STIS 2018

2. Abril: RECURSOS EDUCACIONAIS ABERTOS

2.1. registro abril

Registro da Conferência em chat escrito, de 11 de abril de 2018:

 

RECURSOS EDUCACIONAIS ABERTOS: O QUE SÃO E ALGUMAS POSSIBILIDADES

(Daniel Pinheiro (UFBA))

 

 

UM REPOSITÓRIO DE RECURSOS EDUCACIONAIS ABERTOS PARA MULTILETRAMENTOS

((Daniervelin Renata Marques Pereira (UFMG))

(Joyce Vieira Fettermann (UENF))

 

 

moderador: Equipe STIS

 

 

[19:30] <JoyceFettermann> Boa noite a todos! Vamos dar início, então, à programação de abril do STIS!
[19:30] <SNicoli> Boa Noite!
[19:32] <acris> Boa noite!
[19:32] <Camila23_> Boa noite!
[19:32] <Mara_> Boa Noite!
[19:33] <JoyceFettermann> Doutorando em Educação pela Universidade Federal da Bahia onde pesquisa sobre as políticas públicas ligadas à produção de Livros Didáticos Digitais.
[19:33] <JoyceFettermann> Daniel da Silva Pinheiro
[19:33] <JoyceFettermann> Pedagogo pela mesma Universidade (2011), é integrante do Grupo de Pesquisa Educação Comunicação e Tecnologias (GEC/FACED/UFBA),
[19:34] <JoyceFettermann> professor da Educação Básica na cidade de Mata de São João (BA) e coordenador pedagógico em projetos relacionados à educação e tecnologias digitais na Rede Adventista de Educação (Salvador-BA).
[19:34] <JoyceFettermann> Seja bem-vindo, professor Daniel!
[19:34] <DanielPinheiro> Obrigado, Joyce!
[19:34] <DanielPinheiro> É um privilégio poder conversar com vocês está noite...
[19:35] <DanielPinheiro> Podemos iniciar?
[19:36] <JoyceFettermann> Sim!
[19:36] <DanielPinheiro> Ok.
[19:36] <DanielPinheiro> Mais uma vez, bem vind@s ao nosso seminário e a esta palestra!
[19:36] <DanielPinheiro> Nós estamos aqui hoje para conversar sobre os Recursos Educacionais Abertos.
[19:37] <DanielPinheiro> E a nossa intenção é refletir um pouco a respeito do que são estes recursos e vislumbrarmos algumas possibilidades de utilização.
[19:38] <DanielPinheiro> Os slides, colocados aqui, poderão ser úteis para vocês acompanharem as nossas provocações, porém, não irei segui-los objetivamente, ok?!
[19:38] <DanielPinheiro> Primeiramente, eu gostaria de evidenciar que os REA não estão sendo pensados para dar conta de todos os problemas da educação, na verdade, eles colaboram com parte dos esforços de superação destes problemas.
[19:39] <acris> o código é danielpinheiro2018
[19:39] <DanielPinheiro> Ao invés disto, são evidências de um novo momento, um novo paradigma dentro do contexto educacional - o paradigma do conhecimento aberto, da educação aberta, que considera que os estudantes e todas as pessoas interessadas em aprender devem ter acesso contínuo irrestrito a conteúdos que favoreçam o seu desenvolvimento cognitivo, o seu aprendizado.
[19:39] <DanielPinheiro> É claro que isto demanda a criação conjunta de toda uma rede de possibilidades...
[19:40] <DanielPinheiro> e alternativas pedagógicas que ofereçam a esses estudantes, a esses aprendizes, diferentes meios de acesso aos conhecimentos.
[19:40] <DanielPinheiro> Para compreender melhor esse processo nós iremos buscar algumas referências em documentos oficiais organizados pelas comunidades que atuam com o objetivo de fomentar a criação e disseminação dos Recursos Educacionais Abertos (REA) ao redor do mundo.
[19:41] <DanielPinheiro> Este movimento global, envolve diversas entidades, instituições educacionais, governos e também indivíduos, pessoas físicas, além de grupos organizados da sociedade civil.
[19:41] <DanielPinheiro> O movimento pelos REA agrega todos aqueles(as) que compreendem a educação a partir de um ponto de vista aberto, livre - tal como no movimento pelo software Livre e a partir da lógica dos Hackers.
[19:42] <DanielPinheiro> Observem, por exemplo, a "Declaração da Cidade do Cabo", como está indicada no slide 5...
[19:43] <DanielPinheiro> Há uma referência que indica a necessidade de envolver diferentes atores...
[19:43] <DanielPinheiro> Em 2012 o encontro da Organização das Nações unidas (UNESCO) redefiniu os recursos educacionais abertos como materiais diversos que englobam todo tipo de recurso que pretenda viabilizar ou apoiar o acesso ao conhecimento desde que licenciados de maneira livre.
[19:44] <DanielPinheiro> de maneira aberta, por meio de licenças criativas capazes de oferecer múltiplas possibilidades de uso.
[19:44] <DanielPinheiro> Particularmente, a partir da pesquisa de mestrado que realizei em 2014, gosto de definir os REA como objetos de aprendizagem ou bens discretos (conforme sugere o pesquisador Yohai Benkler)
[19:44] <DanielPinheiro> cuja atividade final, ou seu objetivo prioritário seja a aplicação em experiências educativas nas quais estes itens descritos podem ser articulados de maneira independente ou interligados entre si considerando a sua característica granular.
[19:45] <DanielPinheiro> Além disto podemos incluir na categoria dos REA outros bens culturais diversos que recebem licenças criativas flexíveis, ou seja, aquelas licenças criativas que liberam para os usuários múltiplas possibilidades de aplicação destes produtos ou destes bens culturais permitindo práticas recombinantes ou a remixagem.
[19:45] <acris> (a palestra é escrita, e o código para os slides é danielpinheiro2018)
[19:46] <DanielPinheiro> Bom, conforme indicado nos slides, há um percurso histórico traçado pelo movimento REA globalmente.
[19:46] <DanielPinheiro> Não irei ater-me em detalha-lo, mas convém sinalizar que esta é uma trajetória importante...
