STIS 2014

3. Abril: Educação, Política, Autorias compartilhadas

3.1. registro abril

 Registro da Conferência em chat  escrito, de 25 de Abril de 2014:

 

Letramentos digitais: reflexões sobre questões básicas

conferencista: José Carlos Paes de Almeida Filho

Autorias Compartilhadas – uma nova educação para um novo aluno

conferencista: Cláudio de Musacchio

 

moderador: Equipe STIS

 

[14:01] <adelmaa> Bom tarde a todos! É com imensa alegria que venho, em nome do Grupo STIS - SEMINÁRIOS TEÓRICOS INTERDISCIPLINARES DO SEMIOTEC e da profª Drª Ana Cristina
[14:01] <adelmaa> Fricke Matte, dar boas -vindas a todos vocês que nos honram com sua presença: conferencistas e participantes.
[14:01] <adelmaa> O Stis é um programa de conferência realizado na penúltima semana de casa mês de março a dezembro, congregando pesquisadores do Brasil e do exterior em torno do tema educação livre e democrática.
[14:01] <Marcia> Boa tarde, prof. Adelama
[14:02] <adelmaa> O STIS, a Revista Texto Livre, o UEADSL e o EVIDOSOL/CILTEC são pés do programa polvo denominado TEXTO LIVRE do CNPq, coordenado pela pela Profª Adelma Lucia de Oliveira Silva Araújo
[14:02] <adelmaa> O STIS está entrando no seu terceiro ano de existência. Ao longo desta caminhado temos nos firmado como um canal democrático de divulgação das pesquisas relevantes que estão sendo desenvolvidas no Brasil e no exterior.
[14:02] <adelmaa> Na verdade, nós do grupo STIS, temos muito que comemorar, pois, neste curto período de tempo, o STIS já promoveu  22 eventos, com a presença de ilustres pesquisadores
[14:02] <adelmaa> tais como Carla Viana Coscarelli, Luiz Tatit, Maria Lucia Castanheira, dentre outros nomes do Brasil e do exterior como o Brian Street (Kings College/Londres)  e o Julio Paz (Argentina)
[14:02] <adelmaa> Também divulgamos o STIS  em dois eventos internacionais ocorridos: CLAFP / Brasília e no 19º Intercâmbio de Pesquisa em Linguística Aplicada (19º InPLA) e 5º Seminário   Internacional de Linguística (5º SIL), este último como convidado do Prof. Marcelo Buzzato.
[14:02] <adelmaa> Para que este trabalho se concretize eu conto com uma equipe fantástica de voluntários. Seres humanas altruístas que compartilham da mesma concepção de que as mudanças  na nossa sociedade só virão através do acesso a educação para todos.
[14:03] <adelmaa> Farei agora uma breve apresentação dos nossos conferencistas convidadas.
[14:03] <Marcia> ok professora
[14:03] <adelmaa> Quem abrirá  nossa agenda STIS Ano III mês de abril /2014 será o  prof. Carlos de Musacchio é graduado em Ciência da Católica (PUC-MG), mestre em Educação e atualmente é doutorando do Programa de Pós-Graduação Em Educação PGIE UFRGS.
[14:03] <adelmaa> O professor Musacchio também nos honra com sua presença e tornará nossa tarde mais reflexiva como educadores.
[14:04] <Marcia> Seja bem vindo profº Musacchio!
[14:04] <adelmaa> Conheci o professor Musacchio pela web procurando artigos sobre prática reflexiva para oferecer, como leitura complementar,  aos meus alunos do curso de especialização
[14:04] <adelmaa> Mídias na Educação da UFOP. Encantou-me seu texto " Para este aluno que está aí, outra escola há de surgir! que pode ser acessado aqui: "
[14:04] <adelmaa> http://www.baguete.com.br/colunistas/colunas/824/claudio-de-musacchio/18/06/2013/para-este-aluno-que-ai-esta-uma-outra-escola-
[14:04] <Marcia> ok
[14:05] <adelmaa> Texto maravilhoso que eu indico de olhos fechados a todos vocês.
[14:05] <musacchio> muito obrigado pelo carinho.
[14:05] <adelmaa> Em seguida, receberemos o prof Dr. Jose Carlos Paes de Almeida Filho. O prof Dr. José Carlos possui graduação em Bacharelado e Licenciatura Em Letras Lingua e Lite ratura pela pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1971), mestrado em Educação
[14:05] <Marcia> Seja muito bem vindo...
[14:05] <adelmaa> Em Língua Estrangeira pela Universidade de Manchester (1976) e doutorado em Doutorado em Linguistica - Georgetown University (1983).
[14:06] <adelmaa> Atualmente é professor adjunto da Universidade de Brasília. Suas pesquisas se concentram na áreas de Linguística Aplicada , com ênfase em Ensino Aprendizagem de Línguas, atuando principalmente
[14:06] <adelmaa> nos seguintes temas: ensino aprendizagem de línguas, ensino de língua estrangeira, linguística aplicada, formação de professores de línguas e ensino de português e cultura brasileira.
[14:06] <adelmaa> É uma referência nacional como professor, autor e pesquisador. Um dos mais brilhantes, senão o mais brilhante professor da área de Linguística Aplicada no Brasil.
[14:06] <adelmaa> Dois amigos meus de graduação na UFOP, Kleber Aparecido e a Jaqueline, tiveram a honra de ser seus orientandos no mestrado  e sempre comentou comigo que sua escrita reflete sua
[14:06] <adelmaa> personalidade marcante e sua disposição e seriedade para tratar do tema educação, nos seus mais variados espectros com propriedade e seriedade. É para o STIS um honra recebê-lo.
[14:07] <Marcia> Para nós, ouvi-los também.
[14:07] <adelmaa> Para finalizar, gostaria de agradecer ao Prof Ms. Carlos de Mussachio  e ao prof Dr. Jose Carlos Paes de Almeida Filho e ao  por acreditarem em nossa proposta e tornarem possível o êxito desse  evento. Agradecemos todos os presentes, sem os quais todo esse trabalho seria em vão.
[14:07] <adelmaa> Antes passar a palavra a nossa moderadora peço desculpas, publicamente, ao prof. José Carlos pelo erro cometido na digitação do seu nome durante a divulgação deste evento. Aceite nossas desculpas, por gentileza!
[14:07] <musacchio> é Cláudio de Musacchio
[14:07] <adelmaa> Passarei,então, a palavra para a moderadora deste evento, a profª Thalita Santo Felicio de Almeida, que explicará o funcionamento de nossa palestra.
[14:07] <Marcia> ok
[14:08] <Thalita> Obrigada, adelmaa
[14:08] <Thalita>  Boa tarde a todos! Sejam bem-vindos!
[14:08] <hugleo> :)
[14:08] <Marcia> Boa tarde... Obrigada!
[14:08] <Thalita> Para quem participa pela primeira vez, teremos 30 minutos de apresentação dos conferencistas (só por escrito, aqui no chat)
[14:08] <iasmine> Boa tarde!
[14:08] <Thalita> não temos vídeo nem áudio
[14:08] <adelmaa> Desculpe-me professor ,f A falha foi minha! Perdão!
[14:08] <musacchio> sem problemas
[14:09] <Thalita> durante esse tempo, a sala estará moderada
[14:09] <Thalita> apenas o professor terá "voz"
[14:09] <Thalita> após as duas apresentações, abriremos a sala para perguntas, sugestões e discussão geral das ideias expostas
[14:09] <Thalita> o código para os slides será indicado no início de cada apresentação, se houver, pois não é obrigatório
[14:10] <Thalita> basta inserir o código à direita, depois de escolher o tipo de atendimento: “apresentação de slides”
[14:10] <Thalita> vocês podem regular o tamanho do chat e slides ajustando a coluna vertical entre as partes
[14:10] <Thalita> desejamos um ótimo seminário a todos!
[14:11] <Marcia> Não entendi a parte do cófigo  à direita
[14:11] <Marcia> *código
[14:11] <Thalita> o código para os slides é: musacchio
[14:11] <Marcia> ok
[14:11] <Thalita> Marcia, selecione a opção "apresentação de slides à direita e insira o código
[14:12] <Marcia> Farei isso.
[14:12] <Thalita> Professor musacchio , o senhor está pronto?
[14:12] <musacchio> aguardem um pouco depois da digitação porque o arquivo é um pouco extenso
[14:12] <MARINALVA_> Que código devemos digitar?
[14:13] <Thalita> Código: musacchio
[14:13] <Thalita> pode começar quando quiser, professor. Cole, por favor, frases pequenas, de até 3 linhas, durante sua apresentação, ok?
[14:13] <musacchio> ok, vou começa
[14:13] <musacchio> começar então essa apresentação,
[14:13] <musacchio> primeiro quero elogiar a iniciativa
[14:14] <musacchio> da universidade de Minas Gerais pelo belo exemplo de como levar a discussão para o espectro da Internet, com todas as condições
[14:14] <musacchio> difícieis que temos hojeem relação a veloscidade, conexões, etc
[14:14] <musacchio> belo exemplo a ser seguido por todos
[14:15] <musacchio> sempre vou indicar o slide que estarei me referindo para que todos possam
[14:15] <musacchio> acompanhar a apresentação
[14:15] <musacchio> slide
[14:15] <musacchio> 2
[14:15] <musacchio> A principal inovação nas últimas décadas na área da educação  tem sido a implantação de metodologias que privilegiem a  construção de conteúdos curriculares pelo próprio aluno.
[14:16] <musacchio> slide 3
[14:16] <musacchio> Esta possibilidade de se promover oportunidades educacionais  em todas as séries, está tendo como parceiro, as redes sociais  Cujo ambiente é natural para a construção de conteúdos.
[14:16] <musacchio> slide 4
[14:16] <musacchio> Este ambiente virtual de trocas de  mensagens, fotos, vídeos, figuras, possibilita que os alunos busquem a interação e colaboração entre  eles como nunca se tinha visto em outras realidades pedagógicas.
