STIS 2015

4. Maio: Educação, Práxis, Persuasão

4.1. registro maio

 Registro da Conferência em chat  escrito, de  22 de Maio de 2015:

 

A DIMENSÃO AXIOLÓGICA DA PRÁXIS SOCIAL E EDUCACIONAL COMO DETERMINANTE NO PODER PERSUASIVO DO DISCURSO DOCENTE

Prof. Dr. Luciano Sérgio Ventin Bomfim
Professor Adjunto do Departamento de Educação do Campus I e do Departamento de Tecnologias e Ciências Sociais do Campus III da UNEB

 

moderador: Thalita Santos

  1. [13:39] <Lbomfim> Muito Obrigado
    [13:39] <Lbomfim> Estou ansioso pela experiencia
    [13:39] <adelmaa> Porf Luciano eu não recebi seu arquivo com slides. O senhor nos encaminhou algum?
    [13:39] <Lbomfim> Nao. Respondi ao seu torpedo informando que nao usaria slides
    [13:40] <adelmaa> Perfeito!.
    [13:41] <wandufla> Boa Tarde a todos!
    [13:41] <Lbomfim> Informo que como meu Note nao tem o teclado brasileiro, as palavras nao terao acentos. Pois isto demandaria mais tempo. O texto está Ok. mas o que digitarei on line sairá sem os circunflexos, til e grave
    [13:43] <adelmaa> Pode ficar a vontade professor. Nosso evento é caloroso e quem participa pela primeira vez fica tão humanamento contaminado que quer voltar outras vezes, graças a Deus.
    [13:44] <Lbomfim> Já estou sentindo um ambiente bem humano.
    [13:44] <adelmaa> É a sua primeira vez em um evento desta natureza? Totalmente online, síncrono e sem vídeo?
    [13:45] <Lbomfim> Somente digitado é sim
    [13:46] <Lbomfim> Coordenei uma vez uma mesa com um professor de Hannover e outro de Viena no Auditório do Departamento de Educacao da UNEB em Salvador. Mas foi pelo Skype
    [13:46] <adelmaa> Este nosso evento é realizado com o apoio de um grupo extraoddinários de seres humanso altruistas que confiam e dão muito de si por este trabalho voluntário.
    [13:46] <adelmaa> Tenho a honra de fazer parte e coordenar este grupo.
    [13:46] <Lbomfim> Já estou me  sentindo muito aa vontade.
    [13:47] <adelmaa> Maravilha! Esta é a ideia!
    [13:49] <adelmaa> Este projeto na verdade é apenas um dos tentáculos de do Projeto do CNPq Texto Livre , que costumo denomianr "projeto Polvo"
    [13:50] <adelmaa> cuja lider é a profa Dra Ana Cristina Ficke Matte da FALE/POSLIN/UFMG.
    [13:50] <Lbomfim> O nome é bem sugestino. Multifacetalidade, Sincronia, Dinamica e Leveza.
    [13:50] <adelmaa> Isso...
    [13:51] <adelmaa> Nossa, irei me apossar, em público, desta descrição fantástica de nosos projeto. Posso professor?
    [13:52] <adelmaa> ops nosso.
    [13:52] <Lbomfim> Claro. Eu li de suas palavras. Foi eu que me apropriei de voce
    [13:53] <brunoforgiarini> Boa tarde a todos!
    [13:53] <adelmaa> Preciso informar aos presntes que nosas comnferências ficam disponibilizadas na página em forma de log epódem ser acessadas
    [13:53] <adelmaa> e também referenciadas ,pois já colocamso a forma de ser citada me bibliografias de trabalhos.
    [13:54] <adelmaa> ops presentes...podem ...nossas
    [13:54] <adelmaa> a forma de serem citadas ...
    [13:55] <adelmaa> Começaremos nosso evento, ás 14:00 horas , no horário de Brasília!
    [13:56] <Woodsonfc> o LOG estará aqui http://stis.textolivre.org/site/administrator/index.php?option=com_content&task=article.edit&id=84 (tem o link na página do STIS)
    [13:56] <adelmaa> Boa tarde, brunoforgiarini!
    [13:57] <Madu> Boa tarde Adelma!
    [13:57] <adelmaa> Perfeito, @Woodsonfc!  Às 14:00 horas você conduzirá a apresntação, ok!
    [13:57] <Elizama> Oi pessoal, qual o código para abrir a apresentação?
    [13:57] <adelmaa> Boa tarde, Madu!
    [13:58] <Woodsonfc> Não haverá Slades nessa apresentaça
    [13:58] <thalita_> Elizama, a apresentação será feita aqui pelo chat. O professor não utilizará slides.
    [13:58] <adelmaa> Hoje não teremos slides Elizama. Seja bem-vinda!
    [13:58] <Adriane> Oi! encaminharam o cncite pela lista do texto livre
    [13:58] <Elizama> Ok, obrigada!
    [13:58] <jpmartins> Boa tarde colegas!
    [13:59] <Adriane> ops convite
    [13:59] <Adriane> Boa tarde!
    [13:59] <Keila_> Boa tarde!
    [14:00] <adelmaa> A parti das 14::00horas começaremos nossa conferência. Sejam todos bem-vindos!
    [14:01] <brenobelem> adelmaa: obrigado! :)
    [14:01] <adelmaa> Prezado amigo woodsonfc,é com você!
    [14:02] <Woodsonfc> Bom, vamos começar
    [14:03] <Woodsonfc> Bom tarde a todos!  É com imensa alegria que venho, em nome do Grupo STIS - SEMINÁRIOS TEÓRICOS INTERDISCIPLINARES DO SEMIOTEC  dar  as boas -vindas a todos vocês que nos honram com sua presença: conferencista e participantes
    [14:03] <Woodsonfc> O Stis é um programa de conferência realizado na penúltima semana de casa mês de março a dezembro, congregando pesquisadores do Brasil e do exterior em torno do tema educação livre e democrática
    [14:03] <Woodsonfc> cada mês
    [14:04] <Woodsonfc> O STIS, a Revista Texto Livre, o UEADSL e o EVIDOSOL/CILTEC são pés do projeto "polvo" do CNPq  denominado TEXTO LIVRE coordenado pela profª  Drª Ana Cristina Fricke Matte. O STIS está sob a coordenação geral da professora  Profª Drª Adelma Lucia de Oliveira Silva Araújo
    [14:05] <Woodsonfc> Na verdade, nós do grupo STIS, temos muito que comemorar, pois, neste curto período de tempo, o STIS já promoveu  33 eventos, com a presença de ilustres pesquisadores nacionais e de além-mar tais como Carla Viana Coscarelli, Luiz Tatit, Maria Lucia Castanheira, dentre outros nomes do Brasil e do exterior como o Brian Street (Kings College/Londres)  e o Julio Paz (Argentina)
    [14:05] <Woodsonfc> Também divulgamos o STIS  em dois eventos internacionais ocorridos: CLAFP / Brasília e no 19º Intercâmbio de Pesquisa em Linguística Aplicada (19º InPLA) e 5º Seminário   Internacional de Linguística (5º SIL), este último como convidado do Prof. Marcelo Buzzato
    [14:05] <Woodsonfc> Para que este trabalho se concretize eu conto com uma equipe fantástica de voluntários. Seres humanas altruístas que compartilham das mesmas concepções de que as mudanças  na nossa sociedade só virão através do acesso à educação para todos
    [14:06] <Woodsonfc> humanos
    [14:06] <Woodsonfc> Antes porém de apresentar nosso conferencista gostaria de aproveitar para agradecer ao Prof Dr. Luciano BoMfim pela extraordinária presteza em participar de nosso evento. Somos gratos e sentimo-nos honrados com sua presença.