[19:47] <DanielPinheiro> Deste percurso, ressalto que o movimento pelos REA teve início em 1999 a partir da decisão do Massachusetts Institute of Technology de disponibilizar os conteúdos de seus cursos de maneira aberta.
[19:47] <DanielPinheiro> A década seguinte evidencia a intenção de outras diversas entidades em seguir o exemplo do MIT abrindo parte de seus cursos, parte de seu acervo, para que a sociedade pudesse usufruir dos bens academicamente produzidos.
[19:48] <DanielPinheiro> Isto revela que, desde os primórdios o movimento REA tem estado muito ligado ao âmbito universitário.
[19:49] <DanielPinheiro> A partir do final da década seguinte, o movimento amplia-se para outras frentes, outras ações institucionais passam a ser consideradas e entende-se cada vez mais que a lógica dos REA deveria operar para além do universo das instituições públicas ou privadas, ele poderia se constituir como uma política de estado sendo então parte das ações do movimento pelos REA buscar por legislações que oferecessem segurança e s
[19:49] <DanielPinheiro> No caso do Brasil, são criadas legislações no nível federal estadual e municipal. O case mais bem colocado, neste aspecto, mostrou-se o do município de São Paulo que conseguiu interpor e executar uma lei para resguardar ou incentivar a produção de Recursos Educacionais Abertos.
[19:50] <DanielPinheiro> É neste contexto global em que a definição da Unesco a respeito dos REA se insere.
[19:51] <DanielPinheiro> (Vide slide 6)...
[19:51] <DanielPinheiro> No entanto, podemos destacar ainda que o papel relevante de entidades como Willam and Flora Hewlett Foundation que investiu largos recursos na mobilização de pessoal e desenvolvimento de REA nos Estados Unidos. No caso brasileiro algumas instituições privadas também assumiram posto similar.
[19:51] <DanielPinheiro> O que nos leva a perguntar estas instituições fizeram isto de maneira desprendida, desinteressada ou pretendiam efetivamente disseminar sua marca aliando-a a um selo de qualidade?
[19:52] <DanielPinheiro> A questão da qualidade, “se há como garantir-se a qualidade na produção de REA” é um elemento recorrente nos escritos teóricos da área.
[19:53] <DanielPinheiro> Particularmente, entendo que a qualidade de um Recurso Educacional é sim posta à prova quando de sua criação, precisa-se criar estratégias para validá-lo ou torna-lo minimamente qualificado na área em que versa.
[19:53] <DanielPinheiro> No entanto, o crivo principal é evidencia-se quando de sua utilização nos contextos de aprendizagem - seja para confirmar a efetiva a qualidade atestada pelo produtor daquele REA ou mesmo para contrapor esta dita qualidade, sinalizando suas insuficiências e contribuindo com este recurso, com a sua reformulação por meio de práticas recombinantes como a remixagem.
[19:53] <DanielPinheiro> Isto não seria possível caso o recurso ou seu conteúdo estivesse sob regime de direitos autorais restritivos que meramente permitem o consumo de tais recursos.
[19:54] <DanielPinheiro> Indico a partir daqui, alguns desafios para que os REA sejam percebidos como possibilidade efetiva nos contextos educacionais.
[19:55] <DanielPinheiro> Faço isto, pois nossa defesa não pode ser a de utilizar Recursos Educacionais resguardados por licenças abertas para fazer o mesmo tipo de educação que vem sendo desenvolvido sem muito êxito em alguns espaços de aprendizagem tradicionalistas.
[19:55] <DanielPinheiro> Entendemos que práticas que visem implementar ou fomentar os REA precisam considerar a educação formal, aquela que é desenvolvida no âmbito da escola regular, como prioritária.
[19:55] <DanielPinheiro> Sendo indispensável zelar pela manutenção de sua função social que é ampliar as experiências formativas dos sujeitos que ali estão inseridos sujeitos para que estes possam usar de maneira autônoma suas capacidades cognitivas e sensoriais.
[19:56] <DanielPinheiro> Esta escola, neste contexto, precisará repensar elementos como o “erro” e “disciplina” bem como as relações entre “Redes digitais” e “ambientes de ensino aprendizagem”.
[19:56] <DanielPinheiro> Considerando a realidade material das escolas brasileiras, entendemos que este realmente é um desafio mas não podemos cruzar os braços, afinal, a “geração alt+Tab” permanecerá nos provocando, buscando sentido na sua experiência escolar.
[19:56] <DanielPinheiro> Esta é uma característica peculiar d@s jovens que o pesquisador Michael Seres chama de “Polegarzinhas”.
[19:56] <DanielPinheiro> Essas meninas e meninos, que além de viver em conectados a seus dispositivos móveis tem acesso à rede Internet de maneira ubíqua sendo parte delas e tecendo-as.
[19:56] <DanielPinheiro> Assim, a escola na contemporaneidade precisa assumir um “perfil aprendente” baseado na educação aberta e multirreferenciada, na qual liberdades estejam garantidas e onde haja valorização do compartilhamento de saberes, daquilo que temos chamado de em nosso grupo de pesquisa (GEC/UFBA) “novas educações”.
[19:57] <DanielPinheiro> Ela ainda precisará fomentar processos emergentes, ou seja, mobilizações que partam dos próprios estudantes, num regime de relações horizontalizadas, próprias da “ética dos hackers” e da “academia da rede” (Pekka Himanen).
[19:57] <DanielPinheiro> Nesse ambiente, é possível aprender, trocar informações e saberes entre pares e construir conhecimento.
