicas
[14:54] <adelmaa> e os digrafos com qu e gu, já tens alguma consideração a fazer?
[14:54] <Regina> as prentonicas eh um forte ambiente de variação
[14:54] <Regina> mesmo na escrita
[14:54] <Regina> Luciana Tenani
[14:54] <Regina> tem comprovado isso nos seus estudo
[14:54] <Regina> estudos
[14:54] <Regina> ela me falou isso na ultima ANPOLL
[14:54] <Regina> em Floripa
[14:54] <adelmaa> sim, se há também omissões significativas as sílabas pretÕnicas das palavras?
[14:55] <Regina> e pediu para eu verificar também no Para
[14:55] <Regina> exatamente
[14:55] <Regina> as pretonicas sao um ambiente favorecedor de omissao
[14:55] <Regina> de registro fonetico fiel a fala
[14:55] <Regina> se voce ver o slide
[14:55] <adelmaa> Eu analisei erros ortográfixos em um relato autobiografico maunsrito de uma emprgada doméstica. no mue doutorado e verifiquei muito erros similares as crianças em processo de aquisção da escrita..
[14:56] <Regina> do sujeito EST4A
[14:56] <Regina> eh uma criança que tem uma escrita boa
[14:56] <adelmaa> são muito semelhantes..
[14:56] <Regina> e grafou muitos vocabulos próximos das grafia alvo
[14:56] <Regina> mas em MORCEGO
[14:56] <Regina> ela omitiu a coda
[14:57] <Regina> justamente na silaba pretonica
[14:57] <adelmaa> Este trabalho me interessa muito. Conheço o trabalho do Chacon e da Tenani.
[14:58] <Regina> entao, eles que me inspiraram em investigar a escrita
[15:00] <adelmaa> Tlavez por não perceber um prolongamento da vogal a. Fantástico!
[15:00] <adelmaa> Parabéns!
[15:00] <Regina> Obrigada, querida
[15:01] <daniervelin> vou convidar agora a profa. Anna Christina Bentes para tomar a palavra e depois continuaremos o debate, ok?
[15:01] <Anna_> Okay!
[15:01] <Regina> ok
[15:01] <daniervelin> a Profª Drª Anna Christina Bentes (IEL – UNICAMP/ Campinas) apresenta "A dialogia nas práticas escolares"
[15:02] <Anna_> Gostaria de iniciar essa minha fala agradecndo à Professora Adelma Lúcia de Oliveira Silva Araújo, coordenadora geral do Projeto STIS, pelo convite, e agradecendo também a todos os colabaoradores diretos e indiretos desse importante projeto.
[15:02] <daniervelin> a senhora tem 30 minutos, profa. Anna_
[15:02] <thalita> Não haverá slides
[15:02] <Anna_> Okay!
[15:02] <Anna_> Nessa fala, meu objetivo é o de rerefletir de forma bastante informal sobre em que medida é possível compreender as relações de comunicabilidade (usando esse termos de forma bem ampla) entre a Universidade e a Educação Básica.
[15:03] <Anna_>  Em um evento do qual participei, que reunia pesquisadores, professores de pós-graduação, graduação e  da Educação básica, bem como alunos de graduação e de pós-graduação, discutiu-se esse tema.
[15:03] <Anna_> Buscava-se produzir uma reflexão sobre as relações entre a Universidade e Educação Básica a partir de um viés: o das ações e omissões.
[15:03] <Anna_> O fórum de discussão enfocava a (in)comunicabilidade entre a Universidade e a Educação Básica, problematizando-a pela via da formação do professor de língua materna.
[15:04] <Anna_> Procurava-se também trazer para o debate o que, como e para que se ensina e se pesquisa nos cursos de graduação e pós-graduação em Letras, tendo em vista a Educação Básica.
[15:04] <Anna_> Espero que essa minha fala, então, possa falar sobre esse tema básico a partir desse viés, o da (in) comunicabilidade entre essas duas instâncias de saber e de poder.