[14:16] <musacchio> slide 5
[14:16] <musacchio> Em linhas gerais, o FACEBOOK, consiste de um ambiente virtual que armazena tudo o que postam nele, mas de uma plasticidade diferente dos ambientes virtuais tradicionais de educação como Moodle e outros.
[14:17] <musacchio> slide 6
[14:17] <musacchio> Enquanto no Moodle, os professores colocam conteúdos prontos  para os alunos lerem, e através dos fóruns e chats,  nascem às discussões; no FACEBOOK, os alunos curtem e  compartilham informações que eles mesmos produzem.
[14:17] <musacchio> slide 7
[14:17] <musacchio> Desta forma, estamos experimentando uma metodologia pedagógica que consiste em compartilhar o entendimento que cada um faz e sua interpretação é rapidamente discutida na rede, possibilitando uma aprendizagem muito mais requintada e apurada do que nos modelos anteriores de educação.
[14:17] <musacchio> slide 8
[14:17] <musacchio> Por outro lado, o uso de ambientes virtuais na educação presencial permitiu um aprofundamento nas metodologias capaz de promover a colaboração e a participação de trabalhos em grupos acompanhados e monitorados pelo professor, tanto a distância, quanto presencial em sala de aula.
[14:18] <musacchio> slide 9
[14:18] <musacchio> Sendo assim, os ambientes virtuais de ensino e aprendizagem têm se mostrado eficientes e eficazes na contribuição que desempenham servindo de aporte tecnológico juntamente com as TICs.
[14:18] <musacchio> slide 10
[14:18] <musacchio> Porém, mais forte que o uso dos ambientes virtuais, tem sido o uso pedagógico das redes sociais para monopolizar a atenção constante dos alunos, permitindo que se estabeleçam no ambiente,
[14:18] <musacchio> slide 11
[14:18] <musacchio> todas as possibilidades de colaboração, trabalho em grupo, exposição de cada um dos participantes, construção de conteúdos e registro memorial de todas as participações.
[14:19] <musacchio> slide 12
[14:19] <musacchio> Daí surgem alguns questionamentos que queremos colocar aqui nesta apresentação:  As autorias compartilhadas ajudam os alunos a se conhecerem através das redes sociais?  E isso é significativo para  a construção de conhecimentos?
[14:19] <musacchio> slide 13
[14:19] <musacchio> Como essa exposição poderá contribuir substancialmente para a construção de conhecimentos de cada um deles? Como é possível que todos os alunos vejam e aprendam uns com os outros? E como monitorar a rede social para que se possa medir essas aprendizagens?
[14:20] <musacchio> slide 14
[14:20] <musacchio> A ideia de rede é uma metáfora que emerge na sociedade contemporânea como forma de definir a maneira como as relações são realizadas, isto é, distribuídas,
[14:20] <musacchio> slide 15 conectando todos os sujeitos que dela participam e produzindo um efeito inovador e criativo, já que sociedades anteriores ao surgimento do computador viviam e se constituíam através de relações hierárquicas.
[14:20] <musacchio> slide 16
[14:20] <musacchio> Com o surgimento das tecnologias, principalmente o computador e a Internet, promovidas pelo avanço das ferramentas computacionais de informação e comunicação, emergem novas formas dos sujeitos se relacionarem,
[14:21] <Thalita> professor musacchio, passe os slides mais lentamente, por favor.
[14:21] <musacchio> ok
[14:21] <musacchio> slide 17
[14:21] <musacchio> criando ambientes virtuais de ensino e aprendizagem, e, por último, redes sociais de relacionamentos, com diferentes motivações.
[14:22] <musacchio> slide 18
[14:22] <musacchio> As redes sociais, e, em especial, o FACEBOOK, estão atingindo diversas esferas e campos de conhecimentos, desde o plano econômico, científico, até cultural. No campo econômico, o nicho de negócios extrapolou todas as expectativas dos centros de estudos,
[14:22] <musacchio> slide 19
[14:22] <musacchio> criando uma rede de negócios de proporções globais, a ponto de se afirmar que as empresas que não participarem das redes sociais nos próximos anos poderão ter seus alicerces abalados e precisarão ser muito fortes para não sofrerem a extinção.
[14:23] <musacchio> slide 20
[14:23] <musacchio> A publicidade e propaganda de produtos e serviços têm se mostrado  um excelente negócio atrativo, tendo em vista que os clientes e fornecedores já estão participando da rede, faltando apenas serem vistos e observados.
[14:23] <musacchio> slide 21
[14:23] <musacchio> No plano científico o uso das redes sociais tem permitido avançar enormemente, pois o ambiente virtual FACEBOOK é, por excelência, um ambiente que propicia a reunião, colaboração, cooperação e troca de ideias para trabalhos em grupo ou de equipe.
[14:24] <musacchio> slide 22
[14:24] <musacchio> Na Educação, a participação das redes sociais está ainda muito no início, mas já representa mais de 30% do movimento na rede, tanto é assim, que o próprio FACEBOOK criou ferramentas para o ensino e aprendizagem.
[14:24] <musacchio> slide 23
[14:25] <musacchio> No Brasil a proibição nas escolas e empresas é uma questão de tempo, pois o uso pedagógico e empresarial do FACEBOOK está em franca evolução, aumentando o interesse das escolas e empresas por aplicações que sejam interessantes para essas duas linhas de utilização.
[14:25] <musacchio> slide 24
[14:25] <musacchio> O novo paradigma que se discute hoje em dia nos meios acadêmicos é a construção de conteúdos pelo próprio aluno, oportunizado pelo ambiente virtual do FACEBOOK, onde alunos e professores são ao mesmo tempo, ensinantes e aprendentes.
[14:25] <musacchio> slide 25
[14:26] <musacchio> O paradigma da autoria compartilhada é cada vez mais um forte aliado para compreender o tal sucesso das redes sociais. Nosso entendimento e pensamento sobre as coisas não é mais o produto de nossas experiências e leituras ao longo das aprendizagens escolares.
[14:26] <musacchio> slide 26
[14:26] <musacchio> Agora, outro elemento entra para o rol dos recursos que participam do nosso aprendizado, a participação do outro em nossa compreensão e construção do conhecimento e entendimento de mundo.
[14:27] <musacchio> slide 27
[14:27] <musacchio> Cada um dos atores nas redes sociais participa com suas opiniões, observações, leituras que faz de suas experiências, e essas influenciam os demais atores na rede que, por sua vez, também participam com suas contribuições.
[14:27] <musacchio> slide 28
[14:27] <musacchio> Logo, uma extensa troca de informações circula nas redes sociais, produtos de inúmeras leituras que cada um produz, o que chamamos de autorias compartilhadas, isto é, o que se escreve não é mais unicamente retirado de uma cabeça.
[14:28] <musacchio> slide 29
[14:32] <Thalita> obrigada, professor +musaccchio
[14:32] <crisgomes_> Não visualizo mais atualizações.
[14:32] <Thalita> Obrigada, professor +musaccchio
[14:32] <musacchio> perdi o contato masjá retornei
[14:33] <musacchio> slide 30
[14:33] <fa> também só vejo o que o prof. escreve
[14:33] <Thalita> continuando a apresentaão, então
[14:33] <musacchio> Um sintoma dessas produções coletivas são os blogs pessoais, onde seus proprietários escrevem, quase que diariamente, sobre quase tudo que observam na sociedade que participam.
[14:34] <musacchio> slide 32
[14:36] <Thalita> participantes, peço que aguardem.
[14:37] <musacchio_> caiu novamente
[14:37] <musacchio_> continuando pessoal
[14:37] <Thalita> o professor musacchio está com um problema na conexão
[14:37] <musacchio_> slide 33
[14:37] <musacchio_> Ao ler as discussões, outros atores também acabam tomando partido do assunto, ora concordando, ora discordando, e proporcionando novas formas, um extenso estudo continuado e ininterrupto sobre todos os assuntos,
[14:37] <Heloisa> Boa tarde! Qual a senha pra acessar os slides?
[14:37] <musacchio_> slide 34
[14:37] <musacchio_> quer seja de moda, comportamento, esporte, política, sociedade, e inclusive, assuntos de sala de aula, temas, muitas vezes,discutidos nas redes sociais, e que foram iniciados dentro dos programas de ensino fundamental e médio.
[14:38] <musacchio_> a se nha é musacchio
[14:38] <musacchio_> slide 35
[14:38] <musacchio_> É comum alunos perguntarem sobre como resolver equações matemáticas, entender fenômenos químicos, biológicos, sociais, questões de português, idiomas, etc.
[14:38] <musacchio_> slide 36
[14:38] <musacchio_> Ao analisarmos o fenômeno das redes sociais, quanto a sua produção de textos, figuras, fotos, áudios e vídeos, estamos considerando uma produção coletiva de conteúdos, numa nova configuração de letramentos, múltiplos e multissemióticos.
[14:39] <musacchio_> slide 37
[14:39] <musacchio_> Mas como esses conteúdos podem fazer reais diferenças na construção do pensamento dos jovens em período escolar ou como essas ideias podem potencializar os profissionais das organizações?