[19:58] <DanielPinheiro> Por fim, elenco três possibilidades pensadas na perspectiva de potência que estão relacionadas aos Recursos Educacionais Abertos. Faço isto, na esperança de que, mais do que potencialidades - elementos ainda no estágio de potência, estas características/possibilidades se tornem efetividades nos contextos escolares contemporâneos.
[19:58] <DanielPinheiro> 1) Trabalhar com REA permite a ampliação ou efetivação de processos colaborativos bem como a partilha de conhecimento já que as experiências de aprendizagem de professores e alunos se expandem com uso de redes digitais.
[19:58] <DanielPinheiro> Isto permite a criação de um “círculo virtuoso de produção de conhecimentos e culturas”, conforme sugere o professor Nelson Pretto.
[19:58] <DanielPinheiro> Nesse contexto, a escola, os alunos, os professores, utilizam-se de conteúdos/recursos disponíveis na rede para construir desenvolver suas próprias produções e devolvem a esta rede novas versões autorais, inéditas ou mesmo remixadas a partir de suas próprias vivências.
[19:59] <DanielPinheiro> Tal movimento só é pleno de sentido, se a escola estiver inserida e construindo um “ecossistema pedagógico”, como também define o professor Pretto, em que várias frentes de produção de saberes estão sendo mobilizadas.
[19:59] <DanielPinheiro> 2) Outra característica dos REA está ligada à possibilidade de fomentar práticas de autoria e remixagem.
[20:00] <DanielPinheiro> 2) Outra característica dos REA está ligada à possibilidade de fomentar práticas de autoria e remixagem.
[20:00] <DanielPinheiro> Ops...
[20:00] <DanielPinheiro> Seguindo: Nossos alunos hoje, mais do que nunca, querem se expressar, dizer o que pensam e não simplesmente ouvir conteúdos repetidos à exaustão.
[20:00] <DanielPinheiro> Criar local e colaborativamente recursos que viabilizem o aprendizado de conteúdos do currículo ou da vida social, permite que, ao longo do processo não somente os próprios conteúdos que se quer ensinar sejam entendidos pelos estudantes, mas também ofertasse a possibilidade de expressão de conhecimentos próprios dos alunos, trazidos de suas vivências extra escolares que, muitas vezes, envolvem competências que não es
[20:01] <DanielPinheiro> oferta-se*
[20:01] <DanielPinheiro> Esta realidade, exige certo deslocamento do grupo docente frente ao conjunto dos estudantes o que, apesar de aparentar certo desconforto, pode ser muito profícuo para a experiência formativa de ambos.
[20:02] <DanielPinheiro> Aqui, reforço que é indispensável compreender esta lógica de operação baseando-se na realidade dos licenciamentos livres para que não caiamos no engodo de alimentar plataformas proprietárias que lucram a partir do trabalho de professores alunos e comunidades escolares inteiras.
[20:02] <DanielPinheiro> Experiências de repositórios abertos tem sido desenvolvidas no Brasil (Slide 21) a fim de agregar conteúdos produzidos com finalidade educacional.
[20:03] <JoyceFettermann> Daniel, mais 5 minutos, ok?
[20:03] <DanielPinheiro> Estou concluindo... ;)
[20:03] <DanielPinheiro> 3) A terceira característica/possibilidade dos Recursos Educacionais Abertos:
[20:03] <JoyceFettermann> OK :)
[20:03] <DanielPinheiro> Processos de produção de REA podem desencadear o fortalecimento ou criação de “redes sociais”, redes de pessoas, comunidades de aprendizado, além de “redes sociais com perfil digital” para a troca de conhecimento entre pares.
[20:04] <DanielPinheiro> As tecnologias digitais demandadas na produção de recursos educacionais com característica aberta permitem a troca de saberes entre os próprios estudantes além de tornarem as redes de colegas professores um espaço eficiente de partilha e aprendizagem.
[20:05] <DanielPinheiro> A partir da articulação eficiente destas três características, creio ser possível disseminarmos uma cultura de autoria e produção por pares dentro dos contextos educacionais.
[20:06] <DanielPinheiro> Este processo, com uso intenso dos dispositivos tecnológicos, das redes, sendo operado a partir da lógica dos hacker e com base nas proposições da educação aberta, certamente irão contribuir para fazermos frentes à alguns dos desafios contemporâneos aqui mencionados.
[20:07] <DanielPinheiro> Espero ter provocado vocês para leituras mais aprofundadas sobre os REA e, mais que isso, para estarem mobilizados e juntarem-se a este movimento global.
[20:07] <DanielPinheiro> #Avante
[20:07] <DanielPinheiro> mobilizadad@s*
[20:08] <acris> Obrigada, DanielPinheiro! Excelente!
[20:08] <DanielPinheiro> Eu que agradeço, aguardo a contribuição de tod@s ao final ...
[20:08] <acris> Vamos prosseguir. O STIS é um evento que busca trazer à discussão pesquisas de ponta acerca de temas interdisciplinares que compõem o universo de pesquisa do Grupo Texto Livre, cuja sede é o laboratório Semiotec, na Faculdade de Letras da UFMG. A prof.a Daniervelin Pereira e a prof.a Joyce Fetterman fazem parte do grupo, a primeira como vice-diretora geral e Editora chefe da revista Texto Livre e a segunda como Coordenadora do STIS, responsVamos
[20:08] <acris> prosseguir. O STIS é um evento que busca trazer à discussão pesquisas de ponta acerca de temas interdisciplinares que compõem o universo de pesquisa do Grupo Texto Livre, cuja sede é o laboratório Semiotec, na Faculdade de Letras da UFMG. A prof.a Daniervelin Pereira e a prof.a Joyce Fetterman fazem parte do grupo, a primeira como vice-diretora geral e Editora chefe da revista Texto Livre e a segunda como Coordenadora do STIS, responsável pelo bloco
