STIS 2014

7. Setembro: Formação de professor e novos multiletramentos

7.1. registro setembro

 Registro da Conferência em chat  escrito, de 19 de Setembro de 2014:

 

Novos multiletramentos na escola: Direções para programas e materiais didáticos

conferencista: Profª Drª Roxane Rojo (IEL/UNICAMP)

A formação do educador de jovens e adultos em Projetos: lições da história

conferencista: Fernanda Aparecida Oliveira Rodrigues Silva (UFOP)

 

moderador: Equipe STIS

 
[13:42] <Mariolinda> Professora Roxane, fui orientanda do Professor Adair Gonçalves no Mestrado em Letras da UFGD
[13:42] <acris> boa tarde a todos!
[13:42] <Leandro_> Boa tarde!
[13:42] <daniervelin> boa tarde, acris
[13:42] <Mariolinda> tenho grande interesse hoje na palestra sobre a EJA
[13:42] <thalita> boa tarde, acris
[13:42] <thalita> boa tarde, Leandro_
[13:42] <Roxane> Bjs para Adair!
[13:42] <Mariolinda> darei sim, obrigada
[13:42] <Milenne_> Boa tarde a todos!
[13:43] <Roxane> Boa tarde, Milenne
[13:43] <Mariolinda> foi ele quem me encaminhou o link e as demais informações
[13:43] <Roxane> A minha não é sobre EJA Mario
[13:43] <Mariolinda> Sim, eu sei, mas tem outra que será, não é?
[13:43] <Roxane> Creio que sim, né povo?
[13:44] <Milenne_> Sim , será.
[13:44] <Roxane> Que horário?
[13:44] <Mariolinda> que bom! As duas serão excelentes, já sinto isso
[13:44] <Roxane> Como diminuo o tamanho do Slide please?
[13:44] <daniervelin> a ordem nós podemos decidir aqui
[13:44] <daniervelin> as duas apresentadoras terão 30 minutos cada uma
[13:44] <Roxane> Estou em um Mac, é indiferente?
[13:45] <daniervelin> e depois abriremos a sala para o debate
[13:45] <Mariolinda> meu interesse é porque hoje, sou diretora do departamento de ensino na secretaria municipal de educação, e estamos exatamente discutindo o Projeto da EJA
[13:45] <Mariolinda> a evasão aqui é altíssima
[13:45] <Mariolinda> e dos que ficam, ainda reprovam muitos
[13:45] <Milenne_> precisamos do código da palestra
[13:45] <Milenne_> alguém tem?
[13:45] <Mariolinda> está até difícil continuar oferecendo a EJA
[13:45] <Roxane> código?
[13:46] <daniervelin> Milenne_, vamos passar na hora
[13:46] <daniervelin> da apresentação
[13:46] <daniervelin> não se preocupe
[13:46] <Milenne_> ok então
[13:46] <Leandro_> Alguma instrução de como acessar? Não quero perder nenhum momento!
[13:46] <Roxane> Gente, como diminuo o tamanho do slide?
[13:46] <daniervelin> pela barra vertical do centro
[13:46] <thalita> Roxane, passe o mouse entre a divisão que tem entre o lado dos slies e o lado que aparece o texto
[13:47] <Roxane> já tentei e não acontece nada. Estou em um mac, faz diferença?
[13:47] <thalita> vai aparecer uma espécie de seta com duas pontas que você pode arrastar
[13:47] <Roxane> Ok, feito
[13:47] <thalita> quando ela aparecer é só clicar e arrastar para o lado que você quiser
[13:48] <Roxane> Obrigada, Thalita
[13:48] <Mariolinda> a opção deve ser "apresentação de slide"?
[13:48] <daniervelin> sim
[13:49] <Roxane> Minha meia hora é com ou sem debate?
[13:49] <daniervelin> sem debate
[13:50] <Roxane> Ok
[13:51] <daniervelin> thalita, vc pode entrar na sala #textolivre?
[13:51] <thalita> sim sim
[13:52] <daniervelin> oi, adelmaa
[13:52] <Roxane> Boa tarde, Adelma!
[13:52] <daniervelin> oi, fernandasilva
[13:53] <adelmaa> Boa tarde todos e todas!
[13:53] <CrisRamos> Boa tarde
[13:53] <thalita> boa tarde, adelmaa
[13:53] <Ana_> Boa tarde
[13:53] <adelmaa> boa tarde!
[13:53] <marisa_> Boa Tarde!
[13:54] <Leandro_> Boa tarde!
[13:54] <fernandasilva> Boa tarde pessoal!
[13:54] <Roxane> Boa tarde, Fernanda!
[13:54] <adelmaa> Estou em uma laboratório do DEEDu da UFOP para fazer a inclusão digital de alunos de pedagogia no STIS.
[13:54] <Gabi_> Boa tarde :)
[13:54] <Roxane> :)
[13:55] <adelmaa> Acris, Thlita e Dani, peço a ajuda de vocês na condução do nosso STIS hoje.
[13:55] <thalita> sim, adelmaa
[13:55] <acris> ok, adelmaa
[13:55] <adelmaa> Obrigada a porfessoras Roxane Rijo e Fernanda Silva pela extraordinária participação em nosso evento.
[13:56] <Roxane> De nada
[13:56] <adelmaa> Pro gentileza Profa Dra Ana Cristina, coordendora de nossoprojeto Texto Livre fale um pouco de nosso trabalho.
[13:56] <daniervelin> adelmaa, vc vai fazer as apresentações?
[13:56] <adelmaa> Dani, por gentileza, você poderia fazer?
[13:56] <fernandasilva> O prazer é todo meu!!
[13:57] <rivaniatrotta> Boa tarde a todos!
[13:57] <adelmaa> A Thalita moderará, ok!
[13:57] <Roxane> Boa tarde, Rivania
[13:57] <acris> boa tarde, pessoal. O STIS foi criado para ser um espaço de comunicação  entre um público interdisciplinar e expoentes discutindo o estado de arte de diferentes teorias e áreas
[13:58] <adelmaa> Darei assistência aos alunos aqui, pode ser?
[13:58] <acris> Nossos convidados geralmente nem se conhecem, sendo este, portanto, um espaço de interação entre eles também
[13:58] <acris> pode
[14:00] <Roxane> Muito prazer, Fernanda!
[14:00] <Adriana> Boa tarde !!!
[14:00] <Roxane> Boas, Adriana!
[14:00] <Adriana> Olá professora, estou aqui pela primeira vez
[14:00] <acris> O STIS iniciou suas atividades em 2011 e vem mantendo conferências mensais em áreas que vão da inteligência artificial à EAD, da filosofia da linguagem a modelos lógico matemáticos
[14:00] <Roxane> Eu também rsrsrs
[14:00] <fernandasilva> OIá Roxane, prazer!!
[14:00] <fernandasilva> Nem fale, de primeria também! estamos aprendendo!
[14:00] <acris> Agradeço a presença de todos, em nome do Grupo Texto Livre, e passo a voz para a thalita, a moderadora de hoje
[14:01] <Roxane> Vamos começar?
[14:01] <daniervelin> sim
[14:01] <Roxane> OK
[14:01] <CrisRamos> Vamos
[14:01] <Nanda> Muito prazer, Roxane e Fernanda!
[14:01] <thalita> obrigada, acris
[14:01] <daniervelin> vou apresentar as duas conferencistas
[14:01] <daniervelin> e, em seguida, passo a palavra a thalita, que explicará sobre a moderação
[14:01] <daniervelin> Boa tarde a todos!
[14:01] <thalita> ok, daniervelin
[14:01] <acris> daniervelin: já posso moderar a sala?
[14:01] <daniervelin> Sejam bem-vindos as conferências deste mês de setembro do STIS/ Ano IV de 2014.
[14:01] <daniervelin> É com imenso prazer que hoje recebemos em nossa sala de conferência virtual duas
[14:01] <daniervelin> relevantes pesquisadoras brasileiras. Nossa primeira palestrante convidada é a profª Drª Roxane Helena Rodrigues Rojo. Possui título de mestrado (1981) e doutorado (1989)
[14:02] <daniervelin> em Linguística Aplicada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Fez estágio de Pós-Doutoramento em Didática de Língua Materna na Université de Genève (UNIGE), Suíça.
[14:02] <daniervelin> Atualmente, é professora livre docente (MS5-1) do Departamento de Linguística Aplicada da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e pesquisadora 1C do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, CNPq. Suas
[14:02] <daniervelin> pesquisas se concentram na área de Linguística Aplicada, atuando principalmente nos seguintes temas: (multi)letramentos, gêneros do discurso, ensino-aprendizagem de
[14:02] <daniervelin> Língua Portuguesa e avaliação e elaboração de materiais didáticos. Líder do Grupo de Pesquisa LDP- Properfil do Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq, desde 2006
[14:02] <daniervelin> (Projeto CNPq Produtividade em Pesquisa nº 302235/2009-4 – “Multiletramentos e abordagem da diversidade cultural no ensino de língua materna – O papel dos materiais didáticos”).
[14:02] <daniervelin> Autora e organizadora de publicações relevantes sobre o tema, tais como:
[14:02] <daniervelin> Alfabetização e letramento: perspectivas linguísticas (Mercado de Letras, 1998)
[14:02] <daniervelin> A prática de linguagem em sala de aula: praticando os PCNs (Mercado de Letras, 2000);
[14:02] <daniervelin> Livro didático de língua portuguesa: letramento e cultura da escrita (Mercado de Letras, 2003) – em colaboração com Antônio Augusto Gomes Batista, do Ceale/UFMG.
[14:02] <daniervelin> Letramentos múltiplos, escola e inclusão social (Parábola Editorial, 2009) e Multiletramentos na escola (Parábola Editorial, 2012) em colaboração com Eduardo de Moura Almeida, do IEL/Unicamp.
[14:02] <daniervelin> É também com imenso prazer que eu introduzo a profª Drª Fernanda Silva do ICHS /DEEDE/UFOP.
[14:03] <daniervelin> Profª Fernanda Silva possui graduação em Pedagogia pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Macaé (1995). Especialização em Psicologia da Educação: ênfase em psicopedagogia preventiva pela PUCMinas (2001).
[14:03] <daniervelin> Mestrado (2008) e Doutorado em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais (2013). Atualmente é professora adjunta do departamento de Educação da Universidade Federal de Ouro Preto.
[14:03] <daniervelin> Suas pesquisas se concentram nas seguintes áreas: história da educação de jovens e adultos, formação de educadores de jovens e adultos, alfabetização de jovens e adultos e o material didático para a EJA.