[15:04] <Anna_> Para tanto, vou procurar relatar, em um primeiro momento, um pouco da minha experiência, de procurar estabelecer uma relação mais significativa entre alguns saberes (os produzidos no campo de estudos da linguagem) e a formação continuada de professores.
[15:05] <Anna_> O que propiciou essa reflexão mais recentemente foi o meu envolvimento no programa de inciação à docência (PIBID) financiado pela CAPES, do qual sou uma das colaboradoras, juntamente com os professores Marcos Lopes e Márcia Mendonça, ambos da UNICAMP.
[15:05] <Anna_> Ao longo desses anos, tenho desenvolvido uma série de estratégias como forma de  contribuir para o campo da educação, especialmente da educação em língua materna.
[15:06] <Anna_> Escrevi, em 2004, um livro didático de língua portuguesa para a educação de jovens e adultos. Sua produção foi um importante momento de minha vida, quando pensei, junto com a minha editora na época, minha colega Cláudia Vóvio, um livro diferente para EJA.
[15:06] <Anna_> Tenho participado de cursos de formação de professores em diferentes formatos e em muitos lugares do Brasil. Criei uma coleção em 2010 intitulada “Trabalhando com... na escola”, da Cortez Editora, que atualmente conta com 07 títulos publicados.
[15:06] <Anna_> Acredito que até o final de 2015 teremos pelo menos dez títulos publicados nessa coleção.  Posso falar que a recepção da coleção tem sido muito boa, dado que ela foi comprada no último edital do PNBE.
[15:07] <Anna_> Isso é muito pouco perto do que é possível fazer, mas foi o que pude fazer até então. No entanto, a experiência da qual estou mais gostando de participar para contribuir com a educção básica é a do PIBID.
[15:07] <Anna_> Talvez este seja um programa que consiga “fazer uma diferença” nas licenciaturas brasileiras. Ele possibilita esse diálogo que tanto queremos com a escola básica. Tem sido uma experiência intensa e, como toda experiência intensa, tem sido muito difícil.
[15:07] <Anna_> Em primeiro lugar, por conta do tipo de desenho que eu e meus colegas, Márcia Mendonça e Marcos Lopes, fizemos desse projeto.
[15:08] <Anna_> O nosso projeto intitula-se “Diversidade linguístico-cultural, práticas escolares e formação inicial em Letras” e está organizado por meio de três eixos:
[15:08] <Anna_> registros de linguagem e diversidade cultural nas práticas escolares; 2) formação literária do leitor e formação docente; 3) gêneros do discurso, práticas escolares e formação docente. Citando o texto do projeto:
[15:08] <Anna_> Os eixos temáticos remetem a questões emergentes no cenário do ensino de língua e literatura, como a multiculturalidade, a formação para os letramentos críticos e a discussão ética acerca das práticas de linguagem.
[15:08] <Anna_> O foco central do projeto, a diversidade linguístico-cultural, favorece a atuação multi e interdisciplinar, ou seja, o entrelaçamento das áreas de linguística, linguística aplicada e teoria literária, possibilitando uma formação acadêmica e profissional mais global para o licenciando em Letras.”
[15:09] <Anna_> Por que penso que o PIBID pode ser um canal importante para a retomada do diálogo entre os profesores da escola básica e os professores universitários? Porque pela primeira vez em muitos anos é possível que as ideias produzidas na universidade sobre,
[15:09] <Anna_> linguagem, sobre o importante papel da literatura na vida social, sobre a função social da escrita, sobre a necessidade de se produzir uma reflexividade sobre os textos e discursos
[15:09] <Anna_> que circulam em nossa sociedade e sobre tantos outros temas fundamentais para o ensino de língua, sejam melhor aceitas (estamos falando aqui sempre a partir de uma visada mais abrangente e em larga escala).
[15:10] <Anna_> A meu ver, o PIBID pode ser um experimento importante para que ações pedagógicas baseadas nessas ideias possam ser realmente implementadas junto os professores da educação básica e considerando o cotidiano escolar de cada comunidade.
