ANFITEATRO

  Título:

EU ORGANIZO O MOVIMENTO: A CADÊNCIA DA CANÇÃO DE CAETANO VELOSO NOS MOVIMENTOS SOCIAIS BRASILEIROS

Autores: Laura Gabino, Marina Baltazar
Resumo:

O presente artigo busca analisar duas canções do cantor e compositor brasileiro Caetano Veloso – “Alegria, alegria” (1968) e “Um comunista” (2012), tomando como base os movimentos sociais do contexto de produção de cada obra – a década de 60, marcada pela explosão cultural de cunho político, e a efervescência no cenário de produção artística e política atual, respectivamente. A análise se dará a partir da Semiótica Greimasiana e Temporalidade, considerando, sobretudo, a semiótica da canção e do texto literário.

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Anexos:

PERFIL DAS AUTORAS: Laura GabinoMarina Baltazar

Área do Conhecimento: Literatura
Categoria principal:



Teorias Aplicadas
Categorias Específicas: Cultura Livre
Semiótica
Temporalidade
Instituição: UFMG - MG
Palavras-Chave:
Mesa (1): Ana Cristina Fricke Matte
Mesa (2): Gustavo Eleutério Pena - UEMG
Mesa (3):

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Aprovado segunda, 11 jun 2018, 14:49

Código: Ana-01

Comentários

  • Imagem de Bruna AlvesBruna Alves - qua, 27 jun 2018, 17:50
    Sim Marina, e é muito prazeroso observar a criatividade e força desses artistas, é impressionante. O Hip Hop, por exemplo, cresceu construindo críticas à sociedade, e atinge várias camadas da população. Seria importante que cantores famosos atuais pudessem também cantar sobre o contexto social do país e influenciar positivamente as pessoas, mas como você disse, quais poderiam realmente despertar a população? Bom saber que artistas como Caetano ainda agem na mente das pessoas mundialmente.
  • Imagem de Marina BaltazarMarina Baltazar - qua, 27 jun 2018, 17:58
    Gustavo, voltamos com uma pergunta, ou duas: por que a hiperconectividade é vista como um desafio e não pode ser vista como uma maneira de aliar o ensino a métodos mais atuais e que despertem o interesse dos estudantes? Como já lecionamos, e ser professor é um ofício em constante formação, não só acreditamos como conseguimos unir, em muitas aulas, a tecnologia à poesia, vide nosso projeto de pesquisa "A poesia fora de si: outros espaços e novas textualidades no Brasil contemporâneo", e quem melhor do que nossos alunos para nos ensinar sobre essa hiperconectividade, uma vez que alguns já nasceram nessa nova realidade, diferentemente de nós. Não entendemos porque Caetano e Jay-Z e Beyoncé se excluem: estão em contextos tão distintos, não? e ao mesmo tempo dizem da temporalidade da música de maneiras também distintas? Por que não pensar no valor que cada um tem, já que é uma comparação que não cabe?
  • Imagem de Marina BaltazarMarina Baltazar - qua, 27 jun 2018, 18:57
    Verdade, Bruna! O hip hop, por si só, já constitui um lugar de fala carregado de representatividade, né? Acredito que o funk e o rap estejam se constituindo enquanto tais também, nos dias de hoje.
    Mais uma vez, obrigada pela leitura atenta e pelas considerações pertinentes!
  • Imagem de Gustavo Eleutério PenaGustavo Eleutério Pena - qui, 28 jun 2018, 06:15
    Obrigado, Marina.

    Últuma pergunta, para quais perfis de alunos vocês hoje consideram dirigir a sua escrita e a sua prática?
  • Imagem de Laura GabinoLaura Gabino - qui, 28 jun 2018, 17:19
    Gustavo, acreditamos que escrita e prática são duas coisas distintas, tendo, portanto, dois interlocutores diferentes. Em relação à nossa escrita, esse texto em questão, pensamos que interessaria desde estudantes de Semiótica, da Letras, por exemplo, até fãs de Caetano Veloso. Por isso, optamos por fazer um texto acadêmico com conceitos bastante trabalhados, mostrando como cada um aparece nas letras de música analisadas. Em relação à prática, pensamos na pluralidade de indivíduos dentro de uma sala de aula. É pensar que não podemos equalizar essas diferenças, transformando os alunos em uma grande massa, isto é, ao traçar um perfil ideal de aluno, excluímos outros tantos. Dirigimos, então, a todos os perfis de alunos, respeitando cada individualidade, e adequando a nossa prática a cada turma específica.
  • Imagem de Gustavo Eleutério PenaGustavo Eleutério Pena - qui, 28 jun 2018, 17:55
    Muito bom, Laura. Muito obrigado.