    [14:06] <Woodsonfc> Farei agora uma breve apresentação do  nosso  conferencista convidado deste mês de maio. O nosso conferencista convidada do STIS Ano IV do mês de outubro de 2014 será  o Prof. Dr. Luciano Sérgio Ventin Bomfim (UFBA).
    [14:06] <Lbomfim> UNEB
    [14:06] <Woodsonfc> O professor Dr Luciano Bonfim possui graduação em Geografia pela Universidade Católica do Salvador (1982) e graduação em Pedagogia pela Faculdade de Educação da Bahia (1986).
    [14:07] <Woodsonfc> isso PERDÃO UNEB
    [14:07] <Woodsonfc> Mestrado em Ciências da Educação pela Universidade Federal de Santa Catarina (1996) e Doutorado em Filosofia - pela Universitaet Gesamthochschule Kassel (2000) e é Bacharel em Direito pela Universidade do Estado da Bahia (2010).
    [14:07] <Woodsonfc> Atualmente é Prof. Adjunto do Departamento de Educação da Universidade do Estado da Bahia. É Editor-Geral da Revista do Nupe em seu Departamento e Membro do Comitê de Ética na Pesquisa em sua Universidade.
    [14:08] <Woodsonfc> vai me corrigindo, caso cometa mais algum erro, Professor
    [14:08] <Woodsonfc> Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Filosofia da Educação, Política educacional e Didática, atuando principalmente no seguinte tema: contextualização do saber nas Pedagogias Freiriana e Histórico-críticas
    [14:08] <Woodsonfc> Seja bem vindo prof. Dr. Luciano Bonfim!
    [14:09] <Woodsonfc> Neste momento passarei,então, a palavra à moderadora deste evento, a profª Thalita Santos Felicio de Almeida, que explicará aos presentes o funcionamento de nosso evento. Boa conferência a todos!
    [14:09] <Lbomfim> Obrigado ao STIS, obrigado pelo convite e pela confianca. Estou ao inteiro dispor.
    [14:09] <thalita_>  Boa tarde a todos! Sejam bem-vindos!
    [14:09] <thalita_> Para quem participa pela primeira vez, teremos 30 minutos de apresentação do conferencista (só por escrito, aqui no chat)
    [14:09] <thalita_> não temos vídeo nem áudio
    [14:10] <thalita_> durante esse tempo, a sala estará moderada
    [14:10] <Lbomfim> Na hora de comecar é só me avisar.
    [14:10] <thalita_> após a apresentação, abriremos a sala para perguntas, sugestões e discussão geral das ideias expostas
    [14:10] <thalita_> o código para os slides será indicado no início de cada apresentação, se houver, pois não é obrigatório
    [14:10] <thalita_> no caso de hoje, o professor não utilizará slides
    [14:11] <thalita_> desejamos um ótimo seminário a todos!
    [14:11] <thalita_> Professor Luciano, pode começar quando quiser. Cole, por favor, frases pequenas, de até 3 linhas, durante sua apresentação, ok?
    [14:11] <Lbomfim> Entao comecarei.
    [14:11] <Lbomfim> Educar é formar o ser humano. Ensinar é contribuir teórico-científicamente para esta formação. Para além dos conhecimentos científicos e das habilidades e atitudes necessárias à sua aquisição, o ser humano carece de outros conteúdos formativos  imprescindíveis à responsabilidade ontológica indeclinável de humanizar-se.
    [14:12] <Lbomfim> Em função do atributo humano da con-sciencia o ser humano fez-se um ser determinado ontologicamente a se apropriar teoricamente do mundo no qual a própria consciência se faz. Enfim, o ser humano é determinado a saber de si mesmo, a saber do mundo que o faz e que ele faz, transformando ao mundo e a si mesmo(Marx).
    [14:13] <Lbomfim> Nao-pensar o mundo, nao-pensar as próprias vivencias não está no campo das possibilidades humanas. O ser humano, longe do sonho pessoniano no replastamento da inconsciencia do ser-estar no mundo, mergulha, concretizando o pavor pessoniano, na consciência desta impossibilidade.
    [14:13] <Lbomfim> Assim está expresso o sonho pessoniano em alguns fragmentos no poema Horror de Conhecer:
    [14:13] <Lbomfim> IV Quanto mais fundamente penso, mais   Profundamente me descompreendo.   O saber é a inconsciência de ignorar...     V Só a inocência e a ignorância são          Felizes, mas não o sabem.  São-no ou não?  Que é ser sem no saber?  Ser, como a pedra,   Um lugar, nada mais.     XVII Quanto mais claro  Vejo em mim, mais escuro é o que vejo.  Quanto mais compreendo  Menos me sinto compreendido. Ó horror  paradoxa
    [14:14] <Lbomfim> Como vemos a apropriação do real pela razão, é apenas uma das formas de exercício da racionalidade humana. A musica, a arte, a literatura, a poesia são outras formas que o ser humano tem para enfrentar o desafio de se apropriar do real.
    [14:15] <Lbomfim>  A razão não é o único tipo de racionalidade humana. Ela é apenas a mais usual, aquela que convence apresentando os seus fundamentos, que ensina o ser humano a desenvolver as outras formas de racionalidade, a fim de que, um dia, ele possa utilizá-la como uma das formas de interpretá-lo.
    [14:15] <Lbomfim>  Pois, por mais que um indivíduo aprenda música, literatura, poesia ou artes plásticas, este ensino não terá o poder de gerar no educando o espírito literário, poético, musical ou artístico.
    [14:16] <Lbomfim> A vocação, o que se chama talento só pode emergir de uma identidade, ao mesmo tempo que esta identidade é a expressão da existência de uma vocação.
    [14:16] <Lbomfim> Enfim, podemos aprender artes plaśticas, literatura, poesia, música, mas para desenvolver uma vocação, um talento precisamos construir com estes saberes uma experiencia (no sentido benjaminiano do termo) significativa.
    [14:16] <Lbomfim> Além disto, não entendo que possamos falar de uma hierarquia entre as distintas formas de racionalidade, pois não conseguiríamos provar esta tese.
    [14:17] <Lbomfim> Pensemos no poder explicativo de uma poesia de Patativa do Assaré, ou na Literatura de um Ariano Suassuna, ou nas Obras de O Aleijadinho, ou de Rembrandt ou Picasso, ou na Nona Sinfonia de Betowen ou nas dilacerantes composições clássicas de Vila Lobos.