[15:10] <Anna_> A meu ver, o PIBID pode ser um experimento importante para que ações pedagógicas baseadas nessas ideias possam ser realmente implementadas junto os professores da educação básica e considerando o cotidiano escolar de cada comunidade.
[15:11] <Anna_> Nossos alunos/licenciados/futuros professores conseguem promover esse diálogo, dado que não se situam ainda em nenhuma das diferentes posições sociais  - nem a de professor da escola básica e a de professor do ensino universitário - do campo do ensino.
[15:11] <Anna_> A tensão inicial constitutiva no interior do campo do ensino, entre os professores universitários e os professores de educação básica, não é mais o foco. O foco aqui é a formação de novos docentes.
[15:11] <Anna_> Esse foi o nosso mote ao apresentarmos o projeto em cada uma das sete escolas envolvidas no projeto PIBID-Letras-UNICAMP-2014. Todas as escolas estão recebendo os bolsistas muito bem.
[15:12] <Anna_> No entanto, houve um primeiro contato nosso com as diretoras e supervisoras e, em seguida, com os professores de cada turno onde os bolsistas atuariam, que foi sempre um contato de uma tensão controlada mas bem presente.
[15:12] <Anna_> Um dos fatores que contribuem para o estabelecimento dessa tensão entre os projetos que vêm da universidade  para a escola básica é o fato de que não se tem muita certeza sobre se os projetos são bons ou ruins para a comunidade escolar,
[15:12] <Anna_> se eles vão ter continuidade ou não, se eles vão dar mais um trabalho para aquele professor ou coordenador pedagógico que já está cheio de trabalho e não quer ter mais uma responsabilidade não remunerada, dentre outros.
[15:13] <Anna_> Um aspecto muito importante e bastante presente nas reuniões curtas que tivemos com os professores (em geral, reuniões de uma hora, no máximo, no interior dos períodos denominados HTPCs (Horário de Trabalho Coletivo nas Escolas) é o receio de serem avaliados, como acontece em muitas atividades dos estágios das diferentes licenciaturas.
[15:13] <Anna_> Falamos de uma tensão controlada mas presente nas reuniões com os professores. Não tínhamos tempo de dissolver minimamente esta tensão (menos de uma hora de conversa).  Mas tínhamos tempo de dizer  (i) que estávamos dispostos a planejar conjuntamente as ações a serem desenvolvidas na escola;
[15:13] <Anna_> ii) que os alunos não estavam lá para avaliar as práticas pedagógicas dos professores, mas para aprender com eles, para se ambientarem com a escola, para conhecerem suas possíveis demandas, para planejar as atividades junto com eles e com a supervisora;
[15:14] <Anna_> (iii) que as atividades a serem desenvolvidas na escola seriam atividades planejadas e executadas durante um período mais longo e que seriam do conhecimento de todo o corpo docente da escola;
[15:14] <Anna_> (iv) que estávamos dispostos a fazer pequenos seminários com os professores em suas horas de HTPC;
[15:14] <Anna_> que o projeto poderia ter uma vida mais longa, dado que cada projeto PIBID é avaliado anualmente mas há uma previsão de continuidade de até quatro anos.
[15:14] <Anna_> que o projeto poderia ter uma vida mais longa, dado que cada projeto PIBID é avaliado anualmente mas há uma previsão de continuidade de até quatro anos.
[15:15] <Anna_> Nossa estratégia deu certo porque nossos bolsistas foram super bem recebidos em todas as escolas e isso foi muito importante para nós.
[15:16] <Anna_> Nossa estratégia deu certo porque nossos bolsistas foram super bem recebidos em todas as escolas e isso foi muito importante para nós.
[15:16] <Anna_> Nossa estratégia deu certo porque nossos bolsistas foram super bem recebidos em todas as escolas e isso foi muito importante para nós.