[20:08] <acris> do primeiro semestre, dedicado aos REA.ável pelo bloco do primeiro semestre, dedicado aos REA.
[20:08] <acris> com certeza.
[20:08] <acris> passemos a palavra à daniervelin e à JoyceFettermann
[20:08] <daniervelin> Boa noite a todos!
[20:08] <daniervelin> Agradeço o convite da Joyce e da Ana para falar um pouco aqui hoje sobre o projeto no qual estou envolvida atualmente.
[20:09] <JoyceFettermann> Boa noite, de novo! :)
[20:09] <daniervelin> A própria Joyce participa desta apresentação, pois faz parte do projeto.
[20:09] <daniervelin> Confesso que me sinto bem à vontade nesse espaço do Texto Livre. Espero que vocês também! :-)
[20:09] <daniervelin> Como o Daniel já apresentou muito bem o conceito de REA e questões envolvidas, vou partir logo para um relato de uma experiência que vem sendo desenvolvida desde 2014.
[20:09] <daniervelin> Acompanhem aqui e no final vou passar um teste para vocês avaliarem seu perfil de professor, dentro dessa discussão sobre práticas abertas.
[20:09] <daniervelin> Não vou usar slides, para concentrar a atenção neste espaço, mas vou citar links para exemplificar a fala, ok?
[20:10] <daniervelin> A experiência que mencionei é o projeto “Projeto Recursos Educacionais Abertos para Leitura e Produção de Textos nas Licenciaturas (REALPTL)”, financiado pelo CNPq.
[20:10] <daniervelin> Foi desenvolvido até o ano passado na UFTM e, agora, está cadastrado na UFMG.
[20:10] <daniervelin> O público-alvo do projeto são licenciandos, embora muitos dos REA criados poderem ser utilizados na educação básica (inclusive virem de práticas nesse contexto).
[20:10] <daniervelin> Esse público foi escolhido por identificarmos poucos projetos de REA no ensino superior, onde proliferam, ainda, recursos fechados, pirataria de material e muitas práticas fechadas de educação.
[20:10] <daniervelin> A intenção é que a contribuição na formação de professores afete positivamente a prática dos futuros professores.
[20:11] <daniervelin> Embora a universidade queira e precise trazer inovação para as práticas a partir de pesquisas, o que observa-se, no que diz respeito à Educação Aberta e REA (EA/REA), são iniciativas ainda muito tímidas.
[20:11] <daniervelin> Nossa contribuição desejada é trazer para as discussões acadêmicas uma reflexão sobre não só a questão do formato e da licença dos recursos, que é essencial para o conceito, mas a relação conteúdo-forma dos REA.
[20:11] <daniervelin> Será que qualquer conteúdo, independente da ideologia, é adequado à filosofia do movimento EA/REA?
[20:11] <daniervelin> É uma das questões que surgiram em nossa pesquisa.
[20:11] <daniervelin> O projeto teve suas ações divididas em duas partes: pesquisa de alguns recursos educacionais (abertos ou não) para depreendermos discursivamente como eles se construíam quanto às categorias eleitas.
[20:12] <daniervelin> São estas as categorias: a temática, a articulação interna, a interface gráfica, a interatividade, a criatividade e as concepções linguísticas e pedagógicas.
[20:12] <daniervelin> Encontramos nessa pesquisa alguns problemas de articulação interna do recurso e de interatividade, que tentamos evitar na fase de elaboração de REA.
[20:12] <daniervelin> Também encontramos bons exemplos, que instigam a perspetiva crítica pelo desafio de resolução de problemas, por exemplo.
[20:12] <daniervelin> mesmo que sem grandes avanços em termos de tecnologias
[20:13] <daniervelin> Essa fase nos ajudou na seguinte, que começou com a instalação da plataforma Wordpress no servidor adquirido com recurso do projeto e passou para a criação de REA e divulgação do espaço, que continua em atualização.
[20:13] <daniervelin> Este é o link do projeto: http://realptl.letras.ufmg.br/realptl/
[20:13] <daniervelin> O Wordpress foi escolhido pela facilidade de instalação, manutenção e uso, embora não seja um repositório ideal. Voltarei a essa questão adiante.
[20:13] <daniervelin> Os REA, inicialmente, seriam produzidos apenas em língua portuguesa, pela limitação da equipe inicial do projeto, mas contamos com a ajuda de outros colaboradores, que integraram essa equipe,
[20:13] <daniervelin> especialmente da Joyce e da Elaine, que permitiram a abertura para o inglês e o espanhol também.
[20:14] <daniervelin> o DanielPinheiro e a AnaMatte também fazem parte da equipe :)
[20:14] <daniervelin> O que nos orienta na produção dos REA, além de garantir seus princípios de uso, reuso e/ou adaptação, são duas perspectivas em linguística e em educação. Buscamos a realização na prática dos conceitos de multiletramentos e interdisciplinaridade, na medida do possível.
[20:14] <daniervelin> Os multiletramentos, a partir do Grupo de Nova Londres, toma os letramentos no plural e adiciona um prefixo, “multi”, para contemplar o multilinguismo e a multimodalidade.
[20:15] <daniervelin> tomam*
[20:15] <daniervelin> Assim, o ensino de língua precisaria se abrir a outras variedades linguísticas (não só a padrão) e considerar os modos de significação visual, sonoro, gestual, espacial e misto, que fazem parte das práticas midiáticas e culturais da contemporaneidade.
[20:15] <daniervelin> Nesse quadro dos multiletramentos, incluímos também o letramento acadêmico, por ser parte inerente da formação dos graduandos e permitir, também, os multiletramentos.