[14:03] <daniervelin> Organizadora de cursos de formação de educadores de EJA em Luanda (Angola) em Dar Es Salaam (Tanzânia).
[14:03] <daniervelin> thalita, a palavra é sua!
[14:03] <thalita> obrigada, daniervelin
[14:03] <thalita>  Boa tarde a todos! Sejam bem-vindos!
[14:04] <thalita> Para quem participa pela primeira vez, teremos 30 minutos de apresentação das conferencistas (só por escrito, aqui no chat) não temos vídeo nem áudio
[14:04] <thalita> durante esse tempo, a sala estará moderada
[14:04] <thalita> após as duas apresentações, abriremos a sala para perguntas, sugestões e discussão geral das ideias expostas
[14:04] <thalita> o código para os slides será indicado no início de cada apresentação, se houver, pois não é obrigatório
[14:04] <thalita> basta inserir o código à direita, depois de escolher o tipo de atendimento: “apresentação de slides”
[14:05] <thalita> vocês podem regular o tamanho do chat e slides ajustando a coluna vertical entre as partes
[14:05] <thalita> desejamos um ótimo seminário a todos!
[14:05] <thalita> Quem deseja começar, professora Roxane ou Fernanda?
[14:05] <daniervelin> pedimos então que a professora Roxane Rojo inicie sua apresentação
[14:06] <Milenne_> qual é o código?
[14:06] <Roxane> Boa tarde a tod@s!
[14:06] <CrisRamos> boa tarde
[14:06] <Roxane> Agradeço muito o interesse!
[14:06] <thalita> o código para a apresentação de slides é: roxane
[14:06] <Roxane> Espero corresponder...
[14:06] <Roxane> Hoje vou falar sobre “Novos multiletramentos na escola: Direções para programas e materiais didáticos”
[14:07] <Roxane> Há dez anos atrás, em 2004, já Moita-Lopes e Rojo chamavam a atenção para o fato de que “vivemos em um mundo multissemiótico (para além da letra, ou seja, um mundo de cores, sons, imagens e design que constroem
[14:07] <Roxane> significados em textos (...) São muitos os discursos que nos chegam e são muitas as necessidades de lidar com eles no mundo do trabalho e fora do trabalho, não só para o desempenho profissional, como também para saber
[14:07] <Roxane> fazer escolhas éticas entre discursos em competição e saber lidar com as incertezas e diferenças características de nossas sociedades atuais” (MOITA-LOPES; ROJO, 2004, p. 27, ênfase adicionada).
[14:08] <Roxane> Ou seja, já chamávamos a atenção para o fato de que é preciso levar em conta a multissemiose ou a multiplicidade de modos de significar que as possibilidades multimidiáticas e hipermidiáticas do texto eletrônico trazem
[14:08] <Roxane> para o ato de leitura: já não basta mais a leitura/produção do texto verbal escrito – é preciso colocá-lo em relação com um conjunto de signos de outras modalidades de linguagem (imagem estática, imagem em movimento, som,
[14:08] <Roxane> fala) que o cercam, ou intercalam ou impregnam; esses textos multissemióticos extrapolaram os limites dos ambientes digitais e invadiram também os impressos (jornais, revistas, livros didáticos).
[14:10] <Roxane> Diz Lemke (1998, s/p) que, embora as capacidades de criação (autoria) e de análise crítica multimídia ou hipermídia correspondam de perto às capacidades tradicionais de produção de texto e de leitura crítica,
[14:10] <Roxane> “precisamos entender o quanto foram no passado extremamente restritivas nossas tradições de educação para o letramento, de maneira a ver o que os alunos precisarão no futuro além do que estamos agora lhes dando. Não
[14:10] <Roxane> ensinamos os alunos nem mesmo a integrar desenhos e diagramas em sua escrita, que dirá arquivos de imagens fotográficas, videoclipes, efeitos sonoros, áudio de voz, música, animação, ou representações mais
[14:10] <Roxane> especializadas (fórmulas matemáticas, gráficos e tabelas, etc.). Para tais produções multimídia, não faz mais mesmo o menor sentido, se é que um dia fez, falar de integrar essas outras mídias 'na' escrita (hipermídia).”
[14:10] <Roxane> Para o autor, leitura (“criar significação a partir de um texto impresso”) e escrita (“escrever o original desse texto, editando e modificando um rascunho prévio ou juntando em um texto coerente um conjunto de notas”) são ambos
[14:10] <Roxane> processos ativos e complexos de criação de sentidos, de significação e são processos semelhantes (enunciação e réplica ativa, diria Bakhtin).  O autor tende a atribuir à (falta de) educação para o letramento as mazelas
[14:10] <Roxane> que o ensino produz e (re)encontra nos letramentos escolares, sempre restritos aos alfabetismos ou descritores menos ambiciosos, mesmo nos letramentos da letra, que dirá nos novos letramentos. Devemos nos lembrar
[14:10] <Roxane> de como ecoou fortemente no Brasil a colocação de nossos alunos de 15 anos no último lugar do PISA 2000 e de que uma das principais dificuldades era justamente a leitura de textos multimodais ou multissemióticos, que
[14:11] <Roxane> integravam imagens e diagramas em sua composição.  Lemke (1998) defende que “tanto faz se a mídia é voz ou vídeo, o que importa é saber como criar significação da maneira como os nativos o fazem” (s/p).
[14:11] <Roxane> E, como apontam Knobel e Lankshear (2007) uma das matrizes dessa criação de significação pelos “nativos” é justamente o procedimento de remixagem ou hibridação de enunciados anteriores. Neste sentido é que
[14:11] <Roxane> Lemke (1998, s/p) aponta que “o texto [escrito] pode ou não ser a espinha dorsal de uma obra multimídia. O que realmente precisamos ensinar, e entender antes de poder ensinar, é como diferentes letramentos, diversas
[14:12] <Roxane> tradições culturais, combinam essas diferentes  modalidades semióticas para produzir significados que são mais do que a somatória do que cada uma delas pode significar em separado. Chamei isso de ‘multiplicar significação’
[14:12] <Roxane> (LEMKE 1994a; no prelo), pois as opções de significados para cada mídia se multiplicam cruzadamente numa explosão combinatória; na significação multimídia as possibilidades de significado não são meramente aditivas.”
[14:12] <Roxane> Por isso mesmo é que discordo do autor quando afirma que as capacidades de criação (autoria) e de análise crítica (leitura) multimídia ou hipermídia correspondem de perto às capacidades tradicionais de produção de texto e
[14:12] <Roxane> de leitura crítica: pois a multiplicidade de mídias e linguagens acrescenta esse efeito fractal, multiplicador, na leitura e produção de textos multissemióticos. Não lidamos mais com uma única linguagem (a escrita) ou
[14:13] <Roxane> com um único sistema de signos ou semiose (a verbal), mas com uma multiplicidade deles (imagem estática – em desenhos, diagramas, gráficos, mapas, infográficos, ilustrações e fotografias; imagem em movimento – em
[14:13] <Roxane> filmes e vídeos; sons – fala, áudio diverso, música) que multiplica a construção de sentidos complexos.  É preciso lembrar também que cada um desses sistemas de signos ou
[14:13] <Roxane> semioses (imagem estática, imagem em movimento, sons, escrita etc.) organiza-se e produz sentido à sua maneira, como diz Lemke ele próprio, mais topológica ou tipológica. Isso torna o trabalho com esses novos textos
[14:14] <Roxane> e esses novos letramentos na escola necessariamente interdisciplinar: não bastam os professores de línguas e o conhecimento da linguagem verbal (oral ou escrita) – é preciso levar em conta conceitos e funcionamento das
[14:14] <Roxane> artes (plásticas, da imagem, musical, da performance corporal etc.), pois será preciso pensar o funcionamento de outros sistemas de signos e seus procedimentos de leitura/produção.
[14:14] <Roxane> Vamos tomar um exemplo de um gênero digital simples: o meme
[14:14] <Roxane> Um acontecimento como a Copa do Mundo dá origem a muitos memes. No caso do jogo que o Brasil perdeu de goleada para a Alemanha na Copa de
[14:15] <Roxane> 2014, mesmo durante o jogo e a goleada circulou nas redes sociais uma profusão de memes, alguns virais. Os dois memes acima exemplificam a lógica de funcionamento: uma ideia viral (meme) – “é outro gol ou replay?”
[14:15] <Roxane> dada a velocidade com que a Alemanha goleava o Brasil – é ilustrada em geral com imagem estática (fotos ou ilustrações) por meio de edição de imagem, ao gosto do usuário. No caso acima, a mesma ideia é ilustrada por
[14:15] <Roxane> fotos diversas: o irreverente personagem Félix (Mateus Solano) de Amor à Vida, novela da TV Globo, e duas fotos de capas de discos de Chico Buarque.
[14:15] <Roxane> Filmes que fazem muito sucesso também geram muitos memes. Outros tantos dizeres ou falas (relacionados a acontecimentos recentes de repercussão social), adequados à situação ou contexto das imagens de base
[14:15] <Roxane> consideradas, podem originar outros memes. O valor do meme está em sua viralidade, devida à criatividade e originalidade de combinação entre ideia (verbal) e imagem (remix).