[14:39] <musacchio_> slide 38
[14:39] <Thalita> Professor, pergunte a todos se estão conseguindo acessar os slides, por favor
[14:40] <musacchio_> pessoal, todos estão conseguindo acompanhar pelo slide?
[14:40] <musacchio_> basta, digitar o código de acesso, aguardar o arquivo ser carregado, demora um pouquinho e depois clicar na seta de movimentação
[14:40] <Thalita> Professor, peça a todos que entrem e saiam do chat para que isso se resolva, por favor.
[14:40] <musacchio_> para acompanhar a apresentação
[14:41] <musacchio_> todos - devemos sair e entrar novamente
[14:41] <musacchio_> para sair basta recarregar a página
[14:42] <Thalita> obrigada, professor
[14:43] <Thalita> sim, podemos, professor. vamos tentar enviar um link para os slides fora do chat.
[14:43] <musacchio> ok
[14:43] <musacchio> slide 38
[14:43] <musacchio> Quando se analisa os ambientes virtuais de aprendizagem em geral, a maioria são repositórios de arquivos e objetos que os alunos farão download para lerem e tomarem conhecimento dos assuntos  referente aos conteúdos da disciplina que estão estudando.
[14:44] <musacchio> slide 39 Inúmeros ambientes virtuais de aprendizagem possuem os recursos de fóruns de debates, listas de discussão, e tantas outras ferramentas de trabalho colaborativo, mas que não conseguem o desenvolvimento de trabalho colaborativo que se consegue no FACEBOOK, por exemplo.
[14:44] <musacchio> slide 40
[14:44] <musacchio> A maneira como o ambiente exige que todos colaborem para poderem ser vistos e verem todos os nós de suas redes. Esta maneira de exigir contribuição não é vista em nenhum outro ambiente virtual de educação.
[14:45] <musacchio> slide 41
[14:45] <musacchio> Na maioria deles, os recursos estão lá disponíveis, mas há uma resistência por parte dos alunos em querer utilizarem tais  ferramentas de colaboração.
[14:45] <musacchio> slide 42
[14:45] <musacchio> O que existe de mágico no FACEBOOK ainda requer muitos estudos, mas o fato é que essa construção de conteúdos permite que todos colaborem e cooperem, uns com os outros, nas atividades, fazendo com que o FACEBOOK se torne, no momento, a mais forte ferramenta de produção coletiva de conteúdos.
[14:46] <musacchio> slide 43
[14:46] <musacchio> Um das prerrogativas dessa construção se dá pela forma com que os atores são sugeridos para participarem. Num dos exemplos sugere que os participantes de um grupo de trabalho, coloquem as suas contribuições no perfil do professor.
[14:46] <musacchio> slide 44
[14:46] <musacchio> Cada um dos alunos então faz uma leitura do material fornecido pelo(a) professor(a) e, em seguida, criam uma mensagem envolvendo uma das formas possível: textos, figura, foto, áudio ou vídeo.
[14:46] <musacchio> slide 45
[14:46] <musacchio> Outro fator que corrobora para o sucesso do FACEBOOK é a sua ideia de CURTIR ou COMPARTILHAR. Esta condição obriga todos os participantes da rede a lerem cada uma das mensagens e decidir três caminhos possíveis: nada a fazer, CURTIR ou COMPARTILHAR.
[14:47] <musacchio> slide 46
[14:47] <musacchio> Ao CURTIR, você concorda com a mensagem dando a ela uma importância significativa.
[14:47] <musacchio> slide 47
[14:47] <musacchio> Ao COMPARTILHAR, além de dar a devida importância você julga que é importante que seus amigos também mereçam conhecer o conteúdo da mensagem, tornando a mensagem de alta relevância para você.
[14:47] <musacchio> slide 48
[14:47] <musacchio> Ao CURTIR, o usuário diz ao autor que ele gostou da mensagem e ela foi importante para ele, acrescentou ao seu conjunto de informações.
[14:48] <musacchio> slide 49
[14:48] <musacchio> Ao COMPARTILHAR, o usuário diz ao autor que aquela mensagem fez sentido a ele, que ele aprendeu algo sobre o assunto que está sendo discutido e ele faz questão de que seus amigos também tenham a oportunidade de ler e aprender.
[14:48] <musacchio> slide 50
[14:48] <musacchio> Este pensamento, apesar de movimentar a rede numa gigantesca velocidade de troca de informações, ela também fica um pouco engessada pelo julgamento que cada usuário faz das mensagens que recebe,
[14:48] <musacchio> slide 51
[14:48] <musacchio> uma vez que mesmo que o usuário não tenha gostado da mensagem, ela poderá fazer maior sentido a um dos seus amigos e ser importante para outros amigos, ocasionando de qualquer forma também um aprendizado.
[14:49] <musacchio> slide 52
[14:49] <musacchio> Se ainda é um desafio muito grande os alunos trabalharem efetivamente em grupo, o FACEBOOK poderá contribuir de forma eficiente nesta construção,
[14:49] <musacchio> slide 53
[14:49] <musacchio> pois muitos alunos confundem a tarefa de fazer junto, com a tarefa de dividir o trabalho em pedaços e cada participante faz a sua parcela.
[14:49] <musacchio> slide 54
[14:49] <musacchio> O conceito de participação em grupo é construir em conjunto as ideias e não simplesmente produzir autorias não compartilhadas como uma colcha de retalhos, como normalmente é realizada pelos trabalhos em grupo.
[14:49] <musacchio> slide 55
[14:49] <musacchio> O ambiente virtual de construção de conteúdos poderá ser importante aliado na busca de estratégias de aprendizagem que ensinam os alunos de fato a trabalharem em conjunto,
[14:50] <musacchio> slide 56
[14:50] <musacchio> através de ferramentas que compartilham uma área onde todos podem ir tecendo a construção de uma referência ou análise sobre uma ideia que está nascendo da atividade do grupo.
[14:50] <musacchio> slide 57
[14:50] <musacchio> Alguns exemplos de construção de conteúdos podem ser a produção de áudios, vídeos, textos, mapas conceituais, fluxos de informações, partes de um desenho e até mesmo pequenas mensagens postadas.
[14:50] <musacchio> slide 58
[14:50] <musacchio> O importante é que todos os participantes quando manipulam uma informação, são levados a participarem dando o seu entendimento e visão sobre o que está sendo discutido, transformando a informação que chega noutra informação e que esta é devolvida ao grupo para ser novamente alterada,
[14:50] <musacchio> slide 59
[14:50] <musacchio> até que uma situação final encontre o produto realizado das ideias de todos os participantes. Este é o conceito de trabalho em grupo, e o FACEBOOK é o ambiente virtual ideal para este fim.
[14:51] <musacchio> slide 60
[14:51] <musacchio> Mas do que compartilhar, está-se criando uma geração de jovens que está aprendendo a trabalhar em grupo, um pouco diferente das gerações passadas. A essa nova geração damos o nome de Geração Mashup (mistura), isto é, que desenvolve a habilidade de envolver várias tecnologias em um processo plural de produção de sentidos.
[14:51] <musacchio> slide 61
[14:51] <musacchio> Num mundo de tantas tecnologias a serviço da informação e da comunicação, a educação precisa desenvolver as metodologias  que permitirão a melhor utilização dos espaços e dos tempos destinados a produção de sentidos e subjetividades.  Num futuro muito próximo, a aprendizagem só fará sentido se ela estiver acompanhada de outros aprendizagens, porque compartilhar o conhecimento será a tarefa mais importante.
[14:51] <musacchio> OBRIGADO, FIM
[14:51] <musacchio> obrigado pessoal.
[14:52] <pzampier> Obrigado a você, Professor
[14:52] <Thalita> Muito obrigada, professor
[14:52] <Thalita> vamos tentar colocar os slides no site do stis para quem não conseguiu acompanhá-los por aqui
[14:53] <musacchio> não tem do que, desculpem alguns erros que por ventura tenha sido colocado no texto,
[14:53] <musacchio> mas acho que deu para passar a ideia principal.
[14:53] <Marinalva> Não tem jeito de mandar nos nosso e-mails, não?
[14:53] <Thalita> com certeza
[14:53] <He> UAU...Que fantástico! Obrigada Profº.
[14:53] <Marinalva> A  ideia principal consegui.
[14:53] <marta_> Obrigada professor. Estudo bastante proveitoso, Tudo hoje em dia, gira em torno da era virtual, principalmente o ensino à distância que está ganhando campo neste meio, faço parte desta estatística. Faço graduação à distância, oportunidade outrora difícil, hoje acessível, graças a tecnologia virtual. E as ferramentas são inúmeras, tudo para facilitar o aprendizado
[14:53] <musacchio> somos produtos de muitas somas de contribuições.
[14:54] <Thalita> agora teremos a participação do professor José Carlos
[14:54] <Thalita> após a segunda apresentação teremos um momento para discussão
[14:54] <Marinalva> Muito  interessante !
[14:54] <rivaniatrotta> Reflexão interessante! Obrigada.
[14:54] <He> Essa fala merecia entrar no youtube e ter o link compartilhado com os educadores do ensino fundamental
[14:55] <Thalita> Boa tarde, professor Almeida_Filho
[14:55] <Almeida_Filho> Boa tarde. Muito prazer em estar aqui com vocês!