[20:15] <daniervelin> Para Street (2010, p. 544-545), o modelo do letramento acadêmico “reconhece a escrita acadêmica como prática social, dentro de um contexto institucional e disciplinar determinado”, concebendo questões epistemológicas, “relações de poder entre as pessoas e instituições, e as identidades sociais” (ibid, p. 546)
[20:16] <daniervelin> Bom, mas há muitos recursos por aí sobre esse assunto. Vocês poderiam dizer: meus professores utilizam vários nas aulas de línguas a que assisto.
[20:16] <daniervelin> Entretanto, eles costumam ficar só na aula, em geral presencial ou online em ambiente fechado, não circulando fora desse espaço-tempo.
[20:16] <daniervelin> O REALPTL, então, se orienta no sentido de abrir um espaço de circulação de recursos que possam contribuir nos multiletramentos de professores em formação.
[20:17] <daniervelin> JoyceFettermann, quer continuar?
[20:17] <JoyceFettermann> Sim, Dani :)
[20:17] <JoyceFettermann> Bom, continuando...
[20:17] <JoyceFettermann> O professor Daniel disse que "desde os primórdios o movimento REA tem estado muito ligado ao âmbito universitário". E justamente isso que temos trabalhado no REALPTL.
[20:18] <JoyceFettermann> Verificamos no ambiente os dois tipos de multiplicidade destacados por Rojo (2012): a cultural e a semiótica (multimodal).
[20:18] <JoyceFettermann> A respeito dos multiletramentos
[20:18] <JoyceFettermann> Buscamos disponibilizar através dos REAs oportunidades para que os alunos de licenciaturas possam, juntamente com seus professores, vivenciar no cotidiano acadêmico essas multiplicidades através de atividades que incentivam trabalhos que abordem a diversidade cultural,
[20:18] <JoyceFettermann> Por exemplo, temos os REAs - Everybody has little manias: http://realptl.portugueslivre.org/realptl/arquivos/788, que explora manias que as pessoas têm ao redor do mundo, podendo gerar uma conversa interessante em sala de aula.
[20:19] <JoyceFettermann> Activity on the song Glory: http://realptl.portugueslivre.org/realptl/arquivos/1180, música do cantor John Legend, que trata da Guerra Civil nos Estados Unidos nos anos 60
[20:19] <JoyceFettermann> e das dificuldades vivenciadas pelos negros daquela época, da segregação racial, e que pode gerar um debate e outros trabalhos relacionados ao tema, focando nos dias atuais.
[20:20] <JoyceFettermann> Essas atividades, inclusives, foram utilizadas em minhas aulas.
[20:20] <JoyceFettermann> Também temos disponível no REALPTL o REA Regionalismo Campista: http://realptl.portugueslivre.org/realptl/arquivos/1880, que trata do descobrimento do regionalismo campista e de sua importância para a preservação da memória histórico-cultural e social da cidade de Campos dos Goytacazes/RJ.
[20:20] <JoyceFettermann> Chuvisco, coisar, pocar, garrado, entre outros, são alguns termos muito utilizados na região.
[20:20] <JoyceFettermann> Um exemplo de gênero que favorece o trabalho com multimodalidades: infográficos (espanhol) http://realptl.portugueslivre.org/realptl/arquivos/1719
[20:21] <JoyceFettermann> REA criado pela Elaine, professora de Espanhol
[20:21] <JoyceFettermann> Exemplo de reflexão sobre diversidade linguística e cultural: http://realptl.portugueslivre.org/realptl/arquivos/816
[20:21] <JoyceFettermann> Alguns plugins que temos utilizado também favorecem a interatividade, como Like Button Rating ♥ LikeBtn: para avaliação dos usuários das postagens; SlickQuiz: para criação de quiz sobre leitura e escrita de textos; Tabby Responsive Tabs; 3D FlipBook, entre outros.
[20:21] <JoyceFettermann> A interdisciplinaridade vem especialmente da prática, já que a maioria dos REA disponibilizados no site são, antes de aparecer lá, utilizados em sala de aula pelos professores.
[20:22] <JoyceFettermann> Assim, algumas experiências que exigiam contato com outras áreas nos instigaram a algumas experiências menos disciplinares, como neste caso sobre pesquisa bibliográfica: http://realptl.portugueslivre.org/realptl/arquivos/970
[20:22] <JoyceFettermann> Vocês vão perceber no site que há alguns recursos sobre gramática, mas esse não é nosso foco. A gramática, nos REA que projetamos, busca ser mais contextualizada
[20:22] <JoyceFettermann> (e, no percurso previsto de aplicação deles, espera-se que o professor faça a ponte necessária para a análise linguística).
[20:22] <JoyceFettermann> No entanto, como recebemos contribuições de diversos colaboradores, o perfil dos REA podem variar, refletindo diferentes tendências.
[20:22] <JoyceFettermann> Onde estão as características dos REA nesses exemplos citados?
[20:23] <JoyceFettermann> Buscamos, para cada REA e para o site de forma geral, garantir a realização dos cinco critérios, conhecidos como 5R (WILEY (2015):
[20:23] <JoyceFettermann> Reter (liberdade de fazer, possuir e controlar cópias do conteúdo);
[20:23] <JoyceFettermann> Reusar (liberdade de usar o original em distintos contextos, como aula, site etc.);
[20:23] <JoyceFettermann> Revisar (liberdade de adaptar, ajustar, modificar ou alterar o conteúdo em si, como em tradução do conteúdo para outro idioma);
[20:23] <JoyceFettermann> Recombinar ou remixar (liberdade de combinar o conteúdo original ou revisado com outro conteúdo aberto para criar algo novo, como na incorporação do conteúdo em um mashup;