[14:16] <Roxane> Além disso, cabe ainda lembrar que os textos digitais se organizam hoje quase sempre como hipertextos, isto é, apresentam links que interligam o texto de base a outros textos, imagens e áudios na internet. Isso é que faz a
[14:16] <Roxane> diferença entre um enunciado/texto digital multimídia ou hipermídia.  Cabe, em primeiro lugar, entender o que são mídias. Santaella (2003, p. 25) esclarece que “mídias são meios, e meios, como  o próprio nome diz, são
[14:16] <Roxane> simplesmente  meios, isto é, suportes materiais, canais  físicos, nos quais as linguagens se  corporificam e através dos quais transitam.  Por isso mesmo, o veículo, meio ou mídia  de comunicação é o componente mais  superficial,
[14:17] <Roxane> no sentido de ser aquele que  primeiro aparece no processo comunicativo.  Não obstante sua relevância para o estudo  desse processo, veículos são meros canais,  tecnologias que estariam esvaziadas de  sentido não fossem
[14:17] <Roxane> as mensagens que  nelas se configuram. Consequentemente,  processos comunicativos e formas de  cultura que nelas se realizam devem  pressupor tanto as diferentes linguagens  e sistemas sígnicos que se configuram dentro
[14:17] <Roxane> dos veículos em consonância com o  potencial e limites de cada veículo quanto devem pressupor também as misturas entre  linguagens que se realizam nos veículos  híbridos de que a televisão e, muito mais, a
[14:18] <Roxane> hipermídia são exemplares.” Entendendo que mídias são meios (como os impressos, ou a mídia televisiva ou radiofônica analógica – em impulsos elétricos que se configuram como
[14:18] <Roxane> imagens em movimento ou som -, ou ainda, a mídia digital), podemos entender que multimídia que dizer multimeios, ou seja, resulta em um texto que combina, em diferentes espaços, diversas mídias, o que foi permitido
[14:18] <Roxane> pelos funcionamento digital – para o qual tudo são números (dígitos) – das TDIC. É o caso de um portal de notícias, que reserva espaços específicos do site para cada mídia (vídeos, galerias de fotos, textos – com ou sem imagens
[14:18] <Roxane>  inseridas, músicas ou áudios, etc.). Outra coisa é a hipermídia, que linka em formato hipertextual diferentes mídias em um mesmo texto matriz.
[14:18] <Roxane> Cabe também lembrar, como faz Santaella (2003), que as diferentes mídias
[14:18] <Roxane> podem suportar e veicular – cada uma delas a seu modo – diversas linguagens. Se o impresso é o reino do estático, isto é, admite escrita (que não deixa de ser imagem) e imagens estáticas (tais como desenhos,
[14:19] <Roxane> diagramas, gráficos, mapas, infográficos, ilustrações e fotografias – que a escola sempre se esqueceu de trabalhar, como lembra Lemke (1998)), as mídias de massa (rádio e TV) são o reino do fluxo e do movimento, seja do
[14:19] <Roxane> áudio (sons, fala, música – no rádio), seja da imagem com ou sem áudio (na TV). A TV e as TDIC são justamente as mídias que admitem todas as linguagens ou sistemas semióticos combinados ou linkados e, por isso, seus
[14:19] <Roxane> textos são multissemióticos ou multimodais de uma maneira muito mais variada que no impresso ou no rádio. Mas, para além do procedimento de reservar espaços para diferentes
[14:19] <Roxane> linguagens em uma publicação multimídia ou de linkar diversos arquivos de diversas mídias e linguagens em uma produção hipermídia, o procedimento mais característico da Web 2.0 e dos novos letramentos da hipermídia é o
[14:20] <Roxane> remix ou a hibridização: tomar um texto/enunciado que já lá estava – seja imagem estática, escrita, vídeo ou áudio (fala ou música) – e nele interferir, seja inserindo e combinando outros textos já existentes, seja criando novos
[14:20] <Roxane> textos em cima dele, modificando-o, como exemplificamos com os memes. E isso, sem pedir licença a autores e editores, simplesmente considerando todos os discursos como seus. O que, no tempo da Mentalidade 1.0 do
[14:20] <Roxane> impresso era considerado plágio. Esses são os procedimentos centrais de combinação e apreciação que movem a Web 2.0 hoje e que as Redes Sociais concretizam tão bem.
[14:20] <Roxane> Mas esses procedimentos híbridos exigem outros para além do simples domínio técnico das ferramentas e apps (de buscas, de edição de textos, de áudio e de imagem e vídeo). É preciso desenvolver procedimentos eficazes e
[14:21] <Roxane> críticos de busca, seleção e filtro de informações e textos (curadoria); de parafrasagem e de paródia por meio de hibridações e remixes que exigem apreciações críticas eles também.
[14:21] <Roxane> Multiletramentos – uma pedagogia mirando o futuro
[14:21] <Roxane> Como vimos, os novos letramentos não se esgotam no mero uso de TDIC, mas incorporam novas práticas, procedimentos e sobretudo um novo
[14:22] <Roxane> conjunto de valores (ethos), uma Mentalidade 2.0. E, em nossa opinião, esse novo conjunto de práticas, procedimentos e valores – vigentes já hoje na vida pública e privada das pessoas – tem de ser ao mesmo tempo vivenciado e
[14:22] <Roxane> objeto de reflexão e de construção de conhecimento crítico por parte da escola. Mas o conceito de multiletramentos incorpora outros contornos. Como já
[14:22] <Roxane> dissemos em outros lugares (ROJO, 2012; 2013; ROJO; BARBOSA, a sair a e b; BARBOSA, 2012), a pergunta que o grupo que propôs o conceito de multiletramentos (Grupo de Nova Londres), ainda em 1996, se fazia era uma
[14:22] <Roxane> pergunta de interesse também escolar: “O que é apropriado para todos [os alunos] no contexto de fatores de diversidade local e conectividade global cada vez mais críticos?” (GRUPO DE NOVA LONDRES, 2006[2000/1996], p. 10)
[14:23] <Roxane> Com base nesta pergunta, esses autores incorporam no conceito de multi-letramentos duas multiplicidades: a multiplicidade de linguagens e mídias que acabamos de comentar e a multiplicidade e diversidade cultural local
[14:23] <Roxane> característica das populações hoje (GARCÍA-CANCLINI, 2005; 2006), contraface da globalização. Para eles, para além de tratar dos textos multimodais ou multissemióticos
[14:23] <Roxane> próprios hoje das TDIC e dos novos letramentos – pois esses são os textos e letramentos que hoje circulam e que circularão amanhã na vida pública e privada de nossos alunos –, a escola também tem de levar em consideração
[14:23] <Roxane> a diversidade cultural do alunado, ao invés de continuar reafirmando incessantemente a prioridade da forma, da norma e do cânone. Como dizemos em outra parte, assumir uma visão desessencializada de cultura(s)
[14:23] <Roxane> que “já não permite escrevê-la com maiúscula – A Cultura –, pois não supõe simplesmente a divisão entre culto/inculto ou civilização/barbárie, tão cara à escola da modernidade. Nem mesmo supõe o pensamento com base em
[14:24] <Roxane> pares antitéticos de culturas cujo segundo termo pareado escapava a este mecanicismo dicotômico – cultura erudita/popular, central/marginal, canônica/de massa – também esses tão caros ao currículo tradicional que se
[14:24] <Roxane> propõe a ‘ensinar’ ou apresentar o cânone ao consumidor massivo, a erudição ao populacho, o central aos marginais.” (ROJO, 2012, p. 13-14)
[14:24] <Roxane> Ao contrário, levando em conta as diferentes culturas do alunado, a escola da
[14:24] <Roxane> hipermodernidade deveria ter por norte colocar em diálogo essas diversas culturas com o valorizado, o patrimonial, o canônico, o normativo de que hoje é guardiã quase que exclusiva.
[14:25] <Roxane> Todos estes principios colocam desafios para o ensino, a escola e os materiais didáticos digitais.
[14:25] <Roxane> Podemos discutir esses desafios.
[14:26] <Roxane> É isso. Obrigada.
[14:26] <thalita> muito obrigada, Roxane
[14:26] <daniervelin> obrigada, Roxane!
[14:26] <thalita> fernandasilva, está pronta?
[14:26] <fernandasilva> Sim estou
[14:27] <fernandasilva> começamos?
[14:27] <thalita> pode começar, por favor
[14:27] <fernandasilva> O debate que apresento aqui é resultado de um estudo empírico que teve como objetivo atingir a discussão sobre as especificidades da formação do educador da Educação de Jovens e Adultos.
[14:27] <fernandasilva> Foi desenvolvido no âmbito do programa de Pós-graduação em Educação da Faculdade de Educação da UFMG, em 2013.
[14:28] <Ailton> Boa Tarde a todos
[14:28] <fernandasilva> A investigação, de abordagem qualitativa, utilizou e ampliou um banco de dados produzido em duas pesquisas anteriores sobre a temática.
[14:28] <fernandasilva> O corpus estudado se refere ao levantamento de Projetos longevos em atividade, com destaque para o Projeto de Ensino Fundamental de Jovens e Adultos da UFMG (PROEF II/CP/FAE/UFMG), o Projeto Paranoá (UnB/DF), o Centro Municipal de Educação do Trabalhador Paulo Freire (Prefeitura Municipal de Porto Alegre/RS) e o Projeto Escola Zé Peão (UFPB/SINTRICOM)