[14:56] <Thalita> pode começar quando quiser. Cole, por favor, frases pequenas, de até 3 linhas, durante sua apresentação, ok?
[14:56] <marta__> Ganhei a tarde! Obrigada por compartilhar sua ideias conosco professor e espero poder reler o que foi divulgado aqui.
[14:57] <Marane> Boa tarde a todos!
[14:57] <Marcia> Boa tarde!
[14:57] <Thalita> o código para a apresentação de slides é: filho
[14:57] <Marcia> Onde coloco este código??
[14:57] <Thalita> a partir de agora a sala entrará em estado moderado
[14:58] <Thalita> selecione a opção "apresentação de slides", lado direito da página
[14:58] <Thalita> e insira o código
[14:58] <Thalita> Almeida_Filho , pode começar quando quiser
[15:00] <Thalita> para quem não conseguir acessar os slides por aqui poderá acessá-los pelo link http://150.164.100.7/filho.pdf
[15:00] <Almeida_Filho> Estou aqui hoje para tratar de um assunto sério e urgente no âmbito do Ensino de Línguas. Trata-se de políticas de ensino de línguas. Algo de que o país e o sistema escolar necessitam com urgência.
[15:03] <adelmaa> Caríssimos
[15:03] <adelmaa> eu apresntarei a palestra do prof Almeida Filho,
[15:04] <adelmaa> mas ele esta em  nossa sala e responderá a todas as perguntas,ok!
[15:04] <adelmaa> Combinado?
[15:05] <adelmaa> Continuando...
[15:05] <adelmaa> para uso oficial e das instituições?  Neste trabalho serão propostas respostas fundamentadas para essas questões atinentes a um nó que lentifica o desenvolvimento do Ensino de Línguas no país.
[15:05] <adelmaa> Palavras-chave:  índice de desenvolvimento do ensino de uma língua estrangeira, política linguística, política de ensino de línguas, políticas para o Ensino de PLE
[15:05] <adelmaa> Moldura
[15:05] <adelmaa> A formação de agentes do processo de ensino e aprendizagem de línguas (estrangeiras, segundas e L1) como objeto de política de estado é a perspectiva que adotamos para as reflexões e análises que apresentamos neste trabalho.
[15:05] <adelmaa> Essa formação ocorre na vizinhança de outros fatores atuantes: o da História do Ensino de Línguas no país e da ética profissional e da conduta dos aprendentes no estudo de
[15:05] <adelmaa> línguas, por um lado, e da tradição ou cultura de ensinar e aprender (incluindo as crenças, memórias e traços de caráter nacional) e a teoria acadêmica de outro.
[15:05] <adelmaa> A formação de agentes é uma resposta sistemática parcial de um compromisso ainda maior: com uma política nacional de ensino de línguas em suas partes ou frentes, atrelada a uma possível e mais abrangente política linguística em âmbito nacional.
[15:06] <adelmaa> Aprofundar nossa compreensão sobre esse tópico das políticas de ensino de línguas é amplamente justificável hoje não por haver qualquer dúvida sobre a relevância de se
[15:06] <adelmaa> aprender outras línguas, mas por vivermos uma grande lacuna de ações orquestradas pelo poder público na definição e implementação de políticas. Vivemos uma época de “apagão das línguas na escola”.
[15:06] <adelmaa> Avaliar as condições de oferta das línguas no sistema escolar no país de maior população de falantes nativos do Português no mundo requer critérios. Almeida Filho (2007) propôs e aplicou 14 desses quesitos básicos com os quais avaliar o grau relativo
[15:06] <adelmaa> de adiantamento na oferta do Português para Falantes de Outras Línguas.
[15:06] <adelmaa> Nada foi feito para analisar com os mesmos critérios as condições de oferta das duas grandes línguas estrangeiras ensinadas no sistema escolar, o inglês e o espanhol, e do ensino de português como língua materna.
[15:06] <adelmaa> O exercício que empreendo agora envolve primeiramente apreciar os sentidos de um índice, sua composição, procedimentos e resultado inicial obtido à época para o PLE.
[15:07] <adelmaa> Depois, quero examinar mais de perto o quesito Política de Ensino de Línguas. Por quê a baixa pontuação no caso do PLE em 2007. Para isso, recoloco a pergunta: o que é
[15:07] <adelmaa> uma política de oferta de línguas no sistema escolar e Universitário? Existe um nó que lentifica o desenvolvimento no âmbito das linguagens verbais?
[15:07] <adelmaa> Exploro ainda a pergunta: de que política estamos a tratar?  Quais os contornos de uma política necessária para os dias de hoje? O que nos toca fazer? (Os professores e suas instituições, as Associações, os órgãos de gestão como o MEC.)
[15:07] <adelmaa> Com este estudo neste meio digital inovador para mim tento influenciar de várias formas e em várias frentes o que não parece bem no ensino escolar de línguas e a formação de quadros para tocar esse componente do currículo.
[15:07] <adelmaa> Diagnóstico  O Ensino de Línguas na prática não vai bem. Depois de sete anos ou mais de estudos os resultados na aprendizagem são pífios. Universitários brasileiros não conseguem
[15:07] <adelmaa> estudar no exterior ao abrigo do Programa Ciência sem Fronteiras. Não há como avaliar estudantes universitários formados em Línguas – não há exame nacional de curso (ENADE) para línguas!
[15:08] <adelmaa>  A área teórica vinculada a essa prática profissional parece um pouco mais saudável: tem programas de pós-graduação que a estudam, conta com periódicos e reuniões
[15:08] <adelmaa> científicas frequentes, registra em livros e páginas eletrônicas os aspectos geralmente segmentados que estuda, reúne professores e pesquisadores em associações.
[15:08] <Thalita> adelmaa , estão pedindo para você ir mais devagar
[15:08] <adelmaa> Somente 32% dos professores do Ensino Básico se formaram e estão lecionando nos seus componentes de direito. Os salários e as condições de trabalho não estimulam ninguém. Os professores não falam as línguas que ensinam e nem a metade deles é
[15:08] <adelmaa> aprovada com nota mínima em exames convencionais de sua especialidade para contratação.
[15:08] <adelmaa> Situando políticas de ensino de línguas
[15:08] <adelmaa> Interessa-nos aqui primeiramente a localização da área de Políticas de Ensino de Línguas ao reafirmarmos seus pressupostos antes de delinearmos uma minuta de política dessa natureza para orientar e inovar o ensino de línguas nas escolas brasileiras.
[15:08] <adelmaa> O quadro da instrução escolar de idiomas, vamos resumir, é preocupante, possui especificidades importantes e sofre, em boa medida, com os males da educação como um todo.
[15:09] <adelmaa> Os desígnios de uma política de ensino de idiomas no país estão inscritos como uma das cinco dimensões em que se discutem a formação e atuação de professores e aprendizes no contexto escolar e universitário.
[15:09] <adelmaa> São elas (1) o contorno e raízes de uma tradição espontânea na forma de uma cultura de ensinar e aprender idiomas, (2) o confronto da tradição de crenças e memórias com uma
[15:09] <adelmaa> teoria relevante de ensino de línguas e de formação de professores, (3) a interpretação da história de ensino e aprendizagem de línguas no país, (4) a construção de um código de
[15:09] <adelmaa> ética orientador da profissionalidade e suas práticas e, (5) a operação de uma política de ensino de línguas, esta última objeto específico deste trabalho.
[15:09] <adelmaa> Vejamos no gráfico a seguir os fatores incidentes na formação de agentes e ensino-aprendizagem de línguas.  Veja o slide nº  2
[15:09] <Thalita> +adelmaa , estão pedindo para você ir mais devagar
[15:10] <adelmaa> Esta certo. Desculpem-me!!!
[15:10] <adelmaa> Uma política de ensino de línguas poder ser parte orgânica de uma política linguística, se houver uma instalada. Entendo por política linguística uma intervenção informada,
[15:11] <adelmaa> deliberada e sistemática concebida e acompanhada por especialistas da área da Linguagem (linguistas e linguistas aplicados) nas questões afeitas à convivência entre línguas e o status relativo delas no espaço nacional.
[15:12] <adelmaa> Arnoux (1999) reconhece que “o estudo das políticas lingüísticas constitui um campo complexo em que a descrição e a avaliação de situações sociolinguísticas são estimuladas por
[15:12] <adelmaa> necessidades sociais e, em grande medida, tende a propor linhas de intervenção”.  Por isso mesmo, aqueles que se interessam por política linguística “devem aderir a certos
[15:12] <adelmaa> princípios políticos, éticos, ideológicos que vão orientar sua pesquisa e suas propostas”: (Arnoux, idem, p. 13).
[15:12] <adelmaa> O termo indica, portanto, uma operação sistemática e explícita para propor soluções consistentes e estáveis a problemas envolvendo línguas em contato num país ou região e
[15:13] <adelmaa> tentar alcançar objetivos envolvendo o uso público de recursos em iniciativas institucionais. Os traços distintivos de uma política são (1) a intervenção, (2) a explicitude, (3)
[15:13] <adelmaa> os fins políticos, sociais e econômicos, (4) a escolha entre alternativas e, (5) a institucionalização.
