ANFITEATRO

  Título:

TEMPORALIDADE NO DISCURSO FEMINISTA

Autores: Rafael de Sousa Lopes Nascimento
Resumo:

 

O presente artigo tem por finalidade apresentar os símbolos e falas que perduram nos discurso feminista desde a década de 60. Tais elementos poderão elucidar questões de pertencimento, de transformação e adaptação ao contexto vigente. Os cenários a serem avaliados são: Rio Grande do Sul na década de 60 e Rio de Janeiro na atualidade.

 

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Anexos:

PERFIL DO AUTOR: Rafael Nascimento

Vídeo 1: https://www.youtube.com/watch?v=FJue0Isf434

Vídeo 2: http://g1.globo.com/globo-news/dossie-globo-news/videos/v/especial-o-crescimento-dos-movimentos-feministas-no-seculo-xxi/6389430/

Área do Conhecimento: Linguística
Categoria principal:



Teorias Aplicadas
Categorias Específicas: Semiótica
Instituição: UFMG - MG
Palavras-Chave:
Mesa (1): Ana Cristina Fricke Matte
Mesa (2): Gustavo Eleutério Pena - UEMG
Mesa (3):

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Aprovado sábado, 16 jun 2018, 20:39

Código: Ana-12

Comentários

  • Olá! Sou a acris do Texto Livre!Ana Cristina Fricke Matte - seg, 18 jun 2018, 21:31
    O fato dos dois textos do corpus serem, além de épocas diferentes, de locais diferentes, não poderia implicar em diferenças que vão além da temporalidade em si?
  • Imagem de Rafael NascimentoRafael Nascimento - seg, 25 jun 2018, 23:23
    Sem sombra de dúvidas professora. Eu queria ter tido mais laudas para poder desenvolver outros elementos. Eu queria ter desenvolvido mais as questões das práticas que sustentam o discurso de uma época. Por exemplo, Street (2012) destaca que as práticas são modos de pensar e de agir socioculturalmente orientados e eles se tornam observáveis em eventos comunicativos com propósitos específicos. Já na concepção de Fairclough (2003, p. 25), as práticas podem ser entendidas como “articulações de diferentes tipos de elementos sociais que estão associadas a áreas particulares da vida em sociedade”. Portanto, as práticas compreendem as ações e as interações realizadas entre as pessoas nas suas relações sociais, nas quais os discursos representam diferentes formas de ver o mundo. O Foucault já vem falar de uma ideia de disciplina, que deve ser obedecida e que rege os ditos em sociedade, que molda os discursos em consonância com valores socialmente instituídos, e segundo essa disciplina “não nos encontramos no verdadeiro senão obedecendo às regras de uma “polícia‟ discursiva que devemos reativar em cada um de nossos discursos.” (FOUCAULT, 1996, p. 35). Com esse embasamento teórico eu poderia dizer mais sobre como cada sociedade engendra o discurso feminista, de que modo ele se sustenta e resignifica, através de uma análise bem contrastiva, mas levaria muito mais tempo para refinar a análise. Realmente há mais do que a temporalidade em si, há muito mais em jogo. O segundo vídeo, por exemplo, eu queria ter feito uma análise à luz do dialogismo Bakhtin, por ser uma roda de bate-papo. Espero ter respondido. ;)
  • Imagem de Gustavo Eleutério PenaGustavo Eleutério Pena - ter, 26 jun 2018, 15:30
    Olá Rafael!

    Você afirma que o vídeo 1 deixa a desejar sobre as paixões e sentimentos do sujeito no tempo e no espaço, citando Barros (1988). Eu gostaria de saber de você se há um diálogo entre aquele sujeito do discurso feminista dos anos 60, ainda que não tenha aparecido no vídeo, e o sujeito do discurso feminista de hoje. Dialogam o feminismo de hoje e o de outrora?
  • Imagem de Rafael NascimentoRafael Nascimento - ter, 26 jun 2018, 22:56
    Olá Gustavo
    Muito obrigado pela pergunta. Se considerarmos que o sujeito discursivo implica a relação do simbólico com o político, dialogam sim. As ideologias são as mesmas. Entretanto, o discurso dos anos 60 inicia com o conceito de libertação para ganhar força na luta. Hoje, temos nichos que atendem necessidades específicas de cada grupo, os quais se caracterizam justamente pela luta de direitos. O que apresento acredito ir ao encontro de uma definição de sujeito apresentada por Patti (2012): "O sujeito do discurso não é quantificável ou normatizável, mas é inscrito na/pela memória discursiva, que, por sua vez, está inscrita nas formações discursivas, que são inscritas nas formações sociais, e que se constituem nas injunções ideológicas (p.19). Espero ter respondido e entendido sua pergunta. Estou à disposição. ;)
  • Imagem de Gustavo Eleutério PenaGustavo Eleutério Pena - qua, 27 jun 2018, 08:04
    Bom dia, Rafael.

