ANFITEATRO

  Título:

DESAFIOS DE UMA SALA DE AULA MULTISSERIADA

Autores: Joice Amaral Padilha
Resumo:

 

A escrita visa apresentar uma experiência realizada numa turma multisseriada. O objetivo é relatar as experiências vivenciadas numa monitoria e refletir sobre os desafios que o professor encontra em uma escola do campo. A base metodologia foi o estudo do meio. Os resultados apontam a necessidade de um olhar atento para as especificidades de uma turma multisseriada.

 

 

LEIA Artigo Completo em PDF: Documento PDF ArtigoJoice SALA MULT. ELIANE.pdf
Anexos:

PERFIL DA AUTORA: Joice Amaral Padilha

Área do Conhecimento: Educação
Categoria principal:


Ensino/Aprendizagem

Categorias Específicas: Educação do Campo
Instituição: FURG – RS
Palavras-Chave:
Mesa (1): Eliane Lima Piske
Mesa (2): Aldo Bueno de Lima Junior - SCJ/ ACADEJUC
Mesa (3):

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Aprovado terça, 5 jun 2018, 15:31

Código: Eliane-01

Comentários

  • Imagem de Fernanda Freitas PereiraFernanda Freitas Pereira - qua, 27 jun 2018, 22:57
    Olá Joice, gostei muito do seu trabalho e da maneira que seus argumentos foram colocados. Acho que foi muito válido a sua participação de forma ativa em uma sala de aula multisseriada, pois somente com a participação podemos compreender de fato a realidade. Eu já fui aluna em uma escola da comunidade rural que apresentava esse tipo de estrutura e pude perceber que em algumas situações há uma falta de capacitação do professor presente para lidar com esse desafio e que como você citou de forma muito bem explícita em seu trabalho deve-se haver uma formação que ofereça esse tipo de experiências ao profissional. Ademais a presença de mais de um profissional na sala de aula é de suma importância visto que este pode auxiliar no processo de aprendizagem de todos os alunos, principalmente os que apresentam maiores dificuldades de entendimento do conteúdo exposto.
  • Imagem de Joice Amaral PadilhaJoice Amaral Padilha - qui, 28 jun 2018, 02:33
    Fico muito contente em responder cada um de vocês e agradeço a todos por participarem da roda de conversa.
    R: Karina Fernandes Nicacio, então Karina a luta por uma educação justa continua, eu também sou monitora de uma aluna Quilombola e leio bastante sobre educação popular e educação do campo. Esse ano comecei meu TCC com o mesmo tema da escola do campo e como tu mesma relata esse é um tema que deveria ser muito discutido em artigos, trabalhos e monografias, mas o que vejo na prática são poucas pesquisas sobre a temática das escolas do campo. Se tiveres interesse posso enviar no final do ano o trabalho pronto, ainda está em construção, meu email: joice82padilha@gmail.com
  • Imagem de Joice Amaral PadilhaJoice Amaral Padilha - qui, 28 jun 2018, 02:46
    R: Napolitana Silva de Souza, olá, o que tu pensas sobre essas questões ? Eu não domino totalmente o assunto, sou nova em pesquisas, mas pelo que percebi inserida na escola é que depende de alguns fatores, por exemplo, o tempo que o aluno vai estar na escola. Uma sala de aula multisseriada com o mesmo horário de uma seriada pode sim prejudicar a qualidade de ensino, pois o tempo dedicado a cada série será menor. Aqui na escola o horário é das sete da manhã até as duas da tarde, a justificativa é exatamente essa, para conseguir atender com qualidade os alunos. Quanto ao futuro dos alunos do campo eu retomo a parte da formação continuada dos professores, que devem se atualizar, preparando esses alunos para competir com igualdade, em vagas oferecidas na área urbana, não é mesmo?
  • Imagem de Joice Amaral PadilhaJoice Amaral Padilha - qui, 28 jun 2018, 03:05
    R: Fernanda Freitas Pereira, que bom que gostaste, fico feliz! Então tu também te sentes pertencente de certa forma ao tema. Minha mãe, meu pai e minha filha também estudaram em turmas multisseriadas, por isso defendo as escolas do campo sempre que posso em meus trabalhos. Existe um "apelido" que chamam de solidão do campo, as escolas que tem apenas um professor, realmente estar a frente de uma escola sozinho não facilita o processo de ensino/aprendizado dos alunos, um relato que trago é quando chove muito. Nesses casos alguns alunos faltam por dias, e quando retornam, ate entrar no ritmo e acompanharem a turma precisam de apoio, nesse momento entra o papel de mais um profissional, extremamente importante. Mas pelo que sabemos nem todas as escolas contam com esse apoio, infelizmente. A monitoria tem essa função, apoiar esse profissional, eu aprendi em um ano na sala de aula o que não aprendi em três anos no curso. Eu aconselho se tiverem oportunidade de fazer monitoria, façam!! É uma experiência que somada a teoria do curso de pedagogia fortalece o aluno e o deixa mais seguro frente a tantos desafios.
  • Imagem de Ivanildo de SouzaIvanildo de Souza - qui, 28 jun 2018, 07:59
    Joice, trabalhar em escolas de zona rural já é por si só desafiador, não é? Sabemos que todas as escolas, independentemente de serem do campo, devem ser consideradas em suas especificidades. Porém, na minha cidade, percebo que as escolas rurais são, muitas vezes, tratadas da mesma forma que as demais, tanto em relação ao material didático quanto nos tempos de aula, divisão das etapas, enfim, é tudo igual. Como sua cidade lida com essa questão?
  • Imagem de prof --prof -- - qui, 28 jun 2018, 09:53
    Olá, Joice!
    Gostei muito do artigo e, principalmente, de conhecer um pouco sobre o trabalho de monitoria realizado por você em uma escola do campo. A Educação do Campo é um direito desses estudantes, e um dever do Estado para com as populações camponesas.