[20:23] <JoyceFettermann> e Redistribuir (liberdade de compartilhar cópias do conteúdo original, suas revisões ou seus remixes com outras pessoas).
[20:23] <daniervelin> Para garantir isso, escolhemos a licença Creative Commons BY (https://creativecommons.org/), que permite distribuição, remixagem, adaptação a partir dos trabalhos, mesmo para fins comerciais, desde que lhe atribuam o devido crédito pela criação original
[20:23] <daniervelin> Preocupamo-nos, então, com as licenças, o formato de texto (usamos no máximo possível os abertos) e que o conteúdo seja adequado à filosofia da cultura livre e aos princípios dos multiletramentos e interdisciplinaridade.
[20:24] <daniervelin> Importante ressaltar, para concluir, que os REA representam as possibilidades concretas que temos em atuar em Educação Aberta
[20:24] <daniervelin> ou seja, não apenas consumir um dado material disponibilizado, mas também contribuir como autor para a expansão da educação aberta, especialmente na esfera pública.
[20:24] <daniervelin> Voltamos agora à questão do repositório: o Wordpress é uma plataforma de fácil uso, mas não é um bom repositório de REA da forma como vem sendo usado pelo REALPTL, já que depende muito da equipe para disponibilizar os REA.
[20:24] <daniervelin> Uma vantagem do site é ter clara as condições de compartilhamento e uma só licença, com identificação clara da autoria.
[20:25] <daniervelin> Estamos tentando negociar uma parceria para compartilhar os REA produzidos pela equipe num repositório institucional, de fácil acesso e compartilhamento.
[20:25] <daniervelin> Há ainda muitos desafios do projeto, como desenvolvimento de REA mais interativos, melhor entendimento das licenças e formatos abertos, melhorar as condições de inclusão dos REA produzidos, avaliar e desenvolver REA que promovam letramentos ainda não contemplados
[20:25] <daniervelin> Por isso, deixamos aqui o convite para vocês participarem do projeto, seja compartilhando algum material que tenha, remixando os que estão no site, divulgando o projeto, enviando sugestões ou de outra forma que identificar
[20:25] <daniervelin> Como prometido, caso vocês queiram fazer uma auto-avaliação sobre as suas práticas educativas, sugerimos um questionário criado pela Cátedra da UNIR:
[20:25] <daniervelin> http://rd.unir.net/pub/oef/
[20:26] <daniervelin> É preciso fazer um cadastro e responder a algumas questões. No final eles fornecem seu perfil e também dicas para se tornar um educador mais aberto.
[20:26] <daniervelin> é bem legal!
[20:26] <daniervelin> referências que citamos:
[20:26] <daniervelin> STREET, B. Dimensões “Escondidas” na Escrita de Artigos Acadêmicos. Perspectiva, Florianópolis, v. 28, n. 2, 541-567, jul./dez. 2010. Disponível em: <https://periodicos.ufsc.br/>. Acesso em: 03 ago. 2017.
[20:26] <daniervelin> ROJO, R. Pedagogia dos Multiletramentos: Diversidade cultural e de linguagens na escola. Disponível em: catalogo.. Acessado em: 30 mar. 2018.
[20:26] <daniervelin> WILEY, D. The Access Compromise and the 5th R. 2015. Disponível em: <https://opencontent.org/blog/21>. Acesso em: 11 out. 2017. 
[20:27] <daniervelin> obrigada!
[20:27] <JoyceFettermann> Obrigada!
[20:27] <JoyceFettermann> É um prazer, Ana!
[20:27] <daniervelin> sim
[20:27] <DanielPinheiro> [Palmas! :) ]
[20:27] <daniervelin> :-)
[20:28] <acris> Bem, a sessão de perguntas está aberta, é só perguntar.
[20:28] <acris> eu queria fazer uma pergunta a vocês 3
[20:28] <DanielPinheiro> Sim..
[20:29] <Mara_> Joyce os últimos links sugeridos não abriram
[20:29] <acris> vocês encontram barreiras ao trazer o REA como tema de pesquisa na universidade e nas agências de fomento? Que tipo de barreira?
[20:30] <JoyceFettermann> Mara_, vou verificar e reenviar
[20:30] <Mara_> certo
[20:30] <daniervelin> AnaMatte, eu não encontrei barreiras significativas ainda
[20:30] <daniervelin> só observo que o tema ainda é raro nas discussões de quem trabalha com material didático
[20:31] <DanielPinheiro> @acris, Na minha experiência, não tenho me deparado com barreiras objetivas. Mas, a falta de conhecimento sobre o tema, mesmo entre os acadêmicos, ainda me surpreende bastante. Afinal é recorrente.
[20:31] <AnaMatte> existe algum tipo de receio em relação a direitos autorais, por exemplo?
[20:32] <daniervelin> o financiamento tem até me surpreendido. Consegui para o projeto e a Capes está apoiando uma iniciativa para a UAB sobre EA/REA
[20:32] <AnaMatte> nossa, isso é muito bom
[20:32] <Esther> Que interessante!
[20:32] <DanielPinheiro> Essa é uma "briga", necessária. Especialmente quando falamos de produções financiadas com recursos públicos. Há, de maneira geral, uma resistência inicial... Mas os "convencimentos" teóricos e objetivos, são necessários e tem dado certo, na maioria dos casos, aqui na universidade.
[20:33] <daniervelin> AnaMatte, acredito que há receio sim. As pessoas pensam que colocar licença aberta é perder a autoria, o que não é verdade
[20:33] <AnaMatte> verdade, DanielPinheiro, briga necessária.
[20:33] <DanielPinheiro> Também recebemos financiamento recente para um projeto envolvendo a Bahia e SC, onde escolas irão produzir REA...
[20:33] <AnaMatte> Livros podem ser considerados REA?
[20:34] <JoyceFettermann> @acris, houve certa resistência sim... como Daniel disse, é uma "briga" necessária...
[20:34] <daniervelin> AnaMatte, depende da licença dele