[15:16] <Anna_> Foi um primeiro passo, um passo importante para “quebrarmos o gelo” com nossos colegas, para que a desconfiança e a indiferença fosse substituída por um sentimento de pelo menos “vamos ver no que vai dar”.
[15:17] <Anna_> Foi um primeiro passo, um passo importante para “quebrarmos o gelo” com nossos colegas, para que a desconfiança e a indiferença fosse substituída por um sentimento de pelo menos “vamos ver no que vai dar”.
[15:17] <Anna_> Mas devo reconhecer que essas atitudes e o silêncio da maioria dos professores naquelas reuniões foi inquietante. Nunca quisemos que nossa chegada fosse festejada, mas quisemos sim ter sido recebidos com mais interesse e não como uma obrigação.
[15:17] <Anna_> Mas nós também tivemos a compreensão de que isso é normal dada a histórica relação da universidade com a escola básica, uma relação que durante muito tempo (e até hoje ainda é muito assim) pautada por um forte intervencionismo.
[15:18] <Anna_> E também é uma relação pautada por uma distância grande entre o que pensamos e entre o que os professores pensam, entre o que achamos que devem ser as práticas pedagógicas no que diz respeito à língua materna e o que eles de fato fazem na sala de aula.
[15:18] <Anna_> Estamos começando de forma diferente, estamos tentando estabelecer uma relação de muito entendimento e de muita reciprocidade. Continuar demonstrando o nosso compromisso, acredito que esse é o caminho para ir “dissolvendo” essa imagem de adversário e/ou de interventor que foi ficando na cabeça dos nossos colegas da educação básica a nosso respeito.
[15:18] <Anna_> A meu ver, é um trabalho de formiguinha porque estamos em apenas 07 escolas da Região Metropolitana de Campinas, com perfis diferentes e com públicos bem diferentes, sendo que a região possui hoje mais de XXX escolas.
[15:19] <Anna_> De minha parte, como uma professora de licenciatura há 20 anos, digo que a experiência, apesar de dura, está sendo incrível. Está sendo também um trabalho de formiguinha com nossos alunos.
[15:19] <Anna_> Antes de eles irem para as escolas, passamos um mês e meio com eles, discutindo alguns textos importantes que, em teses, deveriam “prepará-los” para a entrada na escola.
[15:19] <Anna_> Antes de eles irem para as escolas, passamos um mês e meio com eles, discutindo alguns textos importantes que, em teses, deveriam “prepará-los” para a entrada na escola.
[15:20] <Anna_> Fizemos assim três seminários internos do PIBID, Nosso temas foram “trabalho docente”, “formação de leitor” e  “gêneros do discurso e formação docente”.
[15:20] <Anna_> Tivemos que  trabalhar também a ideia junto aos nossos bolsitas de que eles precisariam se adaptar ao máximo possível ao ritmo da escola, ao trabalho pedagógico em desenvolvimento e às normas da escola e de cada uma das salas de aula.
[15:20] <Anna_> Discutimos com eles a necessidade de desenvolver uma atitude de observação cuidadosa em relação à  comunidade na qual iriam se inserir, praticando menos o senso crítico e mais uma atitude de compreensão das motivações das práticas escolares.
[15:21] <Anna_> Voltando ao início: quais os impactos que esse tipo de atividade e de diálogo tem sobre a minha prática pedagógica e sobre o me fazer científico?
[15:21] <Anna_> Um primeiro impacto seria uma grande modificação nos programas dos cursos que ministro.
[15:21] <Anna_> Influenciada pelas demandas das escolas e dos professores, poderia desenvolver junto com os alunos projetos relacionados às perspectivas sociolinguística e textual-discursivas que pudessem ir balizando os temas e as atividades de ensino de língua portuguesa.
[15:21] <Anna_> Um segundo impacto seria a constante reflexão sobre os resultados do trabalho, que poderia se converter em produtos acadêmicos ou em produtos para  divulgação científica ou em relatos de experiência que pudessem embasar a produção de materiais didáticos.