    [14:17] <Lbomfim> Quantos textos de argumentação, de puro raciocínio seriam necessários para expressar a riqueza dos conteúdos destas obras?! - E conseguiríamos tal proeza?!
    [14:18] <Lbomfim> A apropriação teórica do mundo necessária à formação, exercício e desenvolvimento da autonomia reflexiva do ser humano não é simples consequência de um processo natural pelo qual o ser con-sciente reproduz em pensamento o real, dando conta de sua gênese, estrutura e dinâmica.
    [14:18] <Lbomfim> Pois o ser humano precisa tanto da aprendizagem dos saberes historicamente produzidos necessários a esta apropriação, como aprender a pensar, já que ninguém nasce pensando.
    [14:18] <Lbomfim> A consciência assim como os demais atributos humanos são aprendidos em sociedade. Sem a vida social o ser humano não se humaniza, é apenas um animal.
    [14:19] <Lbomfim> Mas se por um lado aprender é uma demanda ontológica da espécie humana, nem sempre o indivíduo, por distintas razoes, se dispõe à construção desta experiencia. Ou seja, a vontade é determinante para a realização de uma experiencia de aprendizagem.
    [14:19] <Lbomfim> Mas não basta ter vontade de aprender, é preciso que as condições para a realização da aprendizagem minimamente existam. No entanto, ainda que as condições sejam adversas, o indivíduo pode, à custa de um ônus às vezes incomensurável, - sem qualquer inexorabilidade de uma suposta onipotência por ele ingenuamente pretendida -, realizá-la.
    [14:20] <Lbomfim> Quando o desafio da aprendizagem é proposto por uma instituição escolar e não decorre das vivencias do indivíduo em sua cotidianidade social, é necessário tanto que a escola, em especial o professor convença o indivíduo a tornar-se um aprendiz da proposição de ensino por ele formulada,
    [14:20] <Lbomfim>  como que sua proposta de ensino seja elaborada e continuamente reelaborada a partir de um mergulho na realidade do educando, a fim de que o docente consiga libertar-se dos pre-conceitos construídos sobre este, ao mesmo
    [14:21] <Lbomfim> tempo que o educador, em um contínuo diálogo sincero com o educando, não só permita a este expressar-se sem qualquer constrangimento, seja cultural, linguístico, político, econômico, mas que também assuma a liberdade como princípio didático-pedagógico.
    [14:22] <Lbomfim> Sem a liberdade do outro, a (suposta) liberdade de um indivíduo torna-se cativa da servidão daquele. Por isto que é impossível promover a própria liberdade sem a promoção da liberdade do outro (Dialética do Senhor e do Escravo de Hegel).
    [14:22] <Lbomfim> O professor autoritário, ao proibir o educando de se expressar livremente e ao constrange-lo no exercício de sua reflexão, torna-se cativo do constrangimento imposto, bem como refém das consequências deste constrangimento, pois o educando responderá às demandas de seu ensino nos limites impostos por sua não-liberdade.
    [14:22] <Lbomfim> Educar pressupõe acolhimento, e não há acolhimento sem um duplo reconhecimento do outro: Reconhecimento de sua humanidade e de sua individualidade,  reconhecendo nesta as múltiplas referencias identitárias que a constituem.
    [14:23] <Lbomfim> Por isto que o começo do reconhecimento do outro se dá quando este é reconhecido como humano, e enquanto tal, ou seja, a partir dos atributos de sua espécie, orienta a sua práxis social para a realização dos atributos humanos.
    [14:23] <Lbomfim> Sem este duplo reconhecimento do outro, a educação do ser humano pelo educador cumpre assim a “profecia” crítico-reprodutivista de ser mero Aparelho Ideológico de Estado (Althusser, Enguita, Ponce).
    [14:24] <Lbomfim> Mas quando o docente assume o poder decisório no espaço de autonomia que as determinações do Capital lhe permitem, - já que, como nos ensina Marx em A Ideologia Alemã,
    [14:24] <Lbomfim> “não é a consciência que determina a vida, mas sim a vida que determina a consciência” -, então ele se poe como sujeito de sua práxis social, podendo realizar ou não uma práxis social cujos conteúdos axiológicos efetivamente se contrapõem à lógica do Capital.
    [14:24] <Lbomfim> Como vimos, educar não é uma ação de um sobre o outro, mas sim um processo, uma experiência a ser realizada por distintos sujeitos. A educação escolar não só é um direito constitucional dos cidadãos,
    [14:25] <Lbomfim>  mas, no caso dos absoluta e relativamente incapazes, é também um dever para seus representantes, senão uma obrigação. O seu descumprimento pode implicar em sanções administrativas e penais para estes.
    [14:25] <Lbomfim> Para os discentes, ir para a escola é tanto um prazer propiciado pela socialização, como também uma obrigação. E enquanto tal ela representa uma vontade que não nasce no indivíduo, mas sim que foi a este imposto.
    [14:26] <Lbomfim> A ele é dito que ele tem que ir para a escola, mas para que? - Para ter uma profissão, para ganhar dinheiro, para ficar rico. Mas por que devemos aprender uma profissão na universidade?
    [14:26] <Lbomfim> - Por que devemos aprender para ganhar dinheiro? - E por que o indivíduo deve ganhar dinheiro para acumular riqueza? - O que isto tem a ver com sua ontologia? - Por mais que as respostas pareçam óbvias a estas perguntas, a sua fundamentação não o é, especialmente esta última. (Caso de Kant)
    [14:27] <Lbomfim> Por isto que entendemos que ensino e educação são atividades de persuasão, de convencimento. Ninguém pretende ensinar e educar sem querer convencer o outro a permitir ser ensinado e educado por ele.
    [14:27] <Lbomfim> Mas o que é determinante para que este convencimento ocorra? - - A retórica? - A performance didático-pedagógica? - Certamente que uma boa retórica e um bom planejamento e desempenho didático pedagógico são imprescindíveis, mas são eles suficientes para a persuasão do educando?
    [14:28] <Lbomfim> - Depende do que se pretende persuadir. Se a persuasão se limita ao aprendizado da matéria de ensino, à realização das tarefas escolares, certamente que sim, desde que a empatia medeie a relação professor-aluno.
    [14:28] <Lbomfim> Mas se ela pretende convencer o educando da necessidade de sua emancipação humana, de que este se aproprie das matérias de ensino na perspectiva desta, assumindo o desafio de efetivar em sua práxis social a base axiológica da proposta educacional do educador, aí não.
    [14:29] <Lbomfim> Tanto ensinar como educar na contemporaneidade estabelecem para o professor o desafio de se apropriar das linguagens socialmente válidas para os distintos grupos de educandos.
    [14:29] <Lbomfim> Conversar com pessoas adultas vai exigir a linguagem validada pela socialização determinante no processo formativo delas, a qual está fundada no logos direto, sem a mediação de recursos tecnológicos, marcada pela forte influencia das mídias televisiva, radiofônica e jornalística.
    [14:30] <Lbomfim> Já para conseguir dialogar com os jovens, adolescentes e crianças de hoje é necessário o domínio das Tecnologias da Comunicação e Informação, sem as quais o desinteresse, o enfado e a representação de obsolescência do que se oferece atuam contra a intenção formativa do educador.