[20:34] <DanielPinheiro> AnaMatte, não apenas o livro, como seus conteúdos, de forma independente. Claro: se adequadamente licenciados...
[20:34] <daniervelin> REA pode ter qualquer material, desde que com licença aberta e esteja em formato aberto para permitir melhor utilização
[20:34] <daniervelin> REA pode ser*
[20:35] <AnaMatte> daniervelin: eu perguntei porque tenho muita dificuldade com as licenças dos livros, as grandes editoras são contrárias a creative commons e até em editoras universitárias eu sinto resistência
[20:35] <Mara_> o pouco conhecimento sobre os direitos autorais dificulta a identificação dos REA e a adoção de licenças abertas
[20:35] <DanielPinheiro> Isso. Temos falado muito sobre "Práticas Abertas", ou seja, não apenas disponibilizar o conteúdo de maneira livre, mas viabilizar que sua produção também seja...
[20:35] <daniervelin> sim, o problema são as práticas mercadológicas das editoras
[20:35] <AnaMatte> a resistência é tanta que até desanima publicar livro...
[20:36] <AnaMatte> não deveria ter essa preocupação mercadológica no caso das editoras das universidades públicas, não é?
[20:36] <daniervelin> mas o livro REA organizado pelo Nelson Pretto e outros organizadores é aberto
[20:36] <daniervelin> quer dizer que há um caminho possível
[20:36] <AnaMatte> é verdade
[20:37] <DanielPinheiro> Sim, o livro organizado pelo Nelson e a Bianca foi publicado aqui pela nossa Editora da UFBA.
[20:37] <JoyceFettermann> "não apenas disponibilizar o conteúdo de maneira livre, mas viabilizar que sua produção também seja..." -- Verdade, as pessoas tendem a achar que se um conteúdo está disponível na internet de forma gratuita, ele pode ser usado... quando, na verdade, não é bem assim.
[20:37] <DanielPinheiro> Nela, há uma política institucional de publicação sob Creative
[20:37] <DanielPinheiro> Commons
[20:37] <AnaMatte> acho que vou submeter meus livros por lá ;-)
[20:37] <daniervelin> DanielPinheiro, isso é uma conquista importante, né?
[20:38] <DanielPinheiro> Sem dúvida. E foi posta em vigor com muito esforço...
[20:38] <AnaMatte> aqui nós temos dificuldade até para publicar ebook... que dirá CC
[20:38] <daniervelin> não são todas as universidades que conseguem isso facilmente...
[20:38] <DanielPinheiro> E, é claro, ainda encontra resistências.
[20:38] <DanielPinheiro> Especialmente quando as produções envolvem patentes ou criações em áreas como a arte e música.
[20:39] <JoyceFettermann> sim
[20:39] <AnaMatte> meu primeiro livro em Creative Commons saiu numa coleção toda em copyright, financiada pela universidade pública
[20:40] <AnaMatte> existe algum movimento nesse sentido, de conscientizar as editoras universitárias, de que vocês tenham conhecimento?
[20:40] <DanielPinheiro> AnaMatte, é surreal que algo assim aconteça, não é?! Mas, se o governo federal financia quase toda a produção de material didático para a educação básica sob regime de "C", pq seria diferente no âmbito do ensino superior, onde o montante, para este fim, é bem menor...?
[20:41] <Esther> Eu não conheço, mas acho que seria muito interessante
[20:41] <AnaMatte> bem colocado, DanielPinheiro
[20:41] <DanielPinheiro> Eu diria, que há necessidade de reiterar, de "formas bem criativas", o papel "não comercial" destas Editoras.
[20:42] <DanielPinheiro> E, claro, trazê-las, trazer seus gestores, para próximo do movimento REA.
[20:42] <daniervelin> AnaMatte, tem um movimento de Ciência Aberta pelo IBICT, mas não sei se atuam diretamente com editoras
[20:42] <DanielPinheiro> Esta foi a estratégia implementada aqui...
[20:42] <daniervelin> tem até um livro: http://livroaberto.ibict.br/bitstream/1/1060/1/Ciencia%20aberta_questoes%20abertas_PORTUGUES_DIGITAL%20%285%29.pdf
[20:42] <DanielPinheiro> Uma das estratégias...
[20:42] <daniervelin> Ciência Aberta, questões abertas
[20:42] <AnaMatte> eu vejo que, enquanto no exterior as universidades abrem cursos, aulas e outros materiais, aqui isso é tímido demais...
[20:43] <AnaMatte> interessante, daniervelin , vou ler depois
[20:43] <AnaMatte> vocês não gostariam de fazer perguntas entre vocês?
[20:44] <DanielPinheiro> É uma ótima publicação. Esse é outro esforço: o de conscientizar esses gestores de que não se trata de uma mudança local. Em âmbito nacional e global, as editoras universitárias e mesmo os autores individuais tem percebido que o alcance de suas produções pode ser ampliado quando disponibilizam seus escritos sob formato aberto...
[20:44] <JoyceFettermann> Verdade, Ana, aqui ainda não há tantas iniciativas. Mas a Mara_, por exemplo, é responsável por um curso muito bacana na UFSM sobre REA
[20:44] <JoyceFettermann> É em parceria com a Uab, não é Mara?
[20:44] <AnaMatte> que massa, Mara_ :)
[20:45] <daniervelin> bacana mesmo!
[20:45] <Mara_> Sim, implementamos 2 edições em 2016
[20:45] <JoyceFettermann> REA: educação para o futuro. Eu participei no ano passado e aprendi muito!
[20:45] <Mara_> para professores do Ensino médio
[20:45] <AnaMatte> é online?
[20:45] <DanielPinheiro> Que bacana!
[20:46] <JoyceFettermann> sim, Ana
[20:46] <Mara_> e agora o grupo de pesquisa GEPETER da UFSM vai desenvolver formação para professores da Educação básica
[20:46] <AnaMatte> bom demais!
[20:46] <DanielPinheiro> Aproveito o ritmo de sugestões, para indicar a página do movimento REA no Brasil: http://www.rea.net.br/site/ Há muito conteúdo e algumas notícias que dão conta dos progressos e iniciativas relacionados ao tema.