[15:22] <Anna_> Ainda não consigo avaliar se haveria impactos em possíveis teorizações no que diz respeito aos conceitos sociolinguísticos de estilo e de registro com os quais lido ou ainda em relação aos conceitos de texto e de gêneros do discurso com os quais também trabalho.
[15:22] <Anna_> A escola pública brasileira do níveis fundamental e médio avançou muito. Hoje, ela é mais democrática e mais comprometida de forma mais geral com muitos setores da população que antes eram discriminados ou que nem mesmo nela entravam.
[15:23] <Anna_> No entanto, ainda há muito a caminhar. E o próximo passo, volto a dizer, é o da profissionalização do professor, apostando que se o esclarecimento, como nos diz Adorno, não é o suficiente, é com ele que qualquer coisa começa.
[15:23] <Anna_> Sendo assim, gostaria de reafirmar uma ideia: a de que a nossa presença física e o estabelecimento de um diálogo constante com os professores da escola básica é um dos mais importantes caminhos a serem seguidos.
[15:23] <Anna_> Dessa forma, acredito que possamos levar a educação brasileira a colocar em prática o artigo 26o. da DUHD , que fala do direito das crianças e dos jovens a permanecerem na escola e a terem acesso a uma educação de qualidade.
[15:24] <Anna_> Uma última nota: defendemos que o eixo do ensino de oralidade (proposta defendida por muitos de nós) deve pressupor a natureza pública e política das práticas orais na escola.
[15:24] <Anna_> Assim, estamos necessariamente falando do estabelecimento de diálogos mais constantes entre a comunidade escolar e a sociedade.da promoção de maiores e mais efetivos espaços e tempos de diálogos intra-muros da escola:
[15:24] <Anna_> diálogos dos alunos entre si, entre alunos e professores, dos professores entre si, sempre mediados pelo professor e também por outros agentes quando necessário, e focados nos princípios éticos da igualdade na diferença, da solidariedade e da liberdade de expressão.
[15:25] <Anna_> Sabemos que essa equação, no interior da escola, é de difícil resolução. Mas a produção do conhecimento na escola e toda a cultura dela derivada só vão ser significativos para a maioria dos sujeitos se a agenda dessas “conversas”,
[15:26] <Anna_> desses diálogos, for organizada em torno da construção de uma ética pública e de um sentimento de cidadania a ser experienciado por cada um dos participantes. Esse é o nosso desafio.
[15:26] <Anna_> Cortei um bocado da minha fala no papel. Acabei por enquanto.
[15:26] <acris> obrigada, Anna_
[15:27] <daniervelin> obrigada, Anna_
[15:27] <Anna_> okay!
[15:27] <thalita> muito obrigada, Anna_
[15:27] <daniervelin> a sala está aberta ao debate
[15:27] <adelmaa> Na verdade Anna, pela minha experiência como discente de Letras e agora como docente enxergo isso de duas maneiras
[15:27] <adelmaa> distintas: 1º). as escolas sempre serviram de quintal da universidades. Quando se precisava de lugar para a demanda de estágio a escola era chamada a participar. Os alunos se
[15:28] <adelmaa> infiltravam na sala de aula observa as práticas do professores e muitas vezes saiam comentando sua inadequação,mas não acrescentavam nada e nas suas aulas repetiam o mesmo erro.
[15:28] <adelmaa> Os professores da  universidade não acompanhavam os alunos e assim os  regentes faziam um relatório de atividades sobre a presença desse aluno de graduação na sua sala de aula.
[15:28] <adelmaa> 2ª o aluno se torna professor ,mas se ele não foi instigado motivado a refletir sobre sua prática pedagógica e a partir dela
[15:28] <adelmaa> operar mudança em seu postura, que acontecerá é que ele repetirá o mesmo comportamento adotado pelo seu professor regente, do seu estágio.
[15:28] <adelmaa> Vocês, pelo que percebi, conseguiram já começar a construir uma ponte entre o que a escola quer e o interesse de vocês.