[14:28] <fernandasilva> Sabe-se que a Educação de Jovens e Adultos se desenvolve tanto no espaço escolar (formal) quanto no espaço não escolar (não-formal) e que isso tem se constituido em uma de suas características. Pensar uma matriz formativa se torna um desafio, pois, partimos de “matrizes formativas”.
[14:29] <fernandasilva> Os Projetos têm início entre as décadas de 1980 e 90, período marcado pelas mudanças políticas, econômicas e sociais brasileiras.
[14:29] <fernandasilva> Nossa análise dos quatro Projetos de EJA permitiu reconhecer algumas características que se delinearam no interior de cada um nesses anos de trajetória respondendo suas necessidades.
[14:29] <fernandasilva> O Programa de Educação de Jovens e Adultos da UFMG, com atividades desde 1986, oferece a jovens e adultos funcionários da UFMG e da comunidade em geral o ensino básico com avaliação no processo e certificação.
[14:29] <fernandasilva> O Projeto Paranoá, criado em 1986, constrói uma atuação identificada com a luta de uma população, majoritariamente de migrantes nordestinos, pelo direito a moradia e a escola. Desde o início celebrou parceria com a UnB a qual resulta em diálogo bilateral. Os educadores do Projeto, quase exclusivamente, são moradores do bairro.
[14:30] <fernandasilva> A criação do CMET-Paulo Freire (1989) difere das iniciativas anteriores. Ao nascer no interior de uma Secretaria Municipal de Educação, possui contornos diferenciados que foram sendo galgados paulatinamente. Desde o início, a oferta de matrícula se fez nos três turnos e possibilitou o ingresso de educandos com necessidades educativas
[14:30] <fernandasilva> especiais. O corpo de educadores, todo concursado e pós-graduado, se preparou para atendê-los em LIBRAS e BRAILLE, quando necessário.
[14:31] <fernandasilva> Zé Peão, desde 1990, combina os marcos da atuação de um sindicato progressista com a atuação da UFPB em um modelo de coordenação bipartite: as advindas do ambiente da Universidade e da rotatividade dos educadores e, o contexto bem demarcado, no caso, da construção civil.
[14:31] <fernandasilva> A incursão em busca do processo formativo adotado pelos Projetos evidencia que, durante esses vinte anos de atividades, cada um procurou, e continua procurando, configurar um repertório de procedimentos capaz de responder às demandas de sua organicidade.
[14:31] <fernandasilva> Diferentes estratégias são experimentadas e algumas ganham mais estabilidade do que outras em função dos princípios de cada Projeto e, consequentemente, do “tipo” de educador entendido como adequado ao trabalho em cada um deles.
[14:31] <lucasp> @thalita qual o cód?
[14:32] <fernandasilva> Destaca-se um núcleo comum de ideias-força: 1) Centralidade do processo no educando; 2) Orientação permanente do educador por grupo multidisciplinar; 3) Contextualização do Projeto e da EJA em temporalidades históricas; 4) Realidade do educando como princípio pedagógico;
[14:32] <daniervelin> esta apresentação não usa slides
[14:33] <fernandasilva> 5) Elaboração de instrumentos didáticos próprios; 6) Sistematização regular do trabalho; e 7) Acompanhamento constante do trabalho em sala de aula. Núcleo este que se entrelaça e somente se separa para melhor compreensão de cada item.
[14:33] <thalita> a apresentação da fernandasilva não tem slides, portanto não há código
[14:33] <fernandasilva> Educador para EJA: por onde anda o debate?
[14:33] <fernandasilva> A história brasileira das oportunidades de acesso a escolarização de jovens e adultos, apreciada no conjunto, identifica-se com uma série de campanhas e programas de alfabetização.
[14:33] <fernandasilva> A educação que esses grupos acabaram tendo direito foi quase estritamente o nível de alfabetização. Muitas vezes, EJA e alfabetização se sobrepõem e passam a ser sinônimos.
[14:33] <fernandasilva> A docência na educação de jovens e adultos ao ocupar geralmente o período noturno, não raras vezes é usada como complemento da carga horária do educador que, no diurno, trabalha com crianças.
[14:33] <fernandasilva> Em situações de reaproveitamento do corpo docente, a preparação do educador para a EJA soa desnecessária e faculta a mobilização das instâncias legais responsáveis pela oferta. Consequentemente, a construção de um perfil desse educador fica cada vez mais um horizonte distante.
[14:34] <fernandasilva> A formação do educador da EJA na qualidade de tributária indireta da formação docente em geral não consta das preocupações da área mesmo dez anos depois de ser elevada a modalidade da educação básica.
[14:34] <fernandasilva> Na medida que a Educação de Jovens e Adultos de forma acelerada, busca espaços cada vez mais importantes no cenário mundial e nos debates desse campo de estudos, a área da formação de educadores que já esteve entre as pouco exploradas, acompanha este fluxo, ganha visibilidade e contexto
[14:35] <fernandasilva> Reflexões acerca do aluno trabalhador retornam na tentativa de ampliar o olhar a outras formas de práticas educativas.
[14:36] <fernandasilva> As práticas formativas apresentam-se, geralmente, em torno do descritor técnico "escutar, observar e ensinar" anulando a dimensão do debate, da troca, do questionamento e da problematização da ação.
[14:36] <fernandasilva> Há consenso entre os estudiosos sobre o fato de que coletivos concretos, incluem-se aí jovens e adultos, vêm produzindo um conjunto de problematizações que acabam demandando novas maneiras de se pensar a formação.
[14:36] <fernandasilva> A EJA se institui neste panorama desafiador: de um lado a certeza de seu público encerrar um coletivo diferenciado, e, de outro, a incerteza sobre quais seriam os subsídios para a formação de seus profissionais.
[14:37] <fernandasilva> A conjunção desses fatores leva a dupla consideração. Uma primeira diz respeito ao lugar desse coletivo em cursos de formação. Segunda, trataria dos saberes a serem (re)aprendidos pelo educador para atender jovens e adultos.
[14:38] <fernandasilva> Dos resultados alcançados  Ideias-força instituidoras – Primeira: Centralidade do processo no educando:  Centrar o processo educativo no educando significa entender que “Não há docência sem discência. Quem ensina ensina alguma coisa a alguém”. (Freire, 2004, p. 23) e que “Não é qualquer jovem e qualquer adulto.”
[14:39] <fernandasilva> São jovens e adultos com rosto, com histórias, com cor, com trajetórias sócio-étnico-raciais, do campo, da periferia” (Arroyo, 2005, p.22). Encontramos apoio fundamental em Oliveira (2009), Fávero (2006), Cortez (2005), Freire (2004, 2005), Schmelckes (2008), Lyra (1996), Scocuglia (2001) para citar alguns.
[14:39] <fernandasilva> Segunda: Contextualização do Projeto e da EJA em temporalidades históricas Uma das marcas da formação nos Projetos diz respeito à perseverança de cada um em construir e manter consciência histórica local, individual e coletiva.
[14:39] <fernandasilva> O diálogo com a História implica o grupo em (re)contar os porquês e as razões de ser desses contextos dinâmicos, polissêmicos que, por vezes, estão pouco documentados. Preservar a memória do grupo, na forma oral ou escrita, pode ser fundamental na manutenção dos princípios do Projeto.
[14:40] <fernandasilva> A memória dos que fazem parte daquele mundo – o lugar do Projeto – caminha vis-à-vis ao comprometimento de pensar e agir sobre ele e sobre os desdobramentos que emergem desse lugar. No caso da EJA, entender a realidade como uma situação histórica espaço-temporal em sua totalidade e substrato de relações para o educando chega a causar impacto ao educador.
[14:40] <fernandasilva> O conceito de relações, especificidade “da esfera puramente humana, guarda em si conotações de pluralidade, de transcendência, de criticidade, de consequências, e de temporalidade” (1983, p. 99). Nos referendamos em Pinto (2010), Freire (2002, 2003), Oliveira (2009), Fávero (2006), Góes (1991), Scocuglia (2001), Leite (2001), Arroyo (2008).
[14:41] <fernandasilva> Terceira: Realidade do educando como princípio pedagógico. Por que fazer do conhecimento local um princípio pedagógico?
[14:41] <fernandasilva> Três proposições ajudam a pensar na resposta, sendo que uma é de Paulo Freire: “Leitura de mundo precede a leitura da palavra” (1980, p. 99); a segunda, um adágio popular: “A cabeça pensa onde os pés pisam”, a terceira, com base em Oliveira (2009, p. 107), “a organização da vida cotidiana de cada pessoa parece estar intimamente relacionada à dinâmica da comunidade como um todo”;
[14:41] <fernandasilva> e, a outra é nossa: a realidade é patrimônio histórico cultural do educando, portanto, é fonte de conhecimento. Em aula, a radicalidade do “estudo de área”, se dá quando o educador recolhe o saber da comunidade e o devolve ao educando, de modo que possam sistematizá-lo.