[20:46] <Mara_> conseguimos financiamento da FAPERGS
[20:47] <Esther> Nossa, super interessante! Obrigada pela sugestão
[20:47] <Mara_> https://drive.google.com/file/d/1TlICQ_9RSP8iYJkbd4uHPiPO7Q-EiA5f/view
[20:47] <DanielPinheiro> Mara: há alguma página na web para que possamos conhecer mais sobre o curso? Tenho interesse...
[20:47] <AnaMatte> excelente. Então, pelo que vemos aqui, se existe resitência é dentro das universidades, não nas agências de fomento
[20:47] <JoyceFettermann> Isso
[20:48] <Mara_> posso enviar mais informações
[20:48] <JoyceFettermann> Envie sim, Mara!
[20:48] <AnaMatte> Bacana demais. Parabéns a todos vocês, são belíssimos trabalhos!
[20:48] <DanielPinheiro> :)
[20:48] <daniervelin> tem o site REliA também, que está em desenvolvimento pela equipe do EducaDigital: http://relia.org.br/
[20:48] <JoyceFettermann> Inclusive, a Mara estará conosco no STIS de maio e falará mais para nós sobre esse projeto.
[20:49] <DanielPinheiro> Oba! quero acompanhar...
[20:49] <AnaMatte> perfeito!
[20:49] <JoyceFettermann> É só chegar, Daniel!
[20:50] <AnaMatte> Alguém tem mais perguntas?
[20:50] <daniervelin> :-)
[20:50] <Mara_> divulgação da segunda edição
[20:50] <Mara_> https://www.youtube.com/watch?v=lnJk-_CaO0s
[20:50] <AnaMatte> oba, obrigada, Mara_
[20:50] <Mara_> Uma pergunta para o Daniel
[20:50] <daniervelin> Gostei muito da apresentação do Daniel, nos provoca várias reflexões
[20:50] <JoyceFettermann> Parabéns, Daniel! Acompanho o trabalho de vcs na UFBA já há algum tempo. Sou fã do professor Pretto. :)
[20:50] <daniervelin> obrigada, DanielPinheiro!
[20:51] <Mara_> porque você utilizou uma licença restritiva na sua apresentação?
[20:51] <JoyceFettermann> Parabéns também, Dani! :)
[20:51] <DanielPinheiro> Ops!
[20:51] <Mara_> ND
[20:52] <daniervelin> isso é do chatslides, Mara_
[20:52] <DanielPinheiro> porque você utilizou uma licença restritiva na sua apresentação? E foi?! Cometi esse deslize?
[20:52] <DanielPinheiro> heheh!
[20:52] <daniervelin> não é dos slides do DanielPinheiro
[20:52] <daniervelin> inclusive já sugeri também mudar a licença do ChatSlide, AnaMatte
[20:52] <AnaMatte> ND é mesma licença
[20:52] <daniervelin> para CC BY
[20:53] <AnaMatte> ah não, verdade
[20:53] <AnaMatte> é SA
[20:53] <daniervelin> ND proíbe derivações
[20:53] <AnaMatte> a gente não mudou por esquecimento mesmo, mas vai pra lista
[20:53] <Mara_> obrigada
[20:53] <AnaMatte> obrigada por apontar isso, Mara_
[20:54] <Mara_> uma das dificuldades na formação de professores é a identificação dos REA
[20:54] <Mara_> e a licença facilita
[20:54] <DanielPinheiro> Essa é uma discussão importante, também: o Creative Commons permite ao autor flexibilizar as opções de utilização do seu conteúdo mas, não necessariamente dispor dele de forma integral, plenamente aberta. São os chamados "níveis de abertura".. Que julgo como positivos, inclusive..
[20:55] <daniervelin> é, como o Chatslides é software livre, fica melhor CC BY ou CC BY SA
[20:55] <JoyceFettermann> Verdade, Mara! Eu acho que falta uma conscientização sobre as licenças. Muitos professores ainda não conhecem os REA, não sabem do que se trata.
[20:55] <DanielPinheiro> Verdade...
[20:56] <Mara_> uma licença que permita a produção de obra derivada
[20:56] <JoyceFettermann> Por isso, nem procuram saber
[20:56] <daniervelin> DanielPinheiro, já te chamaram para o curso REA da UAB?
[20:56] <acris> sempre prefiro CC By Sa
[20:56] <DanielPinheiro> Que o Prof. Tel está organizando?
[20:56] <daniervelin> sim
[20:57] <daniervelin> indiquei seu nome outro dia
[20:57] <daniervelin> rs
[20:57] <DanielPinheiro> Sim, vou colaborar indiretamente com o Nelson...
[20:57] <daniervelin> devem te convidar como prof.
[20:57] <DanielPinheiro> Obrigado por lembrar de mimmm! hehehe...
[20:58] <daniervelin> :-)
[20:58] <Esther> Parabéns!
[20:58] <DanielPinheiro> Pelo que entendi, havia a necessidade de ser professor universitário e não tenho este vínculo formal, ainda.
[20:58] <acris> Bem pessoal, adorei o evento, mas preciso ir! Parabéns, DanielPinheiro, daniervelin, JoyceFettermann, Obrigada pelos belos trabalhos e obrigada ao público pela presença! Boa noite a todos! Meus aplausos: clap clap clap clap
[20:59] <JoyceFettermann> Obrigada, @acris!
[20:59] <daniervelin> obrigada, JoyceFettermann e acris!
[20:59] <Mara_> Parabéns para os apresentadores!
[20:59] <daniervelin> Muito obrigada pela participação de todos!
[20:59] <MarianaGama> Boa noite! Obrigada pelas falas. Foi ótimo! Bjsss
[20:59] <JoyceFettermann> Obrigada, Dani e Daniel! E a todos, pela participação!
[20:59] <DanielPinheiro> Valeu, gente! Uma ótima noite para todas... Gostei - "Meus aplausos: clap clap clap clap"
[20:59] <Mara_> Boa Noite para todos!
[21:00] <JoyceFettermann> Boa noite!
[21:00] <daniervelin> Boa noite!
[21:00] <JoyceFettermann> Esta semana enviaremos os certificados de participação por email.
[21:00] <DanielPinheiro> #Grato
[21:00] <JoyceFettermann> Para os participantes inscritos
[21:04] <JoyceFettermann> Nossa próxima conferência será no dia 09/05. Fiquem atentos às divulgações em nossa página no Facebook: https://www.facebook.com/stis.lingtec/
[21:04] <SNicoli> Boa Noite! Obrigada!
[21:04] <JoyceFettermann> Até mais! ;)
[21:04] <Giani> Foi ótimo! Boa noite!

 

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