[15:29] <Anna_> Mas isso é muito difícil!!!
[15:29] <Anna_> Toma um tempo enorme!
[15:29] <adelmaa> Minha pergunta é a seguinte:você levaram um projeto escrito para mostrar ou foi apenas feita uma expoisção oral do seu projeto?
[15:30] <Anna_> Exposição oral, até porque eram professores de diferentes áreas.
[15:30] <acris> Anna, pensando no outro extremo: essa presença física e estabelecimento de diálogo constante desequilibra (no bom sentido) a relação entre o professor universitário e as disciplinas de estágio, não? Parece que coloca o professor formador dentro do contexto para o qual ele prepara os professores em formação. Até que ponto isso é possível no ambiente já pesado do trabalho na universidade?
[15:32] <acris> imagino que viveu isso na pele
[15:32] <Anna_> Eu acho que esse é um problema de uma certa divisão social do trabalho que foi feita e que precisamos urgentemente quebrar. Trabalhar em licenciatura sem nunca colocar o pé na escola é complicado. Há problemas de muitas ordens,
[15:33] <daniervelin> desequilibra tbm no mau sentido talvez, já que muitos professores das escolas não gostam da presença dos docentes e discentes, não é?
[15:33] <Anna_> por exemplo, o fato de que isso não faz parte do cotidiano dos professores da licenciatura quando, com certeza, na minha opinião, deveria fazer.
[15:34] <acris> Anna_: você concorda que há um paradigma na universidade brasileira em geral, que supervaloriza a pesquisa em detrimento do ensino? Acredito que a pior barreira é esse status, muitas vezes referendado pelas agencias de fomento
[15:34] <Anna_> As experiências dos IFs são muito interessantes
[15:36] <thalita> daniervelin: depende do professor e da escola. Quando vamos para uma escola para fazer o estágio obrigatório vamos para acompanhar o professor em sala. Tem professor que gosta, já outros não.
[15:37] <thalita> Agora com o PIBID acredito que seja diferente
[15:38] <daniervelin> me lembro que quando fazia estágio, havia um certo clima de desconforto com nossa presença
[15:38] <daniervelin> mas isso ia mudando com o tempo
[15:38] <Anna_> O problema é a falta de integração com o cotidiano escolar e isso deveria ser uma constante. Quanto ao tipo de avaliação interna a que somos submetidos, sem dúvida ela é para a valorização dos pesquisadores que desenvolvem um certo tipo de pesquisa (não necessariamente aquela voltada para a melhoria do cotidiano escolar.
[15:38] <adelmaa> Como formar docentes sem ter contato com a base? Muito colegas meus me dizeem: Adelma, nada doque faço na minha sala eu aprendi na universidade. Na verdade , não é verdade. Mutito doque se faz ali é fruto que que cada um parendeu na universidade. Mas o indivíduo não aprendeu a refletir sobre sua prática então não sabe avaliar seu cotidiano escolar.
[15:39] <thalita> sim, no estágio obrigatório realmente é complicado. Em muitos casos o professor aceita o estagiário em sala porque a direção da escola autoriza a pronto. Agora com o PIBID acredito que exista realmente uma parceria entre o projeto e a escola em que os professores e os estagiários trabalhem juntos.
[15:40] <Anna_> Acredito que há muitos problemas e um deles é o currículo das licenciaturas e o corpo docente, que produz movimentos de grande distanciamento entra a universidade e a escola básica.
[15:41] <Anna_> Qual é a concepção que temos doo PIBID? Ele é iniciação à docência e não estágio.
[15:42] <Anna_> Ele é um momento em que todos se unem para elaborar uma maneira de formar os futuros professores com capacidade de refletir sobre sua própria prática e com capacidade de compreender melhor as dinâmicas da escola.
[15:43] <acris> perfeito
[15:43] <Anna_> Mas nos deparamos com um problema: o tempo dos alunos, o nosso tempo e o tempo dos professores superiores que participam do projeto. Sobre estes últimos, posso garantir que o tempo para a reflexão é quase inexistente.