[14:42] <fernandasilva> Então, a questão passa necessariamente pela garantia do direito ao conhecimento. Contribuíram para esclarecimento ao tema Freire (1980, 2005), Lyra (1996), Porto; Lage (1995), Cortez (2001), Fonseca (1997), dentre outros.
[14:42] <fernandasilva> Ideias-força mantenedoras – Primeira: Orientação permanente do educador por grupo multidisciplinar Em cada Projeto, são buscados meios de abranger dimensões formativas pessoal e profissional do educador. A busca pode se aproximar do que Nóvoa tem chamado de (pré) disposições essenciais nos programas e práticas de formação do educador.
[14:43] <fernandasilva> Disposições no sentido de acolher bem a aquisição do conhecimento, da cultura profissional, do tato pedagógico, do trabalho em equipe e do compromisso social.
[14:43] <fernandasilva> O conjunto, construído em meio à cultura, pode ser admitido como postura professoral. Contribuíram para a fundamentação: Góes (1991), Fávero (2006), Freire (1980, 2004), Porto; Lage (1995), Arroyo (2008), Ireland et al. (1998).
[14:43] <fernandasilva> Segunda: Elaboração de instrumentos didáticos próprios. Os instrumentos didáticos, em sentido amplo, também são conhecidos como meios, recursos ou materiais didáticos e podem ser definidos como produtos elaborados com finalidade educativa, portanto, são produtos instrucionais.
[14:44] <fernandasilva> Segunda: Elaboração de instrumentos didáticos próprios. Os instrumentos didáticos, em sentido amplo, também são conhecidos como meios, recursos ou materiais didáticos e podem ser definidos como produtos elaborados com finalidade educativa, portanto, são produtos instrucionais.
[14:44] <fernandasilva> Em meio à produção sobressai a dos livros didáticos, o que não quer dizer que a EJA possa ter um capítulo consolidado na história do setor editorial. Pelo contrário, o aporte de livros didáticos na educação de pessoas jovens e adultas acompanha a história da produção para a educação em geral.
[14:45] <fernandasilva> Ajudaram na fundamentação Coleção Viver é lutar – MEB (1963), Pinto (2010), Oliveira (2009), Fávero (2006), Freire (2004), Ribeiro (1999), Bezerra et al. (2001), Aguiar; Leitão (2001), pelo menos.
[14:45] <fernandasilva> Terceira: Sistematização regular do trabalho.  Escrever sobre o que fazemos como profissionais em aula ou em outros contextos pode transitar entre uma exigência ou a tomada de consciência do padrão de trabalho.
[14:45] <fernandasilva> As técnicas de documentar “o acontecido” recebem diversas denominações: diário de classe, diários de aula, memorial de aula, diários de turma, relatos diários, etc. Nem todos eles seguem o mesmo tipo de processo, mas têm em comum o registro de aula para si ou para o outro.
[14:46] <fernandasilva> Em Zabalza (2004, p. 13) encontramos que os diários de aula “são os documentos em que professores e professoras anotam suas impressões sobre o que vai acontecendo em suas aulas”. O autor cita duas características básicas dos diários: “a riqueza informativa e a sistematicidade das observações recolhidas”.
[14:47] <fernandasilva> Estudos atribuem o uso e a disseminação do conceito às Ciências Sociais e ao Serviço Social Latino-americano desenvolvidos a partir dos anos 50. “En ese momento y para ese grupo, sistematizar era recuperar, ordenar, precisar y clarificar el saber del servicio social para darle un carácter científico.” (Eizaguirre et al., 2004, p.19).
[14:47] <fernandasilva> No entanto, a guinada epistemológica sobre o ato de registrar acontece nos anos 70 quando ele é apropriado como instrumento de reflexão pelas organizações que trabalham no âmbito da educação popular. A fundamentação se baseou em Eisaguirre et al. (2004), Jara (2006), Freire (2006), Lyra (1996), Freire (2004), Zabalza (2004).
[14:47] <fernandasilva> Quarta: Acompanhamento constante do trabalho em sala de aula.  Vimos desenhando uma argumentação quase que em rede de alinhavos desde a centralização do processo educativo no educando, ao assumir seu entorno como matéria-prima à aula e à preparação do material educativo até a elaboração do trabalho do educador.
[14:48] <fernandasilva> Ao chegarmos ao tópico sobre o acompanhamento constante ao educador seria agora “colocar o ‘nós’ no centro”, para usar as palavras de Montecinos; Gallardo (2002, p. 151) extraída da pesquisa aos educadores “como eu posso melhorar”. Uma das respostas encontradas pelos autores foi a saída da ação individual para o trabalho em conjunto.
[14:48] <fernandasilva> “Os professores sentem-se mais confortáveis com a responsabilidade coletiva de que com a individual”. O trabalho em conjunto de Montecinos; Gallardo se encaixa no que Tardif; Lessard (2005, p. 183) chamam de “papel público na coletividade de trabalho e na escola”. Ao tratar do tema nos remetemos a Montesinos; Gallardo (2002), Tardif; Lessard (2005), Garcia (1999), Góes (1991), Cortez (2005), Fávero (2006), Lyra (1996
[14:49] <fernandasilva> (In)Conclusão Acreditamos ter reunido argumentos para afirmar que as ideias-força se constituem em princípios de trabalho amparadas que estão pela literatura. Sugerimos que três delas se colocam como ideias norteadoras que podemos entender como um eixo conceitual do Projeto.
[14:49] <fernandasilva> E quatro como ideias sustentadoras dos conceitos instituídos. Acreditamos que estas ideias oferecem pistas para se pensar a EJA como campo pedagógico de um novo estudante da educação básica e que, do ponto de vista dos Projetos avaliados.
[14:51] <fernandasilva> Pode-se ter início um conjunto de especificidades na formação do educador de EJA, a começar pelas que aqui foram tratadas. Estamos certos de que o debate não se encerra por aqui.
[14:51] <fernandasilva> Agradecemos e nos colocamos ao debate.
[14:51] <rivaniatrotta> Clap, clap, clap.
[14:52] <thalita> muito obrigada, fernandasilva
[14:52] <daniervelin> obrigada, fernandasilva !
[14:53] <adelmaa> Clap Clap Clap Clap Clap
[14:53] <Roxane> rsrsrs
[14:53] <fernandasilva> kkkkk
[14:53] <Alinerpm> clap clap clap clap
[14:53] <thalita> convidamos então os participantes para discutir os temas abordados pelas conferencistas
[14:53] <carrari2006> Clap clap
[14:53] <adelmaa> Prezadas professoras, Musacchio, doutorando da UFRGS, escreveu um texto em um jornal com a seguinte manchete: ” Para o aluno que está aí (na escola regular e na modalidade EJA, grifo meu)  uma nova escola há de
[14:53] <adelmaa> surgir”. Vocês concordam que a escola brasileira ainda está longe de entender o perfil,  ou melhor os desejos, os anseios dos alunos de ter uma escola mais participativa e mais próxima do seu dia a dia?
[14:54] <fernandasilva> Entendemos que de certo modo sim.
[14:54] <eleane> preciso do código
[14:54] <Roxane> Muuuuito longe, infelizmente. Dois pontos em comum com Fernanda: a) Por que fazer do conhecimento local um princípio pedagógico?
[14:54] <daniervelin> eleane, agora é só acompanhar as discussões, não há código
[14:54] <lucasp>  Parabéns! Muito bom! as duas palestras! e ambas se complementam no sentido que pensar a formação do professor da EJA é pensar também a lida com os multimeios e algumas dessas ideias norteadoras deveriam também ser levadas para a educação básica como um todo, não só à EJA.
[14:55] <Roxane> e b) a importância do que ela chamou de "produtos instrucionais" do trabalho docente.
[14:55] <Milenne_> excelente! poderíamos ter acesso aos textos depois?
[14:55] <Roxane> Por mim sim.
[14:55] <Roxane> Claro
[14:56] <mariolinda_> que pena! perdemos tudo aqui.
[14:56] <mariolinda_> não veio o código
[14:56] <Roxane> Acho que o mais difícil para a escola é "fazer do conhecimento local um princípio pedagógico".
[14:56] <Nanda> Penso que um desafio maior é o educador da EJA conseguir trabalhar na perspectiva da pedagogia dos multiletramentos. Sou professora da EJA há seis anos e creio ser esse um de nossos grandes desafios!
[14:56] <fernandasilva> Os alunos da EJA atualmente passam pelo letramento digital também, indispensável
[14:56] <leticia__> Boa tarde! Em primeiro lugar, Parabéns pela excelente exposição. Sou Professora de quatro turmas do EJA em Sabará e percebo a dificuldade dos meus alunos  tanto cognitiva quanto de persistência .
[14:56] <daniervelin> as conferências ficarão registradas no site do stis, em alguns dias
[14:57] <Milenne_> obrigada
[14:57] <Gabi_> As palestras foram incríveis! Adorei estar on aqui! ;)
[14:57] <carrari2006> Que ótimo! Também perdi parte... Ocorreu um erro...:(
[14:57] <Roxane> Obrigada, Gabi.
[14:57] <fernandasilva> Percebemos que com a expansão da escola pública ficamos sem saber como fazer com a cultura desses alunos que chegam que de certa forma não é o esperado pela escola
[14:58] <lucasp> Mas creio ser indispensável também o letramento digital dos educadores. Muitos ainda não conseguem acompanhar e lidar com as novas tecnologias. Não só os professores, mas a Escola...
[14:58] <Roxane> Em EJA e na escola regular... A escola nõa está habituada a levar em conta a cultura do alunado.