[15:13] <adelmaa> Uma intervenção dessa natureza costuma começar por tratar do status e das funções de uma língua ou mais línguas na sociedade de um país, de mudanças necessárias ou meramente de exercer influência no código de um idioma.
[15:13] <adelmaa> Segundo Bamgbose (1991), para se chegar ao plano de uma política linguística são recomendáveis ações em quatro estágios: o de levantamento de dados, a especificação da
[15:14] <adelmaa> política propriamente dita, a implementação da política adotada e, finalmente, o da avaliação ou controle dos resultados.
[15:14] <adelmaa> O caso do Brasil ilustra bem a categoria de um país grande sem planejamento explícito regular, nomeado e deliberado de política geral de língua.
[15:14] <adelmaa> Não é discernível igualmente uma política de oferta e gestão de idiomas no sistema escolar além da sua introdução e algumas providências básicas. Estou me orientando pelo texto de Bangbose (idem) para analisar o quadro brasileiro.
[15:14] <adelmaa> Quando não há planejamento linguístico geral ou de suas partes, podem ocorrer instâncias de medidas e ações ocasionais que se acumulam por decisões pontuais motivadas por urgências e eventualidades. Isso acaba sendo a política que se tem no país.
[15:14] <adelmaa> Nosso grande interesse no campo das questões de Planejamento Linguístico diz respeito ao cenário da escola. No Brasil não é de praxe tratar sistematicamente as questões de
[15:15] <adelmaa> acesso à L nacional, o Português, à exceção de casos de grupos minoritários autóctones que ainda preservam suas línguas nas aldeias em sítios geralmente mais remotos, a educação bilíngüe (salvo em alguns pontos de fronteira), a luta por direitos lingüísticos de
[15:15] <adelmaa> minorias, a escolha da língua que será o meio de instrução escolar, as questões da língua através do currículo (na interface com as outras disciplinas) e da oficialização do status de variantes nacionais do Português.
[15:15] <adelmaa> Mesmo a questão estratégica de fortalecimento do uso do Português na vida nacional não tem merecido políticas, mas essa questão pode ser mais bem tratada por políticas de
[15:16] <adelmaa> ensino de línguas no país, seja em contextos escolares, seja na cultura, na ciência e no âmbito do trabalho.
[15:16] <adelmaa> Ocasionalmente podemos assistir a arremedos de propostas de ações de política linguística como no episódio mal colocado e mal resolvido dos estrangeirismos na língua portuguesa no Brasil ocorrido no Congresso Nacional na década passada.
[15:17] <adelmaa> Planejamento linguístico e planejamento da oferta e do ensino de línguas
[15:17] <adelmaa> Planejamento linguístico e planejamento da oferta e do ensino de línguas são iniciativas relacionadas, mas não idênticas. O primeiro termo é mais abrangente e inclui o
[15:17] <adelmaa> segundo.  Planejamento indica, como afirmamos antes, premeditação e explicitação de ideais e medidas concretas propostas na implementação de uma política aprovada.
[15:17] <adelmaa> No âmbito do ensino de línguas em contextos escolares, para que ocorra aquisição de novos idiomas em condições otimizadas, recorre-se a um planejamento que pode ser oficial
[15:18] <adelmaa> em nível de estado nacional ou regional, estadual, municipal ou institucional (escolas, redes particulares, empresariais, pessoais).
[15:18] <adelmaa> A Área de Aquisição com Ensino de Línguas precisa de ambos, política e planejamento, acoplando à deliberações de uma política as ações instauradoras e reguladoras ao nível da implementação.
[15:18] <adelmaa> Não praticar isso implica perdas em vários sentidos: no desperdício de recursos, no atraso nacional pela incapacidade do manuseio de idiomas de contato internacional, nos negócios que não se consumam, na incompleta educação linguageira dos cidadãos, entre outros.
[15:19] <adelmaa> Mas, há sempre espaço para adiantarmos ou, pelo menos incentivarmos essas ações sem políticas e, em alguns casos, até para substituirmos o planejamento e as políticas oficiais.
[15:19] <adelmaa>  Tem sido assim no Brasil: não se paralisa, avançam-se medidas isoladas, mas os resultados podem ser muito menores do que os desejados e bem mais dispendiosos e lentos
[15:19] <adelmaa> no cômputo final (veja-se, por exemplo, as contorções para driblar as limitações nas línguas por parte de alunos universitários no Programas Ciência Sem Fronteiras desde 2004).
[15:19] <adelmaa> Políticas pontuais
[15:20] <adelmaa> Alguns casos de indução de pontos de uma política de ensino de línguas são possíveis, ainda que com resultados apenas parciais. Por exemplo, o governo já implementa,
[15:20] <adelmaa> através de órgão específico, uma política de exames nacionais em massa.
[15:20] <adelmaa> Especialistas da área de AELin, via de regra mal representada nas questões de políticas,  se aproximam do órgão num jogo não muito previsível e oferecem possibilidades de melhoria da
[15:20] <adelmaa> prova de línguas estrangeiras do exame nacional ENEM.
[15:20] <adelmaa> Pode-se agir também através do emprego de recursos próprios para implantar a oferta de
[15:20] <adelmaa> uma nova língua estrangeira em demanda nas escolas num outro país. A iniciativa privada pode atender a demanda por uma língua em que ocorre flagrante ausência de cursos dessa língua no sistema público.
[15:20] <adelmaa> Por exemplo, os países sul americanos não criam sozinhos as condições para oferta do PLE nas escolas e de programas de licenciatura voltados para a formação inicial e continuada de professores dessa língua nas suas universidades.
[15:21] <adelmaa> Muitas vezes o poder público e as universidades não avançam por si mesmas e há necessidade de associações e ativistas manterem a chama acesa até que algo coordenado
[15:21] <adelmaa> possa ser implantado muitos anos depois. No caso das línguas estrangeiras, associações profissionais podem ajudar a manter o espírito profissional aceso por anos e décadas a fio até que sobrevenham medidas adequadas com a chancela oficial.
[15:21] <adelmaa> Para uma política de ensino de línguas
[15:21] <adelmaa> Subsumidas no rótulo maior de política linguística, podemos agora reconhecer as seguintes modalidades ou categorias de planejamento de ações concernentes às línguas no país orientadas por governos e autoridades:
[15:21] <adelmaa> - a língua nacional e oficial do Estado, seu fortalecimento    e sua gestão,
[15:22] <adelmaa> - as questões afeitas às línguas e culturas de etnias brasileiras    no que se refere ao bilinguismo e apoio a línguas maternas minoritárias,
[15:22] <adelmaa> - a questão das culturas e línguas estrangeiras de grupos imigrantes    minoritários
[15:22] <adelmaa> - a questão das línguas estrangeiras inseridas no sistema    escolar e universitário (o Inglês e o Espanhol),
[15:22] <adelmaa> - a questão da língua nacional ofertada no país e no mundo como língua    estrangeira e língua segunda ( o Português Língua Estrangeira ou Língua    Segunda),
[15:22] <adelmaa> - as questões lingüísticas do Português tratadas em âmbito supranacional na    CPLP e no IILP e os projetos de cooperação intrabloco
[15:22] <adelmaa>  Alguns desses temas aparecem na primeira coletânea de estudos de que temos registro publicada no Brasil com organização da linguista paulista Eni Pulcinelli Orlandi, da Universidade Estadual de Campinas: Orlandi (Org.), 1988.
[15:23] <adelmaa> Vamos assumir aqui que uma política completa de ensino de idiomas deve se dirigir a pelo menos sete questões ou perspectivas. Vejamos essa configuração no gráfico a seguir.
[15:23] <adelmaa> Veja o slide nº  3
[15:23] <adelmaa> No importante documento denominado Carta de Pelotas, que reproduzimos como apêndice a este texto, estão definidos de modo premonitório pelo corpo profissional
[15:24] <adelmaa> conclamado pela Associação de Linguística Aplicada do Brasil (ALAB) os pontos constitutivos de uma agenda programática de tópicos, os seus sentidos afirmativos e balizadores para compor uma futura política de ensino de línguas no país.
[15:24] <adelmaa> Trata-se do texto denominado "Carta de Pelotas", produzido a partir de discussões levadas a cabo no II Encontro Nacional de Política Lingüística (II ENPLE) ocorrido na Universidade Católica de Pelotas(RS) em novembro de 2000. Esse evento se configura como
[15:24] <adelmaa> sui generis no cenário de eventos brasileiros de Linguística Aplicada por voltar-se exclusivamente para as questões macro-constitutivas de uma anunciada ou pretendida política alicerçadora das decisões e ações para todo o ensino de línguas no Brasil.
[15:25] <adelmaa> A peça resumidora das decisões a que chegaram os participantes é precedida de uma seção de considerandos que tece os antecedentes e pressupostos básicos a partir dos quais as