    [14:30] <Lbomfim> O uso das TICs não é aconselhável simplesmente pelo aspecto formal de sua linguagem, mas por seus atributos.
    [14:31] <Lbomfim> As Tecnologias da Comunicação e da Informação tem virtudes e potencialidades que possibilitam a construção de intertextualidades múltiplas, propiciando enormemente a intensificação da dinâmica na mediação didático-pedagógica, ao mesmo tempo que, violando a noção cartesio-newtoniana de tempo-espaço
    [14:31] <Lbomfim>  é capaz de interconectar diferentes sujeitos em diferentes espaços, tempos e campos reflexivos, dando possibilidade aos seus usuários de reproduzir processos históricos, geográficos, políticos, biológicos, químicos, físicos, alguns destes impossíveis ao olhar macroscópico humano.
    [14:31] <Lbomfim> Não entendemos que o mundo tornou-se uma Aldeia Global, pois os processos excludentes propiciados pelo uso reificante das TICs são perversos e em grandes proporções.
    [14:32] <Lbomfim> Contudo, não podemos deixar de admitir que as TICs possibilitaram objetivamente a transformação do mundo em uma grande Aldeia Global, mas cuja apropriação pelo Capital implicou na intensificação dos processos de alienação,
    [14:32] <Lbomfim> quando o ser humano, treinado na cotidianidade social capitalista a tomar como sua uma natureza que lhe é estranha, assume os atributos do Capital, especialmente do Capital Financeiro, como princípios de vida.
    [14:33] <Lbomfim> Se por um lado, ensinar sob tal contexto tecnológico tornou-se muito mais dinâmico, menos oneroso fisicamente, com maiores possibilidades de enriquecimento da qualidade didático-pedagógica das aulas,
    [14:33] <Lbomfim> por outro, tornou-se muito mais desafiador para o professor que tem diante de si um aluno qualificado a checar as informações que lhe são transmitidas, bem como disputa a atenção com concorrentes imediatamente muito mais prazerosos que sua fala, tais como o tablet, o celular, o jogo, a música.
    [14:33] <Lbomfim> Convencer o aluno a aprender não pode dar-se pela exclusão na experiencia de aprendizagem dos recursos que o educando domina e que ao mesmo tempo mediatizam a linguagem que que ele preferencialmente utiliza.
    [14:33] <Lbomfim> Assumir este desafio é assumir o não domínio de um saber, de uma tecnologia, de uma linguagem que não conhece ou que não conhece como seu educando. Isto exige do professor colocar-se como aprendiz de seu aluno, reconhecendo e valorizando os saberes prévios que ele domina, vendo nele, em relação a  esses saberes, a mesma autoridade de ensino que encarna.
    [14:34] <Lbomfim> Se o ensino enquanto campo de transmissão de conhecimentos e de formação de habilidades e de atitudes de cognição exige a prática de valores correspondentes com a ontologia humana,
    [14:34] <Lbomfim> a educação do ser humano, a sua humanização pelo trabalho da escola, em especial do professor, exige do educador não só que ele seja um bom ensinante nos termos explicitados acima, mas também que ele oriente sua práxis social para a emancipação do ser humano.
    [14:35] <Lbomfim> Esse indivíduo, consciente de seus atributos de espécie constrói uma identidade com a mesma, orientando a sua atitude em sociedade, sua práxis social para a consecução de seus atributos humanos,
    [14:35] <Lbomfim>  estabelecendo suas demandas individuais sem antagonizar-se com as demandas de emancipação de sua espécie, não subordinando o bem comum ao seu bem individual, satisfazendo suas necessidades sem se opor às necessidades de sua espécie.
    [14:35] <Lbomfim>  Enfim, o educador educa quando ele convence seus educandos da verdade de seus princípios, da concepção de mundo e de ser humano que ele defende pelo projeto de vida, de felicidade que ele busca
    [14:36] <Lbomfim> realizar em sua vida, em sua cotidianidade social, sem ocultar suas vulnerabilidades, contradições e antinomias axiológicas, assumindo, ao invés de justificar ideologicamente as mesmas.
    [14:36] <Lbomfim> Como nos ensina Heydorn, o educar é um ato silencioso realizado por uma práxis (social e educacional) que se orienta para a realização dos atributos humanos.
    [14:36] <Lbomfim> O exemplo de uma práxis social que efetiva os princípios humanizadores que discursa em sala e em todo ambiente educacional, é a causa eficiente que, constituída de legitimidade moral poderá exercer alguma influencia educacional emancipatória sobre os educandos.
    [14:36] <Lbomfim> Para Heydorn não basta que a práxis profissional (pedagógica) seja eficaz, pois para educar é imprescindível que esta esteja alicerçada em uma práxis social explicitamente auto-humanizante. Neste sentido sentencia ele:
    [14:37] <Lbomfim> É uma inversão dos verdadeiros fatores educacionais, quando se pretende orientar o professor em sua tarefa de educar jovens para a independência e o juízo crítico sem demonstrar seu compromisso com a realidade. No entanto, quando um professor não sabe convencer os educandos de sua responsabilidade, ele torna uma educação do caráter impossível. Educação é em última instancia um ato totalmente silencioso, ela é a transmiss
    [14:37] <Lbomfim> Mas, peguntaria Marx a Heydorn: É a consciência que determina a vida ou a vida que determina a consciência? - E este responderia: A vida condiciona sim a consciência, mas cabe ao ser sócio-historicamente auto-constituinte exercer seu poder deliberativo nas condições dadas
    [14:37] <Lbomfim> , selecionando os valores que devem constituir sua base axiológica, e a partir desta, nas condições impostas pelo real, a partir dos saberes, habilidades e atitudes de cognição de que dispõe, valorar os princípios que referendam sua humanidade.
    [14:37] <Lbomfim> Se por um lado Marx enfatiza a enorme vulnerabilidade da singularidade ante/no real, por outro ele deixa muito claro que o sujeito da práxis social é sempre o próprio indivíduo, ainda que a realidade na qual a consciência se faz não é de imediato seu produto.
    [14:38] <Lbomfim>  Para os descrentes de plantão, para os marxistas-leninistas, isto que eu estou afirmando é uma heresia, pois em Marx não existe o indivíduo, ele não fez esta abordagem que só se encaixaria em uma interpretação liberal.
    [14:38] <Lbomfim> Se é bem verdade que Marx não contempla a superação do estranhamento sob a ótica do indivíduo, por outro lado não é verdade que este está morto em sua filosofia. Isto seria um problema sério para a realização da décima primeira tese sobre Feuerbach.
    [14:38] <Lbomfim> Como transformar o mundo sem a participação, adesão do indivíduo a um processo revolucionário? - Como este seria possível? - Através de um processo de geração espontânea? - Como deveríamos assim interpretar a seguinte passagem de Marx:
    [14:39] <Lbomfim> […] Mas a primeira condição exigida para a liberdade é o autoconhecimento, e o autoconhecimento é uma impossibilidade sem a autoconfissao (MARX, 1968f, p. 28)
    [14:39] <Lbomfim> Deixo para os e as colegas esta tarefa. Mas apenas para incitar a reflexão faco algumas perguntas: O que é auto-conhecimento para Marx? - E o que é auto-confissão? - Existe a possibilidade de uma auto-confissão coletiva? - Ele está se referindo a que? - Ao indivíduo ou à coletividade? - Resolvida estas questões podemos traduzir a assertiva.