[14:58] <fernandasilva> Nossa formação não contava com o ensino e a aprendizagem da cultura do povo, poular
[14:58] <Nanda> Fernanda, eles passam por um letramento digital, mas as dificuldades que enfrentam nesse processo de letramento são muito grandes. Percebo isso no prática.
[14:58] <Milenne_> não há uma preparação específica para esses professores nas licenciaturas, uma pena!
[14:58] <fernandasilva> que por sinal está em todas as mídias
[14:58] <desideri_> Boa tarde, sou voluntário em um projeto na faculdade que visa ensinar português a estrangeiros a partir da interdisciplinaridade. Muito bom poder acompanhar aqui
[14:59] <Selma_>  Perfeito Milene. AInda não há formação especifica para o professor nessa áŕea.
[14:59] <Roxane> Começa a ahver muita demanda governamental de formaçnao de professores neste campo. Do MEC, das Secretarias.
[14:59] <desideri_> as discussões sobre o tema.
[14:59] <mariolinda_> O que é esperado pela escola, professora?
[14:59] <Roxane> haver
[14:59] <Ailton> Parabéns Fernanda e Roxane, também compartilho a colocação do colega Lucas, as Mídias podem ser uma grande ferramenta para impulsionar o saber destes alunos do EJA.
[14:59] <adelmaa> Fizemos isso aqui hoje, lucasp, com uma turma de pedagogia da UFOP. Eles estão em sala de uala (lb) particpando de uma conferência online com duas titãs da ciência da linguagem do Brasil.
[15:00] <Leandro_> Roxane, foi muito proveitoso pra mim, saber um pouco mais dos hipertextos e hipermídias, estamos desenvolvendo um livro no programa PET - Letras da Universidade federal de Alfenas e você me ajudou muito em alguns pontos. Obrigado :)
[15:00] <Roxane> De Eja e de todos
[15:00] <lucasp> trabalho em um curso a distância e muitas vezes os professores reclamam que não conseguem acessar vídeos do youtube, pois o Youtube nas escolas é bloqueado. Quando a escola não sabe lidar com algo, proibir acaba sendo a solução encontrada, infelizmente...
[15:00] <Selma_> Parabéns as palestrantes sempre um excelente aprendizado.
[15:00] <Ailton> Eu tive uma pequena experiência com um grupo de EJA em 2010, e realmente foi bastante prazeiroso e gratificante, ver o quanto o uso do computador fortaleceu e motivou-os em sala de aula.
[15:01] <Roxane> A Internet facilita muito o contato com a cultura do alunado em sala.
[15:01] <leticia__> Infelizmente as escolas , no horário noturno, apresentam uma precariedade muito grande nos serviços.As salas de informática ficam sem funcionários .
[15:01] <Ana__> Parabéns pela palestra, sou gaúcha e trabalho com o UCA, pesquiso os multiiletramentos em LP e professora Roxane, creio que a elaboração de material didática seja uma alternativa, que lhe parece?
[15:02] <rivaniatrotta> Fernanda e Roxane, em pesquisa de doutorado sobre letramento de adulto, acabei me deparando com o descompasso que há entre o que se consegue realizar com esses alunos em termos de letramento, o que se avalia nesse processo e o que a sociedade cobra de uma pessoa letrada. Como minimizar esse descompasso?
[15:02] <Roxane> Sim, Ana. É nisso que estamos trablhando, pois nõa adianta equipar somente as escolas é preciso fornecer materais formativos aos docetes.
[15:02] <Roxane> (desculpem os erros de digitação
[15:02] <fernandasilva> Parece que há uma questão de fundo ai Rivânia:
[15:03] <Roxane> docentes
[15:03] <fernandasilva> o letramento da pessoa adulto tem um ritmo e a sociedade outro
[15:03] <Ana__> Obrigada profe Roxane, admiro seu trabalho e uso seus livros no meu referencial de pesquisa!
[15:03] <carrari2006> Rivania, tocou num ponto nevrálgica!
[15:03] <adelmaa> Verdade, +fernandasilva!
[15:04] <CrisRamos> Eu vejo que a dificuldade de lidar com os avanços tecnológicos em consonancia coma bagam cultural dos alunos não aparece somente na EJA, mas também no ensino com crianças, pore´ma na EJA isso se apresenta de maneira mais acentuada, Penso eu que devido ao fato de que os jovens e adultos já chegam às escolas com essa bagagem bem maior que uma criança. Dessa maneira vale perguntar. De que maneira trazer todo essa tecnologia pa
[15:04] <carrari2006> *nevrálgico.
[15:04] <Roxane> Com certeza, Rivânia. E não sei se é "minimizável", pois são lógicas diversas: a do educando, a da escola e a da UNESCO.
[15:04] <fernandasilva> Cada vez mais o aluno/a da EJA está em descompasso com a sociedade. Daí resulta uma primeira dificuldade com os currículos
[15:04] <fernandasilva> A quem atender não é Roxane?
[15:05] <Roxane> Para mim, ao educando
[15:05] <mariolinda_> Aqui na nossa cidade, no início do ano, fizemos muitas reuniões com coordenadores de EJA
[15:05] <fernandasilva> Se a escola entende que deve atendeer ao aluno/a então os trabalhos são de uma natureza
[15:05] <Roxane> A suas necessidades, para o mundo do trabalho, da vida pessoal, da cultura e da cidadania
[15:05] <mariolinda_> nossa proposta é a produção de um currículo diferenciado
[15:06] <Roxane> de que tipo Mario?
[15:06] <mariolinda_> para a EJA. Propusemos currículo e metodologias, mas eles disseram que os alunos querem "aula mesmo"
[15:06] <Adriana> Acredito que uma proposta viável seria a publicação de experiências dos professores que estão na ponta desse processo, em sala de aula, com o apoio das universidades, juntos professores e academia poderiam somar forças. Creio que muito  material bom se perde entre quatro paredes.
[15:06] <mariolinda_> o que significa "lousa, giz, livro didático e professor"
[15:06] <Roxane> Com certeza, Adriana. Repositórios de aulas e propostas são muito necessários.
[15:07] <Gabi_> No letramento digital, dentro do âmbito escolar, é notado o temor por parte dos professores. Eles temem muitas vezes que o aluno se desenvolva melhor e fique sem saber como ensina-lo frente as mídias,
[15:07] <faconti> Para mim, enquanto o professor for mal pago, seja de alunos crianças ou adultos, Os cursos e disciplinas serão ruins, no geral.
[15:07] <mariolinda_> que eles reclamam de "aulas diferentes" - entendem como passar tempo. Como (re)pensar então o letramento e o multiletramento?
[15:08] <Roxane> Bem, Mário. Precisaria ver o que foi proposto em cada caso, não é?
[15:08] <fernandasilva> Isso porque a ideia de escola que eles têm muitas vezes está nesse modelo
[15:08] <ubiracipos> Boa Tarde, gostaria que comentassem sobre a diferença entre livro didático, EJA, paradidático e transdidático.
[15:08] <adelmaa> O STIS ,Adriana, é um exemplo de projeto que congrega e agrega pessoas signifcativase que estão dentro ou fora das universidades. .
[15:09] <Roxane> Gabi, vejo desconforto dos professores, mas também vejo muita adesão a ideia e um certo "destemor temeroso"
[15:09] <Roxane> É que muda o lugar e a distribuiçnao de poder entre aluno e professor e isso é difícil de imaginar no início.
[15:09] <fernandasilva> Sim porque ele também precisa aprender
[15:09] <monicar> Especialistas e pesquisadores da área de educação deveriam se aproximar dos  profissionais da área de tecnologia para responder a questões sobre como desenvolver um currículo escolar que se integre às ferramentas disponíveis
[15:10] <monicar> Que acham?
[15:10] <Roxane> Estamos nos aproximando, Monica. Pelo menos eu.
[15:10] <CrisRamos> Eu posso estar anganada, mas essa coisa de querer "aula mesmo" que você percebo com alunos da EJA pode ser que eles não tenham tanta "disposição" ou se sintam um tanto distantes ou ate mesmo vejam alguma dificuldade em lidar com as "aulas diferentes" Mario.
[15:10] <Ailton> Eu também estou bem próximo Monicar.
[15:10] <Roxane> No meu grupo tem docentes de LP, Literatura e Multimidia.
[15:11] <Ailton> O que ainda está faltando é um planejamento mais bem elaborado, pois os recursos as escolas já possuem.
[15:11] <CrisRamos> Muitas pessoas que estao na EJA tem mais de 50 anos ou trabalhadores "braçais" que algumas vezes nem tem tanto contato com tecnologias.
[15:11] <fernandasilva> Começamos a fazer o exercício de integrar cada vez mais
[15:11] <Roxane> Concordo em gênero, nº e grau, Ailton. E acrescento: flata banda larga.
[15:12] <Roxane> falta
[15:12] <monicar> Os currículos estão parados no século passado.
[15:12] <adelmaa> Já estamos caminhando, monicar, ospasso sparecem ser de tartarugas, mas não são são firmes e fortes e deixarão pegadas,marcas significativas.
[15:12] <fernandasilva> Daí o papel da escola em aproximar
[15:12] <leticia__> Ailton, possuem os recursos , mas o noturno funciona de forma muito precária na maioria das escolas.
[15:12] <mariolinda_> Professora Roxane, o currículo que propusemos não descartava a aula normal, mas que pudéssemos estimular mais essa aula. Que os alunos pudessem depois ou durante o processo expressar o aprendizado por meio de sarau, de debates, de gincanas, de jornaiz produzidos por eles mesmos na STE das escolas. Para finalizar, nossa proposta era de uma Noite cultural da EJA com apresentação para todos da sociedade.