[15:25] <adelmaa> proposições são depois levantadas, após terem sido discutidas e finalmente aprovadas em sessão plenária ao término do evento.
[15:25] <adelmaa> A carta se reveste de especial importância por conter um diagnóstico global arguto da situação do ensino de línguas nas escolas brasileiras traçado por profissionais experientes e
[15:25] <adelmaa> graduados do ensino de línguas de todo o país atrelados aos mais diversos contextos e níveis, da escola pública às escolas de línguas, do ensino fundamental ao de pós-graduação.
[15:25] <adelmaa> A discussão e divulgação do teor da Carta precisa se dar no plano dos gestores públicos, mas também na esfera profissional das escolas e nos bancos formadores das licenciaturas nas universidades.
[15:26] <adelmaa> O texto poderá perfeitamente se prestar à leitura solitária dos professores e demais profissionais da educação, à leitura para discussão grupal em reuniões de professores,
[15:26] <adelmaa> semanas de planejamento, sessões de estudo por membros de grupos espontâneos de professores em formação continuada, em classes de alunos de Letras, principalmente de
[15:27] <adelmaa> licenciandos, e por professores em jornadas, seminários e congressos científico-profissionais. Neste documento, seu teor é levado em conta para as proposições a serem colocadas.
[15:27] <adelmaa> Contornos de uma proposta de política
[15:27] <adelmaa> Contornos de uma proposta de política
[15:28] <adelmaa> Aqui seguem ideias iniciais para o início das discussões sobre uma Política de Ensino de Línguas para o País. Elas se apresentam sucintamente nesta seção no formato de dez pontos para com eles compor uma política de ensino de línguas para o país.
[15:28] <adelmaa> Fica pressuposto um coordenador geral constituinte e um Comitê Assessor de seis membros para a fase inicial de desenho de uma Política a ser submetida à apreciação da
[15:28] <adelmaa> Comunidade Profissional e de Pesquisadores ao ser concluída a fase no período de sessenta dias aproximadamente.
[15:28] <adelmaa> A Política de Ensino de Línguas será coordenada pelo MEC (SEB, SESU e INEP) através de dois mecanismos:  (a) uma Câmara de Conselheiros Especialistas da Área de
[15:28] <adelmaa> Aprendizagem e Ensino de Línguas Estrangeiras nas escolas brasileiras e de Português como Segunda Língua e Língua Estrangeira e (b) um Assessor Técnico Especialista do
[15:29] <adelmaa> quadro de funcionários de carreira do MEC, designado especialmente para acompanhar e cobrar a formulação e implementação da Política aprovada para a área.
[15:29] <adelmaa> 1.    Um Plano Geral, talvez decenal, para orientar as realizações e providências escalonadas a longo, médio e curto prazos. Do Plano constam as Línguas de Oferta nas
[15:29] <adelmaa> escolas, incluindo os Centros de Ensino de Línguas onde houver essa rede, os tempos de estudo, e a orientação metodológica para estimular a aquisição de uma capacidade
[15:29] <adelmaa> de uso da nova L e cultura(s) associada(s), incluindo-se as tecnologias digitais.  A esse Plano se agregarão documentos específicos de orientação que comporão o conjunto
[15:29] <adelmaa> dos dispositivos de formulação da nova política de gestão da excelência nas línguas. São eles:
[15:29] <adelmaa> 1.1.    Um plano para melhoria crescente dos livros didáticos nacionais; 1.2.    A definição de níveis finais de aquisição que podem ser progressivamente atingidos;
[15:30] <adelmaa> 1.3.     A introdução de exames nacionais de proficiência nos diferentes níveis para alunos e professores;
[15:30] <adelmaa> 1.4.    Um plano de formação continuada de professores em exercício e de aperfeiçoamento de aprendizes no trato da aquisição das línguas;
[15:30] <adelmaa> 1.5.    Um plano de aperfeiçoamento permanente do instrumental de linguagem na língua-alvo para professores no país e no exterior;
[15:30] <adelmaa> 1.6.    Um plano de carreira valorizador do trabalho com bons resultados e não apenas do tempo de serviço em si mesmo;
[15:30] <adelmaa> 1.7.    Um plano orientador de boa prática nas escolas de línguas e centros binacionais; e
[15:30] <adelmaa> 1.8.    Diretrizes para a formação inicial de professores das línguas nos Cursos de Licenciatura.
[15:30] <adelmaa> Política de ensino de línguas que seja apenas pontual, difusa e cumulativa não parece uma boa solução para as questões que enfrentamos no país.  Faz falta uma análise sistemática
[15:31] <adelmaa> das condições em que se dá o ensino de línguas no Brasil e a formação de novas gerações de profissionais. Neste trabalho já adiantamos características de uma política a ser
[15:31] <adelmaa> implantada, com ou sem apoio governamental. Não nos resta outra alternativa senão agir com consciência e critérios. Rápido.
[15:31] <adelmaa> Bibliografia  ALMEIDA FILHO, J.C.P. Formação de Professores de Língua Estrangeira: Alguns  Alinhamentos para Apoiar o Processo, Mimeo, 2013.
[15:31] <adelmaa>  ______ (Org.) Português e Espanhol nas Relações de Interface no Mercosul. Em Aberto, Brasília, ano15, n.65, out./dez., 1995.
[15:31] <adelmaa> ______. Política de Ensino de Línguas no Sul da América. Anais do Seminário Educação Sem Fronteiras. Foz do Iguaçu, Secretaria de Estado da Educação do Paraná, 1993.
[15:31] <adelmaa> ALMEIDA  FILHO,  J.  C.  P.  et  alii.  Representação do Processo e Aprender no Livro Didático Nacional de Língua Estrangeira Moderna no 1º Grau. Campinas, Trabalhos em Lingüística Aplicada, (17): 67-97, Jan./Jun., 1991.
[15:32] <adelmaa> BAMGBOSE, Ayo   Language and the Nation.  Edingburgh: Edingburgh University Press, 1991. BOHN, H. I. Os aspectos políticos de uma política de ensino de línguas e literaturas estrangeiras, Linguagem & Ensino, Vol. 3, No. 1, 2000 (117-138).
[15:32] <adelmaa> CALVET, L. As políticas Linguísticas, São Paulo: Ipol/Parábola, 2007 CASTRO, F. T. de  História do Futuro: Diagnóstico e perspectivas de Políticas
[15:32] <adelmaa> Públicas para o Ensino⁄Aprendizagem de PLE-PL2 no Brasil do século XXI. Dissertação de Mestrado em Linguística Aplicada, PPGLA, UNB, Brasília, 2013.
[15:33] <Thalita> Agradecemos ao professor Almeida Filho pela participação
[15:33] <musacchio> belecíssmo depoimento esclarecedor do atual problema
[15:33] <musacchio> escolar vigente em nosso país
[15:34] <Thalita> convidamos então os participantes para discutir os temas abordados pelas conferencistas
[15:34] <musacchio> gostaria de colocaro link onde minha apresentação ficarádisponível a todos:
[15:34] <musacchio> http://pt.slideshare.net/musaleite/autorias-compartilhadas-33950786#
[15:34] <Thalita> obrigada, professor musacchio
[15:35] <Thalita> agora todos podem participar e fazer perguntas aos professores
[15:35] <fa> Tenho uma pergunta para o Prof Musacchio. Posso perguntar?
[15:35] <musacchio> sim
[15:35] <fa> O Facebook (FB) é propriedade de uma empresa, que tem seus próprios interesses econômicos. E é dono de tudo que circula dentro.  De tudo. Nada pertence aos autores.
[15:35] <fa> É muito interessante o uso de redes na Educação, mas quase tudo que o sr falou se refere a redes sociais em geral e não ao FB em particular. Acredito que deveríamos nos interessar em usar e em desenvolver redes livres para construir uma extensa troca de informações, produto de inúmeras leituras que cada um produz, o que chamamos de autorias compartilhadas. O que o sr. acha?
[15:36] <Thalita> lembrando que os registros das conferências de hoje ficarão disponíveis no site do STIS
[15:36] <musacchio> essa é uma afirmação muito forte, mas muito pertinente.
[15:36] <crisgomes> Ambas palestras foram bastante pertinentes. Parabenizo aos Professores Musacchio e Almeida Filho, com o qual cursei durante a graduação a disciplina "Linguística Aplicada na Formação do Professor de Línguas" e foi de valia imensurável em minha formação.
[15:36] <musacchio> a própria UFRGS está em processo de criação de ambientes de redes sociais. A questão
[15:36] <pzampier> Gostaria de perguntar ao Prof. Almeida Filho
[15:37] <musacchio> é devemos utilizar redes sociais de onde quer elas saiam. Mas as redes ditas comerciais
[15:37] <musacchio> visam lucros, embora o uso seja gratuito.
[15:37] <fa> por favor, espere o prof responder a 1a. pgta
[15:38] <fa>  sr conhece  Redes livres como a diaspora, o noosfero, que talvez ainda não tem todos os recursos, mas que estão sendo construídas de modo compartilhado e livre
[15:38] <musacchio> sim
[15:38] <fa> não poderiam ser usadas?
[15:38] <musacchio> e a própria IBM possui uma para uso comercial de organizações
[15:39] <musacchio> tenho usado o facebook na educação em sala de aulacom excelente resultados
[15:39] <musacchio> a questão da gratuidade nem é relevante, mas o seu resultado pedagógico para a prendizagem