    Eu concluo a minha mesa sugerindo um evento em que estará a Grace Passô, dramaturga cuja trajetória eu acompanho desde a formação dela no CEFAR. O tema também é interessante, e pode contribuir com a pesquisa sua e de Marina. Vejam se gostam. Muito obrigado, meninas.

    https://www.sympla.com.br/quem-tem-medo-de-feminismo-negro-lancamento-de-livro-e-bate-papo-com-djamila-ribeiro-e-grace-passo__311478
  • EuWoodson Fiorini de Carvalho - qui, 28 jun 2018, 19:45
    EM TEMPO: Marina, o que me chamou a atenção em seu artigo foi, além da semiótica, a abordagem do tema “movimentos sociais”. Tenho especial interesse nesse tema, pois trabalhei no doutorado a paixão semiótica amizade e considero os “movimentos sociais” um tipo especial de paixão amistosa em que o sujeito amigo se conjunta com outro sujeito por conta da disjunção com um antisujeito ou antiobjeto. No caso dos textos analisados no seu artigo, temos, como você disse, textos concebidos de duas épocas distintas: uma, em plena ditadura militar - “Alegria Alegria”- e outra, passados 30 anos de redemocratização “Um Comunista”. Em ambos, os sujeitos são politicamente engajados, porém, esse engajamento parece estar mais explicitado que no outro, por conta da abertura política.
  • Imagem de Raí GuerraRaí Guerra - qui, 28 jun 2018, 20:48
    O trabalho está incrível, parabéns. Está bem interessante ler sobre a temática retratada (movimentos sociais, arte e política) numa perspectiva semiótica e bem interpretada mas também de forma leve, talvez até poética por conta de alguns trechos. Caetano realmente dizia e diz muito sobre a realidade que nos cerca. Às vezes para o lado positivo, às vezes para o negativo. E não deixa de ser um grande artista. Parabéns mais uma vez.
  • Imagem de Maxwel Parreira OlivérioMaxwel Parreira Olivério - sex, 29 jun 2018, 00:23
    Olá, Parabéns às autoras pelo belo trabalho. Ótima análise.
  • Imagem de Marina BaltazarMarina Baltazar - sex, 29 jun 2018, 13:26
    Olá, Gustavo,
    Nós agradecemos à mesa e às referências que foram trazidas para a discussão do nosso artigo, mostrando, por meio da própria materialidade, o quanto é atual o debate que propomos.
    Agradecemos especialmente à indicação do evento e por ter colocado na mesa o nome da Grace - não sei se chegou a ler meu último comentário respondendo à Bruna, mas uso "lugar de fala" e "representatividade" por meio de conceitos que aprendi com o livro O que é lugar de fala, da Djamila Ribeiro, que também teve lançamento aqui há alguns meses -, uma pena que os ingressos já esgotaram! Se alguém estiver com dois sobrando, por favor falar comigo e com a Laura, sim?
  • Imagem de Marina BaltazarMarina Baltazar - sex, 29 jun 2018, 13:32
    Boa tarde,Woodson,
    Obrigada pela leitura tão cuidadosa, e especialmente interessante - e até honrosa -, por ter como objeto de comparação o seu trabalho de doutorado!
    Quanto à questão do engajamento político: acreditamos que ambos os sujeitos estejam engajados, mas um precisando burlar a censura, agindo de acordo com a temporalidade que conseguimos reconstruir do contexto ditatorial, e outro que age, de fato, de acordo com a abertura política; não nos parece que um seja mais engajado do que o outro, apenas têm que ter tratos diferentes com o seu tempo, não é mesmo?
  • Imagem de Marina BaltazarMarina Baltazar - sex, 29 jun 2018, 13:38
    Olá, Raí,
    Que bom que gostou da leitura, e que instigante pensar que conseguiu ver traços poéticos em um texto de escrita predominantemente acadêmica! Talvez isso se deva ao fato de as canções analisadas continuarem ecoando nas nossas cabeças - minha e da Laura - enquanto escrevíamos, o que só nos mostra o poder da cadência das músicas de Caetano, concorda? Somos suspeitas, mas também achamos que ele é um grande artista! Obrigada pelo retorno!
  • Imagem de Marina BaltazarMarina Baltazar - sex, 29 jun 2018, 13:40
    Obrigada pelas congratulações, Maxwel! Gostamos muito de elaborar este trabalho e da possibilidade de analisar duas músicas tão importantes no cenário político brasileiro!
  • Imagem de Gabriella Pedrosa Santos CunhaGabriella Pedrosa Santos Cunha - sex, 29 jun 2018, 15:20
    Olá, meninas! Parabéns pelo trabalho! É muito interessante perceber e analisar que por trás de uma simples palavra ou estrutura há tantas mensagens sendo transmitidas, principalmente de cunho político e social. Ademais, Caetano foi uma ótima escolha. Adorei!
    Abraços!
  • Imagem de Laura GabinoLaura Gabino - sex, 29 jun 2018, 18:18
    Ei, Gabriella, obrigada pela leitura! São tantas mensagens e análises que podemos depreender das músicas que achamos pouco escrever apenas 6 páginas. Quem sabe eu e Marina não animamos continuar esse estudo e escrever um texto maior? E, sim, concordamos: Caetano é sempre uma ótima escolha!