[15:12] <adelmaa> tem muita gente boa trabalhando neste nosso Brasil e trabalhando bem.
[15:12] <Roxane> Sim, e no caso desse alunado Cris, o ensino deverá ser baseado em suas clturas locais e necessidades.
[15:12] <Ailton> O trabalho de inserção das Mídias na educação é um trabalho que deve ser constante e perseverante. Pois os paradigmas ainda são inúmeros.
[15:13] <Ailton> Quanto a questão de segurança Leticia__, é um problema de gestão.
[15:14] <CrisRamos> O que não vemos na pratica principalmente na primeira fase do fundamental Roxane pelo menos foi o que pude ver no estagio que realizei
[15:14] <Adriana> Trabalho  a algum tempo com esses  alunos e percebo,  que existe uma questão de desvalorização real dessa modalidade de ensino,  valorizar uma massa que está em plena ação, que consome, produz e principalmente, que vota , foge do objetivo  de quem governa.
[15:14] <Roxane> EJa, vc diz Adriana?
[15:15] <leticia__> Não e questão de segurança, são os acessos, tais como sala de informática, tv e datashow,... , pois os turnos funcionam com poucos funcionários.
[15:15] <Roxane> Sempre houve, nõa Fernanda?
[15:15] <mariolinda_> Permita-me discordar, Faconti. Não creio que é apenas questão de salário. Há muito mais além disso. Temos aqui implantada a lei de 1/3 de hora atividade, O professor tem mais tempo para planejar e as dificuldades continuam. Na EJA, a evasão é assustadora e a repovação também
[15:15] <Ailton> A educação da EJA não pode ser diferenciada à educação dos demais alunos, os Objetos de Aprendizagem poderiam ser uma grande alternativa para facilitar o letramento desses alunos.
[15:15] <Cristina_> boa tarde professoras, percebo a cada ano que devemos desenvolver um curriculo voltado para a realidade da EJA, articulado a uma educação profissionalizante.
[15:15] <fernandasilva> Desvalorização, Roxane? sempre houve
[15:15] <adelmaa> Não vejo apenas por este prisma... Acredito que a Eja é uma segmento multifacetoado multietário e diversos..onde cada aluno tem umainetresse diferente. tem alunos queprociram a ejapara socializar ,outros para a certifcação e assim sucessivamente.
[15:16] <monicar> Profª Roxane; Qual sua opinião sobre a produção de material didático e multimodalidade no cenário atual?
[15:16] <fernandasilva> Talvez porque a EJA na hoistória era para ser erradicada lembram-se disso?
[15:16] <Roxane> Sim, Ailton, claro, mas até mais que isso: tenho defendido os materiais didáticos interativos que chamo de protótipos.
[15:16] <CrisRamos> É verdade
[15:16] <fernandasilva> Algo para ser erradicado não necessita apoio, recursos ou outra qualidade
[15:16] <Cristina_> Agora há necessidade de pensarmos também na formação do professor que atua na EJA, pois muitos trabalham no EF comum e reproduzem o mesmo ensino na EJA
[15:16] <adelmaa> Exato, Fernandasilva.
[15:17] <CrisRamos> Menos ainda de ser levar em conta a cultura desse alunano Professora Fernanda
[15:17] <Ailton> Perfeito Prof. +Roxane
[15:17] <CrisRamos> alunado**
[15:17] <Adriana> Sim EJA
[15:17] <adelmaa> tem outra questão importantíssima: as universidade nãpo estavam/estão preparadas para formar licenciados para trabalhar com este publico.
[15:17] <thalita> também acho, adelmaa
[15:17] <CrisRamos> Adelma - não mesmo
[15:17] <Roxane> Temos trabalhado nisso Monicar. Creio que com a onda de distribuiçnao de tecnologias móveis, tudo no futuro ficará mais fácil, mas é preciso saber o que colocar nos equipamentos.
[15:18] <lucasp> Como é o conceito desse "protótipo" +Roxane
[15:18] <fernandasilva> Além disso deixar os jovens usarem os equipamentos.
[15:18] <CrisRamos> Ele nos faem "engolir" crianças todos os dias, e o resto que se "exploda" por assim dizer,. Perdoem-mes as colocações
[15:18] <monicar> Não vejo muitos avanços no PNLD
[15:18] <thalita> fiz meu estágio obrigatório em turmas de EJA. quando fui preparar a minha aula tive que adaptar tudo. não dava para usar as mesmas estratégias, digamos assim, que eu usaria em uma turma de ensino médio
[15:18] <faconti> "O que colocar nos equipamentos" não vai ser determinado por nos.
[15:18] <monicar> TDIC
[15:19] <Roxane> Temos trabalhados em propostas (semi)abertas ao alunado do professor (protótipos) em livros digitais interativos que incorporam videos, audio, imagem, galerias de fotos, objetos interativos etc para leitura/escrita.
[15:19] <thalita> eram turmas de EJA do ensino médio
[15:19] <adelmaa> Exatamente, Thalita! Depoimento relevantíssimo!.
[15:20] <leticia__> Tenho percebido um novo perfil de alunos do EJA  nos últimos anos.São aqueles alunos que ficam no Ensino Regular durante anos , são indisciplinados e são reprovados e são " transferidos" para o EJA.
[15:20] <Ailton> Aí sim +Roxane, esses protótipos possuem um valor agregado valiozíssimo.
[15:20] <Roxane> A universidade será a última barreira a cair rsrsrs... Bem mais fácil falar com os professores que com os colegas.
[15:20] <Gabi_> Concordadando  Adelma: muitas vezes estudamos até o Paulo Freire, mas sempre falado como aluno (criança) e não o adulto o que a meu ver é até irônico!
[15:20] <Selma_> falou e disse Roxane.
[15:20] <Roxane> Portanto, relativamente jovens, Leticia, perdendo seus anos de escolaridade.
[15:20] <fernandasilva> kkkkk muita resistência!!! Mas não tem como voltar
[15:20] <Cristina_> Ainda bato na necessidade de formação continuada, pois não adianta ter todo a tecnologia (livros digitais, video, objetos interativos, etc, se o professor não souber utilizá-los adequadamente.
[15:21] <monicar> Profª Roxane, Gostaria de conhecer mais sobre esses trabalhos. Onde poderia acessar?
[15:21] <adelmaa> tenho relato maravihosos de alunos da pós que conseguiram mesclar o "quadro e o giz" com as tics e o resultado foisurpreendente,pois nas aulas de Eja eles conseguiram fazer com que os alunos realizassem tarefas ,se colocassem como corresponsáveis pelo seu aprendizado.
[15:21] <CrisRamos> Concordo com Cristina
[15:21] <Roxane> Claro: a formação continua deveria ser um encargo cotidiano das Secretarias...
[15:21] <monicar> Isso mesmo Cristina
[15:21] <thalita> o público de EJA é bem heterogêneo. Vi alunos novos que tinham parado de estudar por algum motivo e voltaram para correr atrás do diploma, e outros de todas as idades imagináveis
[15:22] <Roxane> Temos alguns textos já publicados, monica.
[15:22] <Roxane> Vou buscar uma fonte e volto já.
[15:22] <Roxane> Para EM.
[15:22] <leticia__> Estou trabalhando com as tics, ainda bem devagar e espero colher bons frutos.
[15:22] <mariolinda_> também quero fontes, Professora Roxane
[15:23] <monicar> Obrigada, Profª Roxane
[15:23] <Ailton> Também adoraria essas fontes... + Roxane
[15:23] <fernandasilva> . O traballho com EJA é mais lento mesmo. As respostas variam dada a heterogeneidade dos sujeitos
[15:23] <Bia> Concordo Cristina.
[15:23] <adelmaa> Lembro que uma aluna de Palmas conseguiu a liberaçãodo uso do celular em uma sala de aula da Eja para explicar a matemática financeira. E os alunos bricaram com aprofessora pois podiam fazer calculos de descontos mais rápido do que a professora, por todos vivenciavam seu dia a dia em feiras livres livre
[15:24] <Leandro_> Concordo com a Cristina_ é complicado ter toda a tecnologia a serviço do ensino sem uma preparação, em Alfenas, na UNIFAL, nós alunos estamos estudando formas de capacitar os próprios colegas no uso das tecnologias.
[15:24] <Cristina_> Outra questão importante que gostaria de saber se alguem tem experiencia nesse sentido, é a carga horária da EJA, os alunos reclamam por ser puxada , a mesma C/H do ensino comum. Poderia se pensar numa organização de parte da carga horária à distancia?
[15:24] <Roxane> Monicar. Veja este texto recém publicado de mestrando meu. Resume um pouco do trabalho do grupo.
[15:24] <Roxane> http://www.aunirede.org.br/revista/index.php/emrede/article/view/7
[15:24] <Leandro_> É um desafio, mas parte primeiramente do professor querer se adaptar.
[15:24] <fernandasilva> Temos estudos que mostram que o numeramento é mais rápido pois está no cotidiano e todos usam: compram, vendem , recebem, etc
[15:24] <Roxane> Na bibliografia tem as outras impressas.
[15:24] <monicar> Celular na sala de aula.... deveria ser incorporado
[15:24] <rivaniatrotta> Além da relevância de tudo que o foi dito aqui, passando pela diversidade do aluno, pela formação e valorização do professor, pelo grande recurso que são as tecnologias, penso que é preciso pensar na constituição da autoria do aluno e também do professor, pois todos estamos imersos num mar de discursos, muitos deles contraditórios. Me parece que o como constituir autoria no meio desses discursos é muito relevante ,
[15:25] <Ailton> Obrigado Roxiane.
[15:25] <monicar> Obrigada Roxane.
[15:25] <Roxane> Exato adelmaa essa é a ideia: está no cotidiano deles e o/a professora de certa maneira (como eu) aprende com eles.