[15:39] <iasmine> Não sei se entendi o comentário, mas entendo que o fato do Facebook ser uma rede com interesses econômicos não prejudica "construir uma extensa troca de informações"
[15:39] <iasmine> Exato!
[15:39] <musacchio> o que precisamos isso sim é capacitar professores para o suo de redes sociais em ambiente de sala de aula
[15:40] <musacchio> posso deixar para vocês o endereço do curso de capacitação que vem conseguindo ótimos resultados a esse respeito
[15:40] <musacchio> http://www.portaleadbrasil.com.br/facebook.htm
[15:41] <musacchio> não
[15:41] <musacchio> pode ser usada sim e com muitos resultadoseducacionais satisfatórios
[15:41] <musacchio> o próprio USA usaem milharesde escolas
[15:41] <iasmine> Mesmo porque novas redes não são muito bem aceitas pelos alunos.
[15:42] <iasmine> O próprio Moodle pode ser usado para comentários e trocas de informações (apesar de não ter as funções like e share)
[15:42] <musacchio> temos conseguidos despertar nos alunos o interessee motivar bastante que éo princpial motivo para estratégias educacionais
[15:42] <musacchio> o Moodle morreu na Europa tem pelos menos trêsanos
[15:42] <iasmine> O que acontece é que a interface do Moodle não é tão atrativa
[15:43] <musacchio> e a principal justificativa éexatamente essa
[15:43] <marta_> Professor musacchio, o face é uma ferramenta que desempenha um papel importantíssimo quando se trata de interação, mas se olharmos para o lado gramatical, vimos que trazem no meu ponto vista, um desconforto à língua, devido a inúmeras abreviações e palavras dito novas.   este fato também deve ser analisado?
[15:43] <musacchio> nãoagrega valor na interação e colaboração com os alunos
[15:43] <musacchio> não possui ambiente de produção coletiva
[15:43] <iasmine> e o aluno não se sente familiarizado com a plataforma
[15:43] <musacchio> os professoresem geral precisam estar o tempo todo pedindo para que sejam realizadas produções
[15:43] <iasmine> Isso mesmo!
[15:43] <fa> então nunca nos livraremos do FB? Seremos sempre dependentes de uma rede proprietária?
[15:44] <iasmine> E não é uma experiência prazerosa!
[15:44] <musacchio> pessoal, estamos vivenciando a criaç~´aodenovas inguagens,símbolos e códigos sociais
[15:44] <BrunoForgiarini> Pergunta para o Prof. Claudio. Quai os três principais autores que mais contribuiram, em termos teóricos, para as suas pesquisas em esnino mediado por tecnologias e ferramentas colaborativas?
[15:44] <musacchio> culpar os alunos por não usarem a língua cultaé no mínimo desprezar o próprio avanço que esses novos cenáriosde interaçãopromovem
[15:44] <iasmine> E do mesmo modo que em uma festa e em um congresso a língua não é usada da mesma maneira, na internet há uma nova adequação.
[15:45] <musacchio> os três autoressão
[15:45] <musacchio> anotem porque eles são fundamentais
[15:45] <musacchio> Barabási é um deles - o estudo de redes na educação sera´o foco dos próximos cinco anos
[15:45] <musacchio> na reestruturação completa de como ensinar e aprender
[15:46] <musacchio> Gamificação, e o Prensky ajudamuito, apesar do cunho dele ser mais comercial, é fundamental paraentender o processo
[15:46] <musacchio> jogos digitais éo próximo cenário educacional com maior poderde interatividade, colabioração
[15:46] <crisgomes>  Prof. Cláudio, primeiramente perdão por interpor a sua fala anteriormente. Concordo com a proposta do sr  de uso do Facebook, pois é uma rede que os alunos aprovam e devemos aproveitar isso, como reafirmado pelo sr. Pelo menos atualmente, em nosso contexto, não há outras redes de tamanho potencial
[15:46] <musacchio> e participal jovem
[15:46] <musacchio> inclusive no estudo delínguas Prof, Carlos
[15:47] <crisgomes> no que diz respeito a resultados educacionalis. Mas aqui vai minha pergunta: em certo ponto de sua apresentação o sr pontuou: "o que chamamos de autorias compartilhadas,
[15:47] <musacchio> atenção pessoal, falo em FACEBOOK, por não existirnenhuma outra rede com talpoder didático pedagógico já construída
[15:48] <musacchio> conheço 50 redes sociais e o facebook éaque detem a mior fatia de aplicações
[15:48] <crisgomes> isto é, o que se escreve não é mais unicamente retirado de uma cabeça." Não lhe parece que a produções escritas desde seu primórdios foram dialógicas?
[15:48] <Almeida_Filho> É isso mesmo Prof. Musacchio, as línguas serão afetadas.
[15:48] <musacchio> sónos USAsão1 bilhão deaplicaçõeseducacionais em sala de aula
[15:49] <musacchio> estamos ainda discutindo a sua importância quando eles já a utilizam em todo o seu potencial
[15:49] <musacchio> voltando a dúvida sobre autorias compartilhadas
[15:49] <musacchio> esperoter conseguido esclarecer que tudo o que produzimos hoje
[15:49] <musacchio> em termos de texto éproduto do que ouvimos, lemos e compartilhamos
[15:49] <Veramenezes> José Carlos, soube pelo FaceBook esta semana que o Estado do Pará é mais um a propor a redução da carga horária de inglês para poder entrar tb o espanhol. Como é possível implementar uma política de ensino de línguas dessa forma?
[15:50] <musacchio> toda essa prática está nos levando a acreditar que qquanto mais interatividade e colaboraçãomais compromisso com produção coletiva de conhecimentios
[15:51] <Veramenezes> Digo, reduzindo carga horária para contemplar outra disciplina. Agora foi a desculpa do espanhol, antes foi a entrada da filosofia
[15:51] <musacchio> Prof. José Carlos, tenho uma contribuição a respeito disso.
[15:52] <Almeida_Filho> E assim vamos, né mesmo Vera.
[15:52] <musacchio> Nunca se falou tanto em estudar línguas no momento. A juventude está aprendendo porque precisa, vê sua utilizada no próprio face, quando novos amigosfalam outro idioma.
[15:52] <Almeida_Filho> Qual é.
[15:52] <Thalita> Caros participantes, vamos aguardar o prof. Musacchio concluir para que o prof. Almeida Filho possa responder também
[15:52] <musacchio> A contextualização ajuda a colocar nas escolas a importância do ensino, massão os prof de idiomas que precisam de novas capacitações para trab este ávido aluno
[15:53] <musacchio> já termineiProf.Carlos
[15:53] <crisgomes> Uma dúvida mais, Prof. Musacchio: se não me engano o sr. comentou ao início de sua apresentação que o Facebook tem ferramentas educacionais específicas, poderia mencioná-las?
[15:53] <Marinalva> Podemos começar as perguntas?
[15:53] <Almeida_Filho> ê mesmo. A realidade vai nos turbinar.
[15:54] <Thalita> sim, Marinalva, para o professor Almeida Filho
[15:54] <crisgomes> (ferramentas específicas além das que tem sido adaptadas, seria isto?)
[15:54] <Almeida_Filho> Podemos, sim
[15:54] <pzampier> Professor, o que vem sendo discutido, em se tratando de políticas linguística, sobre a Língua Brasileira de Sinais?
[15:54] <Almeida_Filho> Podem mandar, por favor.
[15:55] <crisgomes> A última pergunta ao Prof. Musacchio, ainda está em tempo?
[15:55] <Thalita> agora temos a possibilidade dos particpanets encaminharem perguntas e se não forem respondidas nós encaminharemos para os conferenciastas responderem
[15:55] <fa> Prof Musacchio, então, sem pesquisa e desenvolvimento de redes livres, nunca nos livraremos do FB? Seremos sempre dependentes e dominados por uma rede proprietária e que nos espiona, mandando nossos dados e comentários diretamente para a NSA?
[15:55] <musacchio> sim
[15:55] <Marinalva> Como vocês veem este interesse tão grande em expandir outras línguas e não dar prioridade a língua materna no Brasil?
[15:56] <Thalita> e assim que eles responderem a gente publica abaixo do log da conferência no site do STIS
[15:56] <musacchio> esta mesma discussão sobre soft livres, acho que o FACEBOOK, conseguiu agregar pessoas e grupos diversos
[15:56] <musacchio> o que é uma coisa muito difícil hoje em dia
[15:56] <musacchio> mas a iniciativa de se criar redes sociais específicas é uma preocupação dos governos e elajá está sendo realizada
[15:56] <musacchio> por nossas universidades
[15:57] <Almeida_Filho> Mas língua materna (L1) e outras línguas não competem no currículo. Elas se fortalecem.
[15:57] <musacchio> vamos deixar o prof. JoséCarlos responder alguns questionamentos
[15:58] <iasmine> O facebook funciona justamente por não ser uma rede social específica para o ensino
[15:58] <iasmine> *funciona como ferramenta de ensino
[15:58] <pzampier> Professor José Carlos, o que vem sendo discutido, em se tratando de políticas linguística, sobre a Língua Brasileira de Sinais?
[15:58] <Marinalva> Estamos diante de muitos neologismos, isto enriquece a nossa língua, mas também nos afasta da norma culta. Na sua opinião isto é bom ou ruim?
[15:59] <Thalita> todas as perguntas para o Musachio serão encaminhadas por e-mail ao professor e serão postadas na página do STIS. Agora podemos dar um tempo ao prof. Almeida Filho para que ele possa responder, por favor.