    [14:39] <Lbomfim> Para aumentar o escândalo de minha fala herética, lembro de uma outra passagem de um texto bem conhecido, mas não muito bem digerido por parte de seus intérpretes, Os Manuscritos Economico-Filosóficos. Neste texto Marx utiliza uma categoria de análise que ele não aplica mais em suas análises posteriores. Trata-se da Superação Positiva da Propriedade Privada. Assim  se expressa Marx:
    [14:40] <Lbomfim> A superação positiva da propriedade privada como a apropriação da vida humana, é assim a superação positiva de todos os estranhamentos, ou seja, o retorno do ser humano da religião, da família, do Estado etc., em seu ser/estar humano, isto é social.
    [14:40] <Lbomfim> Se Marx fala de Superação Positiva da Propriedade Privada, então ele também trabalha analiticamente com a Superação Negativa da Propriedade Privada. Qual a diferença entre elas?
    [14:40] <Lbomfim> - Enquanto a segunda se refere ao fim da propriedade privada nas relações sociais de produção, a primeira se refere ao fim da propriedade privada como uma necessidade do indivíduo.
    [14:40] <Lbomfim> Marx está se referindo à necessidade da auto-educação para a superação plena da propriedade privada. A superação negativa não faz com que a propriedade privada desapareça enquanto uma necessidade de ter dos indivíduos. Esta superação cabe a cada um de nós.
    [14:41] <Lbomfim> Tal superação é um projeto de vidas por sucessivas gerações, pois enquanto a lógica do Capital for dominante na sociedade, estará o ser humano alienado para sua reprodução, a qual é realizada pela totalidade (a maioria) das práxis sociais, as quais o reproduzem.
    [14:41] <Lbomfim>  Se a alienação do ser humano faz-se por suas práxis sociais, logo a sua superação não é uma utopia irrealizável. Ademais como nos ensina Czeslaw Milosz em seu poema Deus no Mundo:
    [14:41] <Lbomfim> Quando eu morrer, verei o avesso do mundo. O outro lado, além do pássaro, da montanha, do poente. O significado verdadeiro, pronto para ser decodificado. O que nunca fez sentido, fará sentido, O que era incompreensível, será compreendido. - Mas, e se o mundo não tiver avesso? Se o sabiá na palmeira não for um signo, Mas apenas um sabiá na palmeira? Se a sequência de noites e dias não fizer sentido E nessa Terra não houver n
    [14:41] <Lbomfim> Assim busca o Educador que educa!      Quantos assumem o risco do ônus de assim pensar?
    [14:42] <Lbomfim>  OPS O POEMA SAIU INCOMPLETO
    [14:42] <Lbomfim> Quando eu morrer, verei o avesso do mundo. O outro lado, além do pássaro, da montanha, do poente. O significado verdadeiro, pronto para ser decodificado. O que nunca fez sentido, fará sentido, O que era incompreensível, será compreendido. - Mas, e se o mundo não tiver avesso? Se o sabiá na palmeira não for um signo, Mas apenas um sabiá na palmeira? Se a sequência de noites e dias não fizer sentido E nessa Terra não houver n
    [14:42] <Lbomfim> oPS DE NOVO!
    [14:42] <Lbomfim> Mesmo se assim for, restará uma palavra Despertada por lábios agonizantes, Mensageira incansável que corre e corta Campos interestelares, corta galáxias que giram, E clama, reclama, grita.
    [14:43] <Lbomfim> Obrigado pela atencao e desculpe a inexperiencia
    [14:43] <thalita_> Muito obrigada, professor Luciano
    [14:44] <adelmaa> clap clap clap clap clap clap ....
    [14:44] <thalita_> convidamos então os participantes para discutir o tema abordado pelo conferencista
    [14:44] <wandufla> Boa Tarde Professor Luciano, Inicialmente Parabéns! Achei maravilhosa a apresentação.
    [14:45] <Lbomfim> Fico feliz
    [14:45] <Lbomfim> Obrigado Adelma
    [14:46] <Lbomfim> Obrigado Thalita
    [14:46] <wandufla> Hoje em dia temos analisado de certa forma um retrocesso no processo educacional, pois observamos que o que exigem dos educadores são apenas numeros. Como voc~e analisaria essa situação, haja vista temos inúmeras possibilidades de melhorar ese proceso educacional?
    [14:46] <brunoforgiarini> \o?
    [14:47] <Woodsonfc> clap clap clap
    [14:47] <Lbomfim> Wandufla, a pressao sobre os docentes é enorme. A maioria cansada do chicoteamento das condicoes materiais de vida e de trabalho, especialmente das violencias simbólicas de que sao alvo, capitulam.
    [14:47] <adelmaa> Prezado Luciano, gostaria apenas de comentar que este professor que não estava se inteirando do uso das tecnolgoias tem mudando muito, especialmente movidos pelas perguntas aguçadas dos alunos.
    [14:47] <jpmartins> palestra muito boa, porque vem ao encontro da questão do protagonismo no discurso do professor, justamente em um momento que o professor é um mediador...afinal os alunos dependem desse discurso para que sua formação seja gerada?
    [14:47] <Lbomfim> Com certeza Martins
    [14:48] <Lbomfim>  Mas estou no Nordeste, no Semi Árido e a realidade por aqui ainda é muito dura.
    [14:48] <adelmaa> Trabalho NO CEAD/UFOP e cooordeno osprofessore  orientdnors de TCC e fico extasiada ao receber as ifnromaçoes od smeus professores que seu alunos (( professores de escolas publicas) estão deman
    [14:48] <Lbomfim> Especialmente na zona rural. Assim como no Vale do Jequitinhonha
    [14:48] <adelmaa> dando orientação para tornar suaprática masi dinâmica,mas viva.
    [14:48] <Lbomfim> O processo é contínuo e inexorável
    [14:48] <Lbomfim> concordo.
    [14:49] <adelmaa> Isso é consequência direta da mudança depapel do professor. das demanas da sald e auals com alunos da geração y.
    [14:49] <Lbomfim> Mas quando vejo meus colegas de universidade deixando de ministrar aula porque viajou paraum evento academico, podendo ministrar a aula a distancia, ou se recusarem a estreitar lacos com os alunos criando GTs no WhatsApp eu fico assustado
    [14:50] <Lbomfim> Concordo Adelma
    [14:52] <jpmartins> mas se o professor que também tem uma realidade dura, logisticamente e psicologicamente falando tem possibilidades de ser um exemplo persuasivo positivo para seus alunos, já que muitos alunos dependem do discurso para trazer-lhes infinitas perspectivas positivas de futuro?
    [14:52] <Lbomfim> A tese posta acima é por demais verdadeira. A mudanca da linguagem no ambiente infanto-juvenil e jovem tem exercido uma  pressao determinante sobre a formacao e atitude didatico-pedagógica do professor.
