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LETRAMENTO LITERÁRIO: FORMAÇÃO DO LEITOR CRÍTICO - Flávio Aparecido de Almeida, Lucimeire Aleixo Bard, Luís Américo Bertolaci Junior, Mileane Andrade Azevedo,

 
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Re: LETRAMENTO LITERÁRIO: FORMAÇÃO DO LEITOR CRÍTICO - Flávio Aparecido de Almeida, Lucimeire Aleixo Bard, Luís Américo Bertolaci Junior, Mileane Andrade Azevedo,
por Gabriela Santos Gonçalves Machado - sexta, 23 nov 2018, 22:04
 

Boa noite a todos e boa noite Elaine, a quem me dirijo!

Gostei muito do questionamento deixado por você. É interessante pois meu artigo de conclusão no curso de Letras falava sobre a interação da gramática e linguística na formação do leitor eficiente e a banca me perguntou se eu considerava possível que um aluno, portador apenas de uma variante regional da língua, poderia, através das aulas de língua portuguesa, adquirir plenos domínios da norma culta.

Eu respondi que sim, principalmente se, nessas aulas, o mesmo fosse incentivado ao hábito da leitura. Verdade é que, em sala de aula, a plicação de textos literários muitas vezes se dá apenas para uso e estudos de gramatiquices o que, a meu ver, não forma nem leitores e nem cidadãos críticos.

A leitura cria um bom linguajar e uma boa escrita quando é encarada como algo prazeroso, que transforma o aluno num fascinado pelo texto, um amante de suas cobertas e um alucinado por suas viagens. Quando ler se torna hábito (e necessidade), temos pessoas críticas, bons falantes, bons ouvintes, bons escritores, bons pensantes. Ler não é exercício de repetição, mas celebração de um prazer que, quando alcançado, impregna em nós suas essências, sejam elas bons discursos, sejam elas pensamentos críticos. Ler deve causar, no professor e no aluno, prazer. Deve primeiro tornar-se hábito. O livro deve virar companheiro nessa jornada aqui na terra.

Quando usado por obrigação e visto como objeto meramente avaliativo, ler causa traumas e afastamentos. Quando o aluno descobre que ler aumenta sua perspectiva e se apaixona por isso, ler liberta. O pensamento, a escrita, a vida.