    É preciso continuar defendendo essa causa tão relevante em nosso País.
    No tocante à atuação docente em turmas multisseriadas do campo, você já participou de algum curso de formação específica para essa demanda?
  • Imagem de Rafaela Cristina MartinsRafaela Cristina Martins - qui, 28 jun 2018, 11:51
    Gostei muito do seu relato, e principalmente pelo fato do desdobramento da professora/diretora em ensinar os alunos. Esse número reduzido de alunos é devido ao tamanho da comunidade? E como é divido os conteúdos para os alunos?
  • Imagem de Ted Vizeira SobrinhoTed Vizeira Sobrinho - qui, 28 jun 2018, 20:42
    Parabéns pelo trabalho! É de exemplos assim que precisamos!
  • Imagem de Angélica GonçalvesAngélica Gonçalves - qui, 28 jun 2018, 21:14
    Joice, tenho certeza que seus alunos e a comunidade à qual você está integrada são muito privilegiados por terem alguém com um olhar politizado e empático como o seu. Sobre o artigo, acredito que algumas das perguntas que nossos colegas fizeram aqui nos comentários poderiam ter sido respondidas nele, ampliando mais a riqueza do seu relato.
  • Imagem de Joice Amaral PadilhaJoice Amaral Padilha - sex, 29 jun 2018, 21:09
    R: Ivanildo de Souza. Oi colega, concordo é sim um desafio. Não sei responder como é o tratamento em todas as escolas do campo da cidade de Rio Grande, quem sabe se eu continuar a pesquisa em um projeto de mestrado e adentrar nestas questões. Irei pensar sobre isso. No entanto fiquei curiosa quanto a sua cidade tratar as escolas do campo da mesma maneira que as escolas urbanas. A título de reflexão apenas, um aluno do campo aqui do interior da cidade vizinha de São José do Norte que precisa caminhar dois quilômetros até a escola ou até mesmo ir montado à cavalo, que estuda em uma turma multisserida, que não tem internet para fazer pesquisas, e se tiver tarefa para casa as vezes não tem quem ajude. comparado ao aluno de escola urbana, onde a escola fica no bairro, que tem um professor para cada série, que tem acesso as mídias, que se preciso for tem reforço escolas. Agora se pensarmos no ensino médio, os alunos precisam ir para outros municípios, estudar com colegas de classe média, bem vestidos, de contrapartida esses jovens deixam de ajudar seus pais na lavoura para ir estudar, o que muitas vezes são motivos de dar continuidade nos estudos.
    Essa reflexão vai longe se eu pensar na cultura, na identidade, na comunidade, no pertencimento...
    Para Miguel Arroyo, essa é a defesa mais radical do sentido social e cultural da educação do campo e da formação de seus profissionais. Como trabalhar toda essa problemática nos cursos de formação de educadores, nas políticas curriculares curriculares, de material didático?
    Finalizo com esse questionamento de Arroyo e indico pesquisar as comunidades rurais, quilombolas e indígenas para compreendermos se a realidade deles é a mesma das demais.
  • Imagem de Joice Amaral PadilhaJoice Amaral Padilha - sex, 29 jun 2018, 21:15
    R: Paulo Soares Batista
    Obrigada pela contribuição e por acreditar que a educação do campo precisa continuar sendo defendida. A monitoria tem um encontro de formação continuada para os colaboradores, mas não é específico para as escolas do campo. Eu participei de um encontro no meu período de monitoria.
  • Imagem de Joice Amaral PadilhaJoice Amaral Padilha - sex, 29 jun 2018, 21:28
    R: Rafaela Cristina Martins.
    Obrigada Rafaela. Sim, a comunidade é pequena, as famílias que antes eram compostas por um número considerável de filhos, hoje não são mais. Cada professor tem seu método de ensino, vou comentar o que eu observei, no caso, a turma é dividida por fileiras e as vezes em formato de "U", os conteúdos são apresentados no quadro, em folhas, nos livros, conforme o currículo propõe. Também percebi o desdobramento do professor, para encontrar um tema no começo a aula que fosse de interesse de todos os alunos, para depois dar seguimento por séries. Exemplo: Um poema, a letra de uma música, um filme, tudo isso deve ser pensado para as cinco turmas, e a partir disso dar continuidade nas atividades seriadas.
  • Imagem de Joice Amaral PadilhaJoice Amaral Padilha - sex, 29 jun 2018, 21:29
    R: Ted Vizeira Sobrinho
    Obrigada Ted.
  • Imagem de Joice Amaral PadilhaJoice Amaral Padilha - sex, 29 jun 2018, 21:36
    R: Angélica Gonçalves
    Obrigada pelas contribuições, também percebi que poderia ter explorado muito mais na escrita do artigo. Como foi minha primeira experiência em eventos como este, fiquei com medo de colocar muitas informações, pensei também que esse tema não seria tão notado pelos colegas como foi. Para mim tem sido uma experiência e tanto, ver que ainda temos muito que pesquisar sobre as escolas do campo, reconhecê-las e defendê-las. Sou muito grata por cada comentário. Obrigada a todos!
  • Imagem de Marco Antônio PeixotoMarco Antônio Peixoto - sáb, 30 jun 2018, 18:31
    Boa noite Joice e demais colegas participantes! O relato da sua experiência nos faz refletir sobre a diversidade de situações, as quais nós profissionais da educação vivenciamos. Seu trabalho mostra a preocupação com um grupo de alunos, de pessoas que geralmente tem seus direitos negligenciados pelos governantes. Escrever sobre a Educação do Campo e principalmente sobre salas multisseriadas requer e mostra o seu compromisso com a educação. Parabéns!