[15:44] <adelmaa>  Anna, você poderia nos oferecer um curso a partir do resultado desta  experiência de vocês  tão bem sucedida, não era?
[15:45] <adelmaa> Maravilhosooooo!
[15:45] <Anna_> Acho, Adelma, que ainda é cedo, mas quem sabe em 2016? Temos que ter mais tempo para ver no que vai dar!
[15:45] <adelmaa> Oque você me diz desta ideia Acris, Daniervelin, Thalita?
[15:45] <thalita> eu vejo o PIBID como uma versão melhorada do estágio obrigatório das licenciaturas, pelo menos para os estagiários
[15:45] <acris> concordo, adelmaa, seria ótimo
[15:46] <thalita> também concordo
[15:46] <Anna_> Esse foi nosso primeiro ano! Precisamos de tempo para avaliar o que aconteceu.
[15:47] <adelmaa> Mas acho que este pontapé que você deram já seria um espaço de refçexão fantástico, para alunos e professores,viu! .
[15:48] <Anna_> Estou aqui em um Instituto Federal e a dinâmica aqui é bem diferente, há mais integração e os professores e os alunos parecem incorporar com mais propriedade essa experiência
[15:48] <Anna_> Eles não estão ainda ano estágio, estão trabalhando de forma conjunta e interdisciolinar para construir uma formação mais significativa.
[15:49] <daniervelin> adelmaa, ótima ideia!
[15:49] <Anna_> Meu mote lá no nosso PIBID é: nossos alunos desenvolvem projetos e necessariamente tem que parar para rever o que fizeram.
[15:50] <Anna_> Estamos caminhando de forma muito lenta e com muitas dificuldades por conta de nossas rotinas que são muito pesadas mesmo.
[15:50] <adelmaa> Reflexão sobre  prática. Dez!
[15:51] <adelmaa> Nossa ,a ocmo aprendi afazer isso nas minhas aulas da pós especialmente nas aulas do Leôncio Soares, estudando Paulo Freire!
[15:52] <adelmaa> Com você , Ana, nos fazeno assumri posições vangudara durante a pos graduação ,nos dando responsabilidade se oportunidades de gerir trabalhos ocmo essse do STIS.
[15:52] <adelmaa> Nossa, sou muito agradecida a tantos e tantos mestes maravilhosos.
[15:52] <acris> :)
[15:52] <thalita> eu também! :)
[15:53] <acris> eu também :)
[15:53] <thalita> mais alguma pergunta para a professora Anna_?
[15:53] <adelmaa> Você, serei eternamente grata, acris!
[15:53] <daniervelin> adorei as apresentações!
[15:53] <Anna_> Tenho que dizer que sou muito agradecida por todas essas oportunidades que tenho de buscar agir no mundo de forma significativa.
[15:53] <daniervelin> obrigada
[15:53] <acris> obrigada, Anna_, obrigada Regina, adorei
[15:53] <Anna_> obrigada pela atenção e disponibilidade de vocês!
[15:54] <adelmaa> Anna e Regina, nosso STIS nãop doeria ter concluído suas aitivaddes de forma masi brilhante doque como a presença de vocês.
[15:54] <acris> clap clap clap clap clap
[15:54] <Regina> Obrigada, mais uma vez, Adelma, pela oportunidade
[15:54] <Anna_> muito obrigada pela oportunidade e parabéns pelo belo projeto!
[15:54] <adelmaa> Obroigada pela disponibilidade de se fazer presnte e nos dar estas duas aulas maravilhosas. Vocês são " o cara"!
[15:54] <thalita> Gostaríamos de agradecer as nossas conferencistas convidadas profª Drª Regina Célia e a Profª Drª Anna Christina pelas brilhantes participações.
[15:55] <thalita> As duas conferenciastas receberão por e-mail o certificado.