    [14:53] <wandufla> Concordo, Com vocês, enquanto o professor utilizar a penas o discurso do livro, lousa e prova ele nao vai conseguir fazer com que o aluno avance na barreirra do conhecimento.
    [14:53] <adelmaa> Este é um problema sério. Na verdade, temso que conscinetizar osprofessores para a construção do conhecimento de como usar as tics apenas como insturmentos e não um fim em si mesmo.
    [14:53] <Lbomfim> As condicoes adversas estabelecem limites scruéis aa formacao educacional-escolar dos alunos.
    [14:54] <Lbomfim> Quanto menos condicoes materiais de vida e de trabalho, quanto mais pressao para o aligeiramento da formacao, menos poder formativo terá o professor.
    [14:54] <Woodsonfc> Pois então, Prof. Luciano, há uma apropriação de discursos para intervir nas escolas com atividades aparentemente cada vez mais voltadas para a socialização, mas será que nossos alunos estão mesmo se apropriando do conhecimento e das formas de conhecer qdo se abandona o ensino dito conteudista / formal em prol dessas outras abordagens, muitas vezes colocadas em mãos de oficineiros , monitores etc.?!
    [14:54] <Lbomfim> Concordo plenamente com sua conclusao Adelma.
    [14:54] <adelmaa> Para uma geração,como a minha, que nunca dicsutiu TICS nadurante sua formação,começar a fazer uso destes recursos de forma sgnificativa é um constante  desafio.
    [14:54] <wandufla> O professor mesmo que ainda desprovido de determinados recursos com certeza nunca perderá a criatividade e a inventividade.
    [14:55] <Lbomfim> Apresentar as TICs como a solucao dos problemas dos professores é transformá-las em ideologia. Mais um modismo pedagógico.
    [14:55] <Lbomfim> Aí está a contraditoriedade do real Wandufla
    [14:56] <Lbomfim> Como nos ensina Marx "o concreto é concreto porque ele é a síntese de múltiplas determinacoes, logo unidade do diverso
    [14:56] <josiel> aqui no Pará tem uma lei onde os alunos são proibidos de utilizarem qualquer meio eletronico: como celular e outros MP3
    [14:56] <Lbomfim> É  outro equívoco. Isto só aguca a vontade.
    [14:57] <josiel> e constantemente somos obrigados a levar alunos à direção
    [14:57] <Lbomfim> O caminho é os professores se apropriarem das TICs
    [14:57] <adelmaa> Retrocesso!
    [14:57] <Madu> Na escola em que eu trabalho tem a tal lei que proibe o celular, em todas as salas.
    [14:57] <Woodsonfc> Fora das TICs não há solução?!!
    [14:57] <adelmaa> Por isso cito aqui o musachio para este aluno que está ai uma nova escola há de surgir.
    [14:58] <Lbomfim> Quando eu ministro aulas eu autorizo os alunos a gravarem, peco que consultem determinadas informacoes, que procurem uma poesia ou música para mim ou uma determinada obra.
    [14:58] <Woodsonfc> É lei municipal na PBH tb
    [14:58] <Lbomfim> Sei
    [14:58] <jpmartins> o que eu acho que falta planejamento por parte dos professor de dizer para os gestores que tem autonomia e planejar suas aulas utilizando as TICs...muitos diretores (fora da realidade) acham que quano aluno utiliza internet ele está brincando.
    [14:58] <Madu> Eu uso o celular como reurso pedagógico e os alunos amam. É uma troca constante. Eles me ensinam
    [14:58] <thalita_> se apropriarem não só da tecnologia mas de como "manuseá-la" para trabalhar as habilidades e competências que ele deseja
    [14:58] <Lbomfim> Calro Madu.
    [14:59] <Lbomfim> Ops claro
    [14:59] <adelmaa> Achoque a discussão  tem que se rpermmedada de questionamentos: 1 Quando elas se tornam relevantes na sala de uala? 2. Emquual contexto deve ser usado; 3. Qual o objetivo eu quero atingir/ 4, Como devo usar? e ssim por diante.
    [14:59] <Lbomfim> Quando um aluno comecar a manusear o celular ou tablet pde a ele uma ajuda com o recurso tecnológico que ele está usando
    [14:59] <thalita_> *que eles desejam
    [14:59] <Madu> Isso tem um preço. Ainda ontem recebi minha avaliação profissional e um dos itens diz que eu estou constantemente
    [14:59] <ericamg> Eu acho que alguns podem ter um pouco de reseio de entrar a tecnologia e eles não darem conta
    [14:59] <adelmaa> as ticas assim como outro recusos qualquer requer planejamento e não apenas entregar table, ipad, cacesso ao computadro de mesa etc.
    [14:59] <Lbomfim> Certamente Adelma
    [15:00] <Woodsonfc> Com alunos de ensino fundamental, o smartphone realmente não ajuda, mas não há tempo para ensinar o uso de outra forma!
    [15:00] <thayane> eu também moro aqui no Pará sei que é proibodo os alunos utilizarem o celular mas procuro trabalhar com eles os textos nos celulares
    [15:01] <Madu> transgredindo as normas da escola.
    [15:01] <Lbomfim> OS PROFESSORES DE FÍSIC, QUÍMICA E BIOLOGIA PODERIAM EXPLORAR O USO DESTES APARELHOS A FIM DE QUE OS ALUNOS POSSAM TER INFORMACOES PARA DECIDIREM COMO USAR E NAO SIMPLESMENTE SEGUIR O IMPULSO.
    [15:01] <adelmaa> Temso eu a profa Madu Ferreira, também do grupo STIS temso vários exemplos de como elas, as tics, foram isntrumentos de mudança de  nossa prática no trabalho deorientaão deprofessores de escolas publicas.
    [15:01] <Lbomfim> Desculpe a caixa alta nas letras
    [15:02] <thayane> não, essa lei foi pra evitar transtornos dentro da sala de aula entre professor e aluno mas acho que trabalhar isso de forma organizada pode gerar bons resultados
    [15:02] <Madu> Eu me aproximo muito mais do meu aluno com atividades que usam tecnologias.
    [15:02] <adelmaa> Porém, até seu uso nós tivemos que trabalhar as questões colocadas acima. Os propósitos que queríamos alcançar.
    [15:03] <Lbomfim> Concordo Thayane. O uso se tornou um problema porque agucou outros problemas já existentes e que nunca foram resolvidos.
    [15:03] <Woodsonfc> Acho que o uso das tecnologias depende de algum planejamento e controle que a cultura do uso do equipamento ainda não permite
    [15:03] <Madu> São muitos os desafios com a direção da escola, sempre, mas tentamos.
    [15:03] <adelmaa> Ás vezes, fico sempre com medo, e também atenta que osprofessores veem no uso de tics a ponte para a relação professor aluno...
    [15:04] <adelmaa> eu vejo que ela pode ser aponte onde nós docnetes podemos anda lado ao lado dos alunos.
    [15:04] <Woodsonfc> É preciso uma estratégia e metodologia para poder introduzi-la na aula sem que se gere ainda mais conflitos e sem que fique massante e previsível o seu uso!
