ANFITEATRO

  Título:

LETRAMENTOS DIGITAIS E ENSINO DE PORTUGUÊS: JOGOS DE COLEÇÕES DIDÁTICAS

Autores: Gilvan Mateus Soares
Resumo:

O estudo da língua portuguesa, na escola, precisa oportunizar aos alunos o desenvolvimento dos letramentos digitais, que englobam múltiplas habilidades e competências na leitura e na produção textual por meio das tecnologias. Nesse contexto, os jogos digitais têm sido uma das principais tecnologias com as quais crianças e adolescentes, fora da escola, estabelecem contato, de forma que, no ambiente escolar, isso não pode ser desconsiderado. Diante disso, este trabalho apresenta resultados de pesquisa realizada com alunos de escola pública do Ensino Fundamental II (6o ao 9o Ano), em Minas Gerais, sobre jogos de coleções didáticas do PNLD 2014.

LEIA Artigo Completo em PDF: Documento PDF Gilvan - Artigo UEADS 2018.pdf
Anexos:

PERFIL DO AUTOR: Gilvan Mateus Soares

Área do Conhecimento: Linguística
Categoria principal: Conferências Convidadas
Categorias Específicas: Educação a Distância
Educação Libertadora
Leitura e Escrita
Hipertexto
Instituição: UFMG - MG
Palavras-Chave:
Mesa (1): Josiane Brunetti Cani Ferrari
Mesa (2):
Mesa (3):

Adorou este trabalho? Que tal indicá-lo para receber Menção Honrosa? Clique aqui para ir à página de votação.