[15:59] <marta_> Professor JCarlos Preocupamos tanto com uma política para o ensino das línguas. Se o indivíduo não domina sua própria língua! que bem há nisto?
[15:59] <Thalita> * corrigindo, prof. Musacchio
[16:00] <Marinalva> A língua materna está se desfigurando com tantas gírias
[16:00] <Almeida_Filho> Uma política linguístic tem seu objeto, entre eles, o de organizar a circulação de línguas. Mas uma política de ensino é diferente. Ela organiza a oferta de línguas.
[16:01] <Almeida_Filho> Eu penso que os brasileiros dominam, sim, a sua língua.
[16:01] <Marinalva> A oferta de línguas no seu modo de pensar é bom ou ruim para nossa sociedade?
[16:02] <iasmine> O que "dominar a língua" é exatamente?
[16:02] <Almeida_Filho> No Brasil eu nçao consigo reconhecer uma política para o ensino das línguas que nos ajude a prosseguir e tirar mais proveito dos esforços que fazemos e recursos que empregamos.
[16:03] <Marinalva> A maioria da população não tem acesso a esta oferta de línguas infelizmente, concorda comigo?
[16:03] <pzampier> Professor José Carlos, o que vem sendo discutido, em se tratando de políticas linguística, sobre a Língua Brasileira de Sinais?
[16:03] <crisgomes> Prof. Almeida Filho, desculpe a falta de informação, mas a que episódio o sr. se referia quando falou dos "estrangeirismos" ocorrido no Congresso Nacional?
[16:04] <Almeida_Filho> Temos oferta desorganizada.
[16:04] <Almeida_Filho> A LIBRAS tem sido tratada com algum cuidado, bem maior do que as línguas verbais de outras culturas (estrangeiras).
[16:05] <Almeida_Filho> Eu quis me referir à Lei de Estrangeirismos que previa punição a quem desfigurasse a língua-mãe.
[16:05] <Marinalva> Como o Sr. vê os neologismos?
[16:05] <Almeida_Filho> Com otimismo.
[16:06] <Almeida_Filho> No meu artigo faço uma diferença entre políticas linguísticas e políticas de ensino e línguas.
[16:07] <Juninho_> Ao seu ver, o maior problema no ensino/aprendizagem de Línguas, seria a baixa carga horária, ou a falta de recursos e profissionais?
[16:07] <Marinalva> Como o Sr. vê o preconceito linguístico?
[16:07] <marta__> O senhor pode disponibilizar este artigo pra gente?
[16:07] <Eiter> A lei foi proposta pelo atual Ministro Aldo Rebelo que agora tem que colocar placas em inglês pelas cidades por causa da Copa do Mundo. No mínimo, irônico..
[16:08] <Almeida_Filho> Nenhum desses motivos, especificament.
[16:08] <rafaelessandro> Prof. Jcarlos, existe uma corrente que defende que a lingua escrita "trava" o desenvolvimento natural das línguas em geral, diante da internet e o uso de palavras abreviadas e similares, o Sr, acredita haver alguma influencia nas linguas em geral?
[16:09] <marta_> Concordo, ironia total.
[16:09] <Almeida_Filho> Não crei.
[16:09] <marta_> Até a próxima pessoal. Foi um prazer interagir com vocês.
[16:09] <crisgomes> Prof. Almeida Filho, sou professora  de espanhol na rede de ensino regular do DF e identifico suas pontuações em nossa realidade. Vimos discutindo mudanças curriculares, mas estas não formam parte de um discussão nacional ainda, infelizmente.
[16:09] <musacchio> obrigado a todos e qualquer coisa meu email estádisponibilizado na apresentação
[16:09] <crisgomes> mudanças curriculares no ensino de línguas*
[16:10] <Almeida_Filho> Não há mesmo discussão e propostas de modo odenado e embasada para o futuro do ensino de línguas.
[16:11] <Almeida_Filho> Mas estamos propondo coisas antes mesmo de algum desses partidecos tomar alguma vã iniciativa.
[16:11] <Thalita> Gostaríamos de agradecer aos nossas conferencistas convidados profª José Carlos Paes de Almeida Filho  e ao Prof Cláudio de Musacchio pelas brilhantes participações
[16:11] <Thalita> corrigindo: prof
[16:12] <Thalita> Agradecemos a todos os participantes pela honrosa presença.
[16:12] <musacchio> obrigado a todos
[16:12] <musacchio> ate outra oportunidade pessoal.
[16:12] <VeraMenezezes> Parabéns aos dois palestrantes.
[16:12] <Giliard> Agradeço-lhes.
[16:12] <Almeida_Filho> Valeu, pessoal. Agora que nos conhecemos por aqui poderemos seguir nos seguindo. Abraços a todos. JCarlos
[16:13] <adelmaa> Gostaria em nome de todos os particpantes e do STIS pela brilhante exposição dos nossos dois conferencistas.
[16:13] <He> Muito esclarecedoras as duas falas e com uma dose de otimismo que tem nos faltado
[16:13] <Marane> Parabéns aos palestrantes!
[16:13] <Thalita> os artigos dos professores conferencistas ste artigo estarão na nossa página e uma versão ampliada aparecerá na revista Texto Livre
[16:13] <crisgomes> Parabéns, Prof. Musacchio e Prof. Almeida Filho e a STIS pela iniciativa, as discussões são muito relevante!
[16:13] <adelmaa> Foi uma honra tê-los conosco!
[16:13] <fa> :) Agradeço a todos :)
[16:13] <Thalita> corrigindo: os artigos dos professores conferencistas estarão
[16:13] <Giliard> Excelente!
[16:13] <Marinalva> Agradeço a todos pela oportunidade!
[16:13] <Eiter> Muito bom.
[16:13] <He> Eu estou me sentindo energizada
[16:13] <musacchio> eu que agradeço
[16:13] <Thalita> Para ter acesso a todas as palestras do STIS basta clicar do lado direito da página em registro, em seguida clicar na palestra escolhida  e quando esta janela se abrir clicar abaixo dos resumo em onde esta escrito registro aqui (em azul)
[16:13] <musacchio> grande abraço a todos
[16:14] <Thalita> Para receber o certificado deste evento basta encaminhar uma mensagem para o STIS neste endereço:   stis@textolivre.org com os seguintes dados: nome completo e apelido usado durante o evento.
[16:14] <crisgomes> relevantes*
[16:14] <He> Eu quero encaminhar pergunta, como faço?
[16:14] <Marane> Abraço!
[16:14] <marta__> Obrigada a todos. Até outra oportuidade.
[16:14] <adelmaa> Energizada é um adjetivo (obejtivo)  que queríamos  alcançar aqui no STIS. Obrigada pelo incentivo!
[16:14] <He> Obrigada e Parabéns aos professores e aos organizadores deste encontro
[16:15] <Marane> Como faço pra adquirir o certificado das palestras?
[16:15] <crisgomes> Thalita, onde estarão mesmo os artigos? A correção veio incompleta.
[16:15] <Thalita> Na programação do STIS do mês de maio teremos os professores Francisco Elias Simão Merçon e Alexandre Marcelo Bueno
[16:15] <Thalita> a conferência será no dia 23 de maio, das 14 às 16h
[16:16] <Thalita> Para receber o certificado deste evento basta encaminhar uma mensagem para o STIS neste endereço:   stis@textolivre.org com os seguintes dados: nome completo e apelido usado durante o evento.
[16:16] <Thalita> crisgomes , estarão no site do STIS
[16:17] <Thalita> He , encaminhe sua pergunta para stis@textolivre.org
[16:17] <crisgomes> Obrigada, Thalita. Boa tarde a todos!
[16:18] <He> Encaminharei
[16:19] <Thalita> Gostaria de agradecer mais uma vez aos professores Almeida Filho e Musacchio pela brilhante participação!
[16:19] <He> Obrigada a todos, Vcs mais uma vez brilharam nos trabalhos. Parabéns!
[16:19] <Marane> Agradecida, Thalita!
[16:19] <Marinalva> Vocês podem nos lembrar por e-mail o próximo encontro?
[16:19] <Marinalva> Amei!
[16:19] <Thalita> Todos nós brilhamos, He. Obrigada pela presença!
[16:20] <Marinalva> Abraços,.
[16:20] <Marane> Parabéns a todos!
[16:20] <Thalita> Marinalva, curta a página do STIS no facebook
[16:20] <Thalita> sempre divulgamos também por e-mail as palestras do STIS
[16:22] <Marinalva> Obrigada, irei curtir no facebook, com certeza.
[16:22] <adelmaa> Meus queridos , gostaria agradecer apresença de todos e convidá-lospara se faze rpresnte no pr´ximo sits de maio.
[16:23] <adelmaa> "Vejo" vocês em amio.
[16:23] <Thalita> https://www.facebook.com/stis.lingtec?fref=ts
[16:23] <adelmaa> Até lá!
[16:23] <adelmaa> Thalita, você foi perfeita!
[16:23] <Thalita> Boa tarde a todos!
[16:23] <Marane> Boa tarde!
[16:23] <Thalita> Obrigada, adelmaa. Foi com a sua orientação, claro.
[16:24] <adelmaa> A equipe StIS agradece a todos!
[16:48] <jardel> CERTO
[17:16] <val_> obrigada você!


Slides das apresentações:

http://stis.textolivre.org/salaConferencias/apresentacoes/musacchio/musacchio.pdf

http://stis.textolivre.org/salaConferencias/apresentacoes/filho/filho.pdf

 

Como citar este texto:

ALMEIDA FILHO, J.C.P. Uma Política para o Ensino de Línguas. In: STIS - Seminários Teóricos Interdisciplinares do Semiotec. Ano III, 2014. Disponível em: <http://stis.textolivre.org/site/registros/12-stis/registros-das-palestras-logs/66-log-jose-carlos-paes-e-claudio-de-musacchio>. Acesso em: 25 abr. 2014.

MUSACCHIO, Cláudio.  Autorias Compartilhadas – uma nova educação para um novo aluno. In: STIS - Seminários Teóricos Interdisciplinares do Semiotec. Ano III, 2014. Disponível em: <http://stis.textolivre.org/site/registros/12-stis/registros-das-palestras-logs/66-log-jose-carlos-paes-e-claudio-de-musacchio>. Acesso em: 25 abr. 2014.

 

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