    [15:05] <adelmaa> é uma forma de nos colocar lada a lado.  Este diferença é tênue!!!!
    [15:06] <Lbomfim> Se descobrirmos sobre quais problemas os uso dos eletronicos estao assentados, descobriremos como resolver o problema do uso dos eletronicos em sala de aula pelos educandos
    [15:06] <adelmaa> Prof Bonfim o que o senhor me diz deste pensamento do Benjamim Franklin: "Diga-me e eu esquecerei. Ensina-me e eu lembrarei. Cativa-me e eu aprenderei."
    [15:06] <Madu> É certo Woodsonfc, logo logo ficam repetitvas.
    [15:06] <Woodsonfc> Não vejo que os alunos dominem tanto as tics como se diz, eles não estariam apenas usando como a Majors desejam que façam e portanto estando se colonizando como aqueles que não têm acesso a tecnologia?!
    [15:07] <Lbomfim> Aí está a chave do problema. mas como o nosso colega já pontutou o professor nao é um Super Herói. E enquanto humano ele padece dos golpes que sofre.
    [15:08] <Lbomfim> O altruísmo tem um preco. Estamos dispostos a arcar com os diversos onus que ele gera em uma sociedade regida pela lógica do Capital?
    [15:08] <brunoforgiarini> Concordo com o Woodsonfc. Percebe-se que os alunos exploram várias redes e recursos online, mas isso não significa que dominem tudo. Muitas, inclusive sequer sabem usar um e-mail.
    [15:09] <Lbomfim> Gostei muito da provocacao do <Woodsonfc>
    [15:09] <Lbomfim> Devemos trazer ela para o debate. Aí deve existir um outro mito.
    [15:09] <Madu> Qual, a colonização?
    [15:09] <Woodsonfc> Eu vejo, por exemplo,  que o Teatro tem feito muito pelo ensino da leitura e entusiasma tanto ou mais que os Tics, a questão não é tanto do uso ou não das Tics mas da forma como se usa. O que vc acha, prof. Luciano?
    [15:10] <debora_> De fato!
    [15:10] <brunoforgiarini> Formatação de trabalhos escolares em editores de texto ou planilhas eletrônicas são bons exemplos disso que o Woodsonfc citou
    [15:10] <debora_> Muito bem observado.
    [15:10] <thalita_> eu também vejo um problema na forma como muitos alunos usam as tics. mesmo saber mandar e-mail ou saber utilizar a internet não quer dizer que façam um bom uso. nem todos são letrados digitalmente, apesar de saberem manusear a tecnologia
    [15:10] <debora_> isso pode ser um problema...
    [15:10] <Lbomfim> Concordo <Woodsonfc>
    [15:11] <adelmaa> Na minha opinião eles desenvolveram a habilidade do uso através da manipulação po rexperimentação, não para sua formação educativa, mas para sua diversão, o que, às vezes, leva o sujeito a descobertas extraordinárias também na campo educadional.
    [15:11] <Lbomfim> Thalita voce acabou de delimitar um tema de pesquisa
    [15:11] <debora_> :)
    [15:11] <Lbomfim> Investigar as contradicoes é o caminho para compreensao.
    [15:12] <thalita_> Lbomfim, a minha pesquisa envolve essa ideia
    [15:12] <Lbomfim> ah!
    [15:13] <thalita_> isso é algo que me intriga
    [15:13] <Lbomfim> Muito bom Thalita
    [15:13] <Lbomfim> Adorei seu projeto
    [15:14] <thalita_> obrigada, professor
    [15:15] <Woodsonfc> Prof. Lbomfim, desculpe  que vou insitir na pergunta que fiz lá atrás e que acho que passou batida:
    [15:15] <Woodsonfc> Pois então, Prof. Luciano, há uma apropriação de discursos para intervir nas escolas com atividades aparentemente cada vez mais voltadas para a socialização, mas será que nossos alunos estão mesmo se apropriando do conhecimento e das formas de conhecer qdo se abandona o ensino dito conteudista / formal em prol dessas outras abordagens, muitas vezes colocadas em mãos de oficineiros , monitores etc.?!
    [15:15] <brenobelem> :)
    [15:15] <Lbomfim> A partir dos que voces consideraram eu concluo que mais importante do que a apropriacao de uma linguagem é a lógica, o sentido de sua apropriacao.
    [15:15] <adelmaa> A verdade é que n´so como educadores devemos olhar este aprendi zado de duas formas: (i) não insntitucionalizado, portanto liver a bsuca e pulos depaginas e sites em site como so nossolausno fazem no seu dia d dia fora da escola;
    [15:17] <jpmartins> eu concordo com a profe Adelma, acho que precisa ser norteada a maneira de usar as tics na sala de aula, com planejamento...porque estou utilizando, qual objetivo, que aprendizado o aluno terá...softwares, sites, sobre os conteúdos...ambiente virtual para discutir os assuntos,,,vejo que anda muito solto esse planejamento...
    [15:17] <Lbomfim> Caro <Woodsonfc> acho que devemos dialogar um pouco com o Prof. Newton Duarte sobre as PEdagogias do Aprender a Aprender
    [15:17] <jpmartins> usar por usar, sem planejar abre brechas para críticas
    [15:17] <Lbomfim> pois secundarizar os conteúdos é fragilizar a formacao teórica e isto é uma grave erro.
    [15:19] <jpmartins> dou um exemplo de uma estratégia de leitura utilizando o Cloze do Software Hot Potatoes, primeiramente os alunos que faziam esse exercício no software se entusiamavam...se agitavam...então a supervisão pensou que estavam jogando no Lab de Informática
    [15:19] <adelmaa> ou (ii) aquel e inatitucionalizado nas agências de letramento , lugar esse pensado para a instucionalização do saber formal, ou seja, aprender as regras de como se escreve a escrita acadêmica.
    [15:19] <jpmartins> bastou levar o plano de aula com as discussões teóricas sobre estratégias de leitura que tudo se resolveu
    [15:19] <jpmartins> o professor que trabalha com as Tics deve sim planejar o tempo todo
    [15:19] <Lbomfim> Todo professor
    [15:20] <josiel> Acho que voltamos ao inicio das discurssão, ao famoso planejamento.
    [15:21] <josiel> acho que tudo passa por ele, sempre amigos.
    [15:21] <adelmaa> Maravilha!!!  Sim! E ter mais, ele elaborar plano dinámico para a sua aula.
    [15:21] <Lbomfim> Aí o debate se apimenta por que como vou exigir que um professor que tem 14 a 21 turmas e de 700 a mil alunos planeje?
    [15:22] <jpmartins> pois professor, porque o professor ainda fica nessta questão...de 60 a 80 horas...se não pode nem planejarw
    [15:22] <jpmartins> ?
    [15:22] <jpmartins> por quê?