[15:25] <fernandasilva> Sim Rivânia, um desafio constante
[15:26] <Ana__> Profe ROXANE vou usar este material q a sra. postou, a sra. tem algum outro texto pra indicar sobre TIC  e a aula de língua portuguesa?
[15:26] <mariolinda_> Comungo da mesma questão da Cristina: carga horária da EJA! Como resolver? é igual à do ensino fundamental para alunos que são adultos e a maioria trabalhadores.
[15:26] <Roxane> Essencial a autoria docente Rivania
[15:27] <Ana__> Profe ROXANE ou referência que aborde a formação continuada de profes de LP  e as TIC?
[15:27] <adelmaa> Prezado(a)s, nosso evento se encerra às 15:30, portanto ainda temos tempo para mais 2 perguntas.
[15:27] <fernandasilva> A carga horária é uma das contradições que Rivânia aponta
[15:27] <Roxane> Tem os livros que publicamos Ana, em 2012 e 2013 mas não estão acessiveis em meio digital (coisas do impresso).
[15:28] <fernandasilva> como nivelar alunos de EJA com os alunos do diurno?
[15:28] <mariolinda_> que tal associar a EJA ao ensino profissionalizante?
[15:28] <Cristina_> o importante na maemática, realmente é partir e valorizar o saber cotidiano, mas é preciso relacionar estes aos compreensão dos conceitos matemáticos e às propriedades envolvidas nas operações .
[15:28] <monicar> Nossa já acabou. Que pena :(
[15:29] <fernandasilva> A Eja te ma corrente profissionalizante muito forte historicamente
[15:29] <fernandasilva> vejam hj o pronatec
[15:29] <Roxane> Creio que devíamos formar todos os alunos, EJa ou nõa, desde pequenos para o mundo do trabalho, da vida pessoal, da cultura e da cidadania.
[15:29] <Gabi_> Seria interessante a redução da carga  horária, pois é massacrante para o aluno da
[15:29] <Gabi_> Eja
[15:30] <CrisRamos> E eles reclaman bastante
[15:30] <daniervelin> agradecemos as excelentes participações das professoras Roxane e Fernanda e a participação de todos!
[15:30] <adelmaa> As prezadas professoras Roxane Rojo e profa Fernanda Conrado, o STIS  agradece as suas presenças e sente-se honrado em tê-las hoje conosco. Na verdade o STIS tem vem se estabelecendo como um evento plural, pois
[15:30] <Roxane> Boa lembrança o Pronatec Fernanda
[15:30] <CrisRamos> passar o dia trabalhando e depois ficar sentado lá
[15:30] <monicar> Roxane e Fernanda.Muito obrigada!
[15:30] <Gabi_> seguir o mesmo cronograma do ensino fundamental
[15:30] <adelmaa> além de aproximar relevantes pesquisadores do grande público traz viva a difusão dos conhecimentos que se constroem nas universidades brasileiras.
[15:30] <CrisRamos> é dificil demais eu vi isso acontecer
[15:30] <Gabi_> *
[15:30] <adelmaa> Prezados participantes agradecemos a todos pela sua presença e contamos com sua presença em nosso próximos eventos.
[15:30] <daniervelin> ainda esta semana disponibilizaremos os registros no site stis: http://stis.textolivre.org/site/
[15:30] <Cecilia_> Concordo plenamente Gabi e Cris Ramos
[15:30] <Ailton> Obrigado pela brilhante participação Professora Roxane e Fernanda.
[15:30] <adelmaa> Convidamos todos vocês para assistir uma palestra imperdível da  Profa Dra Margareth de Sousa Freitas Thomopoulos – UTPR (afasia) e da  Profª
[15:30] <rivaniatrotta> Agradeço à Roxane e à Fernanda, pelas contribuições que nos deram hoje.
[15:30] <Roxane> Pois é: Mas não é para ficar sentado lá. É para fazer, aprender colaborar
[15:30] <adelmaa> Ms.Letícia Capelão de Souza (Libras) da UFMG, no dia  Dia 24 de outubro de 2014 das 14:00 às 15:30
[15:31] <adelmaa> Anúncio: para receber o certificado de participação é só escrever para o nosso e-mail que se encontra na  nossa página.
[15:31] <fernandasilva> Abraços a tod@s adorei a experiência
[15:31] <Roxane> Obrigada, adelmaa. Quando os textos ficam disponíveis?
[15:31] <thalita> Para ter acesso a todas as palestras do STIS basta clicar do lado direito da página em registro, em seguida clicar na palestra escolhida  e quando esta janela se abrir clicar abaixo dos resumo em onde esta escrito registro aqui (em azul)
[15:31] <Cristina_> gostaria de conhecer experiencias ositivas de outros estados
[15:31] <adelmaa> Obrigada a todos! Profa Roxane e profa Fernanda obrigadíssimapaela fenomenal participação.
[15:31] <thalita> Para receber o certificado deste evento basta encaminhar uma mensagem para o STIS neste endereço:   stis@textolivre.org com os seguintes dados: nome completo e apelido usado durante o evento.
[15:31] <Selma_> Abraços e agradecendo a Roxane e a Fernanda. Parabéns!
[15:32] <Roxane> Inclusive o palestrante, Thalita?
[15:32] <fernandasilva> Abraços Roxane!
[15:32] <adelmaa> peço,por gentileza, que nos ajude a divulgar o STIS como espaço democrática de se fazer educação de qualidade.
[15:32] <fernandasilva> Abraços pessoal!!!
[15:32] <daniervelin> Roxane, vamos disponibilizar os registros das conferências esta semana no site
[15:32] <Leandro_> Roxane e Fernanda muitíssimo obrigado!
[15:32] <thalita> O palestrante não, Roxane
[15:32] <Roxane> Obrigada a vocês pela conversa.
[15:32] <fernandasilva> Sempre 'as ordens!!!
[15:32] <daniervelin> os certificados dos conferencistas serão enviados aos e-mails, não é necessário solicitar
[15:32] <Gabi_> Tcgau gente foi uma delícia bye 'n kisses :D
[15:32] <Roxane> E pelo convite.
[15:33] <lucasp> Obrigado pelas palestras
[15:33] <lucasp> Roxane e Fernanda
[15:33] <faconti> ciao. Obrigadinha pelas palestras :)
[15:33] <adelmaa> O grupo STIS agardece a todos. Acris, Adelmaa, Thalita, Madu, Rivãnia, Beth Guzzo, Daniervelin,Aline, Hugleo , bel coimbra
[15:33] <lucasp> Uma boa tarde e bom fim de semana pra todos!
[15:33] <Leandro_> Aos gestores PARABÉNS! Esse espaço é maravilhoso!
[15:33] <monicar> Adorei!
[15:33] <Roxane> Boa tarde a tod@s.
[15:33] <daniervelin> boa tarde!
[15:33] <adelmaa> e wodosn. todos da equipe são voluntários neste trabalho. .
[15:33] <Roxane> Tb gostei!
[15:33] <thalita> Obrigada a todos pela participação
[15:34] <thalita> Obrigada, adelmaa
[15:34] <daniervelin> obrigada, adelmaa e thalita !
[15:34] <mariolinda_> Que pena! Acabou!? Obrigada, Professoras Roxane e Fernanda.
[15:34] <mariolinda_> Parabéns!
[15:34] <Alinerpm> Obrigada, Roxane e fernandasilva pela brilhante palestra!
[15:34] <Cristina_> obgd pela oportunidade, abç a todos
[15:34] <CrisRamos> Boa tarde e foi proveitoso demais participar dessa discussão. Desculp-me pelo "ficar sentado lá' PROF rOXANE, MAS SEU TE CONTAR COMO FOI MINHA EXPERIENCIA DE ESTAGIO OE O QUE EU OUVI DOS ALUNOS VC VAI ENTENDER
[15:34] <thalita> esse stis foi "bombástico"
[15:35] <adelmaa> srsrsrsrsrsr
[15:35] <fernandasilva> kkkkkk
[15:35] <thalita> obrigada turma da professora fernanda por ter comparecido em peso
[15:35] <adelmaa> Titãnástico!
[15:35] <Ailton> kkkkkkkkkkk
[15:35] <CrisRamos> De nada nós que agradecemos
[15:35] <Ana_> Por nada ;)
[15:35] <Cecilia_> Por nada, foi otimo!
[15:36] <Ailton> Parabéns à toda equipe da STIS por promover esse tipo de evento...Excelente.
[15:36] <adelmaa> Tahlita ,tu és o que ha de bom na vida! dani, anjo terreno obrigada pro mais esta.
[15:36] <Ana__> @daniervelin receberemos e-mail de qnd estiver disponibilizada?
[15:36] <Marilu> Faz hrs que eu estou tentando entrar na conferencia
[15:36] <adelmaa> Acris, obrogada pela ideia do STIS, Aline, Rivãnia por ser parte deste sonho que realizamso a cada mês.
[15:37] <leticia__> @adelma! Minha Professora, muito obrigada pelo convite!
[15:37] <thalita> obrigada, adelmaa! você que é! rsrs
[15:37] <daniervelin> Ana__, não, é preciso acessar o site
[15:37] <daniervelin> todos os registros ficam lá
[15:37] <Ana__> Adorei, mt obrigada, até a próxima!!! Estou na fronteira do Brasil com o Uruguai em Bagé, oportunidade única de aprendizado
[15:37] <daniervelin> http://stis.textolivre.org/site/
[15:37] <Ailton> Agradeço a Profª Adelma pelo convite.
[15:37] <leticia__> Obrigada!Gostei muito!
[15:38] <adelmaa> Nós que agradecemos pela parceria;
[15:38] <adelmaa> Que venha outubro!
[15:38] <adelmaa> Cheiros pessoal! Até lá!
[15:39] <leticia__> Até Outubro!
[16:05] <kcastelano> Muito bom!​




 

Como citar este texto:

ROJO, Roxane. Novos multiletramentos na escola: Direções para programas e materiais didáticos. In: STIS - Seminários Teóricos Interdisciplinares do Semiotec. Ano III, 2014. Disponível em: <http://stis.textolivre.org/site/12-stis/registros-das-palestras-logs/74-log-roxane-e-fernanda>. Acesso em: 19 setembro 2014.

SILVA, F. A. O. R. A formação do educador de jovens e adultos em Projetos: lições da história. In: STIS - Seminários Teóricos Interdisciplinares do Semiotec. Ano III, 2014. Disponível em: <http://stis.textolivre.org/site/12-stis/registros-das-palestras-logs/74-log-roxane-e-fernanda>. Acesso em: 19 setembro 2014.

 

Todos os trabalhos aqui publicados estão licenciados segundo a Creative Commons

Creative Commons TL Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

Based on a work at Texto Livre.