    Obrigado eu pela sua explicação. De fato, sujeito é quem diz de si, caso contrário a lógica é colonial. Veja bem como o sutiã, símbolo de contenção do seio era queimado a fim de libertar o corpo da mulher. Há até pouco tempo, seios amamentando em público eram censurados. Seios expostos no instagram eram censurados. Agora não são mais. Note que ainda há reivindicações feministas, ou seja, o ser mulher ultrapassa o corpo nu, e as pautas outrora coletivas ganham nuances de individualidade. O sujeito mulher se afirma antes de se integrar coletivamente.

    Eu queria saber de você qual é sua motivação em investigar feminismo e temporalidade. Conta pra nós?
  • Imagem de Rafael NascimentoRafael Nascimento - qua, 27 jun 2018, 11:29
    Gustavo, estava esperando essa pergunta. Foi assistindo "A dama de ferro", que rendeu a Meryl Streep um Oscar, e de quem sou super fã rsrs, que me veio à mente falar sobre o assunto, visto que Margaret Thatcher fez justamente esse movimento de se negar ser somente uma dona-de-casa se engajando politicamente. Então fui procurar vídeos que falassem sobre mulheres com o mesmo perfil. Montei meu corpus e me "apoderei" ;) dos conceitos discursivos e tracei minha análise. Caso ainda não tenha assistido ao filme, o recomendo. Acho que muito do que apresento em meu artigo aparece nesse longa-metragem.
  • Imagem de Gustavo Eleutério PenaGustavo Eleutério Pena - qua, 27 jun 2018, 13:09
    Massa, Rafael! Também gosto bastante do filme, particularmente da mensagem que há sob a imagem de Thatcher 'presa' a um corpo que definha. Todo poder é relativo.

    Você deve ter assistido as Sufragistas. Apenas se sim, o que você me diz do movimento de Thatcher em contraste com As Sufragistas? Há um discurso feminista ou faz sentido falar em discursos feministas?
  • Imagem de Rafael NascimentoRafael Nascimento - qua, 27 jun 2018, 13:50
    Sim, assisti, com a maravilhosa Meryl. Bem.. Mesmo que o filme de Tatcher tenha me levado a pensar no discurso feminista, acredito que o que vemos é uma mulher que se engaja politicamente e que assume a rigidez de um homem para lidar com o cenário político, o que faz com que ela seja chamada de Iron Lady. É interessante que em muitos momentos do filme, conversando com o marido, ela se refere como o homem da casa, ou da relação - algo do tipo. Já as Sufragistas são mulheres que se rebelam contra a opressão e se cansam de serem ridicularizadas, assediadas e, até mesmo ignoradas pelos homens. Tatcher servia a um país e às suas ideologias políticas. Já as Sufragistas serviam ao movimento de libertação, de luta da mulher, o qual é engendrado pelo discurso político.
  • Imagem de Gustavo Eleutério PenaGustavo Eleutério Pena - qua, 27 jun 2018, 14:55
    O feminismo portanto enquanto "modus" e enquanto "corpus". Thatcher era Thatcher, para o fim de Ministra e para o fim de esposa, ela simplesmente era. As Sufragistas deram corpo ao sufrágio feminino, tiveram que arranjar força de não se sabe onde.

    Muito obrigado, Rafael.
  • Imagem de Gustavo Eleutério PenaGustavo Eleutério Pena - qui, 28 jun 2018, 12:59
    Boa tarde, Rafael.

    Veja se isto pode contribuir de alguma forma com a sua pesquisa. Grace é uma das grandes damas da dramaturgia brasileira em ascenção. Sou suspeito para falar por tê-la acompanhado desde a formação no CEFAR até o Espanca!, que ela ajudou a fundar.

    https://www.sympla.com.br/quem-tem-medo-de-feminismo-negro-lancamento-de-livro-e-bate-papo-com-djamila-ribeiro-e-grace-passo__311478
  • Imagem de Rafael NascimentoRafael Nascimento - qui, 28 jun 2018, 20:56
    Boa Noite Gustavo,
    Muito Obrigado por compartilhar comigo o evento. Você vai estar lá? Caso for me avise. Estive vendo sua formação acadêmica e fiquei impressionado com sua produtividade. Você está com algum artigo aqui no congresso?
  • Imagem de Gustavo Eleutério PenaGustavo Eleutério Pena - sex, 29 jun 2018, 05:44
    Bom dia, querido. Eu não publiquei no congresso. Vim feliz contemplar os escritos de vocês desta vez 😊
  • Imagem de Cleverson MagnoCleverson Magno - sex, 29 jun 2018, 13:34
    Olá, achei bem interessante o contexto/contraste feminista da década de 60 com o atual; se iniciou-se como um movimento libertador, e evoluiu para a política e luta, esperamos que possa evoluir para contextos melhores ainda, parabéns pela abordagem...