    [15:22] <thayane> Mas eu acho que esse professor tem que ter responsabilidade sobre seu trabalho
    [15:23] <jpmartins> claro, é óbvio que um professor de 60 horas terá sim problemas para planejar
    [15:23] <Woodsonfc> Não é que o problema seja necessariamente de planejar, mas da falta absoluta de tempo para diversificar e desenvolver formas autônomas de aprendizado que demandem alguma construção de tarefas, tempos e espaços. O que  se vê é que essa possibilidade não é dada ao professor na escola básica!
    [15:23] <adelmaa> Acho que o advento das ticas e/ou seu aparecimento também nas sala de aulas fez a escola despertar para o aprofundamente da discussão da necessdiade da formação d eprofessores, uma formação masi reflexiva entre oque era a escola
    [15:23] <adelmaa> e o lugra que ela deverá ser ou deve ser.
    [15:24] <adelmaa> Quano aqui falo professores , quero também ibcluir todos os agentes da educação...
    [15:24] <adelmaa> gestores coordeadores, pedagogos..
    [15:24] <adelmaa> etc.
    [15:24] <Lbomfim> Concordo Wondsonfc
    [15:25] <adelmaa> Verdade, Woodsonfc!
    [15:25] <jpmartins> olha...o governo implantou, promoveu acesso para que as escolas ganhassem Tablets e tudo mais, porém, quando os alunos apareciam em casa sem caderno cheio e erravam no momento de alguma aula...vinha a culpa do professor que só brincou, não deu aula...
    [15:25] <jpmartins> acho que a escola não faz direito esse trabalho com os pais de explicar como são as aulas
    [15:25] <jpmartins> com uso das TICs
    [15:26] <adelmaa> Esse também é um problema sério, uma cultura disseminada: professor bom é apenas aquele conteudista.
    [15:27] <adelmaa> Na verdade , prezado jpmartins, nós estamso agora começando a discutir esta questão com o professor. Este diálogo tem que ser muito mais amplo envolvendo todos os atores do processo educacional. e não apenas os pais.
    [15:28] <Lbomfim> Sim Adelma, mas é preciso afirmar a centralidade do conhecimento científico na formacao do educando.  Pois a autonomia crítico-reflexiva que devemos objetivar desenvolver com ele só pode ser trabalhada a partir dos saberes.
    [15:28] <Woodsonfc> Acho que não é boa essa palavra CONTEUDISTA, há uma distorção nisso, acho que o conteúdo não é o problema, mas a falta de condição para mediar o conteúdo por outras expressões, formas de dialogar com esse conteúdo e com tempo e
    [15:29] <Lbomfim> Biiinnnnggggoooo!
    [15:29] <Woodsonfc> etapas adequadas
    [15:31] <Woodsonfc> Prof. Lbomfim, acho que podemos encerrar, não!?
    [15:32] <Lbomfim> Eu agradeco as aulas que os participantes deste grupo me deram. Aprendi bastante.
    [15:32] <Woodsonfc> Tem alguma consideração a fazer ? Alguém tem mais alguma questão?
    [15:32] <debora_> Obrigada!
    [15:33] <debora_> Aguardo o próximo! Parabéns!
    [15:34] <thalita_> Gostaríamos de agradecer o nosso conferencista convidado prof Dr. Luciano Sérgio Ventin Bomfim pela brilhante participação.
    [15:34] <thalita_> Agradecemos a todos os participantes pela honrosa presença.
    [15:34] <Lbomfim> Eu mais uma vez agradeco sinceramente pela acolhida.
    [15:34] <Woodsonfc> Agradeço imensamente Prof. Dr. Luciano Sérgio Ventin Bomfim e evidentemente que aprendemos muito com sua palestra e considerações!
    [15:35] <thalita_> Para ter acesso a todas as palestras do STIS basta clicar do lado direito da página do STIS em registro, em seguida clicar na palestra escolhida e quando esta janela se abrir clicar abaixo dos resumo em“registro aqui” (em azul) 
    [15:35] <jpmartins_> Parabéns pela palestra professor Luciano e todas as discussões aqui levantadas...vejo que são mkuitas sempre...trabalho com educação não existe tempo encerrado é sempre uma construção, adaptação, mediação contínuas...
    [15:35] <jpmartins_> abração até as próximas palestras.
    [15:35] <thalita_> Para receber o certificado do evento basta encaminhar uma mensagem para o STIS neste endereço:   stis@textolivre.org com os seguintes dados: nome completo e apelido usado durante o evento.
    [15:35] <Lbomfim> Abracos em todos e todas
    [15:36] <thayane> sucesso professor!
    [15:36] <Lbomfim> Idem Thayane
    [15:36] <thayane> obrigado
    [15:37] <Woodsonfc> Obrigado e lembrando que dia  24  DE JUNHO:   Tópico:  Conferencistas: Profª Drª. Ana Cristina Fricke Matte                             Profª  Dr Tel Amiel, professor do IEAL/UNICAMP
    [15:37] <josiel> até a próxima
    [15:37] <Woodsonfc> Lembrando que dia 24  DE JUNHO teremos outro encontro com o  Tópico:  Conferencistas: Profª Drª. Ana Cristina Fricke Matte                             Profª  Dr Tel Amiel, professor do IEAL/UNICAMP
    [15:37] <adelmaa> Agradecemos participação de todos. A conferência foi relevantéssima asim como a discussão que se seguiu.
    [15:38] <adelmaa> Peço a todos que  ajudem-nos  a divulgar nosso evento em suas redes.
    [15:38] <debora_> 24 ou 26?
    [15:38] <Woodsonfc> Obrigado pela presença de vocês e do professor, e quem quiser o certificado pode verificar como fazer na nossa página do STIS
    [15:39] <Woodsonfc> http://stis.textolivre.org/site/
    [15:40] <Woodsonfc> Quem desejar rever essa conferência basta acessar o endereço: http://stis.textolivre.org/site/administrator/index.php?option=com_content&task=article.edit&id=84
    [15:40] <Lbomfim> Até a próxima
    [15:40] <adelmaa> Nosso próximo encontro será dia 26 de junho!
    [15:40] <debora_> OK, no site está dia 19. Obrigada!
    [15:40] <brunoforgiarini> Clap, clap, clap!
    [15:40] <debora_> 26 às 14 horas!
    [15:41] <debora_> Obrigada.
    [15:41] <Woodsonfc> Na página do STIS tem como ver o log de outras palestras tb
    [15:41] <adelmaa> Não !!! Nossoproximo encontro serpá no dia 19 de junho.
    [15:41] <adelmaa> É  sempre na terceira sexta-feira do mês,ok!
    [15:41] <adelmaa> Será dia 19 de junho!
    [15:42] <adelmaa> Esta certo Débora!
    [15:42] <debora_> dia 19 às 14 horas então? O site está correto!
    [15:42] <Woodsonfc> Af, então é 19, perdão!
    [15:42] <debora_> OK :)
    [15:42] <adelmaa> Dia 19 de junho , às 14:00 horas, horário de Brasília.
    [15:43] <debora_> Certo, obrigada!
    [15:44] <adelmaa> Obrigada ao prof  Woodson Firorini pela apresentação e fechamento e a profa Thalita pela moderação e a todos vocês pela honrosa presneça.
    [15:49] <adelmaa> Abraços! Fiquem em  paz e sejam felizes!

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