Aprovado sexta, 22 jun 2018, 12:16

Código: Conferência-04

Comentários

  • Imagem de Gilvan Mateus SoaresGilvan Mateus Soares - qua, 27 jun 2018, 18:27
    Leonardo,
    Sem dúvida. A esse respeito, Gee (2003) enumera diversos princípios de aprendizagem que os bons jogos deveriam incorporar para promover um ensino significativo. Assim, por exemplo, o aluno ser inserido em um ambiente de desafio, em um contexto em que deve pensar lateralmente e explorar cada detalhe do jogo, definindo estratégias, com poder de agência. Consequentemente, aprende se divertindo.
    Gilvan
  • Imagem de Gilvan Mateus SoaresGilvan Mateus Soares - qua, 27 jun 2018, 18:30
    Raí Guerra,
    Você aponta para o importante papel da escola na promoção dos letramentos digitais, ainda mais em contextos em que os alunos, muitas vezes, só têm acesso à tecnologias na escola, assim como ocorre, também, com a leitura de livros literários. A questão é que algumas escolas não possuem infraestrutura adequada e, por outro lado, professores carecem de formação ou condições para planejamento de aula. A situação, como se pode depreender, é complexa, mas, com empenho, coragem e dedicação, podemos delinear estratégias simples, mas eficazes para letrar digital e criticamente os alunos.
  • Imagem de Ivanildo de SouzaIvanildo de Souza - qui, 28 jun 2018, 07:50
    Gilvan, a escola ainda está longe de aliar práticas sociais ao ensino, estamos caminhando, mas ainda falta muito para que nossas vivências em ambiente escolar sejam mais próximas das situações reais. Em relação aos jogos, percebo que há sim um esforço didático para que esses sejam ferramentas aliadas ao ensino, considerando que podem ser uma forma mais descontraída de aprendizagem. Entretanto, seu trabalho mostra exatamente o que percebo em relação aos jogos no livro didático com o qual trabalho: eles não são tão interessantes do ponto de vista lúdico, os alunos os veem apenas como mais uma atividade de língua portuguesa. Espero que haja esforços maiores para garantir que esse recurso tão importante seja aprimorado. Parabéns pelo seu texto!
  • Imagem de Rafaela Cristina MartinsRafaela Cristina Martins - qui, 28 jun 2018, 12:16
    Parabéns pelo trabalho. Achei muito interessante o tema e como foi realizado a pesquisa com os estudadas. Só gostaria de saber qual foi o critério para a seleção dos jogos? E se sabe como esses jogos foram desenvolvidos?
  • Imagem de Angélica GonçalvesAngélica Gonçalves - qui, 28 jun 2018, 20:44
    Parabéns pelo trabalho, Gilvan! A escola precisa mesmo abrir as portas para que a realidade do aluno faça parte das aulas, infelizmente as barreiras materiais ainda são muitas, o que impede a efetivação de um trabalho com jogos mais parecidos aos que os alunos mais se interessam.
  • Imagem de Gilvan Mateus SoaresGilvan Mateus Soares - qui, 28 jun 2018, 22:17
    Ivanildo,
    Interessante sua observação! Infelizmente, alguns dos jogos acabam sendo a reprodução do formato impresso de questões de múltipla escolha, revestindo de tecnologias práticas tradicionais de abordagem dos conteúdos gramaticais. A jogabilidade, assim, fica em segundo plano.
  • Imagem de Gilvan Mateus SoaresGilvan Mateus Soares - qui, 28 jun 2018, 22:20
    Rafaela,
    Os jogos foram selecionados com base em critérios como: 1) contemplar conteúdos gramaticais; 2) abordar a variação linguística; 3) simular alguma atividade do mundo físico, como jogo de basquete, paintball ou futebol; d) solicitar a interpretação de texto. Esses jogos foram desenvolvidos pelas editoras das coleções didáticas tipo 2 inscritas no PNLD 2014.
  • Imagem de Gilvan Mateus SoaresGilvan Mateus Soares - qui, 28 jun 2018, 22:22
    Angélica,
    Mas em outro trabalho que ainda vou publicar demonstro que, mesmo que o jogo aborde tradicionalmente os conteúdos e não privilegie a jogabilidade, a mediação do professor pode fazer a diferença, despertando o interesse do aluno em jogar e criando uma atmosfera saudável de desafio e competição.
  • Imagem de Guilherme Fernandes NicácioGuilherme Fernandes Nicácio - sex, 29 jun 2018, 13:23
    Muito interessante o assunto! Parabéns pelo artigo.
    Trabalhei com um joguinho há um tempo com alunos de 7°ano. Depois disso, não acompanhei mais jogos educativos. Nem sabia que as coleções didáticas possuíam jogos.
    Realmente temos que considerarar que antes de querer ensinar um conteúdo, é um jogo. Precisa ser diferente.
  • Imagem de Cleverson MagnoCleverson Magno - sex, 29 jun 2018, 16:37
    Nossa que legal! ache muito interessante, é juntar o útil ao agradável, despertar o interesse das crianças, não somente para a educação dos mesmos, mas também de proporcionar uma diversão que pode virar uma profissão futuramente, como desenvolvedor de jogos e tal...
  • Imagem de Gilvan Mateus SoaresGilvan Mateus Soares - sex, 29 jun 2018, 21:15
    Guilherme,
    Sim! Concordo! É necessário tanto desafiar o aluno quanto levá-lo a aprender, conciliando jogo com conteúdo. Alguns alunos chegam animados para jogar, mas quando percebem o jogo... desanimam. Outros sugerem novas estratégias para aproveitar o jogo. Por isso a mediação do professor é muito importante.
  • Imagem de Gilvan Mateus SoaresGilvan Mateus Soares - sex, 29 jun 2018, 21:18
    Cleverson,
    Há aspectos positivos (como simular uma visita a um museu, permitindo ao aluno conhecer obras de arte e delas proceder a uma leitura crítica ou interpretativa) quanto jogos que esquecem da jogabilidade/diversão e se resumem a uma classificação morfossintática, em questões de múltipla escolha.
  • Imagem de José Adauto de Carvalho JúniorJosé Adauto de Carvalho Júnior - sex, 29 jun 2018, 22:20
    Texto muito agradável de ler. O nível de habilidade que o aluno já desenvolveu influi diretamente no grau de dificuldade que o aplicativo possa apresentar, .
    Visto que seja lá uma pessoa adulta utilizando ou analisando um aplicativo produzido para crianças, acho que não seria eficiênte com a ausência de consciência visual,. De forma paralela ao que os alfabetizadores cita como consciência fonética.
  • Imagem de Gilvan Mateus SoaresGilvan Mateus Soares - dom, 1 jul 2018, 07:32
    José,
    Que bom que gostou! Os jogos das coleções foram desenvolvidos para alunos do Ensino Fundamental. Na pesquisa, então, procurei, de um lado, avaliar a jogabilidade, aplicando os jogos para estudantes desse nível escolar e, por outro, analisar os conteúdos, aplicando os mesmos jogos a professores. Além disso, desenvolvi, com base em diferentes autores e em meus próprios conhecimentos, categorias de análise. Em breve novos trabalhos serão publicados.
  • Imagem de Gilvan Mateus SoaresGilvan Mateus Soares - dom, 1 jul 2018, 07:34
    Queridos Participantes,
    Gostaria de agradecer, com carinho, cada uma das importantes contribuições. Foi momento de muita aprendizagem e partilha de conhecimentos. Deus abençoe cada um!
    Forte abraço,
    Gilvan