[15:55] <thalita> *conferencistas
[15:55] <Anna_> obrigada, mais uma vez, pela audiência qualificada e interessada!
[15:55] <thalita> Agradecemos a todos os participantes pela honrosa presença.
[15:56] <Regina> Ateh a proxima
[15:56] <daniervelin> as conferencistas estão convidadas a submeter um texto sobre os temas apresentados na revista Texto Livre
[15:56] <daniervelin> seria um grande prazer para nós receber um texto de vocês
[15:56] <Anna_> Okay!
[15:56] <daniervelin> http://www.periodicos.letras.ufmg.br/index.php/textolivre
[15:57] <adelmaa> Peço, pro gentileza, que você scoentem e divulguem nosso trabalho
[15:57] <daniervelin> se tiverem interesse, podem se comunicar conosco para ajudarmos
[15:57] <adelmaa> e para que ele possa ultrapassar os muros da universidade .
[15:57] <acris> Anna_ e Regina, gostaria também de convidá-las a conhecer as atividades do Texto Livre, no laboratório SEMIOTEC (http://semiotec.textolivre.org), quem sabe não é este meomento o ponto de partida de uma parceria? eu ficaria lisongeada
[15:57] <Regina> Pode contar comigo para a divulgacao!
[15:57] <thalita> Esse foi o último STIS de 2014, um ano em que todos os meses tivemos conferências com professores e pesquisadores renomados de diversas partes do nosso país.
[15:57] <Anna_> Vou divulgar e vou tentar publicar o texto, okay?
[15:57] <Regina> Que legal!
[15:58] <daniervelin> ótimo!
[15:58] <Anna_> Abraços a todos...
[15:58] <acris> abraços!
[15:58] <acris> clap clap clap clap clap
[15:58] <thalita> Para ter acesso a todas as palestras do STIS basta clicar do lado direito da página em registro, em seguida clicar na palestra escolhida  e quando esta janela se abrir clicar abaixo dos resumo em onde esta escrito registro aqui (em azul)
[15:58] <adelmaa> É importante resslatar que todos os nosso  conferencistas convidados do STIS têm um lugar de honra na Revista Texto Livre,ok!
[15:59] <thalita> Para receber o certificado deste evento basta encaminhar uma mensagem para o STIS neste endereço:   stis@textolivre.org com os seguintes dados: nome completo e apelido usado durante o evento.
[15:59] <adelmaa> ressaltar que todos os nossos ops..
[15:59] <Regina> otimo
[15:59] <adelmaa> Anna e Regina, estamos felizes com a presença de vocês.
[15:59] <Regina> um abraco a todos
[16:01] <adelmaa> O STIS deseja a todos vocês uma Feliz Natal e  um Ano Novo repleto de realizações.
[16:02] <thalita> Muito obrigada acris, adelmaa, daniervelin e todos os outros membros do STIS! Sou mais feliz por fazer parte desse projeto e por poder contribuir de alguma forma.
[16:02] <adelmaa> Obrigada a equipe STIS pela colaboração. Vocês são oque há de bom na vida. Adoroooo ser parte deste equpe, adoro ser Texto Livre!
[16:03] <acris> :D
[16:03] <adelmaa> Esperem ai gente: Vamo apludir noss amais nova mestranda FALE /UFMG: nossa moderadora Thalita Felício!
[16:04] <adelmaa> clap clap clpa clap!!!!
[16:04] <acris> clap clap clap clap clap
[16:04] <acris> clap clap clap clap clap
[16:04] <thalita> uhuuul! obrigada!!
[16:04] <adelmaa> Feliz demais!!!!!
[16:04] <Ailton> Mesmo chegando um pouco fora do horário, adorei esse momento final parabéns Anna e Regina. Desejo-lhes Boas Festas e até uma próxima vez.
[16:04] <adelmaa> Cheiros e até março!
[16:04] <thalita> e claro que vocês foram fundamentais para isso!!
[16:04] <adelmaa> Fui!!